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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Educação de Gaspar






Imagem do Kaos, com uma dedicatória de profundíssima maldade para a  semirâmica Karocha




Quando a identidade nacional se dissolve e as fronteiras do Estado são sabotadas do interior, é bom que se faça um apanhado das poucas coisas seguras que nos restam. Lamento dizer, mas também essas são hoje poucas: a virgindade da Senhora de Mota Amaral, que também podia ter sido transladada para a "virgindade do António Calvário", e nunca se saberá por que escolheram um e não outro, mas a sabedoria popular dirá que um "teve sorte", e o outro "teve azar", embora eu agora até duvide de que o Cardeal Patriarca o seja, porque, naquelas noites de desvario, em que um homem é homem, deva ter papado alguma freira, de hábito arregaçado, no meio de muitos ai jesus e valha-me deus...; o facto de, depois de a irmã Lúcia ter deixado de segurar o Mundo, o fardo ter sucessivamente passado para a Serenela Andradre e acabado, por exaustão, na corcunda da Teresa Guilherme -- um beijo, para ela, que essas coisas da tiróide são terríveis: têm-se em velha e deixam marcas para toda a juventude --; a pele estragada do Cristiano Ronaldo, a inocência do Carlos Cruz, e a culpa perpétua do Vale e Azevedo (que é culpado, porque era "chic", como, repito, jura a Conceição). Temos mais alguns pequenos pilares, como as fotos de Renato Seabra, a beijar as cáries de Carlos Castro, quando ainda pensava que a "Gordurosa" o podia meter na RTP, mas foi depois "desenganado", apesar dos sucessivos avisos de Pedro Granger; a ideia de que o Seguro ainda segura alguma coisa, ou o mito de que  o Vítor Gaspar fala devagar, por ter um QI muito elevado.

Tudo o anterior é irrelevante, exceto Vítor Gaspar, uma anomalia técnica do sistema de referências português, típico de uma época de equivalências "normal", para o anormal do Nuno Crato, que, por analogia, está para o Relvas, como os lindos olhos de Mariano Gago estiveram para o diploma de Sócrates. Para mim, completamente analfabeto nessas coisas académicas, creio que essa seja a diferença entre o "Major" e o "minor": um tinha um diploma a que faltavam umas cadeiras; o outro tem umas cadeiras, a que falta um diploma inteiro, mas tudo bem, já que, para o grau de iliteracia dos gentios nacionais, ter qualquer coisinha faz de qualquer um um qualquer doutor, e, de qualquer um doutor se pode chegar a Primeiro ministro, para, muito mais facilmente, se descender depois a um qualquer ministro, e por aí abaixo, até acabar nos estertores do "Eixo do Mal", ou da "Casa dos Segredos".

O Português, que reage por emoções primárias, quer nos urros do Futebol -- que se confundem com os urros do orgasmo de montar a Maria, a pensar no Mourinho -- é particularmente sensível à "dificuldade", seja a de não perceber uma linha do pós camilismo putrefacto da nonagenária Agustina, ou de achar que o Gaspar fala lento, e arrastado, não pelas carteirinhas estafadas dos antidepressivos, mas pelo lastro de um pensamento. Resumidamente, o que é difícil é bom, e o que não se entende, por extensão, ou, matematicamente falando, por extensão dos limites laterais, em Rn, se não for mesmo inteligível, é excelente. Para mim, ele fala devagar, só porque tem tomates de chumbo, e isso pesa-lhe até à boca.

Um dos problemas do nacional porreirismo do politicamente correto é a incapacidade de gritar que o rei vai nu, porque pode parecer mal, mas o Gaspar é o típico gajo que, a enrolar assim, numa sociedade crítica e com algum humor, imediatamente apanhava, por detrás, com um bolo de creme nas queixadas, e, acreditem, até era capaz de continuar a perorar, com as fuças cheias de chantilly, como a Cavaca Velha, enquanto a Luísa, grita que grita, com a bandeira mal hasteada, marcava, em 5 de outubro, o dia final do fim do Regime. Consequentemente, como ninguém se lembra de afirmar que o gajo está em puro delírio, há hostes e hostes de comentadores de bancada que dizem, já agora, deixa lá ver.., o que se insere no espírito titaniquesco que também ideossincratizou alguns momentos cruciais da nossa identidade. Quando acordarem, já estarão na fase das relíquias, portanto, não contem comigo.

Também não contem comigo para mais: a primeira, na sequência do anterior, para ficar a ver se deixa lá ver..., porque já há muito tirei o retrato ao Gasparito de la Nuit, e já o excluí do baralho, de maneira que se podem entreter com as vossas punhetas de mamas, porque eu já não estou nem aí; a segunda, com a tal história dos portugueses todos unidos para..., porque eu só estarei unido com, e para... pôr esta gente toda na rua, e toda é... sem exceção; a terceira, um tal de "Movimento Branco", que quer voltar a entregar à Múmia de Boliqueime a oportunidade de destruir o que já destruiu, ao longo de 20 anos, e, aqui, chegamos a outro ponto de viragem: a crise constitucional absoluta, que marca o fim do regime, e que corresponde, simultaneamente, à inexistência de um Chefe do Estado, assim como de uma Assembleia da República, que, há muito, não exerce a função para a qual foi constituída, a de LEGISLAR, mas antes serve de rançoso "subwoofer" das gangrenas absolutas que destruíram a tentativa de autonomia democrática da defunta III República.

A cereja do bolo foi a necessidade do Gaspar afirmar que tinha "educação", e eu respeito-o, porque, quando alguém se senta ao lado do Relvas, e depois o incumbe de ir entregar à Suricata da Assembleia "Nacional" a Proposta de Extorsão Orçamental 2012/2013, torna-se suspeito de, também, carecer de, enfim, abandonemos o polissémico "educação", e adotemos o termo mais arcaico de "instrução". Eu, por exemplo, tinha uma lacuna na minha instrução, porque ainda estava naquele engano de alma ledo e cego de ter a acreditado que tinha sido a Laura Diogo a ser rebentada, quando, e de aí a dedicatória, a rebentada tinha sido, pasmem-se, a própria Padinha, a quem rebentaram com a peidinha, e não vou desenvolver mais o tema, porque todas elas se tornam sérias com a idade, e ainda me podiam acusar de estar a insinuar que, depois de termos tido um país governado a partir das sucatas, tínhamos agora uma Confraria das "Doce", na forma de refustedo angolano fora de época, cala-te boca. Axiologicamente, mas apenas como nota de rodapé, não se devem espantar com o facto, porque os portugueses, de facto, não gostam de mulheres, suportam-nas, ou odeiam-nas, já que, desde o nosso imaginário medieval, a boca da servidão se confundiu com a górgona, deita chamas, ou é uma ameaçadora boca de pescada, com dentes aguçados e odor de bacalhau, o que é lindíssimo, enquanto cultura, e deixa entrever uma espécie de "Casa Pia" à escala global, mas isso fica para um próximo texto, já que o que me trouxe aqui foi... a educação do Gaspar.

Indo, como qualquer analfabeto normal, à "Wikipédia", por lá reza que o Vítor Gaspar é primo coirmão do Louçã, cabeça de lista do P.S., nas próximas Legislativas antecipadas, e que começou os estudos tardiamente, ou, mais propriamente, que os estudos lhe nasceram, como Baco, da coxa de Júpiter, já na forma de Eminência Parda de Economia, da Católica, onde o "enorme esforço" das propinas foi para uma privada, para acabar na Nova, num percurso que toda a gente conhece, mas, em nada se compadece com a brutalidade das propinas hoje praticadas, ou, trocando por miúdos, muito deu ao Privado e bastante sacou do Público, pelo que a sua educação deverá ser considerada como uma forma precoce de parceria público-privada.

Para que não digam que quero desfazer o homem, pelo qual nutro um especial carinho, e que, prometo, irei ajudar com um ombro amigo, quando o Portas lhe tirar o tapete -- Relvas, escusas de insistir na história dos sanitários do Piso 2 do Fórum Picoas, porque essa já não pega, e tenta, antes, investigar uns levantamentos apressados nas penumbras do "Cinebolso", embora te garanta que quem se escaldou como vocês o escaldaram já não se escalda com mais coisa nenhuma, e ainda corre o risco de ser levado em ombros, se decidir atirar o "Clube das "Doce" de Angola" para... Angola :-) -- vou fazer uma pequena viagem no tempo, vir mais atrás do Padre António Vieira, e passar pela adolescência, de onde vêm aquelas olheiras profundas, explicadas em qualquer tratado de saúde pública, do positivismo do séc. XIX, como manifesto abuso de onanismo, com 10 000 000 de mirones a ver, e cair na educação primária, aquele colégio, lembras-te, onde já eras embirrento, caprichoso e antissocial  Como Freud diz, esses são os anos mais importantes, e levaram-te a uma carreira de naufrágio, teimoso, obsoleto e suicida, mas é agora que ele se vai vingar das humilhações da infância, lixando os contemporâneos, os filhos, e, até os netos. Para mim, mais pragmático, a educação do Gaspar tinha-se resolvido com um par de estalos, atempadamente aplicado, na primária, no básico, no secundário, na universidade, no doutoramento, estalos atrás de estalos, até apreender que a teimosia não é uma das virtudes sociais. A rua vai-lhe-o ensinar, neste período final da sua educação, e, imagine-se, depois de décadas de enorme esforço financeiro, de uma forma, pasmem, colossalmente... gratuita.

(Quarteto do, ó, Relvas, vai estudar!... e do, ó, Gaspar, deixa-te disso, já não tens idade para pívias!..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O último 5 de outubro da III República




Imagem do Kaos



Francisco José Viegas passará para a História como o tutor do ultimo estado de degradação cultural da Lusitânia... sim... pronto..., eu sei que não estavam à espera de que eu começasse esta farpa desta forma, mas já vão perceber por quê.

O estado de aculturação português, é presentemente o mais baixo possível, embora não haja nenhuma agência internacional capaz de lhe cortar o "rating", porque ele é uma espécie de relva geneticamente modificada, que se autofagia, a si própria, e, portanto, dispensa cortes, por impossibilidade de vir mais abaixo.

para o viegas, a cultura é sempre mais uma lombada, de preferência vazia, e a adjetivação de vazio é essencial durante esta era cavacal.

somos um imensa casa dos degredos, onde cada anormal político, cada anomalia "cultural", cada desvario público tem um segredo, que é tão pouco secreto que basta deitar o nariz de fora da janela, para o descobrir.
o relvas, por exemplo, entrou para o retângulo lusitano, com a sua "valise de carto(o)n" com um segredo que toda a gente julga que sabe, mas não sabe: não é só um curso que ele não tem, é todo um analfabetismo, que o levou a não saber ler nem escrever, passe a redundância. como diria a minha empregada, porque está num nirvana cultural que só lhe permite "ver os bonecos", e, às vezes, nem isso.

borges está a morrer, de maneira que o seu segredo é acordar, de manhã, todos os dias, fazer um risco com a navalha, na mesa de cabeceira, e dizer para a boca da servidão dele, "este já cá canta, este já ninguém me o tira!...", esquecendo-se de que um conselho de ministros extraordinário até pode cortar nas horas do dia, e ele acabar por morrer a meio da tarde, embora não se deva desejar a morte a ninguém, sempre há uns que até sabe bem.

o segredo de vítor gaspar é o da empregabilidade: todas as suas teorias estão erradas, mas como crato, o cancro da educação -- agora, posto em causa, com o seu novo método do gera desemprego "ad libitum" pelo "tira e põe", com a centenária marquês de pombal, obra gloriosa da "grande loja da razão triunfante", "et pour cause", como exemplo, porque, cala-te boca, para cabrão, cabrão e meio... -- lá deverá haver uns daqueles que encornam não importa o quê, para os exames, que haverão de ter saído com brutas notas das asneiradas do gaspar. Numa grelha sociológica de análise de inserção social, devia-se fazer uma correlação entre aqueles que saíram com brutas notas da cátedra do pantomineiro das finanças e o seu sucesso no mercado de trabalho, seguido de uma correlação, em forma de corolário, de como a sua inserção no mercado de trabalho levou ao rápido colapso da entidade empregadora.

o segredo de paulo portas é aquela célebre tarde em que foi apanhado pelos seguranças do fórum picoas, depois de ter "aviado" nos sanitários do segundo piso, e é um segredo que está a render, tanto que miguel relvas já lhe sussurrou que, se isso não servir, tem os testemunhos todos dos arrumadores do "cinebolso", versão 1.0, com reformas miseráveis, mas excelente memória dos factos à meia-luz.

álvaro santos pereira tem um segredo muito mais evidente: é a cristas canadiana, com toda a sua capacidade de se manter num cargo e área de intervenção inexistentes, o que faz lembrar certos institutos, ou, mesmo, o dogma da virgindade da senhora de fátima.

poderíamos ir por aí adiante, mas vamos diretos ao cerne da questão, passos coelho, que pensa que a república é uma coisa onde se empilham os estudantes vindos de fora, para alta pielas e cenas de droga, de preferência, com o canudo garantido no fim, por meios equivalentes, sendo que a referida "república" só se considera completa com a associação de um número relevante de conas de pretas.  

(aproveito para fazer uma pequena consideração, porque, por espaços que estão completamente a leste do que é a utilização da linguagem literária, e a milhões de quilómetros da sátira dos espaços com tradição de verbalização da opinião pública, pensam que estão a ler uma croniqueta do ricardo araújo não sei das quantas, na "visão", e, então "cona de preta" é uma expressão racista. à laia de palinódia, reconheço que têm toda a razão, porque a expressão correta é "vaginas africanas", ou "vaginas afrolusitanas", ou "vaginas-palops", mas, sendo estas breves tirado polo natural, resolvi citar o vernáculo do futuro primeiro-ministro, que era menos contido, e já então dizia, nas célebres noites em que era arrastado dos bares das "docas" , pelo pessoal das, hoje, "produções fictícias", em estado de pré coma alcoólico, sempre com as mesmas palavras na boca, "que gaja tão boa, comia-lhe aquela cona toda, preta do caralho, que deus te fez tão boa, queria-te toda para mim...", e a função de cronista, do escritor, é, portanto, tentar envolver, no manto diáfano da fantasia, este reles decorrer da realidade, e assim se fez, e assim semore será).

sendo então uma "república" um antro de "estudantes", fedorentos de álcool e charros, rodeados de conas de preta por todos os lados, é natural que o aprendiz de feiticeiro, elevado à categoria de algoz da nação, se achasse com poderes plenipotenciários par extinguir um feriado, no qual nem o maior português de sempre se atreveu a tocar.

a resposta do feriado, obviamente, é extingui-lo a ele,

o que já o pôs, em 5 de outubro, a anos luz de lisboa, capital para ir chafurdar em bratislava, onde o tarentino rodou os "hostel", deixando o petisco para um tal de senhor aníbal, de boliqueime, que é o padrinho, no sentido parental e espiritual, de toda a camorra que conduziu o país para o estado em que está.

para o ano, já não estará cá.

nos últimos textos, tenho arrasado, e arrastado, pelas ruas da amargura, os muitos protagonistas desse sinistro período, que foi o primeiro cavaquismo, mas estava a esquecer-me de um, um tal de silva peneda, ministro do "trabalho", que também tinha o seu segredo, o de ter sido apanhado, no gabinete, da praça de londres, a ser cavalgado pelo chefe de gabinete.
outras eras: hoje é um distinto "conselheiro" da demência presidencial, a"loucura do rei george", versão cobertores de boliqueime.

aparentemente, e dados os altos riscos que hoje comporta qualquer saída presidencial, o aleijão de poço de boliqueime foi arrastado da praça do município para o "pátio da galé", que não sei o que seja, e também não saberei amanhã o que é, porque adoro as vaias televisonadas, já que os jornalistas conseguem transformar em espetáculo fino a elementar decadência de um pobre desgraçado, cujo único sonho era ter enterrado Portugal, sem que se desse conta disso, ao longo de quatro infindáveis mandatos.
acontece que o Povo acordou, e pede-lhe a cabeça com urgência.
brevemente, não será tão só o Povo, mas também a célebre troika, que, de cada vez que cá vem, vê que os quistos estão na mesma, e o país progressivamente mais arruinado.
"então, já dissolveram as parccerias publico-privadas, com invocação do dever de salvação nacional?..."
pois,
claro que não.

evidentemente que para os tarados que nos governam, essa realidade é inexistente, mais cona, menos cona, de preta, tanto faz. corre, mesmo, uma teoria que diz que, já que ninguém os demite, por inexistência de presidente da república, eles estão a arranjar maneira de se autoporem na rua, o que seria um exercício político com alguma graça, não estivesse ávido de protagonismo um tal de seguro, que tem cara de quem nem uma mercearia seja capaz de segurar.

tudo isto parecem trocos, mas, para a História, esta factualidade, cega e negligente, não é irrelevante: está a escrever-se, com indelével areia, na forma de manchas monumentais, umas vezes, manchas de tinta, outras, de sangue, como em muitos momentos da nossa epopeia coletiva, embora, com certos animais, e que, para bom entendedor esta meia palavra baste, até o tiro de misericórdia seja, por vezes, um... desperdício.

(quarteto do vão-se embora, ou têm de ser corridos à pedrada, seus gatunos?..., no "arrebenta-sol", no "democracia em portugal", no "klandestino" e em "the braganza mothers")