sexta-feira, 6 de julho de 2012

História de um governo triste, que já não podia sair à rua, nem disfarçado



Dedicado à Karocha, por razões que só nós sabemos... :-)




Imagem do Kaos

São cada vez mais as vozes, e cada vez mais perto da "coisa", que garantem que isto não passa do  verão. As razões são várias, dividindo-se entre as públicas, as semipúblicas e as privadas.

As públicas, por redundância, são do conhecimento geral. Acontece que o "geral", em Portugal", pode ser, e é, uma minoria, já que a maior parte da população anda intoxicada com sapatos de panelas, expostas, em Versailles, por uma das vozes do Regime -- desculpem, mas esqueci-me do nome dela... -- a tal da bandeira de croché, epígrafe e epítome de uma situação potencialmente explosiva, que passo a recordar.

O Estado, na sua estrutura, encontra-se entregue a si mesmo, posto que, desde 2006, não tem Chefe de Estado, mas apenas uma pessoa que utiliza o Palácio de Belém para  tratamento ambulatório, de uma degenerescência física e neurológica crescentes, e alarmantes.

É penoso vê-lo centrado em banalidades, em vacas graciosas, na sucessiva promulgação de leis que põem em causa a sobrevivência do cidadão comum, e a própria ordem do Estado, e a Constituição.

Esta criatura, eleita por 10% da população portuguesa está a lesar gravemente os restantes 90%, e, não contente com o facto, também pôs em causa a sua limitadíssima base eleitoral, como é do conhecimento público, arrastando a sua imagem de primeiro magistrado para um nível de indignidade, insuportável num Estado de Direito: uma coisa é a liberdade poética do escritor, ou cronista, como eu, que se permite crivá-lo de epítetos como "badochas", "palhaço" ou "anomalia", outra coisa é ouvir todos os segmentos da população, em qualquer situação, e em qualquer lugar, iniciarem a frase em que se lhe referem, invariavelmente, por um "esse cabrão", "esse filho da puta, etc...", e mimos afins.

Uma pessoa nestas condições não está em condições de ocupar o posto que ocupa, pelo que se anseia pelo tal verão quente em que a população, e quem defende a soberania do Estado terá de tomar posições mais firmes.

Estas são as evidências, porque as coisas menos evidentes, apesar de o serem, já têm de ser rememoradas, e dirijo, para a vastíssima plateia dos meus leitores uma sequência de questões: quando, um primeiro-ministro, em funções, viu o seu nome associado a um diploma falsificado numa organização cuja única função era forjar diplomas-expresso, para que houvesse "doutores" em Cabinda e no quintal de crime de José Eduardo dos Santos, qual deveria ter sido a atitude de um Chefe de Estado, a supor que esse Chefe de Estado existisse?...

Não o fez, e penámos com todo o horror do compadrio, do crime e da associação mafiosa, que foi o demasiado longo consulado de José Sócrates, enquanto a criatura se preocupava com mudanças de sexo, estatutos dos Açores, e com segurar Dias Loureiro, um criminoso, no Conselho de Estado, onde ainda têm lugar outros criminosos, lá colocados por proximidade sua.

Que deveria ter feito um Chefe de Estado, mal o seu nome foi misturado com as atividades de uma bolsa de crime, chamada BPN, que criou uma situação de bancarrota em Portugal?...
Evidentemente, não o fez, e com a mãozinha de cobarde transpirada, a ser segurada pela sua Maria, a sopeira que mais deve ter viajado, na História de Portugal, seguiu adiante, dando posse a um bando de criminosos ainda abaixo da bitola dos de Sócrates, como, diariamente, estamos a comprovar.

Passos Coelho, tem, para o neurologicamente degenerado de Boliqueime, a vantagem de ter a coragem de fazer o que ele, como figura fraca e sem qualquer coragem, nunca fez: transformar Portugal naquele atraso de vida em que Salazar o deixou, e colocar todos os nossos indicadores de qualidade de vida num patamar 50 anos atrás.

Dada a miséria mental que ocupa o seu crânio retrógrado, isto não seria de espantar. De espantar é que seja feito à custa do desbaratamento da soberania nacional, de quem ele deveria ser o primeiro zelador, e de um lento genocídio planeado da população lusitana, através da educação, da saúde e da emigração.

Certas gotas pesam demasiado, e, quando vem a público que o BPN, que criou o estado de bancarrota português, afinal, tinha como prioridade que os caciques de Angola pudesse depositar os seus dinheiros de sangue fora do estado pária em que operam, a coisa torna-se mais grave, porque já não estamos a falar das consequências do colapso de um antro português, mas das consequências do colapso de um antro português, que servia de máscara para as atividades sórdidas de um regime de estrangeiros, criminosos.

Aparentemente, um autómato, que ensinava Monetarismo -- uma teoria falhada -- na Nova Scholl of Business & Economics (!) (literalmente, assim...), foi, para brincar às "experimentações", fazer de "Ministro das Finanças" de uma Comissão Liquidatária, ao serviço de Angola, e da Goldman Sachs, a par com uma anomalia, essa de um foro mais grave, que está sempre a sorrir, sempre que fala de "Economia". Por acaso, temos isso em comum, porque eu também sorrio, sempre que falo de Economia, sobretudo, depois das duas maiorias absolutas do criminoso de lesa-pátria, Cavaco Silva, que a destruiu, enquanto pode, e encarregou os seus presente sucedâneos de continuarem a obra.

Os factos recentes são, de facto, mais recentes.

Sócrates foi moído ano, após anos, por causa da anedota de uma cadeira de Inglês-Técnico. Relvas, um agente angolano, ao serviço da alteração do nome de Portugal para "Enclave de Cabinda-Norte", já tem a anedota da sua ridícula carreira política que é a "licenciatura honoris causa", e, aqui, infletimos já para as coisas menos evidentes: consultem a lista de docentes e alunos da Universidade Lusófona, e rapidamente repararão que tem um núcleo duro de Políticos, a assegurarem a aceleração académica dos restantes políticos. Dir-me-ão que a coisa é comovente, porque doméstica, e talvez até seja feita com amor. Nada me espanta, numa Universidade onde uma alcoólica crónica, que fez um "doutoramento" pendurada num velho americano, nula, em todas as suas facetas, humana, intelectual e académica, Clara, a plagiante, e que só teve a agregação por razões que não posso pôr aqui, porque tenho excelentes relações com quem lhe fez o... frete, chegou a Vice Reitora, para imediatamente perceber que isso não era nada, comparado com os seus célebres orgasmos.

Fica a matéria para que pensem, como também deverão refletir em por que é que, depois de se descobrir que a maior parte da droga que entra em Portugal vem em aviões ligeiros, cada vez há mais ultra-leves a caírem semanalmente?...

E para que não me estenda mais, vem agora o privado: na área de Lisboa, em pleno séc. XXI, existe uma clínica de Ortodoncia, reputada, e com sedes espalhadas por Cascais, Estoril e o Saldanha, onde mais um retratado, na Geologia das Licenciaturas, ou seja, um sem-diploma, se lembrou, há uma semana, de fazer a desvitalização de um dente. Era a primeira vez, dizia, só que era estranho que a primeira vez fosse perto dos 60 anos. Isso, nem o Mota Amaral, com as mulheres... O resultado foi que a vítima acabou nas urgências de Santa Maria, com uma fratura maxilo-facial, o que é uma coisa... gira, como diria o Paulo Macedo, e as suas duas mil flautas, da Opus Dei. Também gosta de extrair dentes de rapazes de 14 anos, os branquinhos, sobretudo, para os poder apresentar nos congressos internacionais...

Não, isto não é o III Reich, é Portugal, onde tudo o atrás descrito acontece, e os Ministros, e o "Presidente" da República já não se atrevem a pôr o nariz fora de casa, sem correrem risco de vida.

Gostaria de saber o que pensam os Portugueses deste cenário. Possivelmente nada, porque ainda estão a masturbar-se com o simulacro de gorila, do Mario Balotelli.

(Quarteto do não passam do verão, não, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")





quinta-feira, 5 de julho de 2012

Grandes êxitos de 2007: "Da Geologia das Licenciaturas"




Este texto é dedicado aos trabalhadores da Comunicação Social, que, ultimamente, muito nos têm visitado, facto que agradecemos, e que têm aqui suficiente matéria de investigação para fazer cair o Estado


Pronto, conforme me prometeram ontem, os Lindos Olhos de Mariano Gago já lançaram hoje, em "Diário da República", a permissão para que os alunos de qualquer Instituição de Ensino Superior possam pedir transição, em QUALQUER época do ano, de instituição que frequentam, para outra.
É justo, tínhamos discutido ontem a situação dos sem-abrigo da "Independente", e, se não for ao Partido Socialista cumprir alguns dos preceitos de justiça e acolchoamento social mínimo, que outro partido o fará?... Não garantir transição para os alunos da "Independente", depois da execução sumária dela, era tão injusto como tributar as reformas das velhinhas, aumentar o preço do pão, ou o dos medicamentos.
Já lhe telefonei a agradecer, é para isto que servem estes pequenos jantares de amigos, onde, tantas vezes, se decide o futuro do Mundo.
Em favor do Bem Público, atrevo-me também hoje, por ser Quinta-Feira Santa, a revelar algumas das páginas da minha Tese de Pós-Doutoramento, a decorrer no I.S.C.T.E., sob a orientação do Professor Doutor Paulo Pedroso.


O título do meu Pós-Doutoramento -- em primeira-mão -- é "Analogias e Discrepâncias sobre o Método Geológico de Concessão de Diplomas em Portugal, durante a segunda metade do Séc. XX".
Aqui ficam as linhas gerais, já que se trata, sobretudo, de tratamento de dados em "S.P.S.S.", embora com uma matriz estrutural que obedece aos princípios da Organização e Classificação correntes:

  • Licenciaturas do Pré-Câmbrico (anteriores ao 25 de Abril, e sempre na posse, salvo raras excepções, de filhos de "Alguém").
  • Licenciaturas Administrativas, resultado do saneamento de Docentes, durante o 25 de Abril. A nota era declarada de um lado do balcão da Secretaria, e logo anotada no Livro de Termos, do outro. Denominado "Período Valetudinense".
  • Licenciaturas do "P.R.E.C.", com lançamento, em pauta, não de nota, mas de resultados de votação, de braço no ar, de "Apto", ou "Não-Apto". Os mais aguerridos passavam primeiro, os menos, ficavam para o fim (Nota: este tipo de Diplomas deu lugar aos mais altos Cargos, nomeadamente Presidências de Comissões Europeias). É o chamado "Período Cherne-Maoense".
  • Licenciaturas compradas no balcão da Secretaria da Escola Secundária da Cidade Universitária (defronte do I.S.C.T.E., e, hoje, já extinta e demolida, por causa das tosses...) Este Período, chamado "Manequense", com Licenciaturas, lançamento de nome em pauta e Diplomas a 20 "contos", divide-se em três sub-períodos:
  • "Manequense Inferior", em que o "Manecas" ainda não tinha SIDA, e portanto gozava dos lucros.
  • "Manequense Médio", em que, já contaminado, era o irmão que beneficiava dos lucros. É o chamado Período Áureo, em que o maralhal, pela mão do "Tonico", frequentava o Clã de Isabel Câncio, e havia homens, dinheiro, e tudo aquilo que o dinheiro podia comprar, em fartazana, para todos/as. À porta da Escola da Cidade Universitária, os Ciganos vendiam os Exames que iam depois sair na Faculdade de Medicina.
  • "Manequense Final", em que a coisa estoirou, o "Manecas" morreu, o irmão teve de fugir para o Brasil, e as festas abrandaram.
  • Período Intermédio "Campo Santanense", em que os pais faziam bicha, defronte da Secretaria da Escola de Ciências Médias, para comprarem o Diploma de Médico para os filhos.
  • "Período Pulidense", em que houve Diplomados contemporâneos da passagem, pela Política, de Vasco Pulido Valente. Licenciaturas do "Gin-Tónico".
  • "Período Normalense", em que as pessoas foram MESMO obrigadas a frequentar e a concluir os Cursos.
  • "Período das Privadas", com todos os seus sub-períodos intermédios, em que o Dinheiro era forte aliado da Massa Cinzenta. Também conhecido pelo "Período das Omeletes sem Ovos".
  • Período da "Independente", lançada por Manuela Ferreira Leite, em que toda a gente que tinha pequenos defeitos académicos os podia ali corrigir. "Período Diamantense Angolar", na minha proposta terminológica.
  • "Período Opus Deiense", com Diplomas vindos da Complutense e de Navarra, e imediatamente acreditados em Portugal.
  • "Período Americanense", das Pós-Graduações "Light", em território americano.
  • Período "Pós-Moderno", das lavagens e branqueamentos da Universidade "Moderna" ("Coisas horríveis, que metiam Mulheres, Droga e Armas...", nas palavras do Reitor Xexé)
  • "Período Lusófono", da Catedrática, Vice-Reitora, Clara Pinto-Correia, onde, os que já tinham o diploma de trás, resolveram abalançar-se aos Mestrados e Doutoramentos.
  • "Período Actual", ou "Corruptense Generalizado", em que tudo isto funcionava em perfeito silêncio e harmonia, até ter estoirado o Escândalo Sócrates.




(Nota de apreço aos que, como muito boa gente, se esforçaram para tirar os seus Cursos, fora destes métodos. Deles não foi, nem será, nunca, o Reyno dos Céus)"






(Quarteto do Relvas, vai-te foder, tu, mais a tua patroa, Isabel dos Santos, o lambe conas de pretas, Passos Coelho, e a bêbeda Clara Pinto-Correia, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers", o epiicentro do tema)







quarta-feira, 13 de junho de 2012

António Borges e todas as suas metástases, em forma dos Borges, Cavacos, Relvas e Moedas, que destruíram Portugal


Tenho saudades dos tempos em que ia para as Docas, com o Passos Coelho, e o tinha de arrastar de lá, altas horas, já muito perto do coma alcoólico, porque ninguém o segurava, a noite inteira, a querer mais conas de pretas.
Objetivamente, nada há de pernicioso em passar noites inteiras a tentar mais uma cona de preta, porque as conas de pretas são, a seu modo, como as parcerias público-privadas: quem se mete numa é capaz de se meter em todas as outras, e já não nota a diferença. Para nós, Portugueses, isso até poderia chamar-se multiculturalismo, se não tivesse levado o Estado a confundir taras privadas de um inapto com os poderes do Estado, e a conceder a um gajo bastante abaixo da média, cujos únicos interesses na vida eram o álcool e as conas das pretas, o lugar de Primeiro-Ministro.

Isso aconteceu, ele estabilizou, casou com uma preta com ar de ser mãe dele, e o Estado ficou entregue a si mesmo.

O problema começa quando um Estado fica entregue, a si mesmo, e eu explico, nominalmente, o que é isso: um indivíduo com problemas neurológicos, no topo da Pirâmide, em quem a Maria tem de agarrar permanentemente na mãozinha trémula, para evitar que ele tenha um ataque público, ou comece a falar de vacas; uma segunda figura do Estado, que subiu pelo Princípio de Peter, completamente ignara de leis e regimento da Assembleia da República, escorada pela Maçonaria e a Opus Dei, bimba no sotaque, e que é conhecida, nos bastidores do Estado, pelas anedotas e pela tara de comprar roupas, e depois andar, na Executiva dos aviões, a tentar traficar trapos, a qualquer hora e em qualquer circunstância, como uma reles vendedora de cobertor de feira. Descendo a escadaria, temos o tal fuçangueiro das conas de pretas, que conseguiu o milagre de tornar José Sócrates numa pessoa respeitável (!), Miguel Relvas, um típico criminoso das tipologias de Lombroso, o ministro sombra, para amparar o lambedor de conas de preta, nomeado pela sinistra Maçonaria PSD, e ao serviço de um estado pária, governado por uma família de criminosos, que anseia por usar Portugal para algumas ancoragens da Dinastia Dos Santos; um atrasado mental, cujos problemas de bipolaridade já vinham do Canadá, e a quem querem convencer de que Portugal ainda tem Economia -- uma coisa há muito destruída, nos anos sinistros das ditaduras do saloio Cavaco Silva -- um miserável, vendido a tudo, até ao Lobby Judeu, que não sabe distinguir uma lombada de um livro, mas que gere a "Cultura", e coisas ainda mais perniciosas, como uma anomalia, com problemas de dicção, que acha que uma asneira, repetida devagar e pausadamente, se pode tornar numa epifania evangélica, e aqui chegamos, realmente, ao fulcro do problema.

Todos eles, com o pretexto do FMI, estão a cumprir o que Cavaco Silva sonhou, há vinte anos, e Passos agora cumpre: um regresso aos índices do Salazarismo.

Quanto a Vítor Gaspar, para além da credibilidade nula, de quem sabe que a teoria monetarista foi a responsável pelo colapso de estados inteiros -- como o Chile, de Pinochet -- usados como palcos de "experiências, como fez o filho da puta, seu inventor, da célebre Escola de Chicago, Milton Friedman, um criminoso ao serviço do criminoso Ronald Reagan, apenas se pode acrescentar que é o rosto anedótico do verdadeira patrão da coisa, um tal de Carlos Moedas,  um dos agentes da confraria de assassinos económicos, que tem o nome de GOLDMAN SACHS, e que está encarregado, entre outros que desconhecemos, de DESTRUIR PORTUGAL.

Para quem viu o retórico "Inside Job", um facínora, como António Borges, o tal que ganha duzentos e tal mil euros por mês, livres de impostos, e está encarregado de vender as empresas do Estado Português aos criminosos que a associação mafiosa mundial a que pertence, teria sido imediatamente afastado do terreno, mas não foi, e está, como Relvas, Moedas, os três chefes maçónicos das bancadas parlamentares da Assembleia da "República", PS, PSD e CDS, o Álvaro Santos Pereira, o Cavaco, a corja da Opus Dei, representada pelo genocida, Paulo Macedo, a cavalgadura da Educação, cuja única missão é semear o analfabetismo e lançar, para o desemprego, em 2 meses, 25 000 pessoas, e mais uns quantos de que nem nos lembramos, porque são irremediavelmente inexistentes, embora nos saiam dos bolsos.

Há anos, lembro-me de alguém me ter dito que Portugal era utilizado, em certos fora internacionais, como palco de "experiências", cujo âmbito, então, não entendi.
Hoje, em pleno 2012, com o criminoso Balsemão, o criminoso Borges, o criminoso Cavaco, o criminoso Moedas, o criminoso Relvas, o criminoso Paulo Macedo e todos os criminosos que os antecederam, sob as batutas de Sócrates e Durão Barroso, a coisa torna-se quase transparente, e deveria ter direito a reação, não estivéssemos num povo com um grau de iliteracia elevadíssimo, e uma estupidez de horizontes que se resume aos calções transpirados dos Narcisos das Barracas, da Procissão do Adeus, e do ganir da Mariza.


Para que não desanimem, vamos mostrar que, lá fora, a coisa ainda está pior: a Europa, governada por canalhas da Alemanha ex comunista, com Reagans e Hitlers metidos na cabeça, está à beira de conseguir o sonho de Obama, um sonho que ele não sabia que tinha de ter, mas a ultra direita Norte Americana se encarregou de lhe incluir nos delírios rosados de escarumba: forçar a Europa a um tal ponto que tenha de emitir dinheiro, para equilibrar as contas dos países que Bilderberg, a Goldmann Sachs e parentes deram ordem para "homicidar".
Uma vez aumentada a liquidez, o Euro desvaloriza automaticamente, ao ponto de não ser cativante que se torne a moeda de negociação mundial do crude, e ajoelha, perante as sombras sinistras que governam o mundo, a partir dos apartamentos palacianos de East Upper Side.

Quando se ouve um anormal italiano -- o próximo alvo, dos Moedas e Borges de lá... -- a dizer que não se importa com que venha um príncipe saudita comprar a Ferrari, torna-se claro que a jogada está mais alta: ou a Grécia fica no Euro, com o Syriza a bater o pé, o que poderia ser um refundar da Democracia, ou a Grécia cai nas mãos da China, o que poderia ser uma forma irónica de definitivamente mostrar que a Nova Ordem Mundial era mesmo nova, e vinha com os olhos em bico.

Para lá destas fronteiras, finalmente descobriu-se que as armas de destruição maciça, que nunca foram encontradas nos "bunkers" de Saddam Hussein, estavam, afinal, todas concentradas na Síria, o que obriga a que a Diplomacia Mundial, que já decidiu a Guerra do Irão, esteja a lidar, com pinças, sobre a sua partilha, pós guerra, entre os interesses da mafia americana, da mafia russa e da mafia chinesa, com Israel a ter de sujar diretamente as mãos no assunto.
Aparentemente, a coisa vai ser simples: o tal vírus "Flamer", uma coisa criada entre a NSA e a Mossad, entre outros, que parece que se suicidou, afinal, não se suicidou, está, somente, a... descansar: quanto estiver resolvida a retaguarda síria, irá entrar nas centrais clandestinas de produção de armas nucleares iranianas, e irá dizer as sensores de temperatura que os núcleos de cisão não estão sobreaquecidos, até que eles... expludam todos.

Vai ser muito feio, mas, com Fukushima, o Mundo até já foi ensinado que é possível viver com vegetais e sushi radioativos, e o Irão, ou o que dele restar, lá poderá deixar o Fundamentalismo Islâmico, para finalmente regressar à sua verdadeira natureza, o esplendor persa.
Por cá, haverá uma velha, a quem o filho da puta do Borges queria reduzir a reforma de 300 para 250 € a comentar, como é típico, "pois, andaram a mexer em coisas perigosas, agora, explodiram-lhes nas mãos, coitados, devem estar a sofrer tanto..."
Quanto ao vírus, suponho que já então se terá resuicidado, e com um pouco de sorte, até teria levado consigo todos os canalhas, cujos nomes atrás citei.

 Imagem do Kaos

(Quarteto fortemente adensado, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" )


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Manifesto para uma rápida expulsão da Alemanha de Leste da Zona Euro



Com o aproximar do desemprego do 1 000 000 de portugueses, a importância das mulheres a dias ganhou uma relevante importância.

Para quem, como eu, vai bater uma sorna nos centros de falência da força laboral, a frase mais ouvida, daquelas bocas de saltos altos da Indecência Social é, “temos aqui uma vaga de doméstica, para servir um general na reserva, com algumas fantasias sobre criadas”...

É evidente que a Sónia Sofia, que ainda há pouco gastava fortunas no traje académico e foi à queima das fitas de Direito, no Audi do pai, não está para o número de ver se o Sr. General Mathyas do Amaral tem um pico na gaita, e claro que prefere continuar a curtir as mágoas pela noite fora, no Bairro, ao som da mediocridade do Sassetti, ou ex Sassetti, como prefiram. O importante, todavia, não é esta permanente recusa dos licenciados se converterem em mulheres a dias, mas o movimento inverso das mulheres a dias ascenderem a cargos políticos de enorme relevância, como a da Chancelaria Alemã, que já foi ocupada por beneméritos da Humanidade, tão ilustres, como, por exemplo, o austríaco Adolph Hitler.

Angela Merkel é um carcinoma do tecido político europeu contemporâneo, como Mussolini, nos seus belos tempos; Cavaco, quando transformava Portugal numa potência de trânsito de tráficos, ou o benemérito Sarkozy, um cocainómano, cujos tique só passavam despercebidos a mulheres de bigode da Nazaré, e ajoelhadinhos da Santa Saloia, da Fossa dos Milagres, da Cova da Iria.

A Grécia, a quem devemos tudo, desde o congelamentos dos familiares, em arcas frigoríficas, para que o Estado continuasse a pagar as pensões – uma espécie de imaginário Rei Ghob de lá – ou financiar estradas ao custo de auto estradas – um pouco como os estádios do Euro 2004, da “joint venture” pedófilo Carlos Cruz/escroque José Sócrates, até coisas menores, como a Democracia, a Moeda, a Filosofia, Fídias e Homero, prepara-se agora para apresentar à Mulher a Dias de Leste uma solução islandesa, que se resume num “não pagamos”, que vai gerar uma situação historicamente interessante, que é ver como um pequeno estado, que estava no âmago do imaginário da Cultura Europeia, e já decadente, vai agora, mercê da globalização, voltar a estar no centro de todos os pesadelos mundiais.

A Alemanha teve azar, porque isto vai acontecer numa altura em que os patrões estavam fora de casa, e a gestão do lar estava a ser assegurada por uma filha de pastor alemão – padre, não cão, entenda-se – e de uma judia, para não variar. A combinação, como seria de esperar, saiu maravilhosa, uma espécie de flacidez facial, à Ferreira do Amaral, com um pouco da nádega do João Soares, depois do acidente em que os marfins e os diamantes fizeram cair o helicóptero, muito antes de ele ter ido oferecer ao Jonas Savimbi o Nokia, cujo localizador GPS finalmente permitiu ao assassino José Eduardo dos Santos fazer a “limpeza”. Suponho que, por debaixo do soutien e das “coulottes” a miséria ainda seja muito pior, tal como as desgraçadas que trabalhavam 18 horas por dia, no estertor fim da República de Weimar, quando a Rosa Luxemburgo dedicava a cuequinha menstruada ao Yiddish Vladimir Ylitch Lenine.

No início do séc. XXI, a Alemanha está refém de uma lavadora de escadas e de um entrevado, com fácies nazi, e que já aparecia no “Mulholland Drive”, do David Lynch: um anão, subproduto de Bilderberg, refém da deficiência que guarda um ódio e um ressentimento freudojungiano sobre todos os que ainda mexem as pernas, e que decide que os melhores lugares serão para os menos aptos. Acontece que esses dois filhos da puta, que deviam ser fuzilados, estão, a todo o custo, tentar provocar o colapso da Europa civilizada.


Uma criatura como esta, obviamente, tem na mão todos os políticos, aliás, os fantoches políticos, que chafurdam na lama das suas biografias sórdidas e maculadas: bastava que o Sr. Shäuble desse ordens ao viciado na "branca", Sarkozy, para ele imeditamente vir lamber os grande lábios da badalhoca Merkel, “olhe, venha, senão contamos tudo, inclusive, o seu estado de dependência, e de onde vieram os seus dinheiros Kadafi…”, “sim, sim, eu vou já!...”; “Sr. Berlusconi, olhe que nós sabemos que as suas meninas de 15 anos, afinal, têm 14...”; “Sr. Sócrates, olhe que os seus venezuelanos lhe roubaram da gaveta os códigos do “off-shores” de Gibraltar, depois de lhe terem arrombado o esfíncter das traseiras…”, e só Putin lhe consegue fazer frente, aliás, no próximo eixo do crime Eslavo-Tedesco, com Breivik como Ministro dos Negócios Estrangeiros, a dominar uma nova estranha Europa desfigurada, muito para além das queimaduras de Hiroshima.

Eu sou do Sul.
Gosto do Sol, e nutro pelo trabalho das formigas o mais profundo desprezo.
Sempre que vejo uma alemã, lembro-me de uma ariana pronta para me enfiar numa câmara de gás, ao menor incumprimento, e eu adoro cumprir apenas o que me apetece, e nunca cumprir ordens nem de russos, nem de chineses, nem de alemães, nem de angolanos, nem de nenhuns povos que não saibam o valor do meu mar oceano, que é fundamentalmente mediterrânico, azul, e não cor de lama, como as fossas de Hamburgo. Tenho, pois, uma proposta para a saída da crise.

Como muito bem dizia Adriano Moreira, enquanto a Europa idiotizada impedia a Alemanha de se rearmar, a folga do não rearmamento ia criando um exército sombra, que era o investimento brutal nos produtos de qualidade, em que o Mundo se viciava: essa é uma das maiores glórias dos Alemães, que obnubila toda a vilania dos criminosos que os governam.

Quando se perdoavam à Alemanha pós nazi todas as dívidas de Guerra, de ter destruído um continente europeu, por causa de muitos shäubles de suástica, os Estados estavam a ser generosos, na ilusão de que passado era Passado. Não era: neste momento, todos os traumatismos dessa corja, a infância difícil da Merkel, nos subúrbios de cidades pardas e miseráveis, de uma Albânia de língua boa para falar com os cavalos, os carrinhos de feira, que envergonhavam os produtores de Mercedes, e as auto-estradas do Reich, dos anos 30, estão agora a ser utilizados para traumatizar a população europeia.

Eu não quero viver no sistema de saúde que dava injecções nas velhinhas, a partir de certa idade, nem quero ver impossibilitados de se reformarem, a calcetarem ruas, aos 80 anos.

Nós queremos saber quanto custou aos nossos bolsos a reunificação alemã.

Queremos saber quanto é que os contribuintes europeus estão a pagar para continuar a tirar das trevas essas pocilgas campónias, rebatizadas “Mecklemburg-Vorpommem”, “Brandenburg”, “Sachsen-Anhalt”, “Sachsen” e “Thüringen”.

Eu não quero pagar, nem continuar a pagar os 2 000 000 000 000 € que custou essa fantasia alemã da reunificação.

Quero que esses badadochas sejam imediatamente expulsos do Euro, e que seja devolvida ao cidadão europeu a liberdade que lhe foi retirada pelos ex comunistas, que querem agora governar um continente que sempre os desprezou, e que fez uma guerra sangrenta, para deles se libertar.

Para sempre.

 Imagem do Kaos

                                             (A “Coisa” já começou, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Um BPN chamado Boliqueime





Imagem do Kaos

Depois de 500 longos anos de doença crónica, Portugal está em fase terminal. Nada de espantoso, até aqui, não houvesse 10 000 000 de habitantes que tivessem estado a descontar para a História, ao longo de todo este tempo, e se vissem agora na iminência de morrer como cães.


Fomos exemplares na nossa postura, já que nunca nos indignamos, e estamos sempre preparados para transformar tudo em piedosas procissões, como no Pingo Doce, ou na miserável Fátima, de Miguel Portas.

Podemos dizer que também fomos jeitosos, no nosso experimentalismo político, já que andámos pela Monarquia, que se provou ser uma forma decadente da República; experimentámos a República que era uma forma decadente da Monarquia; passámos pela Ditadura, que era uma forma decadente da Democracia, e acabámos a vegetar numa Democracia, que é uma forma decadente de Ditadura.

Até aqui, ainda tudo bem, porque a Polónia conheceu destinos piores, os Curdos e Palestinianos ainda estão à espera, e de Israel é melhor nem falar.

Focando-nos na agonia, o meu problema não é o fim do fim, mas as enfermeiras, os auxiliares e os médicos que temos em redor.

Se me perguntarem quando é que a coisa começou, talvez, algures, quando D. Manuel começou a gastar muito mais do que o que tinha, e, depois de andar pelo Mundo a viver do que o que o Mundo tinha, expulsou os Judeus, para começar a viver com o que tinham os da própria casa. Este sinal, como é sabido nos bairros problemáticos do País, como o do Cerco, o da Bela Vista, o da Quinta da Marinha e da Beloura, que é o começar a roubar no próprio quarteirão, é sempre sinal de que a coisa está em riscos de implodir, depois de ter andado a explodir.

As formas do fim, ou os fenómenos do fenómeno, como diria o Petitot, podem ser polimorfas ou metastáticas, ou “ambas as duas”, à Portuguesa, e as nossas, são de facto, “ambas as duas”.
A minha memória política é curta, tão curta quanto intensa a minha memória ética, e, já que falámos de Ética, o último ministro que se demitiu, já em pleno pântano, foi o Jorge Coelho, depois de cair uma ponte com uma camioneta cheia de almas simples, que iam ver florir as cerejeiras. Acabaram por não ver, e muitos – paz às suas almas – por não voltarem a ser vistos, enquanto o Coelho, dizem as más línguas, encontrou um excelente pretexto para ir dirigir a teia de crime que a Mota-Engil oculta. A partir de aí, se bem se lembram, ética, não politicamente, todos passaram a ficar hirtos e firmes, sem mexer um músculo, na expectativa de que passasse a memória da baixaria em que chavascavam. Houve um Portas que não se foi embora, nem depois de um Reitor xexé, de uma “Universidade” indecente, ter dito que aquilo não era um lugar de aulas, mas de “coisas horríveis, que metiam mulheres, tráfico de droga e armas”.

Na altura, devem ter pensado que era o nome completa da cadeira de Inglês Técnico de lá, e deslocaram o “staff” todo para os antros seguintes, sei lá, a “Independente”, onde os sicários de Isabel dos Santos vinham buscar o diploma, para passarem diretamente de gorilas de dorso prateado, para “senhores engenheiros” e “doutores”. No embalo, passou um Sapatilhas, que era Secretário de Estado do péssimo ambiente em que vivíamos, e sacou um diploma, cuja validade era tão nula como a de muita gente que perceveja a nossa realidade política, como o Henrique Neto, que é “doutor” em causa própria, o Vasco Franco e o Vara, que aspiram, o primeiro, a mestrados da “Lusófona”, a fraude que se seguiu, e o célebre Miguel Relvas, que parece que chegou a um primeiro ano de Direito, e a partir de aí intuiu os restantes que lhe faltavam para Doutor. É, portanto, o Primeiro Ministro sombra, nesta fase de agonia, e é normal que o seja, porque já se percebeu que não é um diploma, que, em qualquer estado do Espaço Europeu, só pela suspeita de falsificação, faria o passarinho ter de sair do poleiro, aqui provoca reação. O Primeiro não se demitiu, e fecharam a “Independente”. Com o Tribunal Constitucional, os Aventalados e os do Cilíco estão agora a intentar a mesma coisa. Por cá, nada disso interessa, entretidos que estamos com o lugar a que Pinto da Costa chegou, com um número mínimo de investimento nos árbitros. Portanto, lá seguimos em frente e a coisa até melhorou, até se estar agora a afundar na Bancarrota.

Sócrates, apesar de ser um canalha, tinha apenas uma ligeira quota parte da culpa, já que, como aquele dissidente chinês, ceguinho dos olhos e da ideologia, a família Sócrates tinha procriado, como coelhos, contrariamente ao padrão oficial chinês, que defende a máxima “um tio, um off-shore”, e havia tantos parentalhos quantos dinheiros ocultos, mas, como se diz na Bíblia, não podemos culpar o sobrinho por serem todos os tios tão maus, nem os primos de pior teor, mãe incluída, já que, como adoradora de Jeová, apenas conhecia as pragas e preceitos do Livro Velho, desconhecendo todas as benesses do Ingénuo dos Quatro Evangelhos.

Por outro lado, e agora vai o texto adensar-se, um tal de Senhor Aníbal, que representa uma espécie de sopa da pedra, feita com todos os restos dos defeitos de regime atrás expostos, mais umas sobras do vomitado da ementa mediterrânica algarvia, um “estrangeiro”, já que não fazia parte do Reyno, mas dos Algarves, lembrou-se de emergir, pelo meio de uma ligeira fresta de liberdade, que estas pessoas, agora em estado final, gozaram, algures, entre meados dos anos 70 e 80, e veio-nos recordar que a nossa vida era um vale de lágrimas, com as paredes cobertas de misérias estéticas de Foz Coa, e as margens do canal recheadas de presépios, com os porquinhos a obrarem directamente na ribeira.

O homem parece que passara diretamente das sementeiras e das snifadelas da última gota, não do piço, mas da mangueira do saloio do pai, para um permanente êxtase, que o levou a York, onde a Universidade, recém formada, dava doutoramentos aos mendigos do Sul – coitadinhos, também precisam… -- e como este era do Sul do Sul, ainda veio com mais tesão, e uma sapiência que era obsoleta como tudo na vida dele, 50 anos de atraso, intelectuais, teóricos e de emoção. Naquele tempo, ter um doutoramento era tão extraordinário como ver o solzinho a dançar, embora, no caso do Aníbal, eu preferisse que ele tivesse ficado a ver o solzinho a dançar, já que, mal se enfiou na Nova, começou a dar faltas em barda, tal como a fêmea fazia, na Católica, onde ensinava João de Deus, aos meninos da samarra.

Como se sabe, Política e Ensino são incompatíveis, embora a Política seja um enorme escola, e a Escola um enorme convite a NUNCA enveredar pela Política, quando a Opus Dei fez um golpe de estado, através do Partido Alien de Ramalho Eanes – um tal de P.R.D., se não me engano, que era um coio de oportunistas, ressaibiados e pedófilos – já o Sr. Aníbal estava a navegar como Primeiro Ministro, com um valente processo disciplinar em cima, do Reitor, Fraústo da Silva, por nunca pôr as mãos suadas nas aulas da Universidade. Felizmente, Deus e a sua profetisa, a Irmã Lúcia, são grandes, e João de Deus Pinheiro, outra nódoa do regime, ocupava a Pasta da Educação, o que fez com que o processo se evaporasse, o que pôs o Senhor Aníbal em estado de permanente agradecimento, elevando a nódoa Pinheira a Ministro dos Negócios Estrangeiros, onde se dizia que “le Ministre Portugais des Affaires Étrangères est étranger à ses affaires”, a Comissário Europeu, e a uma longa série de cargos vegetativos, que se torna difícil enumerar, já que representam uma espécie de Princípio de Peter, em forma de montanha russa.

Aqui, já vocês devem estar a pensar que me perdi, mas não me perdi, e quero que se centrem no lado de gratidão que o Sr. Aníbal demonstra, para com todos os que o servem, ou serviram, tal como o de vingança, já que, mal se apanhou na sua Maioria Absoluta, tratou de desvincular da Carreira de Juízes a Carreira de Professores Universitários, provocando um choque remuneratório nesse nojento Reitor, que se atrevera a mover-lhe um processo disciplinar.

Como ele próprio diria, se duas vezes voltasse a nascer, duas vezes o faria, e fez, já que, como na Política deve imperar a Ética, exceto nos momentos em que a emergência possa levar a invocar Maquiavel, mal se apanhou, na segunda metade de 80, com a sua primavera salazarista nas garras, tratou de se rodear da pior escória que Portugal já conhecera à sua frente, pelo menos, até à primavera socratista.

É evidente que as pessoas envelhecem, e os anos as tornam sérias. Cavaco Silva é uma puta cujos anos nunca conseguiram tornar séria, e, quando, com a maior desfaçatez, nega ter alguma vez ter tido alguma coisa com os canalhas que lhe preencheram os alvéolos dos governos que destruíram o aparelho produtivo, tornaram Portugal num canal de circulação de todos os tráficos, e arruinaram la feericamente a Cultura, está a renegar a cama onde todos se esfregavam, o que revela uma ingratidão vaginal, indigna do mais alto útero da Nação.

Claro que todos nós sabemos que o cidadão Cavaco Silva nada teve a ver com o BPN, que provocou o colapso do Estado Português, mas, em contrapartida, o BPN tinha, e tem, tudo a ver com o cidadão Cavaco Silva, já que se trata de uma anomalia financeira, um “Cisne Negro”, na terminologia de Taleb e Mandelbrot , criado pela gentinha e gentalha a quem ele deu a mão, para ascender na escada descendente dos últimos 30 anos da ética política portuguesa, os tais Dias Loureiro, o Oliveira e Costa, o traidor Mira Amaral e o assassino Duarte Lima, entre tantos outros.

Numa Europa civilizada, um Presidente sobre o qual recaísse uma simples suspeita de jogadas financeiras, saltava fora, como aconteceu com o Alemão. Este… não, e para provar que nada tinha a ver com essa gente, nomeou-os para o Conselho de Estado, e nasceu duas vezes, quando os segurou por lá, até depois do impossível.

Alguém teria de explicar a esse homúnculo, cobarde e retorcido, que é a Ética, e não a Política, que, neste momento, o impede, definitivamente, de continuar a manchar o elevado cargo que ocupa.

A agonia de Portugal é, pois, esta: ao pé do BPN, o “Freeport” não passa de uma brincadeira milionária, destinada a alimentar uma família numerosa. Se me perguntassem se gostava de ver Sócrates, ao lado do vende pátrias, Miguel Relvas, na prisão, é evidente que gostaria disso, como qualquer Português dotado de um mínimo de sensibilidade, mas, para este novo Pedro de Boliqueime, que, cobardemente, nega e renega tudo o que, ao logo do seu miserável percurso, fez e promoveu, num permanente papel de possidónio do Monte das Oliveiras, eu, sinceramente, gostaria de um castigo mais refinado, mais à altura, mais ao nível rasteiro em que a sua existência se construiu: a marquise de cobertura, do topo da base.

Aparentemente, estão-lhe a prepará-lo para 12 de maio.

Assim seja.

(Quarteto do tenha vergonha e vá-se embora, seu manequim dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")