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terça-feira, 1 de novembro de 2011

10 000 000 de Gonçalvistas





Imagem do Kaos

Ontem, enquanto estava a assistir àquela escola de imbecilização, que é a "Casa dos Segredos", da rameira Teresa Guilherme, e ia fazendo um aborto espontâneo, por desfastio, e, à moda antiga, com agullha de croché, lembrei-me de que, assim como o crime europeu tinha história, e remontava ao tempo em que Cavaco Silva destruía Portugal, com duas maiorias absolutas, e cadastrados como Duarte Lima, Dias Loureiro, Ferreira do Amaral, Leonor Beleza, Mira Amaral e outros, a fazerem coro, também o subsídio de férias e o subsídio de natal tinham a sua história.
Imediatamente me lembrei da minha queridíssima tia adotiva, Irene Gonçalves, que tantas vezes andou comigo ao colo, e tive um pensamento surpreendente: este imenso coro de justas vozes, que agora se ergue contra a penhora dos subsídios de férias e natal devia ser toda um bando de perigosos comunistas, que se estavam a preparar para implantar em Portugal uma ditadura, sei lá, do tipo da Coreia do Sul, ou uma nova Cuba, como tantas vezes prenunciou o nosso vidente da Madeira, Alberto João Jardim.

Que seria dos meus colares de esmeraldas, se tal acontecesse?...

Vasco Gonçalves, a sombra negra do pós 25 de abril, era então o culpado por essa insanidade, que, agora, o drogado e insomne Vitor Gaspar, vinha retirar f a l  a n  d  o   m  u  i  t  o    l  e  n  t  a  m  e  n  t e,    p  a  r  a    p  a  r  e  c  e  r    v  e  r  d  a  d  e, para salvar o país da bancarrota, e eu fiquei muito confuso, porque, como é sabido, tenho dentro de mim uma Catia, da "Casa dos Segredos", e, por fora, um Titã, capaz de esborrachar qualquer animal cínico que se me cruze no caminho.
Depois, assim, muito lentamente, também me lembrei de que Vasco Gonçalves tinha nacionalizado a Banca, como aconteceu com o BPN, e fiquei muito mais assustado, porque isto estava mesmo a parecer-se com os tempos presentes, e em que Duran Clemente, agora, pelo "Facebook", mas, então, com barbas, anunciava na televisão qualquer coisa do tipo isto agora vai ser... e, subitamente, caiu a ligação, e apareceu uma cavalgadura, chamada Ramalho Eanes, próxima da Opus Dei, e casada com uma égua, que protegia a coudelaria da Casa Pia, onde os Políticos, Intelectuais e gente do Espetáculo ia buscar os rapazinhos, para as orgias da República de Salo, também conhecida por "República Portuguesa", com o Carlos Cruz a filmar, com as películas da RTP.

Mesmo eu, que tive um treino paramilitar, na altura em que era moda praticar, em Shaolin, as artes marciais, com aqueles primos, semiprimos e meios irmãos de José Sócrates, comecei a sentir uns tremeliques, e pensei, "vem aí uma revolução, estamos outra vez no PREC, e os militares, quando se sentirem apertados, vão agarrar na Múmia de Boliqueime, na Marcela Rebela de Sousa, no Portas, e enfiam tudo num avião, para acabar com o Regime", e, ai, ai, ai, o que vai ser de nós, porque o Campo Pequeno seria demasiado pequeno para me enfiar a mim e a todos os outros, que estávamos desfasados do Sistema.

Eu sei que a esta altura já estão desconcertados com o texto, mas eu vou dar algumas pistas, que são elementares: como sempre, em que tudo o que eu escrevo, metade é verdade, e dói muito, e tudo o resto é mentira, e, por isso mesmo, ainda mais dói, o que, objetivamente, se traduz em coisas extraordinárias. A primeira, uma verdade, foi eu saber que havia sociedades, no Algarve, que abriam "off-shores", coisa que eu continuo a não saber exatamente o que é, mas, em contrapartida, tenho plena consciência de que são espaços onde todas as trafulhices, fugas aos impostos, crime económico e fraude agravada se praticam. A segunda foi saber que os órgãos de comunicação social sabiam onde ficavam essas empresas, e que, ao passá-las na televisão, estavam a cometer um crime público, que deveria imediatamente ser investigado por esse gajo, que se intitula Procurador Geral da República, e que já devia ter levado um chuto no cu, não estarem ainda a pagar-lhe uma extensa fatura, que foi o favor de abafar o "Casa Pia", célebre processo onde estava envolvida quase toda a (falta) de Classe Política. A terceira, suponho que a mais evidente para o meu leitor, ao haver a passagem de uma peça jornalística desse calibre, na televisão, imediatamente se deveria ter desencadeado um processo judiciário de selagem dos dados de quem criava "off-shores" para roubar a Nação Portuguesa, com consequente imediato arresto dos bens, e prisão preventiva dos envolvidos nesses processos.
Assim, por alto, creio que os subsídios de natal e de férias, do "Gonçalvismo", ficariam imediatamente resolvidos, e que se conseguiria fazer uma recapitalização dos bancos, e cumprir os tão falados "prumenores", de que o Cabrão Algarvio, responsável primaz pela destruição do tecido produtivo, e, logo, criador imediato da Dívida, referiu no Paraguai, um país à escala e dignidade do seu Poço de Boliqueime.

Sei que isto é uma pista, mas no estado em que estamos são trocos, e vou já para a altura e velocidade de cruzeiro deste texto: hoje mesmo, o dominó de mentiras financeiras em que vivemos, fez falir a MF Global, prisioneira do JP Morgan e do Deutsche Bank, este último, por sua vez, refém da Bancarrota Grega, ou seja, o bater das asas de uma Bancarrota no Mediterrâneo já está a provocar um tufão de nível 5, na Cacilhas de Nova York, tal como estava previsto na Teoria do Caos, e aconteceu mesmo. Sendo o sistema americano impiedoso com estas coisas, e sendo umas exemplo das outras, como poderia escrever o Padre António Vieira, o que se anuncia é que, a exemplo desta uma, comecem a chover uma chuva de outras, e isso vai ser fantástico, dado que a América, tal como Portugal, está desprovida de Presidente, e tem uma coisa, em forma de sucedâneo, que está lá só para entreter, justamente na altura em que precisamos de tudo menos de entretimento.

Na América, o processo é simples, e linear: numa questão de meses, a ultadireita, uma coisa que nem imaginamos o que seja, porque é umas mescla de fundamentalismo moral com usura absoluta, vai pôr fora o caneco do Illinois, mais a sua preta, e impor o fascismo americano, um facto que será novidade na História do Mundo, e pela qual toda a gente anseia, embora não assuma; por cá, infelizmente, creio que não chegaremos a 2012, muito menos ao momento de ver o penoso Sr. Aníbal das Vacas ser substituído por um ranhoso ainda pior, já que estamos em pleno PREC, e é provável que, um breve dia, os militares agarrem nos Lopos Xavieres, nos Pachecos, nos Vitorinos, nos Borges de Macedo e lhes interrompam o Processo Sistemático em Curso e lhes digam que vai ser posta ordem na coisa, porque a ordem tem de ser posta rapidamente, com Cavaco preso, Constâncio preso, Dias Loureiro preso, Armando Vara preso, Mira Amaral preso, Sócrates preso, Pinto da Costa preso, Duarte Lima preso, etc., tal como preconizava a "Velha", ou a "Bruxa", das Escutas do Face Oculta, que o maçónico Noronha do Nascimento mandou queimar, mas de que há, felizmente, várias cópias, e em sítio seguro, e a Senhora de Mota Amaral, essa excrescência da Opus Dei, decidiu que não tinham valor legal.
Foi recompensada com um BMW e um caralhão por aquela peida seráfica acima, ao contrário da "Bruxa", que advogava uma suspensão da Democracia, por seis meses.
Acontece que nós já não vivemos em Democracia, posto que a nossa sociedade é tão só governada por diferentes sociedades secretas, que utilizam os métodos das mafias chinesa e italiana, como é visível em coisas recentes, como os sequestros e torturas, de que nunca se soube nada, exceto tardiamente, ou a naturalidade com que agora se faz rebentar uma caixa multibanco por dia, com recurso a botijas de gás.

Há um enorme silêncio sobre tudo isto, já que o importante é a mudança da cor do cabelo do Hulk, um anormal que Lombroso adoraria ter podido estudar, tal como os casos Mourinho e Pinto da Costa, e é este silêncio que deixa supor uma sociedade ainda mais estranha do que aquela que nos é vendida nos monitores da mentira diária positiva, onde o nascimento do 7 000 000 000 poluidor humano da Nave Gea é apresentado como uma vitória e não mais um gravíssimo crime ecológico.

O Mundo, tal como o conhecemos, está a acabar. Como dizem os comentadores de muitos lugares, em vez de perdermos tempo a escrever, seria mais útil que agíssemos. Eu explico: o tempo que me demorou a compor este texto teria sido mais útil ao mundo se eu tivesse assestado, enquanto Vítor Constâncio, outro que deveria ter mandato de captura internacional, estivesse a mentir às centésimas, a pistola, e ele tivesse recebido duas unidades, bem no centro da testa. Acontece que não tenho arma, e sou péssimo em pontaria, mas sei de quem é bom, e, em contrapartida, não consegue escrever, pelo que lhe deixo a ele a parte dele, enquanto eu cumpro, e creio que não mal, a minha aqui...
A verdade é que a coisa não vai durar muito, porque os sistemas monitorizadores da globalidade estão fartos de ouvir falar de números e querem agora ver liquidez, em cima da mesa, equivalente a esses números. Acontece que essa liquidez não existe, e, se, alguém, ou alguéns, amanhã, se lembrasse de nos agarrar no ombro, e disser, pague já tudo o que deve, o Sistema desmoronava-se, pior, o Mundo afundar-se-ia numa nova guerra.
É dessa guerra que eu tenho medo, e é essa guerra que se está agora a anunciar. Talvez para o filha da puta de Boliqueime seja só um "purmenor" do seu autista "pügrèsso".

Só tenho pena daqueles, que, com eu, e vocês, vamos estar, sem qualquer defesa, no meio do fogo cruzado, deste iminente armagedão.

(Quarteto do Halloween no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Duarte Lima, como gota de água das "Conversas em Família" do Cavaquistão, ou Ecos de uma Revolução Iminente





Imagem do Kaos


Para ser sintético, o século XX português, produziu duas grandes anomalias: o salazarismo, que gerou 50 anos de atraso, e o cavaquismo, que só soube produzir duartes limastudo o resto são arredores.

o problema do cavaquismo, como bem saberão os apreciadores da mitologia, está para jasão e os argonautas, como o primeiro grande cancro de Portugal do séc. xx, o socratismo, está para os epígonos. jasão, lançou-se numa epopeia, no fim da qual encontrou o tosão de ouro e medeia; os epígonos, assumidamente mais frágeis, apenas encontraram cnos, bpns, fundações armandos vara, e os oráculos de vítor constâncio, com muita pedofilia pelo meio, e assim poderemos igualmente resumir a primeira década do presente século.
acontece que, em cem anos, muita coisa muda na tipologia de uma Nação. pelo meio, tivémos uma guerra de interesses, que, entremeada com outra guerra de interesses, conduziu a uma Revolução, demasiado branda para as necessidades de uma sociedade oprimida ao ponto da explosão.
como entrou para o senso comum de todos os comentários de rua, o 25 de abril deveria ter sido aprofundado, ao ponto de ter erradicado todas as metástases que nos gangrenavam o tecido europeu, mas não foi. triunfaram os brandos costumes, e a coisa voltou a entrar em derrapagem, desta vez em ritmo acelerado. mário soares, com todo o lastro que lhe conhecemos, foi o derradeiro político do século que compreendeu que não nos restava mais nenhuma opção senão a de enveredar pela recuperação do tempo perdido, e voltar aos tempos de glória, em que Portugal, uma das sete mais ricas nações do mundo, de então, aceitava dissolver-se na paridade de uma condigna comunhão europeia.
engano.
começou, então, o cavaquismo, uma segunda via de santa comba dão, onde, mergulhados numa chuva de fundos, direcionados para o pontapé de arranque a que o plano marshall, tal como a guerra, nos tinha poupado, vimos, um após outro, serem destruídos os alicerces de qualquer economia: agricultura, pescas, produtos tradicionais, mineração, indústria transformadora, estaleiros navais, entre muitas coisas, foram transformados num país de alguns novos ricos, viciados em cocaína, e de muitos novos pobres, perdidos nas esquinas do "cavalo", da importação das sobras do mundo civilizado e da especulação das mafias do futebol, da construção civil, e dos bancos dirigidos por camorras inenarráveis.
o cavaquismo está resumido numa lapidar frase de parede de casa de banho, que retive: "o cavaco deixou vir os pretos, que te roubaram as gajas, as casas e os trabalhos, e tu agora ficas no teu quarto, a bater uma punha".

para os racistas, nos quais não me incluo, o resumo seria delicioso, não estivesse tão perto da verdade, para tanto, bastando tornar mais eruditas as palavras redigidas. na verdade, "os pretos" foram mão de obra clandestina e barata, que veio ocupar os postos de trabalho manual, que os portugueses, um dos povos com as mais baixas habilitações da europa, achavam indignos da sua velha tradição senhorial, de andar a roubar os outros, pelo mundo afora. portanto, é verdade que, na forma de novos escravos, começámos por deixar vir "os pretos" do cavaquismo, que viviam em contentores, e depois de construírem expos e centros culturais de belém, eram postos fora, sem segurança social, salários em atraso, algumas irremediáveis feridas de corpo e alma, e com um discurso sobre a terra de Afonso Henriques capaz de nos envergonhar, para sempre, nas suas paragens de origem.
conhecemos, depois, o ciclo dos eslavos, dos brasileiros, e, por fim dos indo paquistaneses, sempre utilizando a mesma receita dos descartáveis, "os pretos", que iam permitindo que o tecido social e económico se degradasse, enchendo os bolsos dos criminosos da construção civil, da banca e do futebol, misturados com as "gajas", das redes de alterna de brasileiras e eslavas, dos vice reis do norte, cujos nomes são sobejamente conhecidos, e que necessitavam de mandatos de captura idênticos ao de duarte lima.

cavaco silva, uma mente retrógrada de um buraco algarvio, destruiu o aparelho produtivo, e criou a dívida, um colossal monstro que apenas esperava a sua ocasião para fazer a aparição, enquanto a sociedade sofria um colossal desvio das regras que regem qualquer estado democrático, e são simples, porque são só uma: o princípio da paridade de qualquer cidadão perante a Lei.

aprendemos que isso tinha desaparecido com leonor beleza, um dos rostos femininos do crime sem castigo, com cadilhes, os tais duartes lima, os cardosos e cunha, os ferreiras do amaral, a quem nunca cortaram "as gorduras", os pintos da costa, os isaltinos, os "majores" e outras tantas aberrações de que já nem me lembro.
quando guterres percebeu a coisa e abandonou o país, que mais não era do que um "open space" de fundações, de freeports e de políticos vivendo abertamente na sua pedofilia, já era tarde de mais: inaugurava-se o ciclo carlos cruz, cujas ligações à rede de tráfico mundial de rapazinhos permitiu trazer para Portugal o euro 2004, que as pessoas pensaram ser desporto, mas não era, era o "futebol", "futebol à portuguesa", mesclando mafias de mourinhos e figos, construção de estádios inviáveis em desertos inomináveis, e atirando para os bolsos dos de sempre, e mais uns quantos recem chegados, colossais talhadas de dinheiro, que poderiam ter trazido colossais saltos nos índices de desenvolvimento humano da nossa população, mas, mais uma vez, à velha maneira cavaquista, representaram colossais formas inenarráveis de retrocesso, corrupção e compadrio.

em 2005, como cúmulo desta acumulação de monstruosidades, a ignorância de alguns portugueses chamou para o palácio de belém um indivíduo que deveria estar no estabelecimento prisional de lisboa, o mais perigoso dos políticos, porque, ao renegar a sua condição de político, inaugurou uma novel geração de não políticos, a quem eram permitidos todos os atos ilícitos da política, a coberto de uma impunidade, que mesclava a justiça com o crime organizado, e colocava toda a escadaria das sociedades secretas a cavalgar a normal ascensão das hierarquias de mérito da cultura, da academia, da empresa e da sociedade, em geral.
não preciso de enunciar os nomes, porque vocês conhecem-nos: claras ferreiras alves, isaltinos, moitas flores, searas, jardins gonçalves, deuses pinheiros, miras amarais, vítores constâncios, ulrichs, varas, bavas, carrapatosos e tantos outros, que desfilam diariamente pelas televisões, e que, ao surgirem, nos leva a todos nós pensarmos, "olha, este já devia estar preso"... acontece que não estava e e não está, e, como se de uma imensa estação de tratamento de lixo se tratasse, Portugal transformou-se subitamente numa gigantesca montureira, onde todos os resíduos se acumularam, sem qualquer remoção.
quando dias loureiro, um facínora, mandou disparar, na ponte, sobre os Portugueses, já vinha a caminho o fedor dos epígonos, cada um pior do que o anterior, e vivenciámos a era dos licenciados a preceito, com o sr. sócrates a servir de epígrafe a uma gigantesca lista telefónica, e onde o português finalmente percebeu que vivia num estado fora da lei.
o cavaquismo só produziu escroques, ladrões e assassinos.

nunca como com cavaco, e com sócrates, em 10 mais 6 anos se conseguiu destruir tanto, e em tão pouco tempo.

o caso duarte lima, uma derradeira forma de vómito, num momento em que Portugal está em risco de perder a Independência, com o rosto a mergulhar numa penumbra de pobreza, ao nível da áfrica subsahariana, revelou que tem de vir a justiça de uma superpotência, em ascensão, mostrar que para ser exercida justiça em língua portuguesa, ela já tem de ser imposta de fora das vetustas fronteiras que Afonso III tão cedo fixou.

para Portugal, chega de vexame e impunidade, chega de contornar as responsabilidades e de continuar a permitir a impunidade de todos estes rostos de facínoras que nos destruíram e retiraram a dignidade pessoal, histórica e nacional. antes apreciemos a nem sempre agradável, mas inevitável, metamorfose do Magreb.
tudo o que hoje estamos a presenciar merece ser considerado como o episódio final desta miserável telenovela, e chegou o momento dos garantidores da nossa soberania, os militares, assegurarem a última fronteira que nos resta, a do direito de indignação: com 23 anões atrás, o colossal anão aníbal cavaco silva vai agora a caminho do paraguai.

talvez seja um bom dia, e uma boa ocasião para os militares dizerem ao seu comandante supremo que deverá partir, para já não voltar.
nós, Portugueses e Portuguesas, agradeceremos infinitamente.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Goleiro Bruno, seguido do Homoerotismo do Futebol, que podia ter poupado Eliza Samúdio e Dona Rosalina




Imagem Kaos


O estar fora, como diria o Senhor de La Palisse, tem a excelente vantagem de não estarmos cá dentro, só que a Realidade prova que o lá fora, muitas vezes, consegue ser tão mau como o rastejar cá por dentro.

O Brasil é um país cujo nível de corrupção é mundialmente (re)conhecido, e diverge de Portugal, por Portugal tentar fingir que não é tão corrupto como o Brasil, mas isto são dados socio-estruturais, para serem tratados por aquele bode do António Barreto, e ainda ganhar dinheiro com esses lugares comuns.

A Justiça Brasileira, cujo paradigma é o Norte Americano, e não o da Santa Inquisição, como em Portugal, quando apanha um problema, imediatamente o lança para a praça pública, para que o cidadão comum desde logo saiba em que balde de merda está a chafurdar. Em Portugal, a merda escoa-se por boatos, desmentidos, recursos, e acaba, ultimamente, na máquina de lavar tudo da Cândida Almeida, e perde visibilidade, mas isso é outra história, e vamos aos factos que me interessam.

Como é sabido, detesto Futebol, um desporto assegurado pela ralé, para a ralé e que não eleva o espírito um milímetro acima dos sítio onde a ralé tem o cérebro: entre as patas e as virilhas. Pessoalmente, interessam-me bastante as virilhas, porque, aí, o jogo se rege por pulsões mais naturais, e não pela Mafia Mundial, pelo branqueamento e coisas afins.

Acontece que o goleiro Bruno, como qualquer gajo com as virilhas no lugar, gostava de foder, e aqui começa o problema, que vem desde que os homens, na Antiguidade, decidiram separar as coisas dos Homens das coisas da Mulheres. Os desportos masculinos, os tais que se passam entre suor, abraços, balneários, apalpões no cu, no caralho e nos colhões, e metem uma bola pelo meio são perigosos, porque os cérebros minúsculos, condicionados pelas mães de braganza que os pariram, receberam uma educação que os condiciona a confundir sexo com cona, coisa que os Gregos, povo sobre o qual assenta toda a nossa Cultura, já sabia que não era verdade. Simplificando: passada a tesão dos golos, há uma necessidade de catarse coletiva, que, entre totem e tabu, impele e impede que os corpos da equipa se toquem, para além do tal ponto que poderia "parecer mal".
Como toda a gente da ralé, os gajos do Futebol odeiam mulheres e adoram buracos para vazar espermatozóides. As revistas a soldo, geralmente dirigidas por paneleiros, como o Abel e o Carlos Castro, entre outros, vão ficcionando romances e casamentos, que até acontecem, para que se cumpra o processo de normalização e representação social do machão do Esférico. É elementar: basta que casem com uma gaja que não os confunda muito intelectualmente, e isso é fácil, basta fazer o elevador descer do Zero ao Menos Dois, e que seja igual à dos amigos do balneário. O tipo físico está padronizado, e é uma espécie de clone da Cinha Jardim, mas em reles e mais nova, com o cabelo pintado de louro, e, aposto que se, num gesto de maldade, baralhassem a mulher padrão dos narcisos do Futebol, eles iam ter muita dificuldade em depois voltar a emparelhar com a sua...

O Goleiro Bruno, como muitos deles, deu a volta ao problema: a melhor maneira de ir para a cama com os colegas, sem passar por boiola, era enfiar uma gajas tampão pelo meio: assim, quando eles se tocam, em ereção, foi por acaso, e as mamas lá vão servindo de travesseiro e de mirones, como qualquer exibicionista adora. Este tipo de gaja, proveniente do "demi-monde" da Moda, da Coca ou das "Parties", costuma depois pedir aquilo com que todas sonham: jantares em lugares caros, viagens e passeios naqueles carros, que, como as conas, eles compram sempre iguais.

Eliza Samúdio cometeu o erro fatal, aliás, típico das mulheres, que foi não perceber que os homens gostam de foder, por foder, e que a afetividade não tem espaço nesse campo, sobretudo, quando estão extasiados com o corpo uns dos outros, ou cheios de tesão por estarem a chafurdar num buraco onde um avançado centro, um guarda redes ou um lateral, pelo qual mantêm uma paixão homoerótica, acabou mesmo agora de se vir. De facto, não há melhor lubrificante do que a esporra de um colega de equipa...

Eliza Samúdio resolveu emprenhar, pensando que ia segurar um narciso, cuja única função era estar, corpo com corpo com os colegas, e levou a dose em forte: este tipo de gente, como o Pinto da Costa já ensinou, nas suas Universidades de Verão, Outono e Inverno, manda matar, quando é preciso, e o Bruno, como qualquer futebolista normal, quando se viu começar a ser oprimido por um par de ovários descartável, assim fez, nada de novo, portanto, exceto a Comunicação Social adorar crimes cometidos por figuras públicas.

No Brasil, a coisa avançou e tornou-se feia, revelando as sombras e os contornos dos bastidores dessa máquina do crime que as pessoas costumam designar por "Futebol". Pateticamente, ainda se descobriu depois que a Eliza adorava levar porrada do Bruno, o que também diz muito sobre a miséria humana, e a inconciliabilidade de base, sexual, entre o Macho e a Fêmea. Se fosse em Portugal, já estava na Relação, e tinha sido arquivado.

Infelizmente, este é um caso do narcisismo e homoerotismo, que chega a extremos de violência, no seu desprezo pela sensiblidade feminina. Dona Rosalina, como já se percebeu, pelo estilo de lixo que começou a sair da cartola, foi vítima de um jogo -- e estes são mais subtis, porque não fodem, mas sabem muito bem como foder... -- de disputa entre a pior escória que domina Portugal, entre eles Júdice, Sousa Cintra, que se achou na obrigação de filmar (!) um negócio "honesto" que ia fazer com um homem quase centenário, e só me espanta que outro dos facínoras típicos dessa meia dúzia de gajos que arruinou Portugal, Proença de Carvalho, ainda não tenha aparecido no barulho. Gostava de os ver todos em prisões de alta segurança, como o Goleiro Bruno, a lavarem, durante décadas, a roupa suja que entre eles, e arruinando-nos, acumularam.

É pela existência de gente desta que os extremistas do Nacionalismo vão ganhando crescente protagonismo, na nossa pocilga, e cada vez mais nos aproximaremos da justiça por mãos próprias. Paciência: quem ventos semeou tempestades colherá.

Pessoalmente, gostei do pouco que vi de Dona Rosalina: era um tipo de beleza do "Antigamente", que conseguiu resistir aos 70 anos. Teve o azar de ser apanhada no meio de uma briga de galos, desta vez, com um nível de baixeza e perfídia que ultrapassa as pobres mentes dos gajos que pensam com os pés. Estes têm os neurónios exclusivamente voltados para a fraude e o contorno da Lei. Não têm balneário, mas têm gabinetes, e seitas secretas, entre "Aventalinhos" e Opus Dei. Metem-se por todo o lado, restaurantes de luxo, com rendas à Câmara de 150 €, Quintas das Lágrimas, Resorts, Líbias, BPNs, Sociedades Lusas de Negócios, Costas Ricas, Angolas, Moçambiques, Cabo Verde, Brasil, BPPs e Donas Brancas afins, enfim, tudo o que possam imaginar, e, ah, sim, claro, estão sempre prontos para safar os amigos de minudências, como o Processo Casa Pia, entre outros.

Falta nisto a lição de moral, já que esgotámos o sentido literal e o alegórico: era escusado que, entre coisas exclusivamente de homens, entre sexo, dinheiro e vinganças, sacrificassem mulheres. Pá, comam-se uns aos outros, já que é disso que vocês gostam, e larguem a felicidade dos outros. Deixem as mulheres em paz, como já pedia Montherlant, mas eles não deixam, porque isso é máscara, alibi e catalizador.

Para que não entendam esta minha "rentrée" como moralista e pessimista, vamos ao Humor, e ao Anagógico, que é isso que nos move, e eu quero rir, não pensar mais nesta escória: curiosamente, no meio disto tudo, temos alguém que, brilhantemente, já resolveu o problema.
Quando o Futebolista casa com a sua "Barbie" padrão, ela diz-lhe que, em troca do descapotável, das festas, da roupa de "barbie", dos gastos sumptuários e coisas afins, tem, entre as pernas, uma coisa única: uma máquina de lhe clonar o narcisismo e de lhe dar uma cópia da incomparável virilidade, beleza e inimitabilidade do pai: a cria, que irá assegurar às gerações futuras a linhagem da ralé...
Eliza Samúdio podia ter negociado assim, e estar ainda viva, mas teve azar, como se diz na Cauda da Europa, o gajo queria só estar na cama com a equipa, e não queria ainda uma Ovelha Dolly. Mas isto passou-se no Brasil: a Cauda da Europa, todavia, já tem um gajo que conseguiu dar o salto, e resolver o narcisismo da geração seguinte. Parece que lhe custou 12 000 000 €, o que é bom, porque estas mentes primárias acham que o dinheiro tudo pode comprar.
Não pode, e o meu mais sincero desejo é que o clone do Cristiano Ronaldo, comprado a preço de ouro, para um dia vir ter a linda carinha de pele estragada  do pai, saia, literalmente, com as fuças iguaizinhas às da barriga de aluguer... :-)

(Quadrado da "Rentrée", no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", THE BLOG :-)