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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Das lacunas académicas da fêmea de Nuno Crato, e da insegurança que tal gera num país à beira da desintegração social e cultural





Imagem do Kaos


Eu gosto muito de Nuno Crato, como é sabido, aliás, gosto de tudo o que antecedeu Nuno Crato e atrever me ia a dizer que ainda vou gostar mais do que vai suceder a Nuno Crato, embora Nuno Crato seja para mim especial, por que é primo-sobrinho-trineto em 2º grau (?) do 1.º Barão e 1.º Visconde de Nossa Senhora da Luz -- como rezava na "Wikipédia", mas já tiveram o bom senso de apagar.

Eu acho que não é para qualquer um ser primo-sobrinho-trineto, em 2º grau do 1º Barão e 1º Visconde de Nossa Senhora da Luz, a não ser que depois nos prometam uma Bota de Ouro qualquer, ou um lugar no Panteão, com a voz da Marisa, a ganir, como mobiliário sonoro, e, por isso, sou adepto, mas mesmo daqueles de cachecol, "very-light", suástica tatuada, e tudo, das claques do Sporting Clube do Cratismo, um clube da última divisão, como convém a quem tutela o Sistema de Ensino. Entretanto, para que não pensem que me deu alguma travadinha e que, eu, que odeio Futebol e tudo o que com isso se relaciona, me tenha agora tornado, fã, adepto, e evangelista desse branqueamento de capitais.

Não.

Venho mesmo falar do Cratismo, e como o casamento é para casar e procriar, como defendia Manuela Ferreira Leite, e o Papa Francisquinho, venho, mais especificamente, falar da sua boca da servidão, a qual, muito discretamente, como tudo o que é cunha, nepotismo e corrupção, nesta Cauda da Europa, foi, como atempadamente noticiado, nomeada para integrar o Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Ouviram bem: Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia, uma coisinha pouca, que se dá ao luxo de dar e tirar mundos e fundos para projetos de índole de investigação, interdisciplinaridade alargada, bolsas de aprofundamento de estudos, doutoramentos e pós-doutoramentos. Um lugar, portanto, que pode ser ocupado por qualquer um, como a Presidência da Liga, a Secretaria de Estado da Cultura, ou a Câmara de Gondomar.

Depois do ato, que foi pacífico -- o povo é sereno -- e anda intoxicado com o bater das botas do Eusébio e do madeirense, a coisa seguiu, com o tal episódio em que o Crato achou que os professores deviam fazer uma prova não sei do quê, para justificar que estavam aptos para o Ensino, posto que o Sr. Crato duvidava das Escolas Superiores de Educação, por algumas razões em que eu até lhe poderia dar razão, porque conheço particularmente bem o "meio", mas só não vou por aí, porque o meu alvo é justamente a Madame com quem ele se casou e diretamente trampolinou para uma alta patente académica. O argumento de base, evidentemente, nunca poderia ser o ataque dos formados pelas Escolas Superiores de Educação, mas que fosse feita uma triagem de quem por lá anda, e do que por lá se faz. Não é validar uma habilitação, primeiro, para logo a seguir pôr em causa a instituição que a validou. Esse é um procedimento à Portuguesa, ou, melhor, à Albanesa, dados os antecedentes do Sr. Crato, pelo que ainda vou ser mais radical. Para acabar com a "coisa", fechava esses antros todos, e arranjava um Ministro da Educação à altura do cargo, mas eu sou sempre muito direto, e radical, por motivos que só depois se compreendem, e já estou como o outro, raramente me engano, e quase sempre tenho razão.

Adiante.

Acontece que, como sei que a fêmea do Ministro vem, justamente, desses antros "superiores" de "educação", e que, como já foi parodiado -- confirmem AQUI... --, há uma larguíssima fatia de gente, na vida política e académica, que tem graves deficiências de percurso, dado ter havido uma revolução pelo meio, e dado que, sabendo que tem defeitos profundos de formação, "socratismos", e"relvismos" de toda a ordem, se tornaram em lapas, que nunca mais largaram o poiso, obrigando a geração mais qualificada de sempre, a estar desempregada, ou a ter de emigrar.

O próprio Sr. Crato, como reza o seu panegírico oficial, também foi uma licenciatura tardia (a data também foi apagada...), mas, do que me lembro, já foi tirada perto dos trinta anos, dado que, até lá, nos anos 80, Sua Excelência andava a tentar convencer os cafres do paraíso que era a Albânia, uma coisa parecida com a Coreia do Norte, ou pior. Depois lá fez aquele célebre percurso de branqueamento americano, e apareceu como luminária de Matemática, quando a sua formação é em Gestão, ou seja, muito pouco de Epistemologia e de Axiomática, e muito mais de cortes cegos.

Quanto a Luísa Borges de Carvalho, a coisa, como dizem os Franceses, ainda está mais bemolizada, posto que a senhora, num currículo formal, com estrutura e ordenamento de acordo com a norma europeia (parabéns), tem mais fragilidades do que o gajo que está, com voz melosa e ar de lêndea, a destruir o Sistema de Ensino. Como escreve, e podem confirmar, posto que é o seu currículo público, exposto na página oficial da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a dona trabalha numa "Institution of Higher Education" -- traduzido para Português, a língua dela e de todos nós--, "Escola Superior de Educação", por acaso, o Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC) -- mais um... -- e é formada... ah, atenção, aqui começam os problemas... a acreditar no tal currículo oficial da Fundação para a Ciência e Tecnologia, começou como "Elementary School Teacher", o que, em língua de Camões, quer dizer "Professora Primária" -- com todo o respeito pelas gloriosas, mas mesmo gloriosas, que tive, no colégio que frequentei -- depois, tirou um "Bachelor's of Science in Education", vulgo BACHARELATO em Ciências da Educação (1989-1990, quando o macho também andava a fazer o seu curso tardio...), e depois... depois... depois... há um hiato, onde cremos que a defunta Lúcia tenha tido um papel decisivo, e aparece, por obra e graça, em 1994-1995, um "Post-graduate Certificate in Teaching English as a Seconde Language" (O Cambridge e o Bristish passavam disso, assim com eu tenho um da Universidade de Toulouse, com as mesmas aptidões para o Francês), ora a puta que a pariu, e, então, sem que em parte alguma venha o grau de LICENCIADA, arrelva-se, subitamente, um "Doctor of Philosophy in Education" (1995-2000), o que me daria imensa tesão, se já não me tivessem brochado hoje duas vezes hoje, dois valentes queixos com barba...

Seguem-se as linhas de topo, já mais complexas, que é ser Professora Associada (2003-2009), um grau relativamente elevado, da carreira universitária, com coordenações de Mestrados (!), até ao presente, e a célebre integração do Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia, devida ao empurrãozito, suave, de quem lhe o pode dar. Creio que muito disto explique por que estão desempregados tantos licenciados, e tantos outros tiveram de emigrar.

Não vou adiantar mais, já que este texto não é propriamento para os seguidores do "Eixo do Mal", nem dos que acham muita graça ao fedor dos "Gatos Fedorentos", mas deixo no ar uma pergunta, querida, elementar, cândida e afetuosa: assim, no meio de tanto cargo, tanta cunha, tanto empurrão, tanta tralha, traduzida para Inglês, ó, Luísa, afinal, tu és licenciada em quê?...



(Quarteto do grande relvado Português, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sábado, 15 de junho de 2013

Um bandalho chamado Nuno Enver Ohxha Crato




Imagem do Kaos

A Albânia é um pequeno país dos Balcãs, essencialmente montanhoso, com uma história conturbada, que poderíamos fazer recuar até onde quiséssemos, mas eu vou fazer situar na fase que me convém, a da "Viúva Alegre", de Franz Léhar, que se passa lá mais ou menos dentro e ao lado, com protagonistas que não se distinguem muito, a não ser nos pelos da barba.

Tirando as praias, que começam agora a ser exploradas, e as montanhas, onde se criavam águias, para fazer almôndegas contaminadas do Lidl, a Albânia especializou-se em ditaduras, a começar pela ditadura de papelão, de Mussolini, que, à falta de poder construir um império, como o cabrão do Hitler, anexava quintais, e berlusconizava-os, avant la lettre: os miseráveis exemplos da Líbia, da deposição do Negus, da Abissínia, e a viagenzinha adriática à costa albanesa, para ir fazer a saudação fascista, aos abutres e falcões, que pairavam, lá no alto, e não perceberam nada do que estava a suceder.

Os cadáveres de Yalta, ao contrário da Grécia, que esteve para cair nas mãos do demente Estaline, facto a que se opôs Churchill, premonitório, que a estava a reservar para a Alemanha de Leste, da Porteira Merkel, de hoje, entregaram a Albânia à esponja vermelhusca da Cortina de Ferro.

Depois de séculos de horror, ali sucedidos, era só mais um, e veio, para ficar.

Em 1944, já uma águia de asas serradas rasava o solo, um tal de Enver Ohxha, coisa que parece uma marca de esponjas metálicas para arruinar frigideiras, mas não era: era uma espécie de Grande Timnoeiro, um Cavaco das serras, que durou mais de 40 anos, o que o tornou no Maior Albanês de Sempre, e que a primeira coisa que fez foi condenar à morte todos os milhares que se lhe opunham, coisa tradicional na área, já que vinha das crueldades balacânicas e otomânicas, desde a pré história, o período mais glorioso da área, retomado em força, como revivalismo de atraso, mal a Guerra terminou.

O Enver Oxhxa era um gajo porreiro, tipo Mobutu, Pinochet, ou Amadinejadh.

Se o Drácula mandava empalar os inimigos com um pau espetado pelo cu acima, o que devia ser chato, porque foi o único que conseguiu correr com um dos mais célebres bissexuais da História, Mehemet II, o Grande, que, apesar de ter cu, e gostar da fruta, achava que certos extremos não eram convenientes, mas... acho que já me perdi, ah, sim, estava a elogiar Enver Oxhxa, um gajo de vistas largas, comos os burros, quando havia burros, e palas, para lhes porem nos olhos, para só verem o caminho da Grande Marcha.

Como não lhe chegasse o Estalinismo, mal esse gajo -- um dos maiores criminosos da História -- fechou ou olhos, e foi arder para o Inferno -- dizem que foi ele o porteiro de Saramago, tal como S. Pedro fez questão de abrir, pessoalmente, a porta à Lúcia, que tinha visto a Senhora... -- a Albânia sentiu-se órfã, e resolveu dar um salto em frente, adotando os modos e costumes do cacique do Império do Meio, o Camarada Mao Tse Tung. Premonitoriamente, parece que o enclave albanês foi comprado com largos milhões, tal como a EDP e aquelas coisas patrimoniais que o Segundo Cavaquismo, e os seus traidores da Pátria, Mexia, Granadeiro e Catroga, entregou aos Orientais.

Desse ponto de vista, a Albânia era, realmente, um estado de vanguarda. Consta que nela, tal como com Lavoisier, nada se criava, nada se perdia, tudo se transformava, a começar pelas solas dos sapatos, que, quando já estavam demasiado gastas para proteger os pés, serviam de alimento, na frigideira, ou de fricassé, para ortodoxos os seguidores do Livrinho Vermelho.

Ao contrário dos ayatollahs, que mandam cortar mãos, braços e outras coisas, Enver Ohxha era mais radical, e mandava cortar o mal pela raiz, eliminando o corpo todo. Tirana, uma cidadezinha proviciana, foi completamente demolida, e substituída por blocos de habitação do tipo de Chernobyl, depois da explosão da central nuclear.

Esta merda durou décadas, e, tal como na Coreia do Norte, como vivia completamente isolada do exterior, com a sua miséria exclusivamente financiada pela China do assassino Mao Tse Tung, e com um rendimento per capita estável, já que a pobreza aumentava, mas os executados do regime eram em cada vez maior número, a coisa dava ela por ela, e ninguém sabia o que se passava no exterior, já que não havia exterior, só o paraíso albanês.

Para o Camarada Enever Oxhxa, e para os seus seguidores, que se dedicaram às matemáticas, a Albânia era uma Fita de Möbius, já que só tinha uma face, o seu miserável umbigo do fronteiras adentro. 

Entretanto, por cá, nas boticas dos gajos que não faziam os cursos, mas passavam o tempo nos cafés, a sanear professores, e a roubar mobiliários de reitorias, para melhorar as condições de trabalho dos MRPPs, e lá indo progredindo, à Relvas e à Sócrates, entre "aptos" e "não aptos", como o pelintra da Cova da Piedade, Durão Barroso, o vanguardista, e traidor comunista, Pacheco Pereira, o Fernando Rosas, que, dizem as más línguas, tanto trabalhava para o Mao como para a PIDE, o José Manuel Fernandes, que depois se aburguesou -- como todos -- no "Público", mais o camarada Saldanha Sanches, de cujo gabinete, diariamente, até à sua morte, saíam as diretivas para a mailing list dos técnicos oficiais de contas contornarem a lei, e burlarem o Estado, e a célebre justiça com rimel, Maria José Morgado, rival nos olhos betumados, da sua conterrânea Cândida Almeida. Também havia os simpatizantes, não praticantes, como Balsemão, a Sombra de Portugal.

Nestas boticas, então, assim como no Vaticano hoje se discute a pureza do Dogma, e a virgindade da Jacintinha, também se discutia a pureza do Marxismo-Leninismo, tendo-se chegado a um momento em que a Albânia se declarou ser o suprasumo da coisa, tal como aquela gaja que quer ser comida por 100 000 homens, para fazer inveja à Clara Ferreira Alves e à Clara Pinto Correia. Ainda acabará vice reitora, mas isso extravasa os limites deste texto.

A Albânia era calma, polida e civilizada: tinha de se pedir licença ao estado para comprar um frigorífico, e havia listas de espera de 20 anos, com um per capita de frigoríficos de 1 por cada 100 000 habitantes, o mesmo sucedendo com as máquinas de escrever, antepassadas dos notebooks, que, por mais que se pagassem, continuavam a ser prorpiedade do Estado. Aliás, tudo era propriedade do Estado, entre o que havia, e, sobretudo, a miragem do que não havia.

Judicialmente, eram justos, utilizando um argumento para o réu, que sobreviveu, até aos nossos dias e paragens: "sente-se e fique quieto, que nós sabemos mais do que você".

E sabiam, aliás, todos eles eram uns... sabidos.

Para que a coisa não entornasse, assim como 1 em cada 10 Portugueses era informador da PIDE, também 10 em cada 1 dos Albaneses era informador da Sigurimi, uma coisinha jeitosa, feita à imagem e semelhança do KGB, da NKVD, da MGB, e da Stasi, de Angela Merkel. 

Na Sigurimi, como na PIDE, amarrava-se, de mãos e pés, por um mês e meio, e surrava-se, com um cinto, os punhos ou botas cardadas, por períodos de duas ou três horas, em cada dois ou três dias, para não cansar muito o torturador. Ficava-se de pé, em caixões de um metro por oito metros, em  solitárias de cinco dias, respeitando-se os fins de semana, que eram reservados a sessões de espancamento até que se assinasse uma "confissão"; havia outros, com mais sorte, que, para evitarem ser abrangidos pela nova Lei do Arrendamento, da neanderthalense Assunção Cristas, ficavam confinados, por mais de um ano, em celas subterrâneas de três metros quadrados. A tortura física e psicológica era boa, e saudável, incluindo acorrentamentos a cadeiras, espancamentos e choques elétricos, à moda do Silva Pais. De vez em quando mostravam-lhes a bala que os ia matar e adoravam pô-los a ouvir os motores dos carros que levavam as vítimas para as execuções que antecederiam as deles. Existiam seis instituições para presos políticos e catorze campos de trabalho forçado, onde prisioneiros políticos e criminosos comuns trabalhavam juntos.

O Artigo 47º, do Código Criminal Albanês, era muito generoso, e dizia que a “fuga para fora do Estado, assim como a recusa em retornar à pátria por uma pessoa que foi enviada para trabalhar ou teve permissão de viajar temporariamente para fora do Estado” constitui um crime de traição punível com uma sentença mínima de dez anos ou até mesmo a morte.

Jeitosos. 

Não fosse alguém querer fugir do Paraíso, até havia uma cerca eletrificada de metal, a uma distância entre 600 metros e um quilómetro, da fronteira nacional. Qualquer pessoa, que a tocasse, não só correria o risco de eletrocussão, mas também acionaria os alarmes e as sirenes que alertariam os guardas estacionados em intervalos de, aproximadamente, quilómetro a quilómetro. Dois metros de solo, em cada lado da cerca, estavam permanentemente desmatados, a fim de que se marcassem, bem visíveis, as pegadas de fugitivos ou infiltradores. A área entre a cerca e a fronteira estava ainda fechada com armadilhas simpáticas, como anéis de arame, ratoeiras de ruídos, de finos pedaços de tiras de metal, atados a duas ripas de madeira com pedras, e recipientes de lata que faziam ruídos, mal pisados, bem como faróis ativados por contacto, que iluminassem, durante a noite, os possíveis fugitivos. Estima-se que havia aproximadamente 32 000 pessoas detidas, lá pelos idos de 1985, altura em que Cavaco Silva começou a destruir a Nação Portuguesa.

 A verdade é que, com tais comodidades, quem é que não poderia deixar de adorar este regime?...

Não me vou alongar mais, porque realmente havia, e convinha perguntar ao camarada Nuno Crato, onde é que ele estava, no tempo destes 32 000 presos políticos, de 1985, e no Massacre de Tianamen, de 1989?...

Possivelmente, estava a ter aulas de "Matematiquês", para escrever mais umas lorpices, bem pagas, no pasquim do "Expresso".

Só Deus sabe em que rastos então andaria, já que o primo-sobrinho-trineto em 2º grau, elevado à segunda potência, do 1.º Barão e 1.º Visconde, da raiz quadrada de Nossa Senhora da Luz, já pairava, pela mão do Polvo de Sócrates e Figo -- qualquer coisinha servia, não é?... -- como administrador do Taguspark (2010), depois de o Palhaço Aníbal de Boliqueime o ter agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (!) (2008).

De revolucionário só se lhe conhece o ter deixado crescer a barba, o que era estritamente proibido no seu paraíso albanês, e ter assim ficado com ar de chibo luciferino, caracterização que lhe assenta substancialmente bem. Tudo o resto é um protofascismo progressivamente emeregente, nos atos e pensamentos.

Passando um bocadinho ao campo das metareflexões, estas afinidades eletivas políticas têm-se em novo, e deixam marcas para toda a vida, ou, como se costuma dizer, é como a droga, parece ter havido cura, mas não há, há é intervalos entre recaídas.

Hoje, dia 15 de junho de 2013, o camarada Nuno Enver Oxhxa Crato, um badochas, que ocupa, com indignidade, um dos raros cargos que qualquer um pode ocupar, neste país, o de Ministro da Educação, teve uma dessas recaídas e mostrou quem realmente é: um cidadão venal e indigno de ocupar qualquer lugar numa sociedade livre e democrática.

Crato: um escravo, uma ideologia, uma prisão.

Nós, habitantes de um país que se recusa, depois de tantas e tantas vergonhas, do protetorado da Troika, da Goldman Sachs, de Angola, e dos Chineses -- que voltaram, para colonizar este seu novo território -- estamos, em massa, a dizer "NÃO", ao Camarada Nuno Enver Oxhxa Crato. 

Aconselhamo-lo a ir apanhar na peida, ao pé do seu primo Kim Jong-un, quando começarem a voar mísseis ardentes, pelas ruas de Lisboa, e do país inteiro.


(Quarteto do vai levar no pacote albanês, na Coreia do Norte, meu bandalho, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers") 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Uma alimária chamada Nuno Crato


Imagem do Kaos


Sei que já o disse muitas vezes, mas nunca são poucas as que o repito: há, em Portugal, duas pastas, que, pelo seu caráter específico, podem sempre ser ocupadas por qualquer pessoa, e estou a falar da Educação e da Cultura. A da Cultura é indiferente, já que a Cultura ou existe, ou não existe, e a nossa está a apagar-se, sendo que o respetivo Ministro, ou Secretário de Estado, é um mero "bibelot" que lhe põem em cima, para dar trabalho, e dinheiro, a um amigo, de preferência, profundamente estúpido e arrivista, e mostrar ao Mundo que nos estamos a tornar progressivamente irrelevantes, nos nossos sinais heráldicos. 

A Educação já é mais complexa, porque a questão é sempre do que estamos a falar, quando falamos de Educação?

Em Portugal, já que ainda não chegámos à fase de poder dizer "Educação = Cristiano Ronaldo", ou "Educação = Mourinho", o que não tardará muito, ainda se anda na fase das polissemias do "rigor", associadas às inúteis provas de esforço dos "exames", onde quem lá vai só ganha para o esgotamento nervoso, e para dar trabalho a uma enorme comitiva de espantalhos, que têm de ficar a fazer o número da estátua, pelas salas esburacadas, a fingir que a coisa tem dignidade, e depois apanharem com as chuvas de negativas.

Os exames já passaram por tudo, desde tentar ensinar Português através de tiras requentadas de jornal, do cocainómano Miguel Esteves Cardoso, até àquela patologia que nunca mais se titaniza, da insuficiência linguística do Mercador de Lanzarote. Com Crato, talvez a criatura mais estúpida, da tríade Lurdes, Alçada, e ele próprio, as aflições passaram para a Matemática, assunto do qual ele não percebe rigorosamente nada, já que, em vez de lhe perguntarem os cronogramas de exames a que devem ser submetidas as criancinhas, antes deveriam perguntar por que é que (-5) x (-5) é igual a +25, onde o homenzinho ficaria a gagejar, e lá acabaria num inevitável "porque sim", quando um dos fulcros da iliteracia matemática está, justamente, em apresentar, como postulados, o que não é mais do que um derivado de acerto de equações, ou seja, de operações com quantidades desconhecidas. Nesta fase, já ele estaria de boca aberta, a fazer "Han???... repita lá isso...", e enquanto ele fazia "haaaann???...", já o país teria perdido mais meio dia de atraso, relativamente à Civilização.

É sabido que Passos Coelho, um incompetente de carreira, foi escolhido pelo Sistema, para fazer recuar os índices de conforto e de literacia aos do tempo do Vacão de Santa Comba Dão, para que Cavaco Silva se cure do trauma de ter tido uma carreira interrompida por uma chatice, chamada 25 de abril. Fraquinho, remediado, com a sua mãe de santo sempre ao lado, a acompanhá-lo, para quando a coisa não vai a bem, e tem de meter macumbas, com o Relvas no bolso, a quinta essência da mediocridade do arrivismo e do despudor, aquele que se mantém, "não por que sabe, mas porque sabe como fazer", ou seja, o latoeiro, que dá um jeitinho na sucata, e consegue que o motor pegue, de empurrão, como naquelas tristes figuras de meio de estrada, em que uns neanderthais, de manga cavada, a tresandarem a álcool, e só com metade dos dentes na boca, conseguem entre baforadas de combustão tóxica, pôr uma carcaça, fora de prazo, passada com "luvas", na inspeção, a poluir mais uns quantos metros cúbicos de atmosfera, por ali afora.

No tempo do maior português de sempre, havia três categorias de portugueses, aliás, quatro: os que eram filhos de alguém, e faziam o Lyceu, para irem para um curso superior; os que fingiam ser filhos de alguém, e se punham nas pontas de pés, para imitarem os percursos dos filhos de alguém, e até lá iam, quando não se espalhavam pelo caminho; em seguida, vinham os que, por mais sonhos e aspirações que tivessem, se tinham de submeter aos atavismos da proveniência familiar, e aos apertadíssimos espartilhos financeiros, com que esse ogre, que nos deu 50 anos de atraso, os presenteava. A bem ou a mal, por que, como todos nós cá "éramos mais modestos", eles também tinham de se submeter às contingências da modéstia. A quarta espécie é a pior de todas, já que, desprovida do que quer que fosse, tinha de se contentar com assinar com o polegar molhado em tinta, e coexistir com a vergonha de pedir ao vizinho que lesse a carta do filho, que lhe vinha da Guerra de África, cheia de "propriedades", e, geralmente, com uma perna, ou uma mão a menos, quando não ficava lá o corpo por inteiro. Era uma desgraça, mas o país arrastava-se assim, tal como o retrata o brilhante documentário de João Canijo






Quem para isto olhe, das duas uma, ou fica de boca aberta, ou fecha-a com os dentes bem cerrados, para evitar morder alguém, porque ainda há quem ache que nunca deveríamos ter passado disso, e que nesse tempo "é que era bom".

Como em todos os tempos, era bom... para quem podia, e a maioria não podia, nem sequer sabia o que era poder poder.

Nuno Crato, o tal que não percebe peva da Pasta que ocupa, e não vem da Matemática, mas da Gestão, ou seja, tem os tiques da Lurdes, associados aos sorrisos de camelo da Alçada, e, agora, culminando numa economia de cadeiras, um pouco à Burkina Faso, em que, na sala, não podem estar todos simultaneamente sentados, e aqueles dois lápis têm de servir, à vez, para os quarenta desesperados, e enquanto o bico durar, porque não há aparador para a grafite, nem dinheiro para mandar vir mais, porque o BPN continua a carburar.

A fenda cruel da Lurdes, na qual alguns conseguiam encontrar o pré câmbrico do sorrir -- o que realmente separa o humano do não racional -- e ela não sorria, só entregava a fenda a ligeiras oscilações quânticas, que os jornalistas interpretavam como oráculos dos seus estados de alma, a que se seguiu o sorriso néscio da tia da "Versailles", que achava que ficava bem fazer um esgar, depois do capilé, culmina agora no arreganhar da tacha de Nuno Crato, onde a estupidez profunda, a incapacidade para esconder que está ali somente para fazer um frete encomendado por gerações de incompetentes -- nunca nos esqueçamos de que a moda começou com David Justino, uma nódoa, que era assessor do impoluto Isaltino de Morais, lá passou pela Pasta da Educação, que todos os portugueses, como comecei por dizer, podem ocupar, e acabou no presépio de Boliqueime, onde tem lugar tudo o que é remediado, sem pretensões, mas capacidade de ser nocivo -- e que agora culminou nas quotas da formação dos Portugueses.

A matéria prima da Educação são os jovens, e o seu fito a construção do Futuro: cada navalhada que seja dada na Educação é um comprometimento nacional, a longo prazo, muito pior do que os contratos assinados, em forma de concessão, por 30, 40, ou 50 anos,  com os escroques das parcerias publico privadas, porque o horizonte da Educação é a Eternidade, seja lá o que for isso.

Com o sorriso da estupidez afivelado no rosto, um certo esgar, entre a bestialidade e o "tanto-podia-estar-aqui-como-noutro-lugar-qualquer", Nuno Crato, "o primo-sobrinho-trineto em 2º grau (?) do 1.º Barão e 1.º Visconde de Nossa Senhora da Luz", como reza a "Wikipédia", fez aquilo a que Salazar nunca se atreveu. Salazar limitava-se a acompanhar os fluxos, e não punha funis nos filhos de alguém, nos imitadores dos filhos de alguém, e, nem nos... outros. Este, com a desfaçatez que a ignorância sempre tem associada, passou do qualitativo ao quantitativo: 50% dos Portugueses serão "doutores", e os restantes... canalizadores, eletrecistas, modistas e reparadores de trompas de falópio de senhoras mal casadas e etc. afins.

Contrariamente ao Catolicismo, que permite que a alma condenada, por derradeira remissão, se salve no último dos últimos minutos, por arrependimento; do Luteranismo, que já é muito mais restritivo, mas ainda dá jus a uma escapadela, aqui, estamos perante Calvino e Zuínglio, que, no seu asqueroso ayathollismo, defendiam que a alma, se já estivesse condenada à partida, bem se poderia tentar redimir, que lá acabaria nas brasas, onde agora estão Eurico de Melo e Saramago.

Resta saber quem vai definir estas quotas dos 50% que terão a salvação, e dos 50% que terão a punição, mas talvez isso nos seja explicado pelo monetarista assassino, Carlos Moedas, pela boca pausada do seu fantoche das Finanças, a caricatura que dá a cara pelos sinistros bastidores que nos arrastaram, e arrastarão, para a ruína total.

Tudo isto é o quintal nacional: lá fora... está pior, com rabis vampiros a chuparem pilas de bebés, com Obama, esse cancro do séc. XXI, a ameaçar ficar "zangado", se o criminoso Assad utilizar as armas químicas que Saddam Hussein lhe pediu para guardar, e só usar, sob jura, depois de ter sido enforcado, coisa que já aconteceu. Todavia, nem tudo é mau, porque a Rússia voltou a tornar-se numa tirania, sob um tzar plebeu, e o "Curiosity" vai descobrir que havia vida em Marte, aliás, isso faz parte das promessas eleitorais do segundo mandato do caneco, que ainda não se sabe se será assegurado pelo caneco, em si, ou se pela sua nova hipóstase, um mormon, que defende que não deve haver aborto em caso de violação, ou incesto, para a mãe depois poder confirmar se a cria tem a cara de quem a violentou, ou se é igual ao pai-avô, que a montou, para estrear o que era dele...

A vida é sagrada, como se sabe, e já foi embarcada no "Curiosity", para ser posta à solta, mal isso convenha para a campanha eleitoral. Até já tem nome, e uma taxonomia associada: os vermes multirresestentes, com cona, receberão o nome de "michellídeos", enquanto os de dentes brancos e vaidade infinita serão os "obamídeos". Vai ser um milagre natural, misturado com causas da fé, e já procrastinados, metade deles, a serem vermes profissionais, enquanto os outros virão para a Terra, para frequentarem Harvard e Stanford, e até a Lusófona, através de equivalências, que lhes concederá os seus primeiros diplomas marcianos.


(Quarteto do tenho tanta, mas tanta, mas tanta vergonha de viver nisto... no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", escola profissional, de longa data)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nuno Crato, uma escatologia, na forma de 500 zeinais bavas que querem "frô"





Imagem do Kaos


tenho, por nuno crato, o mesmo respeito que tinha pela milú, a mulher a dias da educação, com algumas variantes, a de, realmente, o respeito ser um pouco abaixo e a barba dele estar um pouco mais acima.
sempre que há nunos cratos a cratizarem-se no que resta no cenário por desmontar de um sonho de um gajo que nunca devia ter sonhado isso, afonso henriques, vem-me à cabeça um velho aforismo, que, algures, inventei, o de que, para a cultura e para a educação, qualquer coisa serve, desde que tenha um ligeiro ar de vaca da graciosa, ou um gene de hipopótamo, que vai da mente às extremidades elefantisadas. claro que isto são meras imagens, um pouco os meus graffitis de escrita, mas o sumo da coisa, o meu plano nacional de leitura, para citar outro traste, um camelo de sorrisos falsos, a essência destas imagens é a métrica de uma linha de pensamento que se vai tornando impiedosa, de dia para dia, e que está a chegar agora, por puro tédio, a um seu máximo relativo, como o crato, matematico, adoraria ler escrito, e vamos já aos factos.

como é sabido, as repúblicas do séc xix, a par com as monarquias liberalizantes, sabiam que o sistema de ensino público, a começar pelo primário, era a espinha dorsal de todas as esferas do futuro, pelo que, sempre que hoje se fala em desinvestir em educação, eu saco do revólver das palavras e começo a zeinal bavar-me em todas as direções. depois, como dentro do horror, há sempre um horror do horror, aparecem os cratos, para fazer os fretes que a milú inaugurou, e que a sensaborona opinião pública nacional, uma coisa que só se sabe pronunciar sobre as punições do balneário do leão, ou lá que merda é essa, quase que ignora, já que no tabuleiro do nada vale, tudo vale, na forma do deixa andar,
mas eu não deixo, porque, podem cortar em muita coisa, mas a minha sensibilidade para os valores do relacionamento humano é demasiado sofisticada para não me agarrar às centésimas, e dirão vocês que isto é um vítor constâncio que em mim grita, e eu direi que sim, tal como a senhora de mota amaral tem uma santa da ladeira por fora e uma elsa raposo por dentro, e eu vou soltar essas centésimas, na forma de vitríolo e trucidador for ever essa detestável criatura, nuno crato, que tanto poderia ter aceitado a educação como um penico internacional, já que a vertente carrilha é um carrilho de via única que a subserviência têgêveia, percorre e serve.

acontece que a excelência, palavra que detesto, e prefiro substituir pelo valor do mérito e o reconhecimento das qualidades, quando atribuída em certas idades, pode ser determinante para toda a existência, como dizia sartre sobre a família, que se tinha em pequeno, e deixava marcas para o resto da vida, e deixa, tal como certos atos, e vou já ao que nos interessa, porque isto de andar a bailar é bom para os cretinos do "eixo do mal", e da "quadratura das bestas".

sucede que, coisa que eu desconhecia, alguma das almas caridosas que ocupou a educação, como poderia ter ocupado a vereda das sentinas, resolveu, e com algum brio, que os melhores alunos, do secundário, creio, daquelas bombas relógio que são as escolas portuguesas, iria receber 500 € de recompensa pelo esforço desenvolvido.
500 €, num certo tempo da vida, pode ser muito dinheiro, mais, pode ser o sinal simbólico que funda a primeira pedra de alguém que sente que o trabalho intelectual poderá vir a ser uma via posterior de sobrevivência.
como toda a gente sabe, e vamos a um axioma, em honra do crato, em portugal, o trabalho intelectual não é uma via posterior de sobrevivência, não tivéssemos nós 27% de licenciados no desemprego, e uma fasquia inominável de patrões analfabetos, de cnocizados no governo, e atrasados mentais nos poleiros da república.
esses são os autênticos sinais de mediocracia, uma coisa que a grécia antiga não onventou, mas nós decidimos praticar, já que a arte de ser atrasado sempre passou por decapitar os mais aptos.

eu, humilde escritor, que já tive essa sensação de murro no estômago, em tempos idos, quando ganhei um prémio literário, que era uma publicação da obra na imprensa nacional, casa da moeda, mas, logo dois dias depois, recebo um telefonema, a dizer que, sim, que tinha o prémio, mas não a edição, porque o cancro que então dirigia a instituição -- e escarrapacho-lhe já com o nome aqui -- um tal de vasco graça moura, uma nulidade, que parece uma retroescavadora-caimão do reacionarismo nacional, ao ir-se embora, tinha deixado os cofres vazios...
para o jovem que ganhou o prémio, eu, a coisa foi marcante, aliás, não surpreendente, mas corroborante do desprezo que eu já intimamente sentia por esse traste da vida pública portuguesa, e, imaginem, ao longo do tempo, não só não me esqueci do episódio, como continua a considerar essa... coisa um dos primeiros que abateria, se tivesse o tal poder de carregar no botãozinho e livrar-me das belas lêndeas que nos infestam.

sei que este texto poderá parecer um pouco camileano, autor que não frequento, já que foi indireto culpado de uma posterior gangrena da língua portuguesa, ao nível do vasco graça moura, mas na forma de hipopótamo anão, a agustina, a saloia do norte oitocentista, e vou enveredar pela minha típica verborreia, pondo-me na pele dos jovens que estavam à espera do prémio de mérito, e, afinal, ouviram o qualquer-um-que-pode-ocupar-a-pasta-da-educação dizer-lhes, que, afinal, não havia dinheiro.

gostei dos rasgos de filantropia de dignidade que alguns setores da nossa sociedade, ainda não corrompidos, tiveram, ao assegurar, do bolso deles, o pagamento dos prémios, mas o grosso deles ficou, mesmo, por pagar,
e, assim, estes jovens, anónimos, o melhor das nossas decadentes escolas, aprenderam uma profundíssima lição, um belo teorema, a de que a palavra de um ministro pode voltar atrás, o que terá, no seu amadurecimento, uma sequela de corolários, que poderão ir desde o radicalíssimo desprezo que eu sinto pelo ato, a um crescente ódio, que termine naqueles metralhares finlandeses, ou americanos, de porta de universidade.
como diz a teoria do caos, e o sr. crato muito bem sabe, o bater de asas de uma borboleta em pequim pode gerar um occupy wall street em nova iorque, e quando as borboletas são muitas, e batem muitas asas, poderão muitos 15 de outubros ocupar avenidas, com multidões reunidas em todas as alamedas.
isto, todavia, não é senão, um prólogo dos desenvolvimentos sequentes, não fosse isto um estado em estado de esfarelamento abrupto e acelerado: no tempo da civilização, o ministro dos bons exemplos das gerações futuras, já que esses exemplos são o que fica, quando se esqueceu tudo o resto da educação, ao saber da coisa, que até lhe poderia ser alheia, deveria imediatamente ter seguido o caminho da demissão, para que esses milhares de jovens defraudados sentissem que tinha havido uma solidariedade, por parte de quem deve representar a decência dos países, os seus governos, e crato teria passado para a história como um excelente ministro da educação, um daqueles raros, que, ao sentir que estava incapacitado de cumprir os seus compromissos de honra e exemplaridade, tinha preferido colocar o lugar à disposição, para que as gerações futuras o vissem, doravante, como um homem digno.

e vamos a outro teorema: a dignidade, em portugal, onde se pensa com os pés, e os milagres se esperam de joelhos, tal como o esforço intelectual, são irrelevantes, já que o vale tudo, o há de passar, o amanhã já ninguém se lembra imperam. acontece que não imperam, porque os jovens têm memória de elefante, e crato passou para a história como ainda mais vil do que de vil a educação até hoje tinha produzido, a escravinha da casa pia, que era acordada com baldes de água fria em menina, e achou que isso lhe dava o estatuto de socióloga educadora. creio, só para dar um pouco de adrenalina aos meus leitores, que, se a encontrasse na rua, ainda agora lhe cuspiria na cara, com tanto gosto, como quando ela se perfilou no vazio nacional...
dirá o crato, coitado, que ficaria pobre, e não poderia ir-se embora, porque tem uma família de cratinhos para sustentar, que lhe deve ter perguntado, pai, como é que é isso, de terem prometido um prémio ao pedro, e depois lhe o terem tirado, e o pai crato terá explicado, com a sua exatitude matemática, que não se podem fazer omeletes sem ovos, e é verdade, mas o problema de portugal não é não ter ovos, é ter os ovos todos colocados em cestas erradas, porque, esse mesmo país que assistiu, hoje, a mais um passo na direção da sua terceiromundialização, de aqui a dois meses, se lá chegar, irá assistir à chuva dos milhões dos méritos dos zeinais bavas, dos carrapatosos, dos miras amarais, dos ulrichs, dos farias de oliveira, dos proenças de carvalho, e de tantas aberrações só possíveis numa entorpecida cauda da europa.

a história, a ser contada corretamente, deveria ter decorrido assim, para memória e exemplaridade das gerações publicamente vexadas por este escândalo que se apropriou do poder no portugal agonizantes: ao saber das dificuldades do erário público, minado de bpns, bpps, motoristas das senhora de mota amaral e outras tantas aberrâncias, sua excelência o ministro das finanças, o prozakizado vítor gaspar, imediatamente se teria apercebido da gravidade pedagógica do evento, comunicado ao primeiro ministro das "doce" que um governo pode não ter dinheiro, mas terá de manter a sua decência até ao fim, e de aí se subiria ao senhor do sorriso das vacas, aníbal, o alzheimarizado, e, em consonância de estado, tal como se decidiu nacionalizar o bpn do criminoso dias loureiro, o governo da república, reunido de urgência, e dada a gravidade da situação, decidiria tomar medidas pontuais e exemplares, cativando os prémios dos gestores da ruína da coisa pública, de modo que o dinheiro pudesse assegurar a distinção do mérito das futuras melhores cabeças da geração que estava em construção.
não o fizeram, e o preço disso, prevejo, será medonho, muito para lá dos pesos de consciência de leonor beleza, quando acorda, a meio da noite, e grita, a ver as faces agonizantes dos hemofílicos que assassinou: esta geração não esquecerá o que o sr. crato lhes fez um dia, e, quando os adolescentes crescem e se tornam jovens cabeças de liderança, por vezes rolam cabeças de robespierres na guilhotina.

as outras tiveram as cabeças passeadas nas pontas de chuços, porque brincavam às pastorinhas. Temo, com sinceridade, pelo que possa acontecer a estes, que brincam com todos nós...

(afinal o quinteto era de revolução, no "arrebenta-sol", no "demo crato", no "democracia em portugal", no "klandestino" e em "the braganza mothers")

sábado, 13 de março de 2010

Ainda o fantasma de Maria de Lurdes Rodrigues, como gangrena inoperável do Tecido Educacional Português




Imagem do Kaos

Sou uma pessoa pouco dada a falar de doenças: prefiro o Sol, o Mar, a Música e as Artes.
Só o saber que vou ter de reinvocar aqui o nome de Lurdes Rodrigues é para mim penoso, mas a noite obriga-me, por dever de cidadania, a fazê-lo.

Se me perguntassem quem contaminou, e destruiu, para sempre, o nosso Sonho Europeu, eu responderia, Aníbal Cavaco Silva.
Se me perguntassem quem escolheria para epígrafe de uma futura crónica dos Anos Negros do Chavismo Socratista, eu escolheria Lurdes Rodrigues, o busto da ignomínia de todo este período.

Desde Cavaco, a família tradicional degenerou numa coisa, em forma de alforreca, que inclui, invariavelmente, um drogado, um desempregado de longo curso, um gajo com costumes sexuais exóticos, e muitos rendimentos obtidos na Economia Paralela. Com o tempo, ou seja, com o Socratismo, depois de uma breve deriva guterrista, que foi o Ovo da Serpente, todos se converteram em pensionistas antecipados, alcoólicos, divorciados e proxenetas do Estado.

Um belo dia, por desfastio, resolveram pôr os filhos na Escola.

Como Foucault dizia, e muito bem, o Sistema de Ensino apenas tende para cristalizar as assimetrias culturais e económicas, fazendo com que os mais miseráveis perpetuem os seus miserabilismos, e os mais ricos, o vazio da sua pobre riqueza. De quando em vez, é certo, há um talento, que dá um chuto no Sistema, e, então, faz-se História, mas, pelo meio, perderam-se gerações, e o "Titanic" rasgou-se ainda mais, na ponta do seu icebergue.

Eu sei que o tema não me agrada, e também não é ingenuamente que a Comunicação Social vem agora desenterrar, simultaneamente, um suicídio de um aluno perseguido, e de um professor acossado, mas eu posso aproveitar a boleia, e dizer o que me apetece, e não o que lhes convem, e vou fazê-lo, embora sem grande vontade.

Há muito que defendo a existência de uma Carta de Procriação, tal como existe a Carta de Condução: ou passa-se, ou chumba-se, e há penalizações por pontos. A partir de um determinado patamar, o núcleo macho/fêmea é, pura e simplesmente, impedido de se reproduzir, e de lançar mais ruído humano, numa sociedade, já de si, traumatizada.
Uma larga faixa de Portugueses devia ser impedida de ter filhos, por incompetência, inexistência de padrões morais e de condições mínimas de Humanidade, e esta frase é fatal, porque vai colidir com uma das mais perniciosas instituições do Ocidente, a Igreja de Roma, coio de criminosos cúmplices do latrocínio, da intimidação, da tortura, de ditaduras, do Nazismo e da Pedofilia, entre outros pequenos luxos.
Para mim, não-cristão, alheio ao valores do determinismo do casamento, fervoroso combatente contra a procriação a todo o custo, e pagão, de emoções e razões, ponho já aqui o dedo na primeira ferida, porque todas as outras não são mais do que obscenas consequência desta.

No séc. XXI, a pior forma de poluição é, portanto, a poluição humana, e todos os discursos moralistas e ambientalistas contornam, um atrás do outro, esta frase, como se de um anátema se tratasse. Para mim, pelo contrário, nem é sequer uma hipótese, e antes se trata de um rígido axioma, no qual radica a maior parte dos problemas mundiais presentes.
Quando quiserem corrigir a crise da Contemporaneidade, comecem por aqui, e enquanto não forem por aí, não contem comigo para nada.

A Família média, portanto, tornou-se num cancro representativo social, e num obstáculo ao desenvolvimento das sociedades: é o berço e a estufa dos vícios, do vale-tudo, da proveta do desenvolvimento dos pequenos monstros, futuros analfabetos funcionais, estrangulados entre dias inteiros de televisão, jogos de violência, e padrões de relacionamento social infetado de todas as porcarias imagináveis, desde os preconceitos de hierarquização aos lugares comuns do politicamente correto sexual.

No fundo, e estava agora a recordar a recente história da Madalena e do pombo, coisa que só eu eu ela sabemos do que se trata, que piedade poderei eu sentir, perante um canalha, de 15 anos, que está, à porta da escola, entretido, a torturar um animal, e sente, como um abuso, quando a mão de uma professora, lhe tenta tirar a vítima da mão?
Objetivamente, se não estivéssemos num mundo que perdeu as defesas, era esbofeteá-lo à antiga portuguesa, com o recado de vai agora contar à tua mãezinha que te partiram, e bem, a cara, à porta da escola.

O Leandro matou-se, porque a Dona Lurdes, quando começou a apertar os cordões à bolsa, esqueceu-se de que a sua tutela era a forma de todas as almas futuras, e, quando ali cortasse nos gastos, estaria a cortar na própria Civilização, como fizeram todas as culturas, quando entraram no seu típico período de decadência.
Maria de Lurdes Rodrigues, esse monstro inominável, com as suas hipóstases, o Hipopótamo da DREN, o Caniche Valter Lemos e mais um quantos afins, pura e simplesmente, procedeu ao enterro dos derradeiros vestígios do Iluminismo, trazendo uma Idade das Trevas, que, aliás, já estava prevista no seu sinistro fácies de figura miserável, criada nos meandros de tortura e humilhação da Casa Pia, dos abandonados pelo pai.

As Escolas, por inerência, e por isso ela as odiava tanto, ainda são retaguardas de pessoas que defendem valores inalienáveis, os tais medalhados da sombra, cujos atos nunca verão a luz, mas que suportaram os embates dos abdómens de infinitos problemas diários. Como dizia o Poeta, há certas crenças e pensamentos que nenhum machado cortará, e isso era insuportável para essa Besta, pré-humana, chamada Lurdes Rodrigues.

Entre a Família, destroçada, perversa, ou inexistente, e a Cúpula Amoral do Estado, representada por Sócrates, Aníbais, Varas, Pintos da Costa, Júdices, Pedrosos e aberrações semelhantes, havia, e ainda há, uma fina barreira, em forma de filtro, que impediu que a barbárie estendesse a mão de Cima, para encontrar a garra perfilada, de baixo.

Como um chapéu de chuva protetor, em muitas escolas deste país, o jovem foi simultaneamente protegido do flagelo da Família e da chuva ácida dos maus exemplos do Estado e da Sociedade.
Para os canalhas, que nos governam, e para os cegos que, como coelhos, procriam, isto é insuportável.
A gravidade da coisa estendeu-se esta semana à mancha de óleo de outra insuportabilidade: a grande trituradora, posta em marcha por essa não-pessoa, Lurdes Rodrigues, e deixada em roda livre pela medíocre contadora de histórias, Isabel Alçada, começou a minar as suas últimas barreiras protetoras: suicidam-se os alunos, porque a coisa se lhes tornou insuportável, e matam-se os professores, a pretexto de convenientes "fragilidades psicológicas"(!).
A verdade é, todavia, outra: à falta do "Paraíso" Finlandês e do Pragmatismo Empresarial Americano, onde os gajos, quando se chateiam, agarram em metralhadoras e limpam o cenário, nós, Portugueses, vítimas de uma República decadente, de uma não-democracia cada vez mais explícita e de carrascos dos valores morais, como Lurdes Rodrigues, preferimos, país de poetas, morrer às escondidas, sozinhos, como animais encolhidos num canto, os suicidados de uma nova geração perdida, o clube dos poetas mortos deste miserável Portugal do início do séc. XXI, que será, no Futuro, lido como um dos períodos mais vergonhosos da nossa História.

(Quarteto de sombras, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Sinistra Ministra Isabel Alçada



Dedicado a Maria de Lurdes Rodrigues, que, imaginem, nos vai deixar saudades com o que aí vem...

O KAOS falhou-me hoje com a imagem, de maneira que começo o texto a meio, ... era uma e meia da tarde, já estava eu a telefonar para Londres, para o Filipe, sempre querido, sempre amigo do meu coração, eternamente infantil, que ainda estava no seu eterno encanto de alma ledo e cego, para lhe dizer, e passo a citar, "olha, a puta da tua prima foi escolhida para nos foder... (sic)", e como o outro não percebesse, tive de lhe dizer, "é Ministra, agora...", e ele, "mas Ministra de quê?...", e eu, " Da Educação, a única Pasta, tirando a da Cultura, onde cada um pode ser Ministro..."
Isto é a fase dos "fait-divers", porque, logo a seguir, fui caindo na Real: Lurdes Rodrigues era uma mulher obcecada, primária, que tinha sabido o que custava subir na vida, a partir do nada, e aqui fica feito o elogio possível, a quem não me merece nenhum respeito, porque nunca se soube fazer respeitar, mas, vá lá, sou cavalheiro. Isabel Alçada é pior, é secundária, cínica, ambiciosa, pretenciosa, "snob", e com o pior estádio de quem tem "pedigrée", que é achar que tem mesmo "pedigrée", e quem não tiver não... existe. É secundária, e dá-te, por meia leca, e a sorrir, uma, duas, três, facadas nas costas. A coisa é substancialmente grave, no momento de derrapagem do Sistema de Ensino. Pode perguntar-se o que é que uma gaja, casada com o Rui Vilar, patrão da Gulbenkian, vem fazer num terreiro deste, onde tudo são trincheiras, minas e atiradores furtivos. A primeira resposta é evidente e é ditada pela vaidade dura e pura, como é típica destas gajas que vêm das bases do Ensino e não se habilitaram academicamente, senão, acima de umas duvidosas cuspidelas curriculares, e esta tem várias. A segunda é redundante: como não tem qualquer ideia para o Ensino, exceto nivelar o lixo por cima, mas está cheia de ideias para si, era o perfil ideal para o cargo, e foi.
Não "se achasse" e não passaria de uma mera espécie de vendedora ambulante do Círculo de Leitores de Lombadas, mas as "Mulheres de Vermelho", o braço maçónico feminino deve ter achado que era a hora ideal de a sua acólita avançar, e avançou. Parece-me vê-la, de escola em escola, a vender as "Aventuras da Professora Tijuca de Perna Aberta nas Moitas de Oitavos, à Boca do Inferno", onde passavam os camionistas, e vazavam os colhões, isto, "da capo", repetido tantas vezes até as criancinhas, e os leitores para criancinhas, adormecerem.
Agora que é Ministra, substituirá Eça e Camões pelas suas/delas bostadas (Ana Maria Magalhães) e... e esta é a minha grande esperança, pôr livros dela no programa, em vez dos horrores do Saramago: sofrem menos os jovens e quem tem de os ensinar, embora a ignorância da Língua permaneça estacionária, e isso é bom, execelente, "moderno". Com sorte, e louvando a Bíblia, talvez o Loby Maçónico, com o austero apoio gulbenkeniano a transforme no próximo Nobel da Literatura. A verdade é que se o Saramago tem, por detrás de si, uma fantástica máquina de propaganda, distribuição e venda de lixo, esta não a tem melhor, e noutro nível, não diria "tia", mas mais "chic", e nesse patamar eu gosto de discutir, ou seja, temos tudo para nos odiarmos de morte, à cabeça: ela, porque eu nunca a li, nem lerei; eu, porque talvez aconteça que um dos seus assessores lhe ponha, um dia, debaixo do nariz o que eu penso da figura, e a madame não é como a Lurdes, que estava sempre a jeito e ao nível de enxovalho; esta tem um Obama lá dentro, e não admite brincadeiras, é menina de processos disciplinares e perseguições, uma espécie de Margarida Moreira, mas de bairros finos, pelo menos na conceção dela de... "fino".
Por mim, estou-me, como o Ferro Rodrigues, "cagando": estou, literalmente, a entrar numa novelíssima fase da minha vida, e isabéis alçadas já eu como, e comi, muitas ao pequeno almoço, desde que me conheço, e assim continuarei.
Num parêntesis, e no esterco que é este "novo" governo de Sócrates, que está todo errado, já que o erro maior está na pessoa do escolhido para Primeiro Ministro, e tudo o resto são meros declives consequentes, uma palavra de elogio para a menina Canavilhas, bem simpática, uma mulher da Cultura, e pianista, o que faz dela, em hipótese, e, neste caso, em tese, uma alma sensível e um bom caráter. É. Faz parte das minhas curiosidades biográficas ter-lhe atribuído um prémio (!), mas hoje não estou para grandes histórias: recordo, com saudades, um regresso de Castelo Branco, onde concordávamos que o melhor "Requiem" de Mozart era o do Hogwood, com as suas vozes infantis, e sequência heteróclita.
Quanto à Alçada, não sei se irei escrever muito mais, já que não vai demorar muito, a ela, conseguir pôr na rua, não 100 000, mas 150 000 professores, e isso vai ser adorável. Porém, como é uma senhora, eu, que seleciono as palavras ao milímetro, quero despedir-me com uma flor, mas uma flor especial, que só se dá a narizes empinados como o dela: querida Isabel Alçada, a nova Sinistra Ministra, receba deste seu Arrebenta, com carinho, amor, devoção e respeito, uma flor, mas uma flor de uma das palavras que mais execro em Português: uma flor de... chulé. Melhor, um título que até podia ser dela: "Aventuras de uma Oportunista toda Perfumada numa Flor de Chulé".