quarta-feira, 13 de junho de 2012

António Borges e todas as suas metástases, em forma dos Borges, Cavacos, Relvas e Moedas, que destruíram Portugal


Tenho saudades dos tempos em que ia para as Docas, com o Passos Coelho, e o tinha de arrastar de lá, altas horas, já muito perto do coma alcoólico, porque ninguém o segurava, a noite inteira, a querer mais conas de pretas.
Objetivamente, nada há de pernicioso em passar noites inteiras a tentar mais uma cona de preta, porque as conas de pretas são, a seu modo, como as parcerias público-privadas: quem se mete numa é capaz de se meter em todas as outras, e já não nota a diferença. Para nós, Portugueses, isso até poderia chamar-se multiculturalismo, se não tivesse levado o Estado a confundir taras privadas de um inapto com os poderes do Estado, e a conceder a um gajo bastante abaixo da média, cujos únicos interesses na vida eram o álcool e as conas das pretas, o lugar de Primeiro-Ministro.

Isso aconteceu, ele estabilizou, casou com uma preta com ar de ser mãe dele, e o Estado ficou entregue a si mesmo.

O problema começa quando um Estado fica entregue, a si mesmo, e eu explico, nominalmente, o que é isso: um indivíduo com problemas neurológicos, no topo da Pirâmide, em quem a Maria tem de agarrar permanentemente na mãozinha trémula, para evitar que ele tenha um ataque público, ou comece a falar de vacas; uma segunda figura do Estado, que subiu pelo Princípio de Peter, completamente ignara de leis e regimento da Assembleia da República, escorada pela Maçonaria e a Opus Dei, bimba no sotaque, e que é conhecida, nos bastidores do Estado, pelas anedotas e pela tara de comprar roupas, e depois andar, na Executiva dos aviões, a tentar traficar trapos, a qualquer hora e em qualquer circunstância, como uma reles vendedora de cobertor de feira. Descendo a escadaria, temos o tal fuçangueiro das conas de pretas, que conseguiu o milagre de tornar José Sócrates numa pessoa respeitável (!), Miguel Relvas, um típico criminoso das tipologias de Lombroso, o ministro sombra, para amparar o lambedor de conas de preta, nomeado pela sinistra Maçonaria PSD, e ao serviço de um estado pária, governado por uma família de criminosos, que anseia por usar Portugal para algumas ancoragens da Dinastia Dos Santos; um atrasado mental, cujos problemas de bipolaridade já vinham do Canadá, e a quem querem convencer de que Portugal ainda tem Economia -- uma coisa há muito destruída, nos anos sinistros das ditaduras do saloio Cavaco Silva -- um miserável, vendido a tudo, até ao Lobby Judeu, que não sabe distinguir uma lombada de um livro, mas que gere a "Cultura", e coisas ainda mais perniciosas, como uma anomalia, com problemas de dicção, que acha que uma asneira, repetida devagar e pausadamente, se pode tornar numa epifania evangélica, e aqui chegamos, realmente, ao fulcro do problema.

Todos eles, com o pretexto do FMI, estão a cumprir o que Cavaco Silva sonhou, há vinte anos, e Passos agora cumpre: um regresso aos índices do Salazarismo.

Quanto a Vítor Gaspar, para além da credibilidade nula, de quem sabe que a teoria monetarista foi a responsável pelo colapso de estados inteiros -- como o Chile, de Pinochet -- usados como palcos de "experiências, como fez o filho da puta, seu inventor, da célebre Escola de Chicago, Milton Friedman, um criminoso ao serviço do criminoso Ronald Reagan, apenas se pode acrescentar que é o rosto anedótico do verdadeira patrão da coisa, um tal de Carlos Moedas,  um dos agentes da confraria de assassinos económicos, que tem o nome de GOLDMAN SACHS, e que está encarregado, entre outros que desconhecemos, de DESTRUIR PORTUGAL.

Para quem viu o retórico "Inside Job", um facínora, como António Borges, o tal que ganha duzentos e tal mil euros por mês, livres de impostos, e está encarregado de vender as empresas do Estado Português aos criminosos que a associação mafiosa mundial a que pertence, teria sido imediatamente afastado do terreno, mas não foi, e está, como Relvas, Moedas, os três chefes maçónicos das bancadas parlamentares da Assembleia da "República", PS, PSD e CDS, o Álvaro Santos Pereira, o Cavaco, a corja da Opus Dei, representada pelo genocida, Paulo Macedo, a cavalgadura da Educação, cuja única missão é semear o analfabetismo e lançar, para o desemprego, em 2 meses, 25 000 pessoas, e mais uns quantos de que nem nos lembramos, porque são irremediavelmente inexistentes, embora nos saiam dos bolsos.

Há anos, lembro-me de alguém me ter dito que Portugal era utilizado, em certos fora internacionais, como palco de "experiências", cujo âmbito, então, não entendi.
Hoje, em pleno 2012, com o criminoso Balsemão, o criminoso Borges, o criminoso Cavaco, o criminoso Moedas, o criminoso Relvas, o criminoso Paulo Macedo e todos os criminosos que os antecederam, sob as batutas de Sócrates e Durão Barroso, a coisa torna-se quase transparente, e deveria ter direito a reação, não estivéssemos num povo com um grau de iliteracia elevadíssimo, e uma estupidez de horizontes que se resume aos calções transpirados dos Narcisos das Barracas, da Procissão do Adeus, e do ganir da Mariza.


Para que não desanimem, vamos mostrar que, lá fora, a coisa ainda está pior: a Europa, governada por canalhas da Alemanha ex comunista, com Reagans e Hitlers metidos na cabeça, está à beira de conseguir o sonho de Obama, um sonho que ele não sabia que tinha de ter, mas a ultra direita Norte Americana se encarregou de lhe incluir nos delírios rosados de escarumba: forçar a Europa a um tal ponto que tenha de emitir dinheiro, para equilibrar as contas dos países que Bilderberg, a Goldmann Sachs e parentes deram ordem para "homicidar".
Uma vez aumentada a liquidez, o Euro desvaloriza automaticamente, ao ponto de não ser cativante que se torne a moeda de negociação mundial do crude, e ajoelha, perante as sombras sinistras que governam o mundo, a partir dos apartamentos palacianos de East Upper Side.

Quando se ouve um anormal italiano -- o próximo alvo, dos Moedas e Borges de lá... -- a dizer que não se importa com que venha um príncipe saudita comprar a Ferrari, torna-se claro que a jogada está mais alta: ou a Grécia fica no Euro, com o Syriza a bater o pé, o que poderia ser um refundar da Democracia, ou a Grécia cai nas mãos da China, o que poderia ser uma forma irónica de definitivamente mostrar que a Nova Ordem Mundial era mesmo nova, e vinha com os olhos em bico.

Para lá destas fronteiras, finalmente descobriu-se que as armas de destruição maciça, que nunca foram encontradas nos "bunkers" de Saddam Hussein, estavam, afinal, todas concentradas na Síria, o que obriga a que a Diplomacia Mundial, que já decidiu a Guerra do Irão, esteja a lidar, com pinças, sobre a sua partilha, pós guerra, entre os interesses da mafia americana, da mafia russa e da mafia chinesa, com Israel a ter de sujar diretamente as mãos no assunto.
Aparentemente, a coisa vai ser simples: o tal vírus "Flamer", uma coisa criada entre a NSA e a Mossad, entre outros, que parece que se suicidou, afinal, não se suicidou, está, somente, a... descansar: quanto estiver resolvida a retaguarda síria, irá entrar nas centrais clandestinas de produção de armas nucleares iranianas, e irá dizer as sensores de temperatura que os núcleos de cisão não estão sobreaquecidos, até que eles... expludam todos.

Vai ser muito feio, mas, com Fukushima, o Mundo até já foi ensinado que é possível viver com vegetais e sushi radioativos, e o Irão, ou o que dele restar, lá poderá deixar o Fundamentalismo Islâmico, para finalmente regressar à sua verdadeira natureza, o esplendor persa.
Por cá, haverá uma velha, a quem o filho da puta do Borges queria reduzir a reforma de 300 para 250 € a comentar, como é típico, "pois, andaram a mexer em coisas perigosas, agora, explodiram-lhes nas mãos, coitados, devem estar a sofrer tanto..."
Quanto ao vírus, suponho que já então se terá resuicidado, e com um pouco de sorte, até teria levado consigo todos os canalhas, cujos nomes atrás citei.

 Imagem do Kaos

(Quarteto fortemente adensado, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" )


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Manifesto para uma rápida expulsão da Alemanha de Leste da Zona Euro



Com o aproximar do desemprego do 1 000 000 de portugueses, a importância das mulheres a dias ganhou uma relevante importância.

Para quem, como eu, vai bater uma sorna nos centros de falência da força laboral, a frase mais ouvida, daquelas bocas de saltos altos da Indecência Social é, “temos aqui uma vaga de doméstica, para servir um general na reserva, com algumas fantasias sobre criadas”...

É evidente que a Sónia Sofia, que ainda há pouco gastava fortunas no traje académico e foi à queima das fitas de Direito, no Audi do pai, não está para o número de ver se o Sr. General Mathyas do Amaral tem um pico na gaita, e claro que prefere continuar a curtir as mágoas pela noite fora, no Bairro, ao som da mediocridade do Sassetti, ou ex Sassetti, como prefiram. O importante, todavia, não é esta permanente recusa dos licenciados se converterem em mulheres a dias, mas o movimento inverso das mulheres a dias ascenderem a cargos políticos de enorme relevância, como a da Chancelaria Alemã, que já foi ocupada por beneméritos da Humanidade, tão ilustres, como, por exemplo, o austríaco Adolph Hitler.

Angela Merkel é um carcinoma do tecido político europeu contemporâneo, como Mussolini, nos seus belos tempos; Cavaco, quando transformava Portugal numa potência de trânsito de tráficos, ou o benemérito Sarkozy, um cocainómano, cujos tique só passavam despercebidos a mulheres de bigode da Nazaré, e ajoelhadinhos da Santa Saloia, da Fossa dos Milagres, da Cova da Iria.

A Grécia, a quem devemos tudo, desde o congelamentos dos familiares, em arcas frigoríficas, para que o Estado continuasse a pagar as pensões – uma espécie de imaginário Rei Ghob de lá – ou financiar estradas ao custo de auto estradas – um pouco como os estádios do Euro 2004, da “joint venture” pedófilo Carlos Cruz/escroque José Sócrates, até coisas menores, como a Democracia, a Moeda, a Filosofia, Fídias e Homero, prepara-se agora para apresentar à Mulher a Dias de Leste uma solução islandesa, que se resume num “não pagamos”, que vai gerar uma situação historicamente interessante, que é ver como um pequeno estado, que estava no âmago do imaginário da Cultura Europeia, e já decadente, vai agora, mercê da globalização, voltar a estar no centro de todos os pesadelos mundiais.

A Alemanha teve azar, porque isto vai acontecer numa altura em que os patrões estavam fora de casa, e a gestão do lar estava a ser assegurada por uma filha de pastor alemão – padre, não cão, entenda-se – e de uma judia, para não variar. A combinação, como seria de esperar, saiu maravilhosa, uma espécie de flacidez facial, à Ferreira do Amaral, com um pouco da nádega do João Soares, depois do acidente em que os marfins e os diamantes fizeram cair o helicóptero, muito antes de ele ter ido oferecer ao Jonas Savimbi o Nokia, cujo localizador GPS finalmente permitiu ao assassino José Eduardo dos Santos fazer a “limpeza”. Suponho que, por debaixo do soutien e das “coulottes” a miséria ainda seja muito pior, tal como as desgraçadas que trabalhavam 18 horas por dia, no estertor fim da República de Weimar, quando a Rosa Luxemburgo dedicava a cuequinha menstruada ao Yiddish Vladimir Ylitch Lenine.

No início do séc. XXI, a Alemanha está refém de uma lavadora de escadas e de um entrevado, com fácies nazi, e que já aparecia no “Mulholland Drive”, do David Lynch: um anão, subproduto de Bilderberg, refém da deficiência que guarda um ódio e um ressentimento freudojungiano sobre todos os que ainda mexem as pernas, e que decide que os melhores lugares serão para os menos aptos. Acontece que esses dois filhos da puta, que deviam ser fuzilados, estão, a todo o custo, tentar provocar o colapso da Europa civilizada.


Uma criatura como esta, obviamente, tem na mão todos os políticos, aliás, os fantoches políticos, que chafurdam na lama das suas biografias sórdidas e maculadas: bastava que o Sr. Shäuble desse ordens ao viciado na "branca", Sarkozy, para ele imeditamente vir lamber os grande lábios da badalhoca Merkel, “olhe, venha, senão contamos tudo, inclusive, o seu estado de dependência, e de onde vieram os seus dinheiros Kadafi…”, “sim, sim, eu vou já!...”; “Sr. Berlusconi, olhe que nós sabemos que as suas meninas de 15 anos, afinal, têm 14...”; “Sr. Sócrates, olhe que os seus venezuelanos lhe roubaram da gaveta os códigos do “off-shores” de Gibraltar, depois de lhe terem arrombado o esfíncter das traseiras…”, e só Putin lhe consegue fazer frente, aliás, no próximo eixo do crime Eslavo-Tedesco, com Breivik como Ministro dos Negócios Estrangeiros, a dominar uma nova estranha Europa desfigurada, muito para além das queimaduras de Hiroshima.

Eu sou do Sul.
Gosto do Sol, e nutro pelo trabalho das formigas o mais profundo desprezo.
Sempre que vejo uma alemã, lembro-me de uma ariana pronta para me enfiar numa câmara de gás, ao menor incumprimento, e eu adoro cumprir apenas o que me apetece, e nunca cumprir ordens nem de russos, nem de chineses, nem de alemães, nem de angolanos, nem de nenhuns povos que não saibam o valor do meu mar oceano, que é fundamentalmente mediterrânico, azul, e não cor de lama, como as fossas de Hamburgo. Tenho, pois, uma proposta para a saída da crise.

Como muito bem dizia Adriano Moreira, enquanto a Europa idiotizada impedia a Alemanha de se rearmar, a folga do não rearmamento ia criando um exército sombra, que era o investimento brutal nos produtos de qualidade, em que o Mundo se viciava: essa é uma das maiores glórias dos Alemães, que obnubila toda a vilania dos criminosos que os governam.

Quando se perdoavam à Alemanha pós nazi todas as dívidas de Guerra, de ter destruído um continente europeu, por causa de muitos shäubles de suástica, os Estados estavam a ser generosos, na ilusão de que passado era Passado. Não era: neste momento, todos os traumatismos dessa corja, a infância difícil da Merkel, nos subúrbios de cidades pardas e miseráveis, de uma Albânia de língua boa para falar com os cavalos, os carrinhos de feira, que envergonhavam os produtores de Mercedes, e as auto-estradas do Reich, dos anos 30, estão agora a ser utilizados para traumatizar a população europeia.

Eu não quero viver no sistema de saúde que dava injecções nas velhinhas, a partir de certa idade, nem quero ver impossibilitados de se reformarem, a calcetarem ruas, aos 80 anos.

Nós queremos saber quanto custou aos nossos bolsos a reunificação alemã.

Queremos saber quanto é que os contribuintes europeus estão a pagar para continuar a tirar das trevas essas pocilgas campónias, rebatizadas “Mecklemburg-Vorpommem”, “Brandenburg”, “Sachsen-Anhalt”, “Sachsen” e “Thüringen”.

Eu não quero pagar, nem continuar a pagar os 2 000 000 000 000 € que custou essa fantasia alemã da reunificação.

Quero que esses badadochas sejam imediatamente expulsos do Euro, e que seja devolvida ao cidadão europeu a liberdade que lhe foi retirada pelos ex comunistas, que querem agora governar um continente que sempre os desprezou, e que fez uma guerra sangrenta, para deles se libertar.

Para sempre.

 Imagem do Kaos

                                             (A “Coisa” já começou, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Um BPN chamado Boliqueime





Imagem do Kaos

Depois de 500 longos anos de doença crónica, Portugal está em fase terminal. Nada de espantoso, até aqui, não houvesse 10 000 000 de habitantes que tivessem estado a descontar para a História, ao longo de todo este tempo, e se vissem agora na iminência de morrer como cães.


Fomos exemplares na nossa postura, já que nunca nos indignamos, e estamos sempre preparados para transformar tudo em piedosas procissões, como no Pingo Doce, ou na miserável Fátima, de Miguel Portas.

Podemos dizer que também fomos jeitosos, no nosso experimentalismo político, já que andámos pela Monarquia, que se provou ser uma forma decadente da República; experimentámos a República que era uma forma decadente da Monarquia; passámos pela Ditadura, que era uma forma decadente da Democracia, e acabámos a vegetar numa Democracia, que é uma forma decadente de Ditadura.

Até aqui, ainda tudo bem, porque a Polónia conheceu destinos piores, os Curdos e Palestinianos ainda estão à espera, e de Israel é melhor nem falar.

Focando-nos na agonia, o meu problema não é o fim do fim, mas as enfermeiras, os auxiliares e os médicos que temos em redor.

Se me perguntarem quando é que a coisa começou, talvez, algures, quando D. Manuel começou a gastar muito mais do que o que tinha, e, depois de andar pelo Mundo a viver do que o que o Mundo tinha, expulsou os Judeus, para começar a viver com o que tinham os da própria casa. Este sinal, como é sabido nos bairros problemáticos do País, como o do Cerco, o da Bela Vista, o da Quinta da Marinha e da Beloura, que é o começar a roubar no próprio quarteirão, é sempre sinal de que a coisa está em riscos de implodir, depois de ter andado a explodir.

As formas do fim, ou os fenómenos do fenómeno, como diria o Petitot, podem ser polimorfas ou metastáticas, ou “ambas as duas”, à Portuguesa, e as nossas, são de facto, “ambas as duas”.
A minha memória política é curta, tão curta quanto intensa a minha memória ética, e, já que falámos de Ética, o último ministro que se demitiu, já em pleno pântano, foi o Jorge Coelho, depois de cair uma ponte com uma camioneta cheia de almas simples, que iam ver florir as cerejeiras. Acabaram por não ver, e muitos – paz às suas almas – por não voltarem a ser vistos, enquanto o Coelho, dizem as más línguas, encontrou um excelente pretexto para ir dirigir a teia de crime que a Mota-Engil oculta. A partir de aí, se bem se lembram, ética, não politicamente, todos passaram a ficar hirtos e firmes, sem mexer um músculo, na expectativa de que passasse a memória da baixaria em que chavascavam. Houve um Portas que não se foi embora, nem depois de um Reitor xexé, de uma “Universidade” indecente, ter dito que aquilo não era um lugar de aulas, mas de “coisas horríveis, que metiam mulheres, tráfico de droga e armas”.

Na altura, devem ter pensado que era o nome completa da cadeira de Inglês Técnico de lá, e deslocaram o “staff” todo para os antros seguintes, sei lá, a “Independente”, onde os sicários de Isabel dos Santos vinham buscar o diploma, para passarem diretamente de gorilas de dorso prateado, para “senhores engenheiros” e “doutores”. No embalo, passou um Sapatilhas, que era Secretário de Estado do péssimo ambiente em que vivíamos, e sacou um diploma, cuja validade era tão nula como a de muita gente que perceveja a nossa realidade política, como o Henrique Neto, que é “doutor” em causa própria, o Vasco Franco e o Vara, que aspiram, o primeiro, a mestrados da “Lusófona”, a fraude que se seguiu, e o célebre Miguel Relvas, que parece que chegou a um primeiro ano de Direito, e a partir de aí intuiu os restantes que lhe faltavam para Doutor. É, portanto, o Primeiro Ministro sombra, nesta fase de agonia, e é normal que o seja, porque já se percebeu que não é um diploma, que, em qualquer estado do Espaço Europeu, só pela suspeita de falsificação, faria o passarinho ter de sair do poleiro, aqui provoca reação. O Primeiro não se demitiu, e fecharam a “Independente”. Com o Tribunal Constitucional, os Aventalados e os do Cilíco estão agora a intentar a mesma coisa. Por cá, nada disso interessa, entretidos que estamos com o lugar a que Pinto da Costa chegou, com um número mínimo de investimento nos árbitros. Portanto, lá seguimos em frente e a coisa até melhorou, até se estar agora a afundar na Bancarrota.

Sócrates, apesar de ser um canalha, tinha apenas uma ligeira quota parte da culpa, já que, como aquele dissidente chinês, ceguinho dos olhos e da ideologia, a família Sócrates tinha procriado, como coelhos, contrariamente ao padrão oficial chinês, que defende a máxima “um tio, um off-shore”, e havia tantos parentalhos quantos dinheiros ocultos, mas, como se diz na Bíblia, não podemos culpar o sobrinho por serem todos os tios tão maus, nem os primos de pior teor, mãe incluída, já que, como adoradora de Jeová, apenas conhecia as pragas e preceitos do Livro Velho, desconhecendo todas as benesses do Ingénuo dos Quatro Evangelhos.

Por outro lado, e agora vai o texto adensar-se, um tal de Senhor Aníbal, que representa uma espécie de sopa da pedra, feita com todos os restos dos defeitos de regime atrás expostos, mais umas sobras do vomitado da ementa mediterrânica algarvia, um “estrangeiro”, já que não fazia parte do Reyno, mas dos Algarves, lembrou-se de emergir, pelo meio de uma ligeira fresta de liberdade, que estas pessoas, agora em estado final, gozaram, algures, entre meados dos anos 70 e 80, e veio-nos recordar que a nossa vida era um vale de lágrimas, com as paredes cobertas de misérias estéticas de Foz Coa, e as margens do canal recheadas de presépios, com os porquinhos a obrarem directamente na ribeira.

O homem parece que passara diretamente das sementeiras e das snifadelas da última gota, não do piço, mas da mangueira do saloio do pai, para um permanente êxtase, que o levou a York, onde a Universidade, recém formada, dava doutoramentos aos mendigos do Sul – coitadinhos, também precisam… -- e como este era do Sul do Sul, ainda veio com mais tesão, e uma sapiência que era obsoleta como tudo na vida dele, 50 anos de atraso, intelectuais, teóricos e de emoção. Naquele tempo, ter um doutoramento era tão extraordinário como ver o solzinho a dançar, embora, no caso do Aníbal, eu preferisse que ele tivesse ficado a ver o solzinho a dançar, já que, mal se enfiou na Nova, começou a dar faltas em barda, tal como a fêmea fazia, na Católica, onde ensinava João de Deus, aos meninos da samarra.

Como se sabe, Política e Ensino são incompatíveis, embora a Política seja um enorme escola, e a Escola um enorme convite a NUNCA enveredar pela Política, quando a Opus Dei fez um golpe de estado, através do Partido Alien de Ramalho Eanes – um tal de P.R.D., se não me engano, que era um coio de oportunistas, ressaibiados e pedófilos – já o Sr. Aníbal estava a navegar como Primeiro Ministro, com um valente processo disciplinar em cima, do Reitor, Fraústo da Silva, por nunca pôr as mãos suadas nas aulas da Universidade. Felizmente, Deus e a sua profetisa, a Irmã Lúcia, são grandes, e João de Deus Pinheiro, outra nódoa do regime, ocupava a Pasta da Educação, o que fez com que o processo se evaporasse, o que pôs o Senhor Aníbal em estado de permanente agradecimento, elevando a nódoa Pinheira a Ministro dos Negócios Estrangeiros, onde se dizia que “le Ministre Portugais des Affaires Étrangères est étranger à ses affaires”, a Comissário Europeu, e a uma longa série de cargos vegetativos, que se torna difícil enumerar, já que representam uma espécie de Princípio de Peter, em forma de montanha russa.

Aqui, já vocês devem estar a pensar que me perdi, mas não me perdi, e quero que se centrem no lado de gratidão que o Sr. Aníbal demonstra, para com todos os que o servem, ou serviram, tal como o de vingança, já que, mal se apanhou na sua Maioria Absoluta, tratou de desvincular da Carreira de Juízes a Carreira de Professores Universitários, provocando um choque remuneratório nesse nojento Reitor, que se atrevera a mover-lhe um processo disciplinar.

Como ele próprio diria, se duas vezes voltasse a nascer, duas vezes o faria, e fez, já que, como na Política deve imperar a Ética, exceto nos momentos em que a emergência possa levar a invocar Maquiavel, mal se apanhou, na segunda metade de 80, com a sua primavera salazarista nas garras, tratou de se rodear da pior escória que Portugal já conhecera à sua frente, pelo menos, até à primavera socratista.

É evidente que as pessoas envelhecem, e os anos as tornam sérias. Cavaco Silva é uma puta cujos anos nunca conseguiram tornar séria, e, quando, com a maior desfaçatez, nega ter alguma vez ter tido alguma coisa com os canalhas que lhe preencheram os alvéolos dos governos que destruíram o aparelho produtivo, tornaram Portugal num canal de circulação de todos os tráficos, e arruinaram la feericamente a Cultura, está a renegar a cama onde todos se esfregavam, o que revela uma ingratidão vaginal, indigna do mais alto útero da Nação.

Claro que todos nós sabemos que o cidadão Cavaco Silva nada teve a ver com o BPN, que provocou o colapso do Estado Português, mas, em contrapartida, o BPN tinha, e tem, tudo a ver com o cidadão Cavaco Silva, já que se trata de uma anomalia financeira, um “Cisne Negro”, na terminologia de Taleb e Mandelbrot , criado pela gentinha e gentalha a quem ele deu a mão, para ascender na escada descendente dos últimos 30 anos da ética política portuguesa, os tais Dias Loureiro, o Oliveira e Costa, o traidor Mira Amaral e o assassino Duarte Lima, entre tantos outros.

Numa Europa civilizada, um Presidente sobre o qual recaísse uma simples suspeita de jogadas financeiras, saltava fora, como aconteceu com o Alemão. Este… não, e para provar que nada tinha a ver com essa gente, nomeou-os para o Conselho de Estado, e nasceu duas vezes, quando os segurou por lá, até depois do impossível.

Alguém teria de explicar a esse homúnculo, cobarde e retorcido, que é a Ética, e não a Política, que, neste momento, o impede, definitivamente, de continuar a manchar o elevado cargo que ocupa.

A agonia de Portugal é, pois, esta: ao pé do BPN, o “Freeport” não passa de uma brincadeira milionária, destinada a alimentar uma família numerosa. Se me perguntassem se gostava de ver Sócrates, ao lado do vende pátrias, Miguel Relvas, na prisão, é evidente que gostaria disso, como qualquer Português dotado de um mínimo de sensibilidade, mas, para este novo Pedro de Boliqueime, que, cobardemente, nega e renega tudo o que, ao logo do seu miserável percurso, fez e promoveu, num permanente papel de possidónio do Monte das Oliveiras, eu, sinceramente, gostaria de um castigo mais refinado, mais à altura, mais ao nível rasteiro em que a sua existência se construiu: a marquise de cobertura, do topo da base.

Aparentemente, estão-lhe a prepará-lo para 12 de maio.

Assim seja.

(Quarteto do tenha vergonha e vá-se embora, seu manequim dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Noite e madrugada, de 24 para 25 de abril de 2012


Dedicado à A. Campas e ao P. Fernandes, para ver se "vão já dentro", e eu não tenho de continuar a descontar, para lhes pagar as reformas douradas...

Dia 24 de abril

23.00 - A TSF passa o tema "A noite é loucura" de Ana Malhoa. É a senha, para toda a zona do Cais Sodré

23.05 - Cais do Sodré. Movida. A palavra de passe é "dá-me mais um shot", e os telemóveis começam a tocar na Rua da Atalaia.

23.10  - P.S.P.- Esquadra das Mercês dá ordem de saída aos agentes, com instruções "sem agenda"

23.15 - Rádio Renascença põe, no ar, o tema "Avé Maria", cantado, em Fátima, por Fafá de Belém

23.20 - Vasco Lourenço, já tocado, é chamado ao telefone do Restaurante da Associação 25 de abril. Após dois minutos de conversa, dirige-se, a cambalear, para o seu telemóvel

23.25 - Vasco Lourenço telefona, em alta voz, para o Luís Montez, e grita, para todos ouvirem, que o negócio da "Herdade do Sardão" fica cancelado, apesar de a Patrícia Cavaco Silva já ter posto todos os pagamentos devidos no "off-shore" do Luxemburgo. Termina com um "a tua mulher é uma puta, e vais ver o que eu vou fazer agora ao teu sogro, meu cabrão!...", bem alto, para ninguém ter dúvidas sobre o que, e quem, estavam a falar

23.30 - A Rádio Renascença volta a passar "Avé Maria", de Fafá de Belém, para o caso de não se ter ouvido, com a batida do Bairro, do Cais Sodré, Docas e Santos

23.35 - Esquadras da Praça do Comércio, Santa Marta e Rato dão ordem de saída aos seus efetivos, "sem agenda", exceto o sinaleiro do cruzamento de S. Mamede, dados os seus jeitos de mãos, e conhecida orientação sexual

23.38 - Aníbal Cavaco Silva, conduzido pelo Chefe da Casa Militar da Presidência, abandona o Palácio de Belém, disfarçado de Teresa Guilherme, e os netos vestidos de Maddie. Dentro de 15 minutos estarão, a salvo, no "bunker" dos Paraquedistas, no Alto de Monsanto

23.40 - Polícia Militar, Corpo de Intervenção e Lanceiros 2 saem da Calçada da Ajuda, e cruzam-se com Maria Cavaco Silva, de bandeira branca na mão, a apresentar uma rendição, na sua qualidade de mulher de centro-esquerda. É o primeiro triunfo dos revoltosos

23.45 - Rádio Renascença volta a passar "Avé Maria", de Fafá de Belém, o que é entendido como sinal de arranque para as guarnições de Coimbra, Aveiro, Gaia e Porto

23.50 - André Wilson da Luz Viola e o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, são detidos no Palácio da Ajuda, ao abrigo de uma lei do Estado Novo, por se encontrarem, ambos, com "aquilo na mão", "a mão naquilo", "aquilo na boca", e "aquilo" em vias de ir para trás

23.55 - Miguel Relvas recebe um telefonema de Miguel Macedo, sobre rumores de movimentações de forças militares e paramiltares

23.56 - Jantar de muamba de Pedro Passos Coelho é interrompido, por telefonema do chefe de gabinete de Miguel Relvas, seguido de telefonema do S.I.S. A Laura recebe imediata ordem de parar de dançar kizomba, e há troca de telefonemas com as embaixadas de Angola e da Venezuela

25 de abril

00.00 - O golpe está em marcha. Grupo de Ocupas e Anonymous dirige-se para Santa Apolónia, onde procede ao desvio do Alfa Pendular, para o Porto, com ligeiro atraso, devido a inspeção surpresa da ASAE à carruagem bar

00.05 - Telemóvel de Otelo toca, na mesa de cabeceira do colchão de água, redondo, e a segunda legítima levanta-se, tapa os saquinhos descaídos, com o lençol, e pergunta, "já vais ter com a outra?..." Otelo põe um ar solene, veste as Springfield às riscas, e profere uma frase histórica: "Vou mas é fazer a folha à Jeová!..."

00.15 - GNRs de serviço da Assembleia da República selam o edifício, e detêm Dª. Adelaide Pinto de Sousa, que estava a bater à porta da Fundação Mário Soares, para tentar convencer os locatários de que o Fim do Mundo estava aí

00.30 - Operacionais do G.O.E. iniciam a tarefa mais difícil do Golpe: tentar deter todos os primos, semiprimos, tios, semitios e ex chefes de gabinete e assessores de joelhos de José Sócrates

00.45 - A Armada junta-se aos revoltosos, e ocupa o Palácio das Necessidades. O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, é conduzido a casa, e mantido em prisão domiciliária, dado o luto da família. Um núcleo de operacionais encarrega-se de informar as embaixadas estrangeiras de que a Ordem Constitucional, em Portugal, se encontra, provisoriamente, nas mãos de uma Junta Militar

00.50 - Embaixadas e Consulados Portugueses, em Paris, Frankfurt e Sal recebem ordens de detenção sumária do ex primeiro ministro, José Sócrates, do vice presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, e de Dias Loureiro.

1.00 - EDP, PT, Estradas de Portugal, RTP, Estúdios da SIC e da TVI, bem como as rádios com sede em Lisboa são ocupadas pelas unidades operacionais. Judite de Sousa anuncia que, brevemente, Carlos Cruz irá proceder à leitura de uma comunicação, ao País, redigida pelos novos detentores do Poder.

1.05 - Paulo Macedo é detido, na sua cela da Opus Dei, onde estava a proceder ao habitual martírio noturno, com os cilícios de São Balaguer. Tinha as costas numa chaga

1.10 - Fontes próximas do Gabinete 5003, indicam que o ocupante do Gabinete 5001, da Assembleia da República, Senhora de Mota Amaral e respetivo motorista, João Jorge Lopes Gueidão, "se encontram em parte incerta"

1.20 - A informação é desmentida por brigada de trânsito, no posto de Montemor, que registou a passagem, nas portagens, de um BMW, com matrícula 86-GU-77, onde se supõe que o casal esteja a dirigir-se para a fronteira, após breve paragem na área de serviço, para satisfação de necessidade sexuais, dada a tensão

1.25 - António Mexia, Mira Amaral, Faria de Oliveira, Carlos Tavares, Zeinal Bava, Pinto Balsemão, José Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Pinto Monteiro, João Lobo Antunes, José Carrapatoso, Braga de Macedo, o Catroga e o Borges, entre outros, dão entrada, sob ordem de prisão, no Forte de São Julião da Barra

1.30 - Atos de vandalismo, de populares, verificam-se, contra o Restaurante "Eleven", havendo notícias de atos isolados de saque, na Quinta da Marinha e na Quinta da Beloura. Américo Amorim, Isaltino de Morais e Armando Vara são declarados vítimas de balas perdidas

1.35 - Leonor Beleza é detida, de roupão, e rolos na cabeça, e entregue a um auto denominado "Comité Hemofílico do 25 de abril"

2.00 - Iate de Isabel dos Santos entra na Barra de Lisboa e tenta negociar saída pacífica de Miguel Relvas, Carlos Moedas e Álvaro Santos Pereira, embora o último continue a declarar nada ter a ver com os restantes

2.30 - Maria Cavaco Silva tenta negociar saída do marido e netos, sem qualquer sucesso. Cães da pradaria, que mantêm a página humorística do "Facebook" de Cavaco Silva, substituem a imagem pela de Américo Thomaz, com música de fundo do Toy. No Twitter já se podem seguir os acontecimentos em @ganzarevolucao

3.00 - Comando militar do Porto junta-se aos revoltosos, e é dada ordem para o fecho das fronteiras, a norte do Douro

3.30 - Todas as fronteiras terrestres e aéreas estão encerradas, e o tráfico de droga, romenas pedintes, putas moldavas e ouro fundido das velhinhas, é suspenso, sine diae, em Peniche, Aveiro, Guincho e Costa Algarvia

4.00 - Vasco Lourenço, já mais lúcido, considera que o golpe é um sucesso. Todas as praças das cidades do País se encontram iluminadas, e com um número crescente de populares

4.30 - Comando Regional da Madeira detém Alberto João Jardim, que deverá ser trazido, em avião militar, para Figo Maduro.

5.00 - Hercules C-130 aterra, trazendo, a bordo José Sócrates e Diogo Infante, que são imediatamente conduzidos para os calabouços da Polícia Judiciária de Lisboa

6.00 - Ocupas, saídos de Lisboa, tomam a Escola do Alto da Fontinha, após violenta batalha com forças militarizadas. Rui Rio e Pinto da Costa são detidos, e levados para o Quartel de Gaia. Populares invadem os escritórios do Estádio do Dragão, destruindo toda a documentação e incendiando o edifício

6.30 - Fernanda Câncio apresenta a rendição, após algumas horas de cerco, no "Diário de Notícias"

7.00 - Às primeiras horas da manhã, multidões enfurecidas tomam de assalto, e incendeiam, sedes da Maçonaria e da Opus Dei

7.30 - Manifestações do P.N.R e de Anarquistas chegam a acordo, em Setúbal, e decidem defender a causa constitucional.

8.00 - Chefes militares da revolta são entrevistados nas Manhãs do Goucha, enquanto Carlos Cruz lerá, à Nação, o comunicado da Junta de Restauração da Constituição

9.00 - Na E.D.P., Chineses são agarrados, por populares, em fúria, aos gritos de "vai para a tua terra, meu filho da puta!..."

10.00 - Tribunal Constitucional é tomado de assalto e são presos todos os seus membros com ligações a sociedades secretas. Assunção Esteves, "a Suricata", aceita chefiar um gabinete extraordinário, desde que haja consenso entre operacionais da Maçonaria e Opus Dei, e marca Eleições Parlamentares para o dia 10 de junho

11.00 - Reuniões autónomas da Madeira e Açores declaram formalmente aceitar a nova ordem constitucional

12.00  - Governo provisório da Guiné-Bissau é o primeiro estado a reconhecer a Revolução Portuguesa, e propõe a assinatura imediata de tratados, que garantam a manutenção do fluxo de droga

13.00 - Com a dignidade própria de uma revolução exemplar, Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva, ainda mascarado de Teresa Guilherme, apanham o voo de Luanda, após negociação de exílio com o estado irmão angolano

14.00 - Troika anuncia retirada de Portugal, e reconhece que assuntos com agência de rating são águas passadas, bem como fim da extorsão coerciva

15.00 - Comissão Europeia reconhece nova ordem portuguesa, e Portugal como estado de pleno direito do Espaço Económico Europeu. Obama não está "zangado", sindicatos apontam para 13 de maio, em Fátima, o maior 1º de maio jamais visto, e Maria Elisa Domingues fecha, simbolicamente, as pernas 

(Cravos que a Irmã Lúcia assim nos desse este amén, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

Imagem do Kaos

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O último Rey da Ibéria


Quando a Goldman Sachs falir, na forma incarnada do seu banco, o Mundo acaba.

Ora, nada disto teria qualquer relevância, se não fosse já para junho, e se nós pudéssemos continuar a assobiar para o ar, com os infortúnios do Fábio Coentrão, que o Real Madrid quer recambiar para a barraca, de onde nunca deveria ter saído.

O Goldman Sachs, enquanto banco, é uma instituição criminosa, que transformou o Dinheiro num holograma onanista, e que está para os Estados Unidos como o BPN está para Portugal, com algumas pequenas ressalvas, que passo a enumerar: aparentemente, tinham o vício de ir buscar os melhores, enquanto o BPN, à portuguesa, se contentava com os piores; os diplomas de ouro tinham sempre nele assento, enquanto as quartas classes da chico espertalhonice profileravam na Sociedade Lusa de Negócios, com exceção de Rui Machete, que já era mau antes de o ser. O outro  "je ne sais pas quoi" é que o BPN era uma saloice à escala dos presépios da Cavaca Velha, enquanto o Goldman Sachs opera à escala global, pelo que, através de uma regra de três simples, mais ou menos manhosa, se o BPN, do Cavaco e do Dias Loureiro foi suficiente para afundar Portugal, a falência, de aqui a dois meses, do Goldman Sachs arrastará o Mundo para a Bancarrota.

Até aqui, nada de mal, dirão as Portuguesas, dos programas da tarde, das generalistas, com os seus célebres, "é assim, temos que nos acostumar...", ou o "eles é que sabem, eles é que mandam, a gente só tem de cumprir".

Todavia, desta vez não vai ser assim, porque, ao colapsar o Sistema Financeiro, a nível mundial, a Globalização, que consistiu no ir explorar chinesinhas e vietnamitas, para vender coisas no Ocidente a preços ligeiramente mais baixos, e com margens de lucro, de intermediários, infinitamente astronómicas, destruindo empregos e toda a estrutura do Estado Social, a Globalização, dizia eu, vai para o caralho, e como tudo isto está colado com cuspo, países como o nosso, que se tornou residual, importador bruto, e bandeira de conveniência de drogas, e outras coisas que não servem para a alimentação, um belo dia vai acordar, e, ao contrário do que se pensa, o problema não vai estar em meter o multibanco na ranhura, e não haver notas, mas em ir à prateleira das sucursais da Jerónimo Martins, e nada haver para comer.

É certo que o canibalismo resta, como solução, mas com o conselho -- avisado, diga-se de passagem --, dos sicários de Passos Coelho, para "emigrarmos", o que sucederá será que não vamos poder comer sequer, frango, mas só galinha velha, daquela que se arrasta para Fátima, para ver o solzinho dançar, e eu odeio alimentação fora de prazo, pelo que não me apetece acabar os meus dias a ratar uma artrose de uma crente da Beata Lúcia.

Afora o humor, esta merda está-se a desintegrar, por algumas razões que são evidentes, posto que algumas medidas previstas pela "Troika", dado o poder de não previsão de quem assinou aquele compromisso, tinham, como efeitos colaterais, a prisão de meia classe política, e ir mexer nos vespeiros que movem, na sombra, a nossa bandeira de conveniência.

Era evidente que não se ia mexer nos salários mais elevados dos gestores, porque isso era ir mexer nos salários dos gajos que tinham ido para esses lugares de gestão, depois de terem fielmente cumprido o papel político de desintegradores da Coisa Pública. Também não se podia mexer nas parcerias público privadas, porque a própria designação é aberrante: uma coisa ou é pública, ou privada, exceto os eventos sexuais de quem nos governa, e, à Portuguesa, resolvemos bem a questão: era tudo pago pelo Estado, só que umas tinham o nome de "Estado" e as outras não tinham. Também não se podia desmantelar o cancro das autarquias, porque as metástases eram famílias inteiras, caciquismo partidário generalizado, a provocar rombos fabulosos nas contas públicas, de maneira que só havia duas saídas: ou se deixava tudo na mesma, como aconteceu, e se preferiu ir para umas medidas cosméticas, para intimidarem os cafres, como roubar nas reformas, e pôr as velhinhas de oitenta anos a calcetar as ruas, ou se tentava meter parceiros duvidosos no baralho, como países onde a prática democrática deixa muito a desejar, como Venezuela, Angola e a China.

Quanto a Angola, é certo que tínhamos, e temos, porque ainda não foi pelos ares, com uma bomba de um anarquista, o célebre Miguel Relvas, que, depois de beijar o cu ao bode, na sua Loja Maçónica, também foi lamber o cu à Isabel dos Santos. Ora quem lambe o cu a um bode e à Isabel dos Santos, depois disso, lambe qualquer cu, em qualquer circunstância e a qualquer preço.

Acontece que o procedimento de Miguel Relvas, por alegoria, se poderia entender como a postura de todo o bando de marginais, que enturmou, com Passos Coelho, sob a designação de "Governo".
Na realidade, não há Governo, há só um grupo de pessoas, aterrorizado, a tentar, de três em três meses, com a chico espertice típica deste povo desolado e desolador, tentar enganar a "Troika", que vem ver, se de facto, estamos a cumprir. É já mais do que claro que não estamos, exceto nos tais pormenores que não custam nada e que mantiveram a população em estado catalético, durante os escassos meses que esta tortura tem durado.

Subitamente, as coisas começaram a parecer estar a mudar, porque, para esta gente, que não reage a nada, começaram a tocar nos árbitros, nas maternidades e na escolinha das suas crias, ou seja, no património intra uterino, que se conjuga entre a homofilia dos estádios e a ditadura das mulheres de bigode.

Para Stephen Hawking, Portugal terá entrado numa singularidade espácio temporal, e, numa terra habituada a queimar gatos e a deitar azeite a ferver nas crianças, deu-se um evento inusitado, que foi a tentativa de um "desperado" se imolar pelo fogo, frente à Câmara Municipal do Porto, onde reside um dos maiores mafiosos de Portugal.

Ora, a onda de choque disto é imprevisível, e vamos ver para que lado encosta, se para os cravos de abril, se para os cravas de maio, ou se para mais uma gigantesca procissão do adeus, em Fátima. Pessoalmente, inclino-me mais para esta última, mas isso faz parte do solipsismo nacional já que, na realidade, por mais horas que passem a fazer grandes planos, televisivos, do focinho da santa com cara de saloia, o que está em cena é uma enorme ampulheta, que já está a escorrer para o lado oposto, sobretudo  em España, onde o último dos Bourbons já está num estado de degenerescência neurológica só comparável com a de Cavaco Silva, já que, todos nós aprendemos, desde pequeninos, que ninguém mata elefantes por equívocos, embora, por equívocos desses, possam cair Monarquias, como já caíram com os brioches da Joana Josefa de Lorena, arquiduquesa de Áustria, e rainha de França, e em outras tantas circunstâncias. Quando a Monarquia cair, a España transforma-se nos Balcãs peninsulares, com a Cataluña e os Bascos centrífugos, e, enfim, malhas que o Império tece, a Galiza a querer "ajuntar-se" ao Norte, para que Lisboa deixe de ser a capital do Porto, e seja finalmente substituída, nessa função, por Vigo.

Já nessa altura terá falido o Goldman Sachs, não haverá comida, e o escarumba que os "soixant- huitardes" tanto aplaudiram, sem perceber que era a mais espantosa ratoeira que a América neo fascista lhes tinha aprontado, não só terá conseguido dar cabo do Euro como terá destruído o Dólar.

Eu sei que tudo isto é uma chatice, mas como é inevitável, aconselho-vos a entreterem-se, nesta trégua de dois meses, antes do Apocalipse, com as vitórias do Sporting, ou como eu, que, metido numa interminável forma de sufoco e tédio, dei hoje comigo, estupefacto, a olhar para as mamas da Joana Amaral Dias.


(Quarteto do Armagedão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal". no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


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