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terça-feira, 23 de novembro de 2010

A nova Nato, seguida do Escudo de Bilderberg, seguida de O Cabrão de Boliqueime V





Imagem do Kaos


Não sou belicista, e prefiro a agitação de uma Sinfonia de Mahler aos bombardeamentos "cirúrgicos" da Nato, que deixam aquelas gajas das burkas aos gritos, com filhos sem dedos, e lhes dá, depois, vontade de mandarem, por sua vez, os marines para casa, sem uma perna, sem uma mão, ou com a cara queimada à Obama.
O que aconteceu, na palhaçada lisboeta do fim de semana, foi, todavia, importante. Como cidadão, defendo que, enquanto houver ladrões, serão necessárias polícias. A velha Nato, obsoleta, que rangia os dentes para uns parolos soviéticos, há muito perdera a razão de ser. Aparentemente, e agora vou começar a mentir, vamos passar a ter umas forças armadas transversais, que irão libertar os Nobel da Paz, sempre que estejam nas mãos de ditaduras da Birmânia, que irão arrancar as burkas às desgraçadas do Afeganistão, em vez de andarem a enviar sacolas de heroína para os mercados urbanos e suburbanos do Ocidente; que irão a Angola depor caciques e libertar populações humilhadas; que intervirão no Sudão, na Somália e na Arábia Saudita, para impedir que os fundamentalismos e o caos provoquem genocídios e crimes contra a humanidade, e, sobretudo, cláusula importante, na qual ninguém reparou, terão autonomia par intervir nos estados membros, para defesa dos cidadãos, sempre que se verifique que os políticos estão a violar o Estado de Direito, a Carta dos Direitos Humanos e os princípios do Iluminismo. Em suma: invadirão os estúdios de televisão, e levarão o Sarkozy, o Berlusconi, o Sócrates, a Merkel, o Medvedev, o Ahmadinedjad e o José Rodrigues..., perdão, o de Angola, que agora se me esqueceu o nome.
Vamos passar a ter ordem no Mundo, e os cidadãos vão poder voltar a circular pela rua, e assim se resume a Cimeira da OTN-2010/Lisboa. Tudo o resto que vos contarem é mentira, sobretudo, aquela história de alguém se ter abotoado com os dinheiros dos blindados que nunca chegarão.

Depois, voltámos a cair na Realidade.

A História de Portugal nos últimos 25 anos é muito fácil de contar, e garantiria o sucesso de quaisquer estatísticas da analfabeta funcional, Isabel Alçada. Começa com um gajo que entendeu que os Fundos Estruturais não eram para estruturar um Portugal europeu, mas para serem armazenados nos bolsos da canalha que o rodeava. Chamava-se Aníbal Cavaco Silva, "O Destruidor", e destruiu mesmo, e irremediavelmente.
Seguiu-se-lhe D. Guterres, "O Cegueta", que percebeu que cada vez estávamos mais longe dos padrões do Continente, e usou os fundos para inflacionar os salários, quando os salários são fruto de um país que produz, e que o Cavaco tinha posto a não produzir... nada. Quando o Guterres percebeu a canalha que o rodeava, chamou-lhe "Pântano", e desapareceu numa noite de neblina.
As três regências seguintes foram pior do que o piorio, e ficaram para pagar a fatura: D. Cherne, "O Escroque"; D. Santana, "O Mal Amado", e D. Sócrates, "O Encavado", com muitos espaços brancos de adjetivação e insulto, para vocês preencherem.

Os mercados, cegos, surdos e mudos, continuam a não perceber que Portugal está a viver uma Idade de Ouro, com D. Aníbal II, "O Recauchutado", e que, portanto, têm de adiar a bancarrota, a crise, a dívida externa, o caso de polícia do BPN, os "off-shores", os "Casa Pias" e essas diversidades todas, até que o Aleijão de Boliqueime, mais a sua Aleijona, sejam reeleitos.

Como já se disse, nunca Portugal desceu a um aníbal assim, mas ainda há de descer mais, porque a lógica da Finança e do Mercado não se compadece com estes adiamentos, ditados pelos Milagres da Fé e pelas Causas Naturais. Na América, de quem tanto mal se diz, já estavam todos presos, Dias Loureiros, Oliveiras e Costas, Armandos Varas, e etc. Aqui, não se pode, porque, até 25 de janeiro, o silêncio é de ouro, e nós vamos ter de continuar a ser representados por coisas assim -- vão mesmo ver (o gajo que faz estas fotos devia estar preso...) -- de quem nem Goya se lembraria, até que, dia 26 de janeiro, uma outra realidade nos caia em cima.

Vamos abandonar este discurso, porque cheira a pessimismo.

Nós Portugueses, temos uma coisa extraordinária, que é que, sempre que chega um período-chão destes, baixamos a cabeça, baixamos, baixamos, e deixamos a rajada passar por cima, como se nada tivesse acontecido. O Vacão de Santa Comba Dão assim fez, e atirou-nos, intactos, sim, intactos, tirando uns 20 000 mortos e mutilados, para a Cauda da Europa.
O Segundo Salazarismo é mais hábil: joga num tabuleiro mundial, e procurou -- espero -- uma defesa antimíssil muito especial, o Escudo de Bilderberg, que se resume no seguinte: vocês deixam o vosso cantinho servir de palco de experiências para  o nosso programa -- como aquela Fundação onde a Leonor Beleza arranca olhos aos animais, depois de ter arrancado vidas aos hemofílicos -- e, em contrapartida, nós permitimos que vocês, que deixaram de existir como Estado, Economia e Cultura, coloquem os vossos miseráveis peões no cenário da Aldeia Global.

Caso não tenham reparado, as Cimeiras decisivas para a Nova Ordem Mundial, a China dos Ocidentais, aconteceram em Lisboa: o Tratado de Bilderberg, que estagnou a economia europeia e abriu a boceta de pandora do descalabro financeiro e do desemprego, e, agora, o cházinho da NATO, com blindados de sobremesa. No meio deste cenário, situámos o que tínhamos de pior nas superestruturas da Ditadura Mundial: Vítor Constâncio, um canalha, no Banco Central Europeu; Borges, uma loura burra, no FMI; Durão Barroso, que está para lá de todos os adjetivos, na Poluição, perdão, Comissão Europeia, e, agora, até já sonhamos com o Conselho de Segurança da ONU, talvez com Jaime Gama, que transformará aquilo rapidamente numa enorme Casa dos Érres, cheia de chinesinhos, tailandeses, putos do Quénia, e cuzinhos do Mali. Vai ser a Apoteose do Vácuo.
Para mim, que como a Margarida Rebelo Pinto, não acredito em coincidências, estas contrapartidas devem ser o custo de uma infinita fatura de um jantar do qual, como é hábito, nada terei, mas que, como é certo, lá pagarei, e quem diz eu diz os meus leitores, que sabem que o que escrevo é uma cruel verdade.

Vai longo o texto, e cheio de imprecisões e incertezas. Aparentemente, o elevado preço da nossa destruição é um chapéu de chuva dos Senhores do Mundo, que, na hora da verdade, não nos tirarão tudo, e talvez fabriquem uma solução, à Portuguesa, uma daquelas coisas muito inventivas, como o Nobel da Medicina, que era extraírem-nos, cirurgicamente, o lobo frontal, como fazia o Egas Moniz, ou a sensibilidade, tal o outro Nobel, o Saramago.
A verdade saber-se-á dia 25.
Terá o nome de Aníbal, e espero que seja tão má que os Portugueses percebam, de uma vez por todas, que não estão a votar, mas a acarneirar velhas decisões já tomadas. Vai-nos sair caríssimo, mas vocês até gostam, senão não andavam há 900 anos nisto.

(Pentatlo, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", no "Uma Aventura Sinistra", e no incontornável "The Braganza Mothers")

terça-feira, 29 de junho de 2010

Augusto Santos Silva e a generosa polinização das papoilas de ópio do Afeganistão através das botifarras de mercenários da NATO





Imagem do Kaos

O Augusto Santos Silva parece uma cadela nojenta, que, em tempos, deu o nó com a Lurdes Rodrigues, mas, depois de baldeado, aquilo rebentou, ficando ela com a cabecinha, e ele com os restos do pescoço... Quer isto dizer que, quando mandaram o cão de água português, para lamber as bordas da Michelle, já cá havia um sabujo, ainda mais rafeiro e servil, que devia ter ido, em vez dele, e não foi.

Eu sei que o Afeganistão tem as maiores reservas de ópio, e que, sem ópio, não há "cavalo", o que é fundamental para desmoralizar certas franjas da juventude, que, sem desvirilização, arriscavam-se a atacar o Pentagrama Mundial, ditado por Bilderberg: menos empregos, mais gente assustada, menos resposta, mais usura e mais miséria... para alguns.

A Cimeira dos G20, coisa que me interessa tanto como os golos da Seleção, na África do Sul, chegou a um consenso sobre um limite dos endividamentos das respetivas economias. Endividamento são números, e nesses números, não há qualquer margem para a balança das emoções reais em que tudo se move.
Eu explico: prefiro ter, nas mãos, um objeto que me dê prazer, e um buraco no cartão de crédito, do que ter o cartão de crédito, objeto que só me serve para me aumentar os prazeres, a zeros, e viver num vazio de emoções.
Eu sei que isto não é o cenário ideal, porque, na realidade, como Cidadão Europeu, eu deveria estar num Estado que me garantisse o suficiente para eu poder viver no grau de conforto que associo à Europa, porque, se assim não for, mais vale que vá para o Afeganistão, e ficar à altura da maneira como sou tratado, e esses G20, ou lá que merda é essa, em vez de andarem a fazer contas amealhadas, deviam olhar para os respetivos interiores e perguntar se tinham cumprido os sonhos de Igualdade, Fraternidade e Liberdade previstos pelo Iluminismo, e os indicadores todos de desenvolvimento humano que distinguem as sociedades avançadas daquelas que as avançadas não deixaram avançar. Aparentemente, numa lógica da estagnação, onde, quem já tinha de ter o que era para ter com ele ficou, e quem não tinha trata de o distribuir da forma mais desigual possível, o que não é crime, evidentemente, desde que não desiquilibre os défices.

Objetivamente, um russo mafioso pode acender um charuto do Fidel com uma nota de 100 dólares desde que esses 100 dólares não sejam retirados diretamente do Orçamento Americano, um orçamento de guerra, como nem Reagan, nem Bush II ousaram, e que é defendido pelo Nobel da Paz, grande organizador de bailes tribais, no seu Salão Oval do Quénia.
Sou grande apreciador de etnicidades, desde que não estejam à frente de uma das mais poderosas nações do Mundo, a comandar friamente o crime no outro extremo da Esfera, e a pedir ao Augusto Santos Silva que envie cobaias para as plantações do Ópio.

Os chamados "Americanos", na realidade, "riqueños", desesperadamente em busca de nacionalidade, alistam-se, para virem de lá sem uma perna ou duas, mas com as restantes americanizadas. Nós, Portugueses, felizmente não precisamos disso, e a história é ganhar mais uns milhares de euros, enquanto a barriga de retaguarda fica à espera de que o paizinho morra num bilhar de bombas, ou a despistar-se num caminho de cabras. O Augusto Santos Silva não pede mais, e felizmente que não, porque pouco mais temos para lhe dar.

Eu sei que os ortodoxos dirão que o Afeganistão está cheio de armas de destruição maciça, e está: basta que algumas levantem a burka, e mostrem os teclados desdentados, para imediatamente o pessoal se pôr a fugir...

Estão-me a perguntar onde é que isto encaixa no défice dos G20: encaixa e bem. Os países compradores de armas comprometem-se agora a não comprar armas nenhumas aos produtores, e os produtores de armas passarão a fazer diretamente plantações de ópio no Vale da Morte, para consumo interno e exportação, em vez de andarem a fabricar cada vez mais pernetas e mutilados, que a Michelle, a Maria de lá, costuma condecorar com um suspiro, como convem a uma ficção.
Suspíria.

(Quarteto dos G20 corridos com uma G3, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")