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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Autópsia de um crime consentido, no início da segunda década do séc. XXI: João Paulo II, santo súbito, santo já




Josef Staline deixou o Mundo com 50 000 000 de mortos na consciência (?). Hitler foi mais modesto, se não o lermos como uma pederástica comadre de Estaline. A Santa Inquisição ficou por 2 000 000 de corpos; a Peste Negra ceifou 25 000 000 de vidas. Pol Pot assassinou 2 000 000 de pessoas. Mao Tse Tung, grande inspirador de Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, foi mais audaz, e limpou 70 000 000 dos seus conterrâneos. Os 800 000 mortos de Bagosora são uma bagatela, e o próprio Milosevic só conseguiu extripar 200 000, enquanto a PIDE ficou por umas dezenas de milhar. Bush filho só conseguiu limpar 152, Leonor Beleza foi ainda mais modesta, com o sentenciar dos seus 32 hemofílicos, e Jack, o Estripador, bateu todos em fama, mas com apenas 5, comprovados.
Comparativamente, o papel do cidadão polaco, Karol Wojtyla foi um misto de extensão, com intenção, já que, entre o início do seu pontificado e 2009, tinha provocado 25 000 000 de mortos, muitos dos quais já depois de ter entregue a alma ao Demo. Antes de uma estatística afinada, poderemos afirmar que, até 2005, ano em que a Besta nos abandonou, já tinham morrido cerca de 20 000 000 de seres humanos, com a promessa de que os tempos os permitiriam replicar.
Eu sei que a soma de todos os mortos, atrás enunciados, pode parecer enorme, mas tem uma pequena diferença: estas chacinas nunca foram premiadas, exceto em dois casos, o de Leonor Beleza, que se refugiou na Presidência de uma Fundação, e na do mineiro Wojtyla, que foi o único que chegou a... Santo.

Não há memória, na História da Igreja, longa de crimes e abusos, do nome de um qualquer Papa que tenha ficado associado a tão grande genocídio. Perverso, mesmo depois da morte, a herança que deixa é a de a mancha se poder continuar a perpetuar, alastrando e disseminando, para que o nome do seu padrinho jamais se apague da face da Terra. Faz bem: como diz o outro, porque mais vale ter mau hálito do que hálito nenhum.

A memória que o cidadão livre guardará deste ser é a do exemplo de como se não deve viver, e como se não deve morrer. Tudo, nele, foi contrário ao ensinamento lapidar do Cristo: "vive, e deixa viver". Desrespeitoso para com as mulheres, procurou apagar a memória da sua vida sexual, anterior à celebridade, e recusou qualquer forma de afetividade que não fosse a mais conservadora, excetuada a pedofilia. Ensinou que a Fé é demasiado elevada, para multidões que se contentam com a crendice, e transformou a Santa Madre Igreja Católica Apostólica e Romana num enorme empório de venda e revenda de indulgências.
Ao reintegrar a Miséria, mas uma miséria medieval, como um dos lugares possíveis do longo caminho de penitência do Ser Humano, igualmente validou a Riqueza, como um dos espaços de impunidade da desgraça do Homem.
No final do seu pontificado, cada ser humano estava consideravelmente mais empobrecido e tinha-se tornado num polícia fundamentalista de si próprio e do Outro.
Incapaz de perceber a renovação dos tempos, deixou que o sua dignidade apodrecesse com o seu corpo, arrastando o Papado para uma crise só comparável à da pré Reforma e dos Grandes Cismas medievais.
Se João XXIII colocou Deus e a Igreja ao serviço da felicidade do Homem, e Paulo VI travou a felicidade do Homem para a colocar ao serviço dos dogmas da Igreja, João Paulo II foi mais longe, e colocou "Deus", a Igreja e o Homem ao serviço das trevas de uns poucos.

Nada devemos a João Paulo II, exceto o exemplo daquilo de que nos devemos desviar: autoritário, omnipresente, esmagou o Mundo inteiro com a sua obsessiva presença. Permanentemente coligado com o pior da oligarquia dos humanos, não há, na sua biografia, um único momento de humildade, e apenas um, de remorso, o de ter percebido que deveria perdoar ao homem que tentara livrar a Humanidade do flagelo da sua presença.

A Igreja perdeu um quarto de século com a sua persistência no Trono de Pedro, o que equivaleu a mais de 100 anos de regressão de doutrina. Pior do que ele, só a sombra que o construiu e sustentou, Ratzinger, cuja vaidade de anticristo permitiu uma subversão nunca ousada em 2000 anos de Cristianismo: agarrar na carcaça podre do seu antecessor, para a beatificar, ainda em tempo útil, assim mostrando que as coisas divinas já nada tinham a ver com o domínio da Fé, mas tão só da impertinência de certos homens sombrios, entregues à deriva da decadência do Ocidente, no início do séc. XXI.

Esta manhã, Lúcifer foi acordado mais cedo: tinha à porta uma delegação da última Monarquia Absoluta do Mundo, a Cidade do Vaticano. Queriam levar, do Último Círculo, o Gelado, a Alma de Wojtyla, para ser exposta à Necrofilia, à Idolatria e à Vaidade do Mundo, no esplendor da Basílica de Pedro, o Pescador. Certo de que Cristo não estaria presente, o Senhor das Trevas terá acedido, com a condição de que o penitente lhe fosse devolvido ao fim da noite, para continuar a sua pena eterna, que, como se sabe, é muito longa, sobretudo, na sua extensão final.

À hora a que escrevo este texto, Wojtyla já deverá ter regressada à sua lúgubre e profunda morada. Que lhe seja infinita.

(Quinteto dos muitos milhões de mortos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Uma Aventura Sinistra", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, 29 de junho de 2010

Augusto Santos Silva e a generosa polinização das papoilas de ópio do Afeganistão através das botifarras de mercenários da NATO





Imagem do Kaos

O Augusto Santos Silva parece uma cadela nojenta, que, em tempos, deu o nó com a Lurdes Rodrigues, mas, depois de baldeado, aquilo rebentou, ficando ela com a cabecinha, e ele com os restos do pescoço... Quer isto dizer que, quando mandaram o cão de água português, para lamber as bordas da Michelle, já cá havia um sabujo, ainda mais rafeiro e servil, que devia ter ido, em vez dele, e não foi.

Eu sei que o Afeganistão tem as maiores reservas de ópio, e que, sem ópio, não há "cavalo", o que é fundamental para desmoralizar certas franjas da juventude, que, sem desvirilização, arriscavam-se a atacar o Pentagrama Mundial, ditado por Bilderberg: menos empregos, mais gente assustada, menos resposta, mais usura e mais miséria... para alguns.

A Cimeira dos G20, coisa que me interessa tanto como os golos da Seleção, na África do Sul, chegou a um consenso sobre um limite dos endividamentos das respetivas economias. Endividamento são números, e nesses números, não há qualquer margem para a balança das emoções reais em que tudo se move.
Eu explico: prefiro ter, nas mãos, um objeto que me dê prazer, e um buraco no cartão de crédito, do que ter o cartão de crédito, objeto que só me serve para me aumentar os prazeres, a zeros, e viver num vazio de emoções.
Eu sei que isto não é o cenário ideal, porque, na realidade, como Cidadão Europeu, eu deveria estar num Estado que me garantisse o suficiente para eu poder viver no grau de conforto que associo à Europa, porque, se assim não for, mais vale que vá para o Afeganistão, e ficar à altura da maneira como sou tratado, e esses G20, ou lá que merda é essa, em vez de andarem a fazer contas amealhadas, deviam olhar para os respetivos interiores e perguntar se tinham cumprido os sonhos de Igualdade, Fraternidade e Liberdade previstos pelo Iluminismo, e os indicadores todos de desenvolvimento humano que distinguem as sociedades avançadas daquelas que as avançadas não deixaram avançar. Aparentemente, numa lógica da estagnação, onde, quem já tinha de ter o que era para ter com ele ficou, e quem não tinha trata de o distribuir da forma mais desigual possível, o que não é crime, evidentemente, desde que não desiquilibre os défices.

Objetivamente, um russo mafioso pode acender um charuto do Fidel com uma nota de 100 dólares desde que esses 100 dólares não sejam retirados diretamente do Orçamento Americano, um orçamento de guerra, como nem Reagan, nem Bush II ousaram, e que é defendido pelo Nobel da Paz, grande organizador de bailes tribais, no seu Salão Oval do Quénia.
Sou grande apreciador de etnicidades, desde que não estejam à frente de uma das mais poderosas nações do Mundo, a comandar friamente o crime no outro extremo da Esfera, e a pedir ao Augusto Santos Silva que envie cobaias para as plantações do Ópio.

Os chamados "Americanos", na realidade, "riqueños", desesperadamente em busca de nacionalidade, alistam-se, para virem de lá sem uma perna ou duas, mas com as restantes americanizadas. Nós, Portugueses, felizmente não precisamos disso, e a história é ganhar mais uns milhares de euros, enquanto a barriga de retaguarda fica à espera de que o paizinho morra num bilhar de bombas, ou a despistar-se num caminho de cabras. O Augusto Santos Silva não pede mais, e felizmente que não, porque pouco mais temos para lhe dar.

Eu sei que os ortodoxos dirão que o Afeganistão está cheio de armas de destruição maciça, e está: basta que algumas levantem a burka, e mostrem os teclados desdentados, para imediatamente o pessoal se pôr a fugir...

Estão-me a perguntar onde é que isto encaixa no défice dos G20: encaixa e bem. Os países compradores de armas comprometem-se agora a não comprar armas nenhumas aos produtores, e os produtores de armas passarão a fazer diretamente plantações de ópio no Vale da Morte, para consumo interno e exportação, em vez de andarem a fabricar cada vez mais pernetas e mutilados, que a Michelle, a Maria de lá, costuma condecorar com um suspiro, como convem a uma ficção.
Suspíria.

(Quarteto dos G20 corridos com uma G3, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")