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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Goleiro Bruno, seguido do Homoerotismo do Futebol, que podia ter poupado Eliza Samúdio e Dona Rosalina




Imagem Kaos


O estar fora, como diria o Senhor de La Palisse, tem a excelente vantagem de não estarmos cá dentro, só que a Realidade prova que o lá fora, muitas vezes, consegue ser tão mau como o rastejar cá por dentro.

O Brasil é um país cujo nível de corrupção é mundialmente (re)conhecido, e diverge de Portugal, por Portugal tentar fingir que não é tão corrupto como o Brasil, mas isto são dados socio-estruturais, para serem tratados por aquele bode do António Barreto, e ainda ganhar dinheiro com esses lugares comuns.

A Justiça Brasileira, cujo paradigma é o Norte Americano, e não o da Santa Inquisição, como em Portugal, quando apanha um problema, imediatamente o lança para a praça pública, para que o cidadão comum desde logo saiba em que balde de merda está a chafurdar. Em Portugal, a merda escoa-se por boatos, desmentidos, recursos, e acaba, ultimamente, na máquina de lavar tudo da Cândida Almeida, e perde visibilidade, mas isso é outra história, e vamos aos factos que me interessam.

Como é sabido, detesto Futebol, um desporto assegurado pela ralé, para a ralé e que não eleva o espírito um milímetro acima dos sítio onde a ralé tem o cérebro: entre as patas e as virilhas. Pessoalmente, interessam-me bastante as virilhas, porque, aí, o jogo se rege por pulsões mais naturais, e não pela Mafia Mundial, pelo branqueamento e coisas afins.

Acontece que o goleiro Bruno, como qualquer gajo com as virilhas no lugar, gostava de foder, e aqui começa o problema, que vem desde que os homens, na Antiguidade, decidiram separar as coisas dos Homens das coisas da Mulheres. Os desportos masculinos, os tais que se passam entre suor, abraços, balneários, apalpões no cu, no caralho e nos colhões, e metem uma bola pelo meio são perigosos, porque os cérebros minúsculos, condicionados pelas mães de braganza que os pariram, receberam uma educação que os condiciona a confundir sexo com cona, coisa que os Gregos, povo sobre o qual assenta toda a nossa Cultura, já sabia que não era verdade. Simplificando: passada a tesão dos golos, há uma necessidade de catarse coletiva, que, entre totem e tabu, impele e impede que os corpos da equipa se toquem, para além do tal ponto que poderia "parecer mal".
Como toda a gente da ralé, os gajos do Futebol odeiam mulheres e adoram buracos para vazar espermatozóides. As revistas a soldo, geralmente dirigidas por paneleiros, como o Abel e o Carlos Castro, entre outros, vão ficcionando romances e casamentos, que até acontecem, para que se cumpra o processo de normalização e representação social do machão do Esférico. É elementar: basta que casem com uma gaja que não os confunda muito intelectualmente, e isso é fácil, basta fazer o elevador descer do Zero ao Menos Dois, e que seja igual à dos amigos do balneário. O tipo físico está padronizado, e é uma espécie de clone da Cinha Jardim, mas em reles e mais nova, com o cabelo pintado de louro, e, aposto que se, num gesto de maldade, baralhassem a mulher padrão dos narcisos do Futebol, eles iam ter muita dificuldade em depois voltar a emparelhar com a sua...

O Goleiro Bruno, como muitos deles, deu a volta ao problema: a melhor maneira de ir para a cama com os colegas, sem passar por boiola, era enfiar uma gajas tampão pelo meio: assim, quando eles se tocam, em ereção, foi por acaso, e as mamas lá vão servindo de travesseiro e de mirones, como qualquer exibicionista adora. Este tipo de gaja, proveniente do "demi-monde" da Moda, da Coca ou das "Parties", costuma depois pedir aquilo com que todas sonham: jantares em lugares caros, viagens e passeios naqueles carros, que, como as conas, eles compram sempre iguais.

Eliza Samúdio cometeu o erro fatal, aliás, típico das mulheres, que foi não perceber que os homens gostam de foder, por foder, e que a afetividade não tem espaço nesse campo, sobretudo, quando estão extasiados com o corpo uns dos outros, ou cheios de tesão por estarem a chafurdar num buraco onde um avançado centro, um guarda redes ou um lateral, pelo qual mantêm uma paixão homoerótica, acabou mesmo agora de se vir. De facto, não há melhor lubrificante do que a esporra de um colega de equipa...

Eliza Samúdio resolveu emprenhar, pensando que ia segurar um narciso, cuja única função era estar, corpo com corpo com os colegas, e levou a dose em forte: este tipo de gente, como o Pinto da Costa já ensinou, nas suas Universidades de Verão, Outono e Inverno, manda matar, quando é preciso, e o Bruno, como qualquer futebolista normal, quando se viu começar a ser oprimido por um par de ovários descartável, assim fez, nada de novo, portanto, exceto a Comunicação Social adorar crimes cometidos por figuras públicas.

No Brasil, a coisa avançou e tornou-se feia, revelando as sombras e os contornos dos bastidores dessa máquina do crime que as pessoas costumam designar por "Futebol". Pateticamente, ainda se descobriu depois que a Eliza adorava levar porrada do Bruno, o que também diz muito sobre a miséria humana, e a inconciliabilidade de base, sexual, entre o Macho e a Fêmea. Se fosse em Portugal, já estava na Relação, e tinha sido arquivado.

Infelizmente, este é um caso do narcisismo e homoerotismo, que chega a extremos de violência, no seu desprezo pela sensiblidade feminina. Dona Rosalina, como já se percebeu, pelo estilo de lixo que começou a sair da cartola, foi vítima de um jogo -- e estes são mais subtis, porque não fodem, mas sabem muito bem como foder... -- de disputa entre a pior escória que domina Portugal, entre eles Júdice, Sousa Cintra, que se achou na obrigação de filmar (!) um negócio "honesto" que ia fazer com um homem quase centenário, e só me espanta que outro dos facínoras típicos dessa meia dúzia de gajos que arruinou Portugal, Proença de Carvalho, ainda não tenha aparecido no barulho. Gostava de os ver todos em prisões de alta segurança, como o Goleiro Bruno, a lavarem, durante décadas, a roupa suja que entre eles, e arruinando-nos, acumularam.

É pela existência de gente desta que os extremistas do Nacionalismo vão ganhando crescente protagonismo, na nossa pocilga, e cada vez mais nos aproximaremos da justiça por mãos próprias. Paciência: quem ventos semeou tempestades colherá.

Pessoalmente, gostei do pouco que vi de Dona Rosalina: era um tipo de beleza do "Antigamente", que conseguiu resistir aos 70 anos. Teve o azar de ser apanhada no meio de uma briga de galos, desta vez, com um nível de baixeza e perfídia que ultrapassa as pobres mentes dos gajos que pensam com os pés. Estes têm os neurónios exclusivamente voltados para a fraude e o contorno da Lei. Não têm balneário, mas têm gabinetes, e seitas secretas, entre "Aventalinhos" e Opus Dei. Metem-se por todo o lado, restaurantes de luxo, com rendas à Câmara de 150 €, Quintas das Lágrimas, Resorts, Líbias, BPNs, Sociedades Lusas de Negócios, Costas Ricas, Angolas, Moçambiques, Cabo Verde, Brasil, BPPs e Donas Brancas afins, enfim, tudo o que possam imaginar, e, ah, sim, claro, estão sempre prontos para safar os amigos de minudências, como o Processo Casa Pia, entre outros.

Falta nisto a lição de moral, já que esgotámos o sentido literal e o alegórico: era escusado que, entre coisas exclusivamente de homens, entre sexo, dinheiro e vinganças, sacrificassem mulheres. Pá, comam-se uns aos outros, já que é disso que vocês gostam, e larguem a felicidade dos outros. Deixem as mulheres em paz, como já pedia Montherlant, mas eles não deixam, porque isso é máscara, alibi e catalizador.

Para que não entendam esta minha "rentrée" como moralista e pessimista, vamos ao Humor, e ao Anagógico, que é isso que nos move, e eu quero rir, não pensar mais nesta escória: curiosamente, no meio disto tudo, temos alguém que, brilhantemente, já resolveu o problema.
Quando o Futebolista casa com a sua "Barbie" padrão, ela diz-lhe que, em troca do descapotável, das festas, da roupa de "barbie", dos gastos sumptuários e coisas afins, tem, entre as pernas, uma coisa única: uma máquina de lhe clonar o narcisismo e de lhe dar uma cópia da incomparável virilidade, beleza e inimitabilidade do pai: a cria, que irá assegurar às gerações futuras a linhagem da ralé...
Eliza Samúdio podia ter negociado assim, e estar ainda viva, mas teve azar, como se diz na Cauda da Europa, o gajo queria só estar na cama com a equipa, e não queria ainda uma Ovelha Dolly. Mas isto passou-se no Brasil: a Cauda da Europa, todavia, já tem um gajo que conseguiu dar o salto, e resolver o narcisismo da geração seguinte. Parece que lhe custou 12 000 000 €, o que é bom, porque estas mentes primárias acham que o dinheiro tudo pode comprar.
Não pode, e o meu mais sincero desejo é que o clone do Cristiano Ronaldo, comprado a preço de ouro, para um dia vir ter a linda carinha de pele estragada  do pai, saia, literalmente, com as fuças iguaizinhas às da barriga de aluguer... :-)

(Quadrado da "Rentrée", no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers", THE BLOG :-)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Breve Ficha de Inscrição na Camorra




Imagem do Kaos

A primeira palavra vai, inevitavelmente, para a Madeira: pudessem os versos e as belas frases restituir a vida aos mortos e a beleza aos lugares. Não podem, e fica aqui o apelo ao Tempo.
Os velhos do restelo, aves agourentas, que todos detestam, têm agora a voz nos abusos do urbanismo, e mais não vou dizer. Cheia andou, a Bela Ilha, de belíssimos "engenheiros", daqueles, dos bons, da "Independente", que já não se fabricam, porque a fábrica fechou, e a coisa deu no que deu.
A segunda palavra é para aquilo que, se estivéssemos num País regular, minimamente sensato, e com alguma tradição de Opinião Pública, já teria limpo a Classe..., enfim, ia escrever "Política", mas isso só seria verdade no sentido lato, porque tudo é Político, portanto, escreverei, a Fachada do Regime, que deveria ter sido imediatamente limpa.

A memória, como sabemos, é coisa curta, sobretudo no país da "bica" e do Futebol, da Santa com Cara de Saloia, dos "Ídolos" e dos "Gatos Fedorentos": dura enquanto durar o esfregar a beata no cinzeiro, e logo a seguir, o português típico cospe para o chão e passa adiante, a olha para os cus de umas pitas boazonas do 8º ano, que ainda são menores, mas já se faziam.
O que mais me inquieta, sempre que regresso de viagem, é esta compulsiva necessidade de estar permanentemente a fugir de aqui, e a sensação seguinte, no âmbito da ressaca, que é a de que, de cada vez que volto, encontrar cada vez menos país e cada vez mais pântano.
Há um lado glorioso no "SOL", quando decidiu romper o silêncio das "Escutas", e chapar com alguns estilhaços da Realidade Oculta, mas imediatamente passamos para o patamar da inquietação seguinte, que é como estar a apanhar só três minutos entrecortados de um filme que nós sabemos ser infinito.
Quando António José Saraiva, que dirigiu o "Expresso", lugar de referência, pelos bons e maus motivos, começa a falar com voz grossa, é sinal de que apenas nos está a ser dado contemplar a ponta do icebergue, mas já repetimos isso infinitas vezes, por aqui.
Falou com voz grossa, e passou a editorial uma série de caras, muito nossas conhecidas, que sabemos que já deveriam ter "ido dentro" há muito tempo. Trata-se de associação criminosa, nepotismo, peculato, divulgação de informação cifrada, tráficos e compras de silêncio, tudo o que possamos, e, sobretudo, aquilo que nem sequer imaginamos.
É a vida: o próprio "Arrebenta", figura de ficção, e, ao que parece, de grande popularidade, começou a sua vida blogosférica, aquando de um valente chuto no cu dessas mesmas caixas de comentários do "Expresso", só deus saberá por que razões, mas que não serão alheias a muitas coisas sucedidas, já que se preparava para desmascarar um dos piores erros da Democracia Portuguesa, a eleição de Cavaco Silva para Belém.
Águas passadas.
Hoje, numa memorável intervenção, o atual Diretor do "Expresso", de novo, acusou o pederasta exaltado, colérico e vingativo, que (ainda) governa Portugal, de exercer pressões, desde as mais suaves às mais incómodas. Também não é de espantar, porque se trata de uma figura, como todas aquelas que não têm qualquer caráter, de ser capaz de tudo, e é. Utiliza uma velha tática, que vem em todos os manuais de sofística que é a de negar, com ar cândido, as mais evidentes evidências. Para os avisados, a coisa torna-se revoltante, e ainda exalta mais os ânimos. Para a enorme massa, inculta, inquieta e assustada, deste enorme divã de acomodados, que se chama Portugal, há uma sensação de curto-circuito, porque, herdeiros do culto do Respeitinho, no fundo, fica sempre uma séria dúvida, quando se ouve um homem, com o cargo de Primeiro Ministro, desmentir, desmentir, desmentir, que ele possa estar realmente a MENTIR.

Num terceiro tema, Manuela Ferreira Leite, que tantos ódios acumulou, tem revelado as virtudes da estadista, e mostrado como se pode ser excelente Chefe da Oposição, sem grandes esforços: basta chamar os bois pelos nomes, coisa que, nesta terra, é dos comportamentos mais temidos. Numa entrevista irrepreensível, dada a Judite de Sousa, tocou numa das teclas sensíveis do meu "ego": estar ali para servir, e não para fazer carreira, linha que perfeitamente se inscreve no manual do aristocrata, e ela bem o sabe.

Desconheço os limites constitucionais do ato, mas suponho que, brevemente se esgotarão os poderes da Coisa Triste, que ocupa Belém, para poder dissolver a Assembleia. Como isto está a a reboque do seu próprio fim, não é líquido que o faça, no momento ideal, quando o PSD definisse quem quer que seja o seu próximo rosto, e já houvesse um rumor parlamentar do que viesse a seguir.
A Esquerda continua a insistir em alcoólicos, que pactuavam com terroristas, em tempos de Guerra, e arranjou agora uma nova figura, equivalente às Tardes da Júlia, ou aos cozinhados da Maria de Lourdes Modesto, para tentar transformar a Presidência da República, já de si tão desacreditada, num novo poleiro da Ternura dos Sessenta, indiferente a um País que precisa de um Estadista de pulso orientador, mas nem me vou deter mais sobre isso, porque o cataclismo "ira de soi"...

A preceito, Sócrates já deveria ter ido para a rua, aquando do "Caso do Diploma", e, como já não sei, de há semanas para cá, em que águas navegamos, um brusco salto, nos contadores, de emails enviados, de material duvidoso, em redor da "Independente" (como poderão verificar), em redor da única contribuição, eventualmente interessante, a ser verdadeira, que a tal pécora de Gaia, que destruiu o nosso primeiro "Braganza", deixou como legado, está a acontecer diariamente.

Presentemente, não me atrevo a quaisquer previsões, tanto mais que o "SOL" deverá avançar, já nesta sexta, com mais lenha para a fogueira.
À maneira italiana, tudo isto deveria desembocar num "Mãos Limpas", que arrastasse consigo o Polvo inteiro, reabrisse, por exemplo, o "Casa Pia", fizesse uma limpeza dos magistrados conluiados com o tráfico, o futebol e a construção civil, e abanasse esta gente, mostrando-lhe que não é possível que haja sentinelas, como essa tal de Cândida Almeida, que acha importante é que se tapem os furos da panela de pressão, de onde ainda vai saindo algum vapor útil, em vez de se preocupar com a gravidade das coisas que vão saindo para a Opinião Pública. Suponho que seja isso que defina ser "la voix de son maître"...

Se me perguntassem o que hoje me satisfaria, seria elementar: Sócrates fora, eleições antecipadas, ou não, porque haveria maturidade suficiente na Assembleia, para organizar um Governo de Salvação Nacional, pluripartidário, que excluísse o PS, até que ele se purgasse, novo Procurador da República, e limpeza dos cavalheiros de Justiça, que passaram por tudo, até pelos célebres Tribunais Plenários, que a PIDE tanto adorava.
Obviamente, estou a sonhar alto.
Ficará tudo na mesma, Cavaco será reeleito, para acabar a babar-se, nos braços da sua mulher a dias; talvez se consiga calar Ferreira Leite, pondo-a na Presidência do Banco de Portugal, em vez de Manuel Pinho, e assegurando assim um "Centrão-Sombra", e Sócrates perpetuar-se-á, ele e o "Polvo", o pessoal do "Eleven", das saunas de Bruxelas, Berlim e Barcelona, e, passada a agitação da Madeira, nós poderemos voltar, calmamente, a concentrar as nossas baterias nas minúcias das pernas de senil depilado de Cristiano Ronaldo, porque isso é que é bom, e dá saúde e de comer a um milhão de Portugueses.
A Bem da Nação

(Quarteto brahmsiano, no "Arrebenta - SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")