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sábado, 2 de março de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Da Vida de Ratzinger, seguida da Belle Époque das mumificações em vida, contraditadas pelos casos anómalos de Miguel Relvas e Franquelim Alves
Imagem do Kaos
Hoje é daqueles dias em que eu sinto que devia ter escrito este texto, que há um mês tenho na cabeça, um dia antes: poderia ter passado por profeta; assim, contento-me com marcelo rebelizar a coisa.
Para aquelas gajas com cabelo tipo piaça, como a Aura Miguel, fundamentalista lusitana, e opusteísta, que se masturbam com cromos do Santo Padre, a frase é exatamente inversa: Ratzinger começou bem, continuou muito melhor, e acabou exatamente na perfeição.
Perguntem-lhe a ela por quê, porque eu já me masturbei com muita coisa, incluindo páginas dedicadas à pastorícia alpina, da "National Geographic", mas, com Ratzinger, felizmente... não.
Dos inaptos, ignaros, servilientes e espantados do Santo Anúncio -- coisa vinda diretamente do Espírito Santo (sem ter passado pelo Ricardo Salgado, nem pelo vigarista do Álvaro Sobrinho, que faz as missas em angolar) -- o dia foi preenchido com as maiores baboseiras dos Vazes Pintos, do Seabra, que adorava apalpar os rapazinhos da "Católica", e de mais umas vozes da beatitude, que me fizeram lembrar que a televisão tem de estar permanentemente ocupada com um dos Três Éfes, senão, não seríamos a Cauda da Europa. Fartaram-se de falar de Gregório XII, um disparate, quando deveriam ter falado de Celestino V, tal Thomas Mann o celebrizou.
Infelizmente, a Cultura continua a não ser para todos.
Parece que o Ratzinger era um intelectual. Para mim, intelectual, ter um intelectual, como Ratzinger, na forma do inter pares, é uma vergonha, pela simples razão de que a minha intelectualidade se resume a tentar encontrar fórmulas e aforismos, que tornem o meu tempo inteligível, enquanto Ratzinger, na sombra dos seus gabinetes, com mais ou menos pedófilos, com mais ou menos mafiosos, e com mais ou menos criminosos, à sua volta, dedicou toda a sua intelectualidade, não a deixar obra, mas a cometer o pior pecado que qualquer pensador alguma vez poderá cometer: o de, sectariamente, tentar substituir o pensamento dos outros pelas fórmulas e imposições vomitadas pela intransigência e verborreia do seu obsoleto cavername craniano.
Isto, contado às criancinhas, e inserido no tempo lúgubre, que atravessamos, resume-se na seguinte frase: no período fundamentalista dos credos do Livro, Ratzinger, enquanto homem, padre, bispo, teólogo e papa, durante mais de meio século, intoxicou toda a doutrina da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Humana com o que de pior poderia produzir o subproduto das palavras deturpadas do dogma saído do Vaticano I.
Se Pio IX foi um flagelo, em ato, Ratzinger, sempre cobarde, e através das suas interpostas figuras, e, só no fim, com o focinho realmente ao léu, foi o Flagelo do Cristianismo durante uma crucial fase dos séculos XX e XXI.
Para todos os que levantam o dedo para as atrocidades e ortodoxias do ayatolismo, bem bastaria que pusessem a mão na consciência, e vissem que o Trono de Pedro foi ocupado por uma alma, que, de falinhas em falinhas mansas, atirou toda a relação de tolerância entre o Clero e os Povos para o caixote do lixo das prepotências medievais.
Agrada-me que tenha protegido os pedófilos, porque, muito para lá de tudo o que de bom possa ter escrito, a História já lhe agrafou, nas costas, esse letreiro.
Melhor do que qualquer das suas encíclicas, ficarão as fotos do fardamento da Juventude Nazi.
No seu necrotério, como já vem sendo hábito, constará a listagem dos muitos mortos da SIDA, bem mais importante do que os santos de fancaria, que disparou, à pressão.
Para mim, todavia, que sou uma sensibilidade dos pormenores, fica a vergonha suprema, que foi, depois de ter alimentado até à exaustão o seu Golem, o Frankenstein Polaco, o Papa da Sida, Woytila, rude, agreste e primário, a sua obra prima, o fantoche de tiara, que durante décadas, mergulhou a Cristandade no Fundamentalismo e nas Trevas, substituindo a Religião pela Crendice, depois de ter alimentado esse golem, com o combustível de que a cruz do Vigário de Cristo era para carregar até ao fim, e, depois de nos ter forçado à violência e tortura das imagens de um homem em agonia, João Paulo II, e daqueles esgares de que nunca nos esqueceremos, no meio de um sofrimento atroz, quando lhe chegaram as primeiras dores nas cruzes, e as impiedosas picadas das artroses, resolveu arriar a canasta, já que isso do sofrimento é bom, mas só na forma da teoria, como muito bem, melhor do que eu, poderá explicar o Padre Seabra, nos intervalos dos apalpões dos rapazes da Católica, que, suponho, é ele que apalpa, e não o Espírito Santo.
O objetivo deste texto não era, embora tenha sido forçado a ser, qualquer metralhamento da figura hedionda de Ratzinger. Ratzinger, para mim, não tem qualquer densidade, nem sequer autonomia: é, será, tornar-se-á, com o tempo, em mais um daqueles da longa listagem dos castradores do pensamento e dos censores da felicidade alheia. Foi um canalha de outra época, imposto, pela sua vaidade, ao nosso tempo, e bons estragos causou. A sua eterna cobardia não o quis fazer ficar associado à III Guerra do Golfo, mas ficará associado, pela ausência.
As nossas contas estão ajustadas, porque se vai embora, e não vai durar muito. Terá longas sessões de playstation com Satanás, mas não estarei lá para ver, porque detesto jogos de consola: sou dos clássicos, estagnei no xadrez, ou, mais propriamente, no xadrez do tempo. E, porque Ratzinger não me interessa de qualquer perspetiva, exceto a de ter consumido vários anos da minha vida a suportar o seu mofo, gostaria de abordar a metacronologia em que ele se insere, e o padrão anómalo, de Fim da História, em que, durante algum tempo perorou, e vamos já ao tema.
Neste tempo demente, viciado pela aporia do Final dos Tempos, assistiu-se a um dos fenómenos mais extraordinários da História Humana: ao contrário do Egito, entre muitas culturas, que praticou a mumificação post mortem, o doentio Ocidente Contemporâneo avançou para uma fórmula ainda mais excêntrica e decadente, a da mumificação em vida.
Num mundo dominado pela permanente mentira, e pela ignorância, aos jatos, que brota dos jornais e televisões, fez-se crer, ao grande público, que estávamos em velocidade de cruzeiro de duas das maiores falácias de sempre: o Mito da Eterna Juventude, e o Mito da Eternidade.
O mandamento passou a ser: não morrerás. A principal consequência desta persistência das múmias foi a instalação de um estado crónico de impossibilidade dos mais novos ascenderem a qualquer lugar que fosse da sociedade.
Para quem não perceba do que estou a falar, nunca saberemos se Bin Laden existiu, se terá peregrinado, e e se terá, por fim, sido executado, numa manobra de propaganda, do fantoche Obama. Quem diz Laden tem outros milhares de exemplos: o Fidel, que nunca mais morre, nem a gente almoça; o Chávez, que estar vivo, ou morto, é agora totalmente irrelevante para a retórica dos comentaristas e a histeria das massas; os ditadores da Coreia do Norte, os déspotas Dos Santos e respetivos filhos; os Berlusconis, que já deveriam ter sido varridos da História, a par das perenidades Merkels, e, mais próximo de nós, aqueles dinossauros da corrupção nacional, os autarcas forever and ever, o Alberto João Jardim, o Isaltino, o Valentim, o Pinto da Costa, o Balsemão, esse cancro da Democracia e da Informação, e, ainda abaixo de todos, aquele pavor que pena, em Belém, entre a destruição económica, industrial, agrícola e social, dos anos 80, que agonizou, e protagonizou, e as suas recentes recaídas, no BPN, e na dissolução da identidade nacional, pelas quais enveredou, nos anos 10 do III Milénio, através de si mesmo, da Patrícia, do Montez, do Sócrates e do inenarrável Passos Coelho, e respetivos apêndices, de Angola , da China, e da Goldman Sachs.
Infelizmente, neste desvario da perenidade, do durar para sempre, do insubstituível, do não mexer um músculo, no meio das maiores tempestades éticas, políticas e da própria desvergonha social, podemos encontrar sempre um nível mais baixo, o Relvas, no qual Aristóteles teria encontrado uma epifania do Motor Imóvel, e, mesmo, melhor do que isso, do Motor Inamovível, e esta recente anomalia ético partidária, chamada Franquelim Alves, que é equivalente a ter colocado o Carlos Cruz a dirigir a Casa Pia. Nós gostamos, encolhemos os ombros, e seguimos.
No meio de todo este cortejo, que só me faz lembrar o Baile dos Vampiros, do "Por favor não me mordam o pescoço", de Polansky e da lindíssima Sharon Tate, parece que hoje, finalmente, alguém torceu um pé, o papa nazi e pedófilo Bento XVI.
É pena, porque o cortejo ia muito ajeitadinho, e, de repente, uma das múmias tropeçou, e caiu para o lado. Diz ele que "não aguenta mais". Tem graça, que nós também não, e, agora, que caiu um, esperemos que comecem a cair todos. Se há coisa de que não há falta, no Inferno, consta, é espaço.
Podem ir começando a tirar senha, que a primavera está a chegar, e a Aura Miguel vai ter de encontrar um próximo, talvez mais novo, e preto, para se masturbar.
(Quarteto apostólico, do Ratzinger, nunca devias ter nascido, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", que execra, mas execra, mesmo, o buldogue do Fundamentalismo Cristão)
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sábado, 12 de janeiro de 2013
Summa Theologica - Questão XXVI: "Se existem razões para retirar o "Zico" da lista de abate, e colocar, no lugar dele, o Carlos Moedas, e da natureza transubstancial dessas mesmas razões"
Imagem do Kaos
Uma das formas do multiculturalismo do séc. XXI é o modo como a boca da servidão emprenha, e as diferentes formas de como essa mesma procriação continua a ser uma forma agravada de poluição do Mundo.
Há o Elton John, que faz a coisa às avessas: enquanto o fecundam a ele, há uma fecundada, paga atrás dele, ou nas suas costas, salvo seja, que fica encarregada de fazer o balão que a ausência de ovários nos intestinos lhe não permite a ele.
Há o Cristiano Ronaldo, que, sempre que sai da autocontemplação dos espelhos da clínica cara, onde a mãe da Infanta Leonor estica as pregas da anorexia, se vira para a barriga de aluguer, e lhe diz "vê lá se despachas isso, seguido de um "fuck you", com sotaque provinciano de balneário do Machico", e, finalmente, há Assunção Cristas, que cumpre o ato à maneira tradicional, com um "clap, clap" frontal, entre "ai, jesuses", com conta peso e medida, a dar razão ao saudoso Roland Barthes, que, nas suas "Mitologias" relembrava que, por mais ilustre que a fêmea fosse, não chegava ao limiar da dignidade humana enquanto não cumprisse a vassalagem procriadora.
No meio disto tudo, sem se saber bem como, aparece o "Zico", um cão proveta, daqueles que são enchidos de anfetaminas e estimulantes, e postos a correr, naquelas passadeiras rolantes, para queimar gorduras, e, depois, fechado numa cela, sem luz, nem comida, durante uma semana, para sair de lá, cego de instintos, e comer uma perna à primeira criança que lhe apareça à frente. A criança é qualquer uma, mas poderia ser melhor do que isso, se tivesse sido concebida de uma barriga de aluguer, a 1 000 000 €, do volátil e fútil CR7.
Teve azar, e não era, pelo que o português de Lineu, criado na superescola do Relvas, e nas claques de subúrbio da Lusófona, imediatamente lançou, "online", uma petição para o não abate do Zico (!).
Se a criança viesse da barriga de aluguer do CR7, certamente a petição seria de sinal inverso, e até eu assinaria. Todavia, como defendo que a tolerância é um dos valores da sociedade madura, suponho que a petição síntese, tal Hegel a ensinaria, após uma saudável dialética, seria lançar uma terceira petição, a favor do abate de todos os que assinaram a petição contra o abate do "Zico".
O cão era sereno, e só teve um repente, de repente, ao fim de oito anos. No caso do Renato Seabra, teve de esperar vinte.
Parecendo que não, a questão é metassocial, e algo transcendente, já que nos obriga a repensar o papel do cão nas relações entre raças, e o papel das raças, nas relações entre cães.
No princípio, quando o verbo ainda era verbo, e não aqueles gesticulares neuróticos do Professor Marcelo, o cão surgiu como o aliado das caçadas do humano livre: partilhavam a presa, e a mediação fazia- se pelo afeto. Foram ficando, e criaram uma das mais longas alianças da história da humanidade.
Falha de mais etapas de progresso, essa aliança enveredou agora pela narrativa da desumanidade: assim como os laços humanos se foram convertendo em arenas de genocídio, desprezo de valores e de um vale tudo sem limites, o cão passou de aliado a aliado da agressão do direito de existir do próximo, a chamada lei do cão mais forte, onde o cão que era dono prolongou o seu braço secular nas mesmas fauces com que o seu cão sem fronteiras decidiu erguer cortinas de ferro na proximidade dos afetos humanos.
Fui, durante muito tempo, amigo de um leão da Rodésia, um dos extremos desta perversidade de contacto homem/animal, mas, na verdade, apesar do convívio, ele, aliás, uma ela, nunca passou de leoa da Rodésia, e eu de um nefelibata, paciente da sua presença.
Se há hipóstase da lei da selva, os nossos tempos primitivos espelham-se no modo em como o nosso mais antigo aliado se converteu no mais recente risco para a segurança do nosso semelhante. Como se sabe, tem-se hoje um cão, não para pôr onde faz falta, mas para pôr onde faz vista, ironizando o nosso saudoso Sérgio, e descarta-se depois o bicho com a mesma ligeireza com que as goyescas portuguesas calçam aqueles matacões de 20 cm, para imitarem falsas louras, ou, sendo mais direto, falsas putas, à pala de uma falha genética do esplendor brasileiro da fêmea.
Certos cães não existem, hoje, para estar perto de certos donos, mas, para, com a anuência de certos donos, obrigarem certos vizinhos a confinarem-se a fronteiras de mau convívio e quarteirões envenenados.
O fenómeno nada tem de novo, exceto o ter chegado cá com as décadas de atraso do costume. Brevemente, haverá um suplemento pseudo assético, do "Expresso", a tratar do assunto, num tom desgastado de alguma hemeroteca de um jornal de "banlieu" de Chartres, ou Berlim, e a inevitável análise estatística de mais uma manifestação de crescente estupidez humana.
Novidade, novidade, talvez só esta disputa entre o cão e a criança, uma forma fulgurante de mostrar como a impiedade das lotarias, o palco das lutas assassinas, e o despudor das correntes de opinião, que, realmente nos regem, mas, outra vez, hegelianamente, a nossa sociedade contornou o problema, empurrando-o para cima, e colocando, só à laia de exemplo, cães, capazes de fazerem o que o Zico fez à criança, nas bancadas da Assembleia "Nacional", onde pulula todo o crime que a imunidade parlamentar consiga apadrinhar.
Pessoalmente, acho que seria tempo de lançar ainda uma outra petição sobre a anterior, onde o "Zico", os donos do "Zico", os amigos do "Zico", os peticionários pelo "Zico", e os cães de crianças, na forma de parlamentados, travestidos de formas de Não "Zico", fossem todos para abate.
Eventualmente, estarão a perguntar-me onde cola o nome do Carlos Moedas no meio desta verborreia, o que, meus caros watsons, é relativamente elementar: o "Zico" arrancou um bocado de carne à criança; o Carlos Moedas é vultuosamente pago, pela Goldman Sachs e associações criminosas afins, para nos tentar arrancar a carne toda.
Suponho que, para marcar coerência nas suas manifestações de civismo, os apoiantes do "Zico" devessem lançar agora uma petição mais vasta, para impedir que o Carlos Moedas, cuja segurança está seriamente em risco, fosse abatido.
Pode ficar a ideia. É uma ideia. E uma ideia é uma ideia, uma ideia, uma ideia, uma ideia...
(Quarteto do "Zico", devias mas era ter arrancado as carótidas ao traidor da Pátria, Carlos Moedas..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal, no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
domingo, 9 de dezembro de 2012
O medinacarreirismo, como forma generalizada da Casa Lusitana dos Segredos
Há os medinas carreiras que fazem de medinas carreiras, há
as carreiras de medina, e os medinas que não são de carreira, mas tanto lhes
faz.
a frase não faz sentido, mas também não era para fazer, já
que o non sense, desde o solnado, tomou conta das rédeas do estado,
e fartou-se de nomear assessores.
o estado, presentemente, é uma forma de estar, de certo
modo, medinamente, não estando, já que tudo o que sobra se lhe encavalita às
costas e faz carreira, usando nomes de código.
numa segunda taxinomia, de manuel vilarinho, ou de vale e
azevedo -- desculpem-me se troquei a autoria, mas sou bastante mau em contas,
e, sobretudo, no pensamento filosófico português, contemporâneo -- há os
medinacarreiristas, ou que já foram, e os que nunca serão, sendo que as duas
primeiras espécies acabarão, mais tarde ou mais cedo, por devorar a última. posta a coisa assim,
simplificou-se a grelha organizativa, dividindo a carneirada entre os
carreiristas e os carteiristas, o que, para a semântica paleolítica, e a
foneologia elementar, nos atira a diferença entre um medina e um carteirista,
algures para uma rótica,
que, foi por crase, ilibada no bolso
de um qualquer "tê". não sendo o problema fonético, mas de justiça,
por aquele enorme esforço histórico que as freguesias, ou lá o que é isso,
fizeram, por exemplo, para evitar que mértola degenerasse em mérdola, e na sua
prima, merda, o vilarinhismo, corrente filosófica só comparável com o
saudosismo, é a derradeira fronteira que nos impede de nos tornarmos ladrões
uns dos outros.
acontece que o projeto europeu, cujo óscar, ou nóbele, ou lá que merda é essa, o cherne foi buscar a oslo, possivelmente para o enfiar diretamente em mais uma das suas contas cifradas do dinheiro, monte branco, dos submarinos da ferrostal, foi o abater fronteiras, culminando em schengen, que, ao permitir a livre circulação, nos tornou, de facto, de fato, e de direito em carteiristas uns dos outros, como carreira, em cada medina, que, em árabe, quer dizer "cidade". vai daí que, nos campos, só atacam agora os sobrinhos e os filhos que vão roubar a mãe gagá, e os pedófilos, que montam seminários, para montarem, aos 11 anos, futuros padres, que também serão pedófilos, na tradição inaugurada pelo representante do senhor santo deus na terra, benedito xvi, ratzinger, padroeiro desssa coisa toda.
o que de glorioso teve esta porcaria toda foram duas ou três coisas, qual delas, cada qual, mais divertida do que a anterior: o "sol", que adora essas escandaleiras, porque sabe que, se não são verdadeiras, até podiam ser, escarrapachou logo com a cara da virgem dos azeites, o senhor medina carreira, que foi ministro de um governo que já ninguém se lembra se, sequer existiu, ou está na fila daqueles carros com matrícula anterior ao ano tantos de tal, que já não podem circular no coração da capital, e pôs-lhe o rótulo em baixo de que era "suspeito". ora acontece que, para mim, o homenzinho é suspeito há muito tempo, porque num país que se tornou numa bandeira de conveniência dos tráficos angolanos, chineses, venezuelanos, turcos, chineses, moldavos, colombianos, de gog e magog e todas as nações da terra, não é concebível que mantenha um trono, em permanência, para profetizar a desgraça.
o medina, a falar, faz-me sempre lembrar aquele cordão humano, de afeto, ou lá que porra era essa, que as mães de bigode de cantanhede fizeram, quando o estripador matou, depois de torturar, durante quatro horas, uma célebre bicha do panorama da má língua lusitana. o padre veio, deve ter vindo o vizinho que o "estreou", em criança, vieram os primos e todas as odílias pereirinhas do quintal. enquanto estavam na reza, "consta-se de que" uns malfeitores aproveitaram para assaltar, vilanagem, as casas daqueles cabrestos todos que oravam. só se perderam as casas que não foram pilhadas, como o tempo depois confirmou.
o medina carreira é exatamente a mesma coisa: enquanto as senhoras da classe média baixa o estão avidamente a ouvir dizer que isto está mau -- parece aquele porteiro do sahara a quem o alentejano perguntou "aqui nunca chove, pois não?..." -- o resto dos carteiristas continua em plena atividade, descarregando o ópio da mafia chinesa, a "branca" dos turcos, ou transformando os ruis pedros deste mundo em partes de órgãos valiosos, depois de terem perdido o interesse dos seus 11 anos, para o misterioso silêncio pedófilo do vale do ave. quando as senhoras voltam à realidade, com a transpiração da emoção a molhar-lhes o buço, já "the business" teve um empurrão dos grandes, e portugal plataformou mais umas dígitos de crescimento da paralela.
o ar do medina carreira, a ser entrevistado, era fabuloso. como toda a gente sabe, do que ele gosta é de festas, ele e todos os frequentadores da "pastelaria cister", com exclusão do ricardo salgado, que é muito mais “”low profile” em negócios, e se prefere apartar das escandaleiras do ex ministro de um governo que tanto pode ter, como não ter, existido, e, aqui, entramos já no domínio da pura mecânica quântica.
pelo princípio de Heisenberg, como toda a gente, com um
mínimo de cultura teresa guilhermista, não é possível saber, simultaneamente, a
posição de um carteirista, nem a velocidade com que ele se esgueira da justiça, a
não ser que seja um medina carreirista, ou um miguel judicista, o que lhe dá imediatamente o estatuto
de poder ser ele, um nome de código por ele, ou “ambas as duas coisas”, como reza a indeterminação subatómica. vou ser
generoso, e acreditar, já que o homenzinho estava com um ar de quem tinha sido
realmente apanhado de surpresa, que até fosse o nome de código utilizado por
todos aqueles, que ano após ano, nos chamam de palhaços, e devem gozar à brava,
de cada vez que o medina vai fazer de virgem indignada, melhor, de cada vez que
o medina é pago por eles para ir fazer o papel de virgem indignada nos horários
pobres..., perdão, nobres, dos órgãos de intoxicação social. se eu fosse maldoso,
iria dizer que ele fez muito bem o seu papel, como o carlos cruz e o dias loureiro
e o duarte lima, quando renegaram, cada um, jesus, no seu específico monte
das oliveiras, olivasport, sa. melhor do que eles, só as babas de camelo da judite
de sousa, de cada vez que o professor marcelo vai, horas atrás de horas, dançar
o lago dos cisnes com as suas mãozitas de punheteiro do guincho. os outros,
vocês também já conhecem, mas só para chatear, lá os despejo outra vez, a
tinhosa pintada de louro, do eixo do sistema, os fedorentos, e todos aqueles
que recebem chorudos salários para o idiota de lineu português acreditar que o
sistema permitiria ter verdadeiros escapes, em direto, se isso realmente o
afetasse.
isso seria, para usar uma imagem que todos compreenderão, o mesmo
que ter uma tribuna, na rádio angola, onde um medina carreirista qualquer se
entretivesse com contar todos os crimes da quinta dinastia de Portugal, a casa
dos santos.
a tese dos nomes de código, todavia, não se esgota aqui, já que
abre um espantoso precedente jurídico, para forjar novos alibis e inocências: o pinóquio”, do freeport, afinal, era o nome de código para se referirem a jorge
sampaio, amigo do aldrabão da ren, o penedos, que era um homem sério, limpo e honrado, como o armando vara. vale e azevedo é o nome de código que a mafia do futebol usa, para se referir
ao patrão, pinto da costa, e, quando diziam “carlos cruz”, era uma maneira de
esconder a verdadeira culpada, a sinistra marluce, que adorava esfregar o pessegueiro abaixo dos 10
anos. isaltino de morais é o nome de código daqueles gajos dos colégios
particulares, o calvet e família, que, pela típica mãozinha da favela ps, se
instalaram, como sucateiros, por toda a parte, num esclavagismo docente, pago
pelo erário do contribuinte, e valentim loureiro o nome de código de frank carlucci, naquelas iras de falta de cacete de rapaz lusitano. leonor beleza é o nome de código para quem infetou
os hemofílicos, já que a culpada não era ela, mas a mãe, que achava que o
plasma era uma coisa demasiado cara para deitar fora, num país que já estava à
espera da troika há 20 anos, quando cavaco deu,
007, ordem para roubar,
e paulo
portas é o nome de código para o escroque dos submarinos, chamado durão
barroso, e, mais grave do que isso tudo, quando vos estão a vender troikas, estais a engolir goldmann sachs, bilderbergs, maçonarias, opus dei, pedofilias, chinas, angolas e cartéis da droga colombianos e venezuelanos.
Como estamos na casa dos segredos, o segredo de cada um
deles é que quando aparece o nome dele nunca é ele, mas o vizinho do lado, já
que comem, ou comeram, todos da mesma panela.
eu sei que, nesta altura, já deverão estar incomodados, mas
como parece que a imaginação os leva a trocar de nomes consoante os casos, o
melhor, porque a prudência é virtude cristã, o melhor é mesmo, já que usam os
nomes uns dos outros, para se escaparem pelas frestas do regabofe nacional, dar
ordem de prisão a todos, no tal dia de que todos estamos ansiosamente à espera.
(quarteto do ai, minha nossa senhora, que era o eurico de melo que estava à porta
da casa de elvas, e enganaram-se e deram-lhe o nome de código de dona gertrudes,
no “arrebenta-sol”, no “democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “thebraganza mothers”)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Os estivadores do nosso descontentamento
Imagem do Kaos, e dedicado ao Miguel, que já percebeu que a glória dos artistas, por vezes, tem mesmo de sair à rua
Há um postulado da Política que diz que Aníbal de Boliqueime só abre a boca em quatro circunstâncias: quando vai ao dentista, ver em que estado estão as suas presas algarvias; quando abre as fauces, para dizer ao jornalista que nunca lê jornais, enquanto estiver a morfar bolo rei; quando tem os seus célebres ataques, devido à degenerescência neurológica, ou quando as moscas, cansadas de entrar, o deixam entregue ao disparate.
Vamos ser claros: constitucionalmente, os governos caem na Assembleia da República, por dissidências de maioria, ou por motivos de força maior, que requerem a intervenção do Presidente da República, uma figura que, desde 2005 -- vai para 10 anos, o tempo passa... -- em que Aníbal de Boliqueime sentou as suas ceroulas nojentas em Belém, e, desde então, como se diz em linguagem vaticana, estivemos em situação de sede vacante, ou seja, o cadeirão existe, mas está vazio, ou ocupado pela sombra de um espantalho.
Se, para a História, o período em que Cavaco Silva foi absolutíssimo primeiro ministro de Portugal -- The Great Portuguese Disaster, de 1985 a 1995 -- é hoje fácil de narrar, já que correspondeu a um época em que se governava com a abundância de três orçamentos, o de Estado, o das privatizações e o da inesgotável fonte dos Fundos Estruturais, e em que o aleijão aproveitou para destruir a Agricultura, as Pescas, a Indústria, a solidariedade social, o sistema de ensino, a rede ferroviária, os estaleiros, os portos, e muitas coisas que já se me varreram da memória, já o período de 2005 a 2012 é infinitamente mais penoso, já que se assemelha ao "jamé" de um deserto da Margem Sul.
Durante esse período, o miserável fruto do Poço de Boliqueime teve poderes para desautorizar um mafioso, a soldo da Maçonaria, da Goldman Sachs e do clube do crime de Bilderberg, que dançava, como uma borboleta, sobre as centésimas dos desequilíbrios do Orçamento de Estado. Estamos, tecnicamente, a falar de Vítor Constâncio, o primeiríssimo filho da puta da minha lista daqueles que teríamos de pendurar pelos pés, para regenerar Portugal. Podia tê-lo posto fora, e não pôs.
O consulado de Sócrates foi penoso: foi uma anomalia do delírio das bichas de fato Armani, que a minha querida Koki insiste em ser um perverso que adorava mulheres dominadoras, mas lhe garanto eu que do que ele gosta é de peitos peludos. A Fava sabe-o, e bem lhe custou o candeeiro com que lhe partiu um braço, quando o apanhou na cama num blowjob for the boy, que, juro, não sei quem foi, mas a listagem era longa. A sexualidade, como se sabe, não é critério de determinação pessoal, bem pelo contrário, pode ser meritória, como no caso do Portas, que continuou a fazer tudo o que sempre fez, apesar dos cargos ministeriais, nem de exclusão política, mas, quando o político mente em tudo, é justo que lhe digamos que também está a mentir na sua sexualidade, e Sócrates sempre esteve: foi uma rapsódia em Câncio, também conhecida por um americano na Defesa, e um venezuelano na cama. Orou-se nos altares de Jeová, e nunca a família foi tão importante, com tanto primo, meio primo, semi primo, tio, semi tio, meio tio, e tio daqueles de pegar de empurrão (Um dos meus textos mais gloriosos, o "Simão das Braguilhas", dedicado à Eva). Metade da família vivia no Héron Castilho, e a outra em "offshores". Foi o império da "Independente", do Vara, da Felgueiras, do Figo, dos transbordos semanais, a 500 €, das bordas da Inês de Medeiros, de Lisboa para Paris, e vice versa, da nacionalização do BPN, da fuga do Constâncio e da invenção da "Troika", entre outras. O Aníbal podia tê-lo posto fora, e não pôs.
Como se sabe, o Aníbal adora vacas, talvez por carência de ter uma beata em casa, e nunca deveria ter deixado essa mundividência, para ir conspurcar os jardins da Presidência, que tão lindas árvores tem -- um dos pinheiros está doente, e juro que essa é um das minhas grandes preocupações do momento, porque se deus levar o Cavaco, nada se perde, mas muito se perderá se aquela árvore fantástica perecer. Rezem por ela. A História, todavia, ou a roda do infortúnio, enfiou-nos lá essa aventesma, para nos assombrar alguns dos anos mais sinistros de Portugal, os do tempo corrente. Teve os escândalos do Relvas, as empresas fantasmas do Passos, os tumultos de rua, os negócios obscuros dos submarinos, os 23 cm do André Wilson da Luz Viola, os crimes do Dias Loureiro, os assassinatos do Duarte Lima, os estripamentos do seu mandatário para a juventude, Renato Seabra. Podia ter demitido essa escumalha toda, e não o fez.
Exceto as balelas, as banalidades, as redundâncias, os espasmos, os babares de queixada, os discursos vazios, enquanto as mulheres de Portugal gritam que têm fome, as inaugurações paroquiais, as intervenções salazarentas, de um gajo que nunca percebeu que estamos no séc. XXI, Cavaco tem tido, e, felizmente, as goelas fechadas, tirando estes últimos dias, nos quais incluo o de hoje, em que voltou a abrir a gorja, para despejar um chorrilho de disparates.
Todos os que com ele conviveram, referem um ser cobarde, cujas mãos não se podem apertar, dada a permanente transpiração do Medo.
Arrastou-se, coisa de que nem Salazar precisou, numa viatura blindada.
Vive rodeado de seguranças, que são a fonte de afrontamentos da Senhora de Mota Amaral, e uma das raras coisas que ainda a mantém viva.
A Maria, essa nódoa do sexo feminino, no tempo em que fingia que dava aulas no Ano Zero da Católica, tinha a sala sempre cheia de polícias (!), não fosse alguém lembrar-se de agarrar nela, e fazer galinha de cabidela, coitada, que nem um tiro de misericórdia, sequer, merece.
A verdade é que Cavaco recomeçou a falar, por uma razão muito simples: está com MEDO, um MEDO terrível do que aí vem, porque já lhe devem ter assoprado aos ouvidos que a paciência dos povos, não é, como o Mar Oceano, infinita, e que está a dar sinais de que chegou ao fim. Se é certo que há alguns que já têm, antes dele, a senha tirada para a limpeza que se anuncia, caso do Relvas, do agente do Relvas, o Coelho, o Aníbal também está na linha da frente, digamos, entre os dez primeiros lugares do Dia da Limpeza.
Há uns anos, no tempo em que Cavaco destruía Portugal, como primeiro ministro, em Gdansk, os estivadores dos portos, com o valeroso Lech Walesa, tiravam o tapete à decadente ditadura polaca. Foi o pontapé de arranque da queda do corrupto Oriente Europeu.
Em Portugal, consta que são 400.
Acho que é mentira, e mais serão.
400 homens, contudo, dos tatuados, na casa dos 30, já capazes de grandes encavadelas na Clara Pinto Correia -- bons tempos com os Alemães, da Base de Beja, filha, não era?..., agora só Chineses, picha pequena e tráfico de tudo... -- daquelas de porem as trompas de falópio a ecoar a "Sinfonia Alpina", de Strauss; daqueles capazes de agarrar num dos seguranças do Coelho de Massamá, o inconsolável viuvinho da arrebentada Padinha; daqueles capazes de pegarem na Assunção Esteves, a Suricata da Assembleia "Nacional", e a enfiarem na sanita, de onde nunca deveria ter saído, de agarrarem no Relvas, e o enviarem, na forma de hamburguer, para Luanda, e empandeirarem os criminosos da Goldman Sachs, Borges, Moedas e Gaspar, enfim, a listagem do costume, 400 homens são, como em Roma, o suficiente para assegurar uma Guarda Pretoriana.
Quando o Imperador já não serve, sacam da espada, e separam-lhe a cabeça do corpo.
S.P.Q.R., o Senado e o Povo de Roma vos saúdam, melhor, estão ÁVIDOS da vossa chegada :-)
(Quarteto de Calígula anda por aí, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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sábado, 1 de dezembro de 2012
O Manifesto anti Santas
Imagem do Kaos
A notícia do dia é, claramente, um sério aviso que a Comissão para a Proteção da Família lança para todos os lares de Portugal: as mães, sérias, limpas e honradas, mesmo debaixo da forte pressão para equilibrarem os periclitantes orçamentos familiares, não devem, doravante, vender o cu dos filhos a bichas velhas, não vá o Novo Mundo renatosseabrá-los num tribunal qualquer, não controlado pelo lava-mais-branco da Cândida Almeida.
Deixo apenas uma saudação à noiva de Rikers Island, com os sinceros desejos de que, doravante, nunca lhe apareçam ovários na cloaca, porque já há gente a mais no Mundo...
Que as salsichas lhe sejam leves.
A segunda notícia do dia já é da véspera, como certos bolos, que refletem o estado de decadência das pastelarias, e atem-se a um certo manifesto, assinado por um certo número de "personalidades", cuja finalidade era pedir ao "Presidente da República", para demitir o Governo.
Quer o manifesto, quer o contexto, pecam por vícios de forma, que, caso não se lembrem, passarei a explicitar.
O primeiro, rançoso, e cansativo, é o de continuar a haver gente, em Portugal, que usa a expressão "Presidente da República", o que é um eufemismo, para dizerem que há um saloio, das brenhas de Boliqueime, patriarca de uma multidão de crimes de todo o género, que nos arrastaram para o presente estado de declínio, e que não deve ser tratado por "presidente da República", para não ofender o cargo, mas pelo nome próprio: trata-se do cidadão Aníbal Cavaco Silva, um dos maiores canalhas da Democracia Portuguesa, e responsável pela destruição de um povo com quase 900 anos de História, em todas as frentes em que um povo pode ser destruído, pela condenação ao atraso cultural, pela irrelevância no patamar das sociedades suas contemporâneas, pela miséria, pela deserção dos campos, das indústrias e dos serviços, e pela ruína das cidades, pela instalação de um sistema de compadrio, que impede o exercício e a execução das leis do Estado, pelo compadrio, pelos mais espantosos calotes financeiros, pela sucessão de escândalos, pelo medalhar, nominal, de todo o tipo de crimes concebíveis, da escumalha de que se rodeou, ladrões, assassinos, diretos e por negligência, estripadores, caloteiros, escroques e bestas quadradas.
Os homens que fizeram o 1º de dezembro, cujo sabor amargo foi libertar-nos de España, para nos entregar a Portugal, não teriam hesitado em atirar esse tal de Aníbal, mais a pantomineira com que se casou, mais a prole e o Montez, que trafica tudo, nas pluribas formas, pela janela. Os netos ainda poderiam ser entregues a uma instituição de reeducação, já que se avizinha que o pior ainda esteja para vir.
Este é o primeiro vício de forma, e continuarei a repeti-lo, até que o teclado me doa, já que faço parte dos 90% de cidadãos que nunca votaram nesse tal de Aníbal, para essa tal de "Presidência da República", mas vamos ao tal manifesto, que é o que me traz aqui.
Não o li, de maneira que, como sempre, estou à vontade para o arrasar completamente.
Parece que quer que o Governo se vá embora, na forma de abaixo assinado, e isso é uma forma tão válida, como qualquer outra, para que se vá mesmo, conquanto... vá. O problema é que não vai, já que quem o pode pôr fora, excluída a Anomalia de Boliqueime, é a multidão crescente, que, semana após semana, lhe vem dizer que a Maioria está na rua, e está.
Sendo "abaixo assinado", pelo étimo, pressupõe assinaturas, e eu, que não li o texto, tive algum tempo para me deter nas assinaturas.
A primeira é a de Mário Soares, que, por razões sentimentais, não vou arrasar aqui. Limitar-me-ei a dizer que se serviu bem de tudo quanto havia para se servir, com a cláusula de grandeza e salvaguarda que foi o único político português com escala e visibilidade mundial que se produziu, depois do 25 de abril. Bom ou mau, foi o que tivémos, e agora já não dá para corrigir a História, portanto, não choremos sobre leite derramado.
A reboque desta assinatura de Soares vem um enorme cortejo de parasitas, que eu dividiria entre os parasitas de sempre e os parasitas involuntários, na forma de incautos: aqueles que assinam depois, sem antes terem visto as assinaturas que vinham antes da sua, e os que já contam, à cabeça com esses ceguinhos, para os usarem como lastro, nas alianças do costume. É uma certa gente que se alia sempre, quando há um certo tipo de eventos, no qual quer passar por... santa.
Usando linguagem de Oceanário, quanto mais velho for o tubarão, maior deve ser o número de rémoras que o acompanha, e assim resumo eu o Dr. Soares.
E agora esperem um bocadinho, que vou buscar o mata moscas, para tratar do resto do assunto...
Bem, vejamos então o que é que a Pilar del Rio, essa rameira de Lanzarote, que viveu de um cadáver vivo, e de fugas de impostos de Portugal para España, e de España para Portugal, ou lá como foi, e agora insiste em viver de um cadáver morto, tem a ver com a demissão de um Governo Português, seja lá ele qual for?... Não tem nada, e bastava saber que havia o rabisco dessa lambisgóia em qualquer papel que o valesse, para qualquer Português decente imediatamente perceber o que aquilo era, e dar de frosques. Ela que pague a luz e se vá embora, que bem nos basta termos o país cheios de chulos machos.
O resto não é melhor: o João Cutileiro, um que viveu pendurado nos dinheiros das autarquias, para semear, como os pombos, em cada rotunda e jardim deste país, cada uma das boas/más bostas que lhe saíam do atelier. Felizmente que os Portugueses são cegos -- nem todos -- e não percebem que aquilo são meros toscos de mármore, a quem o chupista chama "Arte", e põe preço alto, na etiqueta, já que o contribuinte paga tudo. Gostaria de que o senhor Gaspar, o sonâmbulo, que é tão bom em contas, nos apresentasse a fatura global da merda "escultórica" com que o Cutileiro infestou este país. Acho que cairíamos todos para o lado.
Segue-se a Inês de Medeiros, que os Portugueses, só se tiverem memória curta, já terão esquecido ser uma das gajas mais tacanhas de Portugal, que ainda tentou o golpe do curso, na Universidade Nova, mas saiu de lá carimbada como "estúpida". Custava-nos todas as semanas 500€ de avião, para ir para Paris visitar a "família", coisa que as más línguas, também conhecidas por línguas geralmente bem informadas, traduziam ser 500€ gastos toda as semanas, para ir ter com a gaja que lhe passava a pano de chão a língua pelos grandes lábios. Uma assinatura notável, no Manifesto, e, para não vir sozinha, trouxe a irmã...
Vem o Ferro Rodrigues, uma figura cuja ética é estrutural. Dizem que assina por ele e pelo Pedroso, que o "levou para as vidas", embora os incautos pensem que foi o contrário. Só falta a assinatura do "Gastão", que deve estar demasiado vesgo, para pôr uma patada de tinta, no lugar da cruz, que não é do Carlos, mas mesmo de pata de cão.
O Manuel de dia, Maria, de noite, Carrilho, é um pouco como a Maddie, por onde passa, fica sempre um odor de cadáver, e mais não digo.
Perfumou o manifesto...
Gosto imenso da Inês Pedrosa, que foi uma invenção do Arquiteto Saraiva, por ser uma das herdeiras do Império Feteira, aquele que se resumiu à morte da Dona Rosalina, perpetrada pelo Duarte Lima, com a sua cabeleira de "Giselle". É espantoso como é que, não se escrevendo, se consegue ir ganhando fama crescente de escritora, mas a Lídia Jorge, que chegou ao mesmo patamar, uns anos antes, pela porta de levar porrada de um capitão de abril, deve explicar melhor do que a outra. Às tantas, nenhuma delas sabe como chegou onde chegou, mas eu explico: típicas causas naturais portuguesas.
Devem querer o Governo na rua, por que o Relvas as não lê, mas eu também não leio, e isso deve ser a única coisa que eu tenho em comum com o Relvas...
Do Rosas é melhor eu não falar, porque é vingativo, como o Carrilho. Pronto, juro que não trago para aqui o tema clássico dos informadores da PIDE...
O meu amigo Letria resolveu trazer o filho, mas fica só o simpático recado de que há um momento em que se tem de perceber que as coisas mudaram, e que o Mundo já não é feito dos infinitos pores do sol do Cairo, por mais que a eterna medíocre Clara Ferreira Alves aponha a sua cruz -- é mesmo cruz, no caso dela... -- no final do manifesto.
(Aproveito, embora execre a criatura, para fazer aqui uma ressalva, que vem de fonte fidedigna, do meu caro amigo Leitão Ramos: os célebres textos que circulam na Net, onde ela crucifica o padrinho de Nafarros, Soares, são FALSOS. Ela NUNCA os escreveu, mas são uma vingança de um engraçadinho do senso comum que, já que a mulherzinha é nula a alinhavar linhas, se lhe apoderou das misérias estilísticas, e lhe encheu os chouriços com carne que nunca usaria. Fica aqui esta nota, já que, embora a considere detestável, nula e inenarrável, alguém, com algum peso na escrita, teria de vir fazer este reparo. Repito: os textos não são dela. Fica feito, e acho que fiz o meu dever.)
O António Reis e a Maria Belo trazem a Maçonaria macho e fêmea, o que é bonito, até por que, para não haver discriminação sexual, também temos a Maçonaria bicha e fufa, nuns nomes que estão na lista, mas não vou dizer quem são, para não me acusarem de sexismo...
Faltam, e é uma falha, as assinaturas da Fernanda Câncio, Armando Vara, de Mourinho, Renato Seabra, Pinto da Costa e Dias Loureiro.
O pior é que tenho de dizer que já estou farto da lista: também lá estão o arquiteto do regime, o das casas de banho viradas para fora, o Siza, e o Eduardo Lourenço, das sardinheiras, e até o meu primo Armando, para não variar; a Teresa Pizarro Beleza, que não deve ter nada a ver com o Gang dos Belezas, que embelezou o primeiro Cavaquistão, e vou cessar a enumeração, não sem antes deixar aqui um carinho, muito pessoal, muito cheio de afeto, para o João Galamba, que, se o Seguro chegasse ao Governo -- isola, isola, isola!... -- ia direitinho para Secretário de Estado, num primeiro arranque, e Ministro, num segundo. O seu segredo, para quem não saiba, é um elementar watson: é o protegido doutoral do João Constâncio, filho do filho da puta do Vítor Constâncio, pelo que, quando ambos procriarem, com a gaja drogada que o acompanha, a ver, desse bater pratos vai sair uma coisa pior do que a semente do Diabo, do Polanski. Depois, não digam que não avisei...
É tão só uma farta fatia do Sistema, ansiosamente à espera de apear outra, para ocupar o seu lugar, com uns ingénuos enfiados pelo meio.
É tão só uma farta fatia do Sistema, ansiosamente à espera de apear outra, para ocupar o seu lugar, com uns ingénuos enfiados pelo meio.
Chega, não chega?... Então, vamos à sobremesa.
Esta lista é tétrica, mas há uma ainda mais tétrica, que eu peço aos meus caros amigos Anonymous e Lulzsec que nos deem, como prenda da Restauração, como o maior segredo do Portugal contemporâneo: a listagem, completa, dos acionistas privados do BPN, também conhecidos pelos filhos da puta que empurraram o Sócrates para nacionalizar o banquinho, e nós ficarmos a pagar, eternamente, o maior calote da História.
Nunca tinham pensado nisso, pois não, mas pensam agora. como deverão imaginar, nenhum dos signatários do célebre manifesto poderia, em circunstância alguma, pertencer a essa outra lista.
Quando a tiverem, podem pôr no "Casa das Aranhas", do meu caro amigo João, que o João agradece e até já está habituado, desde o escaldão da Maçonaria.
Quanto ao Manifesto, estou completamente de acordo, depois de limpo da assinaturas dos penduras: está na altura de a rua demitir o Governo, melhor, demitir o Sistema, melhor, abolir este cancro, a que chamam "Regime", e é uma dramática transgressão do Estado de Direito.
Nesse dia, prometo, eu assino, e creio que vocês também terão um enorme prazer em assinar.
Antes disso... não.
(Quarteto do estou tão farto disto, virgem maria, tão farto..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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O fim do Fim,
O Miguel Relvas mora na Rua da Junqueira,
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Pilar del Rio,
Santas de pau carunchoso
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