domingo, 8 de janeiro de 2012

Boys for the... "Shops"



Imagem do Kaos


Se fosse dado a crendices, diria que esta semana foi, para Portugal, apenas comparável àquela em que a santa pastorinha, Lúcia, viu o solzinho a dançar, mas como não sou crente, nem crendista, prefiro abordar a coisa do ponto de vista económico, que é muito mais "fashion", e diria que o país profundo finalmente respondeu ao apelo do Saloio de Boliqueime, e, subitamente, "suddenly", se cobriu de "Lojas", do comércio tradicional.
Até aqui tudo seria bom, não fosse a inquietante palavra "tradicional", ou seja, indo ao étimo, costume de longa prática, consuetudinário, e enraizado na natureza das coisas, como tão bem soube ver o acólito desses balcões, o venal Francisco José Viegas.
Baixando à terra, o que me espanta não é ver as pessoas espantadas com descobrirem que vivem num país permanentemente manipulado por sociedades secretas, umas mais obscuras do que outras, mas o só se terem espantado agora, já que a coisa, como "tradicional", se perde na noite dos usos e costumes desta terra desgraçada.

Fernando Nobre, um traste, lamentava que a Maçonaria, tão penalizada pelas ditaduras, estivesse, agora, em vias de ser novamente ostracizada. Como diz o ditado popular, quem boa cama fizer, nela se deitará, e parece que, desta, o sono vai ser grande e ortopédico, mas, já que estamos, a conselho do Aleijão de Boliqueime, a enveredar pelo "tradicional", também há outro ditado que nos diz que, quando a esmola é grande, deve o pobre desconfiar.
Convem, pois, que abandonemos o barco desta súbita euforia, e nos foquemos no que por detrás dela está. Como se sabe, em situações de crise extrema, o ser humano vai buscar forças inusitadas, para sobreviver, e, se o ser humano o faz, o que dizer, então, das empresas em crise, no extremo do desumano?
Quando as empresas se chamam "Impresa", e têm como patrão a sombra de Bilderberg, Balsemão, que toda a gente sabe estar com a corda na garganta, por diversas razões, porque perdeu dinheiro no BPP, e em lados que é melhor nem sabermos, porque já toda a gente descobriu que a SIC é um repositório de vendas nos olhos, porque já toda a gente se fartou do Búfalo da Coca, e a Blogosfera naturalmente venceu a venal e limitada Clara Ferreira Alves, que nos chegou a tratar, como já deverão ter-se esquecido, nos seguintes termos: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring".


Aparentemente, estava a fazer um seu autoretrato, poupadinho na parte do célebre por do sol no Cairo, e foi então levada a Bilderberg, já de maca, com propósitos que só deus saberá, mas que, se juntarmos os cordelinhos todos não será difícil descortinar.


A verdade é que este bombardear das lojas maçónicas não é ingénuo.
Como atrás se disse, sempre as houve, e chegaram a ser respeitáveis e frequentadas por gente notável, o que faz parte da História, e, depois, de um certo historicismo decadente, e sem fulgor. Hoje em dia, aqueles aparatos, à Lady Gaga, e aquelas palhaçadas, misto Cirque du Soleil com os Fura del Baus, de venda nos olhos e na boca, só devem fazer sorrir, quem gosta de jeans, bom sol e de um cocktail de frutas, ao pé do mar, mas a verdade é que, como os nódulos da tiróide da Cristina Krischner, essas coisas obrigam-nos diariamente a tropeçar nelas, provocam-nos dificuldades respiratórias, e problemas de deglutição. Num nível mais grave, e é nesse que as devemos atacar, provocam um determinismo da atribuição dos bons lugares, e barreiras invisíveis de progresso, pelo lado do talento, que nem o pior Calvinismo se atreveria a propor.


Resumidamente, para aqueles que se riram do funeral do palhaço da Coreia do Norte, nós também temos, nos bastidores, uma "nomenklatura" de aventalinho, que se move imovelmente, e impede, pantanosamente, que os melhores alcancem os melhores lugares. A longo prazo, e não há prazo maior do que a "tradição", este lastro leva os países ao fundo, como levou Portugal.


A verdade é que, e ainda voltando ao Sr. Balsemão, para ele se dar ao luxo de usar as armas químicas de atacar uma sociedade secreta com todos os seus méritos e vergonhas, é que já está mesmo desesperado, e aquilo a que assistimos não é, afinal, interesse nenhum em repor qualquer tipo de verdade, mas uma guerra fratricida, entre piranhas, lacraus e víboras, que mistura "Ongoings", secretas, "Impresas", RTPs, "Expressos", SIC, a coca do costume e prejuízos colossais.
É verdade que ele levou a égua para Bilderberg-2011, mas isso não chega, porque tudo o que aqui diariamente escrevemos, todas as correntes de emails que diariamente recebemos, todas as correntes de "Facebook", as sms, os brilhantes textos de atiradores anónimos e menos anónimos, enfim, tudo isso fez entrar em agonia o Monopólio da Mentira, em que o Sr. Balsemão e a sua pécora durante várias décadas tão bem se deram. Como dizia o outro, aconteceu-lhes o mau, o muito mau e o péssimo, já que, realmente, se pode enganar um pouco de gente todo o tempo, e também se pode enganar toda a gente durante algum, mas é literalmente impossível, sobretudo, nesta turbulenta segunda década do séc. XXI, enganar todos, para sempre, e, com o advento do peixe congelado, o chumbo de papel inútil do "Expresso" já nem para embrulhar peixe fresco hoje serve.


Vamos, todavia, ao centro deste texto, que é muito mais importante do que andarmos a contar cabeças de lojistas, na Assembleia da República, já que toda a gente deveria saber que, entre tantos debates de Parlamento, e debates televisivos, alguma coisa deveria andar a correr mal, porque a enormidade de tempo neles dispendida e a desproporção das conclusões obtidas só se poderia justificar por a conversa já ter sido tida, e orquestrada, nas vésperas e nos desfechos, em salas de rituais, em capelas  da "Obra", ou em saunas de apanhar no cu, ou, em resumo, o que parece espontâneo e legal não é mais do que uma permanente encenação, para o público crente e parolo, de hierarquias do Polvo, que fingem digladiar-se, em praça pública, para manterem, na verdade, o Sistema ferreamente intacto.
O importante deste texto não é andarem políticos travestidos de varinas da Nazaré, ou de carregadoras de tabuleiros de Tomar, ou a beijarem o cu a um bode, que, depois se converteu, alegoricamente, em incluírem os putos da Casa Pia nos seus decrépitos rituais pedófilos, o grave deste estado de coisas é o Poder Judicial estar exatamente nas mesmas mãos de luva maçónica, ou de cilício, e isso afetar, em cheio, o coração do Estado de Direito, já que a garantia da Democracia é a garantia da igualdade do cidadão perante a Lei.
Se tantas vezes se questionou por que é que não há políticos presos, a resposta é agora evidente: é porque aqueles que os poderiam prender também frequentam os mesmos colos, sejam esses colos chamados Maçonaria, Opus Dei, Opus Gay, ou Opus não-Gay.


Não vou prolongar-me no retrato: o resto do trabalho fica ao vosso critério, com um pequeno carinho para o Sr. Balsemão e a sua corja: que ele nunca se esqueça de que a não investigação da vertente feminina do "Casa Pia" foi um milagre que o salvou uma vez, mas pode ser que o não salve duas, porque a Blogosfera, onde nós praticamos o nosso "onanismo literário", pode ser que se lembre de desenterrar esse esqueleto do armário, velho do tempo em que Carlos Cruz -- de quem o "Expresso", "la voix de son maître", agora publicita, prefaciado pelo obsceno Miguel Esteves Cardoso, o livro da vergonha -- cobria a Tita Balsemão, e a Marluce se deliciava com a carne fresca, aquém e além mar. Sim, pode, como corno manso, tentar relançar Carlos Cruz, o seu amigo de há muito, a reboque da medíocre Clarinha, mas como sabe, ou, se não sabe, aprenda, já não estamos nos Anos 70 e 80, e a Opinião Pública, com isso atirado para cima da mesa, pode começar a ter reações menos, enfim..., próprias, e a perceber que o problema das proliferação das "Lojas" pode acabar por se tornar irrelevante, perante sombras e teias sinistras, a tecerem-se, bem nessa sombra, em que o Senhor e os seus acólitos sempre tão bem se moveram.
Talvez fosse altura de se reformar, e levar consigo esses espetros, que a Sociedade Portuguesa, que pensa, tão bem dispensa.


(Afinal o quarteto era de "Lojas", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A "Loja Mozart", na forma de aventais e aventalinhos, ávidos de fuzilamento sumário





Imagem do Kaos


Salazar, o Maior Português de Sempre, como toda a gente sabe, ou passou a saber, desde que teve direito aos seus tais andywarollianos 15 minutos de fama, num dos recentes programas de sarjeta da televisão nacional, pré monopólio claraferreiralvista, era um homem clarividente: viu o solzinho a dançar; seguiu a luz, durante 48 anos de trevas, mais os 20 do seu sucedâneo, o Cavaquismo; manteve-nos, hirtos e firmes, na cauda da Europa, mas... mas... tinha uma virtude, aliás, duas. A primeira, tão evidente, que não se vê, que é a de ser a quinta-essência do Ser Português, coisa que nenhum daqueles livros de merda do Eduardo Lourenço, ou da bichona do José Gil, conseguiu captar, mas se resume em poucas palavras: um misto de sonso, olhos colocados na nuca, sotaque de falar azszszsim, à Albino Almeida, muito contido nos gastos, doença típica do meio-queque, de Boliqueime, visão curta, sem quaisquer faróis de nevoeiro, cornos exatamente à altura das portas baixas, uma cona rançosa ao lado, para lhe passagear as meias, e uma mãozinha de madeira, para coçar as costas, e uma ética da subcave, que serviu décadas de blindagem a um corpete de medíocres, que se abasteciam na parca manjedoura, que, apesar de curta, tendo poucas queixadas a afiambrarem-se nela, lhes parecia vasta. Era o tempo das 100 famílias, que, quando era preciso, mandavam matar, e matavam mesmo.
A segunda virtude, quanto a essa, sim, premente, foi a de achar que o Português não precisava de mais do que um Partido, eleito por mortos, moribundos e cadáveres adiados, que procriavam, e, assim sendo, proibiu solenemente que coisas, como a Opus Dei, uma aberração do fundamentalismo dos bancos, com crucifixo na porta, Maçonarias, Integralismos Lusitanos, e outros quintais afins, saíssem à luz do sol.
Nunca chegou a ser Franco, nem Hitler, nem Mussolini, e poupou bastante em câmaras de gás, sendo um percursor das energias renováveis, ao utilizar os fornos solares do Tarrafal, para grelhar quem, não estando com ele, contra ele se encontrava. O Tarrafal adorou, e opus postumamente, agora que já está na ternura da pedofilia crepuscular, agraciou o Sr. Adriano Moreira com um doutoramento honoris não sei do quê, a provar que, com o tempo, "elas" se tornam todas sérias.

Houve, depois, aquele sobressalto dos Cravos e o imediato desabrochar dos cravas, que se baseou numa petição de princípio que era a de que tudo o que Salazar proibira deveria agora ser permitido. Objetivamente, isso era uma boceta de Pandora, porque sendo Salazar o Maior Português de sempre, bem sabia o que convinha aos menores portugueses que ele incarnava.
Vem este relambório todo a propósito de uma associação musical, a "Loja Mozart", especializada na venda de aventalinhos e tráfico de influências, que os novatos agora descobriram.
A novidade é uma coisa boa, mas, como já Platão dizia, a novidade não é senão o redespertar de uma coisa já vivida, pelo que não se espantem com esta descoberta, já que era só uma amnésia local, de quem não tem acompanhado o processo...

Suponho que, depois da declaração do Fado, Futebol e Fátima como patrimónios imateriais da Humanidade, venha agora a vez de consagrar estas lojas de música, a Loja Mozart, a Loja Beethoven, a Loja Haydn, a Loja Debussy, e, por que não, a Loja Toy, a Loja Quim Barreiros e a Loja Marisa, como patrimónios materiais da matéria fecal atual.

Já algures escrevi que cada deputado devia ter uma etiqueta... melhor, sempre que entrasse para uma sociedade secreta, devia ser marcado, com um ferro em brasa, no meio da testa, para que, sempre que pensássemos estar a assistir a um debate parlamentar, imediatamente pudéssemos identificar, pela marca do ferrete, que pseudo diálogo de Lojas se estava ali a desenrolar, já que sendo essas lojas crentes profundas no Ser Supremo, de um ateísmo das igrejas às avessas, estaríamos perante um diálogo de diferentes credos, que, como toda a gente sabe, são filogeneticamente mais importantes do que filiações partidárias, já que, como com as crenças, primeiro vem se é cristão, judeu ou muçulmano, e, só depois, monárquico, ou republicano, e, lá para o fim, democrata cristão, social democrata, socialista, comunista, trotskista e outros etc. Deriva de aqui, que o que deveria aparecer, naquelas farsas que são os atos eleitorais, não deveria ser o símbolo do partido, mas sim, entre outras, o triângulo maçónico, o cilício da Obra, ou o triângulo rosa, da paneleirice, em vez de punhos fechados, rosas, setinhas e outras sinaléticas do engana tolos.

Quando Salazar proibiu a Maçonaria, sabia, com ostinato rigore, o que estava a fazer, e eu vou passar a descrever o juramento que essa gente faz, para que o comum dos cidadãos saiba onde vota, da próxima, que talvez seja a última, vez que irá às urnas, quando se tratar de substituir esta agonia do Cavaquismo, antes do que aí vem. Jura-se, então, assim, nessas... Lojas: "Eu prometo, e obrigo-me, perante o Grande Arquiteto do Universo (em Portugal, provavelmente, o Taveira) e esta honorável confraria, de jamais revelar os segredos dos maçons e da maçonaria, e de nunca ser causa direta ou indireta de que o dito segredo seja revelado, gravado ou impresso em quaisquer línguas ou carateres que o valham. E prometo tudo isto, sob pena de ter a garganta cortada, a língua arrancada, o coração desventrado; sob pena de ser enterrado nos mais profundos abismos do mar, o meu corpo queimado, e reduzido a cinzas, e lançado ao vento, de modo que mais nenhuma memória minha permaneça, entre os homens e os maçons".

Eu sei que ler uma coisa destas põe qualquer pessoa imediatamente úmida, mas a mim enterneceu-me, e tornou-me mais próximo do Miguel Relvas, e fez-me bem compreender aquele dorido olhar do Zorrinho, em forma de varandas em risco de aluimento, ao dizer que gostava de viver numa cidadania transparente. O Cunhal também gostava, quando escreveu "O Partido das Paredes de Vidro", cuja transparência deixava ver 30 000 000 de mortos do Estalinismo, e até levava o Saramago a defender, até ao fim, as virtudes da longa aberração cubana.

Acho que não preciso de dizer mais nada: por definição, a Democracia é a prevalência do Estado de Direito, que se resume à existência de uma legalidade, vigente e zeladora, que coloca todos os cidadãos em regime de paridade.
Em Portugal, nós detestamos a Democracia, preferimos a cunha, o compadrio e a Loja, sendo que há umas Lojas mais tenebrosas do que outras.
A Crise fez com que todas se tornassem sinistras, e este rebentar das entranhas do Polvo, mais uma vez, mostra que o Regime entrou em agonia. Como dizia o Otelo, cujas conceções democráticas desconheço, as Forças Armadas eram a derradeira defesa de uma Democracia em risco. Acontece que nós já passámos a zona do risco: o risco está agora já bem atrás das nossas costas. O que aqui se descreveu não é uma Democracia, é um cenário anárquico de puros jogos de interesses de sociedades secretas, que regem e agravam a miséria nacional. Curiosamente, até o tempo das garantias militares passou: não sendo já isto uma Democracia, mas um palco da coprofilia, chegou a altura dos cidadãos se entrincheirarem, e defenderem, contra esta aberração. A alternativa suponho que não suporta quaisquer descrições.

Música fúnebre franco-maçónica K.477, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers"

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Enquanto houver (natal)...



... A malta do blogue deseja um natal desenrascado e um 2012 "tão bom quanto possível"! E já agora,"emigrem"!!!








domingo, 18 de dezembro de 2011

Teresa Guilherme, ou o Retrato de Fanny, enquanto velha





Imagem do Kaos e dedicado ao aniversário da minha prima Isabelinha, em memória dos tempos de rir até  fazer chichi pelas pernas abaixo :-)


No tempo em que havia Ensino, ou seja, antes da Lurdes Rodrigues, da Alçada e do Crato, e de todos os seus antecessores, até D. Maria II, aprendia-se que o corpo se dividia em cabeça, tronco e membros. Uma pessoa saía de ali como que reconfortada, e passava as mãos pela pele, a ver se tudo estava no seu lugar e era... normal. Depois, vieram as modernidades, e passaram a incluir-se acessórios, como o pescoço, o botox, o rimel, as pontes dentárias, a lipoaspirações, o rabo, a rata, a pena grossa, a celulite, o clítoris, que as Africanas, por exemplo, acham que é um erro do "Intelligent Design", e cortam logo à nascença, as varizes, as estrias os joanetes, e a célebre doença dos pézinhos.

É natural que o Português comum, pouco dado à Cultura, e que só leu o "Equador", do Miguel Sousa Tavares, o Livro do Jardel e metade das Memórias da Carolina Salgado, esteja, hoje, em dia, baralhado, e fique com o seu conhecimento geral profundamente afetado, ao ponto de achar que África é um país da América do Sul, ou, Portugal, uma província da Mafia Angolana, ou que o Hulk faz parte do Conselho de Estado.

Resumidamente, regra geral, o Português da rua olha em seu redor e tem enorme dificuldade em encontrar, hoje em dia, corpos que sejam só cabeça, tronco e membros.

A novidade, e suponho que isto faça parte da reforma do Ensino, do sinistro ministro Nuno Crato, é que, em tempos de crise, todos pensemos que poucos são todos os esforços, e que é necessário deitar mãos a todas as ajudas possíveis.

Teresa Guilherme, um fóssil vivo, tal como o Celacanto, é, de facto, ainda constituída por cabeça, tronco e membros: a cabeça -- e nisto consultámos o Dr. Pinto da Costa, irmão do outro, e especialista em medicina legística, também conhecida por medicina do pós pés para a cova -- de Teresa Guilherme distingue-se por uma testa alta, o que analisando os crâneos, desde a célebre "Lucy" e o "Homo Sinensis", passando pelos Neanderthalensis, os que vão de joelhos a Fátima, os Cro-Magnons e o Stephen Hawking, no estado em que está, leva a crer um aumento substancial dos lobos frontais, ou do raciocínio, aqueles que o primeiro "Nòbèle" Português mandava retirar, para não pensarmos muito, porque éramos mais modestos, e o segundo também achou que era dispensável, já que Área de Broca se situava no livro de cheques da Pilar del Rio, da puta que a pariu.
Ora, um aumento da área dos frontais corresponde a um aumento da inteligência, o que é financeiramente comprovável, já que a Teresa Guilherme tem muitos defeitos, menos o de ser estúpida, e sabe que a melhor maneira de faturar é com a estupidez dos outros, e assim fez e assim sempre foi.

Descendo o "scanner" deparam-se três sorrisos, o da boca, larga como uma fenda, salvo seja, que faz uma curva, para baixo, enquanto os olhos, marotos, sorriem para cima, em curva inversa. Dizem os conhecedores que a boca da servidão também está em permanente sorriso, ou que ela tem uma Santa Teresa de Ávila entre as pernas, mas nunca por lá passei, nem tenho raios X neste teclado, em que a estou humildemente a glorificar.
Descendo mais um pouco, entramos na zona dos aterros e da construção civil, já que aquela queixada faz lembrar as enormes retro escavadoras que agora estão a preparar o terreno do Bairro do Aleixo, para o filho do Duarte Lima finalmente poder implantar o condomínio de luxo que estava bloqueado na Câmara, e a quem Rui Rio deu agora o empurrãozito que faltava. Há, portanto, nela, um traço fisionómico do dinheiro que vai pagar a fuga, para a Costa Rica, do pobre coitado.

Começam agora as austeridades que anunciam a magnífica reforma de Nuno Crato, porque cumprida a cabeça, a Teresa Guilherme une diretamente ao tronco, através de uma discreta papada, que, por mais que as plásticas a atirem para os baldes de recolha das cirurgias plásticas, teima em reaparecer, tal como a Cultura, que é tudo aquilo que fica, depois de nós termos tentado tirar os excessos. Sendo a Teresa Guilherme um produto completamente natural, só me vêm à cabeça os pelicanos, depois de uma gaitada de cardume de sardinhas, os perus de Natal, ou a Margarida Moreira, da DREN, nos tempos em que fazia de hipopótamo, para as rábulas do La Feria.
Aqui, como podem imaginar, já deslizámos, discretamente, do domínio da Fisiologia para o dos "Freaks", ou seja, vamos na direção certa.
Percorrida, como uma SCUT sem portagem, a cabeça para o tronco, depara-se-nos uma tabuleta a dizer "Mamas", ou "Tietas", consoante estejamos a ler a placa do lado de Portugal ou España, e, aí, o relevo é miserável, porque não haveria injeções na Economia que conseguissem alavancar aquilo para cima, por mais que se diga que ela fica com os bicos rijinhos, sempre que o João farfalha umas bojardas por aquela boca fora.
Como se sabe, os homens querem-se de boca fechada, e, tal como elas, só para cumprir a... função, desde que a... função não inclua a boca, e isto é um axioma que o Nuno Crato deve incluir na sua Reforma do Ensino.
Passadas las tietas, começamos a entrar no domínio da pura desgraça, o que só faz lembrar os relatórios do Tribunal de Contas sobre a situação na Madeira, e acho que devo poupar os estimados leitores a essas imagens chocantes, porque pregas, reentrâncias, refegos e "fiords" são mais para a Noruega do que para o corpo de uma mulher que pagou uma fortuna para ser intervencionada e... ficar na mesma. Há nela, como em qualquer mulher bichona, uma Maria Elisa Domingues por fora e um Zezé Castel Branco por dentro, mas, aparentemente, os armários de montar adoram aquilo, suponho que seja como a montanha russa, e aquela sensação vertiginosa, quando se vem lá do topo, de que se pode, MESMO, cair no buraco, mas graças à Santa com cara de saloia, eles acho que nem vêem, nem sentem nada, porque faz parte do contrato de cobrição poderem levar um espelho de corpo inteiro com eles, de maneira que, durante o sobe e desce, eles têm a sensação de estar a montar um musculado de ginásio com um Grande Canyon entre as pernas, o que, para não perdermos o fio à meada, nos leva do tronco para os membros.
Aqui, confesso, Deus, ou o autor daquela obra prima da Natureza, foi substancialmente feliz e cumpriu a palavra de Leibniz, ao dizer que estávamos no melhor dos mundos possíveis, e estávamos, porque os membros inferiores da Teresa Guilherme são siameses com os da Fanny, e fazem lembrar o velho conselho que Cézanne dava aos pintores, "tratem toda a Natureza, como se de cilindros, esferas e cones se tratasse": a Fanny Guilherme, da boca da servidão para baixo, tem dois cilindros, aliás, substancialmente poupados, porque o tempo é de crise, e descambam em dois pézinhos de porco, que, quando a fome apertar, ainda acabam nalguma feijoada pobre, de um sem abrigo de 2012 em diante.
Creio ter descrito não uma beleza, mas a Beleza em si, no sentido platónico, do "Symposium", mas ao contrário, já que não houve qualquer ascensão, mas um mergulho na realidade da sensorialiedade visual.
Nesta altura, estará já o leitor a perguntar como é que, sendo consubstancial a Fanny com a Teresa Guilherme, e estando ambas presentes no comungar de domingo da TVI, não bastava uma, e tinha de haver duas, mas a verdade é que uma é a alegoria da outra, e enquanto a Teresa está cá fora, de microfone na mão, a outra está lá dentro, em terríveis esforços de meter o microfone na boca, coisa bastante difícil, com oligofrénicos, que, ou são virgens, ou passam o tempo a fazer flexões, para se excitarem entre eles, deixando aquele barrilzinho, que se parece com aquelas trotinetes dos seguranças gordos do "Colombo", a saltar de colo em colo, à espera de entrever o padeiro.

A Fanny tenta, lá dentro, exercitar o que a "voyeur" Teresa Guilherme está, ávida, de começar a praticar.... cá fora.

Como nada acontece, é aqui que entra a Cultura, e que o Ministro Nuno Crato percebeu que deveria observar o fenómeno, e tentar capitalizá-lo o mais possível: das duas uma, ou o País tinha realmente chegado àquele estado, depois de décadas de exposição aos presépios da Maria Cavaca e aos "derbies" do Pinto da Costa e aos "Eixos do Mal", da Clarinha de Bilderberg, ou a Teresa Guilherme, aka, Fanny, era uma intelectual, revolucionária, que tinha tentado criar ali um alegoria sem caverna, ou dos homens das cavernas, como queiram, para despertar o país profundo para o estado de decadência cultural a que tinha chegado.
Para mim, que sou otimista, inclino-me mais para a segunda hipótese, e acho que há dentro dela um novo Rousseau, e que ela está a declinar, audio visualmente, um novo "Émile", ou, mesmo, a escrever uma "Ética a Nicómaco", que fará dos novos expulsos da "Casa dos Segredos", Reitores, Filósofos e Políticos de primeira água, como tanta falta nos fazem.

Que fique Nuno Crato atento ao fenómeno, porque tem ali um braço de ferro, aliás, voltando aos membros, da cabeça, tronco e membros, já que falámos dos inferiores, deixámos para o fim os superiores, e que Nuno Crato veja, ali, não mãos estendidas para punhetas babadas, mas braços direitos para uma reforma profunda da Cultura e do Ensino nacionais, rapidamente convidando, para os mais altos cargos, os intervenientes no novo processo de aculturação. Sendo justos, Teresa Guilherme daria uma excelente Ministra da Cultura, e Fanny poderia ser a sua sucessora na pasta da Educação.

A versão literal é menos otimista: tudo o que está a acontecer ali é mesmo verdade, a Teresa Guilherme, sem pescoço, é a mesma que decidiu fazer frente às megaprodutoras do pedófilo monopolista Carlos Cruz, e do Nicolau Breyner, que tanto gosta de mijinhas de meninas de seis anos, e só está a sacar o máximo possível, para poder ir para São Paulo, onde os homens ainda são baratos, e não continuará a ser chateada com os pedidos de ajuda do chavalo a quem deu a mota, e que acabou em Alcoitão, depois do acidente, e que ela nem se dignou ir ver, trocando-o por um substituto, aliás, por vários, como é do conhecimento público. A alternativa seria tornar-se no braço direito de Clara Ferreira Alves, à frente da RTP privatizada, de modo a poderem imbecilizar, durante 500 anos, a população nacional. Todavia a acreditar no cenário mais negro, que é a decomposição da Ordem Pública, de aqui a poucos meses, já a vejo, e, agora, os que têm estado a achar que falhei no essencial, vão ver que não, ela embarcará, com a Maria Cavaca, disfarçada de muçulmana, no aeroporto de Beja, e levada pela trela, na forma de caniche, com a massa mamária repartida, numa última plástica, por seis tetas de cadela salsicha, e a cara tapada por aquela cabeleira loira indescritível e inencontrável, exceto nos salões de peluqueria de Ceuta, Damasco e Istambul. Safará, assim, o coirão, cabeça, tronco e membros, com a Fanny, bloqueada num país em revolução, a posar para o busto da IV República, uma coisa igual à anterior, mas com todos os defeitos constitucionalizados, como "regras de ouro".


(Para rir, sem taxas moderadoras, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Estripador de Lulzsec




Imagem do Kaos

Há um princípio das panelas de pressão, que todas as sopeiras, incluindo Maria Cavaco Silva, conhecem, e que se resume no seguinte: se a panela de pressão -- e sendo mais erudito, chama-se a isso Lei de Boyle -- se a panela de pressão não tiver válvula de segurança... explode.
Ora, Portugal, uma paródia, nacionalmente vexada, dominada por sociedades secretas, mafias de todas as proveniências, pedófilos, proxenetas, traficantes, putas, escroques, ladrões, assassinos, cadastrados, traidores, apóstatas, clubistas de lesa-pátria, galambas, macedos, limas, pedrosos, loureiros, aníbais, e produtos autoclismicos afins, é o terror de qualquer dona de casa, exceto de Maria Cavaco Silva, que decidiu apostar, mais uma vez, nos presépios e na árvore de Natal, cortando nas prendas das criancinhas da Presidência: fez bem, e só lhe fica bem, porque as criancinhas ranhosas não brilham, como as árvores de Natal, e a vaquinha sempre lhe faz lembrar a Perpétua, o jumento, o legítimo esposo, os reis magos, Dias Loureiro, Duarte Lima e Vítor Constâncio, e as ovelhinhas... todos nós. O menino Jesus, com todo o devido respeito para a família, que continua a sofrer, por causa de uma teia infame, na qual ainda não percebeu que foi apanhada, desde os "amigos" ao "advogado", poderia ser o Rui Pedro, antes de ter ido prestar juramento de (pau) de bandeira, ao pedófilo Eurico de Melo.

Deixemo-nos de alegorias e vamos ao factos: esta merda, com Boyle, ou sem Boyle, com troika, ou sem troika, com pedófilos, ou sem pedófilos, está para estoirar, e o que se ouve nos cafés, nos corredores, nas ruas, nos transpores públicos, nos táxis, em qualquer lugar onde se entra, é abaixo, ou acima, como queiram, do "mata, mata, mata", e isso é preocupante, posto que sendo a ordem e segurança das ruas uma das coisas que distingue as sociedades avançadas, com aquelas exceções de países de terceiro mundo, como a Finlândia, em que as aulas são dadas de metralhadora em punho, ou a Noruega, onde os comícios da juventude acabam em banhos de sangue de fundamentalistas "arianos" da operação plástica, Portugal encontra-se em risco de se assemelhar a uma Colômbia da Cauda da Europa.

Soa que somos brandos, mas a verdade é que, quando a História aperta, as padeiras de aljubarrota, as marias da fonte, os Conjurados, os heróis de Fernão Lopes, os espingardeadores do Sidonismo e coisas quejandas, subitamente emergem. Aparentemente, com o envelhecimento populacional, esta multidão de ovelhas, do Presépio da Ti Maria Cavaca, ou está em coma, ou anquilosada, ou em estado de choque, tal como se pretendia.
A grande novidade, óbvia, e evidente, é o fenómeno Lulzsec, que, muito mais eficaz do que sindicalistas coxos na rua, militares da terceira idade, ou galdérias do PCP, aos gritos, mostra que um teclado de computador, imerso numa semiobscuridade de um quarto de Miratejo, pode ser infinitamente mais eficaz do que pregar com um justíssimo tiro nos cornos do Dias Loureiro.

Não sou, nunca fui, e suponho que escaparia às minhas capacidades ser pirata informático. Modéstia à parte, a minha arte é a Escrita, entre outras, e é com essa que assassino, e com o maior gosto, o que, enquanto cidadão de uma nação em agonia, não me impede de estar igualmente atento ao fenómeno de ALGUÉM estar a conseguir pôr esta corja toda borrada de medo, até aos calcanhares. O método é elementar: enquanto os outros dizem a que horas vão, ao que vão, e por onde passam, estes não avisam, atacam onde menos se espera, e põem à vista toda a vergonha em que este Estado, todo colado com cuspo, se tornou.

O Estripador de Lulzsec talvez seja o evento mais interessante do tempo corrente: ele vai ao sítio certo, o tal dos zunzuns de indignação de café, enfia-lhe a faca no bucho, e tira-lhe as vísceras cá para fora. Ao contrário do Estripador de Lisboa, esse frisson onanista da Felícia Cabrita, a quem já nada satisfaz, a não ser o gume de um faca de zircónio, não gosta de levar as tripas para casa, antes prefere deixá-las expostas, bem à vista, para que as pessoas tenham a certeza de que os rumores que circulam por todo o lado não são rumores, mas FACTOS, matéria escabrosa e objetiva, que uma sociedade profundamente doente procurou esconder por todos os meios, a vergonhosa Cândida Almeida, O Procurador-Geral do Abafa-o-Casa-Pia, os recursos, as ameaças à juíza Carla Cardador, a lenga-lenga do maçónico Moita Flores e amigos, as explicações apocalípticas do Medina Carreira, que devia mas era ir apanhar no cu, o aventalado do Supremo Tribunal de Justiça, que mandou queimar escutas, ou a bichona sonsa de Mota Amaral, que achou que as escutas eram... irrelevantes, já sem falar naquela patética Sónia Sanfona, que, enquanto vendia rifas, esteve a presidir a uma Comissão Parlamentar, que concluiu que nada havia de irregular no BPN (!)

Ora isto não é, de facto, irregular, é já de um país que não regula bem, e, se não regula bem, é melhor que venha o Estripador Lulzsec atacar onde deve, e pôr esta merda toda a nu, dia após dia, rasgando as camadas de betão que colocaram sobre a Verdade, atalhando os "segredos de justiça", escarrapachando com a matéria objetiva dos "desmentidos", mostrando a que seitas pertencem quem "comenta" a "salvação nacional", e por aí fora. Como não é imaginação que me falta, até ficam algumas pistas: publicar a lista dos cartões do pedófilos que acederam aos sites pornográficos, e que o FBI nos enviou para, imeditamente... abafarmos: entrar nos sistemas informáticos das portagens das SCUT e foder aquela merda toda, ou pôr a debitar as portagens nas contas do Dias Loureiro, do Proença de Carvalho ou do José Miguel Júdice; ir ao Millennium-BCP e declarar que todas as contas de empréstimo para compra de casa já estão... saldadas; ir aos "off-shores" dos canalhas que arruinaram Portugal, sacar o dinheiro todo, e redistribuí-lo pelas contas dos pensionistas de 350 €, que estão a ser taxados pelo tarado do "zombie" das Finanças, enfim, um lote de coisas magníficas, que nos voltariam a devolver o brio de Nação com tomates, que parece termos, cataleticamente, perdido.

O Estripador de Lulzsec, é, pois um fenómeno da impertinência absoluta, que devemos acompanhar, como linha da frente da luta contra o Polvo, e vamos, com certeza, acompanhar, mas, como gosto de terminar os meus textos incluindo sempre um bónus, posso afirmar que há uma coisa ainda melhor do que o Estripador de Lulzsec, que é... o filho do Estripador de Lulzsec.

O filho do Estripador de Lulzsec é um subproduto da decadência da decadência, e faz-nos descer ao nível da Teresa Guilherme, pessoa que muito estimo, porque não se insere naquela categoria de mulheres que gosta de homens por dinheiro: não, ela é suficientemente diferenciada para descobrir que uma coisa são homens, e outra é dinheiro, e é por isso que mantém aquele picadeiro da "Casa dos Segredos", ao nível da Grande Marcha e da Revolução Cultural preconizada pela camarada Mao Tse Cavaco Silva, e onde ela recruta os armários que, em presunção, a irão depois "cobrir". É aqui que o colapso civilizacional me começa a inquietar, porque uma geração que passa o tempo a tomar esteróides, anabolisantes e a olhar para o espelho, não fode, nem sai de cima, como um anormal que lá anda, que diz que é virgem aos 27 anos, tal com a Irmã Lúcia se conseguiu manter até aos 80 e muitos, e a Santa com Cara de Saloia, ainda mais, apesar de todas as demoníacas tentações, para que participasse nas orgias violentas do Castel Branco. Graças a deus que a Santa não se deixou corromper, tanto mais que, tratando-se da "Tatiana Romanoff", tudo é, inatamente, violento, sendo muito mais difícil que consiga alcançar o patamar elevado de uma orgia, que não é coisa para todos, muitos menos para aqueles dois cangalhos, que são uma epígrafe da decadência de Portugal.

O filho do estripador, em contrapartida, achou que todo o sistema de valores estava subvertido, e que era "giro", "fashion" e "curtido" dizer, como mitómano que era, que o mitómano do pai tinha andado a desventrar putas de viaduto, coisa que agradou a outra mitómana, a Felícia, e se tornou num facto relevante, um colossal desvio da realidade, numa sociedade ávida e mitómana, que, mais uma vez, nos provou que os órgãos de comunicação social ou não servem para nada, ou só servem para ser hackeados, na boa, pelo Estripador de Lulzsec.

Como já devem ter percebido, este é um encómio de duas figuras notáveis da nossa miserável contemporaneidade: os guerrilheiros da Net, e da eterna adversária de Laura "Bouche", a nossa enciclopédia do "bas-fonds" nacional, a única bicha que se pode gabar de ter andado à estalada com a Teresa Guilherme, por estarem a disputar, na Fonte da Telha, um mesmo homem. Reza a lenda que a Teresa, dessa vez, ganhou, como lhe ganha, na intensidade dos gritos da cópula, porque tinha mais buracos, e mais fundos, ou, como diriam os nossos astrofísicos, a Síndroma da Cova do Vapor, ou a vertigem do Buraco Negro, eventual novo livro de Stephen Hawking, onde estudará o limiar dos grandes lábios da dita cuja, a partir dos quais já não é possível sair, mas há uma radiação remaniscente, a lembrar que muita coisa foi absorvida por ali, uma espécie de cemitério de elefantes, mas na escala dos mamutes de tromba rija.

Agora, falando a sério: o Estripador de Lulzsec ameaça tornar-se no Governo Sombra de um país que não tem Governo, nem Presidente da República. Quantos aos filhos, pedimos encarecidamente à imaginosa Teresa Guilherme que abra uma "Casa dos Segredos III", e que convide as crias do Duarte Lima, do Vítor Constâncio, do Júdice, do Pinto da Costa, do Isaltino, do Proença de Carvalho, do Dias Loureiro, do Sócrates, do Mega Ferreira... não este não dá, porque é um útero macho..., do Oliveira e Costa, do Miguel Relvas, da "Nosferata" Nobre Guedes, de todos aqueles que se lembrarem, para concorrer ao novo concurso: contam a história toda do pai, e nós ficamos, com a ajuda dos Lulzsec, a saber, de viva voz, que é verdade tudo aquilo que por aí corre, à boca cheia.

Ficaremos eternamente agradecidos, acreditem, acreditem, mesmo.

(Quarteto dos Lulzsec, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Nação vexada





Imagem do Kaos


Aviso os estômagos fracos de que, dadas as circunstâncias, este será um texto particularmente violento. Ressalvo ainda que, ao longo da nossa longa parceria, a imagem do Kaos, que irá ilustrar este bombardeio, é, pela primeira vez, uma imagem com a qual discordo, já que o defenestrado não deveria ser Passos Coelho, mas um outro, que brevemente trarei para a ribalta.
Recordo as palavras amargas de, se não me engano, Pinheiro Chagas, a referir-se ao Sr. D. Manuel, dizendo-lhe que "tinha nascido demasiado novo, num mundo demasiado velho".
No que a Passos Coelho se reporta, ficariam as minhas palavras, fundamentalmente análogas às anteriores: Passos Coelho surgiu, demasiado tarde, num cenário irremediavelmente condenado.

Hoje, dia 1 de dezembro, celebra-se, e costumava ser com tédio, uma vetusta data, em que Portugal, fruto das atrapalhações casamenteiras de casas dinásticas com declarados problemas de incesto e reprodução, foi parar nas mãos dos Habsburgos de Madrid, e por lá andou umas quantas décadas, atrelando o seu próprio declínio ao declínio dos Áustrias. Para quem não se lembre, uns ousados Portugueses, como aqueles que hoje se reuniram debaixo da varanda da Vergonha Republicana de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, decidiu um dia que, morte por morte, mais valia que morrêssemos a nossa sozinha, e atirou pela janela Miguel de Vasconcelos, antepassado da minha querida amiga Maria de Assis de Luna, a quem, "et pour cause", dedico este parágrafo.

Até aqui, a coisa cheirava àqueles arrojos de peitos cabeludos, capazes de cuspir no chão, e bater na mãe, mas tem a vertente bem mais patética de uma tal Luísa de Gusmão, que a anedota fez proferir uma duvidosa frase de "mais vale ser rainha um dia do que duquesa toda a vida", um mal nacional que depois se estendeu até Vitor Constâncio, Durão Barroso e à cadela ciosa Clara Ferreira Alves, entre muitos outros maus exemplos.

Entre sobressaltos, ao ponto de ser apagada do nosso calendário, a data foi-se esvaindo de sentido, até porque España é um bom amigo, que, aqui ao lado, nos tem dito, ao longo do processo de integração europeia, como é fácil partir ao mesmo tempo, e chegar miseravelmente tão distantes, e aqui vai outra saudação para um notável chefe de estado, o Sr. D. Juan Carlos de Bourbon, que mete num chinelo todas as ruínas humanas que foram assombrando o Palácio de Belém, com uma honrosa exceção, que já referirei.

Quando os franquistas tentaram, num derradeiro sobressalto de ombros, abolir a jovem democracia espanhola, o Rey dirigiu-se à Nação, aliás, às várias nações do seu Estado, e disse que condenava firmemente qualquer ação militar que colocasse em causa o novo regime. Toda a Ibéria lhe ficará, para sempre, grata pela nobreza e coragem desse gesto, e aqui vamos entrar na nossa "twilight zone", porque decorridas algumas décadas sobre esse feito notável, dia 30 de novembro, como em várias ocasiões dos tempos correntes, bem ao lado de España, um saloio, que nunca devia ter saído das vendas de cobertor, nos interiores algarvios, cobarde, medíocre e indigno do cargo que ocupa, não recebeu os militares silenciosos que, em massa, lhe vinham dizer que a Nação estava descontente, e foi para o Alentejo falar de abóboras (!), depois das vacas da Graciosa e do prazer da ordenha das tetas das ditas cujas, em atos anteriores.

Nada tenho contra as vacas. bem pelo contrário, acho que o cidadão Aníbal Cavaco Silva, num estado livre, deve invocar o exemplo da sua família e prole, para que, com tão augustas alegorias, o ignaro povo português se "induque". É a sua costela Teresa Guilherme, e até lhe fica bem, embora haja quem já esteja profundamente desagradado com a permanente ostentação da ordenha, como sucedeu na Escola Egas Moniz, onde a Patrícia, a mesma da Praia da Patrícia, na Zambujeira, e a da venda  das ações do BPN, teve de ser corrida, porque não havia evento nenhum académico onde a vitela não tivesse, de obrigatoriamente, ser incluída na comissão de honra, de onde se depreende que sai à vaca da mãe, no gene do protagonismo de sarjeta...

Tudo iria bem, até aqui, já que realmente não nos diz respeito que o Sr. Aníbal promova a felicidade dos seus quadrúpedes familiares, não fossem as tetas dos mesmos descarados implantes que o seu sistema de corrupção, vigente desde 1986 -- o tal que ainda, foda-se, queria nascer duas vezes, porra, caralho, puta que te pariu, mais a cona da tua mãe!... -- se incrustou, como gangrena, nas contas do Estado, ou seja, naquilo que nós, hoje, cidadãos de uma República em agonia, passámos oficialmente a pagar. Resumidamente, alimentar, com os cortes dos nossos salários, ataques aos subsídios, aumentos de IVA e o que ainda está para vir, e é MUITO pior, um bando de homicidas (Leonor Beleza), escroques (Mira Amaral), traficantes de armas (Dias Loureiro), ladrões (Cardoso e Cunha), pedófilos (Eurico de Melo), facínoras (Oliveira e Costa), grunhos (João de Deus Pinheiro), inimputáveis (Isaltino de Morais) e assassinos (Duarte Lima), entre tantos outros.

Vamos agora para a parte alegórica, onde tanto se encaixa o ternurento episódio das abóboras. Acontece que, em períodos de enorme turbulência, a evocação da abóbora é sempre prenúncio de tempestade próxima: com Bordallo Pinheiro, era a representação canónica do Rei Carlos, que acabou, algo injusta, e cobardemente, mal; "Cabeça de Abóbora", por seu lado, era a alcunha oficial de um paraoligofrénico, que fazia o mesmo papel do Cavaco, no Estado Novo: era reeleito, para fingir que estava lá, e a única prova de inteligência do corta-fitas, a de, consta, se rir imenso das anedotas que corriam sobre si, esgotava-se aí, sendo uma forma de tédio e do nível de indecoro a que chegara o mais alto cargo da hierarquia republicana.
Em redor de Américo Thomaz, e vou ter de ir consultar a Wikipédia... ah, sim, era casado com a "Dona Gertrudes", a Maria Cavaca dele, e procriado na Natália, dois nomes que, como a Patrícia e a Perpétua, nos afastam ostensivamente do séc. XXI, e nos atiram para os tempos empoeirados da Madame Bettancourt, do Largo da Misericórdia.

Começa-se a perceber por que rejeitei a figura do defenestrado, do Kaos.

O defenestrado a defenestrar é o descrito atrás, uma "coisa", em estado pré-catalético, que pensou que ser Presidente da República era mais uma simples linha a acrescentar ao seu currículo mediano, de quem chegou ao topo da base, e a mais não aspirava.
Acontece que, por inerência, essa Presidência da República, que continua a vexar, igualmente vexa o posto de Comandante Supremo das Forças Armadas, coisa de que se esqueceu, na sua miserável contabilidade de locatário da Quinta da Coelha, e ao vexar os militares, a quem, hoje, mais uma vez, cobardemente, virou as costas, para ir falar de abóboras, no Alentejo, vexa todo o Povo Português, e a Nação em que, para o bem e para o mal, se constituiu, no séc. XIII, e foi restaurado, no dia 1 de dezembro de 1640.

O que devem fazer as tropas, a um comandante que cobardemente lhes vira as costas?...

Para que o texto não seja sombrio, e haja um pouco de ciência, e de Matemática, a mãe de todos os conhecimentos, nestas graves linhas de acusação, basta ir ao bem organizado espaço da Comissão Nacional de Eleições, e fazer, como eu fiz, as contas: entre eleitores, com direito a voto, brancos, nulos, e naqueles que o rejeitaram liminarmente, votando no que quer que fosse, para recordar a "Sua Excelência", que ocupa a residência de Belém, que só lá está por vontade expressa de 10% (!) de Portugueses, contra o ódio, o asco e a saturação de 90% dos restantes.

Se estes números não lhe dizem nada, dizem a mim, que odeio contas, mas ainda percebo o sentido axiológico de certos números. Sr. Aníbal, neste momento, o senhor já não representa nada, nem a si mesmo, mas tão só um lúgubre episódio da sua biografia degenerada.

Sabemos que gosta pouco de se pronunciar, aliás, nunca se pronuncia sobre nada, a não ser vacas, anonas e abóboras. Gostaria de que se pronunciasse sobre ter um país inteiro a mandá-lo à merda, mas suponho que ande mais preocupado com os seus presépios deste mês.

Quer um conselho?

Saia, antes de que seja forçado a sair: as tropas que comanda têm o dever de salvaguardar o que ainda reste de dignidade nacional, e não estão aqui para garantir que os milhares de milhões que os seus amigos têm nos "off-shores" ,que nos desgraçaram, estejam fora das novas fronteiras que a Corrupção criou neste país. Nem isso são fronteiras, nem a instituição militar deve colaborar nessa desautorização de 900 anos de História.

Que os próximos tempos lhe sejam ferozmente aziagos, é o meu mais sincero desejo, e olhe que é sincero, porque o desprezo que por si nutro dura desde o primeiro dia em ouvi pronunciar o seu nome.
É ódio antigo, e daqueles que cresce na proporção exata da vingança que se quer servida em prato frio.

(Quarteto da Restauração, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e no "The Braganza Mothers")