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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pequena ode campestre, para o nascimento de Eduardo IV







Dedicado ao Baby Boy Swin, e aos eduardos do futuro, com a estima do porvir, nos céus celestes



Outubro é o tempo de reinos sem roque, a pátria errante. No início vieram suões; para o fim, já reinava o vento forte. Lá pelo meio, Eduardo viu o Mundo e o Zodíaco da Balança. No zénite, reinava Úrano, solitário, o senhor do Aquário, a conjugar com o Sol a fremência dos progressos. Apostando fortes pujanças no Irracional, as turbulências de Vesta, em fogo, foram viradas para razões violentas e para o declínio da ordem do sistema antigo. Senhor de príncipes e princesas, a sua carta astral suporta-se na branca Canopus, e na azul Sírio e também na Procyon dos Dois Cães. Assim será, por natureza, idealista, e depois, pela adolescência, sonhador, por onde passará a seduzir com dons de Fomalhaut, e de Rigel, e da vermelha Aldebaran, a senhora alta dos Arcos do Touro. Não suportará que lhe contestem opiniões, e levará o fogo dos litígios a fundar em ordem tempos novos. O céu do nascimento pôs-lhe os astros plúmbeos bem abaixo do horizonte. Só a Lua se enxerga em crescente fino, e é parca arca d'Ísis a dotar-lhe oníricos e horas longas de contos maravilhados. Será sua a beleza natural, e a Justiça e o sentido do gosto apurado. É o que discretamente lhe dita o arcano último, de Achernar, Alpha Eridani, a senhora do "fim do rio". Hadward Frates, filadelfo, guardião das riquezas, senhor dos risos de ouro e dos galgos de prata dos céus e da terra, serás nascido num tempo ambíguo e sem senhor, e assim durarás além dos tempos, pois está escrito que também tu serás senhor.


(Quarteto em forma de zénite, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Rapsódia dos Tempos de Guerra, ou de há alguma coisa pior do que o que aconteceu ao BES?... Pois há, mas tem mesmo de ler o texto até ao fim, para ficar a saber tudo







Imagem do Partido das Cadeiras Vazias, e dedicado ao meu amigo Eduardo Freitas e a todos os Portugueses que ainda acreditam numa coisa extinta, que outrora se chamava "Portugal"



Já não sei quando foi, mas sei que foi, a Professora Marcela quer morcela, num daqueles programas que eu não vejo, mas que sei que está periodicamente a acontecer, e ela está, naqueles deliria tremens que a Fortuna lhe deixa durar muito, ou sendo menos camoniano, quando ela vem, com os olhinhos a brilhar, toda traje de luces, a soltar, como os pirilampos, luminâncias por tudo quanto é trompa de falópio, a fazer lembrar aqueles super camiões, gigantes, do "Massacre no Texas", que atravessam a América extinta, de costa a costa, numa espécie de natal dos arizonas, de grinaldas de luzinhas coloridas, de pôr qualquer um de grelo aos saltos, e, dizia eu de que, quando o Marcelo abre a cloaca, dá às asas, como os extintos pterodáctilos, e solta, como é seu hábito, a bojarda da semana, para ver se cola, eu, geralmente, faço o "zapping", e deixo-o a masturbar-se sozinho em público, diante daquelas velhas que fazem naperons, enquanto o ouvem, desde o milénio passado, enquanto sobem e descem as testas, como os cães articulados de retaguarda, e fazem "hum hum", entre os dentes, por cada alarvidade que o outro solta. Para elas, toda a palavra é uma verdade, e quem me dera ser feliz assim, mas antes acho que devia haver um medidor de decibéis e um detetor de mentiras, sempre que o Marcelo entra em velocidade de cruzeiro, e parece o Vapor do Punheteiro, no tempo em que ainda ligava as Bordas Norte à Borda Sul, e levanta os cotovelos, arreganha a tacha para o entrevistador, deita os olhos para fora, e carimba com um delírio indescritível todas as ficções que desejaria que fossem verdade. Acontece que o Real se tornou de tal modo delirante que os disparates e as previsões que ele solta ficam muito aquém do disparate e conseguimentos da contemporaneidade, toda ela cheia de soft power sagrado, para ser capaz de se tornar ainda mais fenoménica do Entroncamento.

Eu sei que já estão a arfar, mas eu ainda não comecei, e só vou começar, depois de dizer que o Marcelo nem é o pior de tudo, por que agora há um a querer imitá-lo, com a impossibilidade de imitar o inimitável, e não tem ponta de graça nem imaginação: é o cara pálida, e reflexo fosco, da Ruth Briden dos comentadores, Mister Marques "Magoo" Mendes, uma invenção da defunta reserva pedófila do PSD, Eurico de Melo, e que está para o Marcelo como os "pufes" estão para as poltronas: desde que não fale muito, sempre servirá para descansarmos os pés.

E, portanto, aqui vamos, já que, estava eu a roncar, entre um filme porno, pago, e o canal do Marcelo, que não sei qual é, por que confundo-os todos, tirando a CNN chinesa, uma coisa fabulosa, que só passa em África, e ouço, de repente, com aquele tom assertivo de coisa já dada como consumada, sair daquela boca sugadora para fora, "pronto, suponhamos, portanto, António Costa já como primeiro-ministro e Rui Rio como vice primeiro-ministro...", e eu, aí, acordei mesmo, por que pensei, este deve andar a dar na veia..., mas depois recompus-me e pensei que aquilo era o Ovo de Colombo, já que a doida me tinha dado, numa só frase, uma argumentação corretíssima de onde NÃO VOTAR, nas próximas Legislativas, e fiquei a desejar que a profecia se tornasse realidade, já que a grande novidade do momento, até que se pendurem as caras do costume, parece ser o Partido das Cadeiras Vazias, cujo manifesto eleitoral é elementar, já que consiste em deixar desocupado o lugar de cada deputado eleito. Sei que a coisa tem um arzinho de sair da Antologia do Humor Negro, do Breton, mas poderia dar resultado, se não se pendurassem logo os zinks, os joões vieiras, os esteves cardosos, o "Livre" e as processionárias habituais, e se, pelo contrário, os deputados vazios, uma vez eleitos, até aparecessem de vez em quando, só para devorar, ou arrancar uma mão ou um bocado da bochecha ao seu parlamentar sentado ao lado, até aquilo ficar totalmente vazio, e a Democracia entrar na sua refundação, de que tanto precisa. Não custa sonhar, mas voltemos à realidade: António Costa, enfim, não tenho nada nem a favor nem contra António Costa, que sei ser uma pessoa muito bem relacionada, desde o célebre "Processo Casa Pia", onde salvou os seus (presentes aliados) Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso da forca.

Da forca dos outros, da minha, não, por que, infelizmente, tenho informação em demasia sobre o tema. Resumamos, portanto, António Costa: é irmão de um dos diretores do "Expresso", e está tudo dito.

Sobre o Rui Rio é melhor eu fechar mesmo a boca, e assestar baterias sobre os chamados "impacientes", que mal ouviram que o Costa ia canibalizar o Seguro apareceram a latir em campo, desalmados, como os cães preparados para a luta, dos bairros proibidos dos subúrbios -- como se "subúrbio" ainda fosse um termo com sentido, no estado a que chegámos... -- e foi um #meet de apavorar onde não faltou tudo, até os defuntos como o Taveira, o que deixaria prever coisas ainda piores, aliás, plausíveis, palpáveis e espectáveis, como o João Galamba, na Administração Interna, de lápis vermelho  na mão, a escrever nomes de gente a quem cortar a cabeça, o João Constâncio, na Educação e a Inês de Medeiros, a mulher mais estúpida de Portugal (Bilderberg-2014), na Cultura. Podem rebaralhar e colocar outros nomes, que fica tudo exatamente na mesma. Claro que nada disto torna o Seguro bom, apenas revela a que ponto ainda poderemos, e vamos, piorar. Salva-nos a segurança da nossa futura Comissária Europeia, Maria Luís Albuquerque, e o apoio de retaguarda do Carlos Moedas, que esperemos fique numa cadeirinha onde consiga escrever os relatórios para a Goldman Sachs, como o seu master, Schäubel.

Do Costa, apenas espero que,antes deste salto despropositado, deixe obra, alguma coisinha, ao menos, feita na Câmara, que é pregar o Zé-que-faz-falta, e o gajo que se pendurou na espada de Afonso Henriques, no meio dos brasões da Praça do Império, com uma estaca no coração, como se faz aos vampiros.

Isto, todavia, são os trocos dos Amanhãs que Cantam, já que o grande golpe da retaguarda, enquanto estamos entretidos com os derbies e os futebol da manhã, tarde e noite, ou os desmanchos e facadas das bombeiras de terras que nem se sabia que existissem, gente séria, pergaminhada, está-se a preparar, depois do sucesso que foi o assalto ao BES, para um novo assalto, desta vez, a uma fatia inteira do território nacional: estamos a falar da sede vacante e do período de desordem descontrolada que se seguirá ao abandono de Alberto João Jardim, do seu lugar vitalício de Cronista do Regime, ou, por palavras mais claras, da tomada do poder na Madeira, por parte do Grande Aventalinho Lusitano: se Costa e Rio estiveram em Bilderberg, em 2008, a convite do político há mais tempo no Poder, em Portugal, Pinto Balsemão (o Balsemão é o oposto do Marcelo, circula há meio século, mas sempre com silenciadores, luzes apagadas e em contra mão...), e só agora emergem dos bastidores, com este ruído de bater de latas, perguntarão vocês por quê só agora, esquecendo-se de que, se o Bardarbunga só agora também acordou, já os outros há muito que andavam, nos bastidores, a dar a bunda.

Chama-se a isto jet lag político, e é de arrepiar a espinha.

Consta que o Alberto João tem denunciado a entrada, em força, da maçonaria na Madeira, mas desta vez parece que é a sério. Diz-se que o Miguel Albuquerque, ex cacique da Câmara do Funchal, e candidato, em dezembro, à chefia do PSD-Madeira, é um compagnon de route de Bilderberg, como nos arrepia que o "padrinho" Balsemão e ele andem aos kisses, louvando o papel da "informação", na substituição do Real, seja lá isso o que for. Tal como no Costa, a agitação é, todavia, bardarbungasticamente frenética, e já queriam ter empadeirado o calafate de serviço, Alberto João, para as Europeias, mas falhou-lhes o golpe, pelo que terá de ficar agora para dezembro. Ordem direta do avental dos Blandys -- cheira a obediência escocesa --, do "Diário de Notícias da Madeira", e a pressa é tal que o Albuquerque, ou o Cunha e Silva, dos lobbies, têm mesmo de avançar, ordem dos Graus Superiores. No "Cont'nente", o Diretor já foi substituído, e temos agora um de obediência skinhead, depois de o Marcelino ter denunciado os dinheiros da Banca, presentes no crime de lesa-pátria da eleição de Aníbal de Boliqueime, quando o Montez, genro do dito cujo, o decidiu botar para fora. Democracia...

Pois pensou que tinha visto tudo com o assalto descarado do BES?... Estava enganado: eles não só não param, como no país sem reações agem  agora de cara descoberta. O BES são trocos, diante de uma ilha inteira, com uma Maçonaria a bardabungar. Lá para dezembro, o sonho desta gente era ter uma "Madeira boa", e uma "Madeira má", sendo que a primeira não teria qualquer sentido, e só passaria a existir apenas uma Madeira Má.

Claro que tudo o que escrevi para trás é mentira, e NUNCA ninguém se atreveria a dar um golpe da escala de uma ilha monumental, aliás, eles até costumam pedir licença primeiro, como o Putin, na Crimeia, entre os novos nomes da Nova Desordem Mundial...

Alegrai-vos, contudo, por que tudo indica que nessa altura talvez já estejamos mergulhados no apocalipse da III Guerra do Golfo, e na mortandade lançada pela Mafia Russa sobre a velha ordem europeia.

Há quem diga que é a vida, e é capaz de ter razão. A mim, continua a custar-me engolir.





(Quarteto do Aventalinho navega de vela em vela, a caminho do Funchal, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Havana-te, João Jardim!... :-)



Imagem do Kaos


Portugal é um país com algumas particularidades geográficas, já que as ilhas de que dispõe sofrem todas de  pequenas mutações genéticas, herdadas daquele célebre dia em que a nossa Pocahontas continental se resolveu cruzar com um Neanderthal, que estava em extinção, mas ela achou ótimo, para se meter por baixo, como aqueles gajos da Seleção Sub-21, ou os homens que a Teresa Guilherme escolhe para a "Casa dos Segredos", na  bem sucedida esperança de que depois lhe lambam os cortinados.

Temos as Berlengas, que já eram célebres nas anedotas do Solnado, os Açores, onde a televisão estatal, quando não andava na Garagem do "Farfalha", ou a produzir paneleironas boscas de Mota Amaral, passava os dias a transmitir as procissões todas do Senhor Santo Cristo -- o que eu perdi, meu deus, que ultimamente só vejo a France-24, e a CNN, que parece a Aljazeera, e a Aljazeera, que parece a CNN... -- e a Madeira, a primeira das Caraíbas, pelo clima, persistência do regime, e estrutura endémica de corrupção.

A Madeira tem a particularidade de ser o território mais bonito do Continente, por muito que defendam o ALLgarve, que cada vez mais parece a Costa de Caparica durante o PREC, ou aquelas aldeias do interior, muito típicas, muito lindas, muito verdes, mas onde não há metro, não se encontra uma FNAC, e já não há nem velhas de 80 anos, nem ovelhas, para procriar.

A Madeira é aquilo que se chama um território politicamente estável, já que, nos últimos 150 anos, conheceu poucas alterações: em 1910, foi forçada a passar da Monarquia para a República; em 1926, passou a integrar o regime de Partido Único do Maior Português de Sempre, e teve um breve sobressalto com a chamada Primavera Marcelista, quando Marcello Caetano e Américo Thomaz lá fizeram escala, a caminho do Brasil. Desde então, integrou a Monopartidarismo, de modelo cubano, com algumas nuances chavistas.

A Madeira é paisagisticamente perfeita, embora até se pudesse aperfeiçoar, já que acho a maravilhosa baía do Funchal lindíssima, mas podia ficar mais bela, se pusessem lá nos dos morros uma coisa parecida com o Cristo-Rei de Almada, peça de arte inigualável no Mundo inteiro, exceto no Burkina Faso, e na estatuária oficial de Saddam Hussein, Kadafi e do gajo da Síria, de que me não lembro o nome, e que ansiosamente espero seja incluída numa qualquer revisão constitucional, na alínea de a-dinamitar-brevemente. Em alternativa, o prolongamento da pista do Funchal, podia ter sido obtido, poupando dinheiros ao "Contenente", deitando o Cristo-Rei de Almada, sobre estacas, e ensinando os pilotos a aterrarem ali. Voos low cost, e na graça do senhor.

A Madeira parece-se muito com os meus cartões de crédito, já que eu passo a vida a esconder de mim mesmo e dos outros os gastos que fiz, exceto de quem os emite do lado de lá, e me faz ver que eu vivo numa colossal situação de dívida que vai levar um tempo colossal a pagar, e que, como as coisas estão, não apetece colossalmente liquidar, embora não tenha discutido isto com ninguém, e cada vez me ofereçam mais crédito, e seja, portanto, uma mera opinião, mas é bom saber que o Vítor Gaspar, com aquele ar grelhado de quem toma todos os dias uma unidose de Prozac, ou coisa mais forte, ache que aquilo são meros trocos, um pouco como o BPN, ou décadas de arrombos nos organismos da Fraude nas Estradas.

Do ponto de vista da genética, a Madeira tem a particularidade de ter todas as pessoas com apelido "Jardim", exceto o Cristiano Ronaldo, nu, pelado, desnudo, en poil & naked, que tem "Aveiro" como nome de família, o que prova que é um perigoso infiltrado estalinista, como diversas vezes já insinuei, embora ninguém acredite em mim. O movimento começou por ser centrífugo, já que era, primeiro, uma mesma família a ocupar os possíveis lugares do Estado e do privado, que lá se confundem, graças a deus, e quando tudo ficou ocupado, o movimento passou a centrípeto, com as pessoas que não se chamavam "Jardim" a irem mudar apressadamente o apelido, para não perderem o comboio do ó-meu, ó-meu.

Há um argumento de Santo Anselmo que se aplica à Madeira, que é que todo o dinheiro que foi gasto a mais, não chegou para fazer todas as obras que ficaram a menos, e tudo o que ficou a menos é porque não dava para mais, ou foi direitinho para os bolsos de alguém, não do Tio Alberto, que quer é putas e vinho verde, e teria de nascer duas vezes quem conseguisse provar que ele é corrupto, ou da "Wainfleet", a maior exportadora de Portugal, que não paga impostos, e tem cinco funcionários a carimbar faturas, para transformar um produto de baixo custo, que entra pela porta do cavalo, numa daquelas coisas que se vende no Chiado, para os parolos comprarem. As wainfleets são tantas que optaram por se organizar na vertical, em de vez de ser na horizontal, de maneira que, sempre que se toca à campainha, é para a wainfleet do 5º esq., a wainfleet do 8º direito, ou outras wainfleets rasteiras de rés do chão, onde nem os 383 000 000 € de off shores da reles família Sócrates ousaram pôr os carcanhóis.

Claro que, como toda a gente sabe, o homem deixou obra, aliás, tudo isto é obra, e aproxima-nos generosamente da Grécia, onde, para tratar de tanto Jardim chegava a haver pendurados 39 jardineiros, o que o coloca nitidamente acima de ladrões comuns, como Mira Amaral, Duarte Lima ou Dias Loureiro, cuja única obra será, futuramente, o Memorial da Bancarrota, cuja primeira visita vai ser já em 15 de outubro, por entre por entre os piores pavores do Saloio de Boliqueime, do Passos Coelho, que ainda não percebeu que é uma mera regência de uma coisa feia que vem para aí, e da Portas, que deve estar doida, para se livrar das paneleiras todas que, há gerações, lhe fazem concorrência no Palácio das Necessidades. A ordem é "fechar", mas é difícil fechar uma coisa que estagnou  no estado generalizado de... toda aberta, como é a Diplomacia Portuguesa, onde não há um único Cônsul que não tenha um "marido" lá fora, a não ser o Jorge Ritto, que era mais de dar de mamar a lactantes.

A parte pior vem agora, porque a Madeira é um microcosmos, onde se condensa tudo aquilo com que o Continente sonha, um paizinho balofo e bêbedo, capaz de, como a bêbeda Ana Gomes, imaginar, nos Dias do Gin, voos da Cia a toda a hora, ou do alcoólico Manuel Alegre, que, em vez de eleger o Cavaco uma vez, como estava em coma alcoólico, elegeu duas, pensando que era a tal divisão da visão, do etilismo avançado. De facto, o país inteiro sonha com poder gastar sem contar a ninguém, de meter ao bolso sem se ver, de poder ter a família a ocupar todos os bons lugares da firma e do Estado, de fazer obras monogâmicas e megalómanas, como um TGV madeirense, de via única, a passar a alta velocidade, por túneis de curvas e contracurvas, com o Alberto pendurado na janela, a dizer aqueles generosos palavrões com que presenteia todos os que não se ajavardaram publicamente como ele. O que move todo este palavrar, é, pois, a mais pura INVEJA, de quem gostaria de estar naquele nirvana insular, mas só consegue produzir Quarteiras, Quintas do Mocho e Bairros da Bela Vista. Portanto, como todo o País adoraria ser como a Madeira, o problema da alternância está resolvido, já que ele só sairá de lá através de um milagre da Fé, ou por causas naturais. Vítor Gaspar, ou a "Troika", brevemente incluirão uma cláusula onde se veja o solzinho a dançar, e a Sé do Funchal será demolida, para implantar mais um "franchising" de venda de velas de Fátima. Infelizmente, creio que antes disso tudo, quem vai dançar com esta merda somos todos nós, mas é mesmo para isso que há quinzes de outubro, para os pôr na ordem, pá, e lhes mostrar que não somos carneiros, pá, e ainda há gente com tomates, pá, no Continente e na Madeira, região autónoma da cona da mãe.

(Quarteto do faz de conta, que em 15 de outubro falamos, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers")