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terça-feira, 1 de novembro de 2011

10 000 000 de Gonçalvistas





Imagem do Kaos

Ontem, enquanto estava a assistir àquela escola de imbecilização, que é a "Casa dos Segredos", da rameira Teresa Guilherme, e ia fazendo um aborto espontâneo, por desfastio, e, à moda antiga, com agullha de croché, lembrei-me de que, assim como o crime europeu tinha história, e remontava ao tempo em que Cavaco Silva destruía Portugal, com duas maiorias absolutas, e cadastrados como Duarte Lima, Dias Loureiro, Ferreira do Amaral, Leonor Beleza, Mira Amaral e outros, a fazerem coro, também o subsídio de férias e o subsídio de natal tinham a sua história.
Imediatamente me lembrei da minha queridíssima tia adotiva, Irene Gonçalves, que tantas vezes andou comigo ao colo, e tive um pensamento surpreendente: este imenso coro de justas vozes, que agora se ergue contra a penhora dos subsídios de férias e natal devia ser toda um bando de perigosos comunistas, que se estavam a preparar para implantar em Portugal uma ditadura, sei lá, do tipo da Coreia do Sul, ou uma nova Cuba, como tantas vezes prenunciou o nosso vidente da Madeira, Alberto João Jardim.

Que seria dos meus colares de esmeraldas, se tal acontecesse?...

Vasco Gonçalves, a sombra negra do pós 25 de abril, era então o culpado por essa insanidade, que, agora, o drogado e insomne Vitor Gaspar, vinha retirar f a l  a n  d  o   m  u  i  t  o    l  e  n  t  a  m  e  n  t e,    p  a  r  a    p  a  r  e  c  e  r    v  e  r  d  a  d  e, para salvar o país da bancarrota, e eu fiquei muito confuso, porque, como é sabido, tenho dentro de mim uma Catia, da "Casa dos Segredos", e, por fora, um Titã, capaz de esborrachar qualquer animal cínico que se me cruze no caminho.
Depois, assim, muito lentamente, também me lembrei de que Vasco Gonçalves tinha nacionalizado a Banca, como aconteceu com o BPN, e fiquei muito mais assustado, porque isto estava mesmo a parecer-se com os tempos presentes, e em que Duran Clemente, agora, pelo "Facebook", mas, então, com barbas, anunciava na televisão qualquer coisa do tipo isto agora vai ser... e, subitamente, caiu a ligação, e apareceu uma cavalgadura, chamada Ramalho Eanes, próxima da Opus Dei, e casada com uma égua, que protegia a coudelaria da Casa Pia, onde os Políticos, Intelectuais e gente do Espetáculo ia buscar os rapazinhos, para as orgias da República de Salo, também conhecida por "República Portuguesa", com o Carlos Cruz a filmar, com as películas da RTP.

Mesmo eu, que tive um treino paramilitar, na altura em que era moda praticar, em Shaolin, as artes marciais, com aqueles primos, semiprimos e meios irmãos de José Sócrates, comecei a sentir uns tremeliques, e pensei, "vem aí uma revolução, estamos outra vez no PREC, e os militares, quando se sentirem apertados, vão agarrar na Múmia de Boliqueime, na Marcela Rebela de Sousa, no Portas, e enfiam tudo num avião, para acabar com o Regime", e, ai, ai, ai, o que vai ser de nós, porque o Campo Pequeno seria demasiado pequeno para me enfiar a mim e a todos os outros, que estávamos desfasados do Sistema.

Eu sei que a esta altura já estão desconcertados com o texto, mas eu vou dar algumas pistas, que são elementares: como sempre, em que tudo o que eu escrevo, metade é verdade, e dói muito, e tudo o resto é mentira, e, por isso mesmo, ainda mais dói, o que, objetivamente, se traduz em coisas extraordinárias. A primeira, uma verdade, foi eu saber que havia sociedades, no Algarve, que abriam "off-shores", coisa que eu continuo a não saber exatamente o que é, mas, em contrapartida, tenho plena consciência de que são espaços onde todas as trafulhices, fugas aos impostos, crime económico e fraude agravada se praticam. A segunda foi saber que os órgãos de comunicação social sabiam onde ficavam essas empresas, e que, ao passá-las na televisão, estavam a cometer um crime público, que deveria imediatamente ser investigado por esse gajo, que se intitula Procurador Geral da República, e que já devia ter levado um chuto no cu, não estarem ainda a pagar-lhe uma extensa fatura, que foi o favor de abafar o "Casa Pia", célebre processo onde estava envolvida quase toda a (falta) de Classe Política. A terceira, suponho que a mais evidente para o meu leitor, ao haver a passagem de uma peça jornalística desse calibre, na televisão, imediatamente se deveria ter desencadeado um processo judiciário de selagem dos dados de quem criava "off-shores" para roubar a Nação Portuguesa, com consequente imediato arresto dos bens, e prisão preventiva dos envolvidos nesses processos.
Assim, por alto, creio que os subsídios de natal e de férias, do "Gonçalvismo", ficariam imediatamente resolvidos, e que se conseguiria fazer uma recapitalização dos bancos, e cumprir os tão falados "prumenores", de que o Cabrão Algarvio, responsável primaz pela destruição do tecido produtivo, e, logo, criador imediato da Dívida, referiu no Paraguai, um país à escala e dignidade do seu Poço de Boliqueime.

Sei que isto é uma pista, mas no estado em que estamos são trocos, e vou já para a altura e velocidade de cruzeiro deste texto: hoje mesmo, o dominó de mentiras financeiras em que vivemos, fez falir a MF Global, prisioneira do JP Morgan e do Deutsche Bank, este último, por sua vez, refém da Bancarrota Grega, ou seja, o bater das asas de uma Bancarrota no Mediterrâneo já está a provocar um tufão de nível 5, na Cacilhas de Nova York, tal como estava previsto na Teoria do Caos, e aconteceu mesmo. Sendo o sistema americano impiedoso com estas coisas, e sendo umas exemplo das outras, como poderia escrever o Padre António Vieira, o que se anuncia é que, a exemplo desta uma, comecem a chover uma chuva de outras, e isso vai ser fantástico, dado que a América, tal como Portugal, está desprovida de Presidente, e tem uma coisa, em forma de sucedâneo, que está lá só para entreter, justamente na altura em que precisamos de tudo menos de entretimento.

Na América, o processo é simples, e linear: numa questão de meses, a ultadireita, uma coisa que nem imaginamos o que seja, porque é umas mescla de fundamentalismo moral com usura absoluta, vai pôr fora o caneco do Illinois, mais a sua preta, e impor o fascismo americano, um facto que será novidade na História do Mundo, e pela qual toda a gente anseia, embora não assuma; por cá, infelizmente, creio que não chegaremos a 2012, muito menos ao momento de ver o penoso Sr. Aníbal das Vacas ser substituído por um ranhoso ainda pior, já que estamos em pleno PREC, e é provável que, um breve dia, os militares agarrem nos Lopos Xavieres, nos Pachecos, nos Vitorinos, nos Borges de Macedo e lhes interrompam o Processo Sistemático em Curso e lhes digam que vai ser posta ordem na coisa, porque a ordem tem de ser posta rapidamente, com Cavaco preso, Constâncio preso, Dias Loureiro preso, Armando Vara preso, Mira Amaral preso, Sócrates preso, Pinto da Costa preso, Duarte Lima preso, etc., tal como preconizava a "Velha", ou a "Bruxa", das Escutas do Face Oculta, que o maçónico Noronha do Nascimento mandou queimar, mas de que há, felizmente, várias cópias, e em sítio seguro, e a Senhora de Mota Amaral, essa excrescência da Opus Dei, decidiu que não tinham valor legal.
Foi recompensada com um BMW e um caralhão por aquela peida seráfica acima, ao contrário da "Bruxa", que advogava uma suspensão da Democracia, por seis meses.
Acontece que nós já não vivemos em Democracia, posto que a nossa sociedade é tão só governada por diferentes sociedades secretas, que utilizam os métodos das mafias chinesa e italiana, como é visível em coisas recentes, como os sequestros e torturas, de que nunca se soube nada, exceto tardiamente, ou a naturalidade com que agora se faz rebentar uma caixa multibanco por dia, com recurso a botijas de gás.

Há um enorme silêncio sobre tudo isto, já que o importante é a mudança da cor do cabelo do Hulk, um anormal que Lombroso adoraria ter podido estudar, tal como os casos Mourinho e Pinto da Costa, e é este silêncio que deixa supor uma sociedade ainda mais estranha do que aquela que nos é vendida nos monitores da mentira diária positiva, onde o nascimento do 7 000 000 000 poluidor humano da Nave Gea é apresentado como uma vitória e não mais um gravíssimo crime ecológico.

O Mundo, tal como o conhecemos, está a acabar. Como dizem os comentadores de muitos lugares, em vez de perdermos tempo a escrever, seria mais útil que agíssemos. Eu explico: o tempo que me demorou a compor este texto teria sido mais útil ao mundo se eu tivesse assestado, enquanto Vítor Constâncio, outro que deveria ter mandato de captura internacional, estivesse a mentir às centésimas, a pistola, e ele tivesse recebido duas unidades, bem no centro da testa. Acontece que não tenho arma, e sou péssimo em pontaria, mas sei de quem é bom, e, em contrapartida, não consegue escrever, pelo que lhe deixo a ele a parte dele, enquanto eu cumpro, e creio que não mal, a minha aqui...
A verdade é que a coisa não vai durar muito, porque os sistemas monitorizadores da globalidade estão fartos de ouvir falar de números e querem agora ver liquidez, em cima da mesa, equivalente a esses números. Acontece que essa liquidez não existe, e, se, alguém, ou alguéns, amanhã, se lembrasse de nos agarrar no ombro, e disser, pague já tudo o que deve, o Sistema desmoronava-se, pior, o Mundo afundar-se-ia numa nova guerra.
É dessa guerra que eu tenho medo, e é essa guerra que se está agora a anunciar. Talvez para o filha da puta de Boliqueime seja só um "purmenor" do seu autista "pügrèsso".

Só tenho pena daqueles, que, com eu, e vocês, vamos estar, sem qualquer defesa, no meio do fogo cruzado, deste iminente armagedão.

(Quarteto do Halloween no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Segundo Cavaquismo, como justa catarse do Primeiro





Imagem do Kaos

É quando a tormenta é grande que se vê a fraqueza das  naus, ou, parafraseando Álvaro de Campos, também eu prefiro estar sentado, a viajar, já que este é um tempo soberbo para se estar de poltrona.
É público o desprezo que nutro pelo Cavaquismo e pela sua figura inspiradora, um saloio dos interiores do Algarve, que atirou Portugal para fora da Oportunidade Europeia, incarnando, mais uma vez, aqueles velhos atavismos que fizeram como que ficássemos a roncar, no banco da estação, sempre que os comboios da História passavam por nós.
Politicamente, não me apetece fazer elaboradas conjeturas.
Há uns meses, escrevi que gostaria de ver Sócrates face a Cavaco, nestes momentos finais da agonia. Confesso que os derradeiros desenvolvimentos me levaram a afinar a posição, e a considerar que o palco é agora ocupado pelos justos atores, se excluirmos algumas figuras menores, os chamados "figurantes", como Passos Coelho, Portas e outros de que ainda não sei os nomes.
Na realidade, tal como uma mão lava a outra, e já que estamos na Dramaturgia, diria que o Segundo Cavaquismo, em que estamos enterrados até ao prepúcio, é a catarse do Primeiro, que soube ser histriónico, e pensava ir sair impoluto, mas teve o azar de os ciclos e contraciclos do Devir fazerem suceder-se o tempo da farra e o da punição.

Naqueles manuais de retórica política e económica, que ninguém lê, ou lê tanto como os suplementos do "Expresso", costuma dizer-se que os períodos socialistas estão associados ao despesismo, e os períodos conservadores ao repor das reservas. Cá, costumou ser o contrário, com as breves ADs a destruírem o pouco que havia, e os Socialistas a conterem, até se revirar tudo, com Guterres e Sócrates, e estes gajos, os jovens turcos de junho, a apanharem, agora, com uma experiência realmente europeia. Na verdade, o mal inicial, o conservadorismo cavaquista, uma espécie de neosalazarismo de gente pobre de espírito e horizontes, a tal época em que os Fundos Estruturais choviam em Portugal, para que nos alinhássemos com a marcha europeia, foi um dos mais espantosos períodos de pilhagem a que assistimos, na nossa História. Bastava folhear semanalmente o defunto "Independente", para ver como a "coisa" crescia. Creio que seria necessária uma década, duas, três, para que um batalhão de investigadores, muitos deles com formação policial e, mesmo, forense, conseguisse elaborar o manual completo da Arte de Roubar, durante Cavaco Silva. É certo que o homem era "hónesto", e nunca espoliou, apenas deixou que todos os outros roubassem por ele, ao ponto de, depois, lhe fazerem "uns jeitos", que lhe estão mais nas deformações do caráter do que o espírito do furto. São coisas poucas, o que também traduz a menoridade do cúmplice, já que os pequenos calotes das ações do BPN, da concessão da Praia da Patrícia, na Costa, a Quinta da Coelha, e umas parvoíces afins, tão ao gosto de uma certa esquerda da Festa do "Avante", são ninharias, mais reflexo de uma estrutura mental, e de rapina, menor, do que verdadeiros casos. Ninguém precisaria de nascer duas vezes para lhe os apontar, por que lhe são inatos, genéticos, e inoperáveis, mas eu preferia voltar ao Teatro, já que, neste período de Tragédia, até as heráldicas dos Hemiciclos foram recuperadas. Enquanto Dias Loureiro, um criminoso, com ligações internacionais a tudo o que é sórdido, e protagonista de uma coisa semelhante à que atirou com uma pena de 150 anos de pena, para Madoff, se passeia impunemente pelas ruas de Cascais, à espera dos dias de caçada com Abdul Rhaman el-Assir, às quais, desta vez, Kadhafi e os filhos já não irão, ah... nem Duarte Lima, outros dos escroques do Primeiro Cavaquismo, já surgido na forma de Besta, no Segundo, ou a Beleza, Presidente da Fundação for the Unkwown, ou em bom Português, Presidente da Fundação do Sabes Muito.

Abreviando, os esboços de personagens do Primeiro Cavaquismo, tal como a crisálida antecede a borboleta, surgem, no alvor do Segundo, como tipologias criminosas bem delineadas, que só a passividade de um Povo que continua a ver o solzinho a dançar, nos brincos do Cristiano Ronaldo, foi incapaz de levar à barra do Tribunal. Acontece que a Justiça tem vários patamares, e esta sistemática fuga aos palcos forenses básicos está, progressivamente, a ser substituída por uma espécie de grande julgamento da História.

Em Angola, de onde brevemente virá a segunda maré de retornados, onde um povo desgraçado é governado por uma família de criminosos, ao nível dos visitantes das cadeiras de Haia, e começou agora a ser esbulhado por uma segunda maré de milhafres, de todas as nacionalidades, uma espécie de Macau, do Clã Soares, e Melancia, na fase terminal, ri-se, nas ruas, sobre a forma como 40 000 000 de euros taparam um calote de 9 000 000 000, ou seja, como o "branco" deu ao "preto" Mira Amaral um "banco", de mão beijada.

A "Troika", essa entidade mítica, constituída pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo, não consubstancial com Ricardo Salgado, como foi provado no Concílio de Calcedónia, em 451, incarnou, muito à Aristófanes, aquele pedido de duas medidas por dia. Acontece que as medidas são asneiras de todo o comprimento, e nunca se assistiu a um tal jorro de disparates. Menos dionisíaco, Cavaco, o pai e avô disto tudo, mostra que estamos mesmo, nos degraus de Epidauro, ou no Teatro de Herodes Ático, já que raramente vem a público, e fala atrás de uma máscara, o "Facebook", que seria estranha a Ésquilo, mas não nos é a nós: é o rosto tecnológico da cobardia, do político que sabe que pode cair na rua, como Américo Thomaz e Marcello Caetano caíram, em 74, que transpira das mãos, com medo dos atentados, e se fazia deslocar numa viatura blindada (!), coisa que nem Salazar, que tinha a alma bem pesada, sentia necessidade de fazer.
Depois do "Facebook" do mestre, vem o do epígono, um fraco Séneca, chamado Passos Coelho, que nunca devia ter passado dos "castings" do La Feria, onde ia tentar um papelzito de marialva, apreciador de sexo anal, a única linha que pode unir as "Doce" dele à Laura, e a uma coligação com um conhecido pederasta português, cujo nome não ponho aqui, porque é um dos nossos mais brilhantes oradores e demagogos. Ou seja, se o Primeiro Cavaquismo foi roto, o Segundo é mais apertadinho, e dominado por um certo esfíncter, a que chamam "Contenção", uma doutrina apregoada por um aluado, debaixo da influência de substâncias, que parece uma sebenta de Economia falhada, a falar. Troca Hayek com Keynes, até ao dia em que perceber o que o segundo afirmava, sobre a "poupança": "se todos – famílias, empresas e governos – começarem a tentar aumentar as suas poupanças ao mesmo tempo, não há forma de evitar que a economia caia até que as pessoas sejam demasiado pobres para poupar". Creio que Keynes nunca ouviu falar de Portugal, como Vítor Gaspar, essa figura de "vaudeville", sabe o que seja um País: "Durante a noite, Procrusto procurava adequar o viajante à cama escolhida, serrando os pés dos que optavam pela cama pequena ou esticando os que escolhessem a cama grande". Simplificando, para evitar a erudição, o manual de cozinha do "génio" é muito elementar, sobretudo para mim, que fiz "Economia" a copiar, nos anfiteatros do IST: ou se gasta, ou não se gasta; quando alguém gastou, a melhor maneira é de ir buscar aos bolsos dos outros aquilo que já desapareceu. Como aquilo que já desapareceu faria invitavelmente fazer rolar cabeças políticas, põe-se um ar de cátedra, e fala-se... de inevitabilidade. A inevitabilidade, meus amigos, é ir, agora, desentocar, um a um, os biltres que puseram Portugal neste estado, ou, por outras palavras, aproveitar a desvergonha e os holofotes que estas figuras do Primeiro Cavaquismo ganharam, com o Segundo, para se proceder a um breve desafogar do cenário.

Só um povo que se pode reler na prosa do Feio, de Saramago, admitiria que lhe "cortassem as gorduras". Cortem antes as gorduras do Clã Ferreira do Amaral, do Mega Ferreira, do Deus Pinheiro, do "Comendador", do Soba da Madeira e de tantos outros, que transformaram isto na chacota da Europa. Tudo, ou quase tudo o que os Finlandeses precisam de saber sobre Portugal está entre 1985 e o "Diploma" de 2007, ou, geograficamente, entre a Quinta da Marinha e a Quinta da Coelha, passando pelo "Eleven" e pelo Vale do Ave. Ficam de fora, propositamente, as célebres expropriações milionárias do IP5, já que muitos dos velhos juízes conselheiros de 80 e 90 anos já deverão, entretanto, ter morrido.
Ficam os Júdices, os Proenças de Carvalho e os da Relação.

Isto é um penoso Aristófanes, sem quaisquer palavras, ou humor. Para que o "vaudeville" possa passar a musical, devia-se derreter a figura de cera da Senhora de Mota Amaral, e fazer uma vela em forma das Caldas, com a cara e os pintelhos louros da nuca, da Lady Gaga, Sunsum Esteves, da Opus Dei.

Creio que outubro será uma boa estação para a... limpeza, para evitar que, como em Shakespeare, entremos no Inverno, amarguradamente mergulhados no nosso pior descontentamento.

(Quaternalíssima trindade, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vídeos caseiros, com Pinóquios, Catrogas, Osamas e Obamas, Kates e James Middleton, ao som dos "Homens da Luta"



Imagem do Kaos


Há um lugar comum da História que diz que aquilo a que chamamos "História" não passa de uma enorme colagem de narrativas, em redor de factos, mais, ou menos, emblemáticos, que nos é depois vendida como realidade passada.
Podia começar aqui a perorar sobre o caráter vetorial de cada uma dessas perspetivas, a narrativa tépida, a empolgante, a pseudolúcida, a heróica, a épica, a lírica, a fantasiosa, a realista e a hiperalista, com todas as suas tonalidades que a levam à banalidade, mas não quero. Façam vocês.

O nosso tempo, medíocre como raras épocas da História Humana, prefere o banal, versão "soft" & "light", para não chatear muito, porque o nosso sonho é transformar tudo numa espécie de "Morangos com Açúcar" retroativo , incluindo a Renascença e o Período Medieval, como já deixa anunciar aquele miserável vídeo do "What the Finns need to know abot Portugal", que depois reatualizámos aqui, com os cortes do autor.
Esses solavancos nacionalistas são muito típicos daquelas épocas em que estamos realmente de gatas, e começamos a cantar "Contra os Bretões, marchar, marchar", e depois lá arranjamos um desgraçado de um Gungunhana, para vir exposto, em forma de leitão assado, nas vielas de uma das cidades mais porcas da Europa Ocidental.
Claro que o que estava mal não era o exterior, e o regime caiu de podre, para ressuscitar, três dias depois, ainda bem mais podre.

Esta introdução serve para o seguinte: estando nós a cavalgar o séc. XXI, de uma forma completamente desgovernada, alguém resolveu agarrar naquilo que estava escrito nos manuais, já desde os anos 50, nos Barthes, nos Foucaults, nos Baudrillards e nos etc. parecidos, já para não falar de Marx, Freud e Nietzsche, que são mais remotos, e aplicar ao Presente a mesma metodologia ficcional, adotada pela História.
A coisa é dramática, porque, tal como os meus textos espelham, em qualquer ficção, o intervalo hermenêutico entre a verdade e a mentira é nulo, o que quer quiser que a quantidade de movimento das palavras é infinitamente mais importante do que veracidade, autenticidade, ou sequer, existência, dos factos nela relevados.
Usando uma palavra bem portuguesa, isto é uma porcaria, e nós andamos alegremente a chavascar nela.
No passado fim de semana, por exemplo, assistimos a três fraudes de enfiada, e engolimos e calámos, e saturámos os motores de busca, à procura de coisas sórdidas, como a Kate Middleton, uma processadora de texto banalíssima que as comentadores, estúpidas como as casas, comparavam com a Princesa Grace, sem saberem quem era Grace, uma atriz lindíssima, que um Princípe de uma coisa com o tamanho de um quintal e com ar de ruela mal afamada, foi um dia buscar a Hollywood, para que ela lhe transformasse a enxovia numa coisa com brilho, e esplendor. Dir-se-á que conseguiu, até que as filhas devolvessem ao lugar o aspeto de um lupanar de gajas drogadas e grosseiras, mas isso é outra história, mais Middleton.
A seguir veio aquela cena de necrofilia, que mostra que Ratzinger, uma das figuras mais indecentes da História, tem uma vaidade do tamanho do Mundo, ao ponto de ir desenterrar uns ossos velhos, para confundir o cheiro da podridão com o o odor da santidade. Mais um beato disforme, e o Mundo imerso em estupidez.
Finalmente, como se já não chegasse, Obama, uma das figuras menores da História Humana, ao descarrilar ferozmente nas sondagens, resolveu fazer como nas bandas desenhadas do superhomem, e, depois de morto o vilão, ressuscitou-o, para o matar outra vez, e fazer de caçador de vilões, tal como o Ratzinger deu em fabricante de santos.

Se o antes era fedorento, aqui, já estamos no domínio do piolhoso, porque, sendo a narrativa atual, e o intervalo hermenêutico, entre a realidade e a falsidade, como disse, nulo, é indiferente se Bin Laden foi morto ali, se já estava morto, se continua vivo, se alguma vez existiu, ou se a freira que tinha Parkinson e agora toma Viagra feminino, para aguentar com a grossura de tanta beatitude, ou, mesmo, se a Kate Middleton se casou, para esconder a paneleirice do irmão, ou se foi o vice versa. Pelo sim, pelo não, o William já voltou às brigadas de salvamento, que é disso que ele gosta, porque é lá que tem as amizades viris e a cachaça, e ela finalmente conseguiu ir para os supermercados, passar cheques, até mais ver, com cobertura, em nome da Duquesa de Cambridge. Suponho que isto incarne o sonho supremo de qualquer mulher a dias, e, agora, já só falta a narrativa dos cornos e do divórcio, mas deve vir para breve, quando a Inglaterra ficar sem a Escócia, ou patinar na Bancarrota. Quanto ao Obama e ao Osama, a diferença está mesmo no "S": o Osama conseguiu ter um dia de celebridade, no inenarrável 11 de Setembro, que tanto lamento, enquanto o seu quase homónimo bem se esforça, mas nunca conseguirá nenhum dia para além do morno. Paciência: brevemente irá para a gaveta da História, com rótulo secundário.

Por cá, a coisa está horrorosa, com um país endividado até aos cabelos, e que ainda se deu ao luxo de passar pela vergonha de chamar gente para emprestar dinheiro, e depois dizer, "mas eu não quero assim, quero assado, e aquele ali é que é culpado, porque eu não fiz nada, portanto, para nós é assim, mas com algumas diferenças, senão não queremos, etc..."

Nunca fui do FMI, nem quero ser, mas, se fosse, fazia uma pausa, e dizia, "olha, pessoal, vamos parar um bocadinho, vocês chamam um limpa chaminés e um desentupidor de esgotos, e, depois, continuamos, ou... não".
Por mim, não continuava, e fazia como os Alemães, que mandaram os Gregos vender as Ilhas, e fossem pedir dinheiro a quem o sacou, as ações do Cavaco, os "off-shores" da Família Kusturica de Vilar de Maçada, o Dias Loureiro, o Zeinal Bava, o Catroga, o Carrapatoso, o Sarnoso, o Piolhoso, e pusessem o Cristiano Ronaldo em hasta pública. O Mourinho é mais difícil, porque já foi comprado muuuuuuuitas vezes, e está à beira de ser abandonado pela Mafia Russa.

Politicamente, as eleições de 5 de junho têm apenas uma coisa certa, que é a presença de Paulo Portas no Governo, dependendo o cangalho que se lhe vai pendurar no braço, direiro, ou esquerdo, de umas minudências, na casa das centésimas, ou, mesmo, das milésimas. O PCP fez uma triste figura, e recuou aos idos de 75, e o Bloco de Esquerda, brevemente, vai ter os seus brilhantes oradores completamente roídos pelo carunho que lhe serve de alicerce.

Quanto as eleitores de Lisboa, o meu caso, e onde tudo se decide, têm duas maravilhosas coisas para engolir: os do PS, o de votarem em Ferro Rodrigues, que, por acaso, até tem um sósia de paneleirice, que ataca no Cais do Sodré, ao fim da tarde. Aqui fica o convite aos interessados, para irem verificar o fenómeno, mas não invalida que o cabeça de lista, por Lisboa, esteja na lista negra das coisas da Ética, mas, como a Ética não existe em Portugal, isso até é indiferente; os do PSD, por sua vez, apanharam com petisco idêntico, um carreirista, chamado Fernando Nobre, podre como todas as coisas podres que este país consegue produzir, e até podem ir votar nele. Os de Oeiras também não votam no Isaltino?..., Portanto, estejam à vontade, que é tudo vosso, amiguinhos.

As pessoas inteligentes, desapaixonadas, desiludidas, céticas, boquiabertas, nas quais presentemente me incluo, como muitos dos meus leitores, estão naquela franja do voto errático, apostado em provocar o máximo de estragos possíveis, e -- vou falar agora de mim -- capazes de molestarem a figura politica que mais detesto em Portugal, Aníbal Cavaco Silva, o Vovô Bancarrota. Não vou voltar a despejar aqui todos os horrores que essa  criatura ignominiosa fez a Portugal, sempre com o mesmo ar saloio, imbecil e mediano, mas juro que me daria um enormíssimo prazer vê-lo a empossar um governo totalmente hostil à sua sombra degenerada, sobretudo, com o Sr. Sócrates, sobre o qual eu já escrevi os piores horrores que alguém já escreveu em Portugal, mas que eu adoraria ver a tomar posse como Primeiro Ministro, para ver se o "homem honesto", que só admite concorrência de gente que tenha nascido duas vezes, fosse mesmo honesto e coerente, e se demitisse, depois de empossar o mesmo homem a quem tirou o tapete, na pior altura.

Eu sei que estão a detestar, mas eu também já detesto muita coisa há muito, e hoje apetece-me desabafar, e vou ser cruel: se, dia 5 de junho, José Sócrates ganhar as eleições, nós vamos engolir sapos, cobras e lagartos, mas vai-me saber tão bem ver as fuças do Aníbal e da sua enfermeira, Maria... ai, sim... e... ah, aviso já que, com a massa crítica negativa que o Passos Coelho, que até nem acho mau gajo, ao contrário do Zé de Maçada, leva, também vamos assistir a um estanpanço, a 200 à hora, contra um muro de granito. Será outro cenário delicioso, pelo que, como podem imaginar, os dois eventos pelos quais estou ansiosamente à espera são, hoje, o Festival Eurovisão, e o 5 de junho.

A Geração à Rasca, um fenómeno que começa nas favelas do Rio, passa por Ciudad Juàrez, pelo Norte de África, e acaba nos meninos que pagaram 400 € de propinas, na Católica, na Lusófona e afins, e ficaram a viver na casa dos pais, não é um começo, nem um axioma, é, antes, um corolário de um estado de coisas, no caso específico de Portugal, de uma geração que se aproveitou de uma Revolução, para ocupar os lugares de topo deixados pela elite, e substitui a elite, por mais duvidosa que fosse, pela ralé presente, com a agravante de que ocupou e NUNCA MAIS DE LÁ SAIU, e podíamos despejar aqui os nomes todos, a badalhoca Clara Ferreira Alves, que, camaleonicamente, tenta andar sempre a fingir que não teve nada com a coisa, o Medina Carreira, que gosta é de festas, e faz de conta que está no contra, toda a Geração Soares, a Geração asquerosa do Cavaco, os sobrinhos, em forma de "Cherne", de "Festa do Avante" e opusdeidados do Guterres, os belmiros, os amorins, os dias loureiros, o eterno Pinto da Costa, os aventalados, os Carrilhos, os Constâncios, pai e filho, a corja toda dos CTT, da PT, da Galp, da TAP, da ANA, da EDP, da REN, da CP, o "lobby" do ISCTE, que precisa de ser severamente castigo, sobretudo, na pessoa daquele António Barreto, umas das bocetas de pandora deste curral, e por aí fora, por aí fora, que não me apetece gastar mais teclado. Como Aristóteles ensinava, duas coisas não podem, simultaneamente, ocupar o mesmo espaço, pelo que, quais as esperanças de um nova geração vir a ocupar o nichos onde estão grudadas lapas velhas e bafientas?... Deixo aqui uma sugestão, para os que estão mesmo enrascados, que é a de fazerem render os atributos. Até eu pensei pôr a cabeleira da Lola Chupa, e pôr-me a ganhar dinheiro aqui... :-)

(Nota: já lá apanhei ontem um Juiz do Tribunal Constitucional. Vão ver e pode ser que o encontrem...)

Volto sempre àquele célebre tirada do Lincoln, que diz que se pode enganar toda a gente, durante um certo tempo; que se pode enganar, todo o tempo, alguma gente, mas não se pode enganar, o tempo inteiro, toda a gente.
O Sr. Obama, num nível de estupidez inferior ao do Sócrates, continua a pensar que pode enganar toda a gente, todo o tempo e que ainda há quem aplauda.
Não pode, mas nós vamos pagá-lo caro, porque ele tem, sempre teve, um mandato para destruir, depois da América, a Europa e o Euro. Está a trabalhar afanosamente para isso, ofereceu-nos uma guerra, na Líbia, que poderá acabar com armas químicas e uma bomba suja, numa metrópole europeia, e arranjou agora o episódio de ficção Bin Laden, para que nós, que ainda não tivémos a... "coisa", saibamos o que é um 11 de setembro europeu. Como o caneco se vai embora em 2012, temos um ano para ver a profecia cumprida: ou é a Torre Eiffel, ou o Túnel da Mancha, ou S. Pedro ou... sei lá, os sanitários de Santa Apolónia.
A esperança é que os "Homens da Luta", incarnando todo o mal estar geracional que mina o Hemisfério Ocidental ganhem a Eurovisão. Como isto é uma ficção, seria interessante. O contrário será apenas adiar um pouco mais o holocausto fundamentalista a que vamos assistir, ainda este ano.

(Quinteto das deolindas, 40 anos depois, já com ar de cavacas velhas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")