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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Balsemão, um cancro português




Imagem do  Kaos, com corteia do "Desenvolturas e Desacatos"


O texto é tão extraordinário que dispensa escólios: sai pelo "Jornal do Crime", mas devia ser um suplemento do "Expresso". Digamos que é uma gota de água do irreal quotidiano deste desastre nacional, que nos aconteceu. À justa altura e medida da Cauda da Europa, que precisa urgentemente de se refundar democraticamente, e acabar com este lixo.





"PINTO BALSEMÃO - A COCAÍNA E A TRAIÇÃO DA EX-MULHER COM CARLOS CRUZ


 por Carlos Tomás


O relatório apreendido pelas autoridades ao “ex-espião” Jorge Silva Carvalho contém pormenores sórdidos sobre o patrão da SIC. “1970 – 1ª mulher inicia relação com Carlos Cruz.” Este é o título de mais um capítulo do relatório apreendido pelas autoridades ao ex-responsável do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, no âmbito do processo das secretas, cuja acusação foi deduzida recentemente, e onde são feitas considerações sórdidas sobre a vida privada do patrão da SIC. “A 1ª mulher, Maria Isabel Silva (Belixa) Lacerda Rebelo Pinto da Costa Lobo inicia uma relação com o apresentador Carlos Cruz (não é claro se a mesma tinha começado antes ou depois de Belixa se separar de Balsemão). De assinalar que, durante o depoimento do processo Casa Pia sobre esse período, Carlos Cruz tem o cuidado de nunca referir nem o nome de Maria Isabel, nem de Balsemão, nem dos filhos de ambos. A relação entre Balsemão e Cruz não era a melhor, dada a vontade deste em levar a Mónica e Henrique para Nova Iorque, ideia a que Balsemão se opôs”, escreveu o espião Paulo Félix, a quem Jorge Silva Carvalho ordenou que fizesse o relatório. Segue-se uma nota feita pelo próprio Paulo Félix, a que ele denominou “coincidências”: “Circula na internet uma mensagem com o título ‘coincidências’. Refere que a SIC foi a única estação que esteve no Parlamento quando o juiz Rui Teixeira ali entregou o pedido de levantamento de imunidade a Paulo Pedroso. Refere depois uma série de relações pessoais ou profissionais de pessoas da SIC: Daniel Cruzeiro, chefe de redacção, é filho do advogado de Paulo Pedroso e é casado com Rita Ferro Rodrigues, também ela da SIC e filha do secretário-geral do PS; Sofia Pinto Coelho, jornalista, é casada com Ricardo Sá Fernandes, da defesa de Carlos Cruz; Ricardo Costa, editor de política, é irmão de António Costa, dirigente do PS. A que se somam estes factos: Cruz era apresentador da SIC até à eclosão do caso Casa Pia; Marta Cruz, filha do apresentador, era presença constante num programa da SIC; Herman José, arguido no mesmo caso, era apresentador de um programa da SIC.” E o espião cita outras fontes para continuar com as “coincidências”: O dono da SIC, onde Carlos Cruz trabalhava é Pinto Balsemão; o dono do semanário Expresso, que denunciou o caso, é Pinto Balsemão. O primeiro-ministro em 1982, altura em que a secretária de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, teve acesso ao relatório da Casa Pia com o nome de Carlos Cruz, era Pinto Balsemão. Balsemão é amigo e visita da Casa Redonda de André Gonçalves Pereira, que era o ministro dos Negócios Estrangeiros naquele mesmo ano de 1982 em que foram descobertas crianças na casa do embaixador Jorge Ritto. André Pereira é sócio de Balsemão.” Outro episódio referido no relatório “secreto” prende-se com o nascimento de um filho de Isabel Supico Pinto, de nome Francisco Maria: “A criança só foi reconhecida pelo pai (Balsemão) após ordem do tribunal”, lê-se no documento elaborado por Paulo Félix, que relata depois a criação, em 1973, do semanário Expresso, e as perseguições da PIDE a Balsemão e ao falecido Sá Carneiro. “Balsemão usou o Expresso para defender as suas ideias políticas, usando uma perspectiva puramente instrumental e utilitária de um órgão de Comunicação Social.” O relatório analisa ainda a suposta má relação de Balsemão com Vasco Pulido Valente, que apelidou o patrão da SIC como “Francisquinho, o medíocre mensageiro”, passa pela fundação do PSD, pela admiração de Balsemão por Mao Tse-Tung e pela visão pessimista da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia (CEE). É igualmente abordada uma possível ligação de Balsemão e de jornalistas do Expresso à KGB, a secreta da ex-URSS, em 1980 e a sua nomeação para primeiro-ministro. A TV da Igreja Uma parte extensa do relatório elaborado para Jorge Silva Carvalho prende-se com a promessa de Pinto Balsemão, em Janeiro de 1982, de uma televisão para a Igreja: “Quando foi primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão prometeu um canal de televisão à Igreja, mas mudou de ideias quando regressou ao seu grupo de comunicação, admitindo apenas a concessão do canal 2 da RT, uma vez que tinha então interesse na criação do seu próprio canal. Atualmente, o presidente da Impresa está contra a criação de mais TV’s, por temer os efeitos de mais concorrentes em sinal aberto.” Pinto Balsemão, assegura o relatório, terá mesmo impedido que Cavaco Silva cumprisse a promessa que ele próprio terá feito à Igreja. “Já em 2009 Pinto Balsemão afirmou, perante deputados na Assembleia da República, ter fortes dúvidas sobre a existência de mercado publicitário para todos os canais em sinal aberto. Hoje, é um dos maiores opositores à privatização da RTP, que vê como séria ameaça à sobrevivência da SIC, mergulhada em dificuldades financeiras”, acrescenta o relatório agora na posse das autoridades. A espionagem feita a Balsemão fala igualmente da sua desavença com Marcelo Rebelo de Sousa, tudo porque o professor terá tratado Balsemão por Francisco e este exigido a Marcelo que o chamasse primeiro-ministro. Apesar disso, lê-se no documento, Balsemão entregou o Expresso a Marcelo e este acabou por se revelar um crítico feroz do Governo. “Talvez para afastar Marcelo do Expresso, talvez por querer aproveitar o seu talento nas negociações parlamentares, talvez pelas duas coisas, Balsemão chamou-o ao Governo. Não demorou a arrepender-se. Na semana das autárquicas de 1982, decisivas para o futuro do moribundo Governo, Marcelo comunicou ao seu amigo Francisco que iria demitir-se do Governo. O primeiro-ministro não gostou de ver o seu protegido abandonar o barco que se estava a afundar, mas este prometeu manter a boca fechada. Dois dias depois a notícia estava escarrapachada na capa do DN. Balsemão chamou-o logo a S. Bento e deu-lhe um violento raspanete.” Grupo Bilderberg O grupo de Bilderberg é outro assunto tratado no relatório de espionagem ao dono da Impresa: “Balsemão tem-se revelado, ao longo dos anos, como um agente de influência, sabe-se lá ao serviço de quê e controlado por quem. A sua participação em encontros de Bilderberg é disso exemplo. Trata-se de uma organização nada transparente e que, por isso mesmo, muitos rumores e teorias da conspiração tem suscitado, mas que, independentemente dos objetivos específicos, é um concentrado de gente com claras ambições de controlo de tudo o que de importante se passa no globo, sem que se conheçam as suas motivações, nem objetivos, sabendo-se apenas que são os seus objetivos particulares que os movem. Aos encontros de Bilderberg, Balsemão, que funciona como porteiro português do grupo, tem levado inúmeras personalidades portuguesas. Ele escolhe o convidados do grupo desde 1988.” O diferendo com Emídio Rangel é igualmente abordado no relatório, ficando a saber-se que Balsemão considerava o então diretor da estação de Carnaxide “um gastador”. As críticas a Rangel terão motivado uma cisão na SIC, que culminou com o afastamento do diretor. O consumo de cocaína As referências pouco abonatórias no relatório mandado elaborar por Jorge Silva Carvalho sobre Pinto Balsemão surgem ainda referências sobre os hábitos do empresário. Uma delas prende-se com o alegado consumo de cocaína: “É pública a história de que, depois de um voo de 12 horas, vindo de Macau, Balsemão foi jogar golfe. Em 2001, ao Expresso, justificou a proeza com a sua resistência física. Resistência que ainda hoje é provada pelas horas que passa a trabalhar. Facto atribuível, segundo fontes bem informadas, a uma operação de Relações Públicas. Outras fontes ligam esta resistência física ao consumo de cocaína.” E o relatório vai mesmo mais longe: “Associado ao caso Casa Pia surgem rumores do consumo por Balsemão de cocaína.” E Paulo Félix cita um documento do GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática: “As testemunhas são falsas, mentirosas, treinadas e pagas com o dinheiro da droga, as duas moedas que também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como é público, alcoólica e cocainómana em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão de quem também é fornecedora”. Outra nota da espionagem vai para um alegado negócio de gestão danosa de Balsemão e que teve alegadamente a ver, em 2009, com o facto da Impresa ter perdido 5,8 milhões de euros com a alienação da Iplay por um euro: “Este é um negócio que configura, no mínimo, uma situação de gestão danosa por parte de Balsemão. 5,8 milhões de euros foi quanto custou à Impresa a alienação da editora discográfica Iplay (…). O valor resultou de perdas de imparidade de 1,7 milhões e prejuízos de exercício de 4,1 milhões, montante que foi registado em atividades descontinuadas nas contas referentes a 31 de Dezembro de 2008 da Impresa”. A Iplay acabou por ser alienada à Fantasy Land e à Lemon por um euro. A empresa tem, segundo o espião, uma situação positiva, conforme revelaram os novos donos. O relatório elaborado por ordem de Jorge Silva Carvalho termina com um perfil de Belmiro Azevedo, onde se descrevem todos os cargos por ele ocupados ao longo da vida, os seus dados pessoais, as suas raízes beirãs, as suas características pessoais, onde se inclui o gosto pelo golfe e por tocar bateria. E destaca-se uma frase do próprio Pinto Balsemão: “Se obtive êxito como empresário, foi pelo facto de me sentir acima de tudo jornalista.” *O jornal "o CRIME" desta semana revela todo o dossier secreto e aquilo que os restantes órgãos de Comunicação Social divulgaram de forma fraccionada e dissimulada, apesar de a maioria ter todo o documento mandado fazer pelo ex-diretor do SIEDM nas mãos. E se no Expresso, SIC e VISÃO isso se percebe, por estar em causa o PATRÃO, já nos restantes órgãos a forma tímida como deram a notícia foi confrangedora."


(Quarteto do e isto é só uma pontinha da Realidade, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

21 de setembro: o maior Conselho de Estado, de sempre, da República Portuguesa




Imagem do Kaos


Num país civilizado, uma instituição, que se intitulasse "Conselho de Estado", despertaria, ou deveria despertar, a imediata distância do respeito. Depois, vêm os patamares, por que uma afirmação, como a anterior, requereria a definição de "país civilizado", o que nos poderia levar à listagem de princípios, que, nos dias presentes, Portugal, ou não respeita, ou respeita muito abaixo do decente.

O Conselho de Estado de Portugal, como país em acelerada desagregação, só tem, neste preciso instante, uma virtude: a de, tal a "Casa dos Segredos", ser uma minuciosa amostra do estado a que o Estado chegou.

Um pouco na perspetiva relativista, do centenário Einstein, nunca saberemos se fomos nós que nos afundámos, se foi a envolvente que nos foi engolindo. À maneira de Leibniz, até aceitaríamos um meio termo, e diríamos que este foi o melhor dos naufrágios possíveis, o que sabe a pouco, depois de vermos a Adriana, uma algarvia desesperada, a tentar procriar com um corpo de intervenção, em pleno protesto cívico. Ela dava o corpo, e ele assegurava a intervenção, se isto fosse um conto de fod..., perdão, fadas, mas não é, e Leibniz também aqui está errado, já que o estado de decomposição das coisas entra muita mais na deriva hegeliana, em que, de cada vez que um leva nos cornos à esquerda, haverá um outro a ter de levar nos cornos à direita, o que gerará a síntese, de o seguinte ter de ir aos cornos ao Centrão.

O Conselho de Estado vai reunir-se, amanhã, no Palácio de Belém, mas, a corrigir o anacronismo e a evitar a deriva exótica, pragmaticamente, ele deveria estar reunido em Chicago, nos anos 20, dado o carisma, o percurso e os interesses representados pelas personagens.

Numa simplificação epictetiana, há aquelas que são fruto do Cavaco, e aquelas que não são fruto do Cavaco.

Fruto do Cavaco, há a Leonor Beleza, cujos méritos a aproximam de Valentim Loureiro e Isaltino de Morais, por exemplo. O seu perfil é a inimputabilidade, já que singrou em crimes de sangue, sempre com o mesmo sorriso, para acabar agora a arrancar olhos, a coelhos cobaias, que, não se assustem, não são o Passos, e dado o nosso estado de cobaias, sem olhos, impede que ingressemos nas jaulas de tortura da Fundação Champalimaud. Obviamente, devia estar presa.

Vem o Vitor Bento, um careca, que ninguém percebe o que está a fazer lá, mas, quando se descobre que é, ou foi, Presidente da Unicre, imediatamente ingressa nos nomeados pelos milagres da fé, neste caso, dos milagres do juro, das taags e taegs, ou lá como é que se diz essa merda, que são uma forma, vitorconstaciana, de às centésimas, a maré da usura ire fodendo a alegria de viver dos Portugueses. Obviamente, devia ser corrido.

Marques Mendes, o "Mister Magoo", é uma obra e graça da defunta reserva pedófila do PSD, Eurico de Melo, que, por sua vez, foi quem empurrou, por causas naturais, o canastrão mor, Aníbal de Boliqueime, para a célebre rodagem do Citroen, na Figueira, que tão nefasta foi para a jovem democracia portuguesa. Obviamente, deve estar lá, já que representa a sombra dos criminosos  "d'époque", entretanto, desaparecidos em combate, Duarte Lima, Dias Loureiro e Oliveira e Costa.

Passando dos putos para as putas, temos Luís Filipe Menezes, um "médico" dos anos dos cursos do "apto" e "não apto", que adora cirurgias não intrusivas, no corpo de brasileiras, estónias e ucranianas. Por razões evidentes, também deve estar lá, porque representa o matrimónio entre as casas de alterna, os árbitros e a construção civil. (Numa nota, que insiro aqui, embora devesse estar em rodapé, estar ele ali, ou o Pinto da Costa, era totalmente indiferente). Preferiram o Menezes, veio o Menezes, deixá-lo estar.

Dos que não dependem do patrão da Camorra, temos os Presidentes dos Governos Regionais, que dispensam quaisquer comentários, pela sua evidência; o Presidente do Constitucional, que tem  tudo chapado na cara, e um que, com certeza, foi apanhado, por acaso, e a reboque, que é o Provedor de Justiça, que exerce a ingrata tarefa de tentar ali vender areia no deserto.

Os ex Presidentes da República são "study cases", por razões diversas, as quais sintetizo: entre a Maçonaria e a Opus Dei, a Maçonaria é ali maioritária, e mais não digo. Devem lá estar, já que ambas as instituições regem tudo o que há de determinante na podridão do sistema português.

Há, depois os que deviam ter optado entre estar ali, e estar em todo o lado, como o Professor Marcelo, que, do meu ponto de vista, e das incompatibilidades, devia ter escolhido entre andar a fazer bailado de mãos pelas televisões, e não assumir uma postura grave de... Conselheiro de Estado. Estar ele ali, ou a Santa da Ladeira, é o mesmo.

Depois, Bagão Felix, um caráter lúgubre, dado o atual nível de entenebrecimento do país, até parece uma voz radiosa, num pântano de gente triste.

Assunção Esteves, a síntese alquímica entre a Maçonaria e a Opus Dei, também conhecida pela Suricata da "Assembleia Nacional", está, lá, naturalmente posicionada, já que, enquanto estiver ali a espraiar tudo o que tem de ignaro, pelo menos, não anda a chatear toda a gente com vender os seus trapinhos em segunda mão. Quer dizer, "penso eu de que", já que os Conselhos de Estado são caixas negras de onde não se sabe, nunca, o que acontece, e até pode acontecer que saia de lá  bem consolada, depois de vender uns números mais largos, de lingerie, à Presidenta do Arranca Olhos...

Passamos agora aos erros de "casting", António José Seguro, que não devia estar ali, nem em lugar nenhum, e Manuel Alegre, que, mais uma vez, depois de dizer "NÃO", foi forçado a sentar-se no Conselho de Estado. Corrido à vassourada, e com o mesmo ímpeto com que se arreia nos cães, quando "dão o nó" com as mucosas das fêmeas.

O terceiro erro de "casting" é Passos Coelho, já que o lugar devia estar ocupado por Miguel Relvas, em representação da Metrópole Angolana, mas fica para o próximo.

Peça chave, porque "low profile", é o Professor Lobo Antunes, cujos comprimidos têm evitado que o estado de degenerescência neurológica do Saloio de Boliqueime o faça cair, ou desmaiar, como já aconteceu, no meio de alguma cerimónia pública.

Por fim, "the last, and the least", vem a sombra, e verdadeiro poder absoluto do Conselho de Estado, Pinto Balsemão, que governa Portugal, em regime de protetorado, do Clube de Bilderberg, na figura de Imperador Palpatine. Como é a pessoa que realmente detem, ali dentro, o poder de liquidar Portugal, no dia seguinte, ou de cometer um genocídio lusitano, em grande escala, não me vou meter com ele, até por que, consta, a Coca está a cumprir bem o seu papel de erosão.

Se os leitores se reviram nalguma das personagens atrás descritas, salvo aquelas que lá estão por engano, é por que, então, têm exatamente o país que merecem, e acredito que sim, porque não há eleições grátis, e muitos destes figurões já passaram pelas urnas, antes de seren remetidos a este sinistro limbo, pretensamente arcadiano.

Acontece que este grupo, que já era mau, vai amanhã receber o primo, acho, de Francisco Louçã, o próximo trunfo eleitoral do P.S., se esta merda se aguentar mais meio ano, coisa na qual não acredito, mas tudo isso são trocos, porque, cá fora, é que estará reunido o verdadeiro Conselho de Estado, os Portugueses, na forma de Democracia Direta, que, no seu Althing do "parvis" de Belém, vêm dizer à Caricatura, que preside ao Estado, que a Nova Maioria já está na rua, e não no Parlamento, onde apenas se reúnem fantoches representativos dos mais sombrios interesses, que nos arrastaram para esta situação.

A deliberação do Conselho de Estado, antevejo, vai ser curta e incisiva: resignação imediata da figura que mais tempo esteve à frente de Portugal, e sempre a destruí-lo, e a traí-lo, o cidadão Aníbal Cavaco Silva, culpado de um inumerável rol de crimes lesa pátria, assim o impedindo de tomar qualquer decisão que aponte no sentido de um governo de "Salvação Nacional", dado que o caráter sinistro do perfil, prontamente o transformaria numa paródia de iniciativa... cavacal.
Arresto -- e esta ideia é roubada a Laura "Bouche" -- de todos os bens, móveis e imóveis, de todos os políticos, familiares e correlatos, da III República, que, direta, ou indiretamente, tenham estado ligados a processos de desvio de dinheiros públicos, quer de origem nacional, quer comunitária, sendo os mesmo imediatamente negociados, com a "Troika", como meio de liquidação de uma dívida, em nada contraída pelos Portugueses, mas pelos referidos governantes.
Cessado o processo sumário de equilíbrio das contas, proceder-se-á, num período máximo de seis meses, a um julgamento sumário dos citados políticos, findo o qual, serão convocadas eleições livres, a que apenas se poderão candidatar cidadãos com declaração prévia de pertencerem a seitas, ou sociedades secretas, ou de qualquer tipo de favorecimento, de interesses, de filiação sexual ou lesiva da coisa pública.




(Quarteto do "Há hêga, pá, não enterres mais, que não há cu que aguente, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


sexta-feira, 6 de julho de 2012

História de um governo triste, que já não podia sair à rua, nem disfarçado



Dedicado à Karocha, por razões que só nós sabemos... :-)




Imagem do Kaos

São cada vez mais as vozes, e cada vez mais perto da "coisa", que garantem que isto não passa do  verão. As razões são várias, dividindo-se entre as públicas, as semipúblicas e as privadas.

As públicas, por redundância, são do conhecimento geral. Acontece que o "geral", em Portugal", pode ser, e é, uma minoria, já que a maior parte da população anda intoxicada com sapatos de panelas, expostas, em Versailles, por uma das vozes do Regime -- desculpem, mas esqueci-me do nome dela... -- a tal da bandeira de croché, epígrafe e epítome de uma situação potencialmente explosiva, que passo a recordar.

O Estado, na sua estrutura, encontra-se entregue a si mesmo, posto que, desde 2006, não tem Chefe de Estado, mas apenas uma pessoa que utiliza o Palácio de Belém para  tratamento ambulatório, de uma degenerescência física e neurológica crescentes, e alarmantes.

É penoso vê-lo centrado em banalidades, em vacas graciosas, na sucessiva promulgação de leis que põem em causa a sobrevivência do cidadão comum, e a própria ordem do Estado, e a Constituição.

Esta criatura, eleita por 10% da população portuguesa está a lesar gravemente os restantes 90%, e, não contente com o facto, também pôs em causa a sua limitadíssima base eleitoral, como é do conhecimento público, arrastando a sua imagem de primeiro magistrado para um nível de indignidade, insuportável num Estado de Direito: uma coisa é a liberdade poética do escritor, ou cronista, como eu, que se permite crivá-lo de epítetos como "badochas", "palhaço" ou "anomalia", outra coisa é ouvir todos os segmentos da população, em qualquer situação, e em qualquer lugar, iniciarem a frase em que se lhe referem, invariavelmente, por um "esse cabrão", "esse filho da puta, etc...", e mimos afins.

Uma pessoa nestas condições não está em condições de ocupar o posto que ocupa, pelo que se anseia pelo tal verão quente em que a população, e quem defende a soberania do Estado terá de tomar posições mais firmes.

Estas são as evidências, porque as coisas menos evidentes, apesar de o serem, já têm de ser rememoradas, e dirijo, para a vastíssima plateia dos meus leitores uma sequência de questões: quando, um primeiro-ministro, em funções, viu o seu nome associado a um diploma falsificado numa organização cuja única função era forjar diplomas-expresso, para que houvesse "doutores" em Cabinda e no quintal de crime de José Eduardo dos Santos, qual deveria ter sido a atitude de um Chefe de Estado, a supor que esse Chefe de Estado existisse?...

Não o fez, e penámos com todo o horror do compadrio, do crime e da associação mafiosa, que foi o demasiado longo consulado de José Sócrates, enquanto a criatura se preocupava com mudanças de sexo, estatutos dos Açores, e com segurar Dias Loureiro, um criminoso, no Conselho de Estado, onde ainda têm lugar outros criminosos, lá colocados por proximidade sua.

Que deveria ter feito um Chefe de Estado, mal o seu nome foi misturado com as atividades de uma bolsa de crime, chamada BPN, que criou uma situação de bancarrota em Portugal?...
Evidentemente, não o fez, e com a mãozinha de cobarde transpirada, a ser segurada pela sua Maria, a sopeira que mais deve ter viajado, na História de Portugal, seguiu adiante, dando posse a um bando de criminosos ainda abaixo da bitola dos de Sócrates, como, diariamente, estamos a comprovar.

Passos Coelho, tem, para o neurologicamente degenerado de Boliqueime, a vantagem de ter a coragem de fazer o que ele, como figura fraca e sem qualquer coragem, nunca fez: transformar Portugal naquele atraso de vida em que Salazar o deixou, e colocar todos os nossos indicadores de qualidade de vida num patamar 50 anos atrás.

Dada a miséria mental que ocupa o seu crânio retrógrado, isto não seria de espantar. De espantar é que seja feito à custa do desbaratamento da soberania nacional, de quem ele deveria ser o primeiro zelador, e de um lento genocídio planeado da população lusitana, através da educação, da saúde e da emigração.

Certas gotas pesam demasiado, e, quando vem a público que o BPN, que criou o estado de bancarrota português, afinal, tinha como prioridade que os caciques de Angola pudesse depositar os seus dinheiros de sangue fora do estado pária em que operam, a coisa torna-se mais grave, porque já não estamos a falar das consequências do colapso de um antro português, mas das consequências do colapso de um antro português, que servia de máscara para as atividades sórdidas de um regime de estrangeiros, criminosos.

Aparentemente, um autómato, que ensinava Monetarismo -- uma teoria falhada -- na Nova Scholl of Business & Economics (!) (literalmente, assim...), foi, para brincar às "experimentações", fazer de "Ministro das Finanças" de uma Comissão Liquidatária, ao serviço de Angola, e da Goldman Sachs, a par com uma anomalia, essa de um foro mais grave, que está sempre a sorrir, sempre que fala de "Economia". Por acaso, temos isso em comum, porque eu também sorrio, sempre que falo de Economia, sobretudo, depois das duas maiorias absolutas do criminoso de lesa-pátria, Cavaco Silva, que a destruiu, enquanto pode, e encarregou os seus presente sucedâneos de continuarem a obra.

Os factos recentes são, de facto, mais recentes.

Sócrates foi moído ano, após anos, por causa da anedota de uma cadeira de Inglês-Técnico. Relvas, um agente angolano, ao serviço da alteração do nome de Portugal para "Enclave de Cabinda-Norte", já tem a anedota da sua ridícula carreira política que é a "licenciatura honoris causa", e, aqui, infletimos já para as coisas menos evidentes: consultem a lista de docentes e alunos da Universidade Lusófona, e rapidamente repararão que tem um núcleo duro de Políticos, a assegurarem a aceleração académica dos restantes políticos. Dir-me-ão que a coisa é comovente, porque doméstica, e talvez até seja feita com amor. Nada me espanta, numa Universidade onde uma alcoólica crónica, que fez um "doutoramento" pendurada num velho americano, nula, em todas as suas facetas, humana, intelectual e académica, Clara, a plagiante, e que só teve a agregação por razões que não posso pôr aqui, porque tenho excelentes relações com quem lhe fez o... frete, chegou a Vice Reitora, para imediatamente perceber que isso não era nada, comparado com os seus célebres orgasmos.

Fica a matéria para que pensem, como também deverão refletir em por que é que, depois de se descobrir que a maior parte da droga que entra em Portugal vem em aviões ligeiros, cada vez há mais ultra-leves a caírem semanalmente?...

E para que não me estenda mais, vem agora o privado: na área de Lisboa, em pleno séc. XXI, existe uma clínica de Ortodoncia, reputada, e com sedes espalhadas por Cascais, Estoril e o Saldanha, onde mais um retratado, na Geologia das Licenciaturas, ou seja, um sem-diploma, se lembrou, há uma semana, de fazer a desvitalização de um dente. Era a primeira vez, dizia, só que era estranho que a primeira vez fosse perto dos 60 anos. Isso, nem o Mota Amaral, com as mulheres... O resultado foi que a vítima acabou nas urgências de Santa Maria, com uma fratura maxilo-facial, o que é uma coisa... gira, como diria o Paulo Macedo, e as suas duas mil flautas, da Opus Dei. Também gosta de extrair dentes de rapazes de 14 anos, os branquinhos, sobretudo, para os poder apresentar nos congressos internacionais...

Não, isto não é o III Reich, é Portugal, onde tudo o atrás descrito acontece, e os Ministros, e o "Presidente" da República já não se atrevem a pôr o nariz fora de casa, sem correrem risco de vida.

Gostaria de saber o que pensam os Portugueses deste cenário. Possivelmente nada, porque ainda estão a masturbar-se com o simulacro de gorila, do Mario Balotelli.

(Quarteto do não passam do verão, não, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")





quinta-feira, 5 de abril de 2012

Isabel Moreira e as suricatas da Assembleia "Nacional"



Imagem encomendada ao Kaos


Este texto é dedicado a Isabel Moreira, pela qualidade humana, e pela coragem, no meio da escumalha que se apoderou do Partido Socialista


Portugal é uma vergonha, e tornou-se num “study case” de Etologia, que daria a obra prima de Attenborough, se ele se dedicasse a estudar as suricatas da Assembleia “Nacional”.

A Assembleia “Nacional”, como já diversas vezes repeti, é um ajuntamento de pessoas, que representam diversos interesses, debaixo das bandeiras de conveniência dos chamados “Partidos Políticos”.

A bandeira de conveniência, que, inicialmente, era uma instituição de navegação, explicava que houvesse tantos navios, com pavilhão panamiano, por exemplo, para descartar responsabilidades, tal como os “off-shores”, que são uma caixa de correio, sem morador atrás, para onde é encaminhada toda a correspondência das trafulhices que os seus detentores praticam, por toda a parte do Universo.

Portugal tem cinco, seis, se contarmos com aquela excrescência dos “Verdes”, que toda a gente sabe ser a casota de arrumações do PCP, bandeiras de conveniência, e, por detrás dessas cinco bandeiras de conveniência, move-se uma realidade turva, que as pessoas não querem, não conseguem, ou não suportam ver.

É difícil imaginar que aquelas vozes cavas e decentes do PSD, nos jantares de fins de semana, se juntem com elementos de Extrema-Direita, e façam a saudação nazi, jurando pela pele a certos adversários políticos. O PS, por mais que o desminta, tinha o Ferro Rodrigues a mamar no pretinho da Casa Pia, que o Pedroso lhe arranjou, e chamam a isso “fação de esquerda”. No meu léxico, confunde-se substancialmente mais com o célebre “ajoelhou/rezou”, mas nem vale a pena insistir nisso, num país onde ainda toda a gente acha que o Marco Paulo é um solteirão cobiçadíssimo, e a Senhora de Mota Amaral uma virgem consagrada, da Opus Dei. No CDS é ainda mais dramático falar da coisa, sobretudo naquele último Conselho Nacional, em que a Senhora de Ribeiro e Castro, a quem alguém encomendou o frete de fazer de “mulher alibi”, resolver votar contra um feriado qualquer, e imediatamente foi condenada por umas caras pavorosas, muito conhecidas dos oratórios de ajoelhamento do Terminal do Rossio e das defuntas plateias do “Olympia”. Houve uma fase em que o Portas os recrutava no “Trumps”, agora, com o declínio do Estado da Arte, recruta-as nas sucatas do “bas-fonds” porno do “Cine Paraíso”, e chamam a isso “Política”. No fundo, até têm razão, porque, dado o estado da coisa política, é normal que as pessoas sejam recrutadas nesses bastiões, já que, ao contrário do que disfarçam, com esses, ao menos, já se sabe com o que se conta: estão no nível da Amélia dos Pentes, mas, um pouco… abaixo. O PCP é uma exceção, porque anda a fazer testes de resistência à coqueluche do Arménio Carlos, uma coisa em quem nem a família acredita, e vai daqui uma saudação para o Cajó, o sobrinho, que, com estes que a terra há de comer, vi eu, ao meu lado, a assinar a folha de presenças, no dia da greve geral de 22 de março, que eu também furei, porque não faço mais fretes a comissários políticos, já que os sindicatos existem para representar as forças produtivas do país, e não as forças produtivas do país, para adubarem o narcisismo da incompetência, em forma de pseudo protesto de rua. Sem querer adiantar mais, com a progressiva dissolução da Ordem Pública, os Sindicatos acabarão a apanhar nos cornos, por cumplicidade, compadrio e negociatas, por debaixo da mesa, com os caciques reinantes: é uma questão de meses, e não muitos, porque isto está a derrapar, e mal España dê ordem de arranque, Portugal transforma-se num caixa de ressonância do estado de insuportabilidade em que isto se tornou.
Acho que me esqueci de falar do Bloco de Esquerda, mas não me apetece, porque não sou perfeito: eles que se autocritiquem, que têm bom corpo para isso.

Vem este texto a pretexto do acontecido com a Isabel Moreira, bem nascida, e filha de um dos homens mais inteligentes de Portugal, da velha escola, em que o pronunciamento só era possível com o conhecimento absoluto de todos os bastidores florentinos da deriva política, e não a ligeireza com que trastes, como os comentadores políticos que, diariamente, nos atentam contra a inteligência, vão aumentando a entropia do estado explosivo da situação portuguesa.

O P.S., no rescaldo de Sócrates, está no mesmo estado de ruína em que ficou o PSD, depois da neoplagia Cavaco Silva: ingovernável durante décadas, até cair, nesta anomalia de Massamá, que devia estar a fazer muamba num musseque de Cabinda, em vez de estar a tornar Portugal numa muamba de Cabinda, em forma de musseque, Miguel Relvas. Não tenho seguido o debate político, pela simples razão de que não há debate político: há uns cavalheiros e umas gajas que se reúnem, depois do almoço, cheios de álcool e de outras substâncias, e entre sms, jogos de consola, telefonemas para combinar a foda do fim do dia, ou o próximo negócio sujo, do gabinete de advogados que representam, votam, de braço no ar, as próximas leis que vão assegurar a ruína do país.

Parece que a Isabel Moreira votou contra aquela aberração que é o Código do Desemprego, que nos faz abandonar a plataforma da Civilização, para regressar aos cenários dos textos extremados de Marx, e das revoluções pré nihilistas de 1848.

Aparentemente, já não se trata de vender Portugal directamente aos criminosos que governam Angola, a Venezuela e a China, mas de experimentar, em bruto, cá, e à força, o Modelo Chinês.

O Arménio Carlos protesta, mas é tudo na ordem do faz de conta., porque o que lhe interessa é contar cabeças, e tentar perceber quantos parvalhões é que plebiscitavam o seu nome à frente da CGTP, a coberto de “lutas laborais”.
Lutas laborais, o caralho, meu amigo: os Portugueses não são objetos de experiência de manobras partidárias, obsoletas desde que a “Nomenklatura” se desmantelou, na defunta União Soviética, e, ou vocês fazem um “aggiornamento” à situação de tumulto para-anarquista que se está a montar nas ruas, ou vão na mesma crista do maremoto, mas isso é um problema que só a vocês diz respeito, já que eu me estou zenitalmente borrifando para que vos aconteça, tal como vocês estão absolutamente desinteressados do que nos possa suceder, nesse vosso vergonhoso conluio com o Poder.

A chave decisória da crise social já se deslocou para o centro das ruas, na forma direta dos-sindicatos-que-se-fodam, porque, o suicídio de um reformado, em Atenas, dizendo que não suportava mais o que estava a presenciar, poderá ter, na forma de onda de choque das sociedades europeias, o mesmo efeito do rapaz que se suicidou, em Tunes, e provou o desmoronar das ditaduras do Magreb. Todos nós somos o suicidado da Praça Syntagma.

Eu sei que tudo isso é uma história mal contada, mas aconteceu, e do que nós mais precisamos, presentemente, é de coisas que realmente aconteçam, não guerras do alecrim e manjerona, com o Arménio Carlos e o seu quintal.
Na Assembleia “Nacional”, cheia de corruptos e da pior escória que esta país produziu, tentaram trucidar a Isabel Moreira, que ainda pensa de luva branca, e tem “pedigrée” suficiente para os enfiar a todos no chinelo, até à terceira geração.
Objetivamente, embora não devamos julgar ninguém pelo seu aspeto físico, António José Seguro, com o seu ar de merceeiro, nunca devia ter passado do balcão de mercearia virtual, no qual se move. É, portanto, excelente, que tenha acontecido o que aconteceu, porque já há vozes que falam aí no regresso do famigerado Sócrates, que, com todos os seus defeitos, era uma máquina de guerra, ao pé destes atrasados mentais, do aventalinho, da pedofilia e dos sacos azuis. Por mim, sobretudo desde que o Diretor das Sciences Po apareceu morto em Nova Iorque, quando descobriu que tinha como aluno o famigerado Vigarista de Vilar de Maçada, aposto tudo na Isabel Moreira: mulher, educação refinada, para pôr na valeta todos os merceeiros, as amostras clínicas, as edites estercos e toda a escumalha, que tornou o PS, num partido infrequentável.
Sim, amigos, gente que desce, como vocês descem, ao nível de tratar a Isabel Moreira por “essa fufa” (!) finalmente dão razão à existência de espaços alegóricos, como o “Braganza Mothers”, que vocês tanto odeiam, porque vos descobre as carecas, através de um léxico igual ao das vossas conversas privadas.

Só que nós fazemos ficção, e andamos: vocês... não: vivem diariamente atascados nessa linguagem e nessa sórdida realidade.

O resto é ainda pior: Um Ministro da Administração Interna que tem pavor dos Indignados e que põe processos disciplinares ao elo mais fraco, os polícias, depois de lhes ter dado ordem para carregarem sobre a multidão; Passos Coelho, o Vigarista de Massamá, fala de um país onde os cidadãos vão ter cortes de subsídios, o que é anticonstitucional, por mais que aquela maria amélia do Jorge Miranda – outra que adora chupetas de rapazinhos… – diga o contrário.

Parece que é para resgatar o País.

Não é, caros concidadãos, é para resgatar o BPN, do filho da puta do Cavaco e seus amigos.

Como o suicidado da Praça Syntagma, eu recuso-me terminantemente a resgatar o BPN, os salários do Mexia, do Catroga e do filho da puta do Mira Amaral. Recuso-me a pagar os golpes do Álvaro Sobrinho, no BES-Angola. Não quero pagar o salário do André Wilson da Luz Viola, nem do motorista da paneleira da Senhora de Mota Amaral, através de quem a Opus Dei faz fretes à Maçonaria, nem as dívidas das associações mafiosas de farmacêuticos. Não quero pagar a alimentação do Isaltino de Morais, nem antes, nem depois, de preso. Não quero que a Odília Pereirinha esteja de baixa fraudulenta, em Nova Iorque, com o dinheiro dos meus impostos, a receber salário, para apoiar o estripador do filho, só porque era mandatário da juventude do Cavaco, em Cantanhede. Não quero pagar mais motoristas, mais assessores, mais cartões de crédito de parasitas de empresas públicas falidas. Não quero pagar os salários de famílias inteiras que vivem penduradas em coios autárquicos. Não quero pagar o estrume do Berardo. Não quero pagar as rotundas e as esculturas de merda de que as rechearam.
Aceito contribuir para o pagamento das dívidas que o País tenha, mas só depois de ver esta gente toda na prisão, e não a receber doutoramentos honoris causa, como a assassina Leonor Beleza. Não quero ver o dinheiro dos meus impostos, a pagar as suricatas da Assembleia “Nacional”, a começar pela Suricata Mor, a Bimba da Assunção Esteves, com os seus penachos louros, à Lady Gaga, que percebe tanto daquilo quanto eu, e que me dá vontade de estrangulá-la, de cada vez que fala , com aquele sotaque de marimba, entalada no palato.


A isto chama-se Direito de Indignação, e quero que se juntem comigo todos que sentem exatemente o que eu sinto, para ver se, ainda este ano, fazemos a limpeza geral.

Contamos convosco, cidadãos, porque a hora é nossa.


(Quatro pontos cardiais, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)