sexta-feira, 30 de março de 2012

O homem que ganhava 13 000 salários mínimos

Imagem do Kaos


Portugal é um país surpreendente, dado que raramente estagna, e nunca tem retomas, a não ser em regime de bomba nuclear.
Desta vez, retomou para o “Guiness”, como aquele país onde há um cretino que consegue ganhar 13 000 salários mínimos.
O realizador de esplanada de Cascais, que fez aquela merda “What the Finns need to know about Portugal”, esqueceu-se de colocar esse fenómeno, não do Entroncamento, mas da EDP, e foi pena, porque se os Finlandeses, na altura de votarem mais dinheiro a fundo perdido para a Cauda da Europa, tivessem sabido que o alguém ganhava, a descoberto, 13 000 salários mínimos, certamente nos teriam, e com muito gosto, emprestado muito mais do que aqueles trocos que enviaram para cá.

Estamos a falar do Mexia, um cancro da Democracia, um indivíduo – e tanto que eu aprendo à mesa de certos restaurantes… -- que já era corrupto no tempo em que servia o corrupto Mira Amaral, no tempo em que ele era Ministro da Economia do corrupto Aníbal Cavaco Silva.

O Mira Amaral era genial, porque, ao mesmo tempo que ia distribuindo pelos amigos do Aníbal os Fundos Estruturais, que vinham para tornar os Portugueses um povo europeu, cuidava da sua vida privada, e nunca é de mais recordar o maravilhoso episódio da rotina diária do Ministério, quando alguém ia colocar serviço no gabinete da esposa, uma pobre demente, para fingir que ela estava apta para trabalhar, já que o divórcio nunca mais avançava, e o Mira Amâghàl, esse cancro da Economia, da Democracia e dos Valores Humanos, tinha medo de que o tribunal lhe o recusasse, já que ficava mal a alguém divorciar-se de uma pobre desgraçada que tinha enlouquecido…

Outras eras, outros valores: serve agora a boceta da mulata, à frente do BIC, e acabará “Honoris Causa”, um dia destes, como a Leonor Beleza, que vai receber o seu, pela Universidade Nova de Lisboa, por muy nobres serviços causados ao serviço do Sangue.


O Mexia, como diria o defunto Viegas, já era corrupto, antes de haver corrupção, posto que, ainda o Mira andava a gamar os fundos, já o Mexia se andava a mexer nas trafulhices das Energias Renováveis, naquilo que poderíamos chamar uma subempreitada da corrupção, mas tão descarada que o Mira Amaral, o Papa da coisa, lhe teve de pôr uns patins, como Luís XIV -- com as devidas distâncias, já que estamos a falar da ralé da ralé... -- pôs ao Intendente Fouquet.
Pelo Princípio de Peter, “alavancado” pelo Cavaquismo, pelo Guterrismo, pelo Barrosismo, pelo Santanismo, pelo Socratismo, e, finalmente, pelo Segundo Cavaquismo, ou Cavaquismo de Alzheimer, de Passos Coelho, o canalha Mexia conseguiu-se mexer ao ponto de se tornar no Senhor que mexe em Treze Mil Salários Mínimos, uma coisa que eu não sei o que seja, porque sou mau em contas de cabeça e, sobretudo, tabuadas da miséria humana, mas posso ir às contas: a acreditar na “Wikipédia”, um salário mínimo, na Cauda da Europa, é de 475 €, o que, multiplicado por 13 000 dá qualquer coisa como 6 175 000 €. A dividirmos isso – e vou ser generoso, e considerar o 2012, como bissexto… – por 366 dias, a soma dá, diariamente, um número de 16 871 €.

Mesmo eu, que sou gastador, teria alguma dificuldade, aliás, sentiria uma estranha forma de tédio, em poder desbaratar, por dia, esse número incómodo, chato, impertinente e desolador.

Coração nas mãos, uma pessoa como eu, que em nada se compara ao Mexia, já que tenho refeições livres, cartões de crédito sem teto, ajudas de custo, deslocações pagas, em executiva, dividendos de coisas estranhas, e mais valias de acções ainda mais estranhas, rendimentos a prazo, a risco e à ordem, “prendas” e dinheiro líquido, convites para jantares com gente interessante e duvidosa, sei lá, tantas coisas em que o Mexia nunca mexeria, nem que pudesse, porque o Mexia teria de se mexer muito para me chegar aos calcanhares, ora, depois disto tudo, que fazer, eu, com, vá lá 16 800 € por dia?...

Como toda a gente sabe, desde a queda do Concorde que não dá para ir almoçar a Nova Iorque e voltar no próprio dia, e os Cartiers enjoam, a partir do centésimo, tal como as écharpes “Hermès”, nem que a benemerência me fizesse distribuir umas quantas por dia, para melhorar o conforto dos sem abrigo do Martim Moniz e da Gare do Oriente, pelo que sou solidário com a presente dor e angústia do Mexia.

Por outro lado, o Bando, perdão, Banco de Portugal, onde ainda impera a célebre Teodora Cardoso, esposa há 1 500 anos do Basileus Justiniano, a tal que tinha o sexo não onde a natureza lhe o tinha colocado, mas na face, anuncia que vamos crescer nada por cento, e que ainda haverá, assim, a jeito de ejaculação precoce, 170 000 novos mil desempregados, já este ano.

Como se sabe, desde que o Vítor Constâncio se refugiou em Frankfurt, para não ser linchado na Fnac do Chiado, onde aparecia, depois do almoço, a cambalear, de bêbedo, não podemos confiar nestes números, porque corremos o risco de ter 170 000,54 desempregados, em vez dos 170 000, dos quais, como é sabido, mais de 40% têm habilitações superiores, ou seja, não estão ao nível dos analfabetos empresariais e políticos que transformaram Portugal no cataclismo em que se encontra.

Eu sei que estão desorientados, mas eu dou-vos uma pista. SIS, Secretas, Serviços de Informação, infiltrados, gente séria, e outros, filhos da puta, apesar de andarem a perder tempo a ler mensagens do “Facebook”, violar emails e sabotar blogues, estão em alerta vermelho, embora só declarem o laranja, por causa das cores do PSD, porque há rumores de que poderão começar a surgir atos anárquicos, descoordenados e imprevisíveis, mal a “Troika” declare, em maio, que entrámos, definitivamente, em derrapagem, e que o País vai acabar, num estado que fará, da Grécia, um conto de fadas. 
Todos os sinais apontam para isso, na forma dos mais variados escândalos, e num país onde o Rei Ghob vai para a prisão 25 anos, enquanto o pedófilo Eurico de Melo jubila entre os amigos mama pilinhas, dos Ferraris do Vale do Ave, e o Carlos Cruz quer uma investigação (?) à investigação do “Casa Pia”, dele, e dos amigos dele. Claro que os órgãos de intoxicação social, o tarado do Medina Carreira e os abrações universitários dos ex ministros das finanças de Cavaco, Guterres, Durão e Sócrates continuam a fingir que não estamos num barril de pólvora a que só falta atear o rastilho.

Acontece que as informações que circulam nos serviços de informação da República, todas, dizem que o rastilho já foi mesmo ateado, e eu, como muitos dos comentadores não pagos para enganar os Portugueses, estamos, de bancada, à espera de que a coisa rebente, e mal, como aconteceu no fim da Monarquia, e daquele permanente enxovalho maçónico, a que chamaram “I República”. 

Como não tenho revólver e não sei fabricar bombas, tenho um conselho que dou à sombra que nos trouxe até este abismo, Cavaco Silva, o incontinente de Boliqueime: dia 10 de junho, agarre em 10 mexias, prenda-os, e pendure-os numa jaula, na Praça do Pelourinho, onde poderão estar expostos aos “carinhos” de uma população vexada, humilhada e extremada. Melhor: junte a sua carcaça neuro degenerada aos 10 mexias, e teremos 13 000 vezes 10 salários mínimos, o que faz 130 000 salários mínimos, a distribuir pelos 170 000 novos desempregados. Se esticarmos as reformas do “Presidente”, mais as calotes dos amiguinhos do BPN, ainda arranjamos salários médios para 1 000 000 de Portugueses. Não acham a ideia boa? Eu acho, Tem, tão só, um senão: é que 10 de junho parece-me uma data muito longínqua para a vida política que os rumores atribuem ao Saloio de Boliqueime, o que é pena, porque até podíamos resolver, assim, a crise do Desemprego, numa só manhãzinha de medalhas, com as artroses da Maria, a desfiarem o terço, filha da puta, ignara como as casas. Bem hajam.


(Quarteto do 12 de maio, Dia do Sapato, o Cavaco vai resignar, no “Arrebenta-Sol”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e no sabotado pelo filho da puta Miguel Relvas, todas as semanas, “The Braganza Mothers”)



sábado, 17 de março de 2012

Cavaco Silva: das Presidências Abertas às presidências completamente fechadas

Imagem especialmente encomendada, para o evento, ao Kaos
                                                                                                                                                                                                                                              Andante molto cantabile, Allegro sanguineo



Quando Garibaldi teve aquelas pretensões de unificar a Itália, para que Berlusconi, quase século e meio depois,  já a encontrasse unificada, embrutecida e putificada, Sua Santidade Pio IX, um dos papas mais estúpidos, ignorantes e reacionários, de toda a longa história de crimes da ICAR (hoje declarado "Santo" (!) pelo pedófilo nazi, Ratzinger), declarou-se "prisioneiro" do Vaticano, situação de que, para aqueles que gostam de História, só o Tratado de Latrão, assinado entre a Santa Sé e os Papas-Reis dos Estados Pontifícios, os libertou, entregando, doravante, na situação de monarca absoluto, o Vaticano, S. Pedro, uns jardins e sanitários anexos, onde a Guarda Suíça, durante dia e noite, se entrega a atos contra a natureza, e Castel Gandolfo, uma quinta destinada a repousos e retiros pedófilos, como a Casa de Elvas, onde Carlos Cruz nunca esteve, mas só costumava ir.

Toda a gente sabe que os abismos que separam Itália de Portugal, para lá dos milénios de Civilização, e de Neanderthal nunca ter escolhido o ninho de Leonardo, Rafael e Dante, para a sua postura fora de época, são flagrantes, ao ponto de toda a Europa culta sentir alguma vez, a necessidade de fazer a "Viagem a Itália", e, só com o cinto já muito apertado, a viagem a Portugal, exceto em caso de absoluta necessidade, ou para ajustes de contas familiares, como os McCann, que não sabiam onde livrar-se da sua Maddie.

Portugal, curiosamente, tornou-se agora muito Italiano, ou, melhor, mesmo muito pontifício, com um "Presidente" que se encontra tecnicamente prisioneiro dos Jardins do Palácio de Belém, com algumas escapadelas para a Quinta da Coelha, ou idas à campa do Cavaco pai, a Boliqueime, terra que até produziu duas aberrações, uma, na política, e outra, na Língua, a Lídia Jorge, que chegou ao estrelato por não saber escrever, mas levar porrada do Capitão de Abril que lhe pacobandeirava a boca da servidão, mas é melhor eu não me esticar muito sobre isso, não vá a Escandinávia nobélizá-la, para mais uma vergonha nossa.

Voltando ao tema, o Sr. Aníbal, cuja senilidade é uma verdadeira preocupação para os notáveis conselheiros que o cercam, e, sobretudo, a equipa clínica do Doutor Lobo Antunes, que já lhe introduziu um chip no cóccix, para saber, por GPS, com uma aproximação de 1 metro, se Sua Excelência está a conseguir circular regularmente, de sala em sala, sem se borrar pelas pernas (abaixo), apesar daquela casa de banho intermédia, que já teve de ser incrustrada no Palácio, não tenha ele uma daquelas aflições que o poderiam levar ao estádio do fraldário presidenciado avançado.

Ora, dado o estado de penúria da Nação, e o avançado estado de degradação do seu Supremo Magistrado, é sabido que o orçamento da Casa Presidencial dificilmente suportaria a construção de retretes de metro a metro, não fosse o Palácio de Belém começar, penosamente, a assemelhar-se à Fundação Amélia das Marmitas.


Decidiram, então, os Doutores que era melhor, mal por mal, pôr a carcaça do Sr. Aníbal a arejar de vez em quando, com o pretexto de a sua Maria, de Centro Esquerda ir inaugurando presépios, ao logo do Portugal dos Pequeninos, sob a tutela do Anísio, ou Anaísio, ou lá como é que o gajo se chama, que, quando não está nisto, anda a apanhar no cu com um ar de compungido, mas isso seria um mero escólio deste texto, e não é para hoje, que o tempo é grave.

O Sr. Cavaco Silva, prisioneiro da sua senilidade, das insustentáveis intervenções públicas, que puseram em causa a magistratura que exerce, ao ponto de os Militares, enquanto garantia da Soberania Nacional, estarem à beira de ter de intervir, e substituir a III pela IV República, pela obscena repetição de um Américo Thomaz, mas incapaz de despertar qualquer humor ou anedota.

Matematicamente, o fenómeno Cavaco Silva, se alguma coisa essas criaturas pardas, que nós pagamos para manterem de pé um cadáver, percebessem de Matemática, já entrou na fase irredutível da Catástrofe da Cúspide, de René Thom, ou, para os apreciadores de Engenharia dos Materiais, de acordo com a Lei de Hook, o Aleijão de Boliqueime já passou da fase elástica para a fase plástica, ou seja, já não é preciso mais nenhum esforço de tensão, para que se deforme e afunde, por si mesmo: basta, agora, sociologicamente falando, que apareça, ou tente aparecer, em público, para imediatamente se desencadearem imprevistas reações sociais, como iremos assistir, nos tempos breves que nos separam do fim da coisa.

Em Democracia é insustentável que exista um Presidente que está impedido de sair à rua, pelo que o colapso da situação, que, a mim, indefetível inimigo da criatura que gangrenou o Regime e destruiu económica e financeiramente Portugal, já tem uma ampulheta a correr, variando as apostas sobre o tempo, mas sendo todas coincidentes na sua iminência, está a dar particular prazer.

Para os que são de memória curta, o gasolineiro filho foi o único primeiro ministro de Portugal que se enfiou dentro de uma viatura blindada, ato de pavor e cobardia, a quem nem Salazar, que muito mais teria, pelas evidências, a temer. A Maria, pelo seu lado, mal o aborto conjugal se tornou primeiro ministro de Portugal, mandou pôr vidro à prova de bala, nas miseráveis salas de aulas que frequentava na Católica, nas raras vezes que lá, nos intervalos das faltas, como se alguém se desse ao trabalho de desperdiçar uma bala, que fosse, com tão patética figura...



Acontece que os tempos mudaram radicalmente. O Portugal do respeitinho ao Sr. Doutor, ao Sr. Engenheiro e ao Sr. Arquiteto, colossalmente estrangulado por um Sistema, que dia após dia, se revela impiedoso com os fracos, e cada vez mais submisso com os fortes; o Portugal da Senhora de Fátima, cobarde por essência, e que prefere violar crianças, espancar mulheres, e esquartejar avós, em vez de se voltar para os carrascos, que estão acima, tem assistido aos sucessivos trambolhões do Sr. Aníbal, um cúmplice de uma das maiores fraudes e assaltos de há memória no Regime, o BPN; que foge de adolescentes, em idade escolar; incapaz de viver com 20 000 € de reforma, e que se dessolidarizou dos problemas reais, de uma população envelhecida e de faca escolaridade, que era a sua base eleitoral de apoio, como o fora, durante décadas, do Vacão de Santa Comba Dão, que nunca se atreveria a humilhar o seu povo, dizendo-lhe que, ao contrário da outra, roesse côdeas, já que o Sr. Aníbal mal tinha dinheiro para meio brioche, desse Senhor Aníbal, cujos poderes constitucionais teriam atempadamente permitido que demitisse o "Engenheiro" Sócrates, quando a sua cáfila estava a dar cabo do que restava da má saúde do país, mas prefere, cobardemente, aparecer a lamentar-se, num prefácio de um livro que nunca ninguém lerá, e que dificilmente ele terá escrito, mas que já lhe serve de epitáfio, pelo grotesco da forma e a prova de insanidade de quem subscreve tal conteúdo, sem, mais grave ainda, se retractar. Cavaco Silva vive imerso num delírio de neurocompensadores, para a sua degenerescência neurológica, coisa que já vem de muito atrás, como refere a raposa Soares, que revela que, o então primeiro ministro, Cavaco Silva "tinha visões (!)" (procurem a entrevista, que hoje não me apetece...), e ainda não percebeu que já resvalou para aquele limiar perigoso, onde o povo português, turvo, sonso, e falso, já não o vê como uma figura "acima", mas alguém que rasteja no patamar dos seres fracos sobre os quais costuma exercer os seus atos de vingança sádica.

Cavaco Silva caiu naquela zona crepuscular dos que incendeiam os gatos, apedrejam os vidros dos comboios, e queimam os caixotes do lixo. É natural que, de um povo turvo, se esperem, pois, perigosas reações turvas, mas os dados já estão irremediavelmente lançados: aparentemente, os conselheiros querem agora fazer um derradeiro esforço, e levar, no seu "Cavacamóvel", o cadáver político a inaugurar, este sábado, mais um presépio..., perdão, um passeio a Mirandela. Com as instabilidades barométricas em curso, pode ser que as secretas, ou um comissário da polícia, mais avisado, se lembre de o fazer recuar, à última hora, como aquando da António Arroio. De qualquer maneira, está irremediavelmente condenado.

É dramático, e pungente, quando um povo perde o respeito pelos seus governantes, mas é totalmente lícito, quando os seus governantes também deixaram de os respeitar.

Sinceramente, não tenho pena nenhuma do Sr. Aníbal, mas, por favor, se se decidirem livrar dele hoje, por favor, evitem imagens chocantes: no estado em que ele está, basta que puxem, silenciosa, e piedosamente, o autoclismo.

Sim, até pode ser em Mirandela, pois pode, aliás, neste momento, qualquer sítio serve, desde que seja eficaz...

(Quadrado do adeus Cavaco, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")


sábado, 21 de janeiro de 2012

As miseráveis reformas do Cabrão de Boliqueime, analisadas pela medíocre pena de António Sousa Bicha, perdão, Sousa Homem





Imagem do Kaos


Desde que o "Concorde" voou pela última vez que estou limitado à oferta dos transportes públicos banais.
Ora, coisa que é heráldica nos transportes públicos banais é o exercício da coprofilia física e mental dos sanitários anexos.
Português que se preza deixa suja a casinha, para o que se lhe segue, senão, não é macho, e isso de ser macho é coisa que anda a rarefazer-se, tal como a qualidade da democracia nacional. Todos nós, conhecemos, pois, aquele angustiante momento da aflição, em que temos MESMO de esvaziar o intestino, e começamos a saltar de reservado em reservado, em busca daquele que ofereça melhores condições de não sairmos de lá com uma infetocontagiosa de estirpe resistente.

Bergson estudou esta qualidade psicológica do Tempo, e Proust explorou-a depois, e só nos vêm estas referências culturais, quando, depois de percorrermos tudo, achamos mais saudável procurar uma moita, que se apreste a receber a fase terminal do nosso almoço caro...

Como devem perceber, já estou a falar da substituição de Mega Ferreira por Vasco Graça Moura, na gestão daquela retrete de calcário caro que o Sr. Aníbal mandou prantar em Belém, e conseguiu, já na altura, o prodígio de custar, incompleta, quase o dobro do genial Guggenheim de Bilbao, mas nós cá só sabemos fazer coisas em grande, lapidares, CARAS, para deixarem, não rasto, mas dívidas, para a Eternidade.

Mega Ferreira, uma espécie de Carrilho dos postos "culturais", fez uma carreira que ninguém percebe onde começou, mas sabe por onde passou e que teve os apoios da poia do costume.

Para mim, sibarita e nefelibata, o momento mais alto do percurso do traste foi, quando, casado oportunisticamente com a célebre Vice Reitora e pró copofónica Clara Pinto Correia, ela um dia veio, à praça pública, estúpida, sem saber que já havia antes um juiz e os rapazinhos todos do "Bric à Bar" -- os tais do memorável apartamento de Santos -- dizer que andava a ser encornada com um célebre trapezista e médico dos "bas fond gay". A crise tinha se dado em Atenas, muito antes da bancarrota, quando numa briga de bichas, o trapezista Risério saiu do carro, e deixou a Mega sozinha e parada, num engarrafamento de uma das cidades mais poluídas e corruptas do mundo... O carmo e a trindade não caíram, porque, em Portugal, nada cai, nada se desmancha, tudo se integra, e ficou a pairar sempre aquela dúvida da má língua, que, ciclicamente, recai sobre figuras impolutas como Marco Paulo, Zezé Castel Branco, Cláudio Ramos e Ribeiro e Castro.
É claro que o Mega não... "era", e a coisa passou em claro, sobretudo, quando ele começou a abastecer-se no mercado "low price" de Cuba, com os nossos dinheiros da Parque Expo: os machos vinham, faziam o que tinham a fazer, e regressavam aos arquipélagos que Colombo confundiu com as Índias Orientais, de onde veio o topónimo "Gare do Oriente", onde Mega simulava longos orgasmos, sobretudo depois da colostomia a que foi sujeito, e que, de vez, lhe limpou o nome da infâmia com que o cobriam, de ter feito a carreira toda "de empurrão".
A verdade é que, ao longo de uma carreira realmente toda feita "de empurrão", entre outros empurrões, foi conhecendo trastes afins, como Francisco José Viegas, o futuro breve rombo, costa concordiano, deste governo: fizeram "parties" no "Expresso", na "Ler", no "Círculo de Leitores" (de lombadas), e, assim como o Viegas nunca parou muito tempo nos mesmos sítios, o Mega tinha uma estaca enterrada no cu, que o ia alçando a postos cada vez mais altos, e mais de acordo com o Princípio de Peter.

Mal se viram em situação de se traírem, mutuamente, sabendo cada um o NADA que valia cada qual, um demitiu o outro, e, ao demiti-lo cavou a sua sepultura, pois nunca se deve pedir a quem pediu, nem servir o Pocinho de quem serviu...

Acontece que, ao contrário dos Alpes, dos Pirenéus, do Atlas e dos Himalaias, Portugal só tem uma coisa rasteirinha, a Serra da Estrela, que as saloias costumam considerar ser uma das sete maravilhas naturais do mundo, sobretudo, depois de virem de lá com as crias a deitar ranho pelo nariz, naqueles dias de névoa e nevão, pelo que, a hierarquia dos poleiros nunca consegue alcançar grandes elevações, neste país desgraçado. À maneira de Cavaco Silva, que conseguiu alcançar o seu topo da base no Palácio de Belém, Mega Ferreira teve os seus quinze minutos de glória enxovalhada nos penicos da Expo e do CCB, embora toda a gente soubesse que, para criatura de tal estatura, seria necessário ressuscitar Frederico e Catarina, a Grande, para o convidarem para Potsdam e São Petersburgo, para ouvir o que a luminária teria para lhes ensinar.

O complexo disto tudo é que o enxovalhamento que acabei de fazer de Mega (micro) Ferreira se adapta, quase ponto por ponto, ao traste que o foi substituir, no CCB.

De Vasco Graça Moura, exceto a má catadura que tem, poderíamos ressalvar ser, como Mega, um comissário político, que frequenta a "Cultura", tal como o Mega frequentava os célebres sanitários defronte da Maternidade Alfredo da Costa, onde me chegou a assediar, mostrando uma coisinha que, deus meu, já na altura parecia um prodígio da nanotecnologia... Vasco Graça Moura, pelo contrário, é mais daquelas gajas que se recobrem de leopardos e andam com a defunta "Franco Maria Ricci" debaixo do braço, embora não percebessem peva de italiano, mas só para mostrar que gostavam de comprar dourado impresso em negro.
As anomalias feitas por ambos os trastes valeram sempre milhões, e regeram-se, sempre, por usar os dinheiros públicos, e até estavam num equilíbrio estático dinâmico, um pouco à maneira dos movimentos brownianos, um bocado para cima, um bocado para o lado, um bocado para a frente, mas, mas, mas... nunca, nunca, nunca, para baixo, porque as lojas não deixavam, até aparecer um tubarão ainda mais medíocre, esse tal de Viegas, do Pocinho, uma Clara Ferreira Alves de calças, que, por aparecer muito na televisão, a falar de papel estragado com obras inexistentes, levou a preta de Massamá a dizer ao Passos Coelho, "querido, já temos o nosso homem na Cultura...", e tinham, um homem que frequentara tudo o que eram águas mornas das letras do Sistema, com graves omissões de passagem pelo "Correio da Manhã", como poderão confirmar na "Wikipédia", por três razões principais, e o que eu vou escrever não sou eu que sei, foi um passarinho que me contou: a de Francisco José Viegas fazer parte da terceira escolha, como Otávio Ribeiro, para a direção da choldra, em sede vacante, depois da saída de António Marcelino e de Leonor Pinhão, da "Mafia do Record" -- a mesma do Carlos Abreu Amorim, cujas "Blasfémias" não passaram de um mero pretexto e trampolim para a bancada do Sistema, versão PSD -- e de Paula Teixeira da Cruz, incurável viuvinha do homem mais sinistro de Portugal, Paulo Teixeira Pinto, do poema "Tão"; e, por fim, a de ter abocanhado a secção "Imperdível", da Revista de Domingo, com o pseudónimo de António Sousa Homem, onde se prova que um gajo que tem a alma vendida tantas vezes até consegue estar na posição de fazer "crítica" a si mesmo.

O "judaísmo" de Francisco José Viegas, esse Secretário da "Cultura" a curto prazo não é judaísmo, é oportunismo, puro fariseísmo, e a epítome do rés do chão do estado de coisas a que chegámos. Adoraríamos saber quanto recebe por continuar a fazer "cut & past" de lugares de cultura onde nunca foi, e recomendações literárias de coisas que nunca viu, não conhece, nem verá.
Está-lhe no sangue, e à altura da "Cultura" nacional, cujo última epifania é aquele entubamento, ligado à máquina, de "Guimarães 2012", uma coisa que se intitula "portuguesa", e estreia com os "Fura dels Baus" (!), que devem ter custado uma fortuna, e um incêndio na Sede do PSD, que, disse-me também um passarinho... não foi "inocente" :-)

Toda a gente sabe que esta merda está por um fio, para estoirar: pode ser que estoire, desta vez, de uma forma diferente..., culturalmente..., sei lá, pela minha pena, ou de um outro qualquer..., sei lá, de alguém que, como eu, que não escrevo nem com um décimo da qualidade do António Sousa Bicha, perdão, Homem, nem tenho os 23 cms de André Wilson da Luz Viola para me consolarem, finalmente se decida a pôr a boca no trombone.


(Quadril(h)ateramente, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

domingo, 15 de janeiro de 2012

A agonia de Francisco José Viegas e restantes Megas





imagem do Kaos


Tenho, como regra, avaliar um Governo pelos trastes que coloca na Cultura e na Educação.

Paciência, cada um tem os seus barómetros, o meu barómetro é esse, e até vai mais longe: Portugal é um país onde qualquer coisa serve, para ocupar ambas as pastas. Já tivémos Ferreiras Leites, Coelhos, Lurdes Rodrigues, um que foi Ministro da Cultura por engano, Santanas Lopes, Carrilhos, e agora, bom, agora, parece que batemos mesmo no fundo.

Desde junho, quando percebi que este era um governo para ano e meio, quando muito, comecei por tentar perceber por onde é que se iria começar a desfiar. Aparentemente, a anomalia mais evidente era aquele permanente sorriso de merceeiro do "Ministro" da Economia, que conseguia ser "Ministro" de um país que trocara toda a Economia por BPNs, no tempo do segundo maior português de sempre, Aníbal de Boliqueime, também conhecido pelo Manequim dos Anos 50 da Rua dos Fanqueiros.
Engano de alma ledo e cedo, que a Fortuna não iria deixar durar muito, já que a verdade estava tão à frente dos olhos que não se conseguia focar bem.

Francisco José Viegas, a "coisa" do Pocinho, sofre daquele mal atávico de que sofrem todos os provenientes de buracos, covas, poças e cavidades da nossa geologia: o problema de nascerem abaixo da linha de água tende para que, por mero tropismo, leve a que todos os seus atos futuros sejam uma fatal atração por afundar tudo em seu redor. Salazar, que vinha de Santa Comba Dão, um lugarejo frequentado por morcegos, conseguiu arrastar-nos para 48 anos de trevas. Cavaco vinha do Poço de Boliqueime, e transformou-nos, em 10 anos, num poço sem fundo. Guterres saiu do Fundão, e deixou-nos, de raspão, no estado de afundados. A Cova da Piedade, do "Cherne", empurrou-nos para uma impiedosa sarjeta, que, com o desastre do vigarista de Vilar de Maçada, nos atirou do... do... má para Massamá, e cremos, que, a partir de aqui, só a Fossa das Marianas, mas com bilhete de ida, e sem volta.

A Cultura é uma assunto demasiado subtil, idiossincrático e lapidar, para que se compadeça com aves de voo raso, já que deve ser das poucas coisas sobre as quais ninguém tem mãos, nem burocracias, nem orientações, nem decretos lei, nem sugestões, intenções ou contenções. Transborda por onde calha, a arrasta consigo o que quer e espalha, por mais freios, censuras e desmoralizações rasteiradas, que lhe ponham.

Passos Coelho, com a sua visão das falésias de Massamá, infinitamente mais curta do que a do Infante, quando, em Sagres, contemplava o mar sem fim, sentado no seu sofá Moviflor, com a monstra, que, entre o anal e o Pau de Cabinda, o vai aconselhando, e dizendo, "olha, aquele deve ser bom para o Governo, porque aparece muitas vezes na televisão!", uma espécie de Maria Cavaca, remediada, mas com as membranas do mete mete ainda no ativo, chegou a brilhantes conclusões: o Crato, que vinha rosnar sobre ensino mnemónico, e percebe tanto de Educação como percebia a maçónica Alçada, e o Viegas, uma espécie de Professor Marcelo, em pobre, muito pobre, já que se achava sempre na crista da onda, sobre tudo o que era publicado. Sofria, e sofre, de uma doença grave, que é confundir livro com tudo o que é editado, e, mais grave ainda, Literatura com edição, o que é irrelevante, já que a matéria do prelo, em Portugal desceu aos seus níveis mínimos, com as culinárias do Sousa Tavares, as paixões da retrognata Inês Pedrosa e uns gajos que agora disparam muito, mas deve ser para dar saída à pasta de papel do excesso de eucaliptos, que empobreceu o nosso solo e a nossa Literatura.

Quando morreu a "Capital", um jornal de referência, lembro-me de ter aí um recorte, onde o Coitado do Pocinho dizia que ansiava avidamente pela chegada da edição de Lisboa, para poder devorar tudo, desde as letras, capitais, ao necrotério, e a chegada era longa e lenta, já que, naquelas paragens de Foz Coa, onde a pobreza artística nacional ainda continuava a rabiscar comboios a vapor, depois de ter raspado, milénios, aquela monótona vaca, nos xistos, num atraso de 35 000 anos, comparativamente a Chauvet, por exemplo, que alguns Portugueses só agora descobriram, embora valha mais tarde do que nunca, a arte era nula. Do Pocinho, reza a biografia, saltou para Chaves, a quem chamam a Nova Iorque de Trás os Montes, e, a partir de aí, terra fria, onde os homens copulam com as ovelhas, começou a rastejar na direção da maior aldeia de Portugal, que tem a típica patologia de atrair estas... coisas, que nunca deveriam abandonar o seu ecosistema.

Nada tenho contra a imigração, sobretudo interna, já que, assim, não vão, lá para fora, desgraçar, ainda mais, a nossa imagem, e, enquanto se deslumbram com as avenidas degradadas de Lisboa, pelo menos não vão assassinar bichas velhas, em Manhattan, como fez o Estripador de Cantanhede, ou herdeiras ricas, como o chefe da bancada parlamentar do Cavaquismo, mas volto a lembrar que, enquanto os outros povos buscam as grandes cidades para ficarem em estupefação pela sua grandeza, esta raça rasteira dos pocinhos, das covas e das buracas, mal chega aos sítios, imediatamente acampa, e tenta transformá-los em coisas parecidas com as dimensões físicas e mentais dos fojos de onde (nunca) saíram.

A mediocridade de Francisco José Viegas, que pelo Princípio de Peter, agora ficou, finalmente, debaixo dos holofotes, vai ser, aliás, já começou a ser, motivo das próximas, muitas, conversas, cujo tom se irá agravar, ao ponto de cumprir a minha profecia de ser ele o primeiro rato a ser chutado pela borda fora deste desastre político a que alguns ainda chamam Governo, mas deixo essa tarefa para outros, já que, neste preciso instante, ando fascinado com a numismática dos Ptolomeus, entre Paphos, Cirene e Alexandria, portanto, podem imaginar o quando o Francisco José Viegas está, e estará, na minha rota de interesses...

Poderão, e estão no vosso direito, de me perguntar por que fui, então, buscar essa anomalia, para a dissecar aqui, mas refugio-me no princípio da alegoria, já que, finalmente, conseguiram alguém que incarnasse o presente estado das coisas "culturais", em Portugal. Durante muito tempo, Carrilho com a célebre história das retretes do Palácio da Ajuda, epifania de quando ele se dedicava ao uranismo, nos sanitários defronte da Alfredo da Costa, e Santana Lopes, com as suas obras inéditas de Fryderyk Chopin, representaram o nível mais baixo que a "Cultura", aliás, os rostos que o Poder colocava na "Cultura", podiam alcançar. A diferença é que os outros ainda nos faziam soltar gargalhadas, este é, simplesmente... patético, e deixa-nos pensar que, no estado em que estamos, se calhar a tal Secretaria de Estado, que veio substituir o Ministério, antes devia ter sido convertida numa Direção Geral, tutelada pelas Finanças, ou, mais pragmaticamente, extinta, de vez.

Francisco José Viegas, como os próximos tempos, antes da sua demissão, irão mostrar, consegue estar ainda abaixo disso tudo, já que incarna uma vírgula entre dois vazios, o de uma página em branco, e o de uma cavidade completamente oca, exatamente à altura daquilo a que chegámos, mas isso faz-nos falta, para que percebamos por que é que as agências internacionais de todo o género mensalmente nos vão classificando de lixo atrás de lixo.

A nota positiva, já que agora se fala tanto de sociedades secretas, vai para o único talento que esse tal de Viegas demonstrou, qual infiltração, em ir-se insinuando por tudo o que era fresta. Para uns, ficou o estigma da Loja, esta semana, tão em moda; para outros, a pertença à "Obra"; para outros, ainda, mais modestos, o cartão partidário, ou o clássico "opening the legs". Francisco José Viegas conseguiu o cúmulo disso tudo, já que, como bem anunciava a sua miserável "Morte no Estádio", o importante não era o jogo, mas a angustiada psicanálise do homem casado, que espera, ansiosamente, nos sanitários do estádio, que a adrenalina das bestas de bancada dele faça, durante alguns momentos esmolados de sexo, a mulher frustrada que arrasta dentro de si. Essa foi a sua primeira porta, a da paneleirice, já que frequentava os balneários dos seniores, "Ler", "Jornal de Letras", "Expresso", entre outros, por onde pairava a sombra patriarcal dos Senhor dos Anais, Mega Ferreira. Do Avental, não reza a história, por ser demasiado óbvia, mas prefiro que investiguem vocês, que eu sou mais de literatura de rumores, mas a verdade é que andou muito pelo Futebol, já que balneários e suburbanos transpirados sempre deram boa literatura. A pérola do percurso, realmente, por que estas coisas só podem lembrar a uma mente de um calculismo absoluto, o que, à falta de talento, devo eu considerar como sendo de um rasgo talentoso, foi a conversão ao Judaísmo, coisa que não lembraria nem ao Diabo, mas, tão só, a um oportunista de carreira.

Nota negativa, como daria o Professor Marcelo, e que competirá às Finanças investigar é se as medíocres crónicas que, sob pseudónimo, continua a publicar, no "Correio da Manhã", são alvo de tributação, e passíveis de compatibilidade, com uma fraude que ocupa tão miserável lugar político.

(Quarteto do só por desfastio, que a criatura, já por si, está arrumada, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")