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terça-feira, 14 de julho de 2015

O Tratado grego de Versailles, sob a astrologia judiciária do Signo de Câncer





Imagem do Kaos



Julho de 2015 vai entrar para a História por várias efemérides, e comecemos já pelas privadas, já que são as que não passam na televisão, e são muito mais interessantes do que uma televisão centrada em branquear capitais, com o nome de Casillas.

Julho é, no Calendário Gregoriano, o segundo dos cinco meses em que Laura "Bouche" se desloca do seu Belvedère da Gulbenkian para o Petit Trianon da Quinta do Lobo. Escusado será dizer que este ano, com o outro na Cela 44 e o amigo empulseirado eletronicamente em casa, falar de "Lobo", no ALLgarve é de arrepiar, mas Laura já não se arrepia com nada, posto ter visto todos os formatos do Mundo, e prefere dedicar-se, quando não está a escrever as memórias dos seus quinze minutinhos de viuvez de Umberto d'Italia, com os seus longos meses de casamento platónico com o Tó Champalimaud, que deus tenha, à Astrologia Judiciária, ciência ávida e hábil desde sempre. Para a saison 2015, lançou uma espécie de Relatividade Local, em que afirma que todos os nascidos no Signo do Câncer ou passaram a vida a arruinar a vida dos outros, ou a conseguir destruir a sua própria. A lista é longa e merece meditação, já que inclui Angela Merkel, Aníbal Cavaco Silva, D. Manuel Clemente, D. Miguel, Pinto Balsemão, Ricardo Salgado, Arménio Carlos, Joe Berardo, Teresa Guilherme, Mexia (tanto o filho da puta da EDP, como o Nuno Mexia, que são primos), Henrique Granadeiro, Celeste Cardona, Pedro Santana Lopes, Miguel Sousa Tavares, António Costa, Jorge Coelho, Álvaro Barreto, José Pedro Aguiar-Branco, João de Deus Pinheiro, Vítor Bento, Américo Amorim, Paulo Macedo, Manuel, de dia, Maria, de noite, Carrilho, António Mota, Eloísa Apolónia, Teresa Patrício Gouveia, Freitas do Amaral, Sá Carneiro, os  brochistas Abel Dias e George Michael, o drogado Michael Phelps, o cientologista Tom Cruise, o impotente Sylvester Stalone, Olga Cardoso, Armani, Augustus e Henrique VIII, a Égua Parker-Bowles, mais a gaja que encornou, a Lady Di, e o respetivo filho, entre tantos outros. Depois, há os que falsificaram a data de nascimento, puxando para trás, como o Quim Barreiros, ou como a Amália Rodrigues, para (ainda) poder nascer no tempo de vender a ginja, quando, na verdade, também era uma carangueja panteónica, ou Passos Coelho, que, para disfarçar, escolheu nascer já em 24 de julho, o Miguel Escreves um Nojo, de 25, ou o Tsipras, ainda mais manhoso, que se empurrou todinho para 28 de julho, como a Maria de Belém Roseira, ou mais para a frente, como o traste do Rui Rio, ou a Ana Malhoa, a Né Ladeiras e o Melancia, que já são, por mimese, de agosto. Escusado será dizer que os grandes ditadores, como Mussolini, ainda disfarçaram um dia mais, para 29 de julho, enquanto os outros cabrões, como Salazar, Hitler, Ricardo Araújo Pereira, Carlota Joaquina, Robespierre, Paulo Pedroso e Woytila, ainda mais camaleónicos, se enfiaram no Touro, ou no Escorpião, como Estaline, Saramago, Asco Falido Poluente, Miguel Cadilhe, Duarte Lima e (quase) Pinochet. Na verdade, e para passar a uma teoria generalizada, Laura concluiu que os que não eram assumidamente Câncer se tinham mimetizado com todos os outros Signos do Zodíaco, o que torna todo o ano, e para todo o sempre, suspeito, já que eles, como o outro dizia, estão por toda a parte. Esta é a Teoria do Todo, e creio que será medalhada vagalmente, no próximo 10 de junho, pelo alarve que sucederá a Aníbal de Boliqueime, e que ainda se desconhece quem seja, excetuada a certeza de não ser Sampaio da Nódoa.

O Caranguejo, de que talvez seja o exemplo mais célebre o cancro da Democracia Portuguesa, Aníbal de Boliqueime, nunca anda para a frente, anda sempre para o lado e para trás, e, quando parece que está a andar para a frente, é para, logo a seguir, recuar duas vezes. Se lhe juntarmos o Balsemão, o Durão Barroso (um dos camaleões de outros signos), o Ricardo Salgado, o Granadeiro, o Mexia, o Américo Amorim, a Celeste Cardona ou o Álvaro Barreto temos uma história breve da destruição económico financeira de Portugal.

A verdade é que enquanto Laura escrevia a sua teoria, completamente nua, desnuda, pelada, à poil e stark naked, nas dunas dos vales e quintas dos lobos, a realidade continuava a passar, na forma de brasileiras aputalhadas, que vão passear os seus caniches pelo areal, os pincher e os chihuahua, as raças verdadeiramente perigosas de cães de Portugal, já que são elas que mais rastejam e poluem as praias. Com a sorte de Laura, o chihuahua foi mordê-la nas mãos, e fez sangue, o que levou a que insultasse as brasileiras do pior que havia, e elas a fazerem-se de desentendidas. Com o tarifário MEO de 1 cêntimo, imediatamente chamou a GNR (parece que dos bons) e, em vez de resolverem o caso, pediram a identificação às putas, para se certificarem de que o eram, de fa(c)to, e como não a tinham, lá se entenderam, por que descobriram que eram todas amigas da "Vanessa" (!), uma que já devia ser conhecida por fazer turnos da noite com a guarda inteira. Sendo que não havia efetivos, e a jurisdição da duna era da PSP (!), aconselharam Laura a ir à esquadra, enquanto acompanhavam o trio de putas a casa, para se certificarem da residência, e não só. Laura foi recusada na esquadra, já que a duna é, realmente, da GNR, e por lá havia uma montanha de queixas do empurra-empurra PSP-GNR, incluindo cães perigosos e putas brasileiras, especializadas em aviarem africanos (vistos gold, brasileira que se preze não toca em miniaturas de chineses...) da quinta e vale do lobo, sendo que acabou no Instituto de Medicina Legal, para se comprovar que não tinha pegado nenhuma doença ao cão, e não seria condenada a indemnizar, por acréscimo, a puta brasileira. Escusado será dizer que os nossos impostos pagaram esta cena toda.

Isto, obviamente, é Portugal, mas eu diria que antes Portugal, que nunca passou do registo do Solnado do que a Grécia, onde uma carangueja, Merkel, e o Schäuble, um perigoso Caranguejo disfarçado de Virgem, conseguiu uma proeza pirrónica com o Tsipras, e ainda agora a procissão ortodoxa vai no adro. O Grego entrou para falar de Dívida, e, no entretanto, alguém lhe explicou que, como já não há dinheiro, mas apenas prateleiras virtuais de números, era melhor não tentar falar de Realidade, e voltar para a Fantasia, já que tentar tornar palpável o inefável podia ser uma calamidade para ambos os lados, no fundo uma retoma da parábola da Ilha dos Cegos. Resumindo a coisa: do ponto de vista matemático, estivemos, durante uns meses, perante um umbigo hiperbólico, a "Vaga", da Teoria das Catástrofes, de Thom, com três parâmetros de desenvolvimento, à entrada, e apenas dois eixos de saída, como esperados, a Grécia e os Credores. Pelo meio, o referendo era topologicamente irrelevante, já que a morfogénese seria sempre independente, por cobordismo, desses acidentes. Para os menos apreciadores destes estranhos recantos da Matemática, podemos dar-lhes uma explicação mais mitológica: os novos Argonautas foram em busca do Tosão de Ouro, e acabaram por voltar para casa tão só com uma Medeia merkeliana, desmazelada, tronchuda e com as mãos sujas de infanticídio e do que mais ainda nós iremos ver.

Creio que a isto se chamou Europa, outrora democrática, doravante, neoliberal.




(Quarteto astrológico, claramente neofascista, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers"

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nous sommes Syriza, ou o fim do "porreiro, pá"





Imagem do Kaos




Diz o almanaque "Borda d'Água" que no final da náusea está sempre o vómito. Para o infindável vómito europeu, o fim da náusea chegou agora, por uma mão inesperada, e, hoje, de um extremo ao outro do espetro político, todos estamos a ser, de algum modo, Syriza.

Estrangulada pelos fantasmas financeiros, a Democracia, ou seja, um dos maiores legados da Grécia, ainda os teutões andavam enrolados nas suas fedorentas peles de urso, e confinados à fronteira específica da sua barbárie, chegou a 25 de janeiro do ano de 2015 com uma estranha capacidade de nos surpreender. Não, não se trata de um roteiro construído por cartazes, por comentadores comprados, por professores marcelos, e anões de Fafe, nem por televisões polidas, e por gajas amigadas com produtores, ou "escritoras" de meia leca, com opiniões sobre tudo: trata-se de um povo que se fartou, e vomitou, e, como na catarse, de outro grande grego, Aristóteles, todos nós, hoje, vomitámos, com gosto, e em conjunto, com os Gregos.

Nestas coisas, por que se infiltram primeiro, se instalam depois, e só muito depois as sinalizamos, é um pouco difícil situar onde começou a história. Entre os pessimistas, nos quais não me incluo, embora permanente criador de críticas de teor pessimista, toda a Europa, e o seu projeto já seriam, pelas suas próprias premissas iniciais, um cenário autofágico, do qual a contemporaneidade não passaria, senão, de uma solução dramática, mas determinista, de uma complexa equação diferencial, desde sempre, pela qualidade dos seus coeficientes, sinistramente anunciada. Na verdade, o Sonho Europeu, uma espécie de Estado fluído, com lugar de paridade para todas as nações, é uma utopia de todos os tempos, de Alexandre a Jean Monnet, e a sua doença não é mais do que uma espécie de bernardoeremitismo de alguns parasitas que foram ficando, ao ponto de confundirmos as suas mórbidas tenazes com a ilusão da concha.

Começámos a pensar em Paz e acabaram por nos tentar vender uma confusão entre equilíbrio de contas de mercearia e Felicidade.

Duas guerras miseráveis, a que acrescentaria, apenas por melancolia, uma terceira, que levou a que a Imperatriz Eugénia, horrorizada, fundasse a Cruz Vermelha, e, implicitamente, ditasse que aquilo nunca mais se deveria repetir. Repetiu-se, todavia, e repetiu-se, numa rota de Saturno devorando os próprios filhos, com cada vez maior violência e intolerância, até que se dissesse que teria mesmo de acabar, e acabou, na mais longa paz do Continente, onde a existência de uma macroestrutura converteu os atritos locais em perspetivados cenários regionais.

Talvez essa polifonia seja já a mais importante conquista da Europa, a de que, independentemente dos seus problemas, não voltará a haver rastilhos para afrontamentos globais.

Eu sei que esta frase será penosa para Putin, e incompreensível para o imbecil Obama, que deverá interrogar-se sobre a relação entre o seu Quénia ancestral e a Acrópole de Atenas. A verdade é que não há relação nenhuma, e nunca voltará a haver, pelo, menos até que desapareça do cenário de desastre que consentiu e semeou.

Politicamente, a doença europeia chama-se, hoje, "políticos", pela simples razão de que o bernardoeremitismo da mimese do crime instalado levou a que se chamasse "políticos" a comediantes cuja única função era a de colocar nas mãos de 1% da Humanidade 90% das suas riquezas. Para mais, vinham todos das sarjetas dos maios de sessenta e oitismos, dos maoismos, das repelências da Alemanha de Leste, como a porca da Porteira Merkel, ao volante do Trabant da sua juventus estalinista, e dos cheguevarismos da punheta branda Para mim, avesso a todos os socialismos que não os da paridade pela abundância, todas essas gentes são o meu pior inimigo, e sempre lutei, e lutarei, com as minhas ferozes armas de escrita, ignorando-os, e contrapondo, a cada uma das suas fraudes, a minha meta pessoal de uma democracia aristocratizada. Talvez seja esse o grande sucesso dos textos que escrevo, já que, não devendo nada e a nada aspirando, eles se tornam imposicionáveis, e inerentemente incómodos, mas esse sempre foi o grande trajeto das Culturas, deixando que o Tempo eliminasse o main stream da habituação, para o substituir pelas singularidades da época.

Para trastes como Miguel Sousa Tavares, José Miguel Júdice ou os aleijões de coda dos telejornais, a instabilidade que gera não conseguir situar numa genealogia de subserviências, ou de qualquer expectativa de ganho financeiro, o livre pensamento, deve ser terrível. Para mim, como para todas as novas correntes apolíticas que estão a atravessar a Europa, são puramente um desafio. Jaz a falácia em que, sendo tudo político, toda  a nova política se fará também à margem dos velhos modos. De algum modo, estamos a reviver os fins da caduca III República Francesa, em que se perguntava por que eram só homens de 80 anos que ocupavam os postos decisórios, e a resposta era que tal se devia aos de 90 já estarem todos mortos...

Na Europa contemporânea, a questão é de saber por que é que são sempre os corruptos a ocupar o Poder, e a resposta é que os mais corruptos os já morreram ou ainda estão por vir, e aqui chegamos ao núcleo da questão: Tsipras, a quem o Sistema gosta de apresentar como de "Extrema Esquerda", não é mais do que o extremo desconforto a que a Cidadania chegou, relativamente ao extremo politicamente correto da estagnação. Numa enorme maré de inquietação, todos os badochas televisivos, subitamente tornados em especialistas syrizistas, ou syrizaicos, ficaram muito incomodados com o "para onde" e "com quem" a Grécia estava a ir, esquecidos, na sua imbecilidade menor, de que todas as revoluções se moveram, sempre, mais pela insuportabilidade de um "onde", onde já era consensual não se poder permanecer, independentemente do lugar onde se iria depois chegar. Na realidade, como todos os sistemas dissipativos -- e Tsipras, como Engenheiro Civil, sabe-o tão bem quanto eu -- o abandono das condições iniciais levará inevitavelmente a um estado posterior de equilíbrio, regido pelo Princípio de Curie, com todas as suas simetrias e os seus rastos, embora, e é aqui que a coisa é fatal para o status quo, o reequilíbrio apenas reinstale a sombra das causas, mas contornando irremediavelmente os anteriores intervenientes. Para toda uma corja, supostamente instalada no Fim da História, é justamente esta possibilidade de substituição dos pantomineiros que se torna insuportável, já que a estratégia de décadas foi a de blindar o acesso aos poderes de decisão.

Vista nesta perspetiva escatológica, torna-se claro que um já esteja preso, em Évora, e o outro apenas aguarde o "porreiro, pá" da sua vez...

Já que tivemos de passar pelo fedor desses dois, causa e efeito de coisas inacreditáveis, que nos deveriam chocar muito mais em Democracia, do que as vitórias de Tsipras, ou o desconforto dos Lepenistas e das auroras douradas, como se tornou a moda dos governos não plebiscitados, e dos primeiros ministros contornadores das urnas, mas muito a gosto dos criminosos do Banco Central Europeu, e dos Moedas, por sua vez, ao serviço de Bilderberg e do polvo global da Goldman Sachs, concluamos o resto.

É verdade que houve um momento em que a enorme conspiração internacional sonhou com criar um sistema onde as peças se autoreplicassem e impedissem o acesso de elementos estranhos ao jogo. Aparentemente, em 25 de janeiro de 2015, a Grécia decidiu acabar com esse sistema, dinamitando-lhe os alicerces, independentemente dos efeitos que toda a ruína da estrutura pudesse provocar, e é isso que me está a dar, enquanto cidadão, um gozo supremo.

As chamadas "Extremas", com esta rotura de paradigma, tornaram-se imprevistamente estruturais, e ameaçam converter-se agora na nova espinha dorsal de algo do qual o velho sistema não será, senão, uma periferia, a breve trecho convertido, por inversão, ele mesmo, num radicalismo arqueológico, a que torceremos o nariz.

Com o Syriza, há tão só, o triunfo da Política e da Cidadania, mas não a apoteose de uma cor política, e deve ser isso, entre muitas outras minudências, que angustia os nossos fazedores diários de mentiras.

Descendo das reflexões metaestruturais para a nossa miséria local, mais uma vez, enquanto Cauda da Europa, e permanente -- Fátima, Futebol e Saramago -- lugar de chacina da independência do Pensamento e da possibilidade de genealogias da reflexão, que não passem pelo clubismo, pela imbecilidade e pelo vazio, nos damos conta de ter perdido, mais uma vez, a carruagem da História. 

Eu explico: uma vez syrizada a Grécia, todos os Estados adjacentes rodaram os olhos, em busca do seu Syriza, e por aí andamos, com a España, já na ponta dos pés, a apresentar a sua solução. A nossa, obviamente, não existe, como também não existia o "Charlie Hebdo", mas apenas oscilações entre o caduco "Expresso" e o pasquim do Idolatrário de Fátima, entretidos que andámos com "Livres" e com grupelhos de egos perturbados e onanistas, apresentando escroques, como os "Gatos Fedorentos", ou os muitos rui tavares da nossa mediocridade, como "alternativas", mas sempre "com respeitinho", ou, muito à Portuguesa, "alternativas" que, em momento algum, perturbassem ou colidissem com a paz do Sistema.

Brevemente, seremos sacudidos de fora, e forçados a acordar. Muito melhor do que a vitória do movimento cívico Syriza é, entre nós, e para já, o efeito colateral do óbito, ainda no ovo, do Napoleão de Goa, António Costa. Dos outros, já nem falo, por que há muito que estão mortos, esqueceram-se foi, creio -- não é, Senhor Aníbal, de Boliqueime?... -- de os avisar.


(Quarteto do nous sommes Syriza, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Manifesto para uma rápida expulsão da Alemanha de Leste da Zona Euro



Com o aproximar do desemprego do 1 000 000 de portugueses, a importância das mulheres a dias ganhou uma relevante importância.

Para quem, como eu, vai bater uma sorna nos centros de falência da força laboral, a frase mais ouvida, daquelas bocas de saltos altos da Indecência Social é, “temos aqui uma vaga de doméstica, para servir um general na reserva, com algumas fantasias sobre criadas”...

É evidente que a Sónia Sofia, que ainda há pouco gastava fortunas no traje académico e foi à queima das fitas de Direito, no Audi do pai, não está para o número de ver se o Sr. General Mathyas do Amaral tem um pico na gaita, e claro que prefere continuar a curtir as mágoas pela noite fora, no Bairro, ao som da mediocridade do Sassetti, ou ex Sassetti, como prefiram. O importante, todavia, não é esta permanente recusa dos licenciados se converterem em mulheres a dias, mas o movimento inverso das mulheres a dias ascenderem a cargos políticos de enorme relevância, como a da Chancelaria Alemã, que já foi ocupada por beneméritos da Humanidade, tão ilustres, como, por exemplo, o austríaco Adolph Hitler.

Angela Merkel é um carcinoma do tecido político europeu contemporâneo, como Mussolini, nos seus belos tempos; Cavaco, quando transformava Portugal numa potência de trânsito de tráficos, ou o benemérito Sarkozy, um cocainómano, cujos tique só passavam despercebidos a mulheres de bigode da Nazaré, e ajoelhadinhos da Santa Saloia, da Fossa dos Milagres, da Cova da Iria.

A Grécia, a quem devemos tudo, desde o congelamentos dos familiares, em arcas frigoríficas, para que o Estado continuasse a pagar as pensões – uma espécie de imaginário Rei Ghob de lá – ou financiar estradas ao custo de auto estradas – um pouco como os estádios do Euro 2004, da “joint venture” pedófilo Carlos Cruz/escroque José Sócrates, até coisas menores, como a Democracia, a Moeda, a Filosofia, Fídias e Homero, prepara-se agora para apresentar à Mulher a Dias de Leste uma solução islandesa, que se resume num “não pagamos”, que vai gerar uma situação historicamente interessante, que é ver como um pequeno estado, que estava no âmago do imaginário da Cultura Europeia, e já decadente, vai agora, mercê da globalização, voltar a estar no centro de todos os pesadelos mundiais.

A Alemanha teve azar, porque isto vai acontecer numa altura em que os patrões estavam fora de casa, e a gestão do lar estava a ser assegurada por uma filha de pastor alemão – padre, não cão, entenda-se – e de uma judia, para não variar. A combinação, como seria de esperar, saiu maravilhosa, uma espécie de flacidez facial, à Ferreira do Amaral, com um pouco da nádega do João Soares, depois do acidente em que os marfins e os diamantes fizeram cair o helicóptero, muito antes de ele ter ido oferecer ao Jonas Savimbi o Nokia, cujo localizador GPS finalmente permitiu ao assassino José Eduardo dos Santos fazer a “limpeza”. Suponho que, por debaixo do soutien e das “coulottes” a miséria ainda seja muito pior, tal como as desgraçadas que trabalhavam 18 horas por dia, no estertor fim da República de Weimar, quando a Rosa Luxemburgo dedicava a cuequinha menstruada ao Yiddish Vladimir Ylitch Lenine.

No início do séc. XXI, a Alemanha está refém de uma lavadora de escadas e de um entrevado, com fácies nazi, e que já aparecia no “Mulholland Drive”, do David Lynch: um anão, subproduto de Bilderberg, refém da deficiência que guarda um ódio e um ressentimento freudojungiano sobre todos os que ainda mexem as pernas, e que decide que os melhores lugares serão para os menos aptos. Acontece que esses dois filhos da puta, que deviam ser fuzilados, estão, a todo o custo, tentar provocar o colapso da Europa civilizada.


Uma criatura como esta, obviamente, tem na mão todos os políticos, aliás, os fantoches políticos, que chafurdam na lama das suas biografias sórdidas e maculadas: bastava que o Sr. Shäuble desse ordens ao viciado na "branca", Sarkozy, para ele imeditamente vir lamber os grande lábios da badalhoca Merkel, “olhe, venha, senão contamos tudo, inclusive, o seu estado de dependência, e de onde vieram os seus dinheiros Kadafi…”, “sim, sim, eu vou já!...”; “Sr. Berlusconi, olhe que nós sabemos que as suas meninas de 15 anos, afinal, têm 14...”; “Sr. Sócrates, olhe que os seus venezuelanos lhe roubaram da gaveta os códigos do “off-shores” de Gibraltar, depois de lhe terem arrombado o esfíncter das traseiras…”, e só Putin lhe consegue fazer frente, aliás, no próximo eixo do crime Eslavo-Tedesco, com Breivik como Ministro dos Negócios Estrangeiros, a dominar uma nova estranha Europa desfigurada, muito para além das queimaduras de Hiroshima.

Eu sou do Sul.
Gosto do Sol, e nutro pelo trabalho das formigas o mais profundo desprezo.
Sempre que vejo uma alemã, lembro-me de uma ariana pronta para me enfiar numa câmara de gás, ao menor incumprimento, e eu adoro cumprir apenas o que me apetece, e nunca cumprir ordens nem de russos, nem de chineses, nem de alemães, nem de angolanos, nem de nenhuns povos que não saibam o valor do meu mar oceano, que é fundamentalmente mediterrânico, azul, e não cor de lama, como as fossas de Hamburgo. Tenho, pois, uma proposta para a saída da crise.

Como muito bem dizia Adriano Moreira, enquanto a Europa idiotizada impedia a Alemanha de se rearmar, a folga do não rearmamento ia criando um exército sombra, que era o investimento brutal nos produtos de qualidade, em que o Mundo se viciava: essa é uma das maiores glórias dos Alemães, que obnubila toda a vilania dos criminosos que os governam.

Quando se perdoavam à Alemanha pós nazi todas as dívidas de Guerra, de ter destruído um continente europeu, por causa de muitos shäubles de suástica, os Estados estavam a ser generosos, na ilusão de que passado era Passado. Não era: neste momento, todos os traumatismos dessa corja, a infância difícil da Merkel, nos subúrbios de cidades pardas e miseráveis, de uma Albânia de língua boa para falar com os cavalos, os carrinhos de feira, que envergonhavam os produtores de Mercedes, e as auto-estradas do Reich, dos anos 30, estão agora a ser utilizados para traumatizar a população europeia.

Eu não quero viver no sistema de saúde que dava injecções nas velhinhas, a partir de certa idade, nem quero ver impossibilitados de se reformarem, a calcetarem ruas, aos 80 anos.

Nós queremos saber quanto custou aos nossos bolsos a reunificação alemã.

Queremos saber quanto é que os contribuintes europeus estão a pagar para continuar a tirar das trevas essas pocilgas campónias, rebatizadas “Mecklemburg-Vorpommem”, “Brandenburg”, “Sachsen-Anhalt”, “Sachsen” e “Thüringen”.

Eu não quero pagar, nem continuar a pagar os 2 000 000 000 000 € que custou essa fantasia alemã da reunificação.

Quero que esses badadochas sejam imediatamente expulsos do Euro, e que seja devolvida ao cidadão europeu a liberdade que lhe foi retirada pelos ex comunistas, que querem agora governar um continente que sempre os desprezou, e que fez uma guerra sangrenta, para deles se libertar.

Para sempre.

 Imagem do Kaos

                                             (A “Coisa” já começou, no “Arrebenta-SOL”, no “Democracia em Portugal”, no “Klandestino” e em “The Braganza Mothers”)


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Havana-te, João Jardim!... :-)



Imagem do Kaos


Portugal é um país com algumas particularidades geográficas, já que as ilhas de que dispõe sofrem todas de  pequenas mutações genéticas, herdadas daquele célebre dia em que a nossa Pocahontas continental se resolveu cruzar com um Neanderthal, que estava em extinção, mas ela achou ótimo, para se meter por baixo, como aqueles gajos da Seleção Sub-21, ou os homens que a Teresa Guilherme escolhe para a "Casa dos Segredos", na  bem sucedida esperança de que depois lhe lambam os cortinados.

Temos as Berlengas, que já eram célebres nas anedotas do Solnado, os Açores, onde a televisão estatal, quando não andava na Garagem do "Farfalha", ou a produzir paneleironas boscas de Mota Amaral, passava os dias a transmitir as procissões todas do Senhor Santo Cristo -- o que eu perdi, meu deus, que ultimamente só vejo a France-24, e a CNN, que parece a Aljazeera, e a Aljazeera, que parece a CNN... -- e a Madeira, a primeira das Caraíbas, pelo clima, persistência do regime, e estrutura endémica de corrupção.

A Madeira tem a particularidade de ser o território mais bonito do Continente, por muito que defendam o ALLgarve, que cada vez mais parece a Costa de Caparica durante o PREC, ou aquelas aldeias do interior, muito típicas, muito lindas, muito verdes, mas onde não há metro, não se encontra uma FNAC, e já não há nem velhas de 80 anos, nem ovelhas, para procriar.

A Madeira é aquilo que se chama um território politicamente estável, já que, nos últimos 150 anos, conheceu poucas alterações: em 1910, foi forçada a passar da Monarquia para a República; em 1926, passou a integrar o regime de Partido Único do Maior Português de Sempre, e teve um breve sobressalto com a chamada Primavera Marcelista, quando Marcello Caetano e Américo Thomaz lá fizeram escala, a caminho do Brasil. Desde então, integrou a Monopartidarismo, de modelo cubano, com algumas nuances chavistas.

A Madeira é paisagisticamente perfeita, embora até se pudesse aperfeiçoar, já que acho a maravilhosa baía do Funchal lindíssima, mas podia ficar mais bela, se pusessem lá nos dos morros uma coisa parecida com o Cristo-Rei de Almada, peça de arte inigualável no Mundo inteiro, exceto no Burkina Faso, e na estatuária oficial de Saddam Hussein, Kadafi e do gajo da Síria, de que me não lembro o nome, e que ansiosamente espero seja incluída numa qualquer revisão constitucional, na alínea de a-dinamitar-brevemente. Em alternativa, o prolongamento da pista do Funchal, podia ter sido obtido, poupando dinheiros ao "Contenente", deitando o Cristo-Rei de Almada, sobre estacas, e ensinando os pilotos a aterrarem ali. Voos low cost, e na graça do senhor.

A Madeira parece-se muito com os meus cartões de crédito, já que eu passo a vida a esconder de mim mesmo e dos outros os gastos que fiz, exceto de quem os emite do lado de lá, e me faz ver que eu vivo numa colossal situação de dívida que vai levar um tempo colossal a pagar, e que, como as coisas estão, não apetece colossalmente liquidar, embora não tenha discutido isto com ninguém, e cada vez me ofereçam mais crédito, e seja, portanto, uma mera opinião, mas é bom saber que o Vítor Gaspar, com aquele ar grelhado de quem toma todos os dias uma unidose de Prozac, ou coisa mais forte, ache que aquilo são meros trocos, um pouco como o BPN, ou décadas de arrombos nos organismos da Fraude nas Estradas.

Do ponto de vista da genética, a Madeira tem a particularidade de ter todas as pessoas com apelido "Jardim", exceto o Cristiano Ronaldo, nu, pelado, desnudo, en poil & naked, que tem "Aveiro" como nome de família, o que prova que é um perigoso infiltrado estalinista, como diversas vezes já insinuei, embora ninguém acredite em mim. O movimento começou por ser centrífugo, já que era, primeiro, uma mesma família a ocupar os possíveis lugares do Estado e do privado, que lá se confundem, graças a deus, e quando tudo ficou ocupado, o movimento passou a centrípeto, com as pessoas que não se chamavam "Jardim" a irem mudar apressadamente o apelido, para não perderem o comboio do ó-meu, ó-meu.

Há um argumento de Santo Anselmo que se aplica à Madeira, que é que todo o dinheiro que foi gasto a mais, não chegou para fazer todas as obras que ficaram a menos, e tudo o que ficou a menos é porque não dava para mais, ou foi direitinho para os bolsos de alguém, não do Tio Alberto, que quer é putas e vinho verde, e teria de nascer duas vezes quem conseguisse provar que ele é corrupto, ou da "Wainfleet", a maior exportadora de Portugal, que não paga impostos, e tem cinco funcionários a carimbar faturas, para transformar um produto de baixo custo, que entra pela porta do cavalo, numa daquelas coisas que se vende no Chiado, para os parolos comprarem. As wainfleets são tantas que optaram por se organizar na vertical, em de vez de ser na horizontal, de maneira que, sempre que se toca à campainha, é para a wainfleet do 5º esq., a wainfleet do 8º direito, ou outras wainfleets rasteiras de rés do chão, onde nem os 383 000 000 € de off shores da reles família Sócrates ousaram pôr os carcanhóis.

Claro que, como toda a gente sabe, o homem deixou obra, aliás, tudo isto é obra, e aproxima-nos generosamente da Grécia, onde, para tratar de tanto Jardim chegava a haver pendurados 39 jardineiros, o que o coloca nitidamente acima de ladrões comuns, como Mira Amaral, Duarte Lima ou Dias Loureiro, cuja única obra será, futuramente, o Memorial da Bancarrota, cuja primeira visita vai ser já em 15 de outubro, por entre por entre os piores pavores do Saloio de Boliqueime, do Passos Coelho, que ainda não percebeu que é uma mera regência de uma coisa feia que vem para aí, e da Portas, que deve estar doida, para se livrar das paneleiras todas que, há gerações, lhe fazem concorrência no Palácio das Necessidades. A ordem é "fechar", mas é difícil fechar uma coisa que estagnou  no estado generalizado de... toda aberta, como é a Diplomacia Portuguesa, onde não há um único Cônsul que não tenha um "marido" lá fora, a não ser o Jorge Ritto, que era mais de dar de mamar a lactantes.

A parte pior vem agora, porque a Madeira é um microcosmos, onde se condensa tudo aquilo com que o Continente sonha, um paizinho balofo e bêbedo, capaz de, como a bêbeda Ana Gomes, imaginar, nos Dias do Gin, voos da Cia a toda a hora, ou do alcoólico Manuel Alegre, que, em vez de eleger o Cavaco uma vez, como estava em coma alcoólico, elegeu duas, pensando que era a tal divisão da visão, do etilismo avançado. De facto, o país inteiro sonha com poder gastar sem contar a ninguém, de meter ao bolso sem se ver, de poder ter a família a ocupar todos os bons lugares da firma e do Estado, de fazer obras monogâmicas e megalómanas, como um TGV madeirense, de via única, a passar a alta velocidade, por túneis de curvas e contracurvas, com o Alberto pendurado na janela, a dizer aqueles generosos palavrões com que presenteia todos os que não se ajavardaram publicamente como ele. O que move todo este palavrar, é, pois, a mais pura INVEJA, de quem gostaria de estar naquele nirvana insular, mas só consegue produzir Quarteiras, Quintas do Mocho e Bairros da Bela Vista. Portanto, como todo o País adoraria ser como a Madeira, o problema da alternância está resolvido, já que ele só sairá de lá através de um milagre da Fé, ou por causas naturais. Vítor Gaspar, ou a "Troika", brevemente incluirão uma cláusula onde se veja o solzinho a dançar, e a Sé do Funchal será demolida, para implantar mais um "franchising" de venda de velas de Fátima. Infelizmente, creio que antes disso tudo, quem vai dançar com esta merda somos todos nós, mas é mesmo para isso que há quinzes de outubro, para os pôr na ordem, pá, e lhes mostrar que não somos carneiros, pá, e ainda há gente com tomates, pá, no Continente e na Madeira, região autónoma da cona da mãe.

(Quarteto do faz de conta, que em 15 de outubro falamos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")