sexta-feira, 13 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Do Buzinão, de Cavaco, ao buzininho da Menina e Moça do Héron-Castilho
Imagem do KAOS
Pena o KAOS estar de baixa fraudulenta, porque vou ficar sem Realidade para comentar.
Já me avisaram que, para que estivesse a passar na "SIC-Monhé" o que tem estado a passar, é sinal de que a coisa é mesmo muito complicada, e nem o Patrão de Bilderberg, controlador-mor da informação em Portugal (a tal do Futebol, Fátima e ganidos da Marisa), a consegue deter.
As últimas boas-novas, vindas de Aveiras, é que, a continuar esta cena, o Aeroporto de Lisboa ficará inoperacional já na quarta-feira, coisa insustentável, para quem precisa de traficar armas, trazer os rapazes de Cuba e a "branca" nos porões. Sinceramente, é-me mais fácil acreditar nas visões da Jacintinha do que num país de Economia Paralela paralisado. Algures, alguém irá ter de improvisar umas lanchas de alta velocidade, para abastecer os mercados da Noite, senão a Noite, a "Night", apaga-se, e é um horror, as putas no desespero, os árbitros comprados sem travecas para pagar, o tráfico das armas interrompido... não, tudo isso me dá calafrios, porque era o fim da nossa Bandeira de Conveniência, aquilo que tanto nos gemina com a Libéria, o Liechstenstein e o Panamá... não, façam isso, mas, por favor, nunca, nunca, no dia 10 de Junho!...
10 de Junho, ficámos hoje a saber, pelo Saloio de Boliqueime, é o dia em que se devem louvar os empresários que triunfaram... lá fora. É um magnífico exemplo, no momento exacto de depressão em que o país está. Triunfe, mas não aqui. Para ser coerente, o Bimbo da Bomba devia ter ido discursar isso em Miami... e não voltar. A Maria até fazia lá um sucesso, nas praias, com uma carrinha de duas rodas, e um megafone, a vender picolés, como no Morro de São Paulo, Bahia...
Voltando ao momento político nacional, e ao desânimo que com o KAOS partilho, só me lembro de uma certa carta que escrevi ao nosso vizinho, António Balbino Caldeira, ainda não tinha estalado o escândalo do processo da Desvairada contra ele (processo que teve hoje sessão, como poderão ler aqui, com Paulo Pedroso, o das operações aos sinais, e o mesmo do bancocorrido.blogspot.com, a arrolar como testemunhas os seguintes figurões:
o primeiro-ministro José Sócrates
o presidente da Assembleia da República Jaime Gama
o ministro José António Vieira da Silva
o presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ex-ministro António Costa
o ex-presidente da República Mário Soares
o ex-presidente da República Jorge Sampaio
o candidato a Presidente da República Manuel Alegre
o ex-primeiro-ministro António Guterres (Alto Comissário do UNHCR)
o ex-presidente da Assembleia da República António de Almeida Santos
o deputado e ex-ministro José Vera Jardim
o ex-ministro e ex-secretário-geral do PS Eduardo Ferro Rodrigues
o ex-secretário de Estado José Manuel Simões de Almeida
o ex-bastonário da Ordem dos Advogados José Miguel Júdice)
Suponho que uma pessoa destas seja como os McCann: com um tal plantel, a inocência salta logo à vista,
mas,
voltando à vaca fria, talvez não fosse má altura de reler a carta que lhe enderecei, e podem fazê-lo, se gostarem de documentos premonitórios.
Vem tudo isto a propósito do que está a acontecer em Portugal: Sócrates é fruto e equívoco da nossa acção nas urnas. Para as pessoas com um mínimo de decência e sensibilidade, isso não se repetirá. Sócrates saiu das urnas, é pelas urnas que deverá sair, ou, caso o queiram, fazer cair na rua. O papel dos Blogues não é fazê-lo cair... nos blogues. Isso soa a "plof". Nós meramente lançamos as pistas, e a Sociedade Civil e as Instituções é que devem reagir. Aparentemente -- porque NADA do que passa nas televisões me parece credível -- o Boneco de Plástico está debaixo de bombardeamento intenso.
Só acredito se o vir desmantelar-se, debaixo dos meus olhos.
Bilderberg, a horrível máquina infernal, já tem os olhos postos na sucessão, algures entre Rui Rio e António Costa, o único com estatura intelectual para fazer frente ao flagelo, um "operacional", com contactos, como o provou neste célebre vídeo de tentativa de "abafamento" do "Casa Pia".
Quanto à nossa Viciosa de Vilar de Maçada, a banhos em Argel, continua a dizer que nada a afecta, sobretudo números. Tem razão, quando o cozinhado já está mesmo cozinhado e tudo são simples sobressaltos de aparência, é natural que os números a não preocupem. Foi numa dessas tardes que Maria Antonieta veio à janela, acordada com os gritos de gentes -- e não sei se seriam 200 000 -- a pedir pão. A célebre resposta efabulada do "então que comam brioches..." poderia cair mal na boca da Menina do Herón-Castilho, não fossem os Portugueses confundir brioches com outros pratos da dieta da fragilizada "moça"...
Por mim, custar-me-ia imenso ver a "Engenheira", levada em braços, do seu Trianon do Héron-Castilho para um enclausuramento, na residência oficial de São Bento... Coitada, parece-me já ver vir a Câncio atrás, a berrar que lhe não levassem o marido, qual marido, m'lher, o marido ficas com ele escondido debaixo da cama, e quemete levam é a "esposa", a tua "esposa", unida, de facto, mas em Cristo.
Meu Deus , 90 000 camionistas, e todos cheios de gasóleo, iam-lhe deixar o fato Boss todo manchado, e a "garagem" arrombada para sempre...
Pena não ir ser assim: os 90 000 irão fazer companhia aos 100 000 professores e aos 200 000 da Precaridade, Bilderberg rules, e isto tudo não irá passar de mais uma das minhas fábulas nocturnas.
( Pentágono no "Arrebenta-Sol", "A Sinistra Ministra", "Democracia em Portugal", "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )
sábado, 7 de junho de 2008
A hipocrisia do Final dos Tempos
Imagem do KAOS e dedicada à E-ko, mais as charangas (quando voltam?...) e à nossa nova colaboradora a "Espectadora Atenta"
Hoje aconteceu um fenómeno que, em Astrologia, creio, se chama "conjunção": geralmente inspiro-me na imagem do KAOS, e construo o texto; hoje, no texto, não direi muito mais do que aquilo que o Kaos já resumiu.
Aparentemente, uma central sindical, chamada CGTP, conseguiu pôr na rua 200 000 pessoas inquietas. 200 000 pessoas não são nada: são o punhado de corajosos que, finalmente, resolveu vir para a rua dizer o que todos, excepto os traficantes, a ralé do Futebol, os Juízes que o 25 de Abril nunca substituiu, os traficantes de armas, drogas, corpos e plutónio, enfim, todos os que transformaram Portugal numa bandeira de conveniência e mantêm a Economia Paralela, pensam e sentem.
No famigerado Tratado de Bilderberg, por equívoco, conhecido como de Lisboa, está previsto (têm de procurar a alínea, porque não me apetece...), que "os sindicatos serão colaborantes com os Governos".
Acho uma ideia maravilhosa: os sindicatos deixam de representar as classes que representam, e funcionam como aquelas pipetas das panelas de pressão, para evitar que a tensão social suba muito. O pessoal vem para a rua, grita umas coisas, e os Vieiras da Silva, os Sócrates e as Marias de Lurdes Rodrigues ficam impavidamente nos seus lugares. Esses maravilhosos sindicatos já conseguiram deitar pelo cano abaixo 200 000 opositores ao Pseudo-Tratado Europeu, 100 000 Professores, e estes 200 000 de ontem, suponho que sejam uma oferta pessoal para a bimba da Maria Cavaco Silva poder pôr, lá em Belém, ao lado dos santinhos, e com um náperon, por baixo.
Neste jogo, de sístole/diástole, irá passando a lesgislatura, e, quando a legislatura acabar, também já estará "solucionada a solução": ou virá, limpinha, outra Maioria Absoluta, porque o Português, masoquista, adora levar nos cornos, e, se for em conjunto, tanto melhor, ou já estão asseguradas as evoluções na continuidade: à Direita (que é isso?...) em conjunto com a Bruxa do PSD, e à Esquerda (que é isso?...) com o folclore do Alcoólico de Anadia.
Pelos Ministérios, pelo menos, por aqueles que frequento, todas as "tias" minhas amigas vão direitinhas, quer do PSD, quer do PS, e até do CDS, direitinhas, dizia eu, para o PCP. Há ainda umas almas equivocadas que farão o jogo do Bloco de Esquerda, mas o Bloco de Esquerda está para Portugal como Obama para a América: é um patético rosto do Fim.
O texto, hoje, é breve, porque o heterónimo "Arrebenta" anda a sofrer com algumas das tarefas ciclópicas que o seu criador, o ortónimo, tem pela frente. A Blogosfera é interessante, mas temos coisas sérias para fazer. Escrevo este texto com a dedicatória que tem acima, mas na realidade ela é bem mais vasta: destina-se a todos os que, diariamente, sentem a minha falta. Pois eu também sinto a vossa...
(Pentágono no "Arrebenta-Sol", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e no "The Braganza Mothers")
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Porrada neles!
Descarregue a sua raiva espancando o seu político de estimação:
nota: Só é pena não estarem disponíveis alguns políticos portugueses.
nota: Só é pena não estarem disponíveis alguns políticos portugueses.
O Pesadelo de Gerôncio
Imagem do KAOS
Como já várias vezes disse, ando numa fase de fazer pouquíssimo humor. O humor faz-se quando não nos arriscamos a ir ao fundo com ele, e estamos, precisamente, nessa fase de barco e ratos irem parar, em bloco, à cova lodosa desta plataforma continental da Cauda da Europa.
Algures, aí para baixo, o quink644 diz que Sócrates e Ferreira Leite seria o pior cenário possível. É possível, mas nunca pratiquei bruxaria para tentar analisar, a fundo, todos os outros, portanto, vamos ficar com essa tirada do quink, e imaginar que anda no ar o fedor do Centrão.
Todavia, há uma centelha positiva, e vamos a ela: pela primeira vez, na História do Portugal Recente, existe uma mulher que assume a chefia de um partido proeminente, e de aqui, da bancada da mais profunda oposição, lhe dou, a ela, e ao P.S.D., os sinceros parabéns. A seu modo há, nesta eleição, uma pedrada no charco, só que o charco ainda é o Pântano do Guterres, mas depois de mais meia década de apodrecimento. Qualquer dia, só aqui sobreviverão aqueles vermes das profundezas, sem olhos, olfacto ou paladar, e que funcionam por apalpão, salvo seja.
O segundo ponto positivo é que quem convida para jantar deve pagar o jantar, e Ferreira Leite, mediana, canhota, somítica e sem qualquer aspiração a altos voos, foi a inventora do desastre recente português, melhor, não do desastre, mas do seu tornar público. É a Madona do "Deficit", a Nossa Senhora do País de Tanga, e a Poupadinha do Colchão: tivesse umas botas, um chapéu, e uma coisinha murcha pendurada entre as pernas, e seria a Maior Portuguesa de Sempre, a Vacona de Santa Comba Dona.
Para o Cavaco, que, quando ainda não estava senil, lhe deu o justo chuto no cu, que merece qualquer incompetência financeira -- e, logo a seguir, a Pasta da Educação, a única que... não, uma das duas únicas, a par com a da Cultura, que pode ser ocupada por qualquer um -- esse mesmo Cavaco, que já não aguenta as águas entre os dois extremos do Palácio de Belém, e teve de mandar construir um mijadouro a meio, não fosse pingar-se todo pelas calças de manequim dos anos 50 da Rua dos Fanqueiros abaixo, esse mesmo Cavaco apadrinhou-a, de novo. Há uma fase na nossa vida, em que desaparecidas todas as grandes figuras do regimento, os bêbedos, aos pares, amparam-se, pelas esquinas, a contar velhas histórias, de peixes de 50 quilos, e de gajas que davam umas baldas, e coisas afins.
A esta hora, entre dois copitos de moscatel, o Aníbal da Bomba e a Bruxa do P.S.D., que parece uma daquelas múmias incas, empalhadas, mas com um chuto nas nalgas, para endireitar as espondiloses e fingir que está de pé, devem estar a rememorar o glorioso passado em que fizeram ir pelo cano abaixo os Fundos Estruturais, os dinheiros das Privatizações, e os Orçamentos Assim-Assim, em que a gaja se enganava toda nas vírgulas e nos zeros, e nós mergulhámos nos maiores "deficits-ever", da Cauda da Europa. Felizmente que a memória é curta, em Portugal, excepto para os golos do Quaresma.
Dizia-me o Paulo Pedroso que, para o bem e para o mal, mais de esquerda, ou mais de direita, todos os governos desta terra estéril tinham sido keynesianistas, ao que lhe obstei que até era verdade, só com a pequena ressalva de que o keynesianismo clássico pressupunha um saudável desequilíbrio deficitário, como função de motor de desenvolvimento. O Keynesianismo Português, como não podia deixar de ser, acabou em carros de brutas cilindradas, em salários chorudos para administradores incompetentes e respectivos gabinetes de amantes de todos os sexos, ou em puro desfalque do Erário Público, mas, pronto, contas feitas, também fomos keynesianistas, assim como também fomos à Lua, através daquela bandeira americana que lá ficou, feita pelas hábeis mãos analfabetas das bordadeiras lusitanas, que cantavam as janeiras, enquanto desenhavam as estrelas da Federação.
No meio disto tudo, só me apetece dizer palavrões. Há uma cor, que creio ser a pior de todas, que a é a cor do burro quando foge. Chegámos, em política, ao cromatismo do Burro quando foge, ou seja, nunca se viu, que me lembre, cenário tão pardo.
Quanto ao Zé Povinho, coitado, já tinha uma Oposição à sua Felicidade, chamada José Sócrates. Com a eleição de Ferreira Leite, passou a ter duas oposições, em simultâneo. Somos um povo de sorte, e até nisso somos diferentes, vá, meninos, toca de ir a Fátima acender uma velinha, que vos saiu, ao mesmo tempo, a Sorte Grande e a Aproximação...
(Quadrado editado no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e no "The Braganza Mothers" )
domingo, 1 de junho de 2008
O rapazola
Enquanto arrumava papelada antiga cá em casa dei de caras com um recorte de imprensa que guardei (duma crónica de Alfredo Barroso de há anos) e que pelo seu conteúdo se revela interessante partihar nos dias de hoje.
Eis algumas partes:
"O Doutor Paulo Portas, que é presidente do CDS/PP (...) não quer que o Estado português seja "anticolonialista", nem quer que a Constituição da República consagre esse princípio, porque tem muito "orgulho na história de Portugal" e acha que "os angolanos, moçambicanos e os timorenses nunca sentiram o racismo que houve noutros impérios". Abaixo a Constituição! Viva o neocolonialismo!
A gente ouve, lê e pasma. Mas é verdade. Foi mesmo isso que ele disse, ao discursar perante o XIV Congresso da Juventude Popular (JP). Uma sigla que, curiosamente, me faz recuar até aos anos 60 do século passado, ao meu tempo de universidade, e me faz recordar o movimento fascista Jovem Portugal (JP), cujos militantes também tinham muito orgulho na história nacional, usavam matracas e eram capazes de se juntar aos agentes da PIDE e à polícia de choque na repressão das manifestações estudantis e na caça aos grevistas, todos indicados como "comunistas" e acusados de "traição à Pátria", por serem contra o Estado Novo e contra a guerra colonial. Para Salazar, todo o oposicionista era um "comunista"!
Nesse tempo, ainda o nosso "Paulinho das Glórias" usava fraldas e não podia saber, coitadinho dele!, da "mão-de-obra escrava", dos "negros aprisionados nas roças de café", da "aldeia dos negros ao lado da grande fazenda", dos "espancamentos de pessoas que tinham fugido", das "mães a chorarem por terem filhos doentes e sem qualquer assistência" - como oportunamente veio lembrar a doutora Maria José Morgado, que tudo isso testemunhou no Norte de Angola, em entrevista publicada (...). O "Paulinho das Glórias" leu? Orgulha-se desta história? E de massacres tão brutais como o de Wiryamu?
Já agora, por que não impedir que a Constituição consagre um sistema democrático e pluralista, se é certo que grandes páginas da história nacional foram escritas por monarcas absolutos, como D. João II, e ditadores brutais, como o Marquês de Pombal?! Por que não eliminar os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos, se as fogueiras da Inquisição, a tortura policial e as masmorras da PIDE ajudaram a "alargar a fé e o Império"?! E por que não ressuscitar a comissão de censura para calar a boca a quem (...) "diz mal da invasão do Iraque quando temos lá jovens portugueses a defender os nossos valores e a quem chama forças ocupantes"?! Onde isto já vai! E ainda se admiram de ouvir que a extema-direita tem assento neste Governo!
Perante estas discursatas demagógicas, passadistas, reaccionárias e antidemocráticas do doutor Paulo Portas, o menos que se pode dizer é que temos pela frente um indivíduo adulto que pensa e procede sem maturidade". Ora, segundo o dicionário, um indivíduo que se comporta assim é um "rapazola".
(...)
As ideias políticas deste rapazola são perniciosas e perigosas para a democracia. (...) O discurso político reaccionário do doutor Paulo Portas é infectocontagioso. Há que denunciá-lo, para que não se transforme numa arma de destruição maciça."
Etiquetas:
CDS/PP,
Neocolonialismo,
Paulo Portas
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