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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Uma alimária chamada Nuno Crato


Imagem do Kaos


Sei que já o disse muitas vezes, mas nunca são poucas as que o repito: há, em Portugal, duas pastas, que, pelo seu caráter específico, podem sempre ser ocupadas por qualquer pessoa, e estou a falar da Educação e da Cultura. A da Cultura é indiferente, já que a Cultura ou existe, ou não existe, e a nossa está a apagar-se, sendo que o respetivo Ministro, ou Secretário de Estado, é um mero "bibelot" que lhe põem em cima, para dar trabalho, e dinheiro, a um amigo, de preferência, profundamente estúpido e arrivista, e mostrar ao Mundo que nos estamos a tornar progressivamente irrelevantes, nos nossos sinais heráldicos. 

A Educação já é mais complexa, porque a questão é sempre do que estamos a falar, quando falamos de Educação?

Em Portugal, já que ainda não chegámos à fase de poder dizer "Educação = Cristiano Ronaldo", ou "Educação = Mourinho", o que não tardará muito, ainda se anda na fase das polissemias do "rigor", associadas às inúteis provas de esforço dos "exames", onde quem lá vai só ganha para o esgotamento nervoso, e para dar trabalho a uma enorme comitiva de espantalhos, que têm de ficar a fazer o número da estátua, pelas salas esburacadas, a fingir que a coisa tem dignidade, e depois apanharem com as chuvas de negativas.

Os exames já passaram por tudo, desde tentar ensinar Português através de tiras requentadas de jornal, do cocainómano Miguel Esteves Cardoso, até àquela patologia que nunca mais se titaniza, da insuficiência linguística do Mercador de Lanzarote. Com Crato, talvez a criatura mais estúpida, da tríade Lurdes, Alçada, e ele próprio, as aflições passaram para a Matemática, assunto do qual ele não percebe rigorosamente nada, já que, em vez de lhe perguntarem os cronogramas de exames a que devem ser submetidas as criancinhas, antes deveriam perguntar por que é que (-5) x (-5) é igual a +25, onde o homenzinho ficaria a gagejar, e lá acabaria num inevitável "porque sim", quando um dos fulcros da iliteracia matemática está, justamente, em apresentar, como postulados, o que não é mais do que um derivado de acerto de equações, ou seja, de operações com quantidades desconhecidas. Nesta fase, já ele estaria de boca aberta, a fazer "Han???... repita lá isso...", e enquanto ele fazia "haaaann???...", já o país teria perdido mais meio dia de atraso, relativamente à Civilização.

É sabido que Passos Coelho, um incompetente de carreira, foi escolhido pelo Sistema, para fazer recuar os índices de conforto e de literacia aos do tempo do Vacão de Santa Comba Dão, para que Cavaco Silva se cure do trauma de ter tido uma carreira interrompida por uma chatice, chamada 25 de abril. Fraquinho, remediado, com a sua mãe de santo sempre ao lado, a acompanhá-lo, para quando a coisa não vai a bem, e tem de meter macumbas, com o Relvas no bolso, a quinta essência da mediocridade do arrivismo e do despudor, aquele que se mantém, "não por que sabe, mas porque sabe como fazer", ou seja, o latoeiro, que dá um jeitinho na sucata, e consegue que o motor pegue, de empurrão, como naquelas tristes figuras de meio de estrada, em que uns neanderthais, de manga cavada, a tresandarem a álcool, e só com metade dos dentes na boca, conseguem entre baforadas de combustão tóxica, pôr uma carcaça, fora de prazo, passada com "luvas", na inspeção, a poluir mais uns quantos metros cúbicos de atmosfera, por ali afora.

No tempo do maior português de sempre, havia três categorias de portugueses, aliás, quatro: os que eram filhos de alguém, e faziam o Lyceu, para irem para um curso superior; os que fingiam ser filhos de alguém, e se punham nas pontas de pés, para imitarem os percursos dos filhos de alguém, e até lá iam, quando não se espalhavam pelo caminho; em seguida, vinham os que, por mais sonhos e aspirações que tivessem, se tinham de submeter aos atavismos da proveniência familiar, e aos apertadíssimos espartilhos financeiros, com que esse ogre, que nos deu 50 anos de atraso, os presenteava. A bem ou a mal, por que, como todos nós cá "éramos mais modestos", eles também tinham de se submeter às contingências da modéstia. A quarta espécie é a pior de todas, já que, desprovida do que quer que fosse, tinha de se contentar com assinar com o polegar molhado em tinta, e coexistir com a vergonha de pedir ao vizinho que lesse a carta do filho, que lhe vinha da Guerra de África, cheia de "propriedades", e, geralmente, com uma perna, ou uma mão a menos, quando não ficava lá o corpo por inteiro. Era uma desgraça, mas o país arrastava-se assim, tal como o retrata o brilhante documentário de João Canijo






Quem para isto olhe, das duas uma, ou fica de boca aberta, ou fecha-a com os dentes bem cerrados, para evitar morder alguém, porque ainda há quem ache que nunca deveríamos ter passado disso, e que nesse tempo "é que era bom".

Como em todos os tempos, era bom... para quem podia, e a maioria não podia, nem sequer sabia o que era poder poder.

Nuno Crato, o tal que não percebe peva da Pasta que ocupa, e não vem da Matemática, mas da Gestão, ou seja, tem os tiques da Lurdes, associados aos sorrisos de camelo da Alçada, e, agora, culminando numa economia de cadeiras, um pouco à Burkina Faso, em que, na sala, não podem estar todos simultaneamente sentados, e aqueles dois lápis têm de servir, à vez, para os quarenta desesperados, e enquanto o bico durar, porque não há aparador para a grafite, nem dinheiro para mandar vir mais, porque o BPN continua a carburar.

A fenda cruel da Lurdes, na qual alguns conseguiam encontrar o pré câmbrico do sorrir -- o que realmente separa o humano do não racional -- e ela não sorria, só entregava a fenda a ligeiras oscilações quânticas, que os jornalistas interpretavam como oráculos dos seus estados de alma, a que se seguiu o sorriso néscio da tia da "Versailles", que achava que ficava bem fazer um esgar, depois do capilé, culmina agora no arreganhar da tacha de Nuno Crato, onde a estupidez profunda, a incapacidade para esconder que está ali somente para fazer um frete encomendado por gerações de incompetentes -- nunca nos esqueçamos de que a moda começou com David Justino, uma nódoa, que era assessor do impoluto Isaltino de Morais, lá passou pela Pasta da Educação, que todos os portugueses, como comecei por dizer, podem ocupar, e acabou no presépio de Boliqueime, onde tem lugar tudo o que é remediado, sem pretensões, mas capacidade de ser nocivo -- e que agora culminou nas quotas da formação dos Portugueses.

A matéria prima da Educação são os jovens, e o seu fito a construção do Futuro: cada navalhada que seja dada na Educação é um comprometimento nacional, a longo prazo, muito pior do que os contratos assinados, em forma de concessão, por 30, 40, ou 50 anos,  com os escroques das parcerias publico privadas, porque o horizonte da Educação é a Eternidade, seja lá o que for isso.

Com o sorriso da estupidez afivelado no rosto, um certo esgar, entre a bestialidade e o "tanto-podia-estar-aqui-como-noutro-lugar-qualquer", Nuno Crato, "o primo-sobrinho-trineto em 2º grau (?) do 1.º Barão e 1.º Visconde de Nossa Senhora da Luz", como reza a "Wikipédia", fez aquilo a que Salazar nunca se atreveu. Salazar limitava-se a acompanhar os fluxos, e não punha funis nos filhos de alguém, nos imitadores dos filhos de alguém, e, nem nos... outros. Este, com a desfaçatez que a ignorância sempre tem associada, passou do qualitativo ao quantitativo: 50% dos Portugueses serão "doutores", e os restantes... canalizadores, eletrecistas, modistas e reparadores de trompas de falópio de senhoras mal casadas e etc. afins.

Contrariamente ao Catolicismo, que permite que a alma condenada, por derradeira remissão, se salve no último dos últimos minutos, por arrependimento; do Luteranismo, que já é muito mais restritivo, mas ainda dá jus a uma escapadela, aqui, estamos perante Calvino e Zuínglio, que, no seu asqueroso ayathollismo, defendiam que a alma, se já estivesse condenada à partida, bem se poderia tentar redimir, que lá acabaria nas brasas, onde agora estão Eurico de Melo e Saramago.

Resta saber quem vai definir estas quotas dos 50% que terão a salvação, e dos 50% que terão a punição, mas talvez isso nos seja explicado pelo monetarista assassino, Carlos Moedas, pela boca pausada do seu fantoche das Finanças, a caricatura que dá a cara pelos sinistros bastidores que nos arrastaram, e arrastarão, para a ruína total.

Tudo isto é o quintal nacional: lá fora... está pior, com rabis vampiros a chuparem pilas de bebés, com Obama, esse cancro do séc. XXI, a ameaçar ficar "zangado", se o criminoso Assad utilizar as armas químicas que Saddam Hussein lhe pediu para guardar, e só usar, sob jura, depois de ter sido enforcado, coisa que já aconteceu. Todavia, nem tudo é mau, porque a Rússia voltou a tornar-se numa tirania, sob um tzar plebeu, e o "Curiosity" vai descobrir que havia vida em Marte, aliás, isso faz parte das promessas eleitorais do segundo mandato do caneco, que ainda não se sabe se será assegurado pelo caneco, em si, ou se pela sua nova hipóstase, um mormon, que defende que não deve haver aborto em caso de violação, ou incesto, para a mãe depois poder confirmar se a cria tem a cara de quem a violentou, ou se é igual ao pai-avô, que a montou, para estrear o que era dele...

A vida é sagrada, como se sabe, e já foi embarcada no "Curiosity", para ser posta à solta, mal isso convenha para a campanha eleitoral. Até já tem nome, e uma taxonomia associada: os vermes multirresestentes, com cona, receberão o nome de "michellídeos", enquanto os de dentes brancos e vaidade infinita serão os "obamídeos". Vai ser um milagre natural, misturado com causas da fé, e já procrastinados, metade deles, a serem vermes profissionais, enquanto os outros virão para a Terra, para frequentarem Harvard e Stanford, e até a Lusófona, através de equivalências, que lhes concederá os seus primeiros diplomas marcianos.


(Quarteto do tenho tanta, mas tanta, mas tanta vergonha de viver nisto... no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", escola profissional, de longa data)

sexta-feira, 30 de março de 2012

O homem que ganhava 13 000 salários mínimos

Imagem do Kaos


Portugal é um país surpreendente, dado que raramente estagna, e nunca tem retomas, a não ser em regime de bomba nuclear.
Desta vez, retomou para o “Guiness”, como aquele país onde há um cretino que consegue ganhar 13 000 salários mínimos.
O realizador de esplanada de Cascais, que fez aquela merda “What the Finns need to know about Portugal”, esqueceu-se de colocar esse fenómeno, não do Entroncamento, mas da EDP, e foi pena, porque se os Finlandeses, na altura de votarem mais dinheiro a fundo perdido para a Cauda da Europa, tivessem sabido que o alguém ganhava, a descoberto, 13 000 salários mínimos, certamente nos teriam, e com muito gosto, emprestado muito mais do que aqueles trocos que enviaram para cá.

Estamos a falar do Mexia, um cancro da Democracia, um indivíduo – e tanto que eu aprendo à mesa de certos restaurantes… -- que já era corrupto no tempo em que servia o corrupto Mira Amaral, no tempo em que ele era Ministro da Economia do corrupto Aníbal Cavaco Silva.

O Mira Amaral era genial, porque, ao mesmo tempo que ia distribuindo pelos amigos do Aníbal os Fundos Estruturais, que vinham para tornar os Portugueses um povo europeu, cuidava da sua vida privada, e nunca é de mais recordar o maravilhoso episódio da rotina diária do Ministério, quando alguém ia colocar serviço no gabinete da esposa, uma pobre demente, para fingir que ela estava apta para trabalhar, já que o divórcio nunca mais avançava, e o Mira Amâghàl, esse cancro da Economia, da Democracia e dos Valores Humanos, tinha medo de que o tribunal lhe o recusasse, já que ficava mal a alguém divorciar-se de uma pobre desgraçada que tinha enlouquecido…

Outras eras, outros valores: serve agora a boceta da mulata, à frente do BIC, e acabará “Honoris Causa”, um dia destes, como a Leonor Beleza, que vai receber o seu, pela Universidade Nova de Lisboa, por muy nobres serviços causados ao serviço do Sangue.


O Mexia, como diria o defunto Viegas, já era corrupto, antes de haver corrupção, posto que, ainda o Mira andava a gamar os fundos, já o Mexia se andava a mexer nas trafulhices das Energias Renováveis, naquilo que poderíamos chamar uma subempreitada da corrupção, mas tão descarada que o Mira Amaral, o Papa da coisa, lhe teve de pôr uns patins, como Luís XIV -- com as devidas distâncias, já que estamos a falar da ralé da ralé... -- pôs ao Intendente Fouquet.
Pelo Princípio de Peter, “alavancado” pelo Cavaquismo, pelo Guterrismo, pelo Barrosismo, pelo Santanismo, pelo Socratismo, e, finalmente, pelo Segundo Cavaquismo, ou Cavaquismo de Alzheimer, de Passos Coelho, o canalha Mexia conseguiu-se mexer ao ponto de se tornar no Senhor que mexe em Treze Mil Salários Mínimos, uma coisa que eu não sei o que seja, porque sou mau em contas de cabeça e, sobretudo, tabuadas da miséria humana, mas posso ir às contas: a acreditar na “Wikipédia”, um salário mínimo, na Cauda da Europa, é de 475 €, o que, multiplicado por 13 000 dá qualquer coisa como 6 175 000 €. A dividirmos isso – e vou ser generoso, e considerar o 2012, como bissexto… – por 366 dias, a soma dá, diariamente, um número de 16 871 €.

Mesmo eu, que sou gastador, teria alguma dificuldade, aliás, sentiria uma estranha forma de tédio, em poder desbaratar, por dia, esse número incómodo, chato, impertinente e desolador.

Coração nas mãos, uma pessoa como eu, que em nada se compara ao Mexia, já que tenho refeições livres, cartões de crédito sem teto, ajudas de custo, deslocações pagas, em executiva, dividendos de coisas estranhas, e mais valias de acções ainda mais estranhas, rendimentos a prazo, a risco e à ordem, “prendas” e dinheiro líquido, convites para jantares com gente interessante e duvidosa, sei lá, tantas coisas em que o Mexia nunca mexeria, nem que pudesse, porque o Mexia teria de se mexer muito para me chegar aos calcanhares, ora, depois disto tudo, que fazer, eu, com, vá lá 16 800 € por dia?...

Como toda a gente sabe, desde a queda do Concorde que não dá para ir almoçar a Nova Iorque e voltar no próprio dia, e os Cartiers enjoam, a partir do centésimo, tal como as écharpes “Hermès”, nem que a benemerência me fizesse distribuir umas quantas por dia, para melhorar o conforto dos sem abrigo do Martim Moniz e da Gare do Oriente, pelo que sou solidário com a presente dor e angústia do Mexia.

Por outro lado, o Bando, perdão, Banco de Portugal, onde ainda impera a célebre Teodora Cardoso, esposa há 1 500 anos do Basileus Justiniano, a tal que tinha o sexo não onde a natureza lhe o tinha colocado, mas na face, anuncia que vamos crescer nada por cento, e que ainda haverá, assim, a jeito de ejaculação precoce, 170 000 novos mil desempregados, já este ano.

Como se sabe, desde que o Vítor Constâncio se refugiou em Frankfurt, para não ser linchado na Fnac do Chiado, onde aparecia, depois do almoço, a cambalear, de bêbedo, não podemos confiar nestes números, porque corremos o risco de ter 170 000,54 desempregados, em vez dos 170 000, dos quais, como é sabido, mais de 40% têm habilitações superiores, ou seja, não estão ao nível dos analfabetos empresariais e políticos que transformaram Portugal no cataclismo em que se encontra.

Eu sei que estão desorientados, mas eu dou-vos uma pista. SIS, Secretas, Serviços de Informação, infiltrados, gente séria, e outros, filhos da puta, apesar de andarem a perder tempo a ler mensagens do “Facebook”, violar emails e sabotar blogues, estão em alerta vermelho, embora só declarem o laranja, por causa das cores do PSD, porque há rumores de que poderão começar a surgir atos anárquicos, descoordenados e imprevisíveis, mal a “Troika” declare, em maio, que entrámos, definitivamente, em derrapagem, e que o País vai acabar, num estado que fará, da Grécia, um conto de fadas. 
Todos os sinais apontam para isso, na forma dos mais variados escândalos, e num país onde o Rei Ghob vai para a prisão 25 anos, enquanto o pedófilo Eurico de Melo jubila entre os amigos mama pilinhas, dos Ferraris do Vale do Ave, e o Carlos Cruz quer uma investigação (?) à investigação do “Casa Pia”, dele, e dos amigos dele. Claro que os órgãos de intoxicação social, o tarado do Medina Carreira e os abrações universitários dos ex ministros das finanças de Cavaco, Guterres, Durão e Sócrates continuam a fingir que não estamos num barril de pólvora a que só falta atear o rastilho.

Acontece que as informações que circulam nos serviços de informação da República, todas, dizem que o rastilho já foi mesmo ateado, e eu, como muitos dos comentadores não pagos para enganar os Portugueses, estamos, de bancada, à espera de que a coisa rebente, e mal, como aconteceu no fim da Monarquia, e daquele permanente enxovalho maçónico, a que chamaram “I República”. 

Como não tenho revólver e não sei fabricar bombas, tenho um conselho que dou à sombra que nos trouxe até este abismo, Cavaco Silva, o incontinente de Boliqueime: dia 10 de junho, agarre em 10 mexias, prenda-os, e pendure-os numa jaula, na Praça do Pelourinho, onde poderão estar expostos aos “carinhos” de uma população vexada, humilhada e extremada. Melhor: junte a sua carcaça neuro degenerada aos 10 mexias, e teremos 13 000 vezes 10 salários mínimos, o que faz 130 000 salários mínimos, a distribuir pelos 170 000 novos desempregados. Se esticarmos as reformas do “Presidente”, mais as calotes dos amiguinhos do BPN, ainda arranjamos salários médios para 1 000 000 de Portugueses. Não acham a ideia boa? Eu acho, Tem, tão só, um senão: é que 10 de junho parece-me uma data muito longínqua para a vida política que os rumores atribuem ao Saloio de Boliqueime, o que é pena, porque até podíamos resolver, assim, a crise do Desemprego, numa só manhãzinha de medalhas, com as artroses da Maria, a desfiarem o terço, filha da puta, ignara como as casas. Bem hajam.


(Quarteto do 12 de maio, Dia do Sapato, o Cavaco vai resignar, no “Arrebenta-Sol”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e no sabotado pelo filho da puta Miguel Relvas, todas as semanas, “The Braganza Mothers”)



sábado, 21 de janeiro de 2012

As miseráveis reformas do Cabrão de Boliqueime, analisadas pela medíocre pena de António Sousa Bicha, perdão, Sousa Homem





Imagem do Kaos


Desde que o "Concorde" voou pela última vez que estou limitado à oferta dos transportes públicos banais.
Ora, coisa que é heráldica nos transportes públicos banais é o exercício da coprofilia física e mental dos sanitários anexos.
Português que se preza deixa suja a casinha, para o que se lhe segue, senão, não é macho, e isso de ser macho é coisa que anda a rarefazer-se, tal como a qualidade da democracia nacional. Todos nós, conhecemos, pois, aquele angustiante momento da aflição, em que temos MESMO de esvaziar o intestino, e começamos a saltar de reservado em reservado, em busca daquele que ofereça melhores condições de não sairmos de lá com uma infetocontagiosa de estirpe resistente.

Bergson estudou esta qualidade psicológica do Tempo, e Proust explorou-a depois, e só nos vêm estas referências culturais, quando, depois de percorrermos tudo, achamos mais saudável procurar uma moita, que se apreste a receber a fase terminal do nosso almoço caro...

Como devem perceber, já estou a falar da substituição de Mega Ferreira por Vasco Graça Moura, na gestão daquela retrete de calcário caro que o Sr. Aníbal mandou prantar em Belém, e conseguiu, já na altura, o prodígio de custar, incompleta, quase o dobro do genial Guggenheim de Bilbao, mas nós cá só sabemos fazer coisas em grande, lapidares, CARAS, para deixarem, não rasto, mas dívidas, para a Eternidade.

Mega Ferreira, uma espécie de Carrilho dos postos "culturais", fez uma carreira que ninguém percebe onde começou, mas sabe por onde passou e que teve os apoios da poia do costume.

Para mim, sibarita e nefelibata, o momento mais alto do percurso do traste foi, quando, casado oportunisticamente com a célebre Vice Reitora e pró copofónica Clara Pinto Correia, ela um dia veio, à praça pública, estúpida, sem saber que já havia antes um juiz e os rapazinhos todos do "Bric à Bar" -- os tais do memorável apartamento de Santos -- dizer que andava a ser encornada com um célebre trapezista e médico dos "bas fond gay". A crise tinha se dado em Atenas, muito antes da bancarrota, quando numa briga de bichas, o trapezista Risério saiu do carro, e deixou a Mega sozinha e parada, num engarrafamento de uma das cidades mais poluídas e corruptas do mundo... O carmo e a trindade não caíram, porque, em Portugal, nada cai, nada se desmancha, tudo se integra, e ficou a pairar sempre aquela dúvida da má língua, que, ciclicamente, recai sobre figuras impolutas como Marco Paulo, Zezé Castel Branco, Cláudio Ramos e Ribeiro e Castro.
É claro que o Mega não... "era", e a coisa passou em claro, sobretudo, quando ele começou a abastecer-se no mercado "low price" de Cuba, com os nossos dinheiros da Parque Expo: os machos vinham, faziam o que tinham a fazer, e regressavam aos arquipélagos que Colombo confundiu com as Índias Orientais, de onde veio o topónimo "Gare do Oriente", onde Mega simulava longos orgasmos, sobretudo depois da colostomia a que foi sujeito, e que, de vez, lhe limpou o nome da infâmia com que o cobriam, de ter feito a carreira toda "de empurrão".
A verdade é que, ao longo de uma carreira realmente toda feita "de empurrão", entre outros empurrões, foi conhecendo trastes afins, como Francisco José Viegas, o futuro breve rombo, costa concordiano, deste governo: fizeram "parties" no "Expresso", na "Ler", no "Círculo de Leitores" (de lombadas), e, assim como o Viegas nunca parou muito tempo nos mesmos sítios, o Mega tinha uma estaca enterrada no cu, que o ia alçando a postos cada vez mais altos, e mais de acordo com o Princípio de Peter.

Mal se viram em situação de se traírem, mutuamente, sabendo cada um o NADA que valia cada qual, um demitiu o outro, e, ao demiti-lo cavou a sua sepultura, pois nunca se deve pedir a quem pediu, nem servir o Pocinho de quem serviu...

Acontece que, ao contrário dos Alpes, dos Pirenéus, do Atlas e dos Himalaias, Portugal só tem uma coisa rasteirinha, a Serra da Estrela, que as saloias costumam considerar ser uma das sete maravilhas naturais do mundo, sobretudo, depois de virem de lá com as crias a deitar ranho pelo nariz, naqueles dias de névoa e nevão, pelo que, a hierarquia dos poleiros nunca consegue alcançar grandes elevações, neste país desgraçado. À maneira de Cavaco Silva, que conseguiu alcançar o seu topo da base no Palácio de Belém, Mega Ferreira teve os seus quinze minutos de glória enxovalhada nos penicos da Expo e do CCB, embora toda a gente soubesse que, para criatura de tal estatura, seria necessário ressuscitar Frederico e Catarina, a Grande, para o convidarem para Potsdam e São Petersburgo, para ouvir o que a luminária teria para lhes ensinar.

O complexo disto tudo é que o enxovalhamento que acabei de fazer de Mega (micro) Ferreira se adapta, quase ponto por ponto, ao traste que o foi substituir, no CCB.

De Vasco Graça Moura, exceto a má catadura que tem, poderíamos ressalvar ser, como Mega, um comissário político, que frequenta a "Cultura", tal como o Mega frequentava os célebres sanitários defronte da Maternidade Alfredo da Costa, onde me chegou a assediar, mostrando uma coisinha que, deus meu, já na altura parecia um prodígio da nanotecnologia... Vasco Graça Moura, pelo contrário, é mais daquelas gajas que se recobrem de leopardos e andam com a defunta "Franco Maria Ricci" debaixo do braço, embora não percebessem peva de italiano, mas só para mostrar que gostavam de comprar dourado impresso em negro.
As anomalias feitas por ambos os trastes valeram sempre milhões, e regeram-se, sempre, por usar os dinheiros públicos, e até estavam num equilíbrio estático dinâmico, um pouco à maneira dos movimentos brownianos, um bocado para cima, um bocado para o lado, um bocado para a frente, mas, mas, mas... nunca, nunca, nunca, para baixo, porque as lojas não deixavam, até aparecer um tubarão ainda mais medíocre, esse tal de Viegas, do Pocinho, uma Clara Ferreira Alves de calças, que, por aparecer muito na televisão, a falar de papel estragado com obras inexistentes, levou a preta de Massamá a dizer ao Passos Coelho, "querido, já temos o nosso homem na Cultura...", e tinham, um homem que frequentara tudo o que eram águas mornas das letras do Sistema, com graves omissões de passagem pelo "Correio da Manhã", como poderão confirmar na "Wikipédia", por três razões principais, e o que eu vou escrever não sou eu que sei, foi um passarinho que me contou: a de Francisco José Viegas fazer parte da terceira escolha, como Otávio Ribeiro, para a direção da choldra, em sede vacante, depois da saída de António Marcelino e de Leonor Pinhão, da "Mafia do Record" -- a mesma do Carlos Abreu Amorim, cujas "Blasfémias" não passaram de um mero pretexto e trampolim para a bancada do Sistema, versão PSD -- e de Paula Teixeira da Cruz, incurável viuvinha do homem mais sinistro de Portugal, Paulo Teixeira Pinto, do poema "Tão"; e, por fim, a de ter abocanhado a secção "Imperdível", da Revista de Domingo, com o pseudónimo de António Sousa Homem, onde se prova que um gajo que tem a alma vendida tantas vezes até consegue estar na posição de fazer "crítica" a si mesmo.

O "judaísmo" de Francisco José Viegas, esse Secretário da "Cultura" a curto prazo não é judaísmo, é oportunismo, puro fariseísmo, e a epítome do rés do chão do estado de coisas a que chegámos. Adoraríamos saber quanto recebe por continuar a fazer "cut & past" de lugares de cultura onde nunca foi, e recomendações literárias de coisas que nunca viu, não conhece, nem verá.
Está-lhe no sangue, e à altura da "Cultura" nacional, cujo última epifania é aquele entubamento, ligado à máquina, de "Guimarães 2012", uma coisa que se intitula "portuguesa", e estreia com os "Fura dels Baus" (!), que devem ter custado uma fortuna, e um incêndio na Sede do PSD, que, disse-me também um passarinho... não foi "inocente" :-)

Toda a gente sabe que esta merda está por um fio, para estoirar: pode ser que estoire, desta vez, de uma forma diferente..., culturalmente..., sei lá, pela minha pena, ou de um outro qualquer..., sei lá, de alguém que, como eu, que não escrevo nem com um décimo da qualidade do António Sousa Bicha, perdão, Homem, nem tenho os 23 cms de André Wilson da Luz Viola para me consolarem, finalmente se decida a pôr a boca no trombone.


(Quadril(h)ateramente, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")