domingo, 9 de dezembro de 2012

O medinacarreirismo, como forma generalizada da Casa Lusitana dos Segredos




Fabulosa imagem do Kaos





Há os medinas carreiras que fazem de medinas carreiras, há as carreiras de medina, e os medinas que não são de carreira, mas tanto lhes faz.

a frase não faz sentido, mas também não era para fazer, já que o non sense, desde o solnado, tomou conta das rédeas do estado, e fartou-se de nomear assessores.

o estado, presentemente, é uma forma de estar, de certo modo, medinamente, não estando, já que tudo o que sobra se lhe encavalita às costas e faz carreira, usando nomes de código.

numa segunda taxinomia, de manuel vilarinho, ou de vale e azevedo -- desculpem-me se troquei a autoria, mas sou bastante mau em contas, e, sobretudo, no pensamento filosófico português, contemporâneo -- há os medinacarreiristas, ou que já foram, e os que nunca serão, sendo que as duas primeiras espécies acabarão, mais tarde ou mais cedo, por devorar a última. posta a coisa assim, simplificou-se a grelha organizativa, dividindo a carneirada entre os carreiristas e os carteiristas, o que, para a semântica paleolítica, e a foneologia elementar, nos atira a diferença entre um medina e um carteirista, algures para uma rótica, que, foi por crase, ilibada no bolso de um qualquer "tê". não sendo o problema fonético, mas de justiça, por aquele enorme esforço histórico que as freguesias, ou lá o que é isso, fizeram, por exemplo, para evitar que mértola degenerasse em mérdola, e na sua prima, merda, o vilarinhismo, corrente filosófica só comparável com o saudosismo, é a derradeira fronteira que nos impede de nos tornarmos ladrões uns dos outros.

acontece que o projeto europeu, cujo óscar, ou nóbele, ou lá que merda é essa, o cherne foi buscar a oslo, possivelmente para o enfiar diretamente em mais uma das suas contas cifradas do dinheiro, monte branco, dos submarinos da ferrostal, foi o abater fronteiras, culminando em schengen, que, ao permitir a livre circulação, nos tornou, de facto, de fato, e de direito em carteiristas uns dos outros, como carreira, em cada medina, que, em árabe, quer dizer "cidade". vai daí que, nos campos, só atacam agora os sobrinhos e os filhos que vão roubar a mãe gagá, e os pedófilos, que montam seminários, para montarem, aos 11 anos, futuros padres, que também serão pedófilos, na tradição inaugurada pelo representante do senhor santo deus na terra, benedito xvi, ratzinger, padroeiro desssa coisa toda.

o que de glorioso teve esta porcaria toda foram duas ou três coisas, qual delas, cada qual, mais divertida do que a anterior: o "sol", que adora essas escandaleiras, porque sabe que, se não são verdadeiras, até podiam ser, escarrapachou logo com a cara da virgem dos azeites, o senhor medina carreira, que foi ministro de um governo que já ninguém se lembra se, sequer existiu, ou está na fila daqueles carros com matrícula anterior ao ano tantos de tal, que já não podem circular no coração da capital, e pôs-lhe o rótulo em baixo de que era "suspeito". ora acontece que, para mim, o homenzinho é suspeito há muito tempo, porque num país que se tornou numa bandeira de conveniência dos tráficos angolanos, chineses, venezuelanos, turcos, chineses, moldavos, colombianos, de gog e magog e todas as nações da terra, não é concebível que mantenha um trono, em permanência, para profetizar a desgraça.

o medina, a falar, faz-me sempre lembrar aquele cordão humano, de afeto, ou lá que porra era essa, que as mães de bigode de cantanhede fizeram, quando o estripador matou, depois de torturar, durante quatro horas, uma célebre bicha do panorama da má língua lusitana. o padre veio, deve ter vindo o vizinho que o "estreou", em criança, vieram os primos e todas as odílias pereirinhas do quintal. enquanto estavam na reza, "consta-se de que" uns malfeitores aproveitaram para assaltar, vilanagem, as casas daqueles cabrestos todos que oravam. só se perderam as casas que não foram pilhadas, como o tempo depois confirmou.

o medina carreira é exatamente a mesma coisa: enquanto as senhoras da classe média baixa o estão avidamente a ouvir dizer que isto está mau -- parece aquele porteiro do sahara a quem o alentejano perguntou "aqui nunca chove, pois não?..." -- o resto dos carteiristas continua em plena atividade, descarregando o ópio da mafia chinesa, a "branca" dos turcos, ou transformando os ruis pedros deste mundo em partes de órgãos valiosos, depois de terem perdido o interesse dos seus 11 anos, para o misterioso silêncio pedófilo do vale do ave. quando as senhoras voltam à realidade, com a transpiração da emoção a molhar-lhes o buço, já "the business" teve um empurrão dos grandes, e portugal plataformou mais umas dígitos de crescimento da paralela.

o ar do medina carreira, a ser entrevistado, era fabuloso. como toda a gente sabe, do que ele gosta é de festas, ele e todos os frequentadores da "pastelaria cister", com exclusão do ricardo salgado, que é muito mais “”low profile” em negócios, e se prefere apartar das escandaleiras do ex ministro de um governo que tanto pode ter, como não ter, existido, e, aqui, entramos já no domínio da pura mecânica quântica.

pelo princípio de Heisenberg, como toda a gente, com um mínimo de cultura teresa guilhermista, não é possível saber, simultaneamente, a posição de um carteirista, nem a velocidade com que ele se esgueira da justiça, a não ser que seja um medina carreirista, ou um miguel judicista, o que lhe dá imediatamente o estatuto de poder ser ele, um nome de código por ele, ou “ambas as duas coisas”, como reza a indeterminação subatómica. vou ser generoso, e acreditar, já que o homenzinho estava com um ar de quem tinha sido realmente apanhado de surpresa, que até fosse o nome de código utilizado por todos aqueles, que ano após ano, nos chamam de palhaços, e devem gozar à brava, de cada vez que o medina vai fazer de virgem indignada, melhor, de cada vez que o medina é pago por eles para ir fazer o papel de virgem indignada nos horários pobres..., perdão, nobres, dos órgãos de intoxicação social. se eu fosse maldoso, iria dizer que ele fez muito bem o seu papel, como o carlos cruz e o dias loureiro e o duarte lima, quando renegaram, cada um, jesus, no seu específico monte das oliveiras, olivasport, sa. melhor do que eles, só as babas de camelo da judite de sousa, de cada vez que o professor marcelo vai, horas atrás de horas, dançar o lago dos cisnes com as suas mãozitas de punheteiro do guincho. os outros, vocês também já conhecem, mas só para chatear, lá os despejo outra vez, a tinhosa pintada de louro, do eixo do sistema, os fedorentos, e todos aqueles que recebem chorudos salários para o idiota de lineu português acreditar que o sistema permitiria ter verdadeiros escapes, em direto, se isso realmente o afetasse.

isso seria, para usar uma imagem que todos compreenderão, o mesmo que ter uma tribuna, na rádio angola, onde um medina carreirista qualquer se entretivesse com contar todos os crimes da quinta dinastia de Portugal, a casa dos santos.

a tese dos nomes de código, todavia, não se esgota aqui, já que abre um espantoso precedente jurídico, para forjar novos alibis e inocências: o pinóquio”, do freeport, afinal, era o nome de código para se referirem a jorge sampaio, amigo do aldrabão da ren, o penedos, que era um homem sério, limpo e honrado, como o armando vara. vale e azevedo é o nome de código que a mafia do futebol usa, para se referir ao patrão, pinto da costa, e, quando diziam “carlos cruz”, era uma maneira de esconder a verdadeira culpada, a sinistra marluce, que adorava esfregar o pessegueiro abaixo dos 10 anos. isaltino de morais é o nome de código daqueles gajos dos colégios particulares, o calvet e família, que, pela típica mãozinha da favela ps, se instalaram, como sucateiros, por toda a parte, num esclavagismo docente, pago pelo erário do contribuinte, e valentim loureiro o nome de código de frank carlucci, naquelas iras de falta de cacete de rapaz lusitano. leonor beleza é o nome de código para quem infetou os hemofílicos, já que a culpada não era ela, mas a mãe, que achava que o plasma era uma coisa demasiado cara para deitar fora, num país que já estava à espera da troika há 20 anos, quando cavaco deu,
007, ordem para roubar,
e paulo portas é o nome de código para o escroque dos submarinos, chamado durão barroso, e, mais grave do que isso tudo, quando vos estão a vender troikas, estais a engolir goldmann sachs, bilderbergs, maçonarias, opus dei, pedofilias, chinas, angolas e cartéis da droga colombianos e venezuelanos.

Como estamos na casa dos segredos, o segredo de cada um deles é que quando aparece o nome dele nunca é ele, mas o vizinho do lado, já que comem, ou comeram, todos da mesma panela.

eu sei que, nesta altura, já deverão estar incomodados, mas como parece que a imaginação os leva a trocar de nomes consoante os casos, o melhor, porque a prudência é virtude cristã, o melhor é mesmo, já que usam os nomes uns dos outros, para se escaparem pelas frestas do regabofe nacional, dar ordem de prisão a todos, no tal dia de que todos estamos ansiosamente à espera.



(quarteto do ai, minha nossa senhora, que era o eurico de melo que estava à porta da casa de elvas, e enganaram-se e deram-lhe o nome de código de dona gertrudes, no “arrebenta-sol”, no “democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “thebraganza mothers”)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Os estivadores do nosso descontentamento






Imagem do Kaos, e dedicado ao Miguel, que já percebeu que a glória dos artistas, por vezes, tem mesmo de sair  à rua




Há um postulado da Política que diz que Aníbal de Boliqueime só abre a boca em quatro circunstâncias: quando vai ao dentista, ver em que estado estão as suas presas algarvias; quando abre as fauces, para dizer ao jornalista que nunca lê jornais, enquanto estiver a morfar bolo rei; quando tem os seus célebres ataques, devido à degenerescência neurológica, ou quando as moscas, cansadas de entrar, o deixam entregue ao disparate.

Vamos ser claros: constitucionalmente, os governos caem na Assembleia da República, por dissidências de maioria, ou por motivos de força maior, que requerem a intervenção do Presidente da República, uma figura que, desde 2005 -- vai para 10 anos, o tempo passa... -- em que Aníbal de Boliqueime sentou as suas ceroulas nojentas em Belém, e, desde então, como se diz em linguagem vaticana, estivemos em situação de sede vacante, ou seja, o cadeirão existe, mas está vazio, ou ocupado pela sombra de um espantalho.

Se, para a História, o período em que Cavaco Silva foi absolutíssimo primeiro ministro de Portugal -- The Great Portuguese Disaster, de 1985 a 1995 -- é hoje fácil de narrar, já que correspondeu a um época em que se governava com a abundância de três orçamentos, o de Estado, o das privatizações e o da inesgotável fonte dos Fundos Estruturais, e em que o aleijão aproveitou para destruir a Agricultura, as Pescas, a Indústria, a solidariedade social, o sistema de ensino, a rede ferroviária, os estaleiros, os portos, e muitas coisas que já se me varreram da memória, já o período de 2005 a 2012 é infinitamente mais penoso, já que se assemelha ao "jamé" de um deserto da Margem Sul.

Durante esse período, o miserável fruto do Poço de Boliqueime teve poderes para desautorizar um mafioso, a soldo da Maçonaria, da Goldman Sachs e do clube do crime de Bilderberg, que dançava, como uma borboleta, sobre as centésimas dos desequilíbrios do Orçamento de Estado. Estamos, tecnicamente, a falar de Vítor Constâncio, o primeiríssimo filho da puta da minha lista daqueles que teríamos de pendurar pelos pés, para regenerar Portugal. Podia tê-lo posto fora, e não pôs.

O consulado de Sócrates foi penoso: foi uma anomalia do delírio das bichas de fato Armani, que a minha querida Koki insiste em ser um perverso que adorava mulheres dominadoras, mas lhe garanto eu que do que ele gosta é de peitos peludos. A Fava sabe-o, e bem lhe custou o candeeiro com que lhe partiu um braço, quando o apanhou na cama num blowjob for the boy, que, juro, não sei quem foi, mas a listagem era longa. A sexualidade, como se sabe, não é critério de determinação pessoal, bem pelo contrário, pode ser meritória, como no caso do Portas, que continuou a fazer tudo o que sempre fez, apesar dos cargos ministeriais, nem de exclusão política, mas, quando o político mente em tudo, é justo que lhe digamos que também está a mentir na sua sexualidade, e Sócrates sempre esteve: foi uma rapsódia em Câncio, também conhecida por um americano na Defesa, e um venezuelano na cama. Orou-se nos altares de Jeová, e nunca a família foi tão importante, com tanto primo, meio primo, semi primo, tio, semi tio, meio tio, e tio daqueles de pegar de empurrão (Um dos meus textos mais gloriosos, o "Simão das Braguilhas", dedicado à Eva). Metade da família vivia no Héron Castilho, e a outra em "offshores". Foi o império da "Independente", do Vara, da Felgueiras, do Figo, dos transbordos semanais, a 500 €, das bordas da Inês de Medeiros, de Lisboa para Paris, e vice versa, da nacionalização do BPN, da fuga do Constâncio e da invenção da "Troika", entre outras. O Aníbal podia tê-lo posto fora, e não pôs.

Como se sabe, o Aníbal adora vacas, talvez por carência de ter uma beata em casa, e nunca deveria ter deixado essa mundividência, para ir conspurcar os jardins da Presidência, que tão lindas árvores tem -- um dos pinheiros está doente, e juro que essa é um das minhas grandes preocupações do momento, porque se deus levar o Cavaco, nada se perde, mas muito se perderá se aquela árvore fantástica perecer. Rezem por ela. A História, todavia, ou a roda do infortúnio, enfiou-nos lá essa aventesma, para nos assombrar alguns dos anos mais sinistros de Portugal, os do tempo corrente.  Teve os escândalos do Relvas, as empresas fantasmas do Passos, os tumultos de rua, os negócios obscuros dos submarinos, os 23 cm do André Wilson da Luz Viola, os crimes do Dias Loureiro, os assassinatos do Duarte Lima, os estripamentos do seu mandatário para a juventude, Renato Seabra. Podia ter demitido essa escumalha toda, e não o fez.

Exceto as balelas, as banalidades, as redundâncias, os espasmos, os babares de queixada, os discursos vazios, enquanto as mulheres de Portugal gritam que têm fome, as inaugurações paroquiais, as intervenções salazarentas, de um gajo que nunca percebeu que estamos no séc. XXI, Cavaco tem tido, e, felizmente, as goelas fechadas, tirando estes últimos dias, nos quais incluo o de hoje, em que voltou a abrir a gorja, para despejar um chorrilho de disparates.

Todos os que com ele conviveram, referem um ser cobarde, cujas mãos não se podem apertar, dada a permanente transpiração do Medo.
Arrastou-se, coisa de que nem Salazar precisou, numa viatura blindada.
Vive rodeado de seguranças, que são a fonte de afrontamentos da Senhora de Mota Amaral, e uma das raras coisas que ainda a mantém viva.
A Maria, essa nódoa do sexo feminino, no tempo em que fingia que dava aulas no Ano Zero da Católica, tinha a sala sempre cheia de polícias (!), não fosse alguém lembrar-se de agarrar nela, e fazer galinha de cabidela, coitada, que nem um tiro de misericórdia, sequer, merece.

A verdade é que Cavaco recomeçou a falar, por uma razão muito simples: está com MEDO, um MEDO terrível do que aí vem, porque já lhe devem ter assoprado aos ouvidos que a paciência dos povos, não é, como o Mar Oceano, infinita, e que está a dar sinais de que chegou ao fim. Se é certo que há alguns que já têm, antes dele, a senha tirada para a limpeza que se anuncia, caso do Relvas, do agente do Relvas, o Coelho, o Aníbal também está na linha da frente, digamos, entre os dez primeiros lugares do Dia da Limpeza.

Há uns anos, no tempo em que Cavaco destruía Portugal, como primeiro ministro, em Gdansk, os estivadores dos portos, com o valeroso Lech Walesa, tiravam o tapete à decadente ditadura polaca. Foi o pontapé de arranque da queda do corrupto Oriente Europeu.
Em Portugal, consta que são 400.
Acho que é mentira, e mais serão.

400 homens, contudo, dos tatuados, na casa dos 30, já capazes de grandes encavadelas na Clara Pinto Correia -- bons tempos com os Alemães, da Base de Beja, filha, não era?..., agora só Chineses,  picha pequena e tráfico de tudo... -- daquelas de porem as trompas de falópio a ecoar a "Sinfonia Alpina", de Strauss; daqueles capazes de agarrar num dos seguranças do Coelho de Massamá, o inconsolável viuvinho da arrebentada Padinha; daqueles capazes de pegarem na Assunção Esteves, a Suricata da Assembleia "Nacional", e a enfiarem na sanita, de onde nunca deveria ter saído, de agarrarem no Relvas, e o enviarem, na forma de hamburguer, para Luanda, e empandeirarem os criminosos da Goldman Sachs, Borges, Moedas e Gaspar, enfim, a listagem do costume, 400 homens são, como em Roma, o suficiente para assegurar uma Guarda Pretoriana.

Quando o Imperador já não serve, sacam da espada, e separam-lhe a cabeça do corpo.

S.P.Q.R., o Senado e o Povo de Roma vos saúdam, melhor, estão ÁVIDOS da vossa chegada :-)

(Quarteto de Calígula anda por aí, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sábado, 1 de dezembro de 2012

O Manifesto anti Santas




Imagem do Kaos


A notícia do dia é, claramente, um sério aviso que a Comissão para a Proteção da Família lança para todos os lares de Portugal: as mães, sérias, limpas e honradas, mesmo debaixo da forte pressão para equilibrarem os periclitantes orçamentos familiares, não devem, doravante, vender o cu dos filhos a bichas velhas, não vá o Novo Mundo renatosseabrá-los num tribunal qualquer, não controlado pelo lava-mais-branco da Cândida Almeida.

Deixo apenas uma saudação à noiva de Rikers Island, com os sinceros desejos de que, doravante, nunca lhe apareçam ovários na cloaca, porque já há gente a mais no Mundo...
Que as salsichas lhe sejam leves.

A segunda notícia do dia já é da véspera, como certos bolos, que refletem o estado de decadência das pastelarias, e atem-se a um certo manifesto, assinado por um certo número de "personalidades", cuja finalidade era pedir ao "Presidente da República", para demitir o Governo.

Quer o manifesto, quer o contexto, pecam por vícios de forma, que, caso não se lembrem, passarei a explicitar.

O primeiro, rançoso, e cansativo, é o de continuar a haver gente, em Portugal, que usa a expressão "Presidente da República", o que é um eufemismo, para dizerem que há um saloio, das brenhas de Boliqueime, patriarca de uma multidão de crimes de todo o género, que nos arrastaram para o presente estado de declínio, e que não deve ser tratado por "presidente da República", para não ofender o cargo, mas pelo nome próprio: trata-se do cidadão Aníbal Cavaco Silva, um dos maiores canalhas da Democracia Portuguesa, e responsável pela destruição de um povo com quase 900 anos de História, em todas as frentes em que um povo pode ser destruído, pela condenação ao atraso cultural, pela irrelevância no patamar das sociedades suas contemporâneas, pela miséria, pela deserção dos campos, das indústrias e dos serviços, e pela ruína das cidades, pela instalação de um sistema de compadrio, que impede o exercício e a execução das leis do Estado, pelo compadrio, pelos mais espantosos calotes financeiros, pela sucessão de escândalos, pelo medalhar, nominal, de todo o tipo de crimes concebíveis, da escumalha de que se rodeou, ladrões, assassinos, diretos e por negligência, estripadores, caloteiros, escroques e bestas quadradas.

Os homens que fizeram o 1º de dezembro, cujo sabor amargo foi libertar-nos de España, para nos entregar a Portugal, não teriam hesitado em atirar esse tal de Aníbal, mais a pantomineira com que se casou, mais a prole e o Montez, que trafica tudo, nas pluribas formas, pela janela. Os netos ainda poderiam ser entregues a uma instituição de reeducação, já que se avizinha que o pior ainda esteja para vir.

Este é o primeiro vício de forma, e continuarei a repeti-lo, até que o teclado me doa, já que faço parte dos 90% de cidadãos que nunca votaram nesse tal de Aníbal, para essa tal de "Presidência da República", mas vamos ao tal manifesto, que é o que me traz aqui.

Não o li, de maneira que, como sempre, estou à vontade para o arrasar completamente.

Parece que quer que o Governo se vá embora, na forma de abaixo assinado, e isso é uma forma tão válida, como qualquer outra, para que se vá mesmo, conquanto... vá. O problema é que não vai, já que quem o pode pôr fora, excluída a Anomalia de Boliqueime, é a multidão crescente, que, semana após semana, lhe vem dizer que a Maioria está na rua, e está.

Sendo "abaixo assinado", pelo étimo, pressupõe assinaturas, e eu, que não li o texto, tive algum tempo para me deter nas assinaturas.

A primeira é a de Mário Soares, que, por razões sentimentais, não vou arrasar aqui. Limitar-me-ei a dizer que se serviu bem de tudo quanto havia para se servir, com a cláusula de grandeza e salvaguarda que foi o único político português com escala e visibilidade mundial que se produziu, depois do 25 de abril. Bom ou mau, foi o que tivémos, e agora já não dá para corrigir a História, portanto, não choremos sobre leite derramado.
A reboque desta assinatura de Soares vem um enorme cortejo de parasitas, que eu dividiria entre os parasitas de sempre e os parasitas involuntários, na forma de incautos: aqueles que assinam depois, sem antes terem visto as assinaturas que vinham antes da sua, e os que já contam, à cabeça com esses ceguinhos, para os usarem como lastro, nas alianças do costume. É uma certa gente que se alia sempre, quando há um certo tipo de eventos, no qual quer passar por... santa.

Usando linguagem de Oceanário, quanto mais velho for o tubarão, maior deve ser o número de rémoras que o acompanha, e assim resumo eu o Dr. Soares.

E agora esperem um bocadinho, que vou buscar o mata moscas, para tratar do resto do assunto...

Bem, vejamos então o que é que a Pilar del Rio, essa rameira de Lanzarote, que viveu de um cadáver vivo, e de fugas de impostos de Portugal para España, e de España para Portugal, ou lá como foi, e agora insiste em viver de um cadáver morto, tem a ver com a demissão de um Governo Português, seja lá ele qual for?... Não tem nada, e bastava saber que havia o rabisco dessa lambisgóia em qualquer papel que o valesse, para qualquer Português decente imediatamente perceber o que aquilo era, e dar de frosques. Ela que pague a luz e se vá embora, que bem nos basta termos o país cheios de chulos machos.

O resto não é melhor: o João Cutileiro, um que viveu pendurado nos dinheiros das autarquias, para semear, como os pombos, em cada rotunda e jardim deste país, cada uma das boas/más bostas que lhe saíam do atelier. Felizmente que os Portugueses são cegos -- nem todos -- e não percebem que aquilo são meros toscos de mármore, a quem o chupista chama "Arte", e põe preço alto, na etiqueta, já que o contribuinte paga tudo. Gostaria de que o senhor Gaspar, o sonâmbulo, que é tão bom em contas, nos apresentasse a fatura global da merda "escultórica" com que o Cutileiro infestou este país. Acho que cairíamos todos para o lado.

Segue-se a Inês de Medeiros, que os Portugueses, só se tiverem memória curta, já terão esquecido ser uma das gajas mais tacanhas de Portugal, que ainda tentou o golpe do curso, na Universidade Nova, mas saiu de lá carimbada como "estúpida". Custava-nos todas as semanas 500€ de avião, para ir para Paris visitar a "família", coisa que as más línguas, também conhecidas por línguas geralmente bem informadas, traduziam ser 500€ gastos toda as semanas, para ir ter com a gaja que lhe passava a pano de chão a língua pelos grandes lábios. Uma assinatura notável, no Manifesto, e, para não vir sozinha, trouxe a irmã...

Vem o Ferro Rodrigues, uma figura cuja ética é estrutural. Dizem que assina por ele e pelo Pedroso, que o "levou para as vidas", embora os incautos pensem que foi o contrário. Só falta a assinatura do "Gastão", que deve estar demasiado vesgo, para pôr uma patada de tinta, no lugar da cruz, que não é do Carlos, mas mesmo de pata de cão.

O Manuel de dia, Maria, de noite, Carrilho, é um pouco como a Maddie, por onde passa, fica sempre um odor de cadáver, e mais não digo.
Perfumou o manifesto...

Gosto imenso da Inês Pedrosa, que foi uma invenção do Arquiteto Saraiva, por ser uma das herdeiras do Império Feteira, aquele que se resumiu à morte da Dona Rosalina, perpetrada pelo Duarte Lima, com a sua cabeleira de "Giselle". É espantoso como é que, não se escrevendo, se consegue ir ganhando fama crescente de escritora, mas a Lídia Jorge, que chegou ao mesmo patamar, uns anos antes, pela porta de levar porrada de um capitão de abril, deve explicar melhor do que a outra. Às tantas, nenhuma delas sabe como chegou onde chegou, mas eu explico: típicas causas naturais portuguesas.
Devem querer o Governo na rua, por que o Relvas as não lê, mas eu também não leio, e isso deve ser a única coisa que eu tenho em comum com o Relvas...

Do Rosas é melhor eu não falar, porque é vingativo, como o Carrilho. Pronto, juro que não trago para aqui o tema clássico dos informadores da PIDE...

O meu amigo Letria resolveu trazer o filho, mas fica só o simpático recado de que há um momento em que se tem de perceber que as coisas mudaram, e que o Mundo já não é feito dos infinitos pores do sol do Cairo, por mais que a eterna medíocre Clara Ferreira Alves aponha a sua cruz -- é mesmo cruz, no caso dela... -- no final do manifesto.
(Aproveito, embora execre a criatura, para fazer aqui uma ressalva, que vem de fonte fidedigna, do meu caro amigo Leitão Ramos: os célebres textos que circulam na Net, onde ela crucifica o padrinho de Nafarros, Soares, são FALSOS. Ela NUNCA os escreveu, mas são uma vingança de um engraçadinho do senso comum que, já que a mulherzinha é nula a alinhavar linhas, se lhe apoderou das misérias estilísticas, e lhe encheu os chouriços com carne que nunca usaria. Fica aqui esta nota, já que, embora a considere detestável, nula e inenarrável, alguém, com algum peso na escrita, teria de vir fazer este reparo. Repito: os textos não são dela. Fica feito, e acho que fiz o meu dever.)

O António Reis e a Maria Belo trazem a Maçonaria macho e fêmea, o que é bonito, até por que, para não haver discriminação sexual, também temos a Maçonaria bicha e fufa, nuns nomes que estão na lista, mas não vou dizer quem são, para não me acusarem de sexismo...

Faltam, e é uma falha, as assinaturas da Fernanda Câncio, Armando Vara, de Mourinho, Renato Seabra, Pinto da Costa e Dias Loureiro.

O pior é que tenho de dizer que já estou farto da lista: também lá estão o arquiteto do regime, o das casas de banho viradas para fora, o Siza, e o Eduardo Lourenço, das sardinheiras, e até o meu primo Armando, para não variar; a Teresa Pizarro Beleza, que não deve ter nada a ver com o Gang dos Belezas, que embelezou o primeiro Cavaquistão, e vou cessar a enumeração, não sem antes deixar aqui um carinho, muito pessoal, muito cheio de afeto, para o João Galamba, que, se o Seguro chegasse ao Governo -- isola, isola, isola!... -- ia direitinho para Secretário de Estado, num primeiro arranque, e Ministro, num segundo. O seu segredo, para quem não saiba, é um elementar watson: é o protegido doutoral do João Constâncio, filho do filho da puta do Vítor Constâncio, pelo que, quando ambos procriarem, com a gaja drogada que o acompanha, a ver, desse bater pratos vai sair uma coisa pior do que a semente do Diabo, do Polanski. Depois, não digam que não avisei...

É tão só uma farta fatia do Sistema, ansiosamente à espera de apear outra, para ocupar o seu lugar, com uns ingénuos enfiados pelo meio.

Chega, não chega?... Então, vamos à sobremesa.

Esta lista é tétrica, mas há uma ainda mais tétrica, que eu peço aos meus caros amigos Anonymous e Lulzsec que nos deem, como prenda da Restauração, como o maior segredo do Portugal contemporâneo: a listagem, completa, dos acionistas privados do BPN, também conhecidos pelos filhos da puta que empurraram o Sócrates para nacionalizar o banquinho, e nós ficarmos a pagar, eternamente, o maior calote da História.

Nunca tinham pensado nisso, pois não, mas pensam agora. como deverão imaginar, nenhum dos signatários do célebre manifesto poderia, em circunstância alguma, pertencer a essa outra lista.

Quando a tiverem, podem pôr no "Casa das Aranhas", do meu caro amigo João, que o João agradece e até já está habituado, desde o escaldão da Maçonaria.

Quanto ao Manifesto, estou completamente de acordo, depois de limpo da assinaturas dos penduras: está na altura de a rua demitir o Governo, melhor, demitir o Sistema, melhor, abolir este cancro, a que chamam "Regime", e é uma dramática transgressão do Estado de Direito.

Nesse dia, prometo, eu assino, e creio que vocês também terão um enorme prazer em assinar.
Antes disso... não.

(Quarteto do estou tão farto disto, virgem maria, tão farto..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


sábado, 24 de novembro de 2012

A mulher mais poderosa do Mundo


(Fabulosa) Imagem do Kaos


As últimas imagens do "Curiosity", que a NASA anunciou trazerem de Marte uma revelação que vai alterar o curso da História, são triviais: resumem-se a confirmar, lá do alto, que a Teresa Guilherme é a mulher mais poderosa do Mundo.
Se pensarem um pouco, foi inútil enviar tão alto, e caro, um autómato, para sustentar uma coisa que é corrente, desde as barracas do Porto às zonas interditadas à polícia, do Bairro da Belavista. Notável, notável, era terem descoberto, nas terras vermelhas, o manuscrito do bilhetinho do Carlos Cruz, para o "Bibi", a dizer-lhe, "se te perguntarem, diz que não me conheces de lado nenhum...", mais uma fraude paga pela Catalina Pestana, que devia era estar enjaulada com o Vale e Azevedo, o maior criminoso deste país. A verdade é que o "Curiosity" apenas confirmou que este país, que não pára para nada, pára todos os domingos para ver a ascensão do paradigma do subúrbio do subúrbio, que veio substituir o modelo citadino, dos nosso avós.
A coisa não é para todos, mas apenas para quem pode, e quem pode tem o poder de poder, o que é ainda para menos desses poucos.
O segredos da Teresa Guilherme são como a Eneiades de Plotino, e vão por patamares de segredo, até ao segredo final.
O primeiro segredo, que não é segredo nenhum, é que este país estabilizou, entre o coma não induzido e a catalepsia, num bovinismo cultural autocomplacente, que é jorrado, nos horários nobres da TVI, sobre milhões de espectadores. Quando a cultura é fraca, e a iliteracia a varanda do lado, tudo o que passa na televisão se transforma em padrão, e só a mulher mais poderosa do mundo conseguiria que, em escassos meses, todos os garanhões de Portugal passassem a andar com ondas de surf, no alto da testa, e campos de relvado raso, a amparar as orelhas, enquanto as putas, as para putas e as pós putas, enfileirassem todas, numa espécie de andaimes do calcanhar, que, no tempo da minha mamã, indiciariam profissão de esquina, e agora confirmam que a esquina se generalizou como profissão única. Reiterando a tese, só a mulher mais poderosa do mundo conseguiria que o mundo inteiro se convertesse à única profissão da puta, por mimese e osmose, coisa que ela nem se atreveria a perguntar à "Voz", ou lá o que é que é aquilo, já que o nível de sapiência da Voz é atroz, como daquela vez em que ela exemplificou, como metáfora, "falar pelos cotovelos",
penso eu de que.
Só a mulher mais poderosa do mundo conseguiria que os Portugueses mudassem todos de canal, quando o aleijão de Boliqueime decidiu fazer humor, o que teve de levar legendas, porque rir também não é para todos, mas a verdade é que ele é um humorista nato, e pôs a dar gargalhadas de Jaba, da "Guerra das Estrelas", todos os túmulos da necrópole do Vale dos Reis.

Os segredos de nível seguinte, da Teresa Guilherme, indiciam o sonho de um país de rameiras e cadastrados, o que está quase consumado, e espera-se, pelas contas do Carlos Moedas, da Goldman Sachs, se concretize, antes do fim do mundo, de 21 de dezembro, onde já soa que não poderemos comparecer, por falta de fundos. Já temos um preso, Vale e Azevedo, o que representa um colossal esforço para manter cá fora todos os outros que deveriam estar, em vez dele, mas alguém tem de apanhar nos cornos, para servir de exemplo, porque o Gabão, quando nasce, não é para todos.

Quando passamos dos filhos para os pais, percebemos que a mulher é, de facto poderosa, porque não é para todos conseguir descer o nível, quando ele já tinha descido tudo, e estou a pensar naquela aberração de Gaia, que, com um pouco de sorte, ainda lhe vai aos cornos, em pleno espetáculo, depois daquelas horas de longa preparação que ela tem, com os machos a encavá-la, horas e horas a fio, pela frente e por detrás, e que lhe põem aquele brilho único no olhar. Não é para todas, ser prancha de surf dos mancebos da Lusitânia, das raras coisas transacionáveis que ainda produzimos, e arriar na Teresa Guilherme também não é para todos, que o diga a Laura "Bouche", que esteve mesmo para arriar, à pala de quererem o mesmo homem, e, aqui, vamos começar a ajavardar, que é para isso que me estão a ler...

Miguel Macedo, um gajo com ar de alucinado, do III Reich, incarna toda a incapacidade de uma geração para perceber que Portugal passou de um totalitarismo para uma Democracia, mais ou menos perfeita, mas formal, e estruturalmente, satisfatória, para um país que vinha das brenhas mentais e sociais. Nós somos incapazes de perdoar, e este ódio a situações mal resolvidas arrasta-se, num espírito inquisitorial, que nos converteu num dos países mais atrasados da Europa.  Politicamente, estamos, em novembro de 2012, com uns canalhas a tentarem vingar-se dos idos de abril de 74. Quanto ao resto, e exemplificando, somos, idiossincraticamente, apologistas de valorizar o pior que temos e desmerecer o que de melhor produzimos.

Essa ascensão do irrelevante levou, entre milhares de exemplos de balcão, a que colocássemos, nos píncaros, as marés e marés de Ineses Pedrosas que vomitámos, e os toma lá mais umas pilares del rio, agora que cadáver já foi para a sanita.
Na verdade, nunca sairemos disto, e o deficit cultural agravar-se-á de tal modo que levaremos milénios a chegar ao patamar mínimo da autocrítica. Até lá, teremos uns palhaços pendurados nas janelas, enquanto a minha contribuição autárquica e a taxa de esgotos estão a pagar a luz e a água que a Pilar não paga. Parece que se chama a isso "Desassossego", enquanto, para mim, é só mais uma lanterna de inquietação. Na verdade, até estou a empolar o assunto, já que há muito que o resolvi da maneira mais elementar, com um valente chuto na cona, para que ela vá vender as cinzas  dela para as cinzas dos vulcões de Lanzarote. Isto foi o que eu fiz, mas dou a cada um a liberdade de encontrar método melhor para se livrar dessa sanguessuga desassossegada.

Miguel Macedo, encarregado de assegurar a segurança do Reich, deveria lembrar-se do Conde Claus von Stauffenberg, em vez de andar a colecionar DVDs de imagens de peões de escadaria.

Eu sei que isto é muita areia para a camioneta dele, já que estamos no plano das licenciaturas por equivalência, mas, para quem saiba um pouco de História de Roma, quem degolava os Imperadores não eram as multidões, mas as Guardas Pretorianas, que, cansadas da tirania, um dia, sacavam dos gládios para cortar, pelas costas, os pescoços dos infames que lhes pagavam para os proteger.

Ao contrário das anteriores, estas poderosas mulheres não são físicas, mas alegorias. A sua máxima personificação chama-se "Ira", uma coisa que campeia pelas ruas, e é a mulher mais poderosa do mundo, que, quando resolve plantar-se, chega a transformar todas as vinhas do Parlamento em incendiadas escadas da Ira.

(Quarteto soturno da contagem decrescente, porque a ordem já foi dada, meus amigos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O comportamento dos sistemas longe do equilíbrio, d'après Prigogine, com a Assembleia "Nacional" como miserável pano de fundo




Imagem do Kaos


Hoje, vinha escrever sobre a mulher mais poderosa do Mundo, mas a súbita degradação do clima social português obriga-me a voltar à teoria dos sistemas.

Num patamar eidético, todas as imagens televisivas, com as infindáveis montagens permitidas pelas televisões e outros órgãos de intoxicação social, são sulfurosamente mais poderosas do que o enunciar dos discursos. Algures, num desses canais de paralelização da Realidade, na forma de metadiscurso ideológico, passaram, ontem, imagens de violentas cargas policiais, entremeadas de um Cavaco, senil, e idêntico à imutável caricatura de si mesmo, que cultivou, desde os idos de 80.

No imediato, e no subliminar, a mão organizadora do instrumento visual estava a fazer um apelo à indignação, nas formas extremadas da sublevação.
Há um axioma da Sociologia que diz que, quanto menos forem sofisticadas as sociedades menos terá de ser sofisticado o encriptamento subliminar, e isto é um enunciado trivial, tão trivial que, para espectadores posicionados em patamares infinitamente afastados da base, como é o meu caso e o dos meus leitores, o caráter sistematicamente pouco elaborado dos processos de instigação torna-se inquietante, porque revela que o público alvo, decididamente, deixámos de ser nós, e a "target", neste momento, desceu aos tristes limiares da claque de Futebol-very-lights, dos apreciadores literais da "Casa dos Segredos" e dos tristes rastejantes de Fátima.

Num isomorfismo da Lei de Jakobson, e passe-se a controvérsia que, nos seus fundamentos, a abala, por excessiva simetria, há uma hierarquia do progressivo grau de intoxicação dos enunciados miméticos da Realidade que é inversamente proporcional ao nível crítico dos seus intervenientes.

Posto isto por palavras simples, há que perguntar aos atores dos crescentes combates de rua se têm consciência do que ali estão a fazer, em benefício de quem agem, e qual a real consequência dos seus comportamentos.

Num espaço teórico, comportamental, com N graus de liberdade, o que aproximaria a nossa análise da Utopia, mas simultaneamente lhe confere uma enorme franja de crítica, a quem queira desconstruir este texto, e num espaço de monitorização, com um número propositadamente mais restrito de níveis de variância, que poderei enunciar, para ajudar a acompanhar o raciocínio, o sucessivo crispar dos esgares do Saloio de Boliqueime, o precoce envelhecimento de Passos Coelho, ou o número de vezes que a palavra "filho da puta" é enunciada, por aposição ao nome de qualquer político, nesse espaço teórico de liberdade, como noutro texto referi, há uma aposta no tratamento topológico daquilo que designarei por hipersuperfície do descontentamento social dos Portugueses.

Por razões cartesianas, e aprioris kantianos, esse desenvolver topológico, que está a ser ensaiado através de gradientes ocultos -- para os incautos -- só nos é sensível e visualmente inteligível em cortes de dimensão máxima 3, ou seja, em eventos cuja tridimensionalidade nos seja acessível, embora comporte uma brutal elisão das restantes variáveis em jogo. Na verdade, o aumento de tensões, em níveis muito acima desses 3 graus, está a gerar aquilo que os comentadores de sola de sapato, como o Mister Marques "Magoo" Mendes, o perpétuo indignado Medina Carreira, que, por lapso, por fim -- descaiu-se!... -- se percebeu que papel estava, desde sempre, a desempenhar ali, o de arauto do colapso do Estado Social, uma criação dos governos liberais, para evitar o predomínio das correntes extremistas de teor marxista, como o recentemente desaparecido Hobsbawm bem acentuava, em contraposição com as correntes de "esquerda" de hoje, que já se esqueceram de que não têm dele a paternidade, a não ser na forma do "contra vós foi feito"; ou de outras anomalias, de patamar mais baixo, como aquelas que despacham o noticiário sério, em cinco minutos, para depois poderem estar a perorar meia hora sobre o que realmente interessa, o Futebol, a Seleção e o enxerto de porrada que o filho das barracas, Quaresma, deu no polícia.

As grandes culturas afundaram-se na proliferação dos espetáculos efémeros. Roma multiplicou-se nos combates sanguinolentos, ao ponto de levar à extinção muitas das espécies selvagens da orla afro mediterrânica. Constantinopla foi destruída, durante a revolta de Niké, por causa de lixo, ao nível dos clubes do Pinto da Costa, e daqueles que atiram petardos, naquela aberração arquitetónica -- o "berço" -- que os nossos fundos desviados construíram defronte do Colombo, tão má que conseguiu fazer do Colombo um Guggenheim de sarjeta, e a nossa civilização está-se a afundar nas drogas sintéticas e na iliteracia, que, numa meia dúzia de anos, se chegarmos a ter essa folga, levará a quem nem se perceba o que está escrito num cartaz de protesto.

Os sinais são sinistros. A América, afundada num deficit que faz parecer todos os deficits de todos os países da Europa brincadeiras de crianças, já nem escondeu que só estava à espera da caraça que iria ser eleita, para que a máquina oculta voltasse a pôr-se em marcha. Escolheram o caneco, e logo Tel Aviv foi bombardeada, para mostrar que a urgência era máxima. Se fosse o Romney, era o mesmo, porque a Guerra já está agendada. 
Afundados em fait-divers, como essas brincadeiras dos casamentos gay, entre outras, ou os sucessivos escândalos de pedofilia das hierarquias católicas, levam à enunciação de um aforismo, transponível para todas as sociedades anexas: quanto mais falam em casamentos "de ce genre", maior é o sinal de que estão divorciados da restante sociedade, a qual por extensão, acaba por ser a sociedade inteira, ou seja, o nível de divórcio dos políticos das massas é total e irreversível, já que os paliativos de redução de nível de violência são agora meramente transitórios.

Nas bancadas do derradeiro conforto, os manuéis alegres deste mundo, primeiras damas de honor da eleição e reeleição da Caricatura de Belém, continuam a falar do indivíduo, esquecendo-se de que a unidade mínima sociológica, nesta sociedade minada pelos excessos, pelas sobras e pelos inúteis, a unidade mínima é, hoje, a tribo, e, quanto mais primária, mais facilmente manipulável, nesta dinâmica do extermínio, que estamos a viver.

Já referi, e volto a referir, que os confrontos entre exaltados e barreiras policiais são mero desperdício de energia, já que, como alguns gritavam, "vocês (polícias) estão à frente, mas "eles" estão lá atrás", e isso deveria ser o leit motiv para os operacionais, que tardam a entrar em campo. A estratégia do Sistema é levar a topologia das massas, por extensão, a patamares de insustentabilidade de coesão, com superfícies de colapso de extensão e cronologia indiferenciadas, que levarão a um puro canibalismo dos processos. Estes germes de guerra civil deverão ser um dos mais sibaríticos momentos de contemplação e aplauso de quem, na sombra, está a elevar os patamares de entropia a tais níveis de insustentabilidade. Alguém terá de alertar as tribos que pensam estar a combater o inimigo de que o inimigo está, realmente, lá atrás.

Há uma corrente, pessimista, que diz que isto não é senão o começo, por mais que os anormais dos comentadores televisivos vos queiram fazer crer o contrário. Alguém utilizou a frase fatal de que esta violência era atípica, nos nossos processos sociais, o que é falso: ela costuma estar focalizada nos chamados alvos domésticos, ou semipúblicos, bater na mulher, violar crianças, queimar gatos, abusar de velhotas e animais, ou insultar os árbitros.
Deslocou-se, agora, para chamar "filho da puta" ao Passos Coelho, tratamento que ele nem merece, por estar substancialmente abaixo disso.
Esta violência, todavia, é a morfogénese de um sistema que, na ótica de Prigogine, tem estado demasiado longe dos seus patamares de equilíbrio, e é por isso que somos um povo atípico, já que a nossa normalidade são os patamares de instabilidade dos outros.
O que vem aí, agora que nos estamos a aproximar do desvio anormal da nossa idiossincrasia é... muito mau, e passará por coisas que não me apetece enunciar: citando os pessimistas, nada do que está a acontecer é o que parece, mas, tal como Hitler mandou incendiar o Reichtag, para dizer que tinham sido os Judeus, in extremis, o Parlamento acabará incendiado, antes do final do mês, como prenúncio de um "putsch", de extrema direita, em dominó, por todas as democracias do Ocidente, cujo sinal de arranque foi a reeleição de Obama, tal como poderia ter sido o advento de Romney.


Este é um texto desprovido de humor, pelo que é melhor terminá-lo com um sorriso: nos meus diários relatos da irrealidade quotidiana, para Laura "Bouche", exilada nas suas manilhas do broche algarvias, há sempre um suspiro de esperança: sonha com que os tumultos subam a Rua de S. Bento -- vulgo Rua Laura -- queimem o sacrário daquela que sustentava o Mundo, Amália Rodrigues, e lhe queimem uma das casinhas, mais a velha que mora por debaixo, e está sempre a telefonar aos Sapadores para cortarem a água à "vizinha", não vá a inundação engoli-la. A razão da vontade de ver a casota incendiada é elementar, o seguro cobre, pelo que fica já o convite ao movimento dos indignados: da próxima, em vez de apedrejarem polícias, peguem logo fogo à barraca da brochista!...

(Quarteto do ai-ai-ai, que vão desflorar a Senhora Bosca de Mota Amaral, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Maratona do Gaspar, na forma dos ministros que se borravam de medo, a saltar, todos os dias, pelas janelas das traseiras


Imagem do Kaos


Há uma avé maria e um glória e meio, pelo Kaos ter voltado ao ativo.

Como dizia o Poeta, "navegar é preciso, viver não é preciso", e que baste quanto baste o que vai de tremendo nesta frase, pelo que volta ele, apesar de assoberbado de trabalho, também volto eu.

Cometi um ilícito, que foi ter julgado que o humor estava esgotado, e, num sentido profundo, está, esquecendo-me de um subsetor importantíssimo que é o ridículo, que, quando não mata, mói, e quando não está a moer, está a governar, pelo que continua a existir uma inexaurível fonte de inspiração.
Suponho que Vítor Gaspar, fosse Raul Solnado vivo, seria imediatamente convidado para uma daquelas coisas do tempo do meu paizinho, que se desenrolavam no Teatro Laura Alves, e a que chamavam Teatro de Revista. Acontece que os tempos mudaram, e passámos aos tempos modernos, do Chaplin, e com aquele rasgo de previsibilidade, e olhar de águia, do gago galholho das Finanças, o homenzinho resolveu economizar na personagem, e passar a fazer diretamente o papel de si próprio, o que é uma coisa de uma tal espantação que só seria possível num país governado por longas dinastias de reis que vão invariavelmente nus.

Para quem não percebe nada de Economia, como é o meu caso, e o caso da maioria dos massacrados pela tara do Gaspar, eu vou explicar em que consiste a tara do Gaspar, já que é um elementar repositório de lineus, e lugares comuns, postos lado a lado, ou em fila, como preferirem, e que toda a gente percebe, se lhes dedicar um parágrafo, que não irei além dele.

Há um princípio elaboradíssimo das Finanças que diz que a melhor maneira de pagar o que se deve é pagar tudo de uma vez, porque, assim, a dívida cessa. Podem ler outra vez, porque foi mesmo o que eu escrevi. O Gaspar pensa assim, mas faseada e lentamente. Ele acha que a melhor maneira de uma pessoa se sentir sentida é com as continhas em dia, e eu estou totalmente de acordo, pelo que não é por aí que vamos divergir, nem cívica, nem politicamente. A consequência de uma pessoa que não tem dívidas já é menos evidente, posto que até os mortos, e não são poucos, têm dívidas. Acontece que, socialmente, quando o morto é dado como morto, na restrição de não ter herdeiros nem fiadores, a dívida vai com ele, o que é equivalente a nunca ter existido, e isto é assustador, porque, para mentes tacanhas como a Merkel, uma gaja pavorosa, ao nível do Hipopótamo da DREN, a Margarida Moreira, bastante rodada numa Alemanha dos pobres, uma favela ideológica, que os Europeus tiveram de engolir, nos idos de 90, a bem do politicamente correto, e que, como o BPN, nunca se soube o que realmente custou, a dívida, se não puder ser imputada ao morto, tem de arranjar uma vítima que alombe com ela. E isso é o que distingue a Merkel do bom senso consuetudinário das sociedades que se libertaram do Calvinismo e das vinganças até ao final do tempos, nas quais o Antigo Testamento era exímio. Acontece que a Merkel, que nunca deveria ter deixado de esfregar escadas no Ocidente, quando a sua/dela Alemanha Oriental faliu, foi, como Durão Barroso e outros canalhas afins, germinados no maoísmo tardio, elevada, pelo Princípio de Peter, aos lugares de mortificação dos cidadãos europeus.

O Muro de Berlim não foi deitado abaixo para que as osgas do lado de lá viessem arrotar postas de arenque fumado no lado de cá. O Muro de Berlim caiu para que milhões de seres humanos pudessem aspirar a níveis de existência e decência de que os amanhãs que cantavam os tinham apartado durante décadas. Ora, se, no meio do processo, a tendência parece começar a querer inverter-se, e a queda do muro de Berlim estar a funcionar como uma espécie de aspirador às avessas, a sugar-nos, a todos, para o lado cinzento da brecha, é sinal de que temos de pôr as patas à parede, agarrar numa moca, dizer BASTA, e desmiolar a Merkel, mais a cambada de cabrões que a acompanham, nos quais o Gaspar também enturma,
e, aqui,
voltamos ao Gaspar.

Há um segundo princípio no Gaspar que eu adoro: não se deve gastar mais do que se tem, e isso é lindo, parece um poema de Cesário Verde, mas recitado pela Ana Gomes, depois de já ter enfrascado três garrafas.
A consequência de eu não gastar mais do que tenho é que vou comprar menos do que devo, e, ao comprar menos do que devo, estou a empobrecer quem queria vender um pouco mais do que estava a produzir.
Quando eu compro menos do que quero, estou a  ficar mais triste do que devia, e, em efeito de espelho, a provocar o mesmo disforismo em quem sonhava com vender-me algo mais.
Sempre que não compro, não devo, mas torno-me num ser triste, e estagno, por dominó, tudo, em meu redor.
Há quem goste do cenário, como o Gaspar, mas eu não gosto, e estou no meu direito de não gostar, e de protestar. O fenómeno, do ponto de vista da Termodinâmica, corresponde a um patamar extremamente estável, que é a ausência total de entropia, o que, no vocabulário elementar da "Servilusa" é equivalente a ter a sala de espera, cheia de clientes, à sua espera, de vez, para o caixão.

Tudo isto já é uma anomalia, mas pode ainda tornar-se mais anómalo, se pensarmos que pode ser coadjuvado por outra aberrância, de teatro de revista, que possa pensar que a Economia de um país assente em pastéis de nata.
Sim, é verdade, pode assentar, tal como a produção de alumínio podia assentar numa filtragem adequada do sangue dos hemodialisados, depois de expostos a uma água imprópria para consumo, por excesso de teor de alumínio, como ficou célebre na boca de mais um dos ministros anedota do Primeiro Cavaquismo. O sistema até nem estava mal visto, e nunca percebi por que demitiram o governante, quando era um, sei lá, um visionário, comparativamente com estas alimárias que nos "governam", e, aqui, vou fazer uma inflexão no discurso: quando pensamos nas habilitações literárias das cavalgaduras que estão à frente dos Ministérios da agonizante III República Portuguesa, nunca tivemos um governo com habilitações tão elevadas, pelo que, por aquele hiperbolismo que nos é típico, vou já avançar com uma daquelas frase para vocês poderem repetir amanhã, e poder começar a aparecer, sem direitos de autor, naquelas mesas das quadraturas das bestas ou dos eixos das putas, ou nas bancadas parlamentares da esquerda tradicional: nós, Portugueses, estamos a ser liderados pela geração de ministros -- à exceção de Relvas, esse filho da puta -- mais habilitada de sempre, e essa gestão está a ser deliberadamente ruinosa para o país.

Sei que Álvaro Santos Pereira discordará de mim, dado que, pela primeira vez na sua História, desde os Descobrimentos, Portugal está a exportar um segmento de produtos topo de gama, já que ao ritmo de dezenas de milhar, estamos a enviar para o estrangeiro a nossa geração mais habilitada de sempre, o que, voltando ao Gaspar, quer dizer que, para ele agradecer ao País a generosa educação que dele recebeu, e que tanto lhe custou, sobretudo, nos bancos da Católica, que não se fazia pagar barata, se bem me lembro, está a implicar que o País entregue, de mão beijada, multidões, nos quais investiu oceanos de dinheiro, a barrigas de aluguer de emprego, que se devem estar a rebolar de gozo, de ver um país governado por filhos da puta de tal calibre a ser despojado, alegre e silenciosamente, dos seus melhores recursos humanos.

E, aqui, tenho de fazer uma pausa, para dizer que a culpa não é do filho da puta do Gaspar, mas também do filho da puta do Passos Coelho, e do filho da puta do Relvas, que acha que um curso é encontrar um universidade de golpistas, que lhe valide e equivalha as golpadas, e do filho da puta do António Borges, e do filho da puta do Carlos Moedas, que trabalha para a Goldman Sachs, e que -- também corre por aí -- tem um salário da CIA, tal como o Amaro, o Homem da América, do PS, numa geração sequente à de Jaime Gama, e Mário Soares, que também receberam do mesmo saco.

Aqui, creio que já começam a ficar incomodados, mas eu ainda vou agravar mais os termos da situação, ao dizer que o antepassado desta filha da putagem toda é o Sr. Aníbal, de Boliqueime, outro filho da puta, que depois de ter terminado o mandato, em 5 de outubro, voltou a terreiro, para inaugurar um hotel de luxo (?), que é o nome que, em Portugal, damos ao lixo remediado, e, apesar de ter as câmaras da TV bem em cima, bem focadas, para os Portugeses não perderem nenhum daqueles esgares, nenhuma daquelas expressões de saloiice, de indignidade, de patobravismo, de senilidade, de mediocridade, de bovinocontemplação de boi para palácio, aquele atirar da corcunda da Maria, para trás, como se nunca tivesse visto tetos tão altos, aquelas babas algarvias, a escorrerem pelos cantos da boca, aquelas chitas, mal alinhavadas em casa, aqueles fatos bafientos, dos manequins dos anos 50, da defunta Rua do Fanqueiros, aquelas garras, minadas pela artrose, e aquele repugnante prognatismo, de retroescavadora de entulhos das barracas da Ria Formosa, enfim, eu até podia continuar a vomitar adjetivações negativas e a evocar imagens deprimentes, mas vamos outra vez à Maratona, porque, tanto quanto me lembre, a Maratona é uma celebração épica das Guerras Gregas, onde Filípides foi mandado, por Milcíades, levar a boa nova da vitória a Atenas, onde as mulheres aguardavam, angustiadas, pela nova da frente. Diz-se que morreu, embora não sejam consensuais as versões, mas, uma vez construída a lenda, pouco importa a veracidade do seu fundo.

Ora vir Gaspar, uma criatura do senso comum, ligada a uma teoria monetarista, que falhou por todo o sítio em que foi aplicada, e que é totalmente oposta ao princípio da esperança, que dita exatamente o contrário: que devo, hoje, viver tanto quanto baste além das minhas posses, na esperança de que, amanhã, esse esforço corresponda a um acréscimo de riqueza e bem estar, que, então, me poderá levar a olhar para ontem, como um lugar onde já estava a preparar, na forma de aquém, esse prosperar desejado (em economia, isto chama-se keynesianismo), vir Gaspar, falar de Maratonas... deve haver um equívoco.

O primeiro, que só gastei ponderadamente mais além do que tinha, e não tenho agora de vir pagar faturas monstruosas de alguém que, sem o meu consentimento, nas minhas costas, e subrepticiamente, se apropriou, desbaratou e espoliou, do que poderia ser meu.

O segundo, que, quando a aberração olheirenta, que só num país do terceiro mundo pode passar por competente, me diz que, não só fui "voluntariado", à força, para uma corrida onde não me inscrevi, e, mais, ele dá, como certo (!), que vamos cair, no quilómetro não sei das quantas, eu tenho o direito de o recusar

E vem o terceiro, que não é equívoco, mas deve ser devidamente iluminado: se alguém gastou, se isso nos atirou para uma longa agonizante, e certa, corrida para a morte, temos o dever, e a obrigação, de ir procurar os filhos da puta que nos lançaram nesse situação, e obrigá-los, a eles, sim, a correr essa corrida da falência, que nos provocaram, e eu digo já alguns, porquanto vocês ainda conhecem outros: vamos pôr, na Maratona, as gorduras do criminoso Ferreira do Amaral, do cabrão do Dias Loureiro, do assassino Duarte Lima, do ladrão Cardoso e Cunha, do palhaço do Catroga, e o patrão deles todos, o Aleijão de Boleiqueime, a correr com a sua Patrícia e a Perpétua e a Maria atrás, e mais os chulos do Mexia, do Zeinal Bava e do Borges... isso, vamos pôr o cancro do Borges a correr, como tanto gostava a Lurdes Rodrigues de fazer, com as suas juntas médicas, vamos pôr a assassina dos hemofílicos, Leonor Beleza, no troque troque, e o Relvas, e o Valentim Loureiro, e o Pinto da Costa, e o Isaltino, e os gajos todos das PPPs, as Cardonas, e os ex ministros que estão a chular os conselhos de administração das empresas públicas, os que têm 70 empregos, e o Proença de Carvalho, e o Paes do Amaral, e o Ulrich, e o pulha do Jardim Gonçalves, vamos, isso, vamos pô-los todos a correr, mais o Sr. Aníbal e a sua corte presidencial, de 500 párias, mais a Laura Diogo, a Fátima Padinha e a Fátima Felgueiras, as fundações do Figo, e a Pilar del Rio a correr, com o seu cadáver nobelizado às costas, mais a vice reitora, completamente bêbeda, e mais os equiparados, por golpadas, da "Lusófona", e o Sócrates, mais o Vara e o Vasco Franco e todos os "licenciados" da "Independente", e mais os pedófilos que nunca foram apanhados pelas malhas do "Casa Pia", e mais o porteiro da "Portucalense", que tinha vídeos de violações de bebés (!), e mais o Carlos Cruz e o Albarrã, e a coca do Balsemão, e a Serenela Andrade, e o Carrilho e a sua união de facto, lésbica, e a Clara Ferreira Alves, e o Rangel e o Miguel Sousa Tavares, e o Professor Marcelo, e vamos pôr essa escumalha toda a correr, a correr, durante 40 quilómetros, e, se cansarem de os ver só a correr, durante tanto tempo, eu vou deixar, aqui, em cima da mesa, alguma caçadeiras de cano cerrado.

As da esquerda disparam balas de borracha, as da direita, são de fogo real.

Fica ao vosso critério escolher.

(Quarteto do isto está para breve, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")