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sábado, 11 de junho de 2011

A manicure de Silva Pais, ou a "Silva Nails", como repovoadora do país agrícola profundo





Imagem do Kaos


Para quem conheça bem Nova Iorque, o que não era o caso do Mandatário para a Juventude de Cavaco Silva, por Cantanhede, Renato Seabra, em cada esquina, e ao meio de cada rua, há umas escadinhas que descem para uma cave, com a tabuleta "NAILS".
Ora, "Nails", em Inglês quer dizer preta gordurosa, ou puta branca, que vai descer aquelas escadas, para colar na ponta dos dedos uns apliques de silicone, em forma de garra vermelha, que, enquanto não lhe fizerem apodrecer as unhas naturais, por falta de oxigenação, lhe darão a sensação de domínio da pantera e da tigresa, sobre o velho impotente que lhe paga as contas todas, na Quinta ou na Madison Avenue.

Em Portugal, terra de atraso em todos os quadrantes, também tivémos um negócio de Nails, mas ao contrário, porque quem subia aquelas escadas, e era enfiado naquelas salas obscuras, com gajos vestidos de cinzento e alicates nas mãos, geralmente saía de lá, não com mais unhas, mas, infelizmente, com menos, para que se lembrasse de que estava num país que primava pelo civismo e pela civilização.
Esse consultório de Nails, como qualquer clínica polivalente de hoje em dia, também tinha outras especialidades, como a cura do sono, que consistia em manter os pacientes, com tendência para dormirem demasiado, gentilmente acordados, de acordo com os seguintes métodos, aprendidos no Kubark Countererintelligence Interrogation, um manual de boas maneiras, posto em prática pela C.I.A., e copiado pelos países onde reinavam as mais amplas liberdades democráticas.
A coisa era simples: bastava manter as luzes permanentemente acesas, ou intermitentemente apagadas, num sistema estrosboscópico, tão ao gosto das nossas discotecas, ou, com aquecimentos e aparelhos de refrigeração, alterar os ciclos de oscilação térmica do dia e da noite. Sempre que o paciente cabeceava, e ameaçava dormir, apanhava um estalo, ou um grito estridente, junto das orelhas, não fosse violar o acordo de cavalheiros que o levara ali. A hidroterapia também era generosamente praticada, com baldes de água gelada, pela cabeça abaixo, sempre que os olhos tendiam para se fecharem, e um valente pontapé nas canelas, ou um murro no estômago também eram incentivos ao prosseguimento destas dietas radicais.
Ao fim de uns dias, o paciente já era uma pessoa nova, e estava em plena Síndroma "DDD", ou seja, "Debility, Dependence and Dread", passando a ter comportamentos erráticos, como arranhar as paredes e os tetos das celas, o que o levava, como Leonardo da Vinci, a identificar formas e alucinações, nas marcas dos que antes por ali tinham passado.
O sistema sonoro era perfeito, passando, muitas vezes, nos limites em que os decibéis provocam a dor, a lamúrias, gritos e choro e soluço de parentes, mulheres e filhos dos internados. A comida era excelente, mas irregular, sendo o paciente acordado, com uma estalada, para tomar um pequeno almoço, a ferver, às 3 da manhã, ou obrigado a almoçar por volta das 11 da noite. Quando não queria, agarravam num funil, e despejavam diretamente, pela goela abaixo, enquanto ele se contorcia de dores, com boca e esófago queimados.
Havia quem resistisse pouco, e quem resistisse muito.
Quem resistia muito era considerado um resistente, e passava para um escalão superior, já que o estado salazarista, sempre muito dado a cortes e contenções, achava que as pessoas, tal como Cavaco Silva hoje advoga, se deviam "curar" rapidamente.
Começava então a fase eletromagnética, em que o paciente, amarrado a uma cadeira, era submetido a descargas elétricas de voltagem crescente, aplicadas em diferentes partes do corpo, mamilos, testículos, orelhas, olhos, ou em zonas que sustentassem maior permanência, de maneira a que se pudessem provocar queimaduras, e começasse a pairar, nas celas de iluminação indireta, um cheiro a pele cauterizada. Tudo isto provocava um enorme cansaço nas pessoas que tinham de manter o sistema funcional, de modo que, quando chegava o tédio, apagavam os cigarros nas costas, no peito ou na cabeça dos clientes mais impertinentes.
Cansados da luz elétrica, podiam passar à fase da água, em que inclinavam o pescoço do paciente para trás, e lhe começavam a despejar garrafas na boca, e, sempre que ele começasse a sufocar, paravam, até que ele tossisse, com os pulmões invadidos pela água, exercício excelente, que o poderia levar a cuspir sangue, por ter rebentado, com o esforço, algumas partes da plétora respiratória.
Para quem respirava mal, enfiavam-se sacos de plástico na cabeça, e apertavam-nos no pescoço, para ver quanto tempo o moço aguentava, sem respirar, porque o ar é um recurso escasso e deve ser poupado. Caso estivesse à beira do desmaio, era totalmente despido, enquanto os tratadores o regavam com uma mangueira de água gelada, e lhe aqueciam os genitais, com fósforos acesos, e pontas de cigarro para apagar. Punham-no depois de pé, a fazer o número da estátua, como os miseráveis da Rua Augusta: braços em forma de cruz, e firmemente de pé, horas e horas a fio, completamente nu, e se acontecesse ter tendência para cair, era posto de pé, com pontapés de botas nas rótulas, que até se podiam fraturar, o que era irrelevante, porque um fémur quebrado, se é capaz de manter a perna direita enquanto intacto, também o pode manter depois de partido, até o osso rasgar a carne, da estátua forçada. Se houver hemorragia, será bem vinda, porque a morte por perda de sengue é sempre bem vinda, e poupa o tiro de misericórdia, dado na nuca.
O paciente não deve gritar, sob risco de se lhe ter de dar um murro na boca, partindo todos os dentes, e esmagando os lábios, ou levando uma punhada no bolbo raquidiano, que o poderá deixar paralisado para sempre.
Quando os agentes tinham de descansar, fechavam os pacientes, nus, em celas coletivas, de janelas de redes cerradas, de onde tentavam ver um fragmento da rua, como se a realidade ainda existisse, e depois eram buscados, para serem massacrados com bastões de mola interna, que não deixavam nódoas negra, mas dores para sempre, no corpo e na alma.

Havia os pacientes e os impacientes: os pacientes eram obrigados a conter a urina e as fezes, até onde aguentassem, mas quando não aguentassem, teriam de se satisfazer pelas pernas, e ficar a chafurdar no chão, até terem de limpar tudo com as roupas, por que há que manter a decência, e o cidadão deve evitar sujar os espaços públicos. Os impacientes eram despachados com um tiro na órbita, ou bem na base da nuca, para serem atirados ao mar, de modo a não voltarem a infestar as costas,. "Tudo em linha na garagemvem o Inspector Capela passar revista à mocidade desviada. Olha um a um, ri-se na cara de cada um dos carecas".

Acho que chega de descrições, estamos a falar da P.I.D.E, da "Velha Senhora", de criminosos como Barbieri Cardoso, António Sacchetti, de Fernando Silva Pais, que a dirigiu, desde 1962, até ao 25 de abril, e a quem Aníbal Cavaco Silva, um chico esperto que devia estar preso, por destruição do tecido produtivo português, declarou, em 1967, por escrito, "estar integrado no (actual) regime político" (!), constituído, entre outras coisas pela referida P.I.D.E., organização de benemerência, com os métodos atrás descritos.

A novidade, no meio disto tudo, é que Annie Silva Pais, filha única do gestor desta casa de torturas e horror, nauseada da família que tinha, decidiu entregar-se aos amores de Che Guevara, e viver uma vida aventureira, a maior bofetada que poderia dar à corja genética de onde provinha, dando, com a vagina, um golpe de asa nos três pés da maior esterqueira que este país produziu, "Deus, Pátria e Autoridade", ou "Família, Deus e Pátria", pelaordem que quiserem.
Fugiu, e fez bem.
Não se quis "curar", como o colaboracionista Cavaco Silva, preconiza, para todos os Portugueses, tal como eu não me quero curar, exceto de uma coisa, desse fantasma bolorento, Aníbal de Boliqueime, que arruinou Portugal, e que que quer que os Portugueses voltem, agora, à Idade Média rural.
Eu quero ser Europeu, Cidadão Global, e viver sem 400 anos de Inquisição.

Portanto, quero, literalmente, neste 10 de junho, que você se vá foder, mais o cargo que rebaixou ao nível dos facínoras e cadastrados da Sociedade Lusa de Negócios e do BPN, tentando sempre passar por cima. Não vai passar por cima, e vai ir de escaldão em escaldão, a começar já por quarta feira, em que vamos pagar os juros mais altos da nossa história, enquanto você anda entretido, no seu alzheimer, convencido de que está a formar o seu terceiro governo de maioria absoluta, e em julho, quando tivermos de vender uma fraude chamada Banco BPN, que você amparou, com os facínoras seus amigos, entre tantos outros negócios obscuros da longa noite cavaquista, que nunca mais acaba.
Não está a formar esse terceiro governo de maioria absoluta, dos obsoletos anos 80, e a História breve vai-lhe provar isso nos meses imediatos.
Hoje, António Barreto, já preparado para integrar o futuro Governo, eventualmente, na Pasta da Educação, fez-me vomitar, como você me faz nausear, e como me faz sempre vomitar o trio que Barreto integra, a Agustina e o Proença de Carvalho, que, quando surgem, indicam sempre onde está o lado errado da História.
Eu não estou nesse lado errado da História, nem preciso de nascer duas vezes, para lhe atirar à cara que o considero o pior flagelo da Democracia Portuguesa, e faço-o com o maior desprezo que posso sentir, por quem traiu a minha Pátria e os meus infelizes concidadãos, durante tão longos anos.

Quanto a Silva Pais, a quem Cavaco prestou juramento de não oposição, ressuscitou agora, na pessoa dos familiares, esparsos pela Suíça, ou lá onde é, para processarem o meu amigo José Manuel Castanheira, por ele ter afirmado que o Chefe da PIDE tinha estado envolvido na execução do General Humberto Delgado.
Pois é claro que não esteve.
Como é que um homem tão ocupado em dirigir um negócio de Nails e uma câmara de horrores se poderia interessar por uma coisa mesquinha, como o abate de um ex candidato presidencial?...  Portanto, o Castanheira deve ser condenado já, e bem, tal como o Diretor da "Sábado", eventualmente, a repovoar o Interior, que o carrasco Aníbal destruiu, a par das Pescas e da Indústria, para inaugurar o longo percurso da Dívida, porque um país que nada produz só pode gerar dívida, ou luvas de submarinos, nas contas suíças de Durão Barroso.
Quanto a Silva Pais, deve ser beatificado, por este milagre de ainda ser tão falado depois de morto, e morto sem punição por tantos crimes, e até beatificado no Estádio Nacional, com a vergonhosa Maria Cavaca a representar o estado de decadência ao que o Estado chegou.
Beato Silva Pais do Menino Jesus.

Puta que vos pariu, bolorentos fantasmas do passado, que nunca mais nos deixam entrar, Portugueses de cabeça erguida, num séc. XXI de modernidade!...

(Quinteto da obscenidade de arrancar unhas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O País das "marquises"





Imagem do Kaos


Pronto, como dizia o outro, depois de pendurado três dias numa feia de uma cruz, sem tomar banho, nem pôr desodorisante, "está consumado": os culpados foram colocados no lugar das respetivas culpas, e esta porcaria pode retomar a sua longa caminhada em direção ao "Pügrèsso", iniciada em 1985.

Nos escassos anos de democracia, já me tinha acontecido, e saudavelmente, ir às urnas votar contra alguém, e fi-lo muitas vezes, talvez a mais saborosa, contra a Carrilha, quando "ela" se andava a abalançar à Câmara de Lisboa, e ainda não a sonhar com ser o próximo manuel alegre de 2016, se lá chegarmos, mas nunca me tinha sucedido ir ter de votar contra quase todos os candidatos.

Os grandes vencedores da noite são, suponho que por consenso, o coelho da madeira, que vai fazer a vida negra ao alberto joão, nos próximos tempos, e isso é fantástico, porque me faz sempre lembrar aquelas lutas das mulheres na lama, e eu adoro chiqueiradas, senão, não tinha nascido português; o do PCP, que tem sempre uma "vitória moral", nunca se percebe por quê, por que arrecada sempre menos votos do que o pleno do partido, 50 000 enfermeiras a masturbarem-se, em direto, para fernando nobre, o alegre que se segue, e os comprimidos do professor lobo antunes, que já deram a volta ao mundo e ao tempo.
Pensando no caso de manoel de oliveira, acho que esses miraculosos comprimidos, ou "pastilhas", como se diz no sotaque de boliqueime, nos poderão assegurar um feliz sexto, sétimo e oitavos mandatos presidenciais, de qualquer múmia que lá se ponha. Quando crescem as exportações no "off-shore" da madeira, através da Wainfleet, a maior exportadora portuguesa, de papéis fantasma, da mafia russa, grande parte dessas exportações reais são, suponho, para manter vivo fidel castro, e, creio, ratzinger, o mais velho ayatollah ainda em exercício no hemisfério ocidental, Corre por aí, que, quando deixar de os pagar, como deixou de pagar os sapatinhos prada, o senhor, ou o espírito santo, ricardo salgado, o levarão para junto de si. Sempre diminuíam as emissões de co2, entre outras benesses.

Parece que o dia mais deprimente do ano é o dia 24 de janeiro: nós, como sempre fomos mais avançados nas coisas más, preferimos, para antecipar, o dia 23.

Ontem, dia 23, e regressando aquele epifenómeno a que chamaram "presidenciais", conseguimos uma coisa miraculosa, que já não se via desde a cova da iria e a cura milagrosa dos hemofílicos de leonor beleza, que foi juntar as causas naturais aos milagres da fé, e vamos já às causas naturais.

As causas naturais, de 23 de janeiro de 2011 resumem-se a que portugal, nação anexa das españas, e na eminência de entrar na tutela do fmi, conseguiu organizar um evento de cariz eleitoral, com o elenco da liga do últimos, uma superprodução de lix..., perdão, de luxo, que foi desde os candidatos aos eleitores, passando pelos engasganços dos meios de votação. A coisa foi bonita, cívica, "glamourosa", como diria aquele sacarolhas chamado zezé castelbranco, e acabou à altura dos intervenientes, com o milagre da fé de se ver uma criatura, em estado lastimável de saúde física e mental, conseguir reunir contra si 75% (!) da população do retângulo, e ainda aparecer ao lado de uma aparição de azul petróleo, embevecida, com o marido poder ir voltar a ocupar os jardins das tangerineiras de belém. Eu próprio, que só consigo chorar quando a traviata está a fingir que morre, comovi-me, e, enquanto andava pelo "facebook" a provocar as amigas, e deitava o rabinho do olho para a deprimência do que se passava nas televisões, abençoado por ratzinger, por ter sido ali que carlos castro conheceu o mandatário para a juventude de cavaco silva, chorei, porque maria de boliqueime fez o último grande papel da sua vida, a ver se os comprimidos do professor lobo antunes não se iam abaixo, antes do marido voltar a sair da marquise de belém , para a marquise do possollo, mas vou deixar as marquises para depois, porque ainda tenho de prolongar um bocadinho mais esta introdução.

Como comecei por dizer, o vergonhoso número de teatro de revista de 23 de janeiro colocou todos os culpados perante as respetivas culpas, e escreveu-lhes importantes linhas biográficas. A primeira, talvez a mais lapidar de todas, foi ter associado o nome do senhor alegre, de águeda, à eleição de um morto político, cavaco silva, por duas vezes, uma, em 2005, a segunda, em 2011, e para um cargo que conseguirá, assim o esperamos, levar ao extremo do desprestígio, no prazo máximo de cinco anos. Compete ao senhor alegre, portanto, desaparecer agora de cena para sempre, ou ir para túnis, montar uma rádio própria, de onde poderá acompanhar como uma revolução de jasmim corre o risco de nos pôr um irão a hora e meia de voo de lisboa, e me impedir, grossa chatice, de ir lá comprar tapetes dos anos 40, à medina de Sousse. Já agora, pode levar com ele o bloco de vampiros de esquerda, que é melhor continuarem a sonhar com coligações ao nível dos zés que fazem falta do que com ministérios da cultura, do turismo,  e varandas afins.

O segundo carinho vai para o sr. aníbal, um homem honesto, que tentou rebobinar a história, mas se vai sair muito mal, porque, em redor de homens honestos não podem existir dias loureiros, oliveiras e costas nem leonores belezas, como salazar muito bem sabia. Há, em contrapartida, um povo, ou melhor, uma sombra com o peso de 75% da população, que lhe disse, expressamente, que, mais tarde ou mais cedo, vai ter de explicar por que é que nós, país pobre e de população degradada, temos de estar a pagar milhares de milhares de milhões, por causa de uma banca de lavagem de dinheiro, que suponho que nem ao sr. madoff, condenado a meio milénio de prisão, terá lembrado na américa.
Não quis explicar durante a campanha, pois que mande agora num papelinho escrito, como aquele que carlos cruz mandou ao "bibi", a lembrar-lhe que não se conheciam.
A maria até pode lê-lo em público, e dizer que dias loureiro nunca foi vizinho de cavaco, nem ministro, nem guardião das ações e das poupanças do saloio da coelha e da saloia da patrícia, nem sequer conselheiro de estado, e ainda menos exilado de cabo verde, paraíso da pedofilia.

O sr. aníbal pensa que, dia 23, recuperou aqueles 10 anitos do antigo regime, que uns gajos com cravos e tanques obrigaram a interromper, quando ele tinha uma prateleirita tão bem assegurada no seguimento do "antigamente", como outros que tais, que depois até deram dignamente a volta ao filme, como freitas do amaral, sá carneiro, ou marcelo rebelo de sousa, de entre alguns que agora me vieram ao correr do teclado. Ao contrário dos anteriores, o mendicante de boliqueime insiste em ignorar que existiram, para o bem ou para o mal, 11 anos, entre 1974 e 1985, que mudaram, para sempre o decurso da história de portugal, tornando obsoletas coisas que se lhe escapam, nos intervalos dos perdigotos e das semividas dos comprimidos do professor lobo antunes, como as assembleias "nacionais" (?), os dias da "pátria" (?) e as pensões do "pides".

Matematicamente falando, e isso é bom, porque a matemática é canónica, nós, portugueses, os tais da zona que consideram o sr. aníbal um cancro da democracia, ficámos, agora, com um dos maiores trunfos da nossa vida, porque assim como alegre vai desaparecer em duas semanas, uma coisa passámos a ter como certa: o prazo máximo para aguentar aquela assombração de boliqueime, vergonha do nosso rosto internacional, são 5 anos, sim, só 5 anos, com fortes probabilidades de que a doença -- e não se deseja mal a ninguém, mas também se aceita, se vier de boa vontade... -- até nos antecipe esse dia em dois ou três anos. É justo, até por que, com o aumento da esperança de vida, ainda temos muito tempo para restaurar a fachada da democracia, arejar-lhe os cantos, e deixar que venha algo de novo. Obviamente que não a Carrilha, por mais esperançada que esteja nisso.

A seu modo, e por mais extraordinário que isto possa parecer, o sr. sócrates, que tanto nos aldrabou, mas tem revelado, nos últimos tempos uma brilhante capacidade de patriotismo e malabarismo, ao tentar fazer com que portugal mantenha a cabeça de fora, pelo menos no setor terciário, depois de, durante 20 anos de persistência, o sr. aníbal e o seu gang de criminosos, nos ter destruído e vendido os setores primário e secundário, acaba por receber um inesperado balão de oxigénio. Pode ser que esta ansiedade de legislativas antecipadas lhe traga uma surpresa, daquela franja de 75% que VETOU cavaco silva. Vai ser o maravilhoso espetáculo dos próximos tempos, embora creio que o sr. aníbal e a sua ridícula maria só demasiado tarde venham a perceber o que lhes está a acontecer.

Queria terminar, como prometido, com as "marquises". Quando há crises, no reino unido, vêem-se baterias de câmaras paradas defronte de um prédio simpático, eduardiano -- não posso assegurar, mas isso é irrelevante para o discurso... -- à espera de fumo branco; os franceses preferem apontar as objetivas para Matignon ou o Eliseu, nós, dia 23, assistimos ao episódio mais deprimente das nossas existências, que foi ver as câmaras das televisões apontada para uma "marquise" de classe média baixa, cheia de manchas de umidade, onde o poder daquele casal, chegado ao topo da base, estava a encenar um "frisson" político, ao nível as expectativas do defunto "fontória", quando a mão da stripper sexagenária fazia tremer a cortina vermelha, a anunciar que ia entrar em cena. Os jornalistas, cujo sentido crítico se tem vindo a degradar, como o restante do país, entraram nas minúcias de analisar as oscilações quânticas do "estore", outra das categorias aristotélicas, muito ao gosto desta nossa brandoa generalizada, e a tentar perceber como é que o futuro da bancarrota, do fmi, e dos custos dos calotes do bpn, se resumiam, ali, em flashs de máquinas da patrícia, do bruno e da perpétua, ao som de grande amadora.

Suponho que este patamar das "marquises" seja tudo o que o patético casal de boliqueime tenha para propor, como programa existencial, a um país, como o nosso, no extremo limiar da angústia.
Só lhes fica bem, a eles e a nós, que neles não votámos.

Corações ao alto :-)


(afinal o quinteto era de "marquises", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino" e no infatigável, e insubstituível, "The Braganza Mothers")