No tempo em que festejas o dia dos teus anos, que sejas feliz. Não faças como os outros que dizem "já não faço anos". Só contam os dias. Ficam velhos quando ficarem. Mais nada.
Parabéns Menino de Metro e Oitenta
Deixo-te um presente...
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Andante senza moto
Sr. Sócrates, só deus sabe o desprezo que tenho por si, não enquanto político, porque até faz bem o seu papel: veste-se como aqueles fácies aflitivos e retardados do Interior sonham, desde as botas de Salazar, presta-se bem às anedotas, nas quais somos exímios, e tem conseguido manter este país razoavelmente no lugar que ocupa, desde que deixou de poder pilhar os outros povos. Pior do que o desprezo do homem público é o desprezo que sinto pelo homem humano, aliás, desumano, porque você parece feito de um poliestereno reles, reciclado e semi-rígido -- não não tome isto como uma insinuação sobre o seu pendor anal, estamos mesmo a falar de matéria consubstancial, como se diria no Primeiro Concílio de Niceia, o plástico, que, em si, é o plástico de si, que se revela Natureza, e prolonga em Acto -- um poliestereno que só consegue despertar piedade.
Hoje, à hora do Buzinão, como sempre, eu estava onde não devia, e até lhe vou dar alguns dados pessoais: estava sentado diante da Comadre -- acho que é assim que se diz -- do Cônsul do Dubai, em Londres, sim, imagine, para o que me haveria de dar hoje..., e ela debitava-me uns argumentos que não sei se servirão à E-Ko, se ao Pedroso: O Dubai, e Oman, assentam, até à extremidade do território Persa (e suponho que Afeganistão incluso), num gigantesco colchão de gás natural, que os que têm meios SUGAM, e os que não têm meios vêem sugado. Parece que ao ritmo de cada quarto de casa com ar condicionado, poderá durar 5 anos... O Dubai é uma espécie de Brave New World, onde coabitam as coisas mais estranhas do Mundo, desde as visitas reles do Hermann José e do "marido", ao tal hotel de 6 ******, que a miserável Torre Vasco da Gama, tenta imitar em Lisboa, até aos endinheirados, que lá vão fazer todas as porcarias que o Corão os inibe de fazer nos seus estados atrofiados e medievais, que Israel, de quando em vez, com a América pela mão, tenta atirar para a frente, enfim, para uma frente que só convém a alguns, mas que é, "malgré-tout", um "aggiornamento" forçado.
Não é isso que me traz aqui: Sr. Sócrates, conhecido nalguns meios, pouco letrados, pelo "Engenheiro", gostava de que o senhor tivesse visto o que eu vi hoje, à saída do Metro de Sete Rios. Eram dois rapazitos -- eu sou mau a dar idades -- talvez entre os 12 e os 14/15 anos, que não estavam mal vestidos, naquelas librés coloridas, que tentam imitar a Guarda Suiça, mas em vermelho, com uns emblemas de colégios inexistentes, não percebi bem se aquilo era Feira do Relógio, se uma relativa abundância bruscamente colapsada. Um deles passou por mim, mas como a Mariazinha bem sabe, das várias vezes que comigo se cruza, perto ex-Pavilhão do Rei D. Carlos, geralmente levo o telemóvel na orelha, não porque goste, mas porque, infelizmente, ultimamente tenho tido uma sequência de matérias bem graves para tentar gerir, em simultâneo, e nem ouvi o que me disse, excepto... "50 cêntimos". Depois de aquilo me ter ficado no subconsciente, olhei para trás, e confirmei que eram mesmo dois, erráticos, e zanzantes, e, quando desliguei, voltei a passar perto, para tentar perceber o que era. O mais velho, com um buço tipo o da Ministra da Saúde, pediu-me ajuda para comer, eu disse que já o amigo, irmão, suponho, o tinha feito, e acabei por dar 50 cêntimos a cada um (Faz cá falta a Allegra Geller do Carvalhido, para dizer que se deveria passar imediatamente a mão pelo botão direito do rato, e ler claramente que se tratava de Pedofilia...). Não, não era Pedofilia: era uma bota que não batia com a perdigota, como se aqueles dois tivessem sido subitamente deslocalizados de um determinado patamar socio-económico e lançados na realidade do País das Maravilhas do "Engenheiro". Ainda me virei para trás, com toda a gente a ver, porque, nisso, já nos comparamos com a Europa -- ninguém pára.... -- e acrescentei: espero que não me tenham estado a mentir.
Sr. Sócrates: gostava de que tivesse ficado ao meu lado, com o seu ar de pessoa sensível, universalmente reconhecido, e os tivesse visto contar as moedas que tinham na palma da mão, para as meterem naquelas máquinas frias, e impiedosas, que costumam caçar dinheiro, para, de facto, tirarem... dois bolos. Cá do alto, e o meu alto é relativo, porque é a exacta Distância Zen do Mundo, eu já estava com mais duas moedas na mão, caso as máquinas falhassem: há certas expectativas que é impossível deixar defraudar, e nós temos de ser, nesses minuciosos instantes, os pequenos deuses locais "ex-machina", que devem assegurar o regular funcionamento dos fatais pormenores invisíveis.
Sr. Sócrates, não pode imaginar o peso que sobre mim teve aquele vidro, que separava os putos dos seus pequenos objectos de prazer. Deixe que lhe diga que, para si, uma besta exaltada, hipócrita e amaricada, capaz de vender a alma ao diabo em prol de uma magra "carreira política", sempre com a mesma desgastada aparência do fato que quer passar por caro, e talvez seja, mas não o inibe de ter a mesma penca de saloio, do merceeiro da minha defunta vovó, nem o sotaque das brenhas, que mostra que frequentou pouco as grandiloquências das vozes graves dos nossos poetas, Sr. Sócrates, até por isso gostaria de que tivesse estado ali, pudesse ter visto a minha camisa de linho azul, com 7 000 km de viagem, e que, como os seus fatos -- vamos a medições, cão, por cão, cão e meio... -- daria, pelo valor, para esvaziar a vitrina inteira. Eu sei que um pensamento destes nunca lhe passaria pela cabeça, nem a si, nem a mim, mas hoje passou-me mesmo, pelo meu remorso pessoal, da facilidade com que eu satisfaço um capricho e que levou a que aqueles putos-do-deus-dará tivessem de andar a contar cêntimos, para poderem cumprir um pequeno sonho. Para si, não há pequenos sonhos, há pesadelos extensíveis e retrógrados, que insistem em ter o rosto das centésimas, mas tudo isso é falso: a infelicidade que o Sr. conseguiu, nos seus três miseráveis anos de Governo, estender a uma população inteira é indescritível, e não tem fronteiras nem perdão... e, ah, sim, não se vá já embora, porque que ainda lhe quero contar o resto... Depois de cumprido o pequeno milagre, aqueles filhos dos homens, ora condenados a serem sombra de gente, avançaram para mais um acto do Enorme Descampado em que o quotidiano se lhes tornou, erraticamente quebrado o galho do mundo frágil em que teriam vivido. Se quer que lhes diga, na manhã deste Buzinão, algo deve ter colapsado irremediavelmente no seu pequeno mundo, e os pais, que, na véspera ainda poderiam ter cumprido o ritual dos pólos de marca, talvez tenham deixado cair a brutal sentença do "hoje não temos mais dinheiro para vos dar...", vá, eu sei que dói, mas oiço ainda o resto: depois do bolo, passaram pelo café da esquina, onde pára o homem comum, e pediram, cada um, um copo de água, e -- eu vi! -- pediram à brasileirita do balcão, se podiam despejar lá dentro um dos pacotes de açúcar do café (!), e despejaram, e beberam. Como sabe, isso faz bastante mal à saúde. Brevemente irão fazer as Provas do 9º Ano, onde a execrável Bruxa que você insiste em chamar de Ministra tanto aposta, e irão ter o sucesso que se imagina, como, brevemente, estarão aptos a utilizar todos os quadros interactivos do mundo, e a comunicar a Realidade por teoremas e estrofes de Camões. Não era esse todavia o rumo do resto do seu dia: com a casa destroçada, todo o Mundo se lhes tornava numa Rota de São Brandão, e avançaram, quaisquer navegadores da Terra Incógnita, para afrontar a barreira seguinte, porque, para aqueles que nada têm, tudo é, subitamente BARREIRA, e atravessaram a cancela do Metro, muito colados a alguém que tinha enfiado o bilhete na ranhura... Do outro lado, já se erguia o olhar severo da vigilante, porque, neste país execrável que você construiu, há uma metade que sofre e outra metade que vigia, e pune, os que sofrem. Ainda parei, não fosse a funcionária interpelá-los, e eu ter de interpor a caução de cobrir mais aqueles bilhetes na direcção de um qualquer Desconhecido.
Gostava de que tivesse estado ao meu lado, Sr. Sócrates. Perdi, ou ganhei, como queira, nisto tudo, meia hora do meu fim de dia, e fi-lo friamente, nada comparável com aquele seu esgar de comoção, que acompanhou a assinatura, nos Jerónimos, com a outra tarada a gemer, desafinada, daquele texto, tão importante para a sua "carreira política".
Deixe que lhe diga que eu, refinadíssimo filho da puta, que por si nutre a maior indiferença política, e o maior desprezo, enquanto nascíturo humano, é por estas e outras coisas que ainda me animo a escrever aqui, diariamente, todas as provocações, e vos marco, com selo de fogo, toda a indignidade da vossa imensa agonia, a que chamam "governação". Isto Sr. Sócrates, era taõ-só uma pequena amostra urbana do gigantesco desastre para que conduziram Portugal.
Gostaria de que tivesse assistido a isto comigo, o Sr., no seu "Armani", eu, na minha caríssima "Richard's", com a diefrença de que você talvez não tivesse visto nada, e eu estivesse, com a minha pena, a grafar-lhe já um sinistro epitáfio: "Esta é a minha ditosa Pátria, diariamente em ti vaiada..."
(Hexágono em "Arrebenta-Sol", "A Sinistra Ministra", "Democracia em Portugal", "KLANDESTINO", "The Braganza Mothers" e "The Twingly Braganza Mothers")
sábado, 14 de junho de 2008
Irlanda: bruta rasteira no Tratado de Bilderberg
Imagem do KAOS
Por espantoso que pareça, depois de um glorioso "Dia da Raça", tivémos um ainda mais glorioso dia do Estampanço. Em 1830, Carlos X foi deitado abaixo, nas "Trois Glorieuses", mas os tempos são agora outros, e os Espantalhos de Bilderberg, como não têm ossos, nem dignidade, nem qualquer tipo de verticalidade, iriam precisar de "centaines de glorieuses" para serem deitados abaixo. Por mim, podem ficar: são como musas, e inspiram-me os melhores textos.
O primeiro bloco do encómio vai para o Povo da Irlanda, velha raça celta, e pátria de três dos mais brilhantes aforistas, cínicos e génios da Literatura Séria, Wilde, Shaw e Joyce. Gosto de pensar que tenho um pouco de cada um deles, e isso deve-se, certamente, a também estar entalado num recanto periférico, e estagnado, da velha Europa.
A Irlanda, hoje, provou que é possível devolver a Europa aos Cidadãos, retirando-a das garras dos fabricantes de futuros lassos, e entregando-a, de novo, à incógnita da Dúvida e da necessidade de reflexão. Os "fora" irlandeses, um dos países que, brilhantemente, "deu o salto", dentro da Família Europeia, imediatamente se encheram de textos de felicitações de todos os cantos do Hemisfério Civilizado, América incluída, e, curiosamente, caso lá queiram ir verificar, há um enorme cepticismo contra aquela "Coisa", equivocamente chamada "Tratado de Lisboa", que ninguém, no seu estado normal de sanidade mental se deu ao trabalho de ler, mas que, com a intuição e a gravidade que nos concedem milénios de maturidade continental e histórias atribuladas, sabe estar cheio de rasteiras, daquelas mansas, que se abrem quando menos se espera...
A minha expectativa cultural, política e económica é muito escassa: sou um mero cidadão europeu, residente em Portugal, futura região autónoma da Galiza, com Alcalde y tudo, a morar numa cidade que se desfaz por todos os lados, ao ponto de se terem de tapar as rachas, os rebocos desfeitos e os acabamentos precocemente envelhecidos com muitas bandeiras herdadas das festividades da República. O pior é quando chove a a bandeira fica reduzida à haste, e toda a desolação reemerge, impante e fatal, para nosso desconsolo de olhar sofrido e comum...
O segundo encómio vai para o KAOS, que andou, tal qual eu, na zona do não-vale-a-pena-mesmo-batermo-nos-por-mais-nada, e, de repente, camionionistas, o Saloio de Boliqueime, mais o Saloio da Cova da Piedade e o Saloio de Vilar de Maçada começaram a tremer nas perninhas de Pastéis de Tentúgal, e a coisa começou a transbordar.
Começou... e começou é uma das palavras mais frágeis que conheço. Eu, Iluminista, e por consequência, Europeísta, dou, de repente, comigo a celebrar estridentemente o fracasso de um pretenso "avanço" da Construção Europeia. Pois, mas a verdade é que, entre dois ou três meses, num súbito acelerar da porcaria, me chegaram subitamente rumores das tais alíneas que ninguém leu, mas LÁ ESTÃO, e vou exemplificar-vos: uma, central, é a da destruição do Sistema de Ensino. Paira no ar que Portugal poderá ficar medusado num patamar académico que não lhe permitirá dar mais do que Licenciaturas (de Bolonha), e os Mestrados e Doutoramentos vão ter de ser tirados... lá fora. Cá dentro, com a destruição da Coluna Vertebral da Formação mínima, arriscamo-nos -- e um dos grandes canalhas associados a isso é o escroque Valter Lemos, o da Reforma do Sistema de Macau e das golpadas dos Politécnicos... -- a poder apenas fazer a formação de "profissionais", gente habilidosa de mãos, para tratar de canos, instalações eléctricas, montagens de "Meo"s e "Netcabos", arranjo de motores de alta cilindrada, e acompanhamento de velhinhas alzheimerizadas, mas com brutas contas em certos bancos sérios... O resto vai para os colégios da fradaria e para aqueles que não sendo da fradaria têm nomes de Santos e geram a perpetuação das elites. Sem ofensa, ou.... aliás, com ofensa, não é por acaso que o Clã Soares anda a ampliar o seu "Colégio Moderno", bem para cima das velhas árvores da mamada, na Alameda do Campo Grande. Fosse viva a Amélia das Marmitas, e havia já grande escândalo de muleta, lá à porta, ó, se havia...
Em França, parece, já se sonha com percursos formativos alternativos, como as maravilhosas Novas Oportunidades, mas até coisas mais arrojadas, como dar diplomas em gares de metro e comboio, estações de serviço e átrios de Centros Comerciais (!). Para quem pensa que estou alucinado, pesquise.
A parte seguinte é ainda melhor: aparentemente, tudo eram favas contadas. Os Bilderbergers, depois de terem fingido que se iam reunir em Atenas, estiveram, afinal, muitos caladinhos, concentrados, há uma semana, perto de Washington, D.C., "Caput Mundi", para mostrar que a coisa, desta vez, ia mesmo arrancar para o duro. Com o indispensável Balsemão, seguiram "the next-ones", António Costa e Rui Rio, o que nada deixa de bom para os palhaços que os antecederam, um dos quais, ainda no lugar de Primeiro-Ministro da Bandeira de Conveniência Portugueses. Dia 1 de Julho arrancava a duvidosa Presidência Francesa, com Sarkozy, o mais perigoso de todos os políticos europeus, à frente.
Estes cavalheiros não brincam em serviço, e mandaram um dos nossos, ainda mais saloio do que os anteriores, para Saragoça, inaugurar o que se apresenta como uma festa, mas, curiosamente, é tudo menos uma festa: é a Expo-2008, cujo tema é a ÁGUA -- ouviram bem?... a Água -- que, depois da especulação sobre o preço dos combustíveis e dos alimentos, vai ser a próxima fronteira de especulação que esses filhos da puta, que estão a desmantelar a nossa parca felicidade, irão abrir. Suponho que o Bimbo de Boliqueime nos tenha representado decentemente, já que sobre o Referendo Irlandês "ainda não tinha opinião (!)", aliás, como dizem os homens do táxi, a única opinião que ele alguma vez terá é de que está à espera do fim do seu 2º Mandato, para levar mais uma reforma para casa. Não será com o meu voto, aliás, como nunca, em circunstância alguma, seria. Falta-me saber se a Maria, como noutras ocasiões, foi beijar a mão (!) da Rainha Sofia...
O grave, no meio disto, é mesmo a Água.
Já se imaginou, mergulhado num sistema, onde será levado a matar o seu vizinho, por causa de um copo de água?... Pois é o próximo "virtual/real game" para o qual você vai ser convidado, mansamente, sem que disso se aperceba, e com o tema a entrar "naturalmente" pelos meios de Intoxicação Social. Espere só que toque a sineta do tema, que nisso eles serão lestos, assim como você desconhecia que Bilderberg estava reunido em Washington. Malhas que o Império tece, e continuará a tecer.
Célebre ficou a frase, naquele ridículo debate parlamentar, entre a Moça de Vilar de Maçada e Senhora de Mota Amaral. Não havia debate: era um trocar de rosas, entre duas madames, com os mesmos gostos em tudo -- e aqui vou entrar nas inconfidências, mas, de vez em quando, tem mesmo de ser, lá me desculpem as fontes do Protocolo de Estado, de onde vem a informação... -- incluindo o tipo de enfarda... perdão, guarda-costas, sólidos, bem desenhados e capazes de esconder um segredo. Aliás, o debate era tão musical, e com aquelas vozes tão bem timbradas no feminino, que só me faziam lembrar o Duplo Concerto de Brahms, com a Tinhosa de Vilar de Maçada a fazer o timbre do violino mal contido, e a Virgem das Ilhas a do violoncelo já com os "esses" muito abertos e esgaçados, uma longa vida dedicada à Harmonia..., e foi mesmo nesse enlevo de alma, já a deixar antever o Centrão Seguinte que a "outra" se descaiu com "o Tratado ser muito importante para a sua carreira política..." Como mantemos uma relação amorosa muito profunda e antiga, imediatamente reportei o facto na "Wikipédia", como poderão confirmar no texto, e depois no "histórico" das alterações. Suponho que ele me irá agradecer eternamente, mas eu também lhe agradeço eternamente muitas coisas que impiedosamente tem feito a 10 000 000 que, como eu, estamos confinados à Cauda da Europa, e aos rasgos de humor da sua miserável soberba. Até a Câncio, essa insólita pendureza do nosso imaginário ali veio à baila...
Que se foda.
O ensaio geral das 65 (!) semanais avançou logo, e ainda nem o Tratado de Bilderberg estava em vigor. Sabe Deus que eu não sou do Bloco de Esquerda, e ainda mais sabe Sócrates que tem em mim um dos mais ferozes franco-atiradores contra a sua mentira, porque fui dos enganados que o pôs lá... Acontece, e paga-se, mas de ambas as partes, ó, se paga.
O carinho seguinte vai para os Sindicatos, que, como já aqui referi, estão incluídos, numa das oclusas alíneas do Tratado de Bilderberg, hoje chumbado pelos Povos Livres da Iralanda, não como representantes das classes que deveriam defender, mas como "cooperantes com os Governos". Procure, se quiser, e leia a Realidade recente, se tiver dúvidas...
O resto é o conselho de um espírito livre, Europeu, Português, na plena posse dos seus direitos cívicos, e com talento para a escrita, como é publicamente reconhecido: Sr. Sócrates, a quem tratam, piedosamente, pelo "Engenheiro", o Senhor já saiu desta arena muito debilitado politicamente, aquando do vexame da sua "Licenciatura", que tentou apagar da "Wikipédia", mas lá ficou, estigmatizada para sempre, como uma vergonhosa marca de fogo, indigna de um Chefe de Governo Europeu. Se tivesse vergonha na cara, demitia-se JÁ, como consequência do fracasso da jóia da coroa da sua carreira política (!), mas sei que vai continuar, por isso, lhe deixo aqui o conselho, maduro, pensado e lapidarmente escrito: o seu Ministro Amado, também conhecido, em certos meios, pelo "Homem da América" (a invenção não é minha, é dos tais... meios...), teimoso e ridículo como você mesmo, a galope daquele ser indescritível que preside à Comissão Europeia, defendem a continuação da ratificação do Tratado de Lisboa.
Estamos plenamente de acordo, mas, para que se cumpra a Europa da Cidadania, e se veja, se, por acaso, ela confirma, ou infirma, os objectivos da Europa dos Interesses, essa ratificação deverá passar a ser feita, um a um, nos restantes países, não em Parlamentos herméticos, mas Referendo a Referendo, para que possamos ter uma visibilidade final.
Muita boa noite, e parabéns por mais esta sua derrota.
( edição pentagonal no "Arrebenta-SOL", "A Sinistra Ministra", o "Democracia em Portugal", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Santo António
"Que seria de mim meu deus/sem a fé em António/a luz desceu do céu/clareando o encanto/ da espada espelhada em deus/viva viva meu santo/saúde que foge/volta por outro caminho/amor que se perde/nasce outro no ninho/maldade que vem e vai/vira flor na alegria/trezena de junho/é tempo sagrado/na minha bahia/António querido/preciso do seu carinho/se ando perdido/mostre-me novo caminho/nas tuas pegadas claras/trilho o meu destino/estou nos teus braços/como se fosse/deus menino"
J. Velloso in Brasileirinho de Maria Bethânia
J. Velloso in Brasileirinho de Maria Bethânia
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Santo António
120 anos de Pessoa
"Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza."
Alberto Caeiro
53% disse NÃO
O PM Irlandês está embaraçado, apostou politicamente no "sim". Espera agora conversar com os seus colegas...
O Tratado De Lisboa está morto.
Está liquidado.
Em 2005 a França e a Holanda já tinham chumbado.
Crise.
A União Europeia não está coesa. E agora?
Absorvam o impacto...
O projecto europeu não avança. O "nosso" José Sócrates está desapontado. Oh!!!!
Não me digam que não respeitam os resultados?
Durão Barroso diz que o tratado não está morto????? E pior, diz não saber qual é a solução quando lhe perguntaram por ela...
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