quinta-feira, 10 de novembro de 2011

La Bella Italia





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A Itália é um país muito bonito, mas  como não há almoços grátis, assim como a Grécia foi o berço da Democracia, já a Itália, ou os selvagens que a habitavam, antes do período terminal das putas de Berlusconi, se pode afirmar, sem grande erro, ter sido o berço das... imparidades.

Eu sei que há muita gente carente de cultura, e não é preciso estar na "Casa dos Segredos", onde a Teresa Guilherme enfarda, com processos condenados por todas as ligas protetoras dos animais, do mundo inteiro, o "fois gras" que, depois, a vai montar, para se saber que o Português comum desconhece, por exemplo, quem foi Quasimodo, não o de Nôtre Dame, mas um dos "Nòbele" da Literatura de Itália, tão inútil para a História da Literatura como Saramago o será, dentro de 20 anos, entre nós. E, assim, havendo gente carente de cultura, talvez seja bom recordar que a Itália, ou os cafres que antes a habitavam, foram acumulando dívidas, sei lá, eventualmente, desde os Etruscos, que foram os últimos que tiveram as contas em dia, depois do regabofe que foi a Grande Grécia, onde os inventores do Número de Ouro e da Filsosofia iam fazer todas as porcalhonices que não podiam fazer nas terras deles.

Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento financeiro e cultura clássica sabe que Júlio César vivia crivado de dívidas, que Augusto, para deixar uma cidade de mármore onde havia uns barracos de tijolo, fez tudo a crédito, que Calígula nunca pagou as suas orgias, nem Nero chegou a cumprir o seu empréstimo a 50 anos, para construir a Casa Áurea, que Vespasiano e Tito nunca saldaram o Coliseu, que Trajano falsificou moeda para pagar o Fórum, tal como Caracala deixou as Termas penhoradas, que Heliogábalo, e as suas putas de família, sempre viveram muito acima das suas posses, que os saques dos Bárbaros nunca permitiram a reestruturação e requalificação do enorme Intendente em que aquilo tudo se tinha tornado, e que toda a Idade Média foi penosamente assim, até os juros atingirem patamares astronómicos, quando Alexandre VI teve de pôr a filha a render, e a sacar dinheiro aos gajos com quem se ia casando, e São Pedro foi paga com as indulgências, que eram tão indulgentes que até davam direito a ilibar de pecado quem tivesse sonhado estar a comer a Virgem Maria, em direto, e outros mimos, que nunca passaram pela cabeça do séquito de pedófilos e sodomitas que Benedito XVI protege, e, por aí fora, passando pela Roma de Mussolini, os calotes do Partido Democrata Cristão, a falência do Banco do Vaticano, até culminarem neste novo Tibério, um palhaço que entretinha Bettys Grafsteins em cruzeiros de luxo duvidoso, e acabou, num percurso misto de Armando Vara com Pinto da Costa, por ficar a imperar na Itália mais corrupta de sempre.
Tudo isto para dizer que o FMI, que agora lá chegou, quando começar a levantar o lençol de milhares de anos de dívidas, vai achar que a Grécia é um pequeno conto de Hans Christian Andersen, ao pé da pesada herança de Berlusconi.

Quando me dizem que o porcalhão se vai embora, a coisa deve estar deveras negra, porque ele sabe que, mal perca a imunidade parlamentar lhe vai acontecer uma kadafização em feio, porque os Italianos não são cornos mansos, como os Portugueses, e, há milénios que matam, e por muito menos.

Em síntese, o Caneco Americano, que o reles e indecente Cavaco Silva, uma das almas mais cobardes que se atreveu a chefiar a ruína lusitana -- o tal que andava em viatura blindada, coisa que Salazar, que tinha muito mais que temer, nunca fez~... -- agora se decidiu ir visitar, conseguiu... enfim, não conseguiu nada, porque o nível de estupidez desse só é comparável com o do Bush filho, enfim, as sombras que estão por detrás dele, finalmente estão a conseguir duas coisas, a primeira, fazer tremer a moeda que estava a fazer tremer o dólar, e, segundo, agora que a América se prepara para mergulhar no seu Fascismo, querer levar atrás o único sonho iluminista do séc. XX, a Europa.

A esta hora, o Aníbal de Boliqueime está a brincar aos martelinhos, na ONU, enquanto a sua boca da servidão deve estar a assistir a um dos espetáculos da Broadway, possivelmente, na mesma poltrona onde o Renato Seabra sentou, pela última vez, o cuzinho molhado dos vírus da minhoca invertebrada do defunto Carlos Castro, que o Demo tenha.
Aparentemente, tudo isto é cultura, mas a verdade não é essa, a verdade é que tudo isto, os robalos, o pão de ló, a paz podre, as vacas da Graciosa, as sucessivas prescrições, os sorrisos de gozo e impunidade de todos os facínoras que passam na televisão, os esgares do isaltino, os banqueiros sem pátria, os bragas de macedo, os penedos, os "habeas corpus" dos duartes limas, os filhos da puta dos comentadores, que põem aquelas poses de sapiência à henrique santana, e nos vêm dizer que é normal que o país esteja destruído, por trinta e tal anos de pilhagem sistemática, feita por eles próprios, cheiram, mas muito, àquela efémera alegria e calorzinho de conversas em família que anunciou ou derradeiros dias de Marcelo Caetano.

Cavaco Silva, um cobarde, repito, que transpira das mãos execravelmente, e tem pavor das multidões, sobretudo das multidões armadas com chuços, e mandou os capangas do Dias Loureiro disparar sobre os populares da Ponte, já se pirou para Nova Iorque, e de lá irá para a Califórnia, para a Maria poder satisfazer um dos seus caprichos, que é apalpar as musculações flácidas de Schwarzenegger, que outrora fizeram glória nos ginásios gay, onde os Judeus que gostavam da fruta o tiraram da indústria pornográfica austríaca, para incluir na indústria pornográfica de Hollywood, tal como o James Dean, o "cinzeiro humano", e, depois, levar ainda a uma pornografia extrema, que é a de ser governador da sexta maior economia falida do Mundo, uma imparidade só comparável com a Itália, mas com "mármeres" falsos. A Maria quer apalpá-lo, para ver se aquele grelinho mirrado ainda é capaz de sofrer uma derradeira descarga de adrenalina, embora ela o vá apalpar com a mesma fé com que agitou, no Estádio Nacional, o lencinho à Beata Maria Clara do Menino Jesus, que também gostava, e bem, deles grandes e grossos.
Oh, yes!...
O problema pode estar, e está, em que essa pretensa visita de Estado, que não é mais do que uma das suas permanentes formas de ainda envergonhar mais Portugal no estrangeiro, vai coincidir com o fim de semana em que os militares, o garante da dignidade nacional, fartos, como o resto da população, deste permanente vexame diário, nos obriguem a levar a sério as palavras de Otelo Saraiva de Carvalho, cujas culpas no cartório são mais do que muitas, pois são, mas não deve estar nada, mas mesmo nada, como tantos da geração dele, para engolir um cagalhão, com a dimensão que o sistema de corrupção atual alcançou.

A "visita de Estado" à América, é, portanto, mais uma vez o Supremo Chefe das Forças Armadas que, cobardemente, não estará no País, para receber aqueles que querem, disciplinada, mas friamente, perguntar-lhe o que pensa disto tudo.

Lá longe, na Califórnia, suponho que lhes dissesse, como é costume, que não era a altura certa para se pronunciar, o que, esperemos, os leve a que eles, já que o patrão não fala, se vejam obrigados a falar por ele.

10 000 000 de Portugueses, sinceramente, agradeciam...

(Quarteto da calmaria que sempre antecede a tempestade, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Portugal, uma Bélgica da Ibéria?...



Imagem do Kaos


Sempre gostei da Bélgica, porque toda a gente tem mais de 50 anos, e, sempre que surge alguém de idade mais tenra, imediatamente, o maralhal inteiro mergulha, para molhar o bico, e usufruir da criancinha.
Como pai que não sou, acho... enfim, uma... uma... ternura, mas a Bélgica não se esgota só na Pedofilia, porque tem excelentes ambientes aquecidos, e pode-se andar de manga curta, mesmo no pino do inverno, ao contrário de Monsanto, ou lá o que é aquilo, que é a aldeia mais portuguesa de Portugal, onde, para uma pessoa poder manter o sangue quente tem de andar a enrabar ovelhas, de lã suja.
Bruxelas, região autónoma, onde se gargareja francês, no meio do flamengo, uma língua boa para falar com os porcos, como poderia ter dito Frederico, o Grande, é notável, por não se parecer com uma cidade, mas com um cenário de uma banda desenhada de Tintin, para além da mais valia dos clubes e saunas SM gay, frequentadas por muita da nossa classe política.

A Bélgica, tal como Portugal, divide-se entre os que trabalham e os que não trabalham. Os que acham que trabalham gostam de se chamar "Flamengos", o que, traduzido para Português, é uma variedade mediana de queijo das prateleiras do Continente, enquanto os que não trabalham são conhecidos por "Valões", o que é equivalente à pronúncia beirã de Calões, onde se trocam os "Vês" pelos "Cês", uma subespécie dos Alentejanos e das gajas que foram metidas na Função Pública, no tempo em que se entrava por abrir as pernas, ou seja, desde a Idade Média até à Contemporaneidade dos dia de ontem, mais hoje, ou, se quiserem subir o nível, no Caminho de Santiago da RTP, em linguagem de controlador de tráfego aéreo, Maria Elisa Domingues opening the legs?... já está?... então, pode fazer-se à pista.

A Bélgica é um país extraordinário, porque consegue estar quase um ano sem governo, e ninguém dá pela falta dele, de onde se prova que as sociedades avançadas se autoregulam, e acham asqueroso ter gajos que as representem, quando o seu dia a dia chega para a subsistência, para ter a casa no centro de Bruxelas, a outra, na Zeelândia, e a magnífica vivenda no Zout, um dos litorais mais caros da Europa, onde o mar é tão feio e cheio de algas que parece um caldo verde português até ao horizonte, mas sem chouriço, exceto, quando algum obeso da Valónia lá vai dar banho às varizes.

Poderão estar a perguntar-me o por quê deste elogio de um estado artificial, em riscos de desmembramento, mas eu, às vezes, tenho estas recaídas nos 20 anos, e dá-me para chorar com o passado, como a Teresa Guilherme, com as putas e os oligofrénicos das "Casa dos Segredos".
Acontece que, por força das circunstâncias, a Bélgica, que, de algum modo, estava nos antípodas da nossa Cauda da Europa, de repente, começou a assemelhar-se-nos de uma forma gritante, quase plágio à "Equador", diria eu.

Portugal, caso não tenham reparado, está sem Presidente da República há seis anos, e nem deu pelo facto, o que faz, de todos nós, belgas por analogia.
Se a TVI sair de microfone em punho e câmara na mão, e perguntar aos analfabetos de rua se sabem que estão sem Presidente há seis anos, o mais certo é que comecem a falar da indisposição do cadastrado Pinto da Costa, entre Chipre e Lisboa, e, portanto, será melhor nem fazer um levantamento estatístico, para não termos mais desgostos.
A coisa agrava-se, ou melhor, "abelgica-se" mais quando um gajo qualquer... esperem, que tenho de ir ver quem foi... ah, sim, um tal de Alexandre Miguel Mestre -- mais uma prova de quando os países acabam, qualquer um se pode reclamar de responsabilidades governamentais -- nos mostra que estamos sem governo, porque, quando, alguém, que, com responsabilidades governamentais afirma que "os jovens desempregados portugueses devem emigrar e abandonar a sua "zona de conforto", imediatamente nos leva à inferência de que estamos, não perante um porta voz de um Governo, mas de um reles contratado para uma Comissão Liquidatária de uma Nação com 900 anos.

Por mim, cortava-lhe já os tomates, fazia uma fisga com eles, e iam fronteira fora, cair no conforto de Badajoz...

Portugal, portanto, tal como uma Bélgica peninsular, está há seis anos com a Presidência da República vaga, e "falecido" -- para usar a expressão de Francisco de Holanda -- de quem o governe.
Para mim, cujo cinismo atingiu taxas de juro siderais, poderia acrescentar que a coisa não vem destes patetas, que, presentemente, utilizam as tabuletas de "Ministros" e "Secretários de Estado", mas se tem penosamente arrastado, desde que o 25 de abril, justamente por o Poder estar na mão de inaptos, de então, se fez, e teve muitas cores, desde os gonçalvismos aos soarismos e aos guterrismos, mas atingindo os seus picos de impunidade e aberração com as maiorias absolutas de Cavaco Silva, uma coisa só possível no Cazaquistão dos irmãos Cohen, o Chernismo, um breve interregno, onde o Estado era governado pelo Procurador João Guerra, que manipulava as "inocentes" marionetas do "Casa Pia", ao sabor das verdades e boatos televisivos, e, finalmente, a cereja no cimo do bolo, quando o crime organizado, na forma de sabotagem assumida da Comunicação Social, da destruição e aviltamento da validade dos percursos académicos, e na instalação das camorras pós-cavaquistas, atingiu o seu pleno, durante o consulado de Fernanda Câncio, a choca do apanhador de sabonetes, José Sócrates.

Como diz o Abel, "nunca Portugal desceu a um aníbal assim", mas enganou-se, porque ainda conseguiu descer mais, e mais descerá, já amanhã, se deus e o BCE quiserem.

Vem tudo isto a propósito do seguinte: como já se percebeu, as forças que queriam destruir o Euro estão bastante satisfeitas, com a cegueira de não perceberem que, se o Euro for destruído, vai tudo pelo cano abaixo.
O próprio Sionismo Internacional, que sempre faturou infindáveis fortunas, nestes momentos de destruição da riqueza dos povos, parece estar apavorado, como o mostra já nem Picassos nem Degas se conseguirem vender, nos palcos de luxo do desfile e do leiloar da Arte. A coisa está, portanto, para lá do negro, e muito próxima desta minha ficção.

Entretanto se chegarmos a segunda feira, a célebre Troika cá virá, desta vez, para perguntar, e com direito, quem é/era/foi, Duarte Lima, depois, de, em vão ter tentado escalpelizar o perfil de criminosos agravados, como Narciso Miranda, Dias Loureiro, ou Armando Vara, entre muitos outros, que o "putsch" português brevemente irá chamar à barra de tribunais marciais, ou revolucionários, consoante lhes queiram chamar, assim como o Sr. Aníbal embarcará na Ericeira, mais a sua Maria, a Perpétua e os netos, num exílio desvalorizado, como aquela triste manhã de cinzas em que Manuel II partiu, para não voltar.

Concluindo, porque já estendi demasiado um texto que queria curto, com quem virá dialogar a Troika, segunda feira, em Portugal, dado que não há Presidente da República, que o Governo foi substituído por uma Comissão Liquidatária, e que a Assembleia da República tem uma Lady Gaga, com sotaque bimbo, de marimba, à sua frente, coisa só possível nos megaconcertos da Madonna, ou na Grécia, onde o "Ministro" das Finanças sofre das dores de barriga do Pinto da Costa, e bem precisava de um corte nas "gorduras", como o nosso cadastrado Ferreira do Amaral?...
Estando os Tribunais na mão de seitas maçónicas e da Opus Dei, nada resta, portanto, para receber, segunda feira, os usurários da Troika.

A minha pergunta é a seguinte: na clara inexistência de Órgãos de Soberania, não é aos militares que compete representar a Nação?...

(Quadrilha do pão por deus, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, 1 de novembro de 2011

10 000 000 de Gonçalvistas





Imagem do Kaos

Ontem, enquanto estava a assistir àquela escola de imbecilização, que é a "Casa dos Segredos", da rameira Teresa Guilherme, e ia fazendo um aborto espontâneo, por desfastio, e, à moda antiga, com agullha de croché, lembrei-me de que, assim como o crime europeu tinha história, e remontava ao tempo em que Cavaco Silva destruía Portugal, com duas maiorias absolutas, e cadastrados como Duarte Lima, Dias Loureiro, Ferreira do Amaral, Leonor Beleza, Mira Amaral e outros, a fazerem coro, também o subsídio de férias e o subsídio de natal tinham a sua história.
Imediatamente me lembrei da minha queridíssima tia adotiva, Irene Gonçalves, que tantas vezes andou comigo ao colo, e tive um pensamento surpreendente: este imenso coro de justas vozes, que agora se ergue contra a penhora dos subsídios de férias e natal devia ser toda um bando de perigosos comunistas, que se estavam a preparar para implantar em Portugal uma ditadura, sei lá, do tipo da Coreia do Sul, ou uma nova Cuba, como tantas vezes prenunciou o nosso vidente da Madeira, Alberto João Jardim.

Que seria dos meus colares de esmeraldas, se tal acontecesse?...

Vasco Gonçalves, a sombra negra do pós 25 de abril, era então o culpado por essa insanidade, que, agora, o drogado e insomne Vitor Gaspar, vinha retirar f a l  a n  d  o   m  u  i  t  o    l  e  n  t  a  m  e  n  t e,    p  a  r  a    p  a  r  e  c  e  r    v  e  r  d  a  d  e, para salvar o país da bancarrota, e eu fiquei muito confuso, porque, como é sabido, tenho dentro de mim uma Catia, da "Casa dos Segredos", e, por fora, um Titã, capaz de esborrachar qualquer animal cínico que se me cruze no caminho.
Depois, assim, muito lentamente, também me lembrei de que Vasco Gonçalves tinha nacionalizado a Banca, como aconteceu com o BPN, e fiquei muito mais assustado, porque isto estava mesmo a parecer-se com os tempos presentes, e em que Duran Clemente, agora, pelo "Facebook", mas, então, com barbas, anunciava na televisão qualquer coisa do tipo isto agora vai ser... e, subitamente, caiu a ligação, e apareceu uma cavalgadura, chamada Ramalho Eanes, próxima da Opus Dei, e casada com uma égua, que protegia a coudelaria da Casa Pia, onde os Políticos, Intelectuais e gente do Espetáculo ia buscar os rapazinhos, para as orgias da República de Salo, também conhecida por "República Portuguesa", com o Carlos Cruz a filmar, com as películas da RTP.

Mesmo eu, que tive um treino paramilitar, na altura em que era moda praticar, em Shaolin, as artes marciais, com aqueles primos, semiprimos e meios irmãos de José Sócrates, comecei a sentir uns tremeliques, e pensei, "vem aí uma revolução, estamos outra vez no PREC, e os militares, quando se sentirem apertados, vão agarrar na Múmia de Boliqueime, na Marcela Rebela de Sousa, no Portas, e enfiam tudo num avião, para acabar com o Regime", e, ai, ai, ai, o que vai ser de nós, porque o Campo Pequeno seria demasiado pequeno para me enfiar a mim e a todos os outros, que estávamos desfasados do Sistema.

Eu sei que a esta altura já estão desconcertados com o texto, mas eu vou dar algumas pistas, que são elementares: como sempre, em que tudo o que eu escrevo, metade é verdade, e dói muito, e tudo o resto é mentira, e, por isso mesmo, ainda mais dói, o que, objetivamente, se traduz em coisas extraordinárias. A primeira, uma verdade, foi eu saber que havia sociedades, no Algarve, que abriam "off-shores", coisa que eu continuo a não saber exatamente o que é, mas, em contrapartida, tenho plena consciência de que são espaços onde todas as trafulhices, fugas aos impostos, crime económico e fraude agravada se praticam. A segunda foi saber que os órgãos de comunicação social sabiam onde ficavam essas empresas, e que, ao passá-las na televisão, estavam a cometer um crime público, que deveria imediatamente ser investigado por esse gajo, que se intitula Procurador Geral da República, e que já devia ter levado um chuto no cu, não estarem ainda a pagar-lhe uma extensa fatura, que foi o favor de abafar o "Casa Pia", célebre processo onde estava envolvida quase toda a (falta) de Classe Política. A terceira, suponho que a mais evidente para o meu leitor, ao haver a passagem de uma peça jornalística desse calibre, na televisão, imediatamente se deveria ter desencadeado um processo judiciário de selagem dos dados de quem criava "off-shores" para roubar a Nação Portuguesa, com consequente imediato arresto dos bens, e prisão preventiva dos envolvidos nesses processos.
Assim, por alto, creio que os subsídios de natal e de férias, do "Gonçalvismo", ficariam imediatamente resolvidos, e que se conseguiria fazer uma recapitalização dos bancos, e cumprir os tão falados "prumenores", de que o Cabrão Algarvio, responsável primaz pela destruição do tecido produtivo, e, logo, criador imediato da Dívida, referiu no Paraguai, um país à escala e dignidade do seu Poço de Boliqueime.

Sei que isto é uma pista, mas no estado em que estamos são trocos, e vou já para a altura e velocidade de cruzeiro deste texto: hoje mesmo, o dominó de mentiras financeiras em que vivemos, fez falir a MF Global, prisioneira do JP Morgan e do Deutsche Bank, este último, por sua vez, refém da Bancarrota Grega, ou seja, o bater das asas de uma Bancarrota no Mediterrâneo já está a provocar um tufão de nível 5, na Cacilhas de Nova York, tal como estava previsto na Teoria do Caos, e aconteceu mesmo. Sendo o sistema americano impiedoso com estas coisas, e sendo umas exemplo das outras, como poderia escrever o Padre António Vieira, o que se anuncia é que, a exemplo desta uma, comecem a chover uma chuva de outras, e isso vai ser fantástico, dado que a América, tal como Portugal, está desprovida de Presidente, e tem uma coisa, em forma de sucedâneo, que está lá só para entreter, justamente na altura em que precisamos de tudo menos de entretimento.

Na América, o processo é simples, e linear: numa questão de meses, a ultadireita, uma coisa que nem imaginamos o que seja, porque é umas mescla de fundamentalismo moral com usura absoluta, vai pôr fora o caneco do Illinois, mais a sua preta, e impor o fascismo americano, um facto que será novidade na História do Mundo, e pela qual toda a gente anseia, embora não assuma; por cá, infelizmente, creio que não chegaremos a 2012, muito menos ao momento de ver o penoso Sr. Aníbal das Vacas ser substituído por um ranhoso ainda pior, já que estamos em pleno PREC, e é provável que, um breve dia, os militares agarrem nos Lopos Xavieres, nos Pachecos, nos Vitorinos, nos Borges de Macedo e lhes interrompam o Processo Sistemático em Curso e lhes digam que vai ser posta ordem na coisa, porque a ordem tem de ser posta rapidamente, com Cavaco preso, Constâncio preso, Dias Loureiro preso, Armando Vara preso, Mira Amaral preso, Sócrates preso, Pinto da Costa preso, Duarte Lima preso, etc., tal como preconizava a "Velha", ou a "Bruxa", das Escutas do Face Oculta, que o maçónico Noronha do Nascimento mandou queimar, mas de que há, felizmente, várias cópias, e em sítio seguro, e a Senhora de Mota Amaral, essa excrescência da Opus Dei, decidiu que não tinham valor legal.
Foi recompensada com um BMW e um caralhão por aquela peida seráfica acima, ao contrário da "Bruxa", que advogava uma suspensão da Democracia, por seis meses.
Acontece que nós já não vivemos em Democracia, posto que a nossa sociedade é tão só governada por diferentes sociedades secretas, que utilizam os métodos das mafias chinesa e italiana, como é visível em coisas recentes, como os sequestros e torturas, de que nunca se soube nada, exceto tardiamente, ou a naturalidade com que agora se faz rebentar uma caixa multibanco por dia, com recurso a botijas de gás.

Há um enorme silêncio sobre tudo isto, já que o importante é a mudança da cor do cabelo do Hulk, um anormal que Lombroso adoraria ter podido estudar, tal como os casos Mourinho e Pinto da Costa, e é este silêncio que deixa supor uma sociedade ainda mais estranha do que aquela que nos é vendida nos monitores da mentira diária positiva, onde o nascimento do 7 000 000 000 poluidor humano da Nave Gea é apresentado como uma vitória e não mais um gravíssimo crime ecológico.

O Mundo, tal como o conhecemos, está a acabar. Como dizem os comentadores de muitos lugares, em vez de perdermos tempo a escrever, seria mais útil que agíssemos. Eu explico: o tempo que me demorou a compor este texto teria sido mais útil ao mundo se eu tivesse assestado, enquanto Vítor Constâncio, outro que deveria ter mandato de captura internacional, estivesse a mentir às centésimas, a pistola, e ele tivesse recebido duas unidades, bem no centro da testa. Acontece que não tenho arma, e sou péssimo em pontaria, mas sei de quem é bom, e, em contrapartida, não consegue escrever, pelo que lhe deixo a ele a parte dele, enquanto eu cumpro, e creio que não mal, a minha aqui...
A verdade é que a coisa não vai durar muito, porque os sistemas monitorizadores da globalidade estão fartos de ouvir falar de números e querem agora ver liquidez, em cima da mesa, equivalente a esses números. Acontece que essa liquidez não existe, e, se, alguém, ou alguéns, amanhã, se lembrasse de nos agarrar no ombro, e disser, pague já tudo o que deve, o Sistema desmoronava-se, pior, o Mundo afundar-se-ia numa nova guerra.
É dessa guerra que eu tenho medo, e é essa guerra que se está agora a anunciar. Talvez para o filha da puta de Boliqueime seja só um "purmenor" do seu autista "pügrèsso".

Só tenho pena daqueles, que, com eu, e vocês, vamos estar, sem qualquer defesa, no meio do fogo cruzado, deste iminente armagedão.

(Quarteto do Halloween no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Duarte Lima, como gota de água das "Conversas em Família" do Cavaquistão, ou Ecos de uma Revolução Iminente





Imagem do Kaos


Para ser sintético, o século XX português, produziu duas grandes anomalias: o salazarismo, que gerou 50 anos de atraso, e o cavaquismo, que só soube produzir duartes limastudo o resto são arredores.

o problema do cavaquismo, como bem saberão os apreciadores da mitologia, está para jasão e os argonautas, como o primeiro grande cancro de Portugal do séc. xx, o socratismo, está para os epígonos. jasão, lançou-se numa epopeia, no fim da qual encontrou o tosão de ouro e medeia; os epígonos, assumidamente mais frágeis, apenas encontraram cnos, bpns, fundações armandos vara, e os oráculos de vítor constâncio, com muita pedofilia pelo meio, e assim poderemos igualmente resumir a primeira década do presente século.
acontece que, em cem anos, muita coisa muda na tipologia de uma Nação. pelo meio, tivémos uma guerra de interesses, que, entremeada com outra guerra de interesses, conduziu a uma Revolução, demasiado branda para as necessidades de uma sociedade oprimida ao ponto da explosão.
como entrou para o senso comum de todos os comentários de rua, o 25 de abril deveria ter sido aprofundado, ao ponto de ter erradicado todas as metástases que nos gangrenavam o tecido europeu, mas não foi. triunfaram os brandos costumes, e a coisa voltou a entrar em derrapagem, desta vez em ritmo acelerado. mário soares, com todo o lastro que lhe conhecemos, foi o derradeiro político do século que compreendeu que não nos restava mais nenhuma opção senão a de enveredar pela recuperação do tempo perdido, e voltar aos tempos de glória, em que Portugal, uma das sete mais ricas nações do mundo, de então, aceitava dissolver-se na paridade de uma condigna comunhão europeia.
engano.
começou, então, o cavaquismo, uma segunda via de santa comba dão, onde, mergulhados numa chuva de fundos, direcionados para o pontapé de arranque a que o plano marshall, tal como a guerra, nos tinha poupado, vimos, um após outro, serem destruídos os alicerces de qualquer economia: agricultura, pescas, produtos tradicionais, mineração, indústria transformadora, estaleiros navais, entre muitas coisas, foram transformados num país de alguns novos ricos, viciados em cocaína, e de muitos novos pobres, perdidos nas esquinas do "cavalo", da importação das sobras do mundo civilizado e da especulação das mafias do futebol, da construção civil, e dos bancos dirigidos por camorras inenarráveis.
o cavaquismo está resumido numa lapidar frase de parede de casa de banho, que retive: "o cavaco deixou vir os pretos, que te roubaram as gajas, as casas e os trabalhos, e tu agora ficas no teu quarto, a bater uma punha".

para os racistas, nos quais não me incluo, o resumo seria delicioso, não estivesse tão perto da verdade, para tanto, bastando tornar mais eruditas as palavras redigidas. na verdade, "os pretos" foram mão de obra clandestina e barata, que veio ocupar os postos de trabalho manual, que os portugueses, um dos povos com as mais baixas habilitações da europa, achavam indignos da sua velha tradição senhorial, de andar a roubar os outros, pelo mundo afora. portanto, é verdade que, na forma de novos escravos, começámos por deixar vir "os pretos" do cavaquismo, que viviam em contentores, e depois de construírem expos e centros culturais de belém, eram postos fora, sem segurança social, salários em atraso, algumas irremediáveis feridas de corpo e alma, e com um discurso sobre a terra de Afonso Henriques capaz de nos envergonhar, para sempre, nas suas paragens de origem.
conhecemos, depois, o ciclo dos eslavos, dos brasileiros, e, por fim dos indo paquistaneses, sempre utilizando a mesma receita dos descartáveis, "os pretos", que iam permitindo que o tecido social e económico se degradasse, enchendo os bolsos dos criminosos da construção civil, da banca e do futebol, misturados com as "gajas", das redes de alterna de brasileiras e eslavas, dos vice reis do norte, cujos nomes são sobejamente conhecidos, e que necessitavam de mandatos de captura idênticos ao de duarte lima.

cavaco silva, uma mente retrógrada de um buraco algarvio, destruiu o aparelho produtivo, e criou a dívida, um colossal monstro que apenas esperava a sua ocasião para fazer a aparição, enquanto a sociedade sofria um colossal desvio das regras que regem qualquer estado democrático, e são simples, porque são só uma: o princípio da paridade de qualquer cidadão perante a Lei.

aprendemos que isso tinha desaparecido com leonor beleza, um dos rostos femininos do crime sem castigo, com cadilhes, os tais duartes lima, os cardosos e cunha, os ferreiras do amaral, a quem nunca cortaram "as gorduras", os pintos da costa, os isaltinos, os "majores" e outras tantas aberrações de que já nem me lembro.
quando guterres percebeu a coisa e abandonou o país, que mais não era do que um "open space" de fundações, de freeports e de políticos vivendo abertamente na sua pedofilia, já era tarde de mais: inaugurava-se o ciclo carlos cruz, cujas ligações à rede de tráfico mundial de rapazinhos permitiu trazer para Portugal o euro 2004, que as pessoas pensaram ser desporto, mas não era, era o "futebol", "futebol à portuguesa", mesclando mafias de mourinhos e figos, construção de estádios inviáveis em desertos inomináveis, e atirando para os bolsos dos de sempre, e mais uns quantos recem chegados, colossais talhadas de dinheiro, que poderiam ter trazido colossais saltos nos índices de desenvolvimento humano da nossa população, mas, mais uma vez, à velha maneira cavaquista, representaram colossais formas inenarráveis de retrocesso, corrupção e compadrio.

em 2005, como cúmulo desta acumulação de monstruosidades, a ignorância de alguns portugueses chamou para o palácio de belém um indivíduo que deveria estar no estabelecimento prisional de lisboa, o mais perigoso dos políticos, porque, ao renegar a sua condição de político, inaugurou uma novel geração de não políticos, a quem eram permitidos todos os atos ilícitos da política, a coberto de uma impunidade, que mesclava a justiça com o crime organizado, e colocava toda a escadaria das sociedades secretas a cavalgar a normal ascensão das hierarquias de mérito da cultura, da academia, da empresa e da sociedade, em geral.
não preciso de enunciar os nomes, porque vocês conhecem-nos: claras ferreiras alves, isaltinos, moitas flores, searas, jardins gonçalves, deuses pinheiros, miras amarais, vítores constâncios, ulrichs, varas, bavas, carrapatosos e tantos outros, que desfilam diariamente pelas televisões, e que, ao surgirem, nos leva a todos nós pensarmos, "olha, este já devia estar preso"... acontece que não estava e e não está, e, como se de uma imensa estação de tratamento de lixo se tratasse, Portugal transformou-se subitamente numa gigantesca montureira, onde todos os resíduos se acumularam, sem qualquer remoção.
quando dias loureiro, um facínora, mandou disparar, na ponte, sobre os Portugueses, já vinha a caminho o fedor dos epígonos, cada um pior do que o anterior, e vivenciámos a era dos licenciados a preceito, com o sr. sócrates a servir de epígrafe a uma gigantesca lista telefónica, e onde o português finalmente percebeu que vivia num estado fora da lei.
o cavaquismo só produziu escroques, ladrões e assassinos.

nunca como com cavaco, e com sócrates, em 10 mais 6 anos se conseguiu destruir tanto, e em tão pouco tempo.

o caso duarte lima, uma derradeira forma de vómito, num momento em que Portugal está em risco de perder a Independência, com o rosto a mergulhar numa penumbra de pobreza, ao nível da áfrica subsahariana, revelou que tem de vir a justiça de uma superpotência, em ascensão, mostrar que para ser exercida justiça em língua portuguesa, ela já tem de ser imposta de fora das vetustas fronteiras que Afonso III tão cedo fixou.

para Portugal, chega de vexame e impunidade, chega de contornar as responsabilidades e de continuar a permitir a impunidade de todos estes rostos de facínoras que nos destruíram e retiraram a dignidade pessoal, histórica e nacional. antes apreciemos a nem sempre agradável, mas inevitável, metamorfose do Magreb.
tudo o que hoje estamos a presenciar merece ser considerado como o episódio final desta miserável telenovela, e chegou o momento dos garantidores da nossa soberania, os militares, assegurarem a última fronteira que nos resta, a do direito de indignação: com 23 anões atrás, o colossal anão aníbal cavaco silva vai agora a caminho do paraguai.

talvez seja um bom dia, e uma boa ocasião para os militares dizerem ao seu comandante supremo que deverá partir, para já não voltar.
nós, Portugueses e Portuguesas, agradeceremos infinitamente.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Menos 100 000 funcionários públicos, ou menos... 100 zeinais bavas?...

N


imagem do Kaos


Eu gosto muito do Vítor Gaspar, faz-me lembrar o séc. XVIII, na fase dos autómatos, em que uma caixinha se abria, e tocava um minueto, ligeiramente obsoleto, e as senhoras soltavam ais, enquanto colocavam pó de arroz sobre peles francamente ressequidas, e o autómato rolava os seus pingos mecânicos do dó ré mi.
A droga, como toda a gente sabe, mata, mas isso nunca me preocupou, desde que não me mate a mim, e está a acontecer que os comprimidos do sr. Gaspar, tal qual as injeções contra as perturbações neurológicas do sr. Aníbal, estão-me a começar a chatear. Eu sou ligeiramente manso, taurino, até ao momento em que a mostarda me começa a chegar ao nariz, e já chegou, quer dizer, eu até tenho escondido isso, mas já chegou há muito tempo.

Quando o Vítor Gaspar põe aquelas protuberâncias de mocho cravadas na televisão, porque ainda ninguém lhe explicou que não piscar os olhos é uma coisa grave, e pode secar as delicadas mucosas da visão, e depois de cravar as olheiras nas câmaras, começa, monocordicamente, a debitar umas certezas, porque, em Portugal, não existe o juízo de valor, e as verdades "financeiras" são evangélicas, e, até, acima das causas naturais, e dos milagres da fé, ainda se posicionam as certezas do discurso das "contas", eu tenho tendência para adormecer, e só não adormeço porque considero francamente grave e preocupante que um país inteiro se esteja a deixar governar por uma sobredosagem de antidepressivos, cuja marca e posologia desconheço, e que escondem uma oculta derrapagem, aliás, uma colossal derrapagem do equilíbrio mental comum.
O meu amigo Pedro Paixão fazia o mesmo, quando ia para defronte das câmaras fingir a sonolência que deveras tinha, e que as secretariazinhas e as operadoras de caixa do "Continente" confundiam com génio, aliás, numa métrica e numa regra de três simples, muito semelhante aos leitores de Saramago e do Miguel Sousa Tavares.

Os Portugueses de Lineu, raça pouco culta, enveredou agora por um novo misticismo, muito parecido com a hipnose pítica, e a angústia dos oráculos de Delfos, e sempre que o mocho aparece na televisão, com as órbitas completamente esgargaladas, num nível de inflação que qualquer optometrista consideraria grave, o ignaro da bica e da bifana junta-se ao diplomado da Lusófona e ao eleitor do Isaltino, e fica em transe, posto que daquela boca, com aquele lento m_a_s_t_i_g_a_r de sílabas, e aquele entorpecimento, estudado desde os rituais de hipnose dos mestres de Freud, só poderiam sair verdades bíblicas.
Para mim, pagão profundo, não praticante, respeitador de todos os cultos, exceto da idolatria da santa com cara de saloia, não consigo ver no Gaspar mais do que um Constâncio sem centésimas, já que este é menos subtil, e ataca mais com a estratégia do grossista, estilo Makro, enquanto o outro pensava que vivia nas subtileza das balanças de farmácia, a acabou por acobertar todos os crimes financeiros deste país, com o BCP, o BPP e o BPN à cabeça. Para os adoradores de Vítor Constâncio será muito difícil engolir que eu acho que ele devia ser pendurado pelos pés, e receber um tratamento à iraniana, até que perdesse a vontade de falar em centésimas, e ganhasse voz grossa de homens, daqueles a sério, que fazem gargantas fundas com o Bonga, mas é isso que eu penso, e, portanto, deixo o meu humilde testemunho aqui, para memória futura, ou, quiçá, mais próxima do que se pensa.

Há os adoradores do Vítor Gaspar e o templo de Medina Carreira, onde as senhoras da classe média alta vão acender círios e deixar mãozinhas de cera, em louvor da voz profunda da desgraça, quando o Medina Carreira do que gosta é de festas e se está zenitalmente borrifando para o que acontece, conquanto lhe paguem, a metro, o agourismo. No templo ao lado, venera-se a Vénus Minorca, também conhecida pelo Mister Magoo, o célebre Marques Mendes, uma invenção do pedófilo Eurico de Melo, na fase em que ainda linguava os meninos, sem ajuda de calçadeira. Os cavalheiros do whisky de centro esquerda adoram o Deus Sousa Tavares, nascido diretamente de uma cópula de Neptuno, disfarçado de nuvem de coca, com as ninfas perimélides. A semideusa Constança Cunha e Sá divide o altar com a nula Helena Matos, onde se cultua o neopauloportismo, uma gnose nascida do gin tónico do mirmitão Vasco Pulido Valente com a ambição de arranjar um lugarzinho na bancada do PSD, daquela lontra que era toda "Blasfémias", antes de se entrapar no Sistema, de onde, aliás, nunca saiu, nem pretendeu sair.

Esta nova Roma é cheia de templos, com a diferença da antiga, de que parecem currais do interior profundo, onde os deuses não passam de suínos e os seus adoradores filhos de uma longa geração de impreparação para o juízo crítico, que começou com a Santa Inquisição, se apurou com Salazar, e teve o seu ponto mais alto (?) com aquele oráculo que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava.
Aliás, creio que ele estava tão certo que sabia, de forma certeira, que iríamos chegar aqui, quando desmantelou o tecido produtivo português e nos transformou numa enorme máquina ignara, de importação dos subprodutos do Hemisfério Civilizado, que, hoje em dia, se converteu num pequeno sonho de lojas de chineses, tal como Obama converteu o Sonho Americano no Sonho Mexicano, e, e, e, e... já vão com muita sorte.

Aquelas célebres equações da Economia, que sempre me fizeram dar enormes gargalhadas, como a do Produto Interno Bruto, na ótica do rendimento: PIB = remunerações do trabalho (?) + excedente bruto de exploração (?) + Impostos (?), que é uma coisa lindíssima, já que, explicada aos espectadores dos programas da Teresa Guilherme, equivale a dizer que é uma pescadinha de rabo na boca -- em Matemática, chamamos-lhes "iterativas", já que o termo posterior pressupõe a presença ativa do anterior... -- ou seja, que aquilo que a velhinha ganha é igual ao que a velhinha recebe mais uma percentagem do que a velhinha está a receber.

Do ponto da correção filosófica da "Definição", o objeto a definir, em caso algum deverá fazer parte da definição, caso contrário, entramos em ciclo, o que acontece com todas as fórmulas miraculosas destas receitas financeiras, já que o que é avaliado e previsto tem sempre uma costela caótica onde a entrada faz viciada parte da saída.

É evidente que estes gaspares e gaspachos afins nunca questionaram as suas miseráveis equaçõezinhas, porque é esta permanente repetição do erro, que na Terceira Escolástica, em que permanentemente estamos imersos, todos os astros continuam a girar em redor da Terra, e serão sempre acrescentados epiciclos, de modo que este ptolomeísmo plebeu não se perca.
Evidentemente, já nem falo da Constança, da Matos, ou daquela que parece o Yeti, cujos restos finalmente foram descobertos, na Sibéria, e são um cruzamento da Inês Serra Lopes com a garagem do sósia do Carlos Cruz, mamar é viver, mas dos gaspares, ganzados e monocórdicos, que estão a destruir o que ainda restava de irreverência.
Acontece que talvez não estejam, e toda esta boutique fantasque esteja a anunciar o tal colapso civilizacional por que tanto se ansiava, e que já deve estar a caminho, a reboque da carcaça do Kadafi, e da Semente do Diabo, nascida fêmea, do ventre da varoa Carla Bruni.

Para quem não percebeu, até agora, nada do que eu escrevi, eu vou passar aos exemplo: quando um anormal, gaspar, ou afim, prevê um aumento das receitas nas portagens, baseando-se no fluxo estatístico de veículos que circula(va) na estrada, esquece-se de que, mal aumente as portagens, se arrisca a que as pessoas, ou andem menos, ou vão por caminhos alternativos, pelo que a bela do seu aumento de receita se traduzirá, de facto, numa diminuição de entradas de capitais. No consumo, é exatamente o mesmo, porque vossa excelência aumenta a taxa, e o comportamento saudável do taxado é passar a consumir menos, ou nada. Em termos práticos, e adotando aqueles clamores das centrais sindicais, isto, a curto, médio e longo prazo, leva a um aumento exponencial do desemprego, da miséria, e do retrocesso civilizacional, em suma, ao "Pügrèsso", de que a mais alta autoridade nesta derrapagem, Aníbal Cavaco Silva, se empenhou, desde que era "Timoneiro", em 1986 e seguintes.
Claro que dizer isto ao Vítor Gaspar, quando está com as olheiras fixadas nas câmaras é mentira, porque, entre as cátedras e o deslizamento das cátedras para os catecismos da Demagogia, que enforma a Política, é só um empurrão, geralmente "independente", porque os sistemas partidários adoram queimar os independentes, sempre na esperança de que o anormal típico do voto na urna não confunda os graves erros das legislaturas com a pureza e o purismo das ideologias que ocupam os lugares de decisão. Todas as sombras precisam de rostos, e os independentes sempre foram os rostos destas permanentes sombras.
O último oráculo do sr. gaspar dizia que, ou era isto, ou 100 000 funcionários públicos para a rua, eu repito, em tom ganzado de vítor gaspar... 1_0_0   0_0_0   f_u_n_c_i_o_n_á_r_i_o_s    p_ú_b_l_i_c_o_s para a rua, e eu vou-lhe dizer, com um tom ligeiramente menos ganzado, mas infinitamente mais assertivo, que ele experimente substituir, na sua miserável equação falida, 100 000 funcionários públicos por pôr na rua uns, vá lá, assim por alto, 100 zeinais bavas, e chegará às mesmas economias. Creio que o país respiraria melhor, e até faria a sua pequena catarse, sem precisar de nenhum "presidentcídio".

Para que não terminemos em tristeza, vamos trazer para aqui uma pequena alegria, de que os Portugueses se esquecem, ou ainda não notaram: o país, outrora de Henrique e Da Gama, é agora da carapinha Dos Santos, que, esperemos que seja só um arranjo de armazéns, porque, mal começou a ser referida como criminosa, e a invadir os motores de busca com o "novo iate de Isabel dos Santos", nos blogues do "SOL", levou a que todos os blogues do "SOL", entre causas naturais e milagres da fé, se... apagassem, de um dia para o outro, como poderão aqui confirmar.

Talvez voltem, ou... não, afinal, como com o Kadafi, tudo depende da... carapinha :-)
L'important c'est la carapinha.

(Quarteto dos bavas, no extinto "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e no não carapinhável "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nuno Crato, uma escatologia, na forma de 500 zeinais bavas que querem "frô"





Imagem do Kaos


tenho, por nuno crato, o mesmo respeito que tinha pela milú, a mulher a dias da educação, com algumas variantes, a de, realmente, o respeito ser um pouco abaixo e a barba dele estar um pouco mais acima.
sempre que há nunos cratos a cratizarem-se no que resta no cenário por desmontar de um sonho de um gajo que nunca devia ter sonhado isso, afonso henriques, vem-me à cabeça um velho aforismo, que, algures, inventei, o de que, para a cultura e para a educação, qualquer coisa serve, desde que tenha um ligeiro ar de vaca da graciosa, ou um gene de hipopótamo, que vai da mente às extremidades elefantisadas. claro que isto são meras imagens, um pouco os meus graffitis de escrita, mas o sumo da coisa, o meu plano nacional de leitura, para citar outro traste, um camelo de sorrisos falsos, a essência destas imagens é a métrica de uma linha de pensamento que se vai tornando impiedosa, de dia para dia, e que está a chegar agora, por puro tédio, a um seu máximo relativo, como o crato, matematico, adoraria ler escrito, e vamos já aos factos.

como é sabido, as repúblicas do séc xix, a par com as monarquias liberalizantes, sabiam que o sistema de ensino público, a começar pelo primário, era a espinha dorsal de todas as esferas do futuro, pelo que, sempre que hoje se fala em desinvestir em educação, eu saco do revólver das palavras e começo a zeinal bavar-me em todas as direções. depois, como dentro do horror, há sempre um horror do horror, aparecem os cratos, para fazer os fretes que a milú inaugurou, e que a sensaborona opinião pública nacional, uma coisa que só se sabe pronunciar sobre as punições do balneário do leão, ou lá que merda é essa, quase que ignora, já que no tabuleiro do nada vale, tudo vale, na forma do deixa andar,
mas eu não deixo, porque, podem cortar em muita coisa, mas a minha sensibilidade para os valores do relacionamento humano é demasiado sofisticada para não me agarrar às centésimas, e dirão vocês que isto é um vítor constâncio que em mim grita, e eu direi que sim, tal como a senhora de mota amaral tem uma santa da ladeira por fora e uma elsa raposo por dentro, e eu vou soltar essas centésimas, na forma de vitríolo e trucidador for ever essa detestável criatura, nuno crato, que tanto poderia ter aceitado a educação como um penico internacional, já que a vertente carrilha é um carrilho de via única que a subserviência têgêveia, percorre e serve.

acontece que a excelência, palavra que detesto, e prefiro substituir pelo valor do mérito e o reconhecimento das qualidades, quando atribuída em certas idades, pode ser determinante para toda a existência, como dizia sartre sobre a família, que se tinha em pequeno, e deixava marcas para o resto da vida, e deixa, tal como certos atos, e vou já ao que nos interessa, porque isto de andar a bailar é bom para os cretinos do "eixo do mal", e da "quadratura das bestas".

sucede que, coisa que eu desconhecia, alguma das almas caridosas que ocupou a educação, como poderia ter ocupado a vereda das sentinas, resolveu, e com algum brio, que os melhores alunos, do secundário, creio, daquelas bombas relógio que são as escolas portuguesas, iria receber 500 € de recompensa pelo esforço desenvolvido.
500 €, num certo tempo da vida, pode ser muito dinheiro, mais, pode ser o sinal simbólico que funda a primeira pedra de alguém que sente que o trabalho intelectual poderá vir a ser uma via posterior de sobrevivência.
como toda a gente sabe, e vamos a um axioma, em honra do crato, em portugal, o trabalho intelectual não é uma via posterior de sobrevivência, não tivéssemos nós 27% de licenciados no desemprego, e uma fasquia inominável de patrões analfabetos, de cnocizados no governo, e atrasados mentais nos poleiros da república.
esses são os autênticos sinais de mediocracia, uma coisa que a grécia antiga não onventou, mas nós decidimos praticar, já que a arte de ser atrasado sempre passou por decapitar os mais aptos.

eu, humilde escritor, que já tive essa sensação de murro no estômago, em tempos idos, quando ganhei um prémio literário, que era uma publicação da obra na imprensa nacional, casa da moeda, mas, logo dois dias depois, recebo um telefonema, a dizer que, sim, que tinha o prémio, mas não a edição, porque o cancro que então dirigia a instituição -- e escarrapacho-lhe já com o nome aqui -- um tal de vasco graça moura, uma nulidade, que parece uma retroescavadora-caimão do reacionarismo nacional, ao ir-se embora, tinha deixado os cofres vazios...
para o jovem que ganhou o prémio, eu, a coisa foi marcante, aliás, não surpreendente, mas corroborante do desprezo que eu já intimamente sentia por esse traste da vida pública portuguesa, e, imaginem, ao longo do tempo, não só não me esqueci do episódio, como continua a considerar essa... coisa um dos primeiros que abateria, se tivesse o tal poder de carregar no botãozinho e livrar-me das belas lêndeas que nos infestam.

sei que este texto poderá parecer um pouco camileano, autor que não frequento, já que foi indireto culpado de uma posterior gangrena da língua portuguesa, ao nível do vasco graça moura, mas na forma de hipopótamo anão, a agustina, a saloia do norte oitocentista, e vou enveredar pela minha típica verborreia, pondo-me na pele dos jovens que estavam à espera do prémio de mérito, e, afinal, ouviram o qualquer-um-que-pode-ocupar-a-pasta-da-educação dizer-lhes, que, afinal, não havia dinheiro.

gostei dos rasgos de filantropia de dignidade que alguns setores da nossa sociedade, ainda não corrompidos, tiveram, ao assegurar, do bolso deles, o pagamento dos prémios, mas o grosso deles ficou, mesmo, por pagar,
e, assim, estes jovens, anónimos, o melhor das nossas decadentes escolas, aprenderam uma profundíssima lição, um belo teorema, a de que a palavra de um ministro pode voltar atrás, o que terá, no seu amadurecimento, uma sequela de corolários, que poderão ir desde o radicalíssimo desprezo que eu sinto pelo ato, a um crescente ódio, que termine naqueles metralhares finlandeses, ou americanos, de porta de universidade.
como diz a teoria do caos, e o sr. crato muito bem sabe, o bater de asas de uma borboleta em pequim pode gerar um occupy wall street em nova iorque, e quando as borboletas são muitas, e batem muitas asas, poderão muitos 15 de outubros ocupar avenidas, com multidões reunidas em todas as alamedas.
isto, todavia, não é senão, um prólogo dos desenvolvimentos sequentes, não fosse isto um estado em estado de esfarelamento abrupto e acelerado: no tempo da civilização, o ministro dos bons exemplos das gerações futuras, já que esses exemplos são o que fica, quando se esqueceu tudo o resto da educação, ao saber da coisa, que até lhe poderia ser alheia, deveria imediatamente ter seguido o caminho da demissão, para que esses milhares de jovens defraudados sentissem que tinha havido uma solidariedade, por parte de quem deve representar a decência dos países, os seus governos, e crato teria passado para a história como um excelente ministro da educação, um daqueles raros, que, ao sentir que estava incapacitado de cumprir os seus compromissos de honra e exemplaridade, tinha preferido colocar o lugar à disposição, para que as gerações futuras o vissem, doravante, como um homem digno.

e vamos a outro teorema: a dignidade, em portugal, onde se pensa com os pés, e os milagres se esperam de joelhos, tal como o esforço intelectual, são irrelevantes, já que o vale tudo, o há de passar, o amanhã já ninguém se lembra imperam. acontece que não imperam, porque os jovens têm memória de elefante, e crato passou para a história como ainda mais vil do que de vil a educação até hoje tinha produzido, a escravinha da casa pia, que era acordada com baldes de água fria em menina, e achou que isso lhe dava o estatuto de socióloga educadora. creio, só para dar um pouco de adrenalina aos meus leitores, que, se a encontrasse na rua, ainda agora lhe cuspiria na cara, com tanto gosto, como quando ela se perfilou no vazio nacional...
dirá o crato, coitado, que ficaria pobre, e não poderia ir-se embora, porque tem uma família de cratinhos para sustentar, que lhe deve ter perguntado, pai, como é que é isso, de terem prometido um prémio ao pedro, e depois lhe o terem tirado, e o pai crato terá explicado, com a sua exatitude matemática, que não se podem fazer omeletes sem ovos, e é verdade, mas o problema de portugal não é não ter ovos, é ter os ovos todos colocados em cestas erradas, porque, esse mesmo país que assistiu, hoje, a mais um passo na direção da sua terceiromundialização, de aqui a dois meses, se lá chegar, irá assistir à chuva dos milhões dos méritos dos zeinais bavas, dos carrapatosos, dos miras amarais, dos ulrichs, dos farias de oliveira, dos proenças de carvalho, e de tantas aberrações só possíveis numa entorpecida cauda da europa.

a história, a ser contada corretamente, deveria ter decorrido assim, para memória e exemplaridade das gerações publicamente vexadas por este escândalo que se apropriou do poder no portugal agonizantes: ao saber das dificuldades do erário público, minado de bpns, bpps, motoristas das senhora de mota amaral e outras tantas aberrâncias, sua excelência o ministro das finanças, o prozakizado vítor gaspar, imediatamente se teria apercebido da gravidade pedagógica do evento, comunicado ao primeiro ministro das "doce" que um governo pode não ter dinheiro, mas terá de manter a sua decência até ao fim, e de aí se subiria ao senhor do sorriso das vacas, aníbal, o alzheimarizado, e, em consonância de estado, tal como se decidiu nacionalizar o bpn do criminoso dias loureiro, o governo da república, reunido de urgência, e dada a gravidade da situação, decidiria tomar medidas pontuais e exemplares, cativando os prémios dos gestores da ruína da coisa pública, de modo que o dinheiro pudesse assegurar a distinção do mérito das futuras melhores cabeças da geração que estava em construção.
não o fizeram, e o preço disso, prevejo, será medonho, muito para lá dos pesos de consciência de leonor beleza, quando acorda, a meio da noite, e grita, a ver as faces agonizantes dos hemofílicos que assassinou: esta geração não esquecerá o que o sr. crato lhes fez um dia, e, quando os adolescentes crescem e se tornam jovens cabeças de liderança, por vezes rolam cabeças de robespierres na guilhotina.

as outras tiveram as cabeças passeadas nas pontas de chuços, porque brincavam às pastorinhas. Temo, com sinceridade, pelo que possa acontecer a estes, que brincam com todos nós...

(afinal o quinteto era de revolução, no "arrebenta-sol", no "demo crato", no "democracia em portugal", no "klandestino" e em "the braganza mothers")