sexta-feira, 20 de abril de 2012

O último Rey da Ibéria


Quando a Goldman Sachs falir, na forma incarnada do seu banco, o Mundo acaba.

Ora, nada disto teria qualquer relevância, se não fosse já para junho, e se nós pudéssemos continuar a assobiar para o ar, com os infortúnios do Fábio Coentrão, que o Real Madrid quer recambiar para a barraca, de onde nunca deveria ter saído.

O Goldman Sachs, enquanto banco, é uma instituição criminosa, que transformou o Dinheiro num holograma onanista, e que está para os Estados Unidos como o BPN está para Portugal, com algumas pequenas ressalvas, que passo a enumerar: aparentemente, tinham o vício de ir buscar os melhores, enquanto o BPN, à portuguesa, se contentava com os piores; os diplomas de ouro tinham sempre nele assento, enquanto as quartas classes da chico espertalhonice profileravam na Sociedade Lusa de Negócios, com exceção de Rui Machete, que já era mau antes de o ser. O outro  "je ne sais pas quoi" é que o BPN era uma saloice à escala dos presépios da Cavaca Velha, enquanto o Goldman Sachs opera à escala global, pelo que, através de uma regra de três simples, mais ou menos manhosa, se o BPN, do Cavaco e do Dias Loureiro foi suficiente para afundar Portugal, a falência, de aqui a dois meses, do Goldman Sachs arrastará o Mundo para a Bancarrota.

Até aqui, nada de mal, dirão as Portuguesas, dos programas da tarde, das generalistas, com os seus célebres, "é assim, temos que nos acostumar...", ou o "eles é que sabem, eles é que mandam, a gente só tem de cumprir".

Todavia, desta vez não vai ser assim, porque, ao colapsar o Sistema Financeiro, a nível mundial, a Globalização, que consistiu no ir explorar chinesinhas e vietnamitas, para vender coisas no Ocidente a preços ligeiramente mais baixos, e com margens de lucro, de intermediários, infinitamente astronómicas, destruindo empregos e toda a estrutura do Estado Social, a Globalização, dizia eu, vai para o caralho, e como tudo isto está colado com cuspo, países como o nosso, que se tornou residual, importador bruto, e bandeira de conveniência de drogas, e outras coisas que não servem para a alimentação, um belo dia vai acordar, e, ao contrário do que se pensa, o problema não vai estar em meter o multibanco na ranhura, e não haver notas, mas em ir à prateleira das sucursais da Jerónimo Martins, e nada haver para comer.

É certo que o canibalismo resta, como solução, mas com o conselho -- avisado, diga-se de passagem --, dos sicários de Passos Coelho, para "emigrarmos", o que sucederá será que não vamos poder comer sequer, frango, mas só galinha velha, daquela que se arrasta para Fátima, para ver o solzinho dançar, e eu odeio alimentação fora de prazo, pelo que não me apetece acabar os meus dias a ratar uma artrose de uma crente da Beata Lúcia.

Afora o humor, esta merda está-se a desintegrar, por algumas razões que são evidentes, posto que algumas medidas previstas pela "Troika", dado o poder de não previsão de quem assinou aquele compromisso, tinham, como efeitos colaterais, a prisão de meia classe política, e ir mexer nos vespeiros que movem, na sombra, a nossa bandeira de conveniência.

Era evidente que não se ia mexer nos salários mais elevados dos gestores, porque isso era ir mexer nos salários dos gajos que tinham ido para esses lugares de gestão, depois de terem fielmente cumprido o papel político de desintegradores da Coisa Pública. Também não se podia mexer nas parcerias público privadas, porque a própria designação é aberrante: uma coisa ou é pública, ou privada, exceto os eventos sexuais de quem nos governa, e, à Portuguesa, resolvemos bem a questão: era tudo pago pelo Estado, só que umas tinham o nome de "Estado" e as outras não tinham. Também não se podia desmantelar o cancro das autarquias, porque as metástases eram famílias inteiras, caciquismo partidário generalizado, a provocar rombos fabulosos nas contas públicas, de maneira que só havia duas saídas: ou se deixava tudo na mesma, como aconteceu, e se preferiu ir para umas medidas cosméticas, para intimidarem os cafres, como roubar nas reformas, e pôr as velhinhas de oitenta anos a calcetar as ruas, ou se tentava meter parceiros duvidosos no baralho, como países onde a prática democrática deixa muito a desejar, como Venezuela, Angola e a China.

Quanto a Angola, é certo que tínhamos, e temos, porque ainda não foi pelos ares, com uma bomba de um anarquista, o célebre Miguel Relvas, que, depois de beijar o cu ao bode, na sua Loja Maçónica, também foi lamber o cu à Isabel dos Santos. Ora quem lambe o cu a um bode e à Isabel dos Santos, depois disso, lambe qualquer cu, em qualquer circunstância e a qualquer preço.

Acontece que o procedimento de Miguel Relvas, por alegoria, se poderia entender como a postura de todo o bando de marginais, que enturmou, com Passos Coelho, sob a designação de "Governo".
Na realidade, não há Governo, há só um grupo de pessoas, aterrorizado, a tentar, de três em três meses, com a chico espertice típica deste povo desolado e desolador, tentar enganar a "Troika", que vem ver, se de facto, estamos a cumprir. É já mais do que claro que não estamos, exceto nos tais pormenores que não custam nada e que mantiveram a população em estado catalético, durante os escassos meses que esta tortura tem durado.

Subitamente, as coisas começaram a parecer estar a mudar, porque, para esta gente, que não reage a nada, começaram a tocar nos árbitros, nas maternidades e na escolinha das suas crias, ou seja, no património intra uterino, que se conjuga entre a homofilia dos estádios e a ditadura das mulheres de bigode.

Para Stephen Hawking, Portugal terá entrado numa singularidade espácio temporal, e, numa terra habituada a queimar gatos e a deitar azeite a ferver nas crianças, deu-se um evento inusitado, que foi a tentativa de um "desperado" se imolar pelo fogo, frente à Câmara Municipal do Porto, onde reside um dos maiores mafiosos de Portugal.

Ora, a onda de choque disto é imprevisível, e vamos ver para que lado encosta, se para os cravos de abril, se para os cravas de maio, ou se para mais uma gigantesca procissão do adeus, em Fátima. Pessoalmente, inclino-me mais para esta última, mas isso faz parte do solipsismo nacional já que, na realidade, por mais horas que passem a fazer grandes planos, televisivos, do focinho da santa com cara de saloia, o que está em cena é uma enorme ampulheta, que já está a escorrer para o lado oposto, sobretudo  em España, onde o último dos Bourbons já está num estado de degenerescência neurológica só comparável com a de Cavaco Silva, já que, todos nós aprendemos, desde pequeninos, que ninguém mata elefantes por equívocos, embora, por equívocos desses, possam cair Monarquias, como já caíram com os brioches da Joana Josefa de Lorena, arquiduquesa de Áustria, e rainha de França, e em outras tantas circunstâncias. Quando a Monarquia cair, a España transforma-se nos Balcãs peninsulares, com a Cataluña e os Bascos centrífugos, e, enfim, malhas que o Império tece, a Galiza a querer "ajuntar-se" ao Norte, para que Lisboa deixe de ser a capital do Porto, e seja finalmente substituída, nessa função, por Vigo.

Já nessa altura terá falido o Goldman Sachs, não haverá comida, e o escarumba que os "soixant- huitardes" tanto aplaudiram, sem perceber que era a mais espantosa ratoeira que a América neo fascista lhes tinha aprontado, não só terá conseguido dar cabo do Euro como terá destruído o Dólar.

Eu sei que tudo isto é uma chatice, mas como é inevitável, aconselho-vos a entreterem-se, nesta trégua de dois meses, antes do Apocalipse, com as vitórias do Sporting, ou como eu, que, metido numa interminável forma de sufoco e tédio, dei hoje comigo, estupefacto, a olhar para as mamas da Joana Amaral Dias.


(Quarteto do Armagedão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal". no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


Imagem do Kaos



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Isabel Moreira e as suricatas da Assembleia "Nacional"



Imagem encomendada ao Kaos


Este texto é dedicado a Isabel Moreira, pela qualidade humana, e pela coragem, no meio da escumalha que se apoderou do Partido Socialista


Portugal é uma vergonha, e tornou-se num “study case” de Etologia, que daria a obra prima de Attenborough, se ele se dedicasse a estudar as suricatas da Assembleia “Nacional”.

A Assembleia “Nacional”, como já diversas vezes repeti, é um ajuntamento de pessoas, que representam diversos interesses, debaixo das bandeiras de conveniência dos chamados “Partidos Políticos”.

A bandeira de conveniência, que, inicialmente, era uma instituição de navegação, explicava que houvesse tantos navios, com pavilhão panamiano, por exemplo, para descartar responsabilidades, tal como os “off-shores”, que são uma caixa de correio, sem morador atrás, para onde é encaminhada toda a correspondência das trafulhices que os seus detentores praticam, por toda a parte do Universo.

Portugal tem cinco, seis, se contarmos com aquela excrescência dos “Verdes”, que toda a gente sabe ser a casota de arrumações do PCP, bandeiras de conveniência, e, por detrás dessas cinco bandeiras de conveniência, move-se uma realidade turva, que as pessoas não querem, não conseguem, ou não suportam ver.

É difícil imaginar que aquelas vozes cavas e decentes do PSD, nos jantares de fins de semana, se juntem com elementos de Extrema-Direita, e façam a saudação nazi, jurando pela pele a certos adversários políticos. O PS, por mais que o desminta, tinha o Ferro Rodrigues a mamar no pretinho da Casa Pia, que o Pedroso lhe arranjou, e chamam a isso “fação de esquerda”. No meu léxico, confunde-se substancialmente mais com o célebre “ajoelhou/rezou”, mas nem vale a pena insistir nisso, num país onde ainda toda a gente acha que o Marco Paulo é um solteirão cobiçadíssimo, e a Senhora de Mota Amaral uma virgem consagrada, da Opus Dei. No CDS é ainda mais dramático falar da coisa, sobretudo naquele último Conselho Nacional, em que a Senhora de Ribeiro e Castro, a quem alguém encomendou o frete de fazer de “mulher alibi”, resolver votar contra um feriado qualquer, e imediatamente foi condenada por umas caras pavorosas, muito conhecidas dos oratórios de ajoelhamento do Terminal do Rossio e das defuntas plateias do “Olympia”. Houve uma fase em que o Portas os recrutava no “Trumps”, agora, com o declínio do Estado da Arte, recruta-as nas sucatas do “bas-fonds” porno do “Cine Paraíso”, e chamam a isso “Política”. No fundo, até têm razão, porque, dado o estado da coisa política, é normal que as pessoas sejam recrutadas nesses bastiões, já que, ao contrário do que disfarçam, com esses, ao menos, já se sabe com o que se conta: estão no nível da Amélia dos Pentes, mas, um pouco… abaixo. O PCP é uma exceção, porque anda a fazer testes de resistência à coqueluche do Arménio Carlos, uma coisa em quem nem a família acredita, e vai daqui uma saudação para o Cajó, o sobrinho, que, com estes que a terra há de comer, vi eu, ao meu lado, a assinar a folha de presenças, no dia da greve geral de 22 de março, que eu também furei, porque não faço mais fretes a comissários políticos, já que os sindicatos existem para representar as forças produtivas do país, e não as forças produtivas do país, para adubarem o narcisismo da incompetência, em forma de pseudo protesto de rua. Sem querer adiantar mais, com a progressiva dissolução da Ordem Pública, os Sindicatos acabarão a apanhar nos cornos, por cumplicidade, compadrio e negociatas, por debaixo da mesa, com os caciques reinantes: é uma questão de meses, e não muitos, porque isto está a derrapar, e mal España dê ordem de arranque, Portugal transforma-se num caixa de ressonância do estado de insuportabilidade em que isto se tornou.
Acho que me esqueci de falar do Bloco de Esquerda, mas não me apetece, porque não sou perfeito: eles que se autocritiquem, que têm bom corpo para isso.

Vem este texto a pretexto do acontecido com a Isabel Moreira, bem nascida, e filha de um dos homens mais inteligentes de Portugal, da velha escola, em que o pronunciamento só era possível com o conhecimento absoluto de todos os bastidores florentinos da deriva política, e não a ligeireza com que trastes, como os comentadores políticos que, diariamente, nos atentam contra a inteligência, vão aumentando a entropia do estado explosivo da situação portuguesa.

O P.S., no rescaldo de Sócrates, está no mesmo estado de ruína em que ficou o PSD, depois da neoplagia Cavaco Silva: ingovernável durante décadas, até cair, nesta anomalia de Massamá, que devia estar a fazer muamba num musseque de Cabinda, em vez de estar a tornar Portugal numa muamba de Cabinda, em forma de musseque, Miguel Relvas. Não tenho seguido o debate político, pela simples razão de que não há debate político: há uns cavalheiros e umas gajas que se reúnem, depois do almoço, cheios de álcool e de outras substâncias, e entre sms, jogos de consola, telefonemas para combinar a foda do fim do dia, ou o próximo negócio sujo, do gabinete de advogados que representam, votam, de braço no ar, as próximas leis que vão assegurar a ruína do país.

Parece que a Isabel Moreira votou contra aquela aberração que é o Código do Desemprego, que nos faz abandonar a plataforma da Civilização, para regressar aos cenários dos textos extremados de Marx, e das revoluções pré nihilistas de 1848.

Aparentemente, já não se trata de vender Portugal directamente aos criminosos que governam Angola, a Venezuela e a China, mas de experimentar, em bruto, cá, e à força, o Modelo Chinês.

O Arménio Carlos protesta, mas é tudo na ordem do faz de conta., porque o que lhe interessa é contar cabeças, e tentar perceber quantos parvalhões é que plebiscitavam o seu nome à frente da CGTP, a coberto de “lutas laborais”.
Lutas laborais, o caralho, meu amigo: os Portugueses não são objetos de experiência de manobras partidárias, obsoletas desde que a “Nomenklatura” se desmantelou, na defunta União Soviética, e, ou vocês fazem um “aggiornamento” à situação de tumulto para-anarquista que se está a montar nas ruas, ou vão na mesma crista do maremoto, mas isso é um problema que só a vocês diz respeito, já que eu me estou zenitalmente borrifando para que vos aconteça, tal como vocês estão absolutamente desinteressados do que nos possa suceder, nesse vosso vergonhoso conluio com o Poder.

A chave decisória da crise social já se deslocou para o centro das ruas, na forma direta dos-sindicatos-que-se-fodam, porque, o suicídio de um reformado, em Atenas, dizendo que não suportava mais o que estava a presenciar, poderá ter, na forma de onda de choque das sociedades europeias, o mesmo efeito do rapaz que se suicidou, em Tunes, e provou o desmoronar das ditaduras do Magreb. Todos nós somos o suicidado da Praça Syntagma.

Eu sei que tudo isso é uma história mal contada, mas aconteceu, e do que nós mais precisamos, presentemente, é de coisas que realmente aconteçam, não guerras do alecrim e manjerona, com o Arménio Carlos e o seu quintal.
Na Assembleia “Nacional”, cheia de corruptos e da pior escória que esta país produziu, tentaram trucidar a Isabel Moreira, que ainda pensa de luva branca, e tem “pedigrée” suficiente para os enfiar a todos no chinelo, até à terceira geração.
Objetivamente, embora não devamos julgar ninguém pelo seu aspeto físico, António José Seguro, com o seu ar de merceeiro, nunca devia ter passado do balcão de mercearia virtual, no qual se move. É, portanto, excelente, que tenha acontecido o que aconteceu, porque já há vozes que falam aí no regresso do famigerado Sócrates, que, com todos os seus defeitos, era uma máquina de guerra, ao pé destes atrasados mentais, do aventalinho, da pedofilia e dos sacos azuis. Por mim, sobretudo desde que o Diretor das Sciences Po apareceu morto em Nova Iorque, quando descobriu que tinha como aluno o famigerado Vigarista de Vilar de Maçada, aposto tudo na Isabel Moreira: mulher, educação refinada, para pôr na valeta todos os merceeiros, as amostras clínicas, as edites estercos e toda a escumalha, que tornou o PS, num partido infrequentável.
Sim, amigos, gente que desce, como vocês descem, ao nível de tratar a Isabel Moreira por “essa fufa” (!) finalmente dão razão à existência de espaços alegóricos, como o “Braganza Mothers”, que vocês tanto odeiam, porque vos descobre as carecas, através de um léxico igual ao das vossas conversas privadas.

Só que nós fazemos ficção, e andamos: vocês... não: vivem diariamente atascados nessa linguagem e nessa sórdida realidade.

O resto é ainda pior: Um Ministro da Administração Interna que tem pavor dos Indignados e que põe processos disciplinares ao elo mais fraco, os polícias, depois de lhes ter dado ordem para carregarem sobre a multidão; Passos Coelho, o Vigarista de Massamá, fala de um país onde os cidadãos vão ter cortes de subsídios, o que é anticonstitucional, por mais que aquela maria amélia do Jorge Miranda – outra que adora chupetas de rapazinhos… – diga o contrário.

Parece que é para resgatar o País.

Não é, caros concidadãos, é para resgatar o BPN, do filho da puta do Cavaco e seus amigos.

Como o suicidado da Praça Syntagma, eu recuso-me terminantemente a resgatar o BPN, os salários do Mexia, do Catroga e do filho da puta do Mira Amaral. Recuso-me a pagar os golpes do Álvaro Sobrinho, no BES-Angola. Não quero pagar o salário do André Wilson da Luz Viola, nem do motorista da paneleira da Senhora de Mota Amaral, através de quem a Opus Dei faz fretes à Maçonaria, nem as dívidas das associações mafiosas de farmacêuticos. Não quero pagar a alimentação do Isaltino de Morais, nem antes, nem depois, de preso. Não quero que a Odília Pereirinha esteja de baixa fraudulenta, em Nova Iorque, com o dinheiro dos meus impostos, a receber salário, para apoiar o estripador do filho, só porque era mandatário da juventude do Cavaco, em Cantanhede. Não quero pagar mais motoristas, mais assessores, mais cartões de crédito de parasitas de empresas públicas falidas. Não quero pagar os salários de famílias inteiras que vivem penduradas em coios autárquicos. Não quero pagar o estrume do Berardo. Não quero pagar as rotundas e as esculturas de merda de que as rechearam.
Aceito contribuir para o pagamento das dívidas que o País tenha, mas só depois de ver esta gente toda na prisão, e não a receber doutoramentos honoris causa, como a assassina Leonor Beleza. Não quero ver o dinheiro dos meus impostos, a pagar as suricatas da Assembleia “Nacional”, a começar pela Suricata Mor, a Bimba da Assunção Esteves, com os seus penachos louros, à Lady Gaga, que percebe tanto daquilo quanto eu, e que me dá vontade de estrangulá-la, de cada vez que fala , com aquele sotaque de marimba, entalada no palato.


A isto chama-se Direito de Indignação, e quero que se juntem comigo todos que sentem exatemente o que eu sinto, para ver se, ainda este ano, fazemos a limpeza geral.

Contamos convosco, cidadãos, porque a hora é nossa.


(Quatro pontos cardiais, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)



sexta-feira, 30 de março de 2012

O homem que ganhava 13 000 salários mínimos

Imagem do Kaos


Portugal é um país surpreendente, dado que raramente estagna, e nunca tem retomas, a não ser em regime de bomba nuclear.
Desta vez, retomou para o “Guiness”, como aquele país onde há um cretino que consegue ganhar 13 000 salários mínimos.
O realizador de esplanada de Cascais, que fez aquela merda “What the Finns need to know about Portugal”, esqueceu-se de colocar esse fenómeno, não do Entroncamento, mas da EDP, e foi pena, porque se os Finlandeses, na altura de votarem mais dinheiro a fundo perdido para a Cauda da Europa, tivessem sabido que o alguém ganhava, a descoberto, 13 000 salários mínimos, certamente nos teriam, e com muito gosto, emprestado muito mais do que aqueles trocos que enviaram para cá.

Estamos a falar do Mexia, um cancro da Democracia, um indivíduo – e tanto que eu aprendo à mesa de certos restaurantes… -- que já era corrupto no tempo em que servia o corrupto Mira Amaral, no tempo em que ele era Ministro da Economia do corrupto Aníbal Cavaco Silva.

O Mira Amaral era genial, porque, ao mesmo tempo que ia distribuindo pelos amigos do Aníbal os Fundos Estruturais, que vinham para tornar os Portugueses um povo europeu, cuidava da sua vida privada, e nunca é de mais recordar o maravilhoso episódio da rotina diária do Ministério, quando alguém ia colocar serviço no gabinete da esposa, uma pobre demente, para fingir que ela estava apta para trabalhar, já que o divórcio nunca mais avançava, e o Mira Amâghàl, esse cancro da Economia, da Democracia e dos Valores Humanos, tinha medo de que o tribunal lhe o recusasse, já que ficava mal a alguém divorciar-se de uma pobre desgraçada que tinha enlouquecido…

Outras eras, outros valores: serve agora a boceta da mulata, à frente do BIC, e acabará “Honoris Causa”, um dia destes, como a Leonor Beleza, que vai receber o seu, pela Universidade Nova de Lisboa, por muy nobres serviços causados ao serviço do Sangue.


O Mexia, como diria o defunto Viegas, já era corrupto, antes de haver corrupção, posto que, ainda o Mira andava a gamar os fundos, já o Mexia se andava a mexer nas trafulhices das Energias Renováveis, naquilo que poderíamos chamar uma subempreitada da corrupção, mas tão descarada que o Mira Amaral, o Papa da coisa, lhe teve de pôr uns patins, como Luís XIV -- com as devidas distâncias, já que estamos a falar da ralé da ralé... -- pôs ao Intendente Fouquet.
Pelo Princípio de Peter, “alavancado” pelo Cavaquismo, pelo Guterrismo, pelo Barrosismo, pelo Santanismo, pelo Socratismo, e, finalmente, pelo Segundo Cavaquismo, ou Cavaquismo de Alzheimer, de Passos Coelho, o canalha Mexia conseguiu-se mexer ao ponto de se tornar no Senhor que mexe em Treze Mil Salários Mínimos, uma coisa que eu não sei o que seja, porque sou mau em contas de cabeça e, sobretudo, tabuadas da miséria humana, mas posso ir às contas: a acreditar na “Wikipédia”, um salário mínimo, na Cauda da Europa, é de 475 €, o que, multiplicado por 13 000 dá qualquer coisa como 6 175 000 €. A dividirmos isso – e vou ser generoso, e considerar o 2012, como bissexto… – por 366 dias, a soma dá, diariamente, um número de 16 871 €.

Mesmo eu, que sou gastador, teria alguma dificuldade, aliás, sentiria uma estranha forma de tédio, em poder desbaratar, por dia, esse número incómodo, chato, impertinente e desolador.

Coração nas mãos, uma pessoa como eu, que em nada se compara ao Mexia, já que tenho refeições livres, cartões de crédito sem teto, ajudas de custo, deslocações pagas, em executiva, dividendos de coisas estranhas, e mais valias de acções ainda mais estranhas, rendimentos a prazo, a risco e à ordem, “prendas” e dinheiro líquido, convites para jantares com gente interessante e duvidosa, sei lá, tantas coisas em que o Mexia nunca mexeria, nem que pudesse, porque o Mexia teria de se mexer muito para me chegar aos calcanhares, ora, depois disto tudo, que fazer, eu, com, vá lá 16 800 € por dia?...

Como toda a gente sabe, desde a queda do Concorde que não dá para ir almoçar a Nova Iorque e voltar no próprio dia, e os Cartiers enjoam, a partir do centésimo, tal como as écharpes “Hermès”, nem que a benemerência me fizesse distribuir umas quantas por dia, para melhorar o conforto dos sem abrigo do Martim Moniz e da Gare do Oriente, pelo que sou solidário com a presente dor e angústia do Mexia.

Por outro lado, o Bando, perdão, Banco de Portugal, onde ainda impera a célebre Teodora Cardoso, esposa há 1 500 anos do Basileus Justiniano, a tal que tinha o sexo não onde a natureza lhe o tinha colocado, mas na face, anuncia que vamos crescer nada por cento, e que ainda haverá, assim, a jeito de ejaculação precoce, 170 000 novos mil desempregados, já este ano.

Como se sabe, desde que o Vítor Constâncio se refugiou em Frankfurt, para não ser linchado na Fnac do Chiado, onde aparecia, depois do almoço, a cambalear, de bêbedo, não podemos confiar nestes números, porque corremos o risco de ter 170 000,54 desempregados, em vez dos 170 000, dos quais, como é sabido, mais de 40% têm habilitações superiores, ou seja, não estão ao nível dos analfabetos empresariais e políticos que transformaram Portugal no cataclismo em que se encontra.

Eu sei que estão desorientados, mas eu dou-vos uma pista. SIS, Secretas, Serviços de Informação, infiltrados, gente séria, e outros, filhos da puta, apesar de andarem a perder tempo a ler mensagens do “Facebook”, violar emails e sabotar blogues, estão em alerta vermelho, embora só declarem o laranja, por causa das cores do PSD, porque há rumores de que poderão começar a surgir atos anárquicos, descoordenados e imprevisíveis, mal a “Troika” declare, em maio, que entrámos, definitivamente, em derrapagem, e que o País vai acabar, num estado que fará, da Grécia, um conto de fadas. 
Todos os sinais apontam para isso, na forma dos mais variados escândalos, e num país onde o Rei Ghob vai para a prisão 25 anos, enquanto o pedófilo Eurico de Melo jubila entre os amigos mama pilinhas, dos Ferraris do Vale do Ave, e o Carlos Cruz quer uma investigação (?) à investigação do “Casa Pia”, dele, e dos amigos dele. Claro que os órgãos de intoxicação social, o tarado do Medina Carreira e os abrações universitários dos ex ministros das finanças de Cavaco, Guterres, Durão e Sócrates continuam a fingir que não estamos num barril de pólvora a que só falta atear o rastilho.

Acontece que as informações que circulam nos serviços de informação da República, todas, dizem que o rastilho já foi mesmo ateado, e eu, como muitos dos comentadores não pagos para enganar os Portugueses, estamos, de bancada, à espera de que a coisa rebente, e mal, como aconteceu no fim da Monarquia, e daquele permanente enxovalho maçónico, a que chamaram “I República”. 

Como não tenho revólver e não sei fabricar bombas, tenho um conselho que dou à sombra que nos trouxe até este abismo, Cavaco Silva, o incontinente de Boliqueime: dia 10 de junho, agarre em 10 mexias, prenda-os, e pendure-os numa jaula, na Praça do Pelourinho, onde poderão estar expostos aos “carinhos” de uma população vexada, humilhada e extremada. Melhor: junte a sua carcaça neuro degenerada aos 10 mexias, e teremos 13 000 vezes 10 salários mínimos, o que faz 130 000 salários mínimos, a distribuir pelos 170 000 novos desempregados. Se esticarmos as reformas do “Presidente”, mais as calotes dos amiguinhos do BPN, ainda arranjamos salários médios para 1 000 000 de Portugueses. Não acham a ideia boa? Eu acho, Tem, tão só, um senão: é que 10 de junho parece-me uma data muito longínqua para a vida política que os rumores atribuem ao Saloio de Boliqueime, o que é pena, porque até podíamos resolver, assim, a crise do Desemprego, numa só manhãzinha de medalhas, com as artroses da Maria, a desfiarem o terço, filha da puta, ignara como as casas. Bem hajam.


(Quarteto do 12 de maio, Dia do Sapato, o Cavaco vai resignar, no “Arrebenta-Sol”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e no sabotado pelo filho da puta Miguel Relvas, todas as semanas, “The Braganza Mothers”)



sábado, 17 de março de 2012

Cavaco Silva: das Presidências Abertas às presidências completamente fechadas

Imagem especialmente encomendada, para o evento, ao Kaos
                                                                                                                                                                                                                                              Andante molto cantabile, Allegro sanguineo



Quando Garibaldi teve aquelas pretensões de unificar a Itália, para que Berlusconi, quase século e meio depois,  já a encontrasse unificada, embrutecida e putificada, Sua Santidade Pio IX, um dos papas mais estúpidos, ignorantes e reacionários, de toda a longa história de crimes da ICAR (hoje declarado "Santo" (!) pelo pedófilo nazi, Ratzinger), declarou-se "prisioneiro" do Vaticano, situação de que, para aqueles que gostam de História, só o Tratado de Latrão, assinado entre a Santa Sé e os Papas-Reis dos Estados Pontifícios, os libertou, entregando, doravante, na situação de monarca absoluto, o Vaticano, S. Pedro, uns jardins e sanitários anexos, onde a Guarda Suíça, durante dia e noite, se entrega a atos contra a natureza, e Castel Gandolfo, uma quinta destinada a repousos e retiros pedófilos, como a Casa de Elvas, onde Carlos Cruz nunca esteve, mas só costumava ir.

Toda a gente sabe que os abismos que separam Itália de Portugal, para lá dos milénios de Civilização, e de Neanderthal nunca ter escolhido o ninho de Leonardo, Rafael e Dante, para a sua postura fora de época, são flagrantes, ao ponto de toda a Europa culta sentir alguma vez, a necessidade de fazer a "Viagem a Itália", e, só com o cinto já muito apertado, a viagem a Portugal, exceto em caso de absoluta necessidade, ou para ajustes de contas familiares, como os McCann, que não sabiam onde livrar-se da sua Maddie.

Portugal, curiosamente, tornou-se agora muito Italiano, ou, melhor, mesmo muito pontifício, com um "Presidente" que se encontra tecnicamente prisioneiro dos Jardins do Palácio de Belém, com algumas escapadelas para a Quinta da Coelha, ou idas à campa do Cavaco pai, a Boliqueime, terra que até produziu duas aberrações, uma, na política, e outra, na Língua, a Lídia Jorge, que chegou ao estrelato por não saber escrever, mas levar porrada do Capitão de Abril que lhe pacobandeirava a boca da servidão, mas é melhor eu não me esticar muito sobre isso, não vá a Escandinávia nobélizá-la, para mais uma vergonha nossa.

Voltando ao tema, o Sr. Aníbal, cuja senilidade é uma verdadeira preocupação para os notáveis conselheiros que o cercam, e, sobretudo, a equipa clínica do Doutor Lobo Antunes, que já lhe introduziu um chip no cóccix, para saber, por GPS, com uma aproximação de 1 metro, se Sua Excelência está a conseguir circular regularmente, de sala em sala, sem se borrar pelas pernas (abaixo), apesar daquela casa de banho intermédia, que já teve de ser incrustrada no Palácio, não tenha ele uma daquelas aflições que o poderiam levar ao estádio do fraldário presidenciado avançado.

Ora, dado o estado de penúria da Nação, e o avançado estado de degradação do seu Supremo Magistrado, é sabido que o orçamento da Casa Presidencial dificilmente suportaria a construção de retretes de metro a metro, não fosse o Palácio de Belém começar, penosamente, a assemelhar-se à Fundação Amélia das Marmitas.


Decidiram, então, os Doutores que era melhor, mal por mal, pôr a carcaça do Sr. Aníbal a arejar de vez em quando, com o pretexto de a sua Maria, de Centro Esquerda ir inaugurando presépios, ao logo do Portugal dos Pequeninos, sob a tutela do Anísio, ou Anaísio, ou lá como é que o gajo se chama, que, quando não está nisto, anda a apanhar no cu com um ar de compungido, mas isso seria um mero escólio deste texto, e não é para hoje, que o tempo é grave.

O Sr. Cavaco Silva, prisioneiro da sua senilidade, das insustentáveis intervenções públicas, que puseram em causa a magistratura que exerce, ao ponto de os Militares, enquanto garantia da Soberania Nacional, estarem à beira de ter de intervir, e substituir a III pela IV República, pela obscena repetição de um Américo Thomaz, mas incapaz de despertar qualquer humor ou anedota.

Matematicamente, o fenómeno Cavaco Silva, se alguma coisa essas criaturas pardas, que nós pagamos para manterem de pé um cadáver, percebessem de Matemática, já entrou na fase irredutível da Catástrofe da Cúspide, de René Thom, ou, para os apreciadores de Engenharia dos Materiais, de acordo com a Lei de Hook, o Aleijão de Boliqueime já passou da fase elástica para a fase plástica, ou seja, já não é preciso mais nenhum esforço de tensão, para que se deforme e afunde, por si mesmo: basta, agora, sociologicamente falando, que apareça, ou tente aparecer, em público, para imediatamente se desencadearem imprevistas reações sociais, como iremos assistir, nos tempos breves que nos separam do fim da coisa.

Em Democracia é insustentável que exista um Presidente que está impedido de sair à rua, pelo que o colapso da situação, que, a mim, indefetível inimigo da criatura que gangrenou o Regime e destruiu económica e financeiramente Portugal, já tem uma ampulheta a correr, variando as apostas sobre o tempo, mas sendo todas coincidentes na sua iminência, está a dar particular prazer.

Para os que são de memória curta, o gasolineiro filho foi o único primeiro ministro de Portugal que se enfiou dentro de uma viatura blindada, ato de pavor e cobardia, a quem nem Salazar, que muito mais teria, pelas evidências, a temer. A Maria, pelo seu lado, mal o aborto conjugal se tornou primeiro ministro de Portugal, mandou pôr vidro à prova de bala, nas miseráveis salas de aulas que frequentava na Católica, nas raras vezes que lá, nos intervalos das faltas, como se alguém se desse ao trabalho de desperdiçar uma bala, que fosse, com tão patética figura...



Acontece que os tempos mudaram radicalmente. O Portugal do respeitinho ao Sr. Doutor, ao Sr. Engenheiro e ao Sr. Arquiteto, colossalmente estrangulado por um Sistema, que dia após dia, se revela impiedoso com os fracos, e cada vez mais submisso com os fortes; o Portugal da Senhora de Fátima, cobarde por essência, e que prefere violar crianças, espancar mulheres, e esquartejar avós, em vez de se voltar para os carrascos, que estão acima, tem assistido aos sucessivos trambolhões do Sr. Aníbal, um cúmplice de uma das maiores fraudes e assaltos de há memória no Regime, o BPN; que foge de adolescentes, em idade escolar; incapaz de viver com 20 000 € de reforma, e que se dessolidarizou dos problemas reais, de uma população envelhecida e de faca escolaridade, que era a sua base eleitoral de apoio, como o fora, durante décadas, do Vacão de Santa Comba Dão, que nunca se atreveria a humilhar o seu povo, dizendo-lhe que, ao contrário da outra, roesse côdeas, já que o Sr. Aníbal mal tinha dinheiro para meio brioche, desse Senhor Aníbal, cujos poderes constitucionais teriam atempadamente permitido que demitisse o "Engenheiro" Sócrates, quando a sua cáfila estava a dar cabo do que restava da má saúde do país, mas prefere, cobardemente, aparecer a lamentar-se, num prefácio de um livro que nunca ninguém lerá, e que dificilmente ele terá escrito, mas que já lhe serve de epitáfio, pelo grotesco da forma e a prova de insanidade de quem subscreve tal conteúdo, sem, mais grave ainda, se retractar. Cavaco Silva vive imerso num delírio de neurocompensadores, para a sua degenerescência neurológica, coisa que já vem de muito atrás, como refere a raposa Soares, que revela que, o então primeiro ministro, Cavaco Silva "tinha visões (!)" (procurem a entrevista, que hoje não me apetece...), e ainda não percebeu que já resvalou para aquele limiar perigoso, onde o povo português, turvo, sonso, e falso, já não o vê como uma figura "acima", mas alguém que rasteja no patamar dos seres fracos sobre os quais costuma exercer os seus atos de vingança sádica.

Cavaco Silva caiu naquela zona crepuscular dos que incendeiam os gatos, apedrejam os vidros dos comboios, e queimam os caixotes do lixo. É natural que, de um povo turvo, se esperem, pois, perigosas reações turvas, mas os dados já estão irremediavelmente lançados: aparentemente, os conselheiros querem agora fazer um derradeiro esforço, e levar, no seu "Cavacamóvel", o cadáver político a inaugurar, este sábado, mais um presépio..., perdão, um passeio a Mirandela. Com as instabilidades barométricas em curso, pode ser que as secretas, ou um comissário da polícia, mais avisado, se lembre de o fazer recuar, à última hora, como aquando da António Arroio. De qualquer maneira, está irremediavelmente condenado.

É dramático, e pungente, quando um povo perde o respeito pelos seus governantes, mas é totalmente lícito, quando os seus governantes também deixaram de os respeitar.

Sinceramente, não tenho pena nenhuma do Sr. Aníbal, mas, por favor, se se decidirem livrar dele hoje, por favor, evitem imagens chocantes: no estado em que ele está, basta que puxem, silenciosa, e piedosamente, o autoclismo.

Sim, até pode ser em Mirandela, pois pode, aliás, neste momento, qualquer sítio serve, desde que seja eficaz...

(Quadrado do adeus Cavaco, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")