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domingo, 15 de janeiro de 2012

A agonia de Francisco José Viegas e restantes Megas





imagem do Kaos


Tenho, como regra, avaliar um Governo pelos trastes que coloca na Cultura e na Educação.

Paciência, cada um tem os seus barómetros, o meu barómetro é esse, e até vai mais longe: Portugal é um país onde qualquer coisa serve, para ocupar ambas as pastas. Já tivémos Ferreiras Leites, Coelhos, Lurdes Rodrigues, um que foi Ministro da Cultura por engano, Santanas Lopes, Carrilhos, e agora, bom, agora, parece que batemos mesmo no fundo.

Desde junho, quando percebi que este era um governo para ano e meio, quando muito, comecei por tentar perceber por onde é que se iria começar a desfiar. Aparentemente, a anomalia mais evidente era aquele permanente sorriso de merceeiro do "Ministro" da Economia, que conseguia ser "Ministro" de um país que trocara toda a Economia por BPNs, no tempo do segundo maior português de sempre, Aníbal de Boliqueime, também conhecido pelo Manequim dos Anos 50 da Rua dos Fanqueiros.
Engano de alma ledo e cedo, que a Fortuna não iria deixar durar muito, já que a verdade estava tão à frente dos olhos que não se conseguia focar bem.

Francisco José Viegas, a "coisa" do Pocinho, sofre daquele mal atávico de que sofrem todos os provenientes de buracos, covas, poças e cavidades da nossa geologia: o problema de nascerem abaixo da linha de água tende para que, por mero tropismo, leve a que todos os seus atos futuros sejam uma fatal atração por afundar tudo em seu redor. Salazar, que vinha de Santa Comba Dão, um lugarejo frequentado por morcegos, conseguiu arrastar-nos para 48 anos de trevas. Cavaco vinha do Poço de Boliqueime, e transformou-nos, em 10 anos, num poço sem fundo. Guterres saiu do Fundão, e deixou-nos, de raspão, no estado de afundados. A Cova da Piedade, do "Cherne", empurrou-nos para uma impiedosa sarjeta, que, com o desastre do vigarista de Vilar de Maçada, nos atirou do... do... má para Massamá, e cremos, que, a partir de aqui, só a Fossa das Marianas, mas com bilhete de ida, e sem volta.

A Cultura é uma assunto demasiado subtil, idiossincrático e lapidar, para que se compadeça com aves de voo raso, já que deve ser das poucas coisas sobre as quais ninguém tem mãos, nem burocracias, nem orientações, nem decretos lei, nem sugestões, intenções ou contenções. Transborda por onde calha, a arrasta consigo o que quer e espalha, por mais freios, censuras e desmoralizações rasteiradas, que lhe ponham.

Passos Coelho, com a sua visão das falésias de Massamá, infinitamente mais curta do que a do Infante, quando, em Sagres, contemplava o mar sem fim, sentado no seu sofá Moviflor, com a monstra, que, entre o anal e o Pau de Cabinda, o vai aconselhando, e dizendo, "olha, aquele deve ser bom para o Governo, porque aparece muitas vezes na televisão!", uma espécie de Maria Cavaca, remediada, mas com as membranas do mete mete ainda no ativo, chegou a brilhantes conclusões: o Crato, que vinha rosnar sobre ensino mnemónico, e percebe tanto de Educação como percebia a maçónica Alçada, e o Viegas, uma espécie de Professor Marcelo, em pobre, muito pobre, já que se achava sempre na crista da onda, sobre tudo o que era publicado. Sofria, e sofre, de uma doença grave, que é confundir livro com tudo o que é editado, e, mais grave ainda, Literatura com edição, o que é irrelevante, já que a matéria do prelo, em Portugal desceu aos seus níveis mínimos, com as culinárias do Sousa Tavares, as paixões da retrognata Inês Pedrosa e uns gajos que agora disparam muito, mas deve ser para dar saída à pasta de papel do excesso de eucaliptos, que empobreceu o nosso solo e a nossa Literatura.

Quando morreu a "Capital", um jornal de referência, lembro-me de ter aí um recorte, onde o Coitado do Pocinho dizia que ansiava avidamente pela chegada da edição de Lisboa, para poder devorar tudo, desde as letras, capitais, ao necrotério, e a chegada era longa e lenta, já que, naquelas paragens de Foz Coa, onde a pobreza artística nacional ainda continuava a rabiscar comboios a vapor, depois de ter raspado, milénios, aquela monótona vaca, nos xistos, num atraso de 35 000 anos, comparativamente a Chauvet, por exemplo, que alguns Portugueses só agora descobriram, embora valha mais tarde do que nunca, a arte era nula. Do Pocinho, reza a biografia, saltou para Chaves, a quem chamam a Nova Iorque de Trás os Montes, e, a partir de aí, terra fria, onde os homens copulam com as ovelhas, começou a rastejar na direção da maior aldeia de Portugal, que tem a típica patologia de atrair estas... coisas, que nunca deveriam abandonar o seu ecosistema.

Nada tenho contra a imigração, sobretudo interna, já que, assim, não vão, lá para fora, desgraçar, ainda mais, a nossa imagem, e, enquanto se deslumbram com as avenidas degradadas de Lisboa, pelo menos não vão assassinar bichas velhas, em Manhattan, como fez o Estripador de Cantanhede, ou herdeiras ricas, como o chefe da bancada parlamentar do Cavaquismo, mas volto a lembrar que, enquanto os outros povos buscam as grandes cidades para ficarem em estupefação pela sua grandeza, esta raça rasteira dos pocinhos, das covas e das buracas, mal chega aos sítios, imediatamente acampa, e tenta transformá-los em coisas parecidas com as dimensões físicas e mentais dos fojos de onde (nunca) saíram.

A mediocridade de Francisco José Viegas, que pelo Princípio de Peter, agora ficou, finalmente, debaixo dos holofotes, vai ser, aliás, já começou a ser, motivo das próximas, muitas, conversas, cujo tom se irá agravar, ao ponto de cumprir a minha profecia de ser ele o primeiro rato a ser chutado pela borda fora deste desastre político a que alguns ainda chamam Governo, mas deixo essa tarefa para outros, já que, neste preciso instante, ando fascinado com a numismática dos Ptolomeus, entre Paphos, Cirene e Alexandria, portanto, podem imaginar o quando o Francisco José Viegas está, e estará, na minha rota de interesses...

Poderão, e estão no vosso direito, de me perguntar por que fui, então, buscar essa anomalia, para a dissecar aqui, mas refugio-me no princípio da alegoria, já que, finalmente, conseguiram alguém que incarnasse o presente estado das coisas "culturais", em Portugal. Durante muito tempo, Carrilho com a célebre história das retretes do Palácio da Ajuda, epifania de quando ele se dedicava ao uranismo, nos sanitários defronte da Alfredo da Costa, e Santana Lopes, com as suas obras inéditas de Fryderyk Chopin, representaram o nível mais baixo que a "Cultura", aliás, os rostos que o Poder colocava na "Cultura", podiam alcançar. A diferença é que os outros ainda nos faziam soltar gargalhadas, este é, simplesmente... patético, e deixa-nos pensar que, no estado em que estamos, se calhar a tal Secretaria de Estado, que veio substituir o Ministério, antes devia ter sido convertida numa Direção Geral, tutelada pelas Finanças, ou, mais pragmaticamente, extinta, de vez.

Francisco José Viegas, como os próximos tempos, antes da sua demissão, irão mostrar, consegue estar ainda abaixo disso tudo, já que incarna uma vírgula entre dois vazios, o de uma página em branco, e o de uma cavidade completamente oca, exatamente à altura daquilo a que chegámos, mas isso faz-nos falta, para que percebamos por que é que as agências internacionais de todo o género mensalmente nos vão classificando de lixo atrás de lixo.

A nota positiva, já que agora se fala tanto de sociedades secretas, vai para o único talento que esse tal de Viegas demonstrou, qual infiltração, em ir-se insinuando por tudo o que era fresta. Para uns, ficou o estigma da Loja, esta semana, tão em moda; para outros, a pertença à "Obra"; para outros, ainda, mais modestos, o cartão partidário, ou o clássico "opening the legs". Francisco José Viegas conseguiu o cúmulo disso tudo, já que, como bem anunciava a sua miserável "Morte no Estádio", o importante não era o jogo, mas a angustiada psicanálise do homem casado, que espera, ansiosamente, nos sanitários do estádio, que a adrenalina das bestas de bancada dele faça, durante alguns momentos esmolados de sexo, a mulher frustrada que arrasta dentro de si. Essa foi a sua primeira porta, a da paneleirice, já que frequentava os balneários dos seniores, "Ler", "Jornal de Letras", "Expresso", entre outros, por onde pairava a sombra patriarcal dos Senhor dos Anais, Mega Ferreira. Do Avental, não reza a história, por ser demasiado óbvia, mas prefiro que investiguem vocês, que eu sou mais de literatura de rumores, mas a verdade é que andou muito pelo Futebol, já que balneários e suburbanos transpirados sempre deram boa literatura. A pérola do percurso, realmente, por que estas coisas só podem lembrar a uma mente de um calculismo absoluto, o que, à falta de talento, devo eu considerar como sendo de um rasgo talentoso, foi a conversão ao Judaísmo, coisa que não lembraria nem ao Diabo, mas, tão só, a um oportunista de carreira.

Nota negativa, como daria o Professor Marcelo, e que competirá às Finanças investigar é se as medíocres crónicas que, sob pseudónimo, continua a publicar, no "Correio da Manhã", são alvo de tributação, e passíveis de compatibilidade, com uma fraude que ocupa tão miserável lugar político.

(Quarteto do só por desfastio, que a criatura, já por si, está arrumada, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

domingo, 8 de janeiro de 2012

Boys for the... "Shops"



Imagem do Kaos


Se fosse dado a crendices, diria que esta semana foi, para Portugal, apenas comparável àquela em que a santa pastorinha, Lúcia, viu o solzinho a dançar, mas como não sou crente, nem crendista, prefiro abordar a coisa do ponto de vista económico, que é muito mais "fashion", e diria que o país profundo finalmente respondeu ao apelo do Saloio de Boliqueime, e, subitamente, "suddenly", se cobriu de "Lojas", do comércio tradicional.
Até aqui tudo seria bom, não fosse a inquietante palavra "tradicional", ou seja, indo ao étimo, costume de longa prática, consuetudinário, e enraizado na natureza das coisas, como tão bem soube ver o acólito desses balcões, o venal Francisco José Viegas.
Baixando à terra, o que me espanta não é ver as pessoas espantadas com descobrirem que vivem num país permanentemente manipulado por sociedades secretas, umas mais obscuras do que outras, mas o só se terem espantado agora, já que a coisa, como "tradicional", se perde na noite dos usos e costumes desta terra desgraçada.

Fernando Nobre, um traste, lamentava que a Maçonaria, tão penalizada pelas ditaduras, estivesse, agora, em vias de ser novamente ostracizada. Como diz o ditado popular, quem boa cama fizer, nela se deitará, e parece que, desta, o sono vai ser grande e ortopédico, mas, já que estamos, a conselho do Aleijão de Boliqueime, a enveredar pelo "tradicional", também há outro ditado que nos diz que, quando a esmola é grande, deve o pobre desconfiar.
Convem, pois, que abandonemos o barco desta súbita euforia, e nos foquemos no que por detrás dela está. Como se sabe, em situações de crise extrema, o ser humano vai buscar forças inusitadas, para sobreviver, e, se o ser humano o faz, o que dizer, então, das empresas em crise, no extremo do desumano?
Quando as empresas se chamam "Impresa", e têm como patrão a sombra de Bilderberg, Balsemão, que toda a gente sabe estar com a corda na garganta, por diversas razões, porque perdeu dinheiro no BPP, e em lados que é melhor nem sabermos, porque já toda a gente descobriu que a SIC é um repositório de vendas nos olhos, porque já toda a gente se fartou do Búfalo da Coca, e a Blogosfera naturalmente venceu a venal e limitada Clara Ferreira Alves, que nos chegou a tratar, como já deverão ter-se esquecido, nos seguintes termos: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring".


Aparentemente, estava a fazer um seu autoretrato, poupadinho na parte do célebre por do sol no Cairo, e foi então levada a Bilderberg, já de maca, com propósitos que só deus saberá, mas que, se juntarmos os cordelinhos todos não será difícil descortinar.


A verdade é que este bombardear das lojas maçónicas não é ingénuo.
Como atrás se disse, sempre as houve, e chegaram a ser respeitáveis e frequentadas por gente notável, o que faz parte da História, e, depois, de um certo historicismo decadente, e sem fulgor. Hoje em dia, aqueles aparatos, à Lady Gaga, e aquelas palhaçadas, misto Cirque du Soleil com os Fura del Baus, de venda nos olhos e na boca, só devem fazer sorrir, quem gosta de jeans, bom sol e de um cocktail de frutas, ao pé do mar, mas a verdade é que, como os nódulos da tiróide da Cristina Krischner, essas coisas obrigam-nos diariamente a tropeçar nelas, provocam-nos dificuldades respiratórias, e problemas de deglutição. Num nível mais grave, e é nesse que as devemos atacar, provocam um determinismo da atribuição dos bons lugares, e barreiras invisíveis de progresso, pelo lado do talento, que nem o pior Calvinismo se atreveria a propor.


Resumidamente, para aqueles que se riram do funeral do palhaço da Coreia do Norte, nós também temos, nos bastidores, uma "nomenklatura" de aventalinho, que se move imovelmente, e impede, pantanosamente, que os melhores alcancem os melhores lugares. A longo prazo, e não há prazo maior do que a "tradição", este lastro leva os países ao fundo, como levou Portugal.


A verdade é que, e ainda voltando ao Sr. Balsemão, para ele se dar ao luxo de usar as armas químicas de atacar uma sociedade secreta com todos os seus méritos e vergonhas, é que já está mesmo desesperado, e aquilo a que assistimos não é, afinal, interesse nenhum em repor qualquer tipo de verdade, mas uma guerra fratricida, entre piranhas, lacraus e víboras, que mistura "Ongoings", secretas, "Impresas", RTPs, "Expressos", SIC, a coca do costume e prejuízos colossais.
É verdade que ele levou a égua para Bilderberg-2011, mas isso não chega, porque tudo o que aqui diariamente escrevemos, todas as correntes de emails que diariamente recebemos, todas as correntes de "Facebook", as sms, os brilhantes textos de atiradores anónimos e menos anónimos, enfim, tudo isso fez entrar em agonia o Monopólio da Mentira, em que o Sr. Balsemão e a sua pécora durante várias décadas tão bem se deram. Como dizia o outro, aconteceu-lhes o mau, o muito mau e o péssimo, já que, realmente, se pode enganar um pouco de gente todo o tempo, e também se pode enganar toda a gente durante algum, mas é literalmente impossível, sobretudo, nesta turbulenta segunda década do séc. XXI, enganar todos, para sempre, e, com o advento do peixe congelado, o chumbo de papel inútil do "Expresso" já nem para embrulhar peixe fresco hoje serve.


Vamos, todavia, ao centro deste texto, que é muito mais importante do que andarmos a contar cabeças de lojistas, na Assembleia da República, já que toda a gente deveria saber que, entre tantos debates de Parlamento, e debates televisivos, alguma coisa deveria andar a correr mal, porque a enormidade de tempo neles dispendida e a desproporção das conclusões obtidas só se poderia justificar por a conversa já ter sido tida, e orquestrada, nas vésperas e nos desfechos, em salas de rituais, em capelas  da "Obra", ou em saunas de apanhar no cu, ou, em resumo, o que parece espontâneo e legal não é mais do que uma permanente encenação, para o público crente e parolo, de hierarquias do Polvo, que fingem digladiar-se, em praça pública, para manterem, na verdade, o Sistema ferreamente intacto.
O importante deste texto não é andarem políticos travestidos de varinas da Nazaré, ou de carregadoras de tabuleiros de Tomar, ou a beijarem o cu a um bode, que, depois se converteu, alegoricamente, em incluírem os putos da Casa Pia nos seus decrépitos rituais pedófilos, o grave deste estado de coisas é o Poder Judicial estar exatamente nas mesmas mãos de luva maçónica, ou de cilício, e isso afetar, em cheio, o coração do Estado de Direito, já que a garantia da Democracia é a garantia da igualdade do cidadão perante a Lei.
Se tantas vezes se questionou por que é que não há políticos presos, a resposta é agora evidente: é porque aqueles que os poderiam prender também frequentam os mesmos colos, sejam esses colos chamados Maçonaria, Opus Dei, Opus Gay, ou Opus não-Gay.


Não vou prolongar-me no retrato: o resto do trabalho fica ao vosso critério, com um pequeno carinho para o Sr. Balsemão e a sua corja: que ele nunca se esqueça de que a não investigação da vertente feminina do "Casa Pia" foi um milagre que o salvou uma vez, mas pode ser que o não salve duas, porque a Blogosfera, onde nós praticamos o nosso "onanismo literário", pode ser que se lembre de desenterrar esse esqueleto do armário, velho do tempo em que Carlos Cruz -- de quem o "Expresso", "la voix de son maître", agora publicita, prefaciado pelo obsceno Miguel Esteves Cardoso, o livro da vergonha -- cobria a Tita Balsemão, e a Marluce se deliciava com a carne fresca, aquém e além mar. Sim, pode, como corno manso, tentar relançar Carlos Cruz, o seu amigo de há muito, a reboque da medíocre Clarinha, mas como sabe, ou, se não sabe, aprenda, já não estamos nos Anos 70 e 80, e a Opinião Pública, com isso atirado para cima da mesa, pode começar a ter reações menos, enfim..., próprias, e a perceber que o problema das proliferação das "Lojas" pode acabar por se tornar irrelevante, perante sombras e teias sinistras, a tecerem-se, bem nessa sombra, em que o Senhor e os seus acólitos sempre tão bem se moveram.
Talvez fosse altura de se reformar, e levar consigo esses espetros, que a Sociedade Portuguesa, que pensa, tão bem dispensa.


(Afinal o quarteto era de "Lojas", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

domingo, 18 de dezembro de 2011

Teresa Guilherme, ou o Retrato de Fanny, enquanto velha





Imagem do Kaos e dedicado ao aniversário da minha prima Isabelinha, em memória dos tempos de rir até  fazer chichi pelas pernas abaixo :-)


No tempo em que havia Ensino, ou seja, antes da Lurdes Rodrigues, da Alçada e do Crato, e de todos os seus antecessores, até D. Maria II, aprendia-se que o corpo se dividia em cabeça, tronco e membros. Uma pessoa saía de ali como que reconfortada, e passava as mãos pela pele, a ver se tudo estava no seu lugar e era... normal. Depois, vieram as modernidades, e passaram a incluir-se acessórios, como o pescoço, o botox, o rimel, as pontes dentárias, a lipoaspirações, o rabo, a rata, a pena grossa, a celulite, o clítoris, que as Africanas, por exemplo, acham que é um erro do "Intelligent Design", e cortam logo à nascença, as varizes, as estrias os joanetes, e a célebre doença dos pézinhos.

É natural que o Português comum, pouco dado à Cultura, e que só leu o "Equador", do Miguel Sousa Tavares, o Livro do Jardel e metade das Memórias da Carolina Salgado, esteja, hoje, em dia, baralhado, e fique com o seu conhecimento geral profundamente afetado, ao ponto de achar que África é um país da América do Sul, ou, Portugal, uma província da Mafia Angolana, ou que o Hulk faz parte do Conselho de Estado.

Resumidamente, regra geral, o Português da rua olha em seu redor e tem enorme dificuldade em encontrar, hoje em dia, corpos que sejam só cabeça, tronco e membros.

A novidade, e suponho que isto faça parte da reforma do Ensino, do sinistro ministro Nuno Crato, é que, em tempos de crise, todos pensemos que poucos são todos os esforços, e que é necessário deitar mãos a todas as ajudas possíveis.

Teresa Guilherme, um fóssil vivo, tal como o Celacanto, é, de facto, ainda constituída por cabeça, tronco e membros: a cabeça -- e nisto consultámos o Dr. Pinto da Costa, irmão do outro, e especialista em medicina legística, também conhecida por medicina do pós pés para a cova -- de Teresa Guilherme distingue-se por uma testa alta, o que analisando os crâneos, desde a célebre "Lucy" e o "Homo Sinensis", passando pelos Neanderthalensis, os que vão de joelhos a Fátima, os Cro-Magnons e o Stephen Hawking, no estado em que está, leva a crer um aumento substancial dos lobos frontais, ou do raciocínio, aqueles que o primeiro "Nòbèle" Português mandava retirar, para não pensarmos muito, porque éramos mais modestos, e o segundo também achou que era dispensável, já que Área de Broca se situava no livro de cheques da Pilar del Rio, da puta que a pariu.
Ora, um aumento da área dos frontais corresponde a um aumento da inteligência, o que é financeiramente comprovável, já que a Teresa Guilherme tem muitos defeitos, menos o de ser estúpida, e sabe que a melhor maneira de faturar é com a estupidez dos outros, e assim fez e assim sempre foi.

Descendo o "scanner" deparam-se três sorrisos, o da boca, larga como uma fenda, salvo seja, que faz uma curva, para baixo, enquanto os olhos, marotos, sorriem para cima, em curva inversa. Dizem os conhecedores que a boca da servidão também está em permanente sorriso, ou que ela tem uma Santa Teresa de Ávila entre as pernas, mas nunca por lá passei, nem tenho raios X neste teclado, em que a estou humildemente a glorificar.
Descendo mais um pouco, entramos na zona dos aterros e da construção civil, já que aquela queixada faz lembrar as enormes retro escavadoras que agora estão a preparar o terreno do Bairro do Aleixo, para o filho do Duarte Lima finalmente poder implantar o condomínio de luxo que estava bloqueado na Câmara, e a quem Rui Rio deu agora o empurrãozito que faltava. Há, portanto, nela, um traço fisionómico do dinheiro que vai pagar a fuga, para a Costa Rica, do pobre coitado.

Começam agora as austeridades que anunciam a magnífica reforma de Nuno Crato, porque cumprida a cabeça, a Teresa Guilherme une diretamente ao tronco, através de uma discreta papada, que, por mais que as plásticas a atirem para os baldes de recolha das cirurgias plásticas, teima em reaparecer, tal como a Cultura, que é tudo aquilo que fica, depois de nós termos tentado tirar os excessos. Sendo a Teresa Guilherme um produto completamente natural, só me vêm à cabeça os pelicanos, depois de uma gaitada de cardume de sardinhas, os perus de Natal, ou a Margarida Moreira, da DREN, nos tempos em que fazia de hipopótamo, para as rábulas do La Feria.
Aqui, como podem imaginar, já deslizámos, discretamente, do domínio da Fisiologia para o dos "Freaks", ou seja, vamos na direção certa.
Percorrida, como uma SCUT sem portagem, a cabeça para o tronco, depara-se-nos uma tabuleta a dizer "Mamas", ou "Tietas", consoante estejamos a ler a placa do lado de Portugal ou España, e, aí, o relevo é miserável, porque não haveria injeções na Economia que conseguissem alavancar aquilo para cima, por mais que se diga que ela fica com os bicos rijinhos, sempre que o João farfalha umas bojardas por aquela boca fora.
Como se sabe, os homens querem-se de boca fechada, e, tal como elas, só para cumprir a... função, desde que a... função não inclua a boca, e isto é um axioma que o Nuno Crato deve incluir na sua Reforma do Ensino.
Passadas las tietas, começamos a entrar no domínio da pura desgraça, o que só faz lembrar os relatórios do Tribunal de Contas sobre a situação na Madeira, e acho que devo poupar os estimados leitores a essas imagens chocantes, porque pregas, reentrâncias, refegos e "fiords" são mais para a Noruega do que para o corpo de uma mulher que pagou uma fortuna para ser intervencionada e... ficar na mesma. Há nela, como em qualquer mulher bichona, uma Maria Elisa Domingues por fora e um Zezé Castel Branco por dentro, mas, aparentemente, os armários de montar adoram aquilo, suponho que seja como a montanha russa, e aquela sensação vertiginosa, quando se vem lá do topo, de que se pode, MESMO, cair no buraco, mas graças à Santa com cara de saloia, eles acho que nem vêem, nem sentem nada, porque faz parte do contrato de cobrição poderem levar um espelho de corpo inteiro com eles, de maneira que, durante o sobe e desce, eles têm a sensação de estar a montar um musculado de ginásio com um Grande Canyon entre as pernas, o que, para não perdermos o fio à meada, nos leva do tronco para os membros.
Aqui, confesso, Deus, ou o autor daquela obra prima da Natureza, foi substancialmente feliz e cumpriu a palavra de Leibniz, ao dizer que estávamos no melhor dos mundos possíveis, e estávamos, porque os membros inferiores da Teresa Guilherme são siameses com os da Fanny, e fazem lembrar o velho conselho que Cézanne dava aos pintores, "tratem toda a Natureza, como se de cilindros, esferas e cones se tratasse": a Fanny Guilherme, da boca da servidão para baixo, tem dois cilindros, aliás, substancialmente poupados, porque o tempo é de crise, e descambam em dois pézinhos de porco, que, quando a fome apertar, ainda acabam nalguma feijoada pobre, de um sem abrigo de 2012 em diante.
Creio ter descrito não uma beleza, mas a Beleza em si, no sentido platónico, do "Symposium", mas ao contrário, já que não houve qualquer ascensão, mas um mergulho na realidade da sensorialiedade visual.
Nesta altura, estará já o leitor a perguntar como é que, sendo consubstancial a Fanny com a Teresa Guilherme, e estando ambas presentes no comungar de domingo da TVI, não bastava uma, e tinha de haver duas, mas a verdade é que uma é a alegoria da outra, e enquanto a Teresa está cá fora, de microfone na mão, a outra está lá dentro, em terríveis esforços de meter o microfone na boca, coisa bastante difícil, com oligofrénicos, que, ou são virgens, ou passam o tempo a fazer flexões, para se excitarem entre eles, deixando aquele barrilzinho, que se parece com aquelas trotinetes dos seguranças gordos do "Colombo", a saltar de colo em colo, à espera de entrever o padeiro.

A Fanny tenta, lá dentro, exercitar o que a "voyeur" Teresa Guilherme está, ávida, de começar a praticar.... cá fora.

Como nada acontece, é aqui que entra a Cultura, e que o Ministro Nuno Crato percebeu que deveria observar o fenómeno, e tentar capitalizá-lo o mais possível: das duas uma, ou o País tinha realmente chegado àquele estado, depois de décadas de exposição aos presépios da Maria Cavaca e aos "derbies" do Pinto da Costa e aos "Eixos do Mal", da Clarinha de Bilderberg, ou a Teresa Guilherme, aka, Fanny, era uma intelectual, revolucionária, que tinha tentado criar ali um alegoria sem caverna, ou dos homens das cavernas, como queiram, para despertar o país profundo para o estado de decadência cultural a que tinha chegado.
Para mim, que sou otimista, inclino-me mais para a segunda hipótese, e acho que há dentro dela um novo Rousseau, e que ela está a declinar, audio visualmente, um novo "Émile", ou, mesmo, a escrever uma "Ética a Nicómaco", que fará dos novos expulsos da "Casa dos Segredos", Reitores, Filósofos e Políticos de primeira água, como tanta falta nos fazem.

Que fique Nuno Crato atento ao fenómeno, porque tem ali um braço de ferro, aliás, voltando aos membros, da cabeça, tronco e membros, já que falámos dos inferiores, deixámos para o fim os superiores, e que Nuno Crato veja, ali, não mãos estendidas para punhetas babadas, mas braços direitos para uma reforma profunda da Cultura e do Ensino nacionais, rapidamente convidando, para os mais altos cargos, os intervenientes no novo processo de aculturação. Sendo justos, Teresa Guilherme daria uma excelente Ministra da Cultura, e Fanny poderia ser a sua sucessora na pasta da Educação.

A versão literal é menos otimista: tudo o que está a acontecer ali é mesmo verdade, a Teresa Guilherme, sem pescoço, é a mesma que decidiu fazer frente às megaprodutoras do pedófilo monopolista Carlos Cruz, e do Nicolau Breyner, que tanto gosta de mijinhas de meninas de seis anos, e só está a sacar o máximo possível, para poder ir para São Paulo, onde os homens ainda são baratos, e não continuará a ser chateada com os pedidos de ajuda do chavalo a quem deu a mota, e que acabou em Alcoitão, depois do acidente, e que ela nem se dignou ir ver, trocando-o por um substituto, aliás, por vários, como é do conhecimento público. A alternativa seria tornar-se no braço direito de Clara Ferreira Alves, à frente da RTP privatizada, de modo a poderem imbecilizar, durante 500 anos, a população nacional. Todavia a acreditar no cenário mais negro, que é a decomposição da Ordem Pública, de aqui a poucos meses, já a vejo, e, agora, os que têm estado a achar que falhei no essencial, vão ver que não, ela embarcará, com a Maria Cavaca, disfarçada de muçulmana, no aeroporto de Beja, e levada pela trela, na forma de caniche, com a massa mamária repartida, numa última plástica, por seis tetas de cadela salsicha, e a cara tapada por aquela cabeleira loira indescritível e inencontrável, exceto nos salões de peluqueria de Ceuta, Damasco e Istambul. Safará, assim, o coirão, cabeça, tronco e membros, com a Fanny, bloqueada num país em revolução, a posar para o busto da IV República, uma coisa igual à anterior, mas com todos os defeitos constitucionalizados, como "regras de ouro".


(Para rir, sem taxas moderadoras, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, 14 de junho de 2011

A calamidade que aí vem, com pequena adenda à "Silva Nails"





Imagem do Kaos

Estamos a viver uma época gloriosa, só comparável àquele em que o "Cherne", em cujas contas alfanuméricas, da Suíça, está o dinheiro dos submarinos, em cima da mesa da Reitoria, que depois roubou, para mobilar a Sede do MRPP, com uma tal desvergonha que o partido teve depois de devolver o mobiliário, ia fazendo cadeiras e curso, aos gritos de "apto" e "não apto".
O glorioso da coisa é que o Mundo reentrou numa espécie de PREC, sem qualquer graça, nem esperança revolucionária. Aliás, as pessoas que pensam, e que ainda as há, estão num tal estado de desorientação que não sabem o que fazer, porque, nessa altura, havia a hipótese de fugir "lá para fora", enquanto o "Lá para fora", hoje em dia, é cá dentro, para cada lado que nos voltemos.
Como no tempo da Outra Senhora, a televisão passa horas a falar de um gajo que foi tomar banho com os dinossauros, na Lourinhã, e se extinguiu; de um tarado de Quarteira, que queria "matar a polícia toda"; de um velhote que ficou debaixo de um comboio, naquela estação dos anos 20, de onde vem a maior parte dos fenómenos deste país, se excluirmos os de Belém e de São Bento. A seguir, num salto epistemológico comunicacional, que os vindouros haverão de estudar, caímos nos balneários dos diabéticos, onde há mortes súbitas, e de umas gajas celulíticas, que encontraram cobridor, no Dia de Santo António.

De Bilderberg, onde se reuniram os Senhores do Mundo, nem uma notícia, exceto um pequeno rumor sobre o telefonema, com ameaça de bomba, que para lá fizémos, mas surtiu pouco efeito...
Nos órgãos de intoxicação social, sob a tutela de Pinto Balsemão, então, nem uma palavra, e o meu  primeiro carinho vai para aí, porque sempre me fez confusão como é que uma criatura, como a Clara Ferreira Alves, oito níveis abaixo dos oito níveis daquilo que as agências de "rating" hoje atribuem à Grécia, há tanto tempo se mantinha no mesmo poleiro, já que, a querer atribuir-lhe algum epíteto, só o de Ana Malhoa do "Expresso", com todo o respeito pela Ana Malhoa, que sempre tem uma função social.
Aquilo nada tem de "Pluma", e muito menos de "Caprichosa", é, antes, mais uma espuma viscosa, a repetir um nível de língua e pensamento ainda muito abaixo dos da Inês Pedrosa.
Vem de aí que imediatamente procurámos os rótulos típicos da ascensão à portuguesa, o que nos deixava em maus lençóis, porque aquilo já está na fase do "palmier" mirrado, e já só se consome depois de já não haver velhas de oitenta anos para violar, no interior profundo, como advoga o provinciano de Belém...
A chave estava, todavia demasiado à vista, e tornou-se agora evidente, com o ser a ser convidado para o Clube de Bilderberg, onde a fina nata se junta com o sarro dos esgotos: Clara Ferreira Alves tinha ido passear o "palmier" ressequido para S. Moritz, e, aqui, entramos na fase dois da inquietação, dado, ser-lhe desconhecida qualquer atividade política, exceto a de se pendurar no que parece estar a dar, e rapidamente se mudar, a seguir, para o que efetivamente começou a dar, como a inflexão entre aquela fase em que foi "pró soarista", (vale a pena reler), e o momento em que escreveu, ou alguém por ela, um texto repugnante, onde, na forma de auto retrato, projeta todas as minúcias do seu caráter sobre a figura do decano Mário Soares, que todos sabemos muito bem quem é, para o bem, o mal e o péssimo.
Supomos que um tal texto não seja passaporte par Bilderberg, mas já o poderá ser um caráter como o nele retratado, o de Clara Ferreira Alves, que facilmente encontraremos, se, no lugar do nome de Mário Soares, colocarmos o nome dela, "o maior desastre da inquisição cultural, em Portugal", e aqui começa a nossa terceira inquietação.
Entre o vazio e o que escreve, aparentemente, há tão só um célebre "pôr do sol no Cairo", que Vasco Pulido Valente eternizou, ou seja, a nulidade suficiente para entrar em Bilderberg, tal como Durão Barroso, como Kissinger advogou, "depois de ter sido o pior primeiro ministro de Portugal iria ser o nosso (deles, Americanos) homem na Europa", e foi.

O Governo em formação, que certas fontes, próximas de Portas, consideram estar a ser de muito difícil conceção, irá integrar vários fenómenos do Entroncamento, pelo que talvez Clara Ferreira Alves tenha ido a Biilderberg buscar instruções para acabar com o Fátima, Futebol e Fado, e passar só para um Fátima e Futebol, poupando no Fado, que já ninguém ouve. Traduzido para as criancinhas, pendurá-la na Pasta da Cultura, para devastar o pouco que resta de interessante, no nacional.

O resto é pior, porque, enquanto por aqui andamos entretidos com minudências, e com os disparates que eu acabei de escrever, as agências de "rating" resolveram dar mais um empurrão, na direção da bancarrota, dos países em fase experimental, para a destruição do Euro, o ponto único da agenda oculta de Obama.
Para quem se interesse por evidências, é claro que a Guerra das Moedas entrou na fase suja, e, antes de que o monstruoso defit e dívida americanos façam colapsar o dólar, as forças que sustentam o caneco do Illinois estão a tentar fazer o mesmo com o Euro, só que, esta semana, apressaram o passo: segunda, a reclassificação da Grécia no nível Clara Ferreira Alves; terça, reune-se, de urgência, quem, em Bruxelas, sabe que a Bancarrota pode vir aí, enquanto nós continuamos a discutir onde se vai enfiar o oligofrénico Fernando Nobre, o primeiro conflito do Governo, ainda sem Governo: se no lixo, no Governo, ou no Nobrão, o reciclador que trata de casos semelhantes.
Zita Seabra lá estará para dar uma ajudinha, se precisa for.
Quarta, será ainda melhor, porque toma posse um governo para um ano ou ano e meio, numa espécie de maratona de resistência, em que até poderá durar um pouco mais, se o país acabar primeiro, o que é hipoteticamente de elevada probabilidade, se acreditarmos nas profecias de 2013. Nessa mesma quarta, vamos pedir emprestado lá fora, a níveis de juro sem memória, para provar aos basbaques cá de dentro que guerras de cadeiras do centrão são totalmente desinteressantes, para as máquinas cegas e especuladores, que gerem a "crise" mundial.

Claro que isso nada nos afeta, já que temos um Grande Timoneiro, em Belém, que rejuvenesceu cinco meses -- está mesmo velho, e com aquela velhice atroz, que resulta das origens perto das raízes da couve, não está?... -- ao tentarem-no convencer, como ao Salazar, depois de cair da cadeirinha, que estava constituir o seu Terceiro Governo de Maioria Absoluta, na pessoa de Passos Coelho, uma cabeça pintada de caju que durará q.b.

E vamos terminar com mais um carinho para o Espetro de Boliqueime, aquele que, vivendo ainda no Dia da "Raça", da Assembleia "Nacional" e não querendo "curar-se", esquece-se de que aquilo que ele refere como "interior profundo" só pode ser entendido na mediocridade do cenário anterior, já que esse "interior profundo" de um país atrasadíssimo, por culpa dele e de muitos dos seus pares, é, visto do lado que me interessa, o Europeu, a periferia miserável mais próxima do país em que encaixamos, España, ou seja, é o mesmo que termos um país que deu um salto enorme, com uma mão de obra escrava e dócil, a apenas algumas dezenas de metros da defunta "fronteira".
O "interior profundo" de Portugal, Sr. Aníbal, é a epiderme mais exterior de España, o lugar por onde é fácil fazer passar tudo o que España não permite, droga, plutónio, putas e tudo o que se quiser, entre gargalhadas de desprezo histórico por um país que você levou ao ponto de máximo declínio. Já agora, você, que tanto gosta de mostrar ter "funções presidenciais", e, enquanto Chefe Supremo das Forças Armadas, num país que perdeu a sua PIDE, de Silva Pais, sabe das praxes que as fufas fazem nos quartéis, para onde foram, para se entregarem à baixaria noturna das camaratas?...
Não sabe, e talvez tenha de se informar junto das enfermarias dos quartéis e dos hospitais militares, para saber por que aparecem tantas mulheres com os mamilos queimados com pontas de cigarros..
E sabe do célebre barril da Base de Beja, onde os neófitos são amarrados, para, apanharem com "gerais" no cu, dos colegas de pelotão, indo depois parar às enfermarias, onde se tem de pôr na ficha de registo de ocorrência "queimaduras na região do ânus..."?
Eu sei que não sabia disto, mas estou eu a informá-lo.
Sei também, que, mais uma vez, "não deve ser a ocasião oportuna para se pronunciar sobre o assunto", mas passe-o para a sua Maria, que talvez convoque um chá com a Boca da Servidão do senil Eanes.
Sabe que isto dos recrutas... enfim, é um bocado como com a "Casa Pia": essas coisas nunca existiram. Existe é, em Portugal, muita imaginação.

Para o que não presta.

(Quinteto na contagem decrescente para o desastre, no "Arrebenta-SOL", no "Uma Aventura Sinistra", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")