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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Havana-te, João Jardim!... :-)



Imagem do Kaos


Portugal é um país com algumas particularidades geográficas, já que as ilhas de que dispõe sofrem todas de  pequenas mutações genéticas, herdadas daquele célebre dia em que a nossa Pocahontas continental se resolveu cruzar com um Neanderthal, que estava em extinção, mas ela achou ótimo, para se meter por baixo, como aqueles gajos da Seleção Sub-21, ou os homens que a Teresa Guilherme escolhe para a "Casa dos Segredos", na  bem sucedida esperança de que depois lhe lambam os cortinados.

Temos as Berlengas, que já eram célebres nas anedotas do Solnado, os Açores, onde a televisão estatal, quando não andava na Garagem do "Farfalha", ou a produzir paneleironas boscas de Mota Amaral, passava os dias a transmitir as procissões todas do Senhor Santo Cristo -- o que eu perdi, meu deus, que ultimamente só vejo a France-24, e a CNN, que parece a Aljazeera, e a Aljazeera, que parece a CNN... -- e a Madeira, a primeira das Caraíbas, pelo clima, persistência do regime, e estrutura endémica de corrupção.

A Madeira tem a particularidade de ser o território mais bonito do Continente, por muito que defendam o ALLgarve, que cada vez mais parece a Costa de Caparica durante o PREC, ou aquelas aldeias do interior, muito típicas, muito lindas, muito verdes, mas onde não há metro, não se encontra uma FNAC, e já não há nem velhas de 80 anos, nem ovelhas, para procriar.

A Madeira é aquilo que se chama um território politicamente estável, já que, nos últimos 150 anos, conheceu poucas alterações: em 1910, foi forçada a passar da Monarquia para a República; em 1926, passou a integrar o regime de Partido Único do Maior Português de Sempre, e teve um breve sobressalto com a chamada Primavera Marcelista, quando Marcello Caetano e Américo Thomaz lá fizeram escala, a caminho do Brasil. Desde então, integrou a Monopartidarismo, de modelo cubano, com algumas nuances chavistas.

A Madeira é paisagisticamente perfeita, embora até se pudesse aperfeiçoar, já que acho a maravilhosa baía do Funchal lindíssima, mas podia ficar mais bela, se pusessem lá nos dos morros uma coisa parecida com o Cristo-Rei de Almada, peça de arte inigualável no Mundo inteiro, exceto no Burkina Faso, e na estatuária oficial de Saddam Hussein, Kadafi e do gajo da Síria, de que me não lembro o nome, e que ansiosamente espero seja incluída numa qualquer revisão constitucional, na alínea de a-dinamitar-brevemente. Em alternativa, o prolongamento da pista do Funchal, podia ter sido obtido, poupando dinheiros ao "Contenente", deitando o Cristo-Rei de Almada, sobre estacas, e ensinando os pilotos a aterrarem ali. Voos low cost, e na graça do senhor.

A Madeira parece-se muito com os meus cartões de crédito, já que eu passo a vida a esconder de mim mesmo e dos outros os gastos que fiz, exceto de quem os emite do lado de lá, e me faz ver que eu vivo numa colossal situação de dívida que vai levar um tempo colossal a pagar, e que, como as coisas estão, não apetece colossalmente liquidar, embora não tenha discutido isto com ninguém, e cada vez me ofereçam mais crédito, e seja, portanto, uma mera opinião, mas é bom saber que o Vítor Gaspar, com aquele ar grelhado de quem toma todos os dias uma unidose de Prozac, ou coisa mais forte, ache que aquilo são meros trocos, um pouco como o BPN, ou décadas de arrombos nos organismos da Fraude nas Estradas.

Do ponto de vista da genética, a Madeira tem a particularidade de ter todas as pessoas com apelido "Jardim", exceto o Cristiano Ronaldo, nu, pelado, desnudo, en poil & naked, que tem "Aveiro" como nome de família, o que prova que é um perigoso infiltrado estalinista, como diversas vezes já insinuei, embora ninguém acredite em mim. O movimento começou por ser centrífugo, já que era, primeiro, uma mesma família a ocupar os possíveis lugares do Estado e do privado, que lá se confundem, graças a deus, e quando tudo ficou ocupado, o movimento passou a centrípeto, com as pessoas que não se chamavam "Jardim" a irem mudar apressadamente o apelido, para não perderem o comboio do ó-meu, ó-meu.

Há um argumento de Santo Anselmo que se aplica à Madeira, que é que todo o dinheiro que foi gasto a mais, não chegou para fazer todas as obras que ficaram a menos, e tudo o que ficou a menos é porque não dava para mais, ou foi direitinho para os bolsos de alguém, não do Tio Alberto, que quer é putas e vinho verde, e teria de nascer duas vezes quem conseguisse provar que ele é corrupto, ou da "Wainfleet", a maior exportadora de Portugal, que não paga impostos, e tem cinco funcionários a carimbar faturas, para transformar um produto de baixo custo, que entra pela porta do cavalo, numa daquelas coisas que se vende no Chiado, para os parolos comprarem. As wainfleets são tantas que optaram por se organizar na vertical, em de vez de ser na horizontal, de maneira que, sempre que se toca à campainha, é para a wainfleet do 5º esq., a wainfleet do 8º direito, ou outras wainfleets rasteiras de rés do chão, onde nem os 383 000 000 € de off shores da reles família Sócrates ousaram pôr os carcanhóis.

Claro que, como toda a gente sabe, o homem deixou obra, aliás, tudo isto é obra, e aproxima-nos generosamente da Grécia, onde, para tratar de tanto Jardim chegava a haver pendurados 39 jardineiros, o que o coloca nitidamente acima de ladrões comuns, como Mira Amaral, Duarte Lima ou Dias Loureiro, cuja única obra será, futuramente, o Memorial da Bancarrota, cuja primeira visita vai ser já em 15 de outubro, por entre por entre os piores pavores do Saloio de Boliqueime, do Passos Coelho, que ainda não percebeu que é uma mera regência de uma coisa feia que vem para aí, e da Portas, que deve estar doida, para se livrar das paneleiras todas que, há gerações, lhe fazem concorrência no Palácio das Necessidades. A ordem é "fechar", mas é difícil fechar uma coisa que estagnou  no estado generalizado de... toda aberta, como é a Diplomacia Portuguesa, onde não há um único Cônsul que não tenha um "marido" lá fora, a não ser o Jorge Ritto, que era mais de dar de mamar a lactantes.

A parte pior vem agora, porque a Madeira é um microcosmos, onde se condensa tudo aquilo com que o Continente sonha, um paizinho balofo e bêbedo, capaz de, como a bêbeda Ana Gomes, imaginar, nos Dias do Gin, voos da Cia a toda a hora, ou do alcoólico Manuel Alegre, que, em vez de eleger o Cavaco uma vez, como estava em coma alcoólico, elegeu duas, pensando que era a tal divisão da visão, do etilismo avançado. De facto, o país inteiro sonha com poder gastar sem contar a ninguém, de meter ao bolso sem se ver, de poder ter a família a ocupar todos os bons lugares da firma e do Estado, de fazer obras monogâmicas e megalómanas, como um TGV madeirense, de via única, a passar a alta velocidade, por túneis de curvas e contracurvas, com o Alberto pendurado na janela, a dizer aqueles generosos palavrões com que presenteia todos os que não se ajavardaram publicamente como ele. O que move todo este palavrar, é, pois, a mais pura INVEJA, de quem gostaria de estar naquele nirvana insular, mas só consegue produzir Quarteiras, Quintas do Mocho e Bairros da Bela Vista. Portanto, como todo o País adoraria ser como a Madeira, o problema da alternância está resolvido, já que ele só sairá de lá através de um milagre da Fé, ou por causas naturais. Vítor Gaspar, ou a "Troika", brevemente incluirão uma cláusula onde se veja o solzinho a dançar, e a Sé do Funchal será demolida, para implantar mais um "franchising" de venda de velas de Fátima. Infelizmente, creio que antes disso tudo, quem vai dançar com esta merda somos todos nós, mas é mesmo para isso que há quinzes de outubro, para os pôr na ordem, pá, e lhes mostrar que não somos carneiros, pá, e ainda há gente com tomates, pá, no Continente e na Madeira, região autónoma da cona da mãe.

(Quarteto do faz de conta, que em 15 de outubro falamos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aníbal Cavaco Silva, Grande Timoneiro da Wainfleet, Pavilhão da Mafia Russa, em Portugal







Já me zanguei e reconciliei com muita coisa, neste desastre adiado, a que ainda chamamos Portugal. Contudo, há uma com a qual, irredutivelmente, nunca me reconciliarei, aliás, considero-a uma excrescência da minha contemporaneidade, e em todos os textos que escreva, ela será referenciada como o grande tumor da liberdade nacional. Evidentemente, não falo de Sócrates, mas da sombra, que, in extremis, me poderia fazer reconciliar com a pessoa que mais tenho combatido, ao longo do consulado desse mesmo José Sócrates.

José Sócrates é aquilo que os Franceses chamam um "parvenu", um novo rico, recém chegado, com poucas habilitações e umas sapatilhas, que o calçavam, e calçam, da cabeça aos pés.
Aníbal, ao contrário, é uma espécie de irmã badalhoca daquelas Cinderelas dos contos, que tentou calçar as botas de Salazar, e, quando as quis tirar, já se lhe tinham soldado aos pés.
A criatura é muito baixa, e até já parecia desativada pela doença, mas o ímpeto da campanha, a promiscuidade com os caixões, as velhas com cheiro a bolor, os crucifixos rançosos, os velhos camaradas do baixo crime, os ares frios de Viseu, as santarias, os comprimidos do Professor Lobo Antunes, e, penso, alguma iluminação de faróis extintos, que vêem nele o último fôlego e oportunidade de se instalarem na prateleira dos abutres da Nação, deram-lhe algo parecido com as melhoras da morte.

Naquele país de que eu não gosto, e que, em ficção, o poderia reeleger, para destruir o pouco que resta, e lhe deixar nas mãos o título efetivo, que, em potência já tem, o de Carrasco de Portugal, andam a movimentar-se demasiadas forças subterrâneas, para o meu gosto.
O homem é sinistro, e está a voltar aos ardores de antigamente, quando não se enganava e mandava disparar sobre os Portugueses. Não posso vê-lo, e sempre que o vejo, tenho vontade de vomitar. Aníbal Cavaco Silva representa os antípodas de tudo aquilo em que acreditei, acredito, e acreditarei. A sua existência é-me totalmente irrelevante, porque, de aqui a cem anos, ele será uma mancha na História, e os meus textos, modéstia à parte, integrarão a crónica da lucidez, de quem chamou os bois pelos nomes, e traçou os rostos da desgraça da Nação, com ele à cabeça.

Não sou inovador, nem tenho pretensões: o desastre do final da Monarquia, e o desastre da Primeira República tiveram suficientes escritores de craveira, para denunciar excrescências do tecido político muito semelhantes a Cavaco. A diferença é que, antes de Salazar, a crítica da Coisa Política tinha um cheiro, e depois de Salazar, qualquer ente que a ele se queira comparar, é hiperbolizado pelo vómito, e pelo anacronismo de uma tentativa de vogar num tempo em que é, e terá de ser,  irremediavelmente obsoleto.

Quando o algarvio -- e a precisão geográfica é aqui propositadamente ofensiva -- recomenda aos outros que "nasçam duas vezes", para lhe poderem chegar aos calcanhares, eu aceito o desafio, e alinho numa reincarnação conjunta com ele, mas para poder voltar a escrever o mesmo, e com o duplo tom de acidez, de desprezo, e de rejeição que ele me inspira.

Suponho que nem Deus, ao banir Lúcifer, tenha sentido tudo aquilo que eu eu sinto, de asco, por Cavaco Silva.

O grande argumento, que geralmente se cola a Salazar, é o de que foi um "homem honesto", e isso é-me desinteressante, porque Salazar não integra a minha história pessoal, mas, ao pensar na minha história coletiva, reservo-me o direito de dizer que é complicado que haja um país onde um homem honesto, por plenos poderes, tenha conseguido transformar um simpático litoral no país mais atrasado do Continente.
Para mim, sonhador e romântico, cri que isso pudesse ter acontecido uma vez, e servido, de emenda, para sempre.
Não serviu: o ranço, o cheiro a bafio, as teias de aranha mentais, intelectuais, culturais e a visão limitada do Sr. Aníbal e da Srª. Maria são tanto mais incomportáveis quanto estamos no século dos desvarios tecnológicos e das maiores proezas da imaginação humana. Gosto das torres do Dubai, das arquiteturas orgânicas da Nova China, dos computadores quânticos, dos espantosos aviões paquetes, das magníficas fibras dos novos vestuários, da glória das potências emergentes, das casas inteligentes, onde os cidadãos do mundo instalarão as suas proles educadas. Portanto, não suporto que, sempre que abra as janelas à procura de coisas dessas no meu território de residência, o veja, por oposição, pejado de presépios, com vaquinhas em forma de Leonor Beleza, com santinhas de joelhos esfolados por sucessivas idas e vindas a Fátima, por urubus, vestidos de negro, de cujas cabeças saem pensamentos que nem aos inquisidores canónicos lembrariam, e, sobretudo, não suporto que o velho argumento do "homem honesto" me ponha a pagar BPNs e porcarias afins. Só num país destes é que o BPN ainda não foi imediatamente declarado falido, encerrado, e as criaturas que o criaram e dele viveram, no regime de dona branca, não tenham sido desde logo enjauladas, ao lado do seu mentor, esse tal de Sr. Aníbal.

O Sr. Aníbal não tem perfil para coisa nenhuma, exceto para vender em cobertores de feira, como fazia o seu defunto pai, que dizia "o meu filho é o homem mais inteligente de Portugal". Do Portugal dele, suponho, que, pelo que atrás escrevi, era, e é,  totalmente disjunto do Portugal abstrato em que vivo, ou gostaria de que me deixassem, pelo menos por uns tempos, viver.

O Sr. Aníbal era bom para deixar o Palácio de Belém, e ir dirigir, agora que o BPN já "não está a dar", com o Dias Loureiro e a Leonor Beleza, a Wainfleet, a maior empresa exportadora de "Portugal", pilar da Mafia Russa, e que muito deve ter contribuído para este artificial aumento das exportações, 25% das quais passa pelo célebre "off-shore" da Madeira, onde não se vende nada, exceto papéis, onde os produtos em trânsito são artificialmente encarecidos, e a pior escória de Portugal enche os bolsos, à sombra do Sr. Alberto, outro "homem honesto", que nem sabe (?) que isto lhe acontece debaixo do nariz. Podiam fazer-me essa favor: de facto, em 23 de janeiro, não reelegiam Cavaco Silva, para acabar em agonia, na Presidência da República, mas nomeavam-no para a direção da Wainfleet, com a sua Maria, tão importante neste bolor das coisas, como padroeira da "Swatch", outra das maravilhosas grandes exportadoras de Portugal, que tanto faz passar e sair por aqui, sem nada cá produzir, e até podiam continuar a fabricar Mourinhos, como sobremesas.

Só peço desculpa, por este texto, aos 1800 postos de trabalho, que, na Madeira se dedicam ao preenchimento de papéis fantasma, para defraudar o Fisco: alegrem-se, Cavaco Silva será um bom patrão para vocês.