terça-feira, 21 de agosto de 2012

Uma certa boca




Imagem do Kaos


Dedicado à Isabel, na esperança de que a outra não perceba que isto está, mas é, direitinho, feito para encaixar nela... :-)



Como dizia a Gertrud Stein, uma boca é uma boca, uma boca, uma boca, uma boca..., e tinha todas as razões do Mundo, se lhe anexarmos a assimetria, já presente no célebre momento do Big Bang, de que todas as bocas são bocas, sim, mas nem todas as bocas são iguais.

É claro que este texto é como a virgindade: antes de eu o ter escrito, não ia começar toda a gente, ó meu, ó meu, a olhar à sua volta, e a classificar as tipologias das bocas, mas lamento, se, mais uma vez vos arranquei um pouco da virgindade. Sintam-se como aquelas suecas que o Assange violou (!), quando toda a gente sabe que violar uma sueca é uma anomalia tão incompatível com a racionalidade como acreditar na virgindade da Santa com cara de saloia, que os acrobatas carregam aos ombros, ao som do "Avé, avé, Maria", o hino do sodomita António Botto, composto expressamente para a Igreja do Salazar o deixar voltar a Portugal, uma espécie de "redenção", que não é redenção, porque toda a gente sabe que a paneleirice nunca se cura, só consegue sofrer agravamentos.

Honra lhe seja feita, porque pôr as velhas, pelo menos uma vez por ano, às vezes, duas, a agitar lenços a um ídolo de porcelana, com um "sound" homo, faz daquilo -- e a isso chama-se "génio" -- faz daquilo o maior "Gay Pride" Português,
mas,
voltemos às bocas.

Há as bocas em forma de fenda, como a da defunta Lurdes Rodrigues, essa alimária, que, pelo Princípio de Peter, foi promovida, de Sinistra da Educação, a gestora dos lobbies suspeitos da Fundação Luso Americana para a colonização cultural de Portugal. Numa boca em forma de fenda não cabe nada, a não ser uma chave de fenda, eventualmente destinada a estimular a úvula, que é uma espécie de clítoris que as brochistas têm no fundo da garganta, o que não era o caso da Lurdes, que nem para o broche servia.

Há as bocas à Manuela Boca Guedes, que são um pouco como as tripas dos enchidos de porco negro, e vão servindo, para, com os anos, se irem enchendo de botox: há uma teoria que defende que o botox está numa crise de escassez só equivalente à (falsa) escassez de petróleo, de maneira que quem tem botox chama-lhe... seu.

Há as bocas iconográficas, como a da Bocarra Guimarães, que, tal como os inseticidas naturais já traziam botox antes de o haver. Consta que Carrilho consumou com ela o seu casamento homossexual para poder ter, por perto, sempre uma fonte inspiração, de cada vez que lhe apetecia um chupa chupa. Chupava ele, e ela ficava a ver.

As bocas de charroco são apanágio dos Teixeiras dos Santos e dos Catrogas, sempre pagas a preço de ouro, que é o valor mais elevado com que devemos recompensar a ignorância e a venalidade, e a História foi injusta nisso, porque Rodin deveria ter conhecido os dois modelos, antes de moldar o seu "Baiser", que, diga-se de passagem, iria ter a subtileza de um Botero, com dois hipopótamos colados pelas beiças, a serem pagos milionariamente. Felizmente, Rodin morreu primeiro.

Há a boca de amêijoa, também chamada boca com visão periférica, já que tem uma tal amplitude que dá para estar a comer as entradas pelo lado esquerdo, e a sobremesa, simultaneamente, pelo lado direito. Para as pessoas apressadas, é a ideal, já que, quando têm 70 e tal cargos em assembleias de empresas, como o uranista Paes do Amaral, sobra-lhes pouco tempo para comer, já que no comer, aqui, também se tem de reservar uma margem de manobra, para as necessidades de ser comido, coisas humanas, e que pagam caro, a partir de certos patamares.

Em "Un Chien Andalou" de Dali/Buñuel, também aparece uma mulher sem boca, o que certos estudos mostram ter alguns traços evolutivos, sendo o Intelligent Design a cuidar de que aquelas galinhas que passam horas de estridência a cacarejar, se calem, de uma vez por todas. Sou daqueles que prefiro ouvir o canto dos rouxinóis.

Ora, para que isto não se alongue muito, esta boca, em especial, cujo nome aqui não posso pôr, nasceu leporina, mas leporina de uma forma tal, que começava racha, em baixo, e ia racha por ali acima, até findar no nariz. Graças a deus que isto aconteceu antes do encerramento da Alfredo da Costa, por ordem da Opus Dei, para dar origem a um caixão de betão, residência de numerários, do arquiteto oficial da "Obra", Biancard da Cruz, mas as enfermeiras sentiram um terrível arrepio, porque um corpo daqueles era equivalente a uma fenda com duas pernas, que chorava, não se sabe se com a cara, se com todas as partes do corpo.

A Universidade de Aveiro, especialista em novas tecnologias, foi imediatamente consultada, assim como um padre, não fosse aquilo ser a semente do Diabo. Não era, era demasiado pequenina para isso, embora com os anos, se viesse a "achar", como é típico em Portugal, sobretudo nas camadas mais medíocres, que nós costumamos situar no topo da nossa miserável pirâmide política e cultural.

Sendo esta boca prima da boca da Duquesa de Alba -- que já na taxonomia das bocas, de Lineu, vinha em nota de rodapé, como "boca da Duquesa de Alba (sic)" -- da qual apenas herdou os diademas (!), a intervenção médica tinha de ser extraordinária, e foi: agarraram num fio de sola de sapateiro, e coseram aquilo tudo por ali acima, deixando apenas um escoadouro, cá em baixo, e um sorvedouro, lá em cima. Só depois de tudo suturado é que os ilustres cirurgiões se lembraram de que, na boca da servidão, não ficava espaço para as visitas do negrão do "Luanda", mas como Deus é grande e sábio, lá se decidiu que tudo aquilo que não entrasse, pela frente, encontraria alojamento nas traseiras, mais rotura, menos rotura. Quanto à mini boca, ficava reservada a abafar a palhinha, o que não seria indigno de tal aristocracia novecentina.

Ora, nesta altura, já a barraca chamada Obama teria considerado que eu estava a utilizar armas químicas, e estou, porque amor com amor se paga: uma boca daquelas ficava inibida, para sempre, de quaisquer excessos, ou seja, a viver no limbo de um perpétuo ramadão, quer alimentar, quer sexual. Acontece que, como sou um exagerado, não vou parar já, e peço que notem, com atenção, que essa maravilhosa boca, que chegou a posar para revistas francesas do jet-set -- suponho que no tempo da Coco Chanel, já para não recuar à Imperatriz Eugénia, pelas rugas de expressão... -- tem um ligeiro descaimento para um dos lados, que não consigo bem precisar, já que, como canhoto e daltónico, confundo esquerda com direita, até politicamente, o que me tem poupado alguns dissabores, o chamado requebro da zézinha-que-deus-tenha, ou um ferrorodriguismo incipiente, mas isso avaliarão vocês, se lá chegarem.

O  Lagerfeld mandou a Pipa Midletton, uma pindérica inglesa, mostrar mais o cu e menos a cara. No caso desta, infelizmente, acho melhor que ponha burka em ambas, já que devia saber que, em cama de dois, não cabem três, sobretudo quando o cu é um expositor de celulite, que atira para fora do colchão as mulheres honestas, que ainda as há. Se nem em Portugal, muito menos no Reyno dos ALLgarves...

E para acabar esta maldade, que vai levar dias a ser desencriptada, queria encerrá-la com uma maldade ainda maior. Ao contrário da Pipa, esta devia, mesmo, ter uma burka da cabeça aos pés, porque o espécime é de tal modo horroroso que, só num país onde se copula com os bigodes da Nazaré, tem viabilidade.
Por mim, não voto contra, veto, e, já que estamos em bocas, tenho de confessar para onde vai a minha preferência, especial, mesmo sibarita: é a boquinha de fazer broches a grilos, da Ana Drago, que se deve despachar, porque o Partido Oportunista está em extinção acelerada, e sabem por que adoro aquela boquinha?
Pois termino com mais um enigma: sempre que olho para ela, faz-me sentir... a pujança do elefante...

(Quarteto da língua viperina, e do "non sense", tout juste para a silly season, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Festa do Pontal, seguida da Peste do Final




Imagem do Kaos


Dedicado ao Leão Pelado, com quem o autor do "Arrebenta" tem trocado longos emails sobre diversas patologias nacionais e virtuais

Um pouco à maneira de Epitecto, vou pôr a coisa simplificadamente: há os blogues  que defendem o Sistema e os blogues que se estão nas tintas para que o Sistema seja defendido.

Aqueles, nos quais este texto será  difundido, como é sabido, praticado e consagrado, pertencem a uma das categorias, ao contrários dos "Abruptos", dos "Blasfémias", dos "5 Dias", e de uma multidão de afins -- lembrei-me destes, como me poderia ter lembrado de quaisquer outros, tão só, porque nunca lá vou -- onde os denominados "blogueres", ou lá como é que essa porcaria se escreve, vêm prolongar, pelo espaço virtual os seus telefonemas frequentes, os seus jantares, os seus sólidos assuntos de família e arredores, e que se inserem na outra categoria.

Como é sabido, começam com textos muito lidos e isentos, e rapidamente se encontram por gabinetes, assessorias, secretarias e outras tantas porcarias.

Ora, isto deriva de um fragmento de texto, que de facto, foi enviado ao "Leão Pelado", onde, de repente, e passo a citar: "Há uma coisa que lhe queria dizer, e que não sei se já pensou nela: enquanto andamos numa de “Mentirosos”, “Leões”, “Arrebentas”, “Kaos”, etc., com essa gentinha toda a saber mais do que sabida quem é quem, nós estamos a fazer um trabalho terrível, primeiro, o de canalizar energias, que poderiam degenerar em violência, para a leitura, o humor, a sátira, ou a catarse contida num comentário bem feito, como os seus, por exemplo. Com isso, vamos desgastando governos, e fazendo cair gente incapaz, que é substituída, sempre, por gente... ainda mais incapaz, e mantendo o pagode, que ainda lê, entretido. Já pensou no bom serviço que fazemos, e... grátis? Tantas haveremos de fazer que, um dia, por inépcia, chegará ao Poder a verdadeira camada de lama, que já tirou senha de espera, no lodo da sua sombra, e só aguarda a sua hora. Aí, limpam-nos, como deve estar para acontecer, quando a ultradireita americana assumir o Poder, depois deste ridículo interregno, chamado Obama."

Se quiserem tirar ultradireita americana, e pôr lá Obama II, fica tudo exatamente na mesma, já que o pensamento é preocupante: neste núcleo de blogues não alinhados, que não tem qualquer aspiração a visibilidade, ou representação política, exceto a que lhe inerente, e consequente, a de permanente voz crítica, o que tem sucedido é que temos contribuído ativamente para a dissolução de governos, e para a sua substituição por outros, cada vez mais incapazes. Num sistema que se fundamentasse em alguma regulação, e, neste caso, estamos a falar de sistemas de inibição autoritária, já há muito que teríamos sido apagados do mapa, sem deixar qualquer rasto. Tomo aqui a palavra pelo "Braganza Mothers", a quem, contrariando o anterior, já foi feita a cama muitas vezes, mas isso entra na categoria dos episódios esperados, ou seja, de tempos a tempos, toda a gente sabe que mudamos de lugar, mas lá continuamos, refinados e... piores.

O "Democracia", com as suas aspirações e uma militância pela Democracia Direta, sofreu, recentemente, um contacto com a Realidade: o Português não gosta de livre expressão, e, sempre que puder coartará, ou tenará coartar, a liberdade de verbalização de quem se atreve a pensar, e, mais do que isso, tem o dom de o passar a texto escrito. Fica aqui implícito o elogio às nossas equipas, muitas delas comuns, e a muitos nomes que não são aqui citados, mas cuja presença é relevantíssima. Cada imagem do "Kaos" tem muito mais impacto do que meses de sonolência das "Blasfémias"; cada insólito documento que a "Karocha" saque da carteira provoca muito mais inquietação, e só o diabo saberá por quê, em muita gente...; cada manta de raciocínios que eu despeje, aqui, arrasa meses de tentativas de recomposição do desastre nacional, feitas pelos imbecis que ocuparam as pastas ministeriais, e que falam, na TV, dos estragos, como se fossem de gente externa, e, como nós, muitos, por aí fora.

Tudo o que a esta dinâmica se oponha, não passa, na terminologia da sanita, de sarro, que um bom detergente fará desaparecer de vista.

Se querem rir-se, adorava ir a um "Combate (?) de blogues", mas uma coisa a sério, que metesse a "horizontale" Clara Ferreira Alves, o "Kaos", o Professor Marcello, o "Arrebenta", a Karocha, a miserável Helena Matos, o Medina Carreira, o "Mentiroso", a "Moriae", a "Kaotica", a "Tânia Vanessa", e, por que não, a "Lola Chupa", o Dias Loureiro e também o Manuel Luís Goucha?... Seria interessante, não acham?

O complexo do sistema está enunciado no fragmento de email, que decidi aqui reproduzir. Se, em vez de andarmos em textos elaborados, em curtos comentários, em polémicas vãs de "Facebook", em "fait-divers", como histórias de diplomas, de submarinos, de ares condicionados, e quejandas, e, antes parássemos para olhar um pouco para os figurantes que nos preenchem o cenários político, ficaríamos horrorizados.

A televisão, um dos cancros da Sociedade de Intoxicação, já que despeja, ignorando, salvo raras exceções, os jusantes e os montantes da coisa, ou, simplificadamente, encarando, sempre, a notícia como um ato isolado, uma epifania, sem passado, nem arredores, nem consequências futuras, é, talvez uma das principais culpadas deste estado de entorpecimento em que estamos, e que me atreveria a designar por Síndroma do Eterno Presente. Exemplifico, para clarificar: de repente, abrem telejornais, com caras devastadas, muitas vezes, pela silicose, a falar de esplêndidas reaberturas de minas, de multiplicações de exportações de ouro, sem paralelo, sem que, imediatamente, se ponha a questão: sendo a exploração de minérios, quer histórica, quer, mesmo, pré histórica, uma das grandes razões de atração dos povos para a Península, por que razão se deixaram fechar, ou entrar em declínio?

É consabido o meu ódio a Cavaco Silva, o político mais nocivo do neosalazarismo em que estamos, mas a genealogia é exata: depois de uma continuidade milenar de exploração, o Cabresto de Belém mandou fechar a coisa, quando decidiu que nos ia tornar num país sem infraestruturas económicas, industriais e agrícolas. A partir de aqui, devia haver uma retroatividade de assacamento de responsabilidades, e, como já noutro texto de intervenção sugeri, que se começassem a ler as assinaturas dos atos públicos que nos conduziram à ruína, e se começasse a organizar uma espécie de Tribunal da História de Portugal, onde, como veriam, rapidamente de desmoronariam fachadas e tendências partidárias, e chegaríamos à conclusão de uma existência contínua de predadores.

Aquela coisa do Pontal, onde o desgraçado que faz o papel de "Primeiro Ministro" de Portugal -- uma "Doce" macho, apreciadora de rata negra, e múltipla, já na fase andropáusica das madeixas de caju -- que anuncia uma retoma (?), em 2013 (!), suponho que esteja delirante, a não ser que, polissemicamente, "retoma" seja aqui entendida como, "... ora, toma lá mais... do mesmo".

Não tenho qualquer sensação relativamente a Passos Coelho, o que, em Política, é grave, ser um cidadão insensível a um alto cargo. Contrariamente a Cavaco, que agora está senil, e, portanto, inimputável criminalmente, o mesmo já não acontecendo com os crimes de lesa pátria que cometeu, durante dez anos de maiorias absolutas, os figurantes que escondem as sombras que anseiam pelo Poder, são penosas, ridículas e irrelevantes.

Fala-se de remodelação, é certo, e era urgente: o Primeiro Ministro envelheceu dez anos, e devia ir repousar um pouco; Miguel Relvas, queimado, por ter feito o que muitos, caladinhos, fizeram, a mando dos "lobbies" da RTP, da TAP e das autarquias de mesmo apelido, já devia estar fora do baralho, há meses; do da Economia, não vale a pena falar, porque sofre daquele delírio de pensar que existe, o que muito -- juro -- me faz sofrer: é um pastel de nata canadiano, que escorreu pelas canadianas abaixo, com o "lobby" do "Expresso" a ver. A Cristas -- e olhem para ela com atenção -- tem as arcadas supraciliares e as maças do rosto hipertrofiadas, tal como é descrita a extinta (?) raça de Neanderthal. O Ministério tem futuro, já que cada vez haverá mais gente a plantar batatas, a Ministra... não, já que não pesca nada, nem do assunto, nem das pescas; a Cultura deve ser mantida, com o seu atual Diretor Geral, posto que está exatamente à altura do que nós produzimos; já na Educação, a anomalia estar ali, ou no Tagusparque... é indiferente, de modo que defendemos o seu  rápido regresso ao Taguspark, onde ganha mais, e provoca menos estragos; Finanças?... A Bela Entorpecida?... Devia voltar ao banco da escola, e tentar nascer outra vez: Milton Friedmann é um nome condenado, desde que assassinou vários estados; Defesa Nacional???... Pelas razões atrás expostas, e já que a Nação está a ser cobardemente entregue ao estrangeiro, devia sofrer uma remodelação profunda, a começar pelo seu Chefe Supremo.

Acreditem que não me lembro se há, ou não, mais fantoches a fazer de ministros. Regressando ao parágrafo de mau augúrio que inseri neste texto, só uma coisa é certa: ele já é um contributo para que estes saiam, e venha, em breve, um lodo ainda pior.



(Quadrado de pontas pontais, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers") 

sábado, 11 de agosto de 2012

Rica se abra, enquanto se escuta, não vá derrapar-se, na forma de contas




Imagem do Kaos


Tenho, algures, escrito, um texto, sobre a Teoria Geral das "Fag Mothers", onde se explica, como a deriva estelar, da sequência principal, para os buracos negros, é equivalente à evolução dos buracos negros políticos portugueses, para formas muito para lá do que a Astrofísica e a cadeira de rodas do Hawking poderiam, sequer, imaginar.
Como  devem ter percebido, já estou em pleno discurso sobre Zita Seabra, uma anomalia espacio-político-temporal, que levaria séculos de investigação da NASA, para a poder explicar, mas eu, que sou mais primário, vou reduzir já a coisa aos meu típicos axiomas: a rata, enquanto fenda, e pista de aterragem de todo o tipo de "curiosities", é, ela mesma, alvo de todas as metamorfoses, sendo que, por natureza própria, nem todas são de Ovídio, caso do Ovário de Eva, e da Eva, em sim mesma, enquanto deriva do pecado original, quando Adão estava muito sossegadinho, a tratar dos seus animais, e Jeová, velho e zarolho, que nenhum seguro de saúde da Opus Dei, de Paulo Macedo, hoje cobriria, decidiu que ele tinha uma costela a mais, lhe a tirou, e, depois, deu no que deu.

Acontece que a rata começa por ser tenra, a chamada "maminha", dos restaurantes de picanha brasileira, e dos "Ballets Rose", e acaba, com uns "intermezzi" pelo meio, em coiro rijo, na célebre forma do palmier sem cobertura, exceto uns pintelhos de catroga, para se tirarem da boca, depois do banho, como nas "Recordações da Casa Amarela", um dos grandes filmes portugueses.

Ora, aristotelicamente, sendo Zita Seabra mulher, e tendo todas as mulheres rata -- excetuadas as vitimas da Síndroma de Rokitansky (não, não é um ex camarada da traidora...) --, Zita Seabra também tem rata, a qual, dado o seu adiantado estado de decomposição política, deve estar muito para lá do palmier, sem cobertura, e completamente ressequido. Vamos, talvez, usar a imagem, que vale o que vale, de um palmier, do tempo de Tuthankamon, encontrado num vaso canópico do séc. XIX A.C., para dar uma ideia do atual estado do entrepernas da Zita.

Acontece que o entrepernas da Zita apenas a ela diz respeito, minto, respeito a ela, e ao bidé, o célebre bidé, dos monólogos do bidé, da Zita Seabra, mas o mesmo não se pode dizer das suas intervenções políticas, que sendo públicas, têm, e cometem, o estrago de todas as palavras públicas. Ora, o que defendo, em tese, é que o estado de ressequimento político de Zita Seabra é exatamente equivalente ao do palmier ressequido que ela tem entre as pernas, e como já ninguém lhe pega, nem na rata, nem no palmier, nem nas ideias, nem na figura, nem no histórico, nada melhor do que um escândalo de ares condicionados, para voltar a dar nas vistas, e concluo aqui a frase.

O resto é pior: há uma voz corrente, em certos meios mais esclarecidos -- que, desta vez, não vou explicitar se neles me incluo, ou não incluo -- que defende que Fascismo e PCP foram a cara e a coroa de uma mesma moeda, sendo que o 25 de abril, por inerência, pensou dar um golpe no primeiro, mas soube conservar o segundo, esquecendo-se de que o primeiro era muito mais resistente e idiossincrático do que o segundo, como recordam as célebres palavras do Abade Correia da Serra: "Cada um de nós transporta, dentro de si, um familiar do Santo Ofício", o que explica que fossemos a risota da Europa, em pleno Século das Luzes, com a nossa Santa Inquisição, ainda ativa, e os seus sucedâneos, por aí, fora, Miguelismos, Autoritarismos, Franquismos, Sidonismos, Salazarismos, Cavaquismos, Socratismos, e agora, esta miserável excrescência, que só os próximos meses irão ditar se entrará para a História como "Relvismo", ou como "Passoscoelhismo", mas já teve as suas origens certas, certíssimas, em Neanderthal, e Cro-Magnon, quando um atrasado da mão já impedia o outro de rabiscar, naquela miséria que é Foz Coa, um TGV, e lhe batia, para que o outro desenhasse, em vez de um TGV, um comboio a vapor...

Já nessa altura eramos Portugueses consumados, graças à Senhora de Fátima, e espíritos santos afins.

O que a Zita Seabra veio trazer, com a sua língua de palmier ressequido, é uma coisa estranha, porque são as palavras da vitela, que mamou na vaca, enquanto dava, e depois mudou de teta, quando lhe cheirou que o Cavaquismo era mais apetecível, e era, como o prova uma longa corrente de energúmenos "políticos", de que todos estão lembrados, e embarcaram na transumância: La Feria, Eunice Muñoz, Dias Loureiro, Marques Mendes, Duarte Lima, o Rui Rio, que não era filho da puta, como o Pinto da Costa também nunca foi, nem será, nem ele, nem o Isaltino, nem o "Major", nem nenhum dos da seita; o pedófilo que empurrou o próprio Cavaco para a "rodagem" da Figueira, e que este mês mudou de casa, para o Inferno, Eurico de Melo, e tantos outros. Também havia, com dizia o Mário Viegas, uma Agustina, que já era fascista antes de haver fascismo, mas isso é só uma prova do anteriormente escrito: que, na forma A, ou B, cada um de nós aspira a um totalitarismo, que impeça, de uma forma ou de outra, o vizinho do lado de abrir a boca.

O P.C.P., na forma mais emblemática das suas figuras de majestade, como Álvaro Cunhal, nunca fez o necessário "mea culpa" do Estalinismo, como nunca o fez o seu miserável escriba, Saramago, que deve agora andar a discutir Metafísica, no mesmo lugarzinho quente, e bem bom, um com o outro, um, por umas razões, o Eurico de Melo, por outras, bem diversas.

Ora, ares condicionados, que escutam, são um moderno sucedâneo para amanhãs que deveriam cantar, mas não cantando, se limitam a escutar, e, escutando, ditam um verão indiano de um estalinismo mal resolvido, e agonizante.

É certo que estou a levar a coisa para o ar da graça, pela simples razão de que, a ser verdadeira, e não fruto de um palmier ressequido, convertido, de Estaline, à Opus Dei -- coisa que faria Darwin desistir de escrever... -- e que já não consegue dar mais nas vistas, é grave, mas, em Portugal, tudo é grave, a arte milionária dos tampões de rata da Joana Vasconcelos, a artista oficial da "Situação", que vem de Versalhes (!) para Queluz (!), a Fundação Paula Rego, que, sem a bruxa saber, parece que servia para lavar tudo o que era dinheiro sujo do Casino; o fácies daquele povo que abre telejornal atrás de telejornal, convencido de que o Euromilhões não faz parte da Teoria Geral das Probabilidades, mas pode, sim, ser tratado como mais um caso de causas naturais, ou dos milagres da fé; daquele povo que, confrontado com o problema de uma diminuição do uso de cartões multibanco estar diretamente associado com o empobrecimento geral da população, prefere encolher os ombros, e soltar um espantoso "eu não tenho, nem nunca tive...", voz do familiar do Santo Ofício, que implicitamente condena quem tem e usa, e se remete para um estádio de relação fiduciária com décadas de atraso, e, por fim, aquelas coisas que o Tribunal de Contas vai descobrindo, das sobrefaturações, e das derrapagens, que conduziram a que o roubo de alguns acarretasse a desgraça atual de todos.

Creio que o inapto que ocupa, por vaidade, a Pasta da Educação, devia ensinar ao Tribunal de Contas, que, apesar de ser de contas, esses estranhos números do sorvedouro da Coisa Pública, têm, para quem saiba ler, um nome em cima, que propõe, e um nome em baixo, que assina e permite. Seria bom que o Tribunal de Contas fosse forçado, pelo medíocre Crato, a juntar letras e números, ou seja, por cada derrapagem, imediata identificação dos "derrapadores", com sua punição, por atos lesivos do Erário.

Acabava-se o "deficit" num instante, mas, creio que, com isso, também toda a máquina de bastidores, que mantem a aparência da Política, e tal não pode acontecer, não é?...

(Quarteto de ares condicionados, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers", em plena "silly season")

sábado, 14 de julho de 2012

A Lusófona, a universidade onde os políticos davam aulas uns aos outros, e as vice reitoras tinham cátedras por equivalência curricular de orgasmos :-)













Orgasmos da ex Vice Reitora, Clara Pinto-Correia



Não gosto muito de repetir textos, mas este é outro, de 2007, aquando da crise da Universidade Independente, que se tornou, subitamente (im)pertinente, portanto, aqui vai.

É voz corrente que a Universidade Lusófona é uma mera fachada para os políticos acelerarem os percursos académicos de muitos que os não têm, ou, sendo ainda mais cínico, uns, de habilitação duvidosa -- com as devidas ressalvas -- que, ali, "aceleram" os CNOs dos outros, com habilitação ainda mais duvidosa.

Só para quem possa estar fora do meio académico é que escândalos, como o de Fernando Santos, corrido, um dia, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, por razões que é melhor nem pôr aqui, para vocês não se assustarem, acorda, no dia seguinte, já como Reitor (!) da Universidade Lusófona...

Quanto a Clara Pinto-Correia, a célebre Vice-Reitora, é melhor não falar: entre plágios, velhos da Califórnia, chutos de tudo quanto era Academia séria, suponho que tenha tido uma equivalência em... orgasmos.

Segue-se o texto, uma bem humorada ficção, dedicada às pessoas sérias que andam a pagar, para tirar cursos sérios, numa instituição que já se percebeu o que era.

Não, ainda vou acrescentar, mais uma coisinha... isto é só a ponta do icebergue, e os objetivos políticos ainda são mais terríveis: em risco, vai ficar a Universidade, a cabeça de Nuno Crato -- a de Relvas já não conta -- e, em derradeira análise, a queda de Passos Coelho, o que muito agradará às piranhas do PSD.

Claro que não me esqueço, quando o assunto estava na versão 1.0 do software, do Reitor xexé da Moderna, a falar de "uma coisa horrível, que metia droga, armas e mulheres". Passaram dez anos, e já vamos na versão 10.5.3 do software. Façam a analogia, se puderem, ... e... fiquem com insónias :-)




Segue-se o texto, de 2007, do malogrado primeiro "Braganza Mothers":

"Ontem, tocou um dos meus telefones em escuta. Bocejei e atendi. Geralmente, costuma ser a Sheila, a contar-me os camionista que "fez", no IP5, mas foi, com grande surpresa, que reconheci a voz da Vice-Reitora da Lusófona.

Convite para jantar, de ali a uma hora, e sem hipótese de recusa...

Eu sei que a Histeria e a Ninfomania já não têm o significado que tinham, no tempo de Charcot, são, hoje meras Parafilias do Excesso, mas, pelo sim pelo não, telefonei ao Fado Alexandrino, para ver se me desenrascava desta, "pá, é assim, eu vou mandar reservar a mesa maior, a das conferências, no "Gambrinus", mas nós chegamos primeiro, e tu ficas debaixo, escondido pela toalha, para o quer e vier..."

Há alturas em que me apetece preservar a minha integridade física, e a Páscoa é uma delas... E lá fomos, o Alexandrino com uma coleira de picos, de Pitt-Bull, enfiei-o debaixo da mesa, compridíssima, ela chegou, já não me lembro se vinha toda de leopardo, se de pantera, mas acho que era misto de leopardo com hiena, umas botas de cano altíssimo, todas cheias de atilhos, tipo Madame Bobone, no tempo da Imperatriz Eugénia, de Montijo-Bonaparte.

O código era o seguinte: ela sentava-se numa extremidade da mesa, eu, na outra, com o Alexandrino todo enroscado, ao lado, caladinho que nem um rato. Se ela, de repente, começasse a avançar e a fazer abordagens, eu dava, com o pé, três pancadas no chão, o Alexandrino saltava, já com a língua a babar-se toda, e abocanhava-a, para a minetar, antes de que ela me atacasse a mim.

Combinado, amigos são para as ocasiões.

Eu gosto muito da Clara Pinto-Correia: acho que é o exemplo exemplificado do que deve ser uma carreira literária e académica, no Portugal Contemporâneo.

Aliás, para mim, com uma quarta-classe das antigas, é sempre intimidante ir jantar com uma Vice-Reitora.

Uma Vice-Reitora é sempre meio caminho andado para a Reitoria, e da Reitoria para o Ministério da Ciência e do Ensino Superior.

Ou seja, eu ia à mesma manjedoura do Poder.

Tudo nela cheirava a Ovário de Eva, mas essa cena dos Perfumes com Feromonas para atrair macho, dado o meu gene defeituoso, não funcionavam. Quer eu, quer o perfume, quer a táctica dela eram erros evidentes do "Intelligent Design": quando chegasse a hora, íamos todos direitinhos para a Reciclagem, e era a vida.

Ela estava excitadíssima com o Caso "Independente", eu ia pedir Linguado, mas achei que, com ela, era arriscado, e fui para os Salmonetes, enquanto ela quis -- "malgré" Sexta-Feira Santa, um "Cosido" à Portuguesa, e já se estava a preparar para mandar vir seis garrafas de "Dão Meia-Encosta", o que, no "Gambrinus", é como mandar vir à mesa seis copos de carrascão, mas o gosto é dela, quem sou eu, pobre mortal, para julgar as papilas gustativas de uma Vice-Reitora, tanto mais que por ali já passou tudo, até os eléctricos?...

Ficámo-nos, todavia, pelas três garrafas: nada pior do que uma Universidade ter de mandar outra vez para uma cura de desintoxicação alcoólica a sua Vice-Reitora.

Sabe, dizia ela, vamos ficar cheios de alunos!... É verdade, dizia eu, os Lindos Olhos de Mariano Gago já prepararam o colchão legal para as transferências, mesmo a meio do ano. Isto não há como Governo e Gestões de Privadas estarem em acordo para tudo se assemelhar ao Nirvana.

Quer ver o Edital?, disse-me ela, fui eu própria que o escrevi, ontem à noite!... e eu, pode ser -- pelo menos, enquanto lia o edital, não estaria a ser assediado...

Li, com atenção. Reparei que "aceder" estava escrito com dos "ss", ou seja, "asseder", como em "assédio"...

Querida, disse eu, o "c", antes do "e", lê-se como dois "ss", portanto, deveria estar aqui escrito, "[...] os alunos provenientes da Universidade "Independente", mercê do seu encerramento, poderão aceder, a partir de agora, às vagas existentes na Universidade "Lusófona"...

Verdade que "asseder" não se escreve assim?..., perguntava ela.

Não, querida, é "aceder"...

Pronto, temos lá uma tipografia, ao pé de nós, que faz sempre umas edições spé luxuosas, vamos fazer uma errata em papel couché, gramagem 120, vai ficar P-e-r-f-e-i-t-o e lindo!...

Nesta altura, já era o Alexandrino que me tocava com a mão na perna, para saber quando é que ela avançava, para a abocanhar, e eu, calma, calma, ela agora ainda está noutra... 

Não acha que fazemos bem em receber os sem-abrigo da "Independente"?, perguntava.

E eu, mas vocês não têm já tantos alunos?...

Ter, temos, mas nunca se sabe o que o Futuro nos trará. Acho que o Mariano foi F-a-n-t-á-s-t-i-c-o com o que fez. O Zé -- é assim que ela trata o Primeiro-Ministro -- vai ficar com o diploma nas mãos e a "independente" é fechada por irregularidades, ele fica ilibado, como aluno, das poucas-vergonhas que por lá se passavam -- acho que até se queimavam livros de termos, se compravam diplomas, e até de engenharia, uma coisa horrível, já viu um "engenheirio" comprar lá um diploma e depois acontecer uma ponte ficar dois metros acima da estrada que lhe dá acesso, como aconteceu na Zona Centro -- e eles vêm todos para a NOSSA Universidade!... E é já para a semana!...

(Nossa quer dizer dela e dos interesses do P.S. e afins)

Vocês, realmente, têm um quadro docente enorme, dizia eu...

E ela, aí -- começou a aproximar-se, para me falar ao ouvido, e eu começo a bater com o pé no chão, para o Alexandrino preparar a língua, mas graças a deus, apesar de um momento crítico de indecisão, só vinha mesmo falar-me ao ouvido...

Sabe a nossa "ratio", neste momento é de 1 Professor para 10 Alunos, o que é altíssimo, para uma privada...

1 Docente?..., dizia eu, 

... quer dizer, dizia ela, temos na Lusófona, neste preciso instante, um Militante para 10 Simpatizantes, do P.S., inscritos. O António Filipe, do P.C.P., por exemplo... Sabe que o Porta-Voz do Partido Socialista é colega de carteira do Vasco Franco?...

O Vasco Franco?..., o trapaceiro dos lambris?... Só a reforma antecipada conseguiu correr com ele da Câmara de Lisboa. Parecia os Tribunais, nem o 25 de Abril os conseguiu limpar!...

(Pausa)

Querido, hoje não vou assediá-lo, nem nada

(ouve-se um grunhido de desespero do Alexandrino, debaixo da mesa).

Estou cansadíssima. Ainda não recuperei do "jet-lag" de Toronto...

Toronto?...

Sim, fomos lá todos para o casamento do Nuno Graça Dias!..

Sabe quem foi o Padrinho?...

O Nuno Santos, da R.T.P.!... Um casamento lindíssimo!...

Quer dizer que o Arquitecto vai ser avô?...

(Pausa)

Querido, só se o Zé, entretanto, aprovar a legislação para adopção por casais...

Casais?...

Sim, casais...

Ah, sim, já entendi, casais "du même genre"... Olhe, dê-lhe os parabéns pela minha parte: já vão ser mais dois com direito a encornar, em Portugal. A minha querida sempre adorou casamentos gay. Imagine que já havia Toronto e legislação adequada cá, nos tempos em que o Mega estava para si, como os Lindos Olhos estão para o Mariano Gago. Kisses para si, e para o "Zé". Terça-Feira já o temos ressuscitado, na R.T.P.
Vamos abrir uma garrafa para comemorar Afinal, a culpa tinha sido da Universidade, aliás, em Portugal, como no Sherlock Holmes, o culpado é sempre o Mordomo, nunca as mordomias..."









[...] e diz ela assim, sim, porque eu já dou aulas há 24 anos, já sou Professora Universitária há 24 anos

e eu, isso, contando com as férias na Califórnia, não, e os "cut" and "past" nas revistas?...

(Pausa)

... já sabe que detesto que me fale na Califórnia... aquele velho horrível... (cospe para o chão)... bom, mas, se não fosse ele e, no fundo, tudo conta, e isso agora pouco importa, águas passadas, contas feitas, são, e são mesmo, 24 anos, a leccionar na Universidade!...,

e, eu, só me lembrava aquela anedota, contada pelo meu paizinho, do Américo de Deus Thomaz, que foi visitar a Orquestra Não-sei-das-quantas, devia ser da Emissora Nacional, e foram-lhe apresentar o homem do violoncelo, o Decano da Orquestra, já andava agarrado ao instrumento, salvo seja, há 50 anos, e o Américo Thomaz, o Cavaco da altura, vira-se para ele, e diz-lhe, 50 anos!?... e sempre a tocar o mesmo instrumento!?...,

e eu viro-me para ela, e digo, 24 anos, e sempre sem ninguém notar que você não sabe tocar?... [...]"




(Edição de dobre de finados, quando o Luís Filipe Menezes, que fez o Curso de Medicina, durante o PREC, avisou de que "é melhor estarem caladinhos", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")






sexta-feira, 6 de julho de 2012

História de um governo triste, que já não podia sair à rua, nem disfarçado



Dedicado à Karocha, por razões que só nós sabemos... :-)




Imagem do Kaos

São cada vez mais as vozes, e cada vez mais perto da "coisa", que garantem que isto não passa do  verão. As razões são várias, dividindo-se entre as públicas, as semipúblicas e as privadas.

As públicas, por redundância, são do conhecimento geral. Acontece que o "geral", em Portugal", pode ser, e é, uma minoria, já que a maior parte da população anda intoxicada com sapatos de panelas, expostas, em Versailles, por uma das vozes do Regime -- desculpem, mas esqueci-me do nome dela... -- a tal da bandeira de croché, epígrafe e epítome de uma situação potencialmente explosiva, que passo a recordar.

O Estado, na sua estrutura, encontra-se entregue a si mesmo, posto que, desde 2006, não tem Chefe de Estado, mas apenas uma pessoa que utiliza o Palácio de Belém para  tratamento ambulatório, de uma degenerescência física e neurológica crescentes, e alarmantes.

É penoso vê-lo centrado em banalidades, em vacas graciosas, na sucessiva promulgação de leis que põem em causa a sobrevivência do cidadão comum, e a própria ordem do Estado, e a Constituição.

Esta criatura, eleita por 10% da população portuguesa está a lesar gravemente os restantes 90%, e, não contente com o facto, também pôs em causa a sua limitadíssima base eleitoral, como é do conhecimento público, arrastando a sua imagem de primeiro magistrado para um nível de indignidade, insuportável num Estado de Direito: uma coisa é a liberdade poética do escritor, ou cronista, como eu, que se permite crivá-lo de epítetos como "badochas", "palhaço" ou "anomalia", outra coisa é ouvir todos os segmentos da população, em qualquer situação, e em qualquer lugar, iniciarem a frase em que se lhe referem, invariavelmente, por um "esse cabrão", "esse filho da puta, etc...", e mimos afins.

Uma pessoa nestas condições não está em condições de ocupar o posto que ocupa, pelo que se anseia pelo tal verão quente em que a população, e quem defende a soberania do Estado terá de tomar posições mais firmes.

Estas são as evidências, porque as coisas menos evidentes, apesar de o serem, já têm de ser rememoradas, e dirijo, para a vastíssima plateia dos meus leitores uma sequência de questões: quando, um primeiro-ministro, em funções, viu o seu nome associado a um diploma falsificado numa organização cuja única função era forjar diplomas-expresso, para que houvesse "doutores" em Cabinda e no quintal de crime de José Eduardo dos Santos, qual deveria ter sido a atitude de um Chefe de Estado, a supor que esse Chefe de Estado existisse?...

Não o fez, e penámos com todo o horror do compadrio, do crime e da associação mafiosa, que foi o demasiado longo consulado de José Sócrates, enquanto a criatura se preocupava com mudanças de sexo, estatutos dos Açores, e com segurar Dias Loureiro, um criminoso, no Conselho de Estado, onde ainda têm lugar outros criminosos, lá colocados por proximidade sua.

Que deveria ter feito um Chefe de Estado, mal o seu nome foi misturado com as atividades de uma bolsa de crime, chamada BPN, que criou uma situação de bancarrota em Portugal?...
Evidentemente, não o fez, e com a mãozinha de cobarde transpirada, a ser segurada pela sua Maria, a sopeira que mais deve ter viajado, na História de Portugal, seguiu adiante, dando posse a um bando de criminosos ainda abaixo da bitola dos de Sócrates, como, diariamente, estamos a comprovar.

Passos Coelho, tem, para o neurologicamente degenerado de Boliqueime, a vantagem de ter a coragem de fazer o que ele, como figura fraca e sem qualquer coragem, nunca fez: transformar Portugal naquele atraso de vida em que Salazar o deixou, e colocar todos os nossos indicadores de qualidade de vida num patamar 50 anos atrás.

Dada a miséria mental que ocupa o seu crânio retrógrado, isto não seria de espantar. De espantar é que seja feito à custa do desbaratamento da soberania nacional, de quem ele deveria ser o primeiro zelador, e de um lento genocídio planeado da população lusitana, através da educação, da saúde e da emigração.

Certas gotas pesam demasiado, e, quando vem a público que o BPN, que criou o estado de bancarrota português, afinal, tinha como prioridade que os caciques de Angola pudesse depositar os seus dinheiros de sangue fora do estado pária em que operam, a coisa torna-se mais grave, porque já não estamos a falar das consequências do colapso de um antro português, mas das consequências do colapso de um antro português, que servia de máscara para as atividades sórdidas de um regime de estrangeiros, criminosos.

Aparentemente, um autómato, que ensinava Monetarismo -- uma teoria falhada -- na Nova Scholl of Business & Economics (!) (literalmente, assim...), foi, para brincar às "experimentações", fazer de "Ministro das Finanças" de uma Comissão Liquidatária, ao serviço de Angola, e da Goldman Sachs, a par com uma anomalia, essa de um foro mais grave, que está sempre a sorrir, sempre que fala de "Economia". Por acaso, temos isso em comum, porque eu também sorrio, sempre que falo de Economia, sobretudo, depois das duas maiorias absolutas do criminoso de lesa-pátria, Cavaco Silva, que a destruiu, enquanto pode, e encarregou os seus presente sucedâneos de continuarem a obra.

Os factos recentes são, de facto, mais recentes.

Sócrates foi moído ano, após anos, por causa da anedota de uma cadeira de Inglês-Técnico. Relvas, um agente angolano, ao serviço da alteração do nome de Portugal para "Enclave de Cabinda-Norte", já tem a anedota da sua ridícula carreira política que é a "licenciatura honoris causa", e, aqui, infletimos já para as coisas menos evidentes: consultem a lista de docentes e alunos da Universidade Lusófona, e rapidamente repararão que tem um núcleo duro de Políticos, a assegurarem a aceleração académica dos restantes políticos. Dir-me-ão que a coisa é comovente, porque doméstica, e talvez até seja feita com amor. Nada me espanta, numa Universidade onde uma alcoólica crónica, que fez um "doutoramento" pendurada num velho americano, nula, em todas as suas facetas, humana, intelectual e académica, Clara, a plagiante, e que só teve a agregação por razões que não posso pôr aqui, porque tenho excelentes relações com quem lhe fez o... frete, chegou a Vice Reitora, para imediatamente perceber que isso não era nada, comparado com os seus célebres orgasmos.

Fica a matéria para que pensem, como também deverão refletir em por que é que, depois de se descobrir que a maior parte da droga que entra em Portugal vem em aviões ligeiros, cada vez há mais ultra-leves a caírem semanalmente?...

E para que não me estenda mais, vem agora o privado: na área de Lisboa, em pleno séc. XXI, existe uma clínica de Ortodoncia, reputada, e com sedes espalhadas por Cascais, Estoril e o Saldanha, onde mais um retratado, na Geologia das Licenciaturas, ou seja, um sem-diploma, se lembrou, há uma semana, de fazer a desvitalização de um dente. Era a primeira vez, dizia, só que era estranho que a primeira vez fosse perto dos 60 anos. Isso, nem o Mota Amaral, com as mulheres... O resultado foi que a vítima acabou nas urgências de Santa Maria, com uma fratura maxilo-facial, o que é uma coisa... gira, como diria o Paulo Macedo, e as suas duas mil flautas, da Opus Dei. Também gosta de extrair dentes de rapazes de 14 anos, os branquinhos, sobretudo, para os poder apresentar nos congressos internacionais...

Não, isto não é o III Reich, é Portugal, onde tudo o atrás descrito acontece, e os Ministros, e o "Presidente" da República já não se atrevem a pôr o nariz fora de casa, sem correrem risco de vida.

Gostaria de saber o que pensam os Portugueses deste cenário. Possivelmente nada, porque ainda estão a masturbar-se com o simulacro de gorila, do Mario Balotelli.

(Quarteto do não passam do verão, não, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")





quinta-feira, 5 de julho de 2012

Grandes êxitos de 2007: "Da Geologia das Licenciaturas"




Este texto é dedicado aos trabalhadores da Comunicação Social, que, ultimamente, muito nos têm visitado, facto que agradecemos, e que têm aqui suficiente matéria de investigação para fazer cair o Estado


Pronto, conforme me prometeram ontem, os Lindos Olhos de Mariano Gago já lançaram hoje, em "Diário da República", a permissão para que os alunos de qualquer Instituição de Ensino Superior possam pedir transição, em QUALQUER época do ano, de instituição que frequentam, para outra.
É justo, tínhamos discutido ontem a situação dos sem-abrigo da "Independente", e, se não for ao Partido Socialista cumprir alguns dos preceitos de justiça e acolchoamento social mínimo, que outro partido o fará?... Não garantir transição para os alunos da "Independente", depois da execução sumária dela, era tão injusto como tributar as reformas das velhinhas, aumentar o preço do pão, ou o dos medicamentos.
Já lhe telefonei a agradecer, é para isto que servem estes pequenos jantares de amigos, onde, tantas vezes, se decide o futuro do Mundo.
Em favor do Bem Público, atrevo-me também hoje, por ser Quinta-Feira Santa, a revelar algumas das páginas da minha Tese de Pós-Doutoramento, a decorrer no I.S.C.T.E., sob a orientação do Professor Doutor Paulo Pedroso.


O título do meu Pós-Doutoramento -- em primeira-mão -- é "Analogias e Discrepâncias sobre o Método Geológico de Concessão de Diplomas em Portugal, durante a segunda metade do Séc. XX".
Aqui ficam as linhas gerais, já que se trata, sobretudo, de tratamento de dados em "S.P.S.S.", embora com uma matriz estrutural que obedece aos princípios da Organização e Classificação correntes:

  • Licenciaturas do Pré-Câmbrico (anteriores ao 25 de Abril, e sempre na posse, salvo raras excepções, de filhos de "Alguém").
  • Licenciaturas Administrativas, resultado do saneamento de Docentes, durante o 25 de Abril. A nota era declarada de um lado do balcão da Secretaria, e logo anotada no Livro de Termos, do outro. Denominado "Período Valetudinense".
  • Licenciaturas do "P.R.E.C.", com lançamento, em pauta, não de nota, mas de resultados de votação, de braço no ar, de "Apto", ou "Não-Apto". Os mais aguerridos passavam primeiro, os menos, ficavam para o fim (Nota: este tipo de Diplomas deu lugar aos mais altos Cargos, nomeadamente Presidências de Comissões Europeias). É o chamado "Período Cherne-Maoense".
  • Licenciaturas compradas no balcão da Secretaria da Escola Secundária da Cidade Universitária (defronte do I.S.C.T.E., e, hoje, já extinta e demolida, por causa das tosses...) Este Período, chamado "Manequense", com Licenciaturas, lançamento de nome em pauta e Diplomas a 20 "contos", divide-se em três sub-períodos:
  • "Manequense Inferior", em que o "Manecas" ainda não tinha SIDA, e portanto gozava dos lucros.
  • "Manequense Médio", em que, já contaminado, era o irmão que beneficiava dos lucros. É o chamado Período Áureo, em que o maralhal, pela mão do "Tonico", frequentava o Clã de Isabel Câncio, e havia homens, dinheiro, e tudo aquilo que o dinheiro podia comprar, em fartazana, para todos/as. À porta da Escola da Cidade Universitária, os Ciganos vendiam os Exames que iam depois sair na Faculdade de Medicina.
  • "Manequense Final", em que a coisa estoirou, o "Manecas" morreu, o irmão teve de fugir para o Brasil, e as festas abrandaram.
  • Período Intermédio "Campo Santanense", em que os pais faziam bicha, defronte da Secretaria da Escola de Ciências Médias, para comprarem o Diploma de Médico para os filhos.
  • "Período Pulidense", em que houve Diplomados contemporâneos da passagem, pela Política, de Vasco Pulido Valente. Licenciaturas do "Gin-Tónico".
  • "Período Normalense", em que as pessoas foram MESMO obrigadas a frequentar e a concluir os Cursos.
  • "Período das Privadas", com todos os seus sub-períodos intermédios, em que o Dinheiro era forte aliado da Massa Cinzenta. Também conhecido pelo "Período das Omeletes sem Ovos".
  • Período da "Independente", lançada por Manuela Ferreira Leite, em que toda a gente que tinha pequenos defeitos académicos os podia ali corrigir. "Período Diamantense Angolar", na minha proposta terminológica.
  • "Período Opus Deiense", com Diplomas vindos da Complutense e de Navarra, e imediatamente acreditados em Portugal.
  • "Período Americanense", das Pós-Graduações "Light", em território americano.
  • Período "Pós-Moderno", das lavagens e branqueamentos da Universidade "Moderna" ("Coisas horríveis, que metiam Mulheres, Droga e Armas...", nas palavras do Reitor Xexé)
  • "Período Lusófono", da Catedrática, Vice-Reitora, Clara Pinto-Correia, onde, os que já tinham o diploma de trás, resolveram abalançar-se aos Mestrados e Doutoramentos.
  • "Período Actual", ou "Corruptense Generalizado", em que tudo isto funcionava em perfeito silêncio e harmonia, até ter estoirado o Escândalo Sócrates.




(Nota de apreço aos que, como muito boa gente, se esforçaram para tirar os seus Cursos, fora destes métodos. Deles não foi, nem será, nunca, o Reyno dos Céus)"






(Quarteto do Relvas, vai-te foder, tu, mais a tua patroa, Isabel dos Santos, o lambe conas de pretas, Passos Coelho, e a bêbeda Clara Pinto-Correia, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers", o epiicentro do tema)