Mostrar mensagens com a etiqueta SLN. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta SLN. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pequena fábula de um Espírito Banco, em forma de Caco Vaco Silva







Imagem do "The Braganza Mothers"




Para mim, um leigo da Teoria da Comunicação, incapaz de escrever um texto, ou uma notícia interessante, faz-me impressão, sempre que me debruço sobre as metamorfoses de ovídio, ocorridas na grande parte dos órgãos de comunicação social. Antigamente, creio que antes de os gases da Flandres terem extinguido os ulmeiros na Europa, os órgãos de comunicação se organizavam assim: a primeira página, onde vinha o essencial do local e do global, a segunda, onde a coisa se diluía pelas vizinhanças, e por aí fora, passando pelos lugares da Serenela Andrade, até voltar a culminar numa pequena excentricidade de rodapé, geralmente confinada ao canto inferior direito da última página. Existia, claro, a secção de anúncios, o necrotério, a meteorologia, a zona reservada ao ténis, ao pólo e aos desportos urbanos, e até as declarações em ponto de honra, de cavalheiros mal casados, que não se responsabilizavam pelos atos praticados pelas suas indomáveis bocas da servidão.

Isto parece do Triássico, mas não foi há tanto tempo assim.

Houve, depois, um período, eventualmente o que o Futuro chamará Era da Gangrena, em que se coligou tudo o que existia de pior à face da Terra: um traste apostólico, que vinha das minas da Polónia; um ator de segunda ordem, Reagan, que os Americanos consideram ser o seu melhor presidente de sempre, o que diz muito sobre os Americanos e nada acrescenta a Reagan..., e a Cona de Ferro, uma sopeira, madrasta da SIDA, de baixíssimo nível, que resolveu acabar com o poder dos sindicatos britânicos, e lançar a especulação global e a miséria globais, amparadas pela Senil de Calcutá. Surgiram, então os magnates da Comunicação, dois ou três filhos da puta, que iam inaugurar o novo paradigma, aquele em que uma ficção, acertadamente repetida no sítio adequado, acabava mesmo no "Diário da República", ou terminava em emenda constitucional. É posterior a isto a CNN, em que a coisa se tornou com mais... "glamour", e a Aljazeera, em que o Emir do Qatar se tornou naquilo que é: uma das sombras mais poderosas do Mundo.

Por cá, Cavaco fechava as minas, vendia a Agricultura, desmantelava a Construção Naval e as vias férreas, tornava Portugal numa fronteira de importação, e dava carta branca à ascensão da mediocridade absoluta, estado que se manteve, em piorado, até aos dias de hoje, onde, para chegarmos a uma notícia, temos de suportar uma hora de lixo futebolístico, e, garanto-vos, o sistema primeiro, estranhou-se, depois, entranhou-se, e há hoje uma multidão, que vai até ao horizonte, que pensa que a Realidade são as perninhas de senil do Cristiano Ronaldo, a barriga de aluguer dele, a mãe que o queria ter abortado -- soubesses, tu, senhora, o bem que tinhas feito ao Mundo... -- as férias de paneleiro, na Ilha de Mikonos, e a eterna Irina, que, como Penélope, foi transformada na ficção daquela que espera eternamente pelo seu macho, para, pelo menos uma vez na vida, ver o padeiro. Homero irina..., perdão, Homero iria adorar, embora, na minha ótica, ela devesse, de vez, mudar de padaria, mas isso seria desviar-me da linha deste texto.

A questão dos bancos, por que é essencial que abandonemos esta pequena viagem pelos últimos 30 anos, e nos centremos no âmago desta fábula, passa por ser fulcral que percebamos que o nome do carcinoma da sociedade atual se chama Capitalismo Selvagem, e é uma coisa praticada, com alguma diferença de temperos, entre Wall Street, a City, Cuba, o Dubai, Berlim, Moscovo, Luanda, Pyongiang, Tóquio, Singapura e Pequim, tudo ótimos destinos de férias para quem queira escravizar o seu igual...

Marx, que era um obsoleto, dividia o Mundo em Trabalho e Capital, mal suspeitando ele que viria um dia em que apenas haveria Capital y Capital, bons e maus bancos, ou, parafraseando um dos nossos maiores pensadores contemporâneos, Aníbal de Boliqueime, a Boa e a Má Moeda, ou, ainda, nas minhas palavras de quarta classado de tempos passados, a Péssima e a Inacreditável Moeda.


A Inacreditável Moeda tem algumas singularidades, todas elas arrepiantes: o seu zero, que é o de não existir fisicamente, mas apenas em alucinados e cintilantes dígitos de monitores; a primeira, a de que está em todo o lado; a segunda, que estando em todo o lado, está sempre, predominantemente, nas piores mãos; a terceira, que, para poder existir, tem de minar qualquer (ainda) moeda boa, e tudo o que seja o valor do Trabalho; a quarta, que o faz sempre sem qualquer piedade, desde o extermínio local ao extermínio em massa; a quinta, que já se tornou independente das ideologias e até das religiões; a sexta, que nunca é passível de ser utilizada em qualquer das coisas taxadas como valores, à luz dos antigos parâmetros da Cultura e do Iluminismo; a sétima, que é metastática e tenderá para absorver tudo à sua volta; a oitava, que o seu preço será uma guerra global, sem previsão nem localização.

Estas coisas, todas revistas e somadas, têm depois as suas versões locais: foram, até ontem, um branqueamento de capitais numa das mais gloriosas potências emergentes do Mundo, o Brasil, e pelas mãos de uma bruxa asquerosa, praticante de magia negra e de todo o tipo de prostituições do corpo e da alma, chamada Dilma Rousseff. Passou, e bem, a bola assinada pela sua mãozinha sapuda, para as mãos de Putin, um ex KGB ligado a um país onde, outrora, uma mafia ideológica cobria a mafia dos elos sociais, para agora ficar apenas a teia sinistra, que se estende por todo o lado. Dizem que até o Fidel gosta, e sempre gostou: o fumo dos charutos cria eternas amizades....

Em Portugal, a coisa é mais comezinha, ou nem sei se isso, por que, estando o Regime em agonia, a tal coligação apenas presa pelas chantagens dos passados e presentes sórdidos de Passos Coelho e Paulo Portas; a Oposição inexistente, na forma de um vampirismo do temos-de-despachar-isto-depressa-por-que-há-uma-matilha-privada-de-mama-desde-2011; o país a desintegrar-se por tudo o que é lado, com gente que é incapaz de perceber que a Dívida Pública aumentará até ao infinito, posto que, não existindo Economia, e havendo, por exemplo, um crescente número de desempregados, as verbas do Desemprego crescerão exponencialmente. Felizmente, e aqui volto a citar um dos nossos maiores pensadores da viragem do século, o filósofo Aníbal de Boliqueime, a solução para todos estes males "é esperar que morram", e até lágrimas se me soltam, de tanta sapiência, já que isso se estende à Função Pública e ao Setor Privado, aos Reformados, ao empregados e aos desempregados, aos licenciados e aos não licenciados, aos Doentes e aos Saudáveis, aos homens e às mulheres, enfim, a tudo o que bem quiserem e vos apetecer.

A outra singularidade do momento português é que essa transição entre a Péssima e a Inacreditável Moeda se faz através de "pontes vagais", que tanto podem dar no 10 de junho, como no Natal, como e onde quer que seja.

Nos últimos dias, assistimos a uma "crise vagal" que pode parecer incompreensível, mas é linearmente explicável, se percebermos que o tempo se está a esgotar. Tecnicamente, Cavaco Silva, um criminoso, conseguiu ultrassalarizar Portugal, por exemplo, dando rédea solta a uma coisa que o Vacão, e tinha razão, não queria cá, a Opus Dei, mas o Algarvio enfiou, por todas as portas, por exemplo, na forma do BCP. Quando a Maçonaria de Sócrates atacou o Millennium, ao mesmo tempo que o banco do Cavaquistão se desmoronava, com a cumplicidade de outro, ainda mais criminoso do que Cavaco, chamado Vítor Constâncio, de repente, as sombras pardas que tinham pago, por um preço incalculável, a eleição de Aníbal de Boliqueime para "Presidente" da República, viram-se sem bancos físicos, depois de terem percorrido o BPP, o Banif, aquela coisa sinistra do BPI, com o Santander e o Barclays a fugirem, ou a falirem, enfim, abreviando, o que estava mais a jeito era um banco de família, aliás, o último banco de família, que vinha do "Antigamente". Podia escrever outro texto sobre isso, mas não me apetece: desta vez, ainda mais do que no BPN, foi à descarada, enquanto o Marques "Magoo" Mendes piscava os olhos, por que os calendários eleitorais estão aí, e a situação portuguesa é tecnicamente explosiva. O fenómeno não é único: esta súbita "urgência" dos ratos do Costa Concordia deu em várias frentes, nos solavancos da dieta da Ana Drago, nos abutres que se empoleiraram nos ombros do António Costa (parece que até o Taveira ele conseguiu ressuscitar...) e os gajos do Cavaco, as sombras do Regime, os aflitos que sabem que isto pode mudar imprevistamente de rumo, e têm de arranjar rocha para a sua lapa.

Como se sabe, não há banqueiros santos, exceto o São Balaguer, e aquele Jean-Baptiste Franssu (um Francês chamar-se Franssu é de ir às lágrimas, se não fosse para arrepiar....), chegadinho à Opus Dei, para mostrar que a Santa Sé, na sua longa senda dos seus 2000 anos de contra a natureza, conseguiu agora algo de ainda mais extraordinário, que foi juntar a avidez dos Jesuítas com a fome canibal da "Obra". Nada de diferente seria de esperar de um delirante argentino, e, continuando, como não há banqueiros santos, nada melhor do que pôr as toupeiras sapadoras de informações secretas, para descobrir os podres de Ricardo Salgado, que devem ser muito parecidinhos com os podres de todos os outros da Banca.

O que assistimos foi a qualquer coisa de extraordinário, chapado como "natural", pelo órgãos de intoxicação social, e que foi a tomada de assalto de um banco privado familiar pelo abutres do passos-cavaquismo, que andavam desesperadamente à procura de pouso. O cenário, aliás, é o ideal, por que estando Cavaco Silva naquela permanente e irreversível levitação vagal, ficou, como nos formigueiros, na posição da rainha-mãe: já tem o cu tão gordo que está impossibilitado de se mexer, deixando todo o terreno livre para os obreiros cavaquistas. Na sua memória apagada, ele ainda sonha, enquanto a matilha age.

Este é o derradeiro sobressalto do Cavaquismo.

Eu adorava dar um pontapé nesse formigueiro e acabar já com o assunto e os protagonistas, mas muita gente acharia que eu estou a delirar, e, como se tornou natural, e a coisa até nos foi apresentada como... salvífica, e talvez até seja, poucos devem ter sido os que deram conta de que, com a pressa, o processo ficou todo à vista: foi como se tivessem subitamente aberto a luz num dos quartos escuros das saunas de Bruxelas, frequentados pelo Morais Sarmento, e toda a gente tivesse sido apanhada com "ele" todo entalado... O resultado é evidente, temos o BES-Nosferatu, e agora vão chover "figuras próximas de", para preencher todas as frestas ainda deixadas em aberto. Ah, como estamos em Portugal, também já foi escrito o livro, na Leya, claro -- como eu adorava saber improvisar um livro em cinco dias, mas essas coisas são para os grandes escritores, como o Miguel Sousa Tavares e a Inês Pedrosa... -- e espera-se que venha ainda o melhor, que é a Mariza a recitar passagens desse diário da sordidez, como os outros cantaram Boaventura Sousa Santos (!); A Pilar del Rio, com algum (novo) "inédito" do defunto, a fervilhar nas bordas, e talvez a Joana Vasconcellos a ser subsidiada pelo meu amigo Barreto Xavier, para fazer uma merda temática e caríssima sobre o assunto.

A minha esperança, no fundo, é ver rolar a cabeça do Zeinal Bava e do Granadeiro, mas acho que o que vem aí é ainda pior: para a "OI", por exemplo, creio que não há mensalões grátis, nem Telecoms que durem sempre.

Olhem, acho que não me apetece escrever mais, pode ser, ficam bem assim?...

Então, boas férias :-)




(Quarteto do escândalo a céu aberto, BES, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Os miseráveis Mirós da nossa corrupção






Não há nada mais do que me chateie, do que estar entretido com as minhas coisas, e ser forçado a escrever sobre outras, dado o estado de parvidade geral do país.

Começo pelas minhas, por que nada há de mais divertido do que mandar vir um tetarteron de Andronico I, Comneno -- figura cuja biografia vos recomendo, por divertidíssima -- e o colecionador búlgaro me o fazer chegar escondido dentro de uma disquete (!), das antigas, das quais já nem me lembrava, um pouco como Suetónio ficciona que Cleópatra VII, Philopator (Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ), se fez desenrolar de dentro de um tapete, perante César, o homem de todas as mulheres, e a mulher de todos os homens.

Estão são as minhas coisas, as divertidas, e era entretido com elas que eu estava, até me começar a chatear as orelhas um tema que anda a circular demasiado para o meu gosto, o dos Mirós, com os quais Oliveira e Costa e os seus capangas andaram a gastar o nosso dinheiro, ao ponto de nos levar à Bancarrota, sempre sob o alto patronato do seu patrão, e inspirador, o Vovô Corrupçao, Aníbal Cavaco Silva, cuja amnésia sobre o que fez ao pais, nos Idos de 80 e 90 só é possível neste quintal de analfabetos funcionais, e inaptos para a ação.

Comecemos pelo fim, para ficar esclarecida já a questão: aquelas merdas do Miró são subprodutos de segunda, terceira, e, alguns, mesmo de quarta linha -- se é que são dele -- e que foram comprados, só o demo saberá onde, e aconselhados só satã saberá por quem, embora eu tenha suspeitas sobre os autores, dado que a terra é pequena e a rés conhecida, mas já lá iremos. Personalizando a coisa, e tivesse sido eu o olho estético a aconselhar a compra, ou o selecionar do que é para ficar e partir, diria que se safam, muito à justinha, 5 ou 6 peças, que, com um foco de luz, e um pouco do manto diáfano da fantasia, de que Eça falava, até pareceriam aquelas cinquentonas, já fora de prazo, que ficam na sombra do "Luanda", à espera de que o negrão as rebente por detrás. No passo seguinte, ou seja, sendo ainda mais minucioso na personalização, se me dessem a escolher alguma coisa dali, agarrava em três, mas, desiludam-se, ó, incautos, nunca para os pôr nas paredes das minhas casas, bem antes para ver como me desfaria, o mais rapidamente possível, daquilo, enquanto não se descobrisse que tinham baixo valor.

No processo, tudo está errado: supondo que houve critério, e não foi mesmo pelo adquirir, só para branquear, imagino que os conselheiros da aquisição tenham sido aquelas mesmas luminárias, que rondavam o célebre antro da Fundação Luso Americana, para colocar os amigos, onde o Machete fez tanta merda que os Americanos, que o tinham comprado para substituir um segmento da Arte Portuguesa por um segmento afim de colonização de lixo e tique americanos, o que deu origem à já esquecida, mas então célebre proliferação dos "Pedros" (Calapez, Portugal, Cabrita Reis, entre outros, com uma pequena ressalva de exceção para o Proença, que até tinha talento). Havendo fundos americanos ilimitados, e sendo um país de atrasados mentais, toca de criar uma campanha de propagandização, para fingir que existiam, eram únicos, maravilhosos e inimitáveis. Caíram na gaveta da História, criando um buraco cultural de uma geração, a que se acrescenta hoje a ruína de Portugal, que agora está a criar mais vinte anos de vazio cultural, que cara nos vai sair para os vindouros, mas isto sou eu a perorar alto, porque quem me conhece sabe bem do que falo, e felizmente nunca parou. A História nos tirará dos baús.

Voltando ao Miró, o problema do Miró é um problema semelhante a uma campanha de propaganda, como a que tirou de debaixo da cama um escritor medíocre, como Saramago, para o levar em ombros até à indignidade de representar uma Literatura antiga, vasta e nobre, capaz de produzir Pessoa. Grosso modo, o mesmo que pôr o Pinto da Costa nos Jerónimos, ao lado de Camões e Afonso de Albuquerque. A viuvinha de profissão, Pilar del Rio, vai-se lembrar destas minhas palavras, quando a extrema direita europeia a atropelar, em Estrasburgo. Aliás, nem é preciso ir mais longe, por que a História já se está a escrever, de forma lapidar sobre quem foi o sinistro homem público, ingrato e traidor da aristocrática Isabel da Nóbrega. A seguir, cai a obra, e então nós poderemos respirar fundo, mas isso tem tempo, e é agora irrelevante. A outra que pague as faturas da eletricidade.

O problema dos Mirós, verdadeiros ou falsos, prende-se com aquela irremediavel seleção do gosto que temos de fazer, e isso não é para todos, embora me surpreendam as atitudes do Jorge e da Gabriela, que conheci em tempos melhores, e deveriam perceber que, em Arte, não há boas intenções, como Wilde, muito acertadamente, afirmava. Para a Christie's, ou qualquer outra, o problema é irrelevante, posto que umas luzes bem posicionadas, um catálogo de gramagem cara e um adequado design conseguem vender qualquer coisa. Aliás, o autor do enredo soube bem como pôr a coisa: "não sei quantas décadas de Miró", acrescentadas de "o mais elevado número de obras (dele) a aparecer num só ato". Como as americanas ricas já foram mais burras, e o dinheiro se deslocou para Oriente, a coisa dava um bom golpe, já que os Chineses compram a merda toda e a Mafia Russa, desde que o preço seja alto, investe, tornando bitcoins negros em cintilações artísticas. The Business, da Christie's tal como the business, da Pilar del Rio, salvaguardada a escala das empresas e a grandeza de Miró, mesmo nas más obras, que Saramago nunca conseguiu alcançar, nem nas reputadas "boas".

Para quem se interesse pelo assunto, investigue la période vache, de Magritte, para perceber o grau de invalidez das obras da période vache de Miró.

Esgotada a primeira carga de munições, vamos ao que realmente interessa: da multidão de oligofrénicos que já perorou sobre os Mirós-BPN, inclusivé aquela espantosa cara de estupidez que o Vovô Corrupção está a fazer, perante um BOM Miró, todos se esqueceram, salvo honrosa exceção para a Diretora do Jornal de Negócios, Helena Garrido, que pôs o dedo na ferida: um país, onde a política cultural é inexistente, exceto nos miados da Mariza -- que a História esquecerá, para apenas reter o gigante Amália --, nas merdas do José Rodrigues dos Santos, ou do Miguel Sousa Tavares, não se pode dar ao luxo de criar uma polémica política, em redor de produtos menores de um genial pintor, porque imediatamente, supondo que por cá ficavam, e se arriscam a ficar, por que o mercado da arte é altamente desconfiado e volátil, e, se descobrem que aquilo tem mau cheiro, passam adiante, perdemos o dinheiro da venda e a questão seguinte é: então, agora, vamos arrumá-los onde?...

Relembremos que estamos na Cauda da Europa, onde o Estado foi incapaz de criar uma coleção de Arte Contemporânea, tirando as sucatas locais, compradas aos amigos, e as "esculturas" das rotundas do Isaltino, pedra, em forma de lixo. Quem se preocupa com a Coleção Jorge de Brito, onde estão, por exemplo, Klee, que já deveriam estar organizados num acervo de Arte Contemporânea, para não sermos obrigados a ver uma assinatura de primeira água nas peças de terceira água de outro que tal, o "Comendador" Berardo, brilhante sucateiro de "Arte"?...

Não existindo tal museu, eu proponho um, muito mais adequado ao palco deste debate: tal como os parisienses têm um Musée de la Contrefaçon, onde alertam para o risco das imitações, nós deveríamos abrir um Museu da Corrupção, com salas próprias, a Sala Cavaco, a Sala Machete, a Sala Barroso, a Sala Duarte Lima, a Sala Dias Loureiro, a Sala Armando Vara, a Sala Portas, a Sala Apito Dourado, a Sala BPN, e, dentro da Sala BPN, então haveria lugar para os célebres "Mirós", ao que insisto em chamar "Lixo Miró", e epifenómeno da masturbação dos nossos analfabetos funcionais, tal como foram Foz Coa, as casas de banho do Carrilho e os estádios do Euro pedófilo 2004.

Evidentemente, que, por mais que tentem galambizar o assunto, nunca a Política fará Arte, embora a Arte acabe sempre por fazer política. 

Por fim, uma vez aberto tal Museu, até podiamos arranjar um lugar de Curadora, para a Pilar, para que não tenha de andar tanto aos saltinhos, enquanto o juízo da História avança :-)

Tenham juízo, pá.



(Quarteto do vendam lá essa merda, antes de que passe a valer 1€, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Glória e esplendor de Pedro Miguel Cruz, enquanto utente dos serviços mínimos da fase terminal da Cauda da Europa





Com dedicatória para o "Kladestino", que lançou esta maravilha, na Blogosfera





Portugal é uma fronteira europeia, extremamente permeável a tudo o que é mau, e especialista em consultorias externas, geralmente, se forem caras, inúteis e tiverem um amigo, intermediário, que irá receber umas notas, pelo meio. No fim, como é sabido, fica tudo na mesma, e o Erário Público ainda mais delapidado.

Contrariamente a esta consuetudinalidade estrutural, que já vem de Dona Urraca, Pedro Miguel Cruz, um brilhante talento do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, e agora pelas terras onde se fala a pronúncia oficial da língua lusitana, resolveu fazer a sua própria consultoria interna, chegando às fantásticas conclusões que apresenta no seu "Eco-Sistema", muito justamente contemplado, pelo seu trabalho de investigação, com o "Prémio Pessoa 2013", da Mafia do "Expresso". Tenho a pequena impressão, mas eu sou um pouco de tiques, quanto a estas "impressões", que não recebeu um pagamento milionário, do "Polvo" que governa o Estado Português, e há décadas desbarata a Coisa Pública, ao ponto de nos ter tornado num protetorado da Goldman Sachs, tutelado por uns gajos falhados dessa instituição, chamados António Borges -- que o Demo tenha --, Carlos Moedas, e a medíocre Maria Luís Albuquerque, "Miss Swaps". Às tantas, o Pedro Miguel Cruz não recebeu nada, mas a verdade é que resolveu criar um monumento, naquela linhagem gnóstica de Pessoa,  em que "Deus quer, o homem sonha, e a obra nasce".

Até aqui, creio que estamos em concordância, por que a estrutura organigramática do seu trabalho assenta numa interatividade oscilatória entre dois pólos, o pântano político, e o pântano empresarial. Segunda a boa regra portuguesa, a coisa está consumada, esgota-se na sua leitura literal, e, na Net, onde a rapidez tem a velocidade do Rápido, já deveria ter tido consequências práticas, mas perdeu-se nos entrefolhos, como seria de esperar.

Para mim, que tenho formação científica, uma investigação deste género não se pode, nem deve, arrumar em qualquer gaveta, mas, aparentemente, já está, onde se prova que São Tomás de Aquino tinha razão, quando afirmava que, sendo a consultoria cara, ou grátis, acabaria sempre arquivada, e é bom saber que um teólogo do séc. XIII continua atual, dado a resistência ao progresso da coisa portuguesa, mais se podendo hoje, alargadamente, dizer que existe noutros centros, como num idêntico trabalho, sobre os drones, no Paquistão, que cresceram abissalmente, desde que o agente da Ultradireita Americana, Obama começou a andar entretido com as fotos de Natal da fêmea, a dar brutos linguados no cão de água português.


Vamos agora à exegese profunda: sendo epidérmico o trabalho de Pedro Miguel Cruz, já seria, num país normal, por si só, explosivo. A coisa, todavia, não explode, pela mais elementar das razões: o dedo que poderia carregar na gatilho é justamente o alvo potencial de tal tiro, e o tema morre por aqui, se não for a Opinião Pública a tomá-lo em mãos: resume-se numa frase, o estar constituído um organigrama que mostra, interativamente, que nomes da Política infestam os meios empresariais e vice versa. Digamos que, enquanto silogismo, é um encadear de premissas que aguarda, do seu visitante uma conclusão, aqual, nunca tendo lugar, nada acrescenta a umas velhas palavras de Almada Negreiros, quando afirmava que todas as ideias que haveriam de salvar o Mundo já estavam enunciadas, só faltava era salvá-lo... Tinha toda a razão.

Mergulhando no sentido da derme, e desculpem lá o tique da metalinguagem do modelo, há duas variáveis internas de análise (político/empresa), associadas a duas equações diferenciais, cujo comportamento e soluções conduziu ao atual estado das coisas. Pouco nos é dito sobre o devir interno, e apenas temos um ponto de partida e um ponto de chegada, o que, volto a ressalvar, na perspetiva da moralização de um Estado -- se estivéssemos num Estado e não num quintal de interesses rasteiros -- já seria mais do que suficiente para chamar à pedra todos os nomes envolvidos naquele polvo asqueroso, e aplicar-lhes sanções, já que entre um país que chegou ao limite da sua sustentabilidade, e aquela permanente circulação de piolhos, alguma penalização teria de acontecer.

Na voz dos mais radicais, continua a circular uma certa palavra de ordem que é: bastava abater um que os outros imediatamente debandavam, embora a coisa não seja assim tão simples, e até tenhamos mecanismo de regularização legal, que, uma vez aplicados, os permitiria apanhar numa só rede, e de uma só vez. Infelizmente, continuamos a deixar que subam, que grimpem, e ocupem os mais altos cargos do Estado, a começar pela vergonha nacional, que está no Palácio de Belém, e vindo por aí abaixo, por todos os postos chave do remanescente do tecido económico, dos baluartes da banca, da cultura, e, sobretudo, acima de tudo, dos palcos de intoxicação da Opinião Pública. Apenas como exemplo, falaria da FLAD, um órgão gerido por criminosos culturais que permitiu, durante décadas, que a linguagem de criação nacional fosse tomada de assalto e gangrenada por indivíduos a soldo da mediocracia americana. Como sempre, até no servir falhámos, e a coisa cotrreu mal, com os derradeiros episódios, do agente da CIA, Rui Machete, que foi corrido de lá, e também a sua sucessora, Maria de Lurdes Rodrigues, pessoa que dispensa quaisquer comentários...

Ao nível da derme, dizia, não basta enunciar a teia de relações entre políticos e empresas, mas tornar-se-ia fundamental perspetivar os fundamentos de causalidade que foram motor de construção e manutenção dessa rede, e, aqui, chegaríamos aos fundamentos da "Coisa", o lugar topológico em que ela se alicerça, antes de lançar os tentáculos, ou seja, associar cada um daqueles nomes de políticos à sede de poder que foi o seu berço, caindo, naquilo que o formidável trabalho de Pedro Miguel Cruz não pode, não pôde, e não poderia abordar, posto que nenhum daqueles nomes está ali por acaso: são filhos do antro do crime em que a Maçonaria séria se tornou -- como recentemente António Arnaut avisou, usando palavras diretas do Rito: "o Mestre não pode mais ascender na escadaria" (porque os patamares superiores foram ocupados por criminosos), como o prova o atual Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, associado à coisa mais tenebrosa que já assombrou, depois do Casa Pia, a Democracia Portuguesa, o BPN, como atual condutor da "Galilei", a sociedade de mafiosos que substituiu a sigla SLN. De facto, retomando as palavras de António Arnaut, "não mais o Mestre poderia ascender na escadaria". Pudera...

O resto são titãs da concorrência, na sujidade e obscenidade: Opus Dei, Opus Gay, Opusdófila e toda a tessitura que percorre as diferentes mafias que ainda conseguem sustentar um simulacro de país, assente nos dinheiros turvos das mafias que nos utilizam os territórios, a do Futebol -- que até o Panteão quer agora colonizar... -- a da droga, a dos corpos, a da prostituição, a dos órgãos, a da pedofilia e aquela que ninguém ousa nomear, porque demasiado perigosa, a do plutónio. Num nível ainda mais profundo, está aquela camada geológica que agora constitui o neofascismo europeu, cujos adeptos e membros se encontram transversalmente em todo o espetro político, e vão tomar a Europa de assalto, nos próximos meses. Como dizia uma voz profética, no dia em que esta corja cair e tudo se galambizar, vocês vão então ver o que é a realidade...

Para que este texto não seja técnico e demasiado sério, uma coda de humor: o "Eco Sistema" de Pedro Miguel Ramos, um profundo trabalho de análise da decadência das relações num Estado em vias de se tornar pária, Portugal, deveria estabelecer imediatas parcerias com aqueles muito falados servidores de televisões por cabos, MEOs, ZONs, Vodafones e afins, para que as boxes já trouxessem integrado o organigrama: da cada vez que aparecesse um comentador, de tom e voz salvífica, apresentar mais uma "solução", incluindo velhinhas, funcionários públicos, cortes hospitalares, de segurança e de educação, para "salvar" o país que arruinou, a box tinha um piloto automático que a faria mudar automaticamente de canal. Confesso que seria difícil, e, às tantas, acabaria num daqueles que acabei, por exclusão de partes, por tanto visualizar, em Cabo Verde, a CNN... chinesa, imaginem.
As voltas que o Mundo dá.
Deve ser por isso que ele é mundo...



(Quarteto de pedido de despertar imediato da Opinião Pública Portuguesa, em homenagem a Pedro Miguel Cruz, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


terça-feira, 2 de julho de 2013

O render das lêndeas, enquanto o Brasil dá o Segundo Grito do Ipiranga, seguido do faz ó, ó, nené, meu menino Gaspar, e tenta, ao menos, dormir uma noite seguida que seja, tá?... :-)




Imagem do Kaos, e dedicado ao Kaos, sem o oual esta fabulosa imagem não me teria inspirado, e à Kaotica, coitada, que está acusada de tentar demolir (!) a Ponte 25 de  Abril (Deus vos pague, que o Carlos Moedas até os trocos me tirou...) 


No tempo do "Quitoso", um produto ainda mais tradicional do que os pastéis de Belém, do oligofrénico Álvaro Santos Pereira, havia duas espécies de seres, derivadas do descanso, ao Sétimo Dia, de Deus Pai: os piolhos e as lêndeas.

De acordo com Darwin, pessoa que não frequento, as lêndeas devinham em piolhos, os quais, procriando, geravam a segunda geração de lêndeas, e por aí fora, até Jassé, como está na longuíssima linhagem do "Génesis, V", e a história acabava aqui (Acho que já me enganei, mas isso é totalmente irrelevante nos meus textos, como sabem).

Todavia, se formos pelo lado do "Intelligent Design", teoria que frequento, venero e pratico, tal como Bush, o Marco Feliciano, Barack & Michelle Obama, Winnie Mandela e o Papa Francisquinho, no Início, Deus criou as coisas talqualmente queria, e assim ficaram, talqualmente, para sempre. No séc. XIII, São Tomás, ainda levanta uma certa dúvida, "sobre, sendo a lêndea, lêndea, e tendo uma forma adequada à sua própria enteléquia, e não estando provado que tivesse sexo, como os anjos (Questão XXV, 4), se põe a questão de poder devir piolho, e assim se manter, mas já numa outra forma, sexuada".

Ora, como sou maior frequentador das obras primas de José Rodrigues dos Santos, e de alguns fragmentos de  Clara Pinto Correia, sobretudo do MEU livro de cabeceira, "Adeus, Princesa" -- tenho todas marcadas aquelas páginas em que ela contava como os alemães da Base de Beja lhe pousavam, todas as noites, na pista de aterragem, muitas vezes, às escuras, e sem rodas, nos aviões, só com os eixos todos espetados, a seco -- pouco me intreressa a "Summa Theologica", e vamos já ao problema, do ponto de vista do "Intelligent Design", para explicar a situação de Vítor Gaspar, notoriamente, um piolho, do fracassado Monetarismo, do criminoso Milton Friedman, e a brusca transição para o estado de lêndea, da Maria Luís Albuquerque.

Para que percebam o meu orgulho neste "study case", hoje, dia 1 de julho do ano da desgraça portuguesa de 2013, este epifenómeno não só derrota Darwin, já que deveria ser o piolho a suceder à lêndea, e não o seu inverso, responde a S. Tomás de Aquino, porque acho que o homenzinho não sabe o que é sexo, e, se sabe, ainda é pior, porque isso aponta para as piores parafilias olheirentas dos clubes SM de Berlim, de quem ele tanto gosta (de Berlim, não dos clubes...), e se ele não sabe o que é sexo, a lêndea que lhe sucedeu também tem ar de frígida, o que está para o sexo como os mamutes estão para a gélida tundra da Sibéria.

Acho deselegante tratar por "lêndea" uma senhora que ainda não tomou posse como Ministra das Finanças da Cloaca Portuguesa, de maneira que vou procurar um nível ainda mais baixo, para me poder sentir à vontade, e exprimir todas as coisas santas que por ela sinto.

O problema geral destas gajas que deram aulas na "Lusíada", depois de serem, elas próprias, fruto da mesma, é que, depois, resvalaram, sem transição, para a "Moderna", ("Uma coisa horrível, que metia armas, armas e droga", nas palavras do Reitor Xexé), e só não caíram na "Independente" porque já tinha sido exterminada, no tempo do Apóstolo Sócrates, das bordas baixas, e dos altíssimos comentários, como brevemente será exterminada a "Lusófona".

E uma primeira pergunta, que não é tomista, é como é que ela se aguentou, entre 1991 e 2006, a dar aulas, em Setúbal, numa "coisa horrível, que metia armas, droga e mulheres"?...

A hipótese ingénua, que é a minha, que parto sempre da presunção da inocência, é que dedicava a totalidade do seu tempo de investigação à nobre academia, pelo que nunca teve tempo de saber o que rodava em volta. O Pinto da Costa, entre outros, dizem, também sofre disso portanto, deve ser natural.

Cumpre-me acrescentar que conheci várias gentes honradas que davam aulas na "Moderna", e nem cursos tinham, porque o importante nestas universidades, para lá dar aulas, não é ter habilitações, mas ser, sim, detentor de quotas de propriedade, -- foi assim que o Fernando Santos se safou para Reitor, e a "Vice Reitora" -- Money, Money, Money -- dessa vez, só teve de abrir residualmente as pernas -- o que é, foi e será, sempre, uma mais valia para a qualidade académica, como fica à vista.

Todavia, a travessia do deserto de Maria Luís Albuquerque, foi, mesmo, a "Lusíada", de onde saíram os 18 membros do desastroso Governo de Durão Barroso, e muita da infeção de Passos Coelho.

Não diz quanto tempo lá esteve, mas esteve o tempo suficiente para ter o brilhante aluno Passos Coelho, que era por lá tão visto como Sócrates, pela "Independente". Para que não digam que apenas pratico o sarcasmo, porei aqui um pouco de écloga, e recordarei os tempos em que a pastora foi laudada pela sua ovelha: dizia a ovelha, ou o Coelho, como quiserem, que "das poucas vezes que lá fora, sempre encontrara nas palavras dela cousa muita que não percebera, por vezes, patavina, o que deveria fazer dela senhora de altos saberes", e logo a chamou, pelo Princípio de Peter, para a Governação; quanto à Pastora Albuqueka, das poucas vezes que o viu, entre os prados, os riachos e o frescor da Junqueira, "logo ali sentiu que o génio era pouco, pelo que haveria de ir longe", ou pelo Princípio de Peter, chegar a Primeiro ministro, para que ela, pelo mesmo princípio, hoje chegasse a Ministra de Estado e da desgraça financeira.

Não, não foram eles que subiram, foi o Estado que se degradou, a este ponto.

O problema das "swaps" é marginal, porque, sendo o termo estrangeiro, o crime, em teoria, foi praticado no "estrangeiro", de onde se perceba que a Maria Luís Albuquerque, que devia estar presa, por lesar o Estado, não tenha dado conta da coisa, de tão entranhada que estava a contaminar a Refer, muito conhecida por posicionar cônsules paneleiros, em Bruxelas (peço desculpa por esta direta, mas fica para quem a perceber...), e a semear "swaps", "swapinhos" e "swapões". É, portanto, inocente, e, como mentiram o Teixeira dos Santos e o Sonâmbulo do Monetarismo, só ela falou verdade, e, pelo princípio de quem melhor mente sempre vencerá, já foi promovida.

Quero neste momento da exposição, voltar ao "Intelligente Design" e ao seu papel fulcral, em todo este processo de epifania: se bem repararem, O Pedro Lomba, um lorpa dos blogues, que vai fazer propaganda da estupidez do Governo moribundo, e que é vesgo para dentro, como o Medeiros Ferreira é vesgo para fora..., bom, adiante..., já me ia perder... portanto, tendes de verificar que há uma linha condutora, que vai da "Suricata" Assunção Esteves até Maria Luís Albuquerque: a primeira é profundamente estúpida, e tem de pintar o cabelo de louro, para cumprir o ditado de que todas as louras são burras; a segunda é naturalmente esperta, espertalhona, pelo que o cabelito lhe tombou, naturalmente, para aquela cor. Como não existe "naturalmente" nos desígnios de Deus, eu explicarei que, à luz do Design Inteligente, Deus fez um ensaio geral com a Assunção Esteves, para culminar na forma perfeita da Albuqueka das Finanças (Sei que também poderíamos darwinar a coisa, mas já chega de desgostos, por hoje)

Sei que estão à espera de pormenores, e eu vou dar-vos: sim, não estou certo disso, mas ela é afeta à Opus Dei, e, pelo que, uma vez que já escrevi isto aqui, imediatamente vai passar a ser verdade, independentemente de ser verdadeiro, já podeis começar a espalhar a boa nova, com o testemundo jeová íntimo, que cada um transporta dentro de vós. Sim, ela é da Opus Dei, e aquela frieza de olhar, que a distingue das olheiras do Gaspar, não se deve apenas a uma avançadíssima calcificação da cona, mas a um esforço enorme para que a penitência de arame farpado, que tem permanentemente atada em redor da perna direita, a não rasgue muito, sempre que está a mentir nas comissões parlamentares, não fosse esvair-se em sangue, entre dois "swaps", e com o Galamba a ver, desejoso de lamber uma gaja menstruada.

O segundo patamar de metaverdade vão gostar de ouvir menos, porque esta saída estratégica do sonâmbulo não foi estratégica, foi uma arte da fuga, mesmo à rasquinha, porque o que aí vem é francamente mau, muito pior do que tudo o que já vimos ao longo destes dois anos de destruição da identidade, do tecido, da economia e da coesão nacional: quando se abrir a caixa de pandora do que foram os fabulosos golpes milionários negociados por esta cadela e cadelas afins, podemos mergulhar numa coisa idêntica à crise do "subprime", que afundou a América no pântano obamista da Goldman Sachs, e da escumalha vomitada de lá, o Borges, o Moedas, o Gaspar, e a lêndea Maria Luís Albuquerque.

O a seguir, vai ser muito, muito, mau, e é já este mês.

O terceiro patamar é mais pessoal, e prende-se com uma coisa que eu pensei nunca ter de assumir, que é uma misoginia, a juntar-se à minha típica misantropia, ideosincrática, porque houve um tempo em que eu acreditei em que a presença das mulheres, em certos postos, suavizaria a brutalidade tipicamente masculina dos mesmos. Erro crasso, porque mais vale uma besta bruta do que uma víbora rancorosa, e temos exemplos desgastantes, na Rafeira da Alemanha de Leste, Merkel, um exemplo de estupidez, teimosia e impiedade; na Pilar del Rio, uma cavalgadura ferozmente apostada na necrofilia, e na faturação do logro do seu cadáver, e neste Albuqueka, que vocês vão ver quem é, quando ela se juntar à "Miss Fardas" -- anda doente, e quem a vê de perto já reconhece alguns sinais do Sarcoma de Kaposi...-- para divulgar a carnificina que vai sofrer a Nação Portuguesa. Infelizmente, como diziam os Gregos, há coisas que, não sendo humanas, apenas poderão ser cumpridas por Harpias, como a nova Lêndea das Finanças.

O quarto patamar, sendo o pior, diz respeito a todos nós: se Portugal já não tinha Presidente da República, agora, passou a ter um posludium, com a equipa governamental mais limitada e medíocre de sempre: Passos Coelho, e a sua nova "preta" loura, Maria Luís Albuquerque, o Piolho de Belém, e alguns apêndices, como o anormal da Economia, que ainda não sabe que o Governo caiu, Dias Loureiro e Miguel Relvas, que continuam a aconselhar, telefonicamente, o "Presidente", e o "Primeiro ministro". Novidade, novidade, é mesmo o Brasil a soltar o Segundo Grito do Ipiranga, contra esse lixo tóxico, chamado "Futebol", é a lêndea, Maria de Boliqueime, que, entre tantos presépios, recebeu uma revelação: a de que, como Sara, irá conceber, em breve um filho de Aníbal, para compensar o descrédito em que a Patrícia anda, depois do escândalo do BPN.

Esperemos que nesta gravidez nervosa, que o Professor Lobo Antunes já pensou, e avisou, poder tratar-se de uma "coisa má" nos ovários, o "Professor" de Boliqueime possa ter tempo de voltar a nascer dez, vinte, ou trinta, vezes.

Isto está muito mau, amiguinhos, e é igual ao último grupinho que Hitler reuniu no bunker de Berlim, já os Aliados caminhavam sobre as ruínas fumegantes: a lêndea Albuqueka, vos garanto, não será de vida longa.


(Quarteto da Goldman Sachs continua a decidir da ruína de Portugal, no "Arrebenta SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers") 



Nota: este texto marca igualmente a efeméride do dia negro -- noite de 2 de julho de 2007 -- em que o primeiro "The Braganza Mothers" teve de ser desativado, mercê de uma intriga de serralho de ralé da pior espécie, que só encostada à parede e fuzilada sumariamente... 



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Os estivadores do nosso descontentamento






Imagem do Kaos, e dedicado ao Miguel, que já percebeu que a glória dos artistas, por vezes, tem mesmo de sair  à rua




Há um postulado da Política que diz que Aníbal de Boliqueime só abre a boca em quatro circunstâncias: quando vai ao dentista, ver em que estado estão as suas presas algarvias; quando abre as fauces, para dizer ao jornalista que nunca lê jornais, enquanto estiver a morfar bolo rei; quando tem os seus célebres ataques, devido à degenerescência neurológica, ou quando as moscas, cansadas de entrar, o deixam entregue ao disparate.

Vamos ser claros: constitucionalmente, os governos caem na Assembleia da República, por dissidências de maioria, ou por motivos de força maior, que requerem a intervenção do Presidente da República, uma figura que, desde 2005 -- vai para 10 anos, o tempo passa... -- em que Aníbal de Boliqueime sentou as suas ceroulas nojentas em Belém, e, desde então, como se diz em linguagem vaticana, estivemos em situação de sede vacante, ou seja, o cadeirão existe, mas está vazio, ou ocupado pela sombra de um espantalho.

Se, para a História, o período em que Cavaco Silva foi absolutíssimo primeiro ministro de Portugal -- The Great Portuguese Disaster, de 1985 a 1995 -- é hoje fácil de narrar, já que correspondeu a um época em que se governava com a abundância de três orçamentos, o de Estado, o das privatizações e o da inesgotável fonte dos Fundos Estruturais, e em que o aleijão aproveitou para destruir a Agricultura, as Pescas, a Indústria, a solidariedade social, o sistema de ensino, a rede ferroviária, os estaleiros, os portos, e muitas coisas que já se me varreram da memória, já o período de 2005 a 2012 é infinitamente mais penoso, já que se assemelha ao "jamé" de um deserto da Margem Sul.

Durante esse período, o miserável fruto do Poço de Boliqueime teve poderes para desautorizar um mafioso, a soldo da Maçonaria, da Goldman Sachs e do clube do crime de Bilderberg, que dançava, como uma borboleta, sobre as centésimas dos desequilíbrios do Orçamento de Estado. Estamos, tecnicamente, a falar de Vítor Constâncio, o primeiríssimo filho da puta da minha lista daqueles que teríamos de pendurar pelos pés, para regenerar Portugal. Podia tê-lo posto fora, e não pôs.

O consulado de Sócrates foi penoso: foi uma anomalia do delírio das bichas de fato Armani, que a minha querida Koki insiste em ser um perverso que adorava mulheres dominadoras, mas lhe garanto eu que do que ele gosta é de peitos peludos. A Fava sabe-o, e bem lhe custou o candeeiro com que lhe partiu um braço, quando o apanhou na cama num blowjob for the boy, que, juro, não sei quem foi, mas a listagem era longa. A sexualidade, como se sabe, não é critério de determinação pessoal, bem pelo contrário, pode ser meritória, como no caso do Portas, que continuou a fazer tudo o que sempre fez, apesar dos cargos ministeriais, nem de exclusão política, mas, quando o político mente em tudo, é justo que lhe digamos que também está a mentir na sua sexualidade, e Sócrates sempre esteve: foi uma rapsódia em Câncio, também conhecida por um americano na Defesa, e um venezuelano na cama. Orou-se nos altares de Jeová, e nunca a família foi tão importante, com tanto primo, meio primo, semi primo, tio, semi tio, meio tio, e tio daqueles de pegar de empurrão (Um dos meus textos mais gloriosos, o "Simão das Braguilhas", dedicado à Eva). Metade da família vivia no Héron Castilho, e a outra em "offshores". Foi o império da "Independente", do Vara, da Felgueiras, do Figo, dos transbordos semanais, a 500 €, das bordas da Inês de Medeiros, de Lisboa para Paris, e vice versa, da nacionalização do BPN, da fuga do Constâncio e da invenção da "Troika", entre outras. O Aníbal podia tê-lo posto fora, e não pôs.

Como se sabe, o Aníbal adora vacas, talvez por carência de ter uma beata em casa, e nunca deveria ter deixado essa mundividência, para ir conspurcar os jardins da Presidência, que tão lindas árvores tem -- um dos pinheiros está doente, e juro que essa é um das minhas grandes preocupações do momento, porque se deus levar o Cavaco, nada se perde, mas muito se perderá se aquela árvore fantástica perecer. Rezem por ela. A História, todavia, ou a roda do infortúnio, enfiou-nos lá essa aventesma, para nos assombrar alguns dos anos mais sinistros de Portugal, os do tempo corrente.  Teve os escândalos do Relvas, as empresas fantasmas do Passos, os tumultos de rua, os negócios obscuros dos submarinos, os 23 cm do André Wilson da Luz Viola, os crimes do Dias Loureiro, os assassinatos do Duarte Lima, os estripamentos do seu mandatário para a juventude, Renato Seabra. Podia ter demitido essa escumalha toda, e não o fez.

Exceto as balelas, as banalidades, as redundâncias, os espasmos, os babares de queixada, os discursos vazios, enquanto as mulheres de Portugal gritam que têm fome, as inaugurações paroquiais, as intervenções salazarentas, de um gajo que nunca percebeu que estamos no séc. XXI, Cavaco tem tido, e, felizmente, as goelas fechadas, tirando estes últimos dias, nos quais incluo o de hoje, em que voltou a abrir a gorja, para despejar um chorrilho de disparates.

Todos os que com ele conviveram, referem um ser cobarde, cujas mãos não se podem apertar, dada a permanente transpiração do Medo.
Arrastou-se, coisa de que nem Salazar precisou, numa viatura blindada.
Vive rodeado de seguranças, que são a fonte de afrontamentos da Senhora de Mota Amaral, e uma das raras coisas que ainda a mantém viva.
A Maria, essa nódoa do sexo feminino, no tempo em que fingia que dava aulas no Ano Zero da Católica, tinha a sala sempre cheia de polícias (!), não fosse alguém lembrar-se de agarrar nela, e fazer galinha de cabidela, coitada, que nem um tiro de misericórdia, sequer, merece.

A verdade é que Cavaco recomeçou a falar, por uma razão muito simples: está com MEDO, um MEDO terrível do que aí vem, porque já lhe devem ter assoprado aos ouvidos que a paciência dos povos, não é, como o Mar Oceano, infinita, e que está a dar sinais de que chegou ao fim. Se é certo que há alguns que já têm, antes dele, a senha tirada para a limpeza que se anuncia, caso do Relvas, do agente do Relvas, o Coelho, o Aníbal também está na linha da frente, digamos, entre os dez primeiros lugares do Dia da Limpeza.

Há uns anos, no tempo em que Cavaco destruía Portugal, como primeiro ministro, em Gdansk, os estivadores dos portos, com o valeroso Lech Walesa, tiravam o tapete à decadente ditadura polaca. Foi o pontapé de arranque da queda do corrupto Oriente Europeu.
Em Portugal, consta que são 400.
Acho que é mentira, e mais serão.

400 homens, contudo, dos tatuados, na casa dos 30, já capazes de grandes encavadelas na Clara Pinto Correia -- bons tempos com os Alemães, da Base de Beja, filha, não era?..., agora só Chineses,  picha pequena e tráfico de tudo... -- daquelas de porem as trompas de falópio a ecoar a "Sinfonia Alpina", de Strauss; daqueles capazes de agarrar num dos seguranças do Coelho de Massamá, o inconsolável viuvinho da arrebentada Padinha; daqueles capazes de pegarem na Assunção Esteves, a Suricata da Assembleia "Nacional", e a enfiarem na sanita, de onde nunca deveria ter saído, de agarrarem no Relvas, e o enviarem, na forma de hamburguer, para Luanda, e empandeirarem os criminosos da Goldman Sachs, Borges, Moedas e Gaspar, enfim, a listagem do costume, 400 homens são, como em Roma, o suficiente para assegurar uma Guarda Pretoriana.

Quando o Imperador já não serve, sacam da espada, e separam-lhe a cabeça do corpo.

S.P.Q.R., o Senado e o Povo de Roma vos saúdam, melhor, estão ÁVIDOS da vossa chegada :-)

(Quarteto de Calígula anda por aí, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")