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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Balsemão, um cancro português




Imagem do  Kaos, com corteia do "Desenvolturas e Desacatos"


O texto é tão extraordinário que dispensa escólios: sai pelo "Jornal do Crime", mas devia ser um suplemento do "Expresso". Digamos que é uma gota de água do irreal quotidiano deste desastre nacional, que nos aconteceu. À justa altura e medida da Cauda da Europa, que precisa urgentemente de se refundar democraticamente, e acabar com este lixo.





"PINTO BALSEMÃO - A COCAÍNA E A TRAIÇÃO DA EX-MULHER COM CARLOS CRUZ


 por Carlos Tomás


O relatório apreendido pelas autoridades ao “ex-espião” Jorge Silva Carvalho contém pormenores sórdidos sobre o patrão da SIC. “1970 – 1ª mulher inicia relação com Carlos Cruz.” Este é o título de mais um capítulo do relatório apreendido pelas autoridades ao ex-responsável do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, no âmbito do processo das secretas, cuja acusação foi deduzida recentemente, e onde são feitas considerações sórdidas sobre a vida privada do patrão da SIC. “A 1ª mulher, Maria Isabel Silva (Belixa) Lacerda Rebelo Pinto da Costa Lobo inicia uma relação com o apresentador Carlos Cruz (não é claro se a mesma tinha começado antes ou depois de Belixa se separar de Balsemão). De assinalar que, durante o depoimento do processo Casa Pia sobre esse período, Carlos Cruz tem o cuidado de nunca referir nem o nome de Maria Isabel, nem de Balsemão, nem dos filhos de ambos. A relação entre Balsemão e Cruz não era a melhor, dada a vontade deste em levar a Mónica e Henrique para Nova Iorque, ideia a que Balsemão se opôs”, escreveu o espião Paulo Félix, a quem Jorge Silva Carvalho ordenou que fizesse o relatório. Segue-se uma nota feita pelo próprio Paulo Félix, a que ele denominou “coincidências”: “Circula na internet uma mensagem com o título ‘coincidências’. Refere que a SIC foi a única estação que esteve no Parlamento quando o juiz Rui Teixeira ali entregou o pedido de levantamento de imunidade a Paulo Pedroso. Refere depois uma série de relações pessoais ou profissionais de pessoas da SIC: Daniel Cruzeiro, chefe de redacção, é filho do advogado de Paulo Pedroso e é casado com Rita Ferro Rodrigues, também ela da SIC e filha do secretário-geral do PS; Sofia Pinto Coelho, jornalista, é casada com Ricardo Sá Fernandes, da defesa de Carlos Cruz; Ricardo Costa, editor de política, é irmão de António Costa, dirigente do PS. A que se somam estes factos: Cruz era apresentador da SIC até à eclosão do caso Casa Pia; Marta Cruz, filha do apresentador, era presença constante num programa da SIC; Herman José, arguido no mesmo caso, era apresentador de um programa da SIC.” E o espião cita outras fontes para continuar com as “coincidências”: O dono da SIC, onde Carlos Cruz trabalhava é Pinto Balsemão; o dono do semanário Expresso, que denunciou o caso, é Pinto Balsemão. O primeiro-ministro em 1982, altura em que a secretária de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, teve acesso ao relatório da Casa Pia com o nome de Carlos Cruz, era Pinto Balsemão. Balsemão é amigo e visita da Casa Redonda de André Gonçalves Pereira, que era o ministro dos Negócios Estrangeiros naquele mesmo ano de 1982 em que foram descobertas crianças na casa do embaixador Jorge Ritto. André Pereira é sócio de Balsemão.” Outro episódio referido no relatório “secreto” prende-se com o nascimento de um filho de Isabel Supico Pinto, de nome Francisco Maria: “A criança só foi reconhecida pelo pai (Balsemão) após ordem do tribunal”, lê-se no documento elaborado por Paulo Félix, que relata depois a criação, em 1973, do semanário Expresso, e as perseguições da PIDE a Balsemão e ao falecido Sá Carneiro. “Balsemão usou o Expresso para defender as suas ideias políticas, usando uma perspectiva puramente instrumental e utilitária de um órgão de Comunicação Social.” O relatório analisa ainda a suposta má relação de Balsemão com Vasco Pulido Valente, que apelidou o patrão da SIC como “Francisquinho, o medíocre mensageiro”, passa pela fundação do PSD, pela admiração de Balsemão por Mao Tse-Tung e pela visão pessimista da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia (CEE). É igualmente abordada uma possível ligação de Balsemão e de jornalistas do Expresso à KGB, a secreta da ex-URSS, em 1980 e a sua nomeação para primeiro-ministro. A TV da Igreja Uma parte extensa do relatório elaborado para Jorge Silva Carvalho prende-se com a promessa de Pinto Balsemão, em Janeiro de 1982, de uma televisão para a Igreja: “Quando foi primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão prometeu um canal de televisão à Igreja, mas mudou de ideias quando regressou ao seu grupo de comunicação, admitindo apenas a concessão do canal 2 da RT, uma vez que tinha então interesse na criação do seu próprio canal. Atualmente, o presidente da Impresa está contra a criação de mais TV’s, por temer os efeitos de mais concorrentes em sinal aberto.” Pinto Balsemão, assegura o relatório, terá mesmo impedido que Cavaco Silva cumprisse a promessa que ele próprio terá feito à Igreja. “Já em 2009 Pinto Balsemão afirmou, perante deputados na Assembleia da República, ter fortes dúvidas sobre a existência de mercado publicitário para todos os canais em sinal aberto. Hoje, é um dos maiores opositores à privatização da RTP, que vê como séria ameaça à sobrevivência da SIC, mergulhada em dificuldades financeiras”, acrescenta o relatório agora na posse das autoridades. A espionagem feita a Balsemão fala igualmente da sua desavença com Marcelo Rebelo de Sousa, tudo porque o professor terá tratado Balsemão por Francisco e este exigido a Marcelo que o chamasse primeiro-ministro. Apesar disso, lê-se no documento, Balsemão entregou o Expresso a Marcelo e este acabou por se revelar um crítico feroz do Governo. “Talvez para afastar Marcelo do Expresso, talvez por querer aproveitar o seu talento nas negociações parlamentares, talvez pelas duas coisas, Balsemão chamou-o ao Governo. Não demorou a arrepender-se. Na semana das autárquicas de 1982, decisivas para o futuro do moribundo Governo, Marcelo comunicou ao seu amigo Francisco que iria demitir-se do Governo. O primeiro-ministro não gostou de ver o seu protegido abandonar o barco que se estava a afundar, mas este prometeu manter a boca fechada. Dois dias depois a notícia estava escarrapachada na capa do DN. Balsemão chamou-o logo a S. Bento e deu-lhe um violento raspanete.” Grupo Bilderberg O grupo de Bilderberg é outro assunto tratado no relatório de espionagem ao dono da Impresa: “Balsemão tem-se revelado, ao longo dos anos, como um agente de influência, sabe-se lá ao serviço de quê e controlado por quem. A sua participação em encontros de Bilderberg é disso exemplo. Trata-se de uma organização nada transparente e que, por isso mesmo, muitos rumores e teorias da conspiração tem suscitado, mas que, independentemente dos objetivos específicos, é um concentrado de gente com claras ambições de controlo de tudo o que de importante se passa no globo, sem que se conheçam as suas motivações, nem objetivos, sabendo-se apenas que são os seus objetivos particulares que os movem. Aos encontros de Bilderberg, Balsemão, que funciona como porteiro português do grupo, tem levado inúmeras personalidades portuguesas. Ele escolhe o convidados do grupo desde 1988.” O diferendo com Emídio Rangel é igualmente abordado no relatório, ficando a saber-se que Balsemão considerava o então diretor da estação de Carnaxide “um gastador”. As críticas a Rangel terão motivado uma cisão na SIC, que culminou com o afastamento do diretor. O consumo de cocaína As referências pouco abonatórias no relatório mandado elaborar por Jorge Silva Carvalho sobre Pinto Balsemão surgem ainda referências sobre os hábitos do empresário. Uma delas prende-se com o alegado consumo de cocaína: “É pública a história de que, depois de um voo de 12 horas, vindo de Macau, Balsemão foi jogar golfe. Em 2001, ao Expresso, justificou a proeza com a sua resistência física. Resistência que ainda hoje é provada pelas horas que passa a trabalhar. Facto atribuível, segundo fontes bem informadas, a uma operação de Relações Públicas. Outras fontes ligam esta resistência física ao consumo de cocaína.” E o relatório vai mesmo mais longe: “Associado ao caso Casa Pia surgem rumores do consumo por Balsemão de cocaína.” E Paulo Félix cita um documento do GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática: “As testemunhas são falsas, mentirosas, treinadas e pagas com o dinheiro da droga, as duas moedas que também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como é público, alcoólica e cocainómana em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão de quem também é fornecedora”. Outra nota da espionagem vai para um alegado negócio de gestão danosa de Balsemão e que teve alegadamente a ver, em 2009, com o facto da Impresa ter perdido 5,8 milhões de euros com a alienação da Iplay por um euro: “Este é um negócio que configura, no mínimo, uma situação de gestão danosa por parte de Balsemão. 5,8 milhões de euros foi quanto custou à Impresa a alienação da editora discográfica Iplay (…). O valor resultou de perdas de imparidade de 1,7 milhões e prejuízos de exercício de 4,1 milhões, montante que foi registado em atividades descontinuadas nas contas referentes a 31 de Dezembro de 2008 da Impresa”. A Iplay acabou por ser alienada à Fantasy Land e à Lemon por um euro. A empresa tem, segundo o espião, uma situação positiva, conforme revelaram os novos donos. O relatório elaborado por ordem de Jorge Silva Carvalho termina com um perfil de Belmiro Azevedo, onde se descrevem todos os cargos por ele ocupados ao longo da vida, os seus dados pessoais, as suas raízes beirãs, as suas características pessoais, onde se inclui o gosto pelo golfe e por tocar bateria. E destaca-se uma frase do próprio Pinto Balsemão: “Se obtive êxito como empresário, foi pelo facto de me sentir acima de tudo jornalista.” *O jornal "o CRIME" desta semana revela todo o dossier secreto e aquilo que os restantes órgãos de Comunicação Social divulgaram de forma fraccionada e dissimulada, apesar de a maioria ter todo o documento mandado fazer pelo ex-diretor do SIEDM nas mãos. E se no Expresso, SIC e VISÃO isso se percebe, por estar em causa o PATRÃO, já nos restantes órgãos a forma tímida como deram a notícia foi confrangedora."


(Quarteto do e isto é só uma pontinha da Realidade, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

domingo, 8 de janeiro de 2012

Boys for the... "Shops"



Imagem do Kaos


Se fosse dado a crendices, diria que esta semana foi, para Portugal, apenas comparável àquela em que a santa pastorinha, Lúcia, viu o solzinho a dançar, mas como não sou crente, nem crendista, prefiro abordar a coisa do ponto de vista económico, que é muito mais "fashion", e diria que o país profundo finalmente respondeu ao apelo do Saloio de Boliqueime, e, subitamente, "suddenly", se cobriu de "Lojas", do comércio tradicional.
Até aqui tudo seria bom, não fosse a inquietante palavra "tradicional", ou seja, indo ao étimo, costume de longa prática, consuetudinário, e enraizado na natureza das coisas, como tão bem soube ver o acólito desses balcões, o venal Francisco José Viegas.
Baixando à terra, o que me espanta não é ver as pessoas espantadas com descobrirem que vivem num país permanentemente manipulado por sociedades secretas, umas mais obscuras do que outras, mas o só se terem espantado agora, já que a coisa, como "tradicional", se perde na noite dos usos e costumes desta terra desgraçada.

Fernando Nobre, um traste, lamentava que a Maçonaria, tão penalizada pelas ditaduras, estivesse, agora, em vias de ser novamente ostracizada. Como diz o ditado popular, quem boa cama fizer, nela se deitará, e parece que, desta, o sono vai ser grande e ortopédico, mas, já que estamos, a conselho do Aleijão de Boliqueime, a enveredar pelo "tradicional", também há outro ditado que nos diz que, quando a esmola é grande, deve o pobre desconfiar.
Convem, pois, que abandonemos o barco desta súbita euforia, e nos foquemos no que por detrás dela está. Como se sabe, em situações de crise extrema, o ser humano vai buscar forças inusitadas, para sobreviver, e, se o ser humano o faz, o que dizer, então, das empresas em crise, no extremo do desumano?
Quando as empresas se chamam "Impresa", e têm como patrão a sombra de Bilderberg, Balsemão, que toda a gente sabe estar com a corda na garganta, por diversas razões, porque perdeu dinheiro no BPP, e em lados que é melhor nem sabermos, porque já toda a gente descobriu que a SIC é um repositório de vendas nos olhos, porque já toda a gente se fartou do Búfalo da Coca, e a Blogosfera naturalmente venceu a venal e limitada Clara Ferreira Alves, que nos chegou a tratar, como já deverão ter-se esquecido, nos seguintes termos: "A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring".


Aparentemente, estava a fazer um seu autoretrato, poupadinho na parte do célebre por do sol no Cairo, e foi então levada a Bilderberg, já de maca, com propósitos que só deus saberá, mas que, se juntarmos os cordelinhos todos não será difícil descortinar.


A verdade é que este bombardear das lojas maçónicas não é ingénuo.
Como atrás se disse, sempre as houve, e chegaram a ser respeitáveis e frequentadas por gente notável, o que faz parte da História, e, depois, de um certo historicismo decadente, e sem fulgor. Hoje em dia, aqueles aparatos, à Lady Gaga, e aquelas palhaçadas, misto Cirque du Soleil com os Fura del Baus, de venda nos olhos e na boca, só devem fazer sorrir, quem gosta de jeans, bom sol e de um cocktail de frutas, ao pé do mar, mas a verdade é que, como os nódulos da tiróide da Cristina Krischner, essas coisas obrigam-nos diariamente a tropeçar nelas, provocam-nos dificuldades respiratórias, e problemas de deglutição. Num nível mais grave, e é nesse que as devemos atacar, provocam um determinismo da atribuição dos bons lugares, e barreiras invisíveis de progresso, pelo lado do talento, que nem o pior Calvinismo se atreveria a propor.


Resumidamente, para aqueles que se riram do funeral do palhaço da Coreia do Norte, nós também temos, nos bastidores, uma "nomenklatura" de aventalinho, que se move imovelmente, e impede, pantanosamente, que os melhores alcancem os melhores lugares. A longo prazo, e não há prazo maior do que a "tradição", este lastro leva os países ao fundo, como levou Portugal.


A verdade é que, e ainda voltando ao Sr. Balsemão, para ele se dar ao luxo de usar as armas químicas de atacar uma sociedade secreta com todos os seus méritos e vergonhas, é que já está mesmo desesperado, e aquilo a que assistimos não é, afinal, interesse nenhum em repor qualquer tipo de verdade, mas uma guerra fratricida, entre piranhas, lacraus e víboras, que mistura "Ongoings", secretas, "Impresas", RTPs, "Expressos", SIC, a coca do costume e prejuízos colossais.
É verdade que ele levou a égua para Bilderberg-2011, mas isso não chega, porque tudo o que aqui diariamente escrevemos, todas as correntes de emails que diariamente recebemos, todas as correntes de "Facebook", as sms, os brilhantes textos de atiradores anónimos e menos anónimos, enfim, tudo isso fez entrar em agonia o Monopólio da Mentira, em que o Sr. Balsemão e a sua pécora durante várias décadas tão bem se deram. Como dizia o outro, aconteceu-lhes o mau, o muito mau e o péssimo, já que, realmente, se pode enganar um pouco de gente todo o tempo, e também se pode enganar toda a gente durante algum, mas é literalmente impossível, sobretudo, nesta turbulenta segunda década do séc. XXI, enganar todos, para sempre, e, com o advento do peixe congelado, o chumbo de papel inútil do "Expresso" já nem para embrulhar peixe fresco hoje serve.


Vamos, todavia, ao centro deste texto, que é muito mais importante do que andarmos a contar cabeças de lojistas, na Assembleia da República, já que toda a gente deveria saber que, entre tantos debates de Parlamento, e debates televisivos, alguma coisa deveria andar a correr mal, porque a enormidade de tempo neles dispendida e a desproporção das conclusões obtidas só se poderia justificar por a conversa já ter sido tida, e orquestrada, nas vésperas e nos desfechos, em salas de rituais, em capelas  da "Obra", ou em saunas de apanhar no cu, ou, em resumo, o que parece espontâneo e legal não é mais do que uma permanente encenação, para o público crente e parolo, de hierarquias do Polvo, que fingem digladiar-se, em praça pública, para manterem, na verdade, o Sistema ferreamente intacto.
O importante deste texto não é andarem políticos travestidos de varinas da Nazaré, ou de carregadoras de tabuleiros de Tomar, ou a beijarem o cu a um bode, que, depois se converteu, alegoricamente, em incluírem os putos da Casa Pia nos seus decrépitos rituais pedófilos, o grave deste estado de coisas é o Poder Judicial estar exatamente nas mesmas mãos de luva maçónica, ou de cilício, e isso afetar, em cheio, o coração do Estado de Direito, já que a garantia da Democracia é a garantia da igualdade do cidadão perante a Lei.
Se tantas vezes se questionou por que é que não há políticos presos, a resposta é agora evidente: é porque aqueles que os poderiam prender também frequentam os mesmos colos, sejam esses colos chamados Maçonaria, Opus Dei, Opus Gay, ou Opus não-Gay.


Não vou prolongar-me no retrato: o resto do trabalho fica ao vosso critério, com um pequeno carinho para o Sr. Balsemão e a sua corja: que ele nunca se esqueça de que a não investigação da vertente feminina do "Casa Pia" foi um milagre que o salvou uma vez, mas pode ser que o não salve duas, porque a Blogosfera, onde nós praticamos o nosso "onanismo literário", pode ser que se lembre de desenterrar esse esqueleto do armário, velho do tempo em que Carlos Cruz -- de quem o "Expresso", "la voix de son maître", agora publicita, prefaciado pelo obsceno Miguel Esteves Cardoso, o livro da vergonha -- cobria a Tita Balsemão, e a Marluce se deliciava com a carne fresca, aquém e além mar. Sim, pode, como corno manso, tentar relançar Carlos Cruz, o seu amigo de há muito, a reboque da medíocre Clarinha, mas como sabe, ou, se não sabe, aprenda, já não estamos nos Anos 70 e 80, e a Opinião Pública, com isso atirado para cima da mesa, pode começar a ter reações menos, enfim..., próprias, e a perceber que o problema das proliferação das "Lojas" pode acabar por se tornar irrelevante, perante sombras e teias sinistras, a tecerem-se, bem nessa sombra, em que o Senhor e os seus acólitos sempre tão bem se moveram.
Talvez fosse altura de se reformar, e levar consigo esses espetros, que a Sociedade Portuguesa, que pensa, tão bem dispensa.


(Afinal o quarteto era de "Lojas", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")