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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Uma alimária chamada Nuno Crato


Imagem do Kaos


Sei que já o disse muitas vezes, mas nunca são poucas as que o repito: há, em Portugal, duas pastas, que, pelo seu caráter específico, podem sempre ser ocupadas por qualquer pessoa, e estou a falar da Educação e da Cultura. A da Cultura é indiferente, já que a Cultura ou existe, ou não existe, e a nossa está a apagar-se, sendo que o respetivo Ministro, ou Secretário de Estado, é um mero "bibelot" que lhe põem em cima, para dar trabalho, e dinheiro, a um amigo, de preferência, profundamente estúpido e arrivista, e mostrar ao Mundo que nos estamos a tornar progressivamente irrelevantes, nos nossos sinais heráldicos. 

A Educação já é mais complexa, porque a questão é sempre do que estamos a falar, quando falamos de Educação?

Em Portugal, já que ainda não chegámos à fase de poder dizer "Educação = Cristiano Ronaldo", ou "Educação = Mourinho", o que não tardará muito, ainda se anda na fase das polissemias do "rigor", associadas às inúteis provas de esforço dos "exames", onde quem lá vai só ganha para o esgotamento nervoso, e para dar trabalho a uma enorme comitiva de espantalhos, que têm de ficar a fazer o número da estátua, pelas salas esburacadas, a fingir que a coisa tem dignidade, e depois apanharem com as chuvas de negativas.

Os exames já passaram por tudo, desde tentar ensinar Português através de tiras requentadas de jornal, do cocainómano Miguel Esteves Cardoso, até àquela patologia que nunca mais se titaniza, da insuficiência linguística do Mercador de Lanzarote. Com Crato, talvez a criatura mais estúpida, da tríade Lurdes, Alçada, e ele próprio, as aflições passaram para a Matemática, assunto do qual ele não percebe rigorosamente nada, já que, em vez de lhe perguntarem os cronogramas de exames a que devem ser submetidas as criancinhas, antes deveriam perguntar por que é que (-5) x (-5) é igual a +25, onde o homenzinho ficaria a gagejar, e lá acabaria num inevitável "porque sim", quando um dos fulcros da iliteracia matemática está, justamente, em apresentar, como postulados, o que não é mais do que um derivado de acerto de equações, ou seja, de operações com quantidades desconhecidas. Nesta fase, já ele estaria de boca aberta, a fazer "Han???... repita lá isso...", e enquanto ele fazia "haaaann???...", já o país teria perdido mais meio dia de atraso, relativamente à Civilização.

É sabido que Passos Coelho, um incompetente de carreira, foi escolhido pelo Sistema, para fazer recuar os índices de conforto e de literacia aos do tempo do Vacão de Santa Comba Dão, para que Cavaco Silva se cure do trauma de ter tido uma carreira interrompida por uma chatice, chamada 25 de abril. Fraquinho, remediado, com a sua mãe de santo sempre ao lado, a acompanhá-lo, para quando a coisa não vai a bem, e tem de meter macumbas, com o Relvas no bolso, a quinta essência da mediocridade do arrivismo e do despudor, aquele que se mantém, "não por que sabe, mas porque sabe como fazer", ou seja, o latoeiro, que dá um jeitinho na sucata, e consegue que o motor pegue, de empurrão, como naquelas tristes figuras de meio de estrada, em que uns neanderthais, de manga cavada, a tresandarem a álcool, e só com metade dos dentes na boca, conseguem entre baforadas de combustão tóxica, pôr uma carcaça, fora de prazo, passada com "luvas", na inspeção, a poluir mais uns quantos metros cúbicos de atmosfera, por ali afora.

No tempo do maior português de sempre, havia três categorias de portugueses, aliás, quatro: os que eram filhos de alguém, e faziam o Lyceu, para irem para um curso superior; os que fingiam ser filhos de alguém, e se punham nas pontas de pés, para imitarem os percursos dos filhos de alguém, e até lá iam, quando não se espalhavam pelo caminho; em seguida, vinham os que, por mais sonhos e aspirações que tivessem, se tinham de submeter aos atavismos da proveniência familiar, e aos apertadíssimos espartilhos financeiros, com que esse ogre, que nos deu 50 anos de atraso, os presenteava. A bem ou a mal, por que, como todos nós cá "éramos mais modestos", eles também tinham de se submeter às contingências da modéstia. A quarta espécie é a pior de todas, já que, desprovida do que quer que fosse, tinha de se contentar com assinar com o polegar molhado em tinta, e coexistir com a vergonha de pedir ao vizinho que lesse a carta do filho, que lhe vinha da Guerra de África, cheia de "propriedades", e, geralmente, com uma perna, ou uma mão a menos, quando não ficava lá o corpo por inteiro. Era uma desgraça, mas o país arrastava-se assim, tal como o retrata o brilhante documentário de João Canijo






Quem para isto olhe, das duas uma, ou fica de boca aberta, ou fecha-a com os dentes bem cerrados, para evitar morder alguém, porque ainda há quem ache que nunca deveríamos ter passado disso, e que nesse tempo "é que era bom".

Como em todos os tempos, era bom... para quem podia, e a maioria não podia, nem sequer sabia o que era poder poder.

Nuno Crato, o tal que não percebe peva da Pasta que ocupa, e não vem da Matemática, mas da Gestão, ou seja, tem os tiques da Lurdes, associados aos sorrisos de camelo da Alçada, e, agora, culminando numa economia de cadeiras, um pouco à Burkina Faso, em que, na sala, não podem estar todos simultaneamente sentados, e aqueles dois lápis têm de servir, à vez, para os quarenta desesperados, e enquanto o bico durar, porque não há aparador para a grafite, nem dinheiro para mandar vir mais, porque o BPN continua a carburar.

A fenda cruel da Lurdes, na qual alguns conseguiam encontrar o pré câmbrico do sorrir -- o que realmente separa o humano do não racional -- e ela não sorria, só entregava a fenda a ligeiras oscilações quânticas, que os jornalistas interpretavam como oráculos dos seus estados de alma, a que se seguiu o sorriso néscio da tia da "Versailles", que achava que ficava bem fazer um esgar, depois do capilé, culmina agora no arreganhar da tacha de Nuno Crato, onde a estupidez profunda, a incapacidade para esconder que está ali somente para fazer um frete encomendado por gerações de incompetentes -- nunca nos esqueçamos de que a moda começou com David Justino, uma nódoa, que era assessor do impoluto Isaltino de Morais, lá passou pela Pasta da Educação, que todos os portugueses, como comecei por dizer, podem ocupar, e acabou no presépio de Boliqueime, onde tem lugar tudo o que é remediado, sem pretensões, mas capacidade de ser nocivo -- e que agora culminou nas quotas da formação dos Portugueses.

A matéria prima da Educação são os jovens, e o seu fito a construção do Futuro: cada navalhada que seja dada na Educação é um comprometimento nacional, a longo prazo, muito pior do que os contratos assinados, em forma de concessão, por 30, 40, ou 50 anos,  com os escroques das parcerias publico privadas, porque o horizonte da Educação é a Eternidade, seja lá o que for isso.

Com o sorriso da estupidez afivelado no rosto, um certo esgar, entre a bestialidade e o "tanto-podia-estar-aqui-como-noutro-lugar-qualquer", Nuno Crato, "o primo-sobrinho-trineto em 2º grau (?) do 1.º Barão e 1.º Visconde de Nossa Senhora da Luz", como reza a "Wikipédia", fez aquilo a que Salazar nunca se atreveu. Salazar limitava-se a acompanhar os fluxos, e não punha funis nos filhos de alguém, nos imitadores dos filhos de alguém, e, nem nos... outros. Este, com a desfaçatez que a ignorância sempre tem associada, passou do qualitativo ao quantitativo: 50% dos Portugueses serão "doutores", e os restantes... canalizadores, eletrecistas, modistas e reparadores de trompas de falópio de senhoras mal casadas e etc. afins.

Contrariamente ao Catolicismo, que permite que a alma condenada, por derradeira remissão, se salve no último dos últimos minutos, por arrependimento; do Luteranismo, que já é muito mais restritivo, mas ainda dá jus a uma escapadela, aqui, estamos perante Calvino e Zuínglio, que, no seu asqueroso ayathollismo, defendiam que a alma, se já estivesse condenada à partida, bem se poderia tentar redimir, que lá acabaria nas brasas, onde agora estão Eurico de Melo e Saramago.

Resta saber quem vai definir estas quotas dos 50% que terão a salvação, e dos 50% que terão a punição, mas talvez isso nos seja explicado pelo monetarista assassino, Carlos Moedas, pela boca pausada do seu fantoche das Finanças, a caricatura que dá a cara pelos sinistros bastidores que nos arrastaram, e arrastarão, para a ruína total.

Tudo isto é o quintal nacional: lá fora... está pior, com rabis vampiros a chuparem pilas de bebés, com Obama, esse cancro do séc. XXI, a ameaçar ficar "zangado", se o criminoso Assad utilizar as armas químicas que Saddam Hussein lhe pediu para guardar, e só usar, sob jura, depois de ter sido enforcado, coisa que já aconteceu. Todavia, nem tudo é mau, porque a Rússia voltou a tornar-se numa tirania, sob um tzar plebeu, e o "Curiosity" vai descobrir que havia vida em Marte, aliás, isso faz parte das promessas eleitorais do segundo mandato do caneco, que ainda não se sabe se será assegurado pelo caneco, em si, ou se pela sua nova hipóstase, um mormon, que defende que não deve haver aborto em caso de violação, ou incesto, para a mãe depois poder confirmar se a cria tem a cara de quem a violentou, ou se é igual ao pai-avô, que a montou, para estrear o que era dele...

A vida é sagrada, como se sabe, e já foi embarcada no "Curiosity", para ser posta à solta, mal isso convenha para a campanha eleitoral. Até já tem nome, e uma taxonomia associada: os vermes multirresestentes, com cona, receberão o nome de "michellídeos", enquanto os de dentes brancos e vaidade infinita serão os "obamídeos". Vai ser um milagre natural, misturado com causas da fé, e já procrastinados, metade deles, a serem vermes profissionais, enquanto os outros virão para a Terra, para frequentarem Harvard e Stanford, e até a Lusófona, através de equivalências, que lhes concederá os seus primeiros diplomas marcianos.


(Quarteto do tenho tanta, mas tanta, mas tanta vergonha de viver nisto... no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", escola profissional, de longa data)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Festa do Pontal, seguida da Peste do Final




Imagem do Kaos


Dedicado ao Leão Pelado, com quem o autor do "Arrebenta" tem trocado longos emails sobre diversas patologias nacionais e virtuais

Um pouco à maneira de Epitecto, vou pôr a coisa simplificadamente: há os blogues  que defendem o Sistema e os blogues que se estão nas tintas para que o Sistema seja defendido.

Aqueles, nos quais este texto será  difundido, como é sabido, praticado e consagrado, pertencem a uma das categorias, ao contrários dos "Abruptos", dos "Blasfémias", dos "5 Dias", e de uma multidão de afins -- lembrei-me destes, como me poderia ter lembrado de quaisquer outros, tão só, porque nunca lá vou -- onde os denominados "blogueres", ou lá como é que essa porcaria se escreve, vêm prolongar, pelo espaço virtual os seus telefonemas frequentes, os seus jantares, os seus sólidos assuntos de família e arredores, e que se inserem na outra categoria.

Como é sabido, começam com textos muito lidos e isentos, e rapidamente se encontram por gabinetes, assessorias, secretarias e outras tantas porcarias.

Ora, isto deriva de um fragmento de texto, que de facto, foi enviado ao "Leão Pelado", onde, de repente, e passo a citar: "Há uma coisa que lhe queria dizer, e que não sei se já pensou nela: enquanto andamos numa de “Mentirosos”, “Leões”, “Arrebentas”, “Kaos”, etc., com essa gentinha toda a saber mais do que sabida quem é quem, nós estamos a fazer um trabalho terrível, primeiro, o de canalizar energias, que poderiam degenerar em violência, para a leitura, o humor, a sátira, ou a catarse contida num comentário bem feito, como os seus, por exemplo. Com isso, vamos desgastando governos, e fazendo cair gente incapaz, que é substituída, sempre, por gente... ainda mais incapaz, e mantendo o pagode, que ainda lê, entretido. Já pensou no bom serviço que fazemos, e... grátis? Tantas haveremos de fazer que, um dia, por inépcia, chegará ao Poder a verdadeira camada de lama, que já tirou senha de espera, no lodo da sua sombra, e só aguarda a sua hora. Aí, limpam-nos, como deve estar para acontecer, quando a ultradireita americana assumir o Poder, depois deste ridículo interregno, chamado Obama."

Se quiserem tirar ultradireita americana, e pôr lá Obama II, fica tudo exatamente na mesma, já que o pensamento é preocupante: neste núcleo de blogues não alinhados, que não tem qualquer aspiração a visibilidade, ou representação política, exceto a que lhe inerente, e consequente, a de permanente voz crítica, o que tem sucedido é que temos contribuído ativamente para a dissolução de governos, e para a sua substituição por outros, cada vez mais incapazes. Num sistema que se fundamentasse em alguma regulação, e, neste caso, estamos a falar de sistemas de inibição autoritária, já há muito que teríamos sido apagados do mapa, sem deixar qualquer rasto. Tomo aqui a palavra pelo "Braganza Mothers", a quem, contrariando o anterior, já foi feita a cama muitas vezes, mas isso entra na categoria dos episódios esperados, ou seja, de tempos a tempos, toda a gente sabe que mudamos de lugar, mas lá continuamos, refinados e... piores.

O "Democracia", com as suas aspirações e uma militância pela Democracia Direta, sofreu, recentemente, um contacto com a Realidade: o Português não gosta de livre expressão, e, sempre que puder coartará, ou tenará coartar, a liberdade de verbalização de quem se atreve a pensar, e, mais do que isso, tem o dom de o passar a texto escrito. Fica aqui implícito o elogio às nossas equipas, muitas delas comuns, e a muitos nomes que não são aqui citados, mas cuja presença é relevantíssima. Cada imagem do "Kaos" tem muito mais impacto do que meses de sonolência das "Blasfémias"; cada insólito documento que a "Karocha" saque da carteira provoca muito mais inquietação, e só o diabo saberá por quê, em muita gente...; cada manta de raciocínios que eu despeje, aqui, arrasa meses de tentativas de recomposição do desastre nacional, feitas pelos imbecis que ocuparam as pastas ministeriais, e que falam, na TV, dos estragos, como se fossem de gente externa, e, como nós, muitos, por aí fora.

Tudo o que a esta dinâmica se oponha, não passa, na terminologia da sanita, de sarro, que um bom detergente fará desaparecer de vista.

Se querem rir-se, adorava ir a um "Combate (?) de blogues", mas uma coisa a sério, que metesse a "horizontale" Clara Ferreira Alves, o "Kaos", o Professor Marcello, o "Arrebenta", a Karocha, a miserável Helena Matos, o Medina Carreira, o "Mentiroso", a "Moriae", a "Kaotica", a "Tânia Vanessa", e, por que não, a "Lola Chupa", o Dias Loureiro e também o Manuel Luís Goucha?... Seria interessante, não acham?

O complexo do sistema está enunciado no fragmento de email, que decidi aqui reproduzir. Se, em vez de andarmos em textos elaborados, em curtos comentários, em polémicas vãs de "Facebook", em "fait-divers", como histórias de diplomas, de submarinos, de ares condicionados, e quejandas, e, antes parássemos para olhar um pouco para os figurantes que nos preenchem o cenários político, ficaríamos horrorizados.

A televisão, um dos cancros da Sociedade de Intoxicação, já que despeja, ignorando, salvo raras exceções, os jusantes e os montantes da coisa, ou, simplificadamente, encarando, sempre, a notícia como um ato isolado, uma epifania, sem passado, nem arredores, nem consequências futuras, é, talvez uma das principais culpadas deste estado de entorpecimento em que estamos, e que me atreveria a designar por Síndroma do Eterno Presente. Exemplifico, para clarificar: de repente, abrem telejornais, com caras devastadas, muitas vezes, pela silicose, a falar de esplêndidas reaberturas de minas, de multiplicações de exportações de ouro, sem paralelo, sem que, imediatamente, se ponha a questão: sendo a exploração de minérios, quer histórica, quer, mesmo, pré histórica, uma das grandes razões de atração dos povos para a Península, por que razão se deixaram fechar, ou entrar em declínio?

É consabido o meu ódio a Cavaco Silva, o político mais nocivo do neosalazarismo em que estamos, mas a genealogia é exata: depois de uma continuidade milenar de exploração, o Cabresto de Belém mandou fechar a coisa, quando decidiu que nos ia tornar num país sem infraestruturas económicas, industriais e agrícolas. A partir de aqui, devia haver uma retroatividade de assacamento de responsabilidades, e, como já noutro texto de intervenção sugeri, que se começassem a ler as assinaturas dos atos públicos que nos conduziram à ruína, e se começasse a organizar uma espécie de Tribunal da História de Portugal, onde, como veriam, rapidamente de desmoronariam fachadas e tendências partidárias, e chegaríamos à conclusão de uma existência contínua de predadores.

Aquela coisa do Pontal, onde o desgraçado que faz o papel de "Primeiro Ministro" de Portugal -- uma "Doce" macho, apreciadora de rata negra, e múltipla, já na fase andropáusica das madeixas de caju -- que anuncia uma retoma (?), em 2013 (!), suponho que esteja delirante, a não ser que, polissemicamente, "retoma" seja aqui entendida como, "... ora, toma lá mais... do mesmo".

Não tenho qualquer sensação relativamente a Passos Coelho, o que, em Política, é grave, ser um cidadão insensível a um alto cargo. Contrariamente a Cavaco, que agora está senil, e, portanto, inimputável criminalmente, o mesmo já não acontecendo com os crimes de lesa pátria que cometeu, durante dez anos de maiorias absolutas, os figurantes que escondem as sombras que anseiam pelo Poder, são penosas, ridículas e irrelevantes.

Fala-se de remodelação, é certo, e era urgente: o Primeiro Ministro envelheceu dez anos, e devia ir repousar um pouco; Miguel Relvas, queimado, por ter feito o que muitos, caladinhos, fizeram, a mando dos "lobbies" da RTP, da TAP e das autarquias de mesmo apelido, já devia estar fora do baralho, há meses; do da Economia, não vale a pena falar, porque sofre daquele delírio de pensar que existe, o que muito -- juro -- me faz sofrer: é um pastel de nata canadiano, que escorreu pelas canadianas abaixo, com o "lobby" do "Expresso" a ver. A Cristas -- e olhem para ela com atenção -- tem as arcadas supraciliares e as maças do rosto hipertrofiadas, tal como é descrita a extinta (?) raça de Neanderthal. O Ministério tem futuro, já que cada vez haverá mais gente a plantar batatas, a Ministra... não, já que não pesca nada, nem do assunto, nem das pescas; a Cultura deve ser mantida, com o seu atual Diretor Geral, posto que está exatamente à altura do que nós produzimos; já na Educação, a anomalia estar ali, ou no Tagusparque... é indiferente, de modo que defendemos o seu  rápido regresso ao Taguspark, onde ganha mais, e provoca menos estragos; Finanças?... A Bela Entorpecida?... Devia voltar ao banco da escola, e tentar nascer outra vez: Milton Friedmann é um nome condenado, desde que assassinou vários estados; Defesa Nacional???... Pelas razões atrás expostas, e já que a Nação está a ser cobardemente entregue ao estrangeiro, devia sofrer uma remodelação profunda, a começar pelo seu Chefe Supremo.

Acreditem que não me lembro se há, ou não, mais fantoches a fazer de ministros. Regressando ao parágrafo de mau augúrio que inseri neste texto, só uma coisa é certa: ele já é um contributo para que estes saiam, e venha, em breve, um lodo ainda pior.



(Quadrado de pontas pontais, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")