sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Je ne suis pas Charlie: je suis plutôt citoyen du Monde





imagem do "Hebdo Charlie" e em memória dos seus espíritos livres, chacinados pela intemporal intolerância humana



Não se começa um ano por dizer que vamos entrar em guerra, pelo que serei mais generoso: em 2015, nós continuamos numa guerra, cujo início me é difícil precisar. Curiosamente, essa guerra até nem tem nada de novo, nem de extraordinário, é só mais uma guerra, mais uma vez, assente naquele pretexto, sem sentido, de que os povos, inspirados pelo Livro, sentem de chacinar e atormentar todos os outros que não creem no Livro, ou, mais acutilantemente ainda, que acham que o Livro não é o mesmo e sempre o mesmo causador de todos os seus conflitos.

Simplificando as palavras, repito o que ecoa por todos os lados: nunca a praga das religiões provocou tantos mortos como a das guerras inspiradas por essa coisa asquerosa, que tanto tem rosto como não tem, e cujo nome oscila entre Yahvé e Alá, passando pelo Padre Eterno das barbas feias e mal cheirosas. Creio que, a haver Deus, nunca Ele se identificaria com nenhum dos focinhos de suíno dos três nomes anteriores.

Para mim, intelectual, artista, filósofo, livre pensador, ecuménico, no sentido em que sou sensível a todas as grandiosas conquistas que todos os credos do Tempo trouxeram à amenização e solidificação dos laços maiores das relações humanas, é repugnante entrar assim, no ano de 2015, com sombras, odores e bafos de eras que deviam estar definitivamente definitivamente enterradas, mas já lá estou, ou melhor, já lá estamos, todos nós.

Só para os incautos, o sucedido em França agora espanta, ou, sendo mais preciso, só incautos se espantam que tenha sido a França da França a apanhar com este primeiro impacto do que aí vem, mas a cegueira humana tem como definição ser-se cego, do princípio ao fim. A França está, tão só, a colher o que semeou, e isso dava outro tratado, que não o de um texto de luto severo, contra o acontecido

Quanto ao princípio da coisa, nasce daquelas curiosidades etnológicas e ressentimentos históricos de poeira mal assente, em que um certo Ocidente, carregado de culpas, ainda se sente culpado das culpas praticadas num certo Oriente, que, por extensão, criou uma espécie de neurose cultural, em que achamos que deveremos passar o resto da História a penar pelos atos localizados de alguns, nalguns momentos da mesma. O fim, menos evidente, e sem fim à vista, passa por coisas como as presenciadas por essa mesma França, de Voltaire e Sade, cujo bicentenário da morte passou despercebido, por um povo de imbecis, entretidos com a "estátua" de um cretino. O fim do fim, o pior ainda, só agora está a começar e vai passar por coisas bastantes complexas, que obviamente extravasam este texto. Tanto quanto me lembro, esse clímax, ou armagedão, já vem a ser anunciado por obras da década de 70 do milénio passado, como "O Ovo da Serpente", de Bergman, que, creio, urge reverem, por ser cruamente premonitório. A vê-las iremos ver, quando delas for tempo. 

O caso "Charlie Hebdo", agora vivido com a emoção superficial do "viralismo" das voláteis redes sociais já se esqueceu de muitos e muitos intermezzi, por não lhes serem convenientes, ou por que a memória lhes é curta, ou estúpida. Os mesmos que agora clamam contra os pretensos "fundamentalistas islâmicos" -- criados nos muitos cavaquistões suburbanos do neo liberalismo, e que, sinceramente, espero não serem, como Bin Laden, mais um dos subprodutos do esgoto cinematográfico de Hollywood, ou daquelas coligações impensáveis entre os serviços secretos do Ocidente, que só servem para nos lançar na histeria e na impotência da análise fria -- já se esqueceram dos mesmos fundamentalismos de revolta, contra caricaturas, como as do miserável assassino, João Paulo II, o patriarca da SIDA, com a célebre camisinha espetada no focinho, ou das massas em fúria, diante dos cinemas, contra a estreia de filmes da vida daquela Maria, que tinha posto os cornos ao José, para emprenhar o Profeta Jesus, só o Diabo saberá filho de quem. A gasolina devia estar em alta, na época, senão, também tinham incendiado a Cinemateca...

A crua verdade é que, no nosso tempo, são tão ridículos os corvos de trancinha, que batem com os cornos contra o Muro das Lamentações, como aquelas imensas ondas de trapo, viradas, de cu para o ar, para a Meca dos idolátricos meteoritos, ou os miseráveis rastejantes de Fátima, que acham que o solzinho é um Aluno de Apolo, capaz de dançar. O solzinho, realmente, não dança, e nada vejo nisso de religiosidade, mas apenas meras oscilações de consequentes futuros problemas de Ortopedia, que nós pagaremos, com o interminável espremer dos nossos impostos.

Estas coisas não têm solução, senão uma: no séc. XXI, as Religiões não passam, e não podem, e não devem, passar, de um patético aspeto arqueológico das sociedades. Devem, assim, ser confinadas aos seus museus, que são os templos, e apenas visitadas por quem goste do tema, ou se interesse por tais antologias. Qualquer extravasamento sobre as ruas, os lares, ou as consciências, deverão ser imediatamente entendidas, pela inerente coação e devassa da vida privada, como puras violações da liberdade cívica, e imediatamente encaradas, e tratadas, como simples problemas de saúde pública.

Não podemos viver eternamente reféns de um deus cadáver.

Ou se vai a Marte, ou se vai a Fátima.

Pela minha parte, vou a Marte e mando Fátima, todas as fátimas do mundo, para o caralho.

Convido, pois, a que me sigam, todos aqueles que se revirem nas minhas palavras.

Boa noite.


(Quarteto das belas brisas das boas crenças humanas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ISIS, o "Estado Islâmico", como forma acabada do Cavaquismo e ante estreia dos quintais aventalados do Napoleão de Goa



Imagem do Kaos


Já enjoa começar um texto com um chegámos a um estado nunca visto, por que, logo a seguir, nós ainda conseguimos chegar sempre a um estado ainda pior, pelo que hoje vou variar, e dizer que chegámos a um estado "islâmico" nunca visto, o que creio ser uma sinistra realidade.

Para os apreciadores de História Contemporânea, nos quais me não incluo, mas sou forçado a papar, na quotidianeidade, houve um pico de Fim do Mundo, lá para os idos de 75 do século passado, em que a velha ordem ocidental se pareceu afundar: é um longo ano de seis anos de partida das ditaduras peninsulares, da saída do Negus da Abissínia, da extensão da garra soviética a todos os recantos do Império Português, entregues por Mário Soares ao deus dará de Álvaro Cunhal, a derrocada americana em todas as frentes do sudeste asiático, a bancarrota e o grande apagão de Nova Iorque, e esse ano é tão longo que se estende até à invasão da Polónia, da queda da Dinastia Pahlavi e da intromissão russa no Afeganistão. Creio que pior do que isto só ter outra vez as botas nazis a pisar Paris, mas já vinha por aí um destino ligeiramente semelhante, posto que esse extenso Zodíaco lançou a sombra dos Anos 80, marcados pela criminosa tríade Reagan, Tatcher, Woytila, marinados ao molho de AIDS.

Tudo isto seria desinteressante, se não se assemelhasse muitíssimo ao fabuloso panorama em que estamos imersos, mas, desta vez, já em regime de segundas séries, pelo que, quando se pensava que o Obamismo seria o fundo do fim, já se sabe agora ser certo vir um qualquer falcão americano reinstaurar um braço férreo na desordem do Mundo. Aliás, crê-se que os muitos obamas da estupidez humana apenas servem sempre para pôr o senso comum a rezar por um qualquer novo autoritarismo, e ele está apenas à espera de que o calendário esgote as folhas, ou talvez venha mesmo antes disso. Do meu ponto de vista, já aí está, e em muitas frentes, e com muitos rostos e sem disfarces.

Para quem gosta de ir para dentro lá fora, assistimos impavidamente a uma Europa governada por um primeiro ministro, como agora se gosta, a encaixar no formato "o mais jovem primeiro ministro", etc. e tal, Matteo Renzi, que, excetuada uma passeata à palhaçada europeísta, nunca se submeteu às urnas, mas isso faz parte do sonho norte coreano: submetem-se por cooptação, já não se estranham, e entranham-se, na boa, nem que seja para dirigir seis meses a Europa. A única coisa certa é a de que o seguinte será pior. Na Alemanha, a porteira de Leste, Merkel, inconsolável com a queda do Muro de Berlim, sem a qual poderia chegar a Dona do Prédio, contenta-se com desmantelar a Europa e dizer que o continente não é uma terra de futuro para os jovens, coisa que já sabíamos, e até poderíamos acrescentar ser um excelente lugar para o passado dos velhos, não fosse ser isso uma dolorosa falácia de outra derrocada. Por fim, e tudo isto assim um pouco a modos que à vol d'oiseau, a França, do Liberdade, Igualdade, Fraternidade, acaba a recuperar a sineta medieval dos leprosos, com que hoje põe os pobres de Marselha a sinalar pelas ruas a falta de domicílio e a lista completa das doenças. No meio das permanentes árvores de Natal de Obama, apenas comensuráveis com os miseráveis presépios de Maria de Boliqueime, só o senador McCain ousa chamar a Victor Orbán qualquer coisa como "porco fascista", mas Victor Orbán não é o único porco fascista da atualidade.

Para os que preferem ir para fora cá dentro, o cenário não é melhor. Pela primeira vez, aliás, pela segunda, se incluirmos o Procurador João Guerra e a sua impotência na caça aos pedófilos, por prescrita à partida, a Democracia parece querer exercer, pelas mãos de Carlos Alexandre, o primado da Lei sobre a impunidade. A coisa imediatamente revoltou os estômagos, mas toda a gente pressente que isto não é senão a ponta do icebergue, tal como o "Casa Pia" o foi,  não tivesse sido rapidamente estrangulado, e a prova disso é a ira de caneta vermelha com que Sócrates, um "borderline", se endereçou aos Portugueses. Melhor é tê-lo lá dentro, por que não gostamos de lutas de cães de raças perigosas.

A verdade é que este pântano em fase de transbordo não é senão a fase final do anterior, quer exterior, quer interior: na verdade, o ovo da serpente são os anos sem ideologia e infinito oportunismo protagonizados por criminosos tipificados, como Cavaco Silva, cuja ação se resumiu ao desmantelamento dos esteios económicos do Estado e a consequente desintegração urbana.

Ao invés de produzir tecido urbano, o neoliberalismo apenas multiplicou tecido suburbano, enquanto padrão, subcultura e marginalidade: de aí, aos campos de treino do ISIS, foi apenas a ocasião do convite dos mais novos a emigrarem: à beira de um continente que já não estava feito para jovens, havia imensos campos de treino para as adrenalinas da frustração. Creio, pois, que quando nos perguntam por que não se bombardeiam, preventivamente, os fulcros dos fundamentalistas a resposta tenha de ser que nós não queremos ver as nossas cidades todas incendiadas.

O castigo para uma corja destas não está inscrito em nenhuma lei, e apenas uma punição exemplar de décadas de desestruturação do Ocidente, com prisão imediata para todos os seus protagonistas -- dos quais Sócrates é apenas um palhaço menor -- poderiam ser uma intervenção possível, num prazo que já transbordou para o impossível, ou, por palavras outras, de um certo ponto de vista, já se tornou demasiado tarde.

De entre os que partiram já se disse tudo: foi-se a geração mais qualificada e mais os frustrados que virão agora destruir-nos pelas suas próprias mãos. Todavia, os que ficaram dentro não são sequer melhores: tal os bernardos eremitas, enfiam-se nas conchas das organizações que estiverem mais à mão, para servirem os seus próprios desígnios. Não precisam do protagonismo dos vídeos de decapitação, mas contentam-se com se infiltrarem nos congressos dos partidos tradicionais. O cheiro é o mesmo, com pequenas variações de palato, entre galambismos, "livrismos", ruirioismos e outros totalitarismos, que, nem cães, nos ameaçam os amanhãs que rangem.

O que aí vem é muito mau, por que, numa sociedade de recursos cada vez mais estreitos, o canibalismo passou de marginal a estrutural, e generalizou-se, numa variante da lei do mais forte, agora vertida na forma da lei forte do mais perverso. À sombra disso, qualquer debate ou defesa se tornam impossíveis, por que assentam na impossibilidade de, num cenário superpovoado, dois objetos poderem, simultaneamente, ocupar o mesmo lugar, e não podem.

Com a força toda, vendem o território, ainda antes de conquistado. Certos baluartes, como a excêntrica Madeira, demasiado tarde perceberão o que aí vem: mais do que o Napoleão de Goa, os "aventalados" querem espaço vital, e instaurar o seu império territorial. Miguel Albuquerque, um desses bernardos eremitas, tal como Sócrates, um oportunista sem ideologia, vem para rebentar o PSD por dentro, e rebentará. Na verdade, a questão assentaria em como nos defendermos de uma maré sem igual, mas não há qualquer defesa, já que tudo assenta na distinção entre saúde e maleita: uma vez todos doentes, como agora estamos, a doença imediatamente deixou de ser doença, e tornou-se num estado (anti) natural das coisas, ou, para acabar como comecei, num estado "islâmico" generalizado, de coisas nunca d'antes vistas.


domingo, 23 de novembro de 2014

O Napoleão de Goa, ou as pré primárias do PS, na forma da prisão de José Sócrates, seguidas das primárias monhés, de António Costa, para finalmente desaguarem nas raposas secundárias, do João Constâncio, filho do dito




Imagem do Kaos



Para mim, leitor da Irmã Lúcia, desde o tempo em que era analfabeta, foi com as lágrimas nos olhos que ontem cheguei à pág. 46 do volume III dos seus"Diários", onde ela escreveu a célebre e piedosa frase "sempre que um político é preso, nasce uma nova estrela no céu". E é por estas e por outras que eu acho que a verdadeira poesia só poderá sempre sair das almas simples, como era a Lúcia, o José Rodrigues dos Santos, a Inês Pedrosa e os inéditos do Jardel, por que tudo o resto não passa de saramagos, mas daqueles mesmo maus.

Estava eu neste engano de alma ledo e cego, vejo passar no rodapé do plasma que Sócrates tinha sido preso, e pensei que o Schindler não fazia só listas, mas também elevadores que encravavam entre dois andares, e pensei, "lá vai ficar a dengosa à espera de que lhe desalavanquem o ascensor", mas era bem pior do que isso, era mesmo passar diretamente da executiva de Roissy para o banco de trás do 67-PD-03... minto... esse era o de hoje, o de ontem era 57-SG-36, ou o 70-BU-71... olha, já não sei, para mim, os carros são como os Chineses, são todos iguais... quer dizer, não são, por que os Chineses até se dividem entre os que já têm visto "gold" e os que ainda não têm. Na verdade, disse-me um passarinho, aquilo são tudo viaturas caçadas à Mafia da Noite, do Pinto da Costa, ou da frota do Autarca das Putas, o Menezes, que tem uma grande quinta, lá em Gaia, senão não vinham de matrícula à mostra, portanto, a serenidade impera e é isso que é preciso, como dizem aqueles olhinhos permanentemente dormentes, e cativantes, de antidepressivos, da nossa Paulinha Teixeira da Cruz.

A realidade é que finalmente prenderam o Sócrates.

No entanto, não entendo como a prisão de Sócrates possa ter sido surpresa, já que estava anunciada desde que foi para Primeiro Ministro de certos interesses, disfarçado de Primeiro Ministro de Portugal, coisa que o distingue de Passos Coelho, que veio ao mesmo, mas já na versão 2.0, ou seja, assumidamente disfarçado de coisa nenhuma, mas pressuponho que este progresso seja aquilo que Marx considerava o desígnio da História e as minissaias prenunciaram, ou seja, a lei dos amanhãs cada vez mais nus.

Como homem da Academia, tenho muito carinho por Sócrates, já que era como Átila, por cada Universidade por onde passava nunca mais a erva crescia, e deixou vários lutos atrás de si, como a defunta "Independente", morta por um "fax" fraudulento, nas palavras da nossa querida colega Tânia Vanessa, inventado com a mesma ligeireza com que se inventou "a roda e o fogo", e ele só não fechou a "Sobronne" -- como pronunciava ontem um dos jornalistas aleijados mentais do Futebol... -, onde ele andou a treinar a Sofística, para poder citar Górgias, e fazer crer ao Sistema Judicial que a virtude de um escravo não era igual à virtude de um estadista, ou invertendo a forma, o crime do escravo nunca poderia coincidir com o do estadista, já que o escravo ia invariavelmente dentro, e o estadista continuava cá fora, e continuava, e continuava, até chegar ao Conselho de Estado e à Presidência da República,
dizia eu de que,
só não fechou a "Sobronne" por que passava mais tempo nos "slings" do "Keller", ajoelhado, a fazer de Fernanda Câncio, e por que a Madame Myriam, apesar de ter recusado à cunha do Seixas da Costa converter Estruturas II em Ontologia, e Betão I em Fenomenologia, sempre o tratou com o carinho devido pelas madames francesas às potenciais porteiras portuguesas, sobretudo, com o pedigrée de terem andado a fingir dirigir um país, quando não passavam de uma cortina para tapar interesses e cambalachos.

Infelizmente, esta história toda misturou-se com a cretinice, os atavismos e a ignorância típicas do país mais atrasado da Ibéria, e quando começaram a falar de 3 000 000 € de um apartamento no Sezième, suponho que os jornalistas ficassem confundidos, já que o topo dos topos dessas mentes que chegaram ao topo da base são os 120 000 dos rés do chão de Massamá e de Mem Martins, e, portanto, nem vale a pena falar-lhes de quanto vale um apartamento de cobertura da Avenue Foch. Na realidade, nem percebo por que estamos a discutir isto aqui, já que uma entrada no offshore do "Keller" não vai além de 15€, mas com dress code, por causa das chuvas douradas...

(Estão-me a fazer ali sinais ao fundo de que a loura burra e descolorada do "Eixo do Mal" está a defender assanhadamente o Sócrates, pelo que suponho que haja comissões ocultas, como recebia a Câncio, por se fazer passar por pau de cabeleira do gajo mais homeoerótico que já desfilou pelos "outros colos" do Largo do Rato...)

E, já que se falou do Largo do Rato, tenho de referir a angústia política que mais me atravessa, neste momento negro de dissolução da III República: até hoje, tínhamos sempre aquela vaga sensação de que estávamos perante o pior governo de sempre, até que dei comigo a desejar que o de Passos Coelho, o pior governo de sempre, não caísse já, com receio de que venha o pior governo de sempre que se lhe vai seguir, uma coisa subtilmente preparada nas sarjetas da Nação, já que as célebres Primárias do PS, e sei de quem o fez, e gaba de ter feito, foi uma multidão de aficionados de outras cores politicas que se inscreveu, apressadamente, para poder ir votar no próximo chefe de governo mais a jeito para abate fácil. António Costa, o sorriso mais rancoroso e vingativo da sociedade portuguesa, entendeu que o país inteiro lhe estava a estender a mão, mas não era, era, sim, o país inteiro a empurrá-lo, para ver se o despachava, rápido, e com carinho, muito carinho.

Não por acaso, a Sexta Feira Negra foi um aviso do Ministério Público, e da minha cara amiga Joana Marques Vidal, incorruptível, desde o tempo dos "charros", que, a par com o Carlos Alexandre, parece ter arrancado com uma mudança de paradigma, que João Guerra, com o "Casa Pia" tentou, mas não conseguiu, dado o horroroso poder das sombras detida pela sinistra Rede Pedófila, que domina Portugal, e que agora está avidamente, à espera de que António Costa chegue ao Poder, para poder recomeçar o seu interrompido regabofe.

Para os incautos, António Costa é uma tentativa de taxativo regresso ao pior do Socratismo. Na verdade, António Costa é muito pior do que isso: é a tentativa de regresso ao ciclo interrompido por Jorge Sampaio, um aventalado que acha que o não é, e que percebeu que a fuga para a frente de Durão Barroso, um cobarde neo maoista, e enfiado no negócio dos submarinos até ao pescoço, poderia levar a uma vitória, em caso de eleições antecipadas, de Ferro Rodrigues, enfiado nos escândalos de pedofilia até ao pescoço... mas do pescoço do Gastão. Nesse tempo, era Ferro o Secretário Geral do PS, e Costa o mentor da bancada parlamentar. Viraram os lugares, e a merda instalou-se na mesma, a deixar prever o pior dos cenários possíveis. O resto já vocês sabem: as lojas maçónicas lançaram um sério aviso, e ditaram uma sentença salomónica, Ferro Rodrigues não era, como Paulo Pedroso -- que o tinha puxado para aquelas vidas... -, detido, mas, em contrapartida, também teria de ser inibido, dada a gravidade do clima atingido, de chegar a Primeiro Ministro. Esse interregno chamou-se Santana Lopes, e acirrou a opinião pública ao ponto de Sampaio desencadear o Golpe de Estado Constitucional que conduziu às insuportáveis maiorias de Sócrates. Como se diria, no Efeito Borboleta, a Teoria do Caos levou a que, de um ato simples, como enrabar putos, se chegasse, em três tempos, à Bancarrota.

Este é, portanto, o resumo do que aí pode vir, já que António Costa não é um neo socratismo, mas um neo ferrismo, gente que vem ávida de vingança, e que parece ignorar que a História enterrada já não é recuperável, senão através de um atropelo de todos os valores, e a coisa não é figurada, é literal. Para quem tenha dúvidas, veja o que ocorreu no melhor acervo de imagens satíricas do nosso Bordallo contemporâneo, o Kaos, mal se soube que vinha aí a maré pedófila encavalitada no Costa. Vale a pena verificar o que vai acontecer à liberdade de expressão, como muito bem avisou a Maria Antónia Pila..., perdão, Palla, mãe do dito cujo, quando avisou que o PS convive muito mal com a Liberdade de Imprensa.

Eu acrescentaria, de Imprensa e não só, e diria que ela lá sabe o filho que tem, e, brevemente, todos nós o viremos a saber, pelo mal, e por igual...

A instabilidade é, portanto, inequívoca. Em termos técnicos, estamos a assistir ao Fim da III República, entre o exercício do braço judicial, e a possibilidade, não meramente teórica, de quase toda a Classe Política acabar na prisão. Aqui, ao lado, ascende o "Podemos", e o "Syriza" poderá governar a Grécia. Por cá, como usual, fomos apressadamente aos sucedâneos, não viesse a espontaneidade instalar-se, e os órgãos de intoxicação social imediatamente tentaram ocupar o espaço possível de um movimento emergente de cariz comparável, empurrando apressadamente para a frente aquela anedota do "Livre", um fogo fátuo das entrelinhas dos amigos dos telejornais e das penumbras etílicas do "Frágil".

Até agora, todavia, todo este texto foi regido pela epiderme, pelo que agora vamos ter de ir à derme. Há evidências de uma rotura de paradigma, como altos funcionários do Estado presos, ministros demissionários, e Sócrates, a cabeça de um polvo que ainda nos vai surpreender -- há vozes que dizem que está conectado com o Irão e o ISIS -- mas as causas dessa rotura talvez não sejam as evidentes. Na verdade, o conflito latente, entre as Lojas Regulares e as Irregulares acentuou-se, sendo que as Regulares andarão mais pelas bandas do PS, e as Irregulares pelo PSDeísmo. Como os bastardos, os das Irregulares anseiam agora pelo ingresso nas Regulares, e os irmãos de LÁ começaram a estender as mãos aos irmãos de CÁ (com o carinho com que Soares abraçou Isatilno, e mais não é preciso acrescentar...). Em princípio, o grande golpe seria a tomada de assalto da Madeira, com o novo Napoleão de Goa a fazer da ilha a sua Córsega, pela mão do Albuquerque, uma coisa de que é melhor fugir antes que venha, como avisa, e bem, o nosso Eduardo, o "Braganza" da Ilha mais Bela, mas só o Diabo saberá em que estado de avanço já estará essa gangrena: prefiro não me pronunciar, já que quem se mete com o Aventalinho leva...

Descendo da derme à carne, os rumores são ainda mais sinistros: na sua avidez de atropelo, Costa lesou o irmão de Coja, esquecendo-se de os níveis mais baixos têm de respeitar os graus iniciáticos mais elevados. Não se pode subir mais do que deve, nem fazer descer quem já subiu. A vingança será atroz: António Costa é já o primeiro caso de Primeiro Ministro demissionário, antes de ser empossado. A sua sombra chama-se João Constâncio, e a sombra de João Constâncio chama-se João Galamba, e não precisamos de dar mais nenhum passo para entender, que, então, muito brevemente, estaremos em pleno autoritarismo.

Olhem, acho que já falei demais. Não se importam, mas vou ficar por aqui, por que, se depois da epiderme, da derme e da carne quiserem ir aos ossos, vão vocês, tá?...


(Quarteto do aventalinhos às riscas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Lendas dos Bosques de Viena, seguidas das lêndeas do Largo do Rato e do braço esquerdo do Sr. Aníbal de Boliqueime, coitadinho, que agora já se nota bem que mal se mexe





Imagem do Kaos



Creio estar a viver uma singularidade política, aliás, uma recidiva de um certo estado de singularidades políticas, posto que já as vivi de outras formas, e passo a explicar, para não vos deixar nessa angústia de não perceberem do que estou a falar.

Sendo a minha ideologia política votar sempre CONTRA qualquer coisa que se tornou nauseante, tenho acompanhado, com especial atenção, todos os debates entre António José Seguro e António Costa, e, como não vi nenhum, estou particularmente à vontade para os marcelizar à minha maneira: acontece que o problema é vagamente ontológico, posto que, estando António José Seguro na esfera do não-Ser, seria suposto, pelo equilíbrio dos opostos, que António Costa representasse a esfera do Ser. A realidade, todavia, antecipou-se, e com a maré de lixo, que, imediatamente se lhe montou às costas, António Costas, perdão, Costa, passou as ser as costas de muitas das coisas que antes de o serem já estavam fadadas a não ser, pelo que o lugar do Ser, antes de poder ser, não chegou, à pala do Costa, a ter possibilidade de ser.

Creio que os levaram para as televisões, onde um fez de merceeiro indignado, e o outro de rancoroso mal contido. A coisa, já que uma imagem vale mil palavras, esteve naqueles patamares das gajas, que, na América que Obama fez desaparecer, para a substituir por uma ainda pior, se digladiavam em lutas de lama, ou seja, o ímpeto da porcina que tenta lançar ao esterco o chiqueiro em que ambas se atulharam.

Há quem pague para ver, e se masturbe com o olhar. Comigo, é como com o Saramago: não li, e não gostei, alço a perna, e faço como os cães, mijo, sempre que a Pilar del Rio passa e me tenta vender o "último" (the last, but not the least) "inédito", como os pares de Jeová me tentam meter nas unhas o número do mês da "Sentinela".

Voltando às costas do Costa, as costas do Costa revelaram-se subitamente largas, e mal houve um sopro, um mero soprozinho, de que a coisa se podia encaminhar para aí, imediatamente saltaram de uma fossa qualquer, que eu creio ser a pura, a verdadeira, idiossincrasia da Grécia do Feio, tudo e todas as coisas que de mau o pós 25 de abril produziu em Portugal. Ainda não li a lista completa, mas anda lá tudo o que oscila entre o péssimo e muito péssimo: o Rui Vieira Nery, creio que em nome da musicalidade dos sanitários de Lisboa - todos os que o Costa mandou fechar --, a Catarina Portas, decerto em nome do monopólio dos quiosques de Lisboa -- todos os que o Costa mandou abrir --; Almeida Santos, em nome de toda a sujidade dos negócios de Moçambique, e da sua protegida Luísa Campos, a anã pedófila, que assombrou toda a rede escolar de Lisboa, até se afundar na noite de Miraflores; Manuel Alegre, o garrafão de Águeda, duas vezes responsável pela presença de Aníbal de Boliqueime em Belém; Sá Fernandes, a quinta essência do oportunismo e da vilania política e cultural -- o tal que queria tirar os brasões da Praça do Império, para lá instalar retretes de Trotsky e réplicas berardianas da múmia de Lenine --; Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso -- que desde o célebre vídeo dispensam apresentações... --; António Victorino de Almeida, que já está na fase do Lá-lá-lá-lá da Amália Rodrigues terminal, e creio que, honestamente, apenas a pensar no futuro das filhas, a Inês -- a mulher mais estúpida de Portugal, logo, a forte aposta de Bilderberg 2014 --, e a outra de que me não lembro o nome, mas só me faz lembrar velhos babosos que lambem a rata de meninas de 15 anos, perdão, 7 anos; e, nem a propósito, Nicolau Breyner, responsável pela ruína dramatúrgica do esgoto televisivo; Lídia Jorge, um remendo mal bordado dos brutos "enxertos" dos Capitães de Abril, também conhecida pelo Saramago dos remediados; Júlio Pomar, que nunca conseguiu chegar a qualquer lugar, apesar da fábula de ter sido compagnon de cela de Soares, o velho, e de os boatos o terem declarado várias vezes "a morrer", para valorizar a obra, e o genro do Cavaco, Luís Montez, que dispensa apresentações, já que, para todos que pensam que o Cavaquismo se esgotará com a morte neurológica do cavaleiro da triste figura, se alerta deverem estar muito enganados, posto que o genro da triste figura já assegurou, em vida, o monopólio de todos os festivais do Norte, Este, Sul e Sudoeste, na forma de uma geração de "agarrados" aos ácidos, à "bolota" e à coca, tudo numa nice, que fatura para a Patrícia e para a Perpétua, ou, resumidamente, ter o apoio do genro do Cavaco é o mesmo que quando se descobriu que a eleição do Sarkozy tinha sido uma generosidade do defunto Kadafi.

Dizem as más línguas que o problema neurológico de sua excelência o "presidente" da República já lhe está a afetar a mobilidade do braço esquerdo, mas deixo-vos o trabalho de casa de o confirmarem, já que quando ele aparece, leva o mesmo trato do Futebol, do Eixo do Mal e dos Gatos Fedorentos: salto brusco de canal, e um alka-seltzer, para evitar paragens de digestão, portanto, não vi, mas asseguro que é mesmo verdade.

Como podem imaginar, é muito cansativo enumerar a tralha que se pendurou nas costas do Costa, pelo que suponho que devem ser largas, para suportar a avidez de tal maltosa. Pela minha parte, já perdi demasiado tempo a enumerá-los, mas certamente incluiriam o incontornável Figo, o Carlos Cruz, e até o cadáver do Taveira, para assegurar a solidez das retaguardas. Consta que agora já só lá vai com a língua, pelo que a candidatura do Costa não se pode dizer ser uma Guerra das Rosas, mas a  genuína candidatura do botão de rosa...

Quanto ao Seguro, aconteceu-lhe o mesmo fenómeno que ao Sócrates, quando surgiu o Relvas: passou a ser "sério", na Academia, mas não chegou a ter densidade suficiente para ter solidez, na licenciatura, o que deixa augurar, num momento em que a "Tecnoforma" finalmente vai fazer a coisa que Passos Coelho mais deseja, que é dar o fora antes de o país inteiro ser arrumado no "Bes Mau", e ir pau cabindar com a sua Lolita -- tratamento para os íntimos -- que trabalha que nem uma moura, enquanto o irmão pena na miséria, como muitos dos verdadeiros artistas deste país, que não beneficiaram, nem nunca beneficiarão, daquele truque de se pôr a jeito, no momento certo, daquele certo jeito, que só as costas do Costa ainda permitem.

Sinceramente, prefiro falar da Teresa Guilherme, que acho ser quem deveria estar à frente do Partido Socialista, neste momento antecipado de Eleições, porquanto nada nela é turvo, e, mesmo, do ponto de vista da Teoria do Caos, ela é uma genuína geradora de trajetórias estáveis: se é fácil cuidar do visual da Lolita, da Teresona ainda é mais fácil, já que, nesta "Casa dos Segredos" -- 100 000 candidatos, o mesmo que os Antónios" -- não há vencedores nem vencidos, posto que ela consegue ficar sempre... por debaixo. Curiosamente, e pensando em que, dos 100 000, metade são do sexo, e idade, de que ela gosta, pôs-se-me a questão de onde arranjaria a Teté tempo para aviar 50 000 gajos, mas a resposta também vem do lado da Mecânica Quântica: a gaja despacha-os no Tempo de Planck, ou seja, fá-los vir em 10 levantado a –43 segundos (0,00000000000000000000000000000000000000000001 segundos, se não me enganei num zero...), de onde sobre muuuuuuuuuito tempo para fazer o programa, e ainda para aviar o resto da população masculina do planeta, e até de Marte, para onde, consta, já os olhinhos brilhantes agora se lhe viram.

O Mundo, portanto, é muito mais interessante quando esquecidos os Antónios e visto na ótica da Teresa Guilherme, a única que andou à porrada com a Laura "Bouche", por causa do mesmo macho... e ganhou, coisa que o segundo nunca perdoou à primeira, sendo que a Teresa Guilherme, enquanto objeto do "Inteligent Design" é muito mais interessante do que os dois Antónios somados, e os responsáveis pelo guarda-roupa bem o sabem, conquanto, em vez de uma produção à Cleópatra, optaram, desta vez, por uma caracterização à Cleopatra Jones: umas cores de feira indiana, um colar de Amarna, das coisas maravilhosas que  Lord Carnarvon viu, ao descer as escadarias do King Tuth, e que, semioticamente, à luz da Bauhaus, e da Feira do Relógio, obrigava o olhar a desviar-se sempre na direção da rata, sendo que, no estado de descaimento (natural) das partes, se torna cada vez mais -- e excluída a hipótese de ela ser toda vulva -- por que as peças jogam cada vez pior, determinar onde se lhe situa a cona. Atrevo-me a dizer que a queda das mamas, do ponto de vista galilaico, brevemente levará a que as mesmas se tornem nos grandes lábios vaginais, o que será um tormento, para aqueles mancebos de 20 anos, de terem de se pôr na posição do hipopótamo, para a satisfazer -- como se algo a satisfizesse --. No entanto, isto são trocos, já que se torna visível que, por mais espartilhos, botox, molas, ganchos, pregas, suspensões que lhe ponham ela está como a Torre de Pisa, e há uma irreversível tendência para que tudo descaia na direção do solo. A preceito, um dia haverá -- desculpem, mas agora vem uma lição de Física... -- em que o centro de massa da Teresa Guilherme ultrapasse a sua projeção de base, e, então, hélas, toda aquela massa se espapaçará no chão. Esperemos que não durante nenhuma das galas, por que andamos, em demasia chocados com as decapitações do ISIS, e alegremo-nos, por que nesse dia em que aquele sistema dissipativo se converter num ectoplasma, também poderemos falar da "amiba Teresa Guilherme", que, como diria o outro, quando tudo se extinguir no Mundo, ainda a amiba sobreviverá.

Creio, portanto, que, independentemente da dissolução simultânea, em lama, do Governo e da Oposição, seja certo que a Teresa Guilherme ainda sobreviva ao Seguro, ao Costa, aos piolhos das costas do Costa e ao próprio Passos Coelho. Sobreviver ao Cavaco até nem é difícil, é só uma questão de semanas, pelo que o que aí vem, politicamente, pode ser muito divertido, em qualquer dos equiprováveis cenários: ou as pessoas acordam, e empurram o Costa para dentro do latão, como fizeram, na Ucrânia, e, antes do fim do ano, temos o Seguro a empatar com o Coelho, ou o Coelho, no estado em que os Antónios deixaram o PS, a ganhar o País, com terríveis consequências para a Teresa Guilherme, que já não sente nada, muito menos Eleições, ou ganhar o Costa, para perder as Legislativas para o Coelho, ou ganharem até os três, e fazerem um Bloco do Centrão, com todos os emplastros que o Seguro, o Costa e o Coelho conseguiram carregar às costas, o "Livre" incluído

Por mim, no domingo, voto inequivocamente nas expulsões da "Casa" da Guilherme, e, para os indecisos das Primárias, ainda tenho um pequeno brinde, daquelas coisas que se nos escapam, mas de que, felizmente, ainda nos lembramos no fim: creio, e não deve ter sido alucinação, ver em Gaia, uma espécie da balde de toda a merda deste país, imaginem quem... sim, imaginem.. não, acho que não chegam lá, mas eu ajudo: lembram-se da Lurdes, a Puta da Educação?... Dessa lembram, não lembram?... Não, não sei se apoia o Costa, mas, dada a densidade da trampa, até é provável que sim, embora agora esteja no defeso de ter sido enviada para a prisão..., mas quem vinha agarrado, muito agarradinho, ao Costa, ah, valente Costa, que tanto lixo conseguiste polarizar!..., pois, então, quem vinha ali, muito de palmadinhas nas costas, a apoiar também o Costa... pois era o... o... o... o Albino Almeida, o Albino, sim, lembram-se?... O Albino, o badochas, que era pago pela Lurdes cadastrada, para fazer o papel de "Pai". Pois vinham muito agarrados, o que suponho que seja mais um sólido apoio para domingo. Por mim, não quero melhor: falar do Albino Almeida é como falar daqueles 100 000 votos, que, numa inesquecível tarde -- remember -- saíram, em bloco, à rua, para dizer "NÃO!... NÃO!... NÃO!..."


Quarteto do pá, acordem, faz favor, e puxem o autoclismo, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers"

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Rapsódia dos Tempos de Guerra, ou de há alguma coisa pior do que o que aconteceu ao BES?... Pois há, mas tem mesmo de ler o texto até ao fim, para ficar a saber tudo







Imagem do Partido das Cadeiras Vazias, e dedicado ao meu amigo Eduardo Freitas e a todos os Portugueses que ainda acreditam numa coisa extinta, que outrora se chamava "Portugal"



Já não sei quando foi, mas sei que foi, a Professora Marcela quer morcela, num daqueles programas que eu não vejo, mas que sei que está periodicamente a acontecer, e ela está, naqueles deliria tremens que a Fortuna lhe deixa durar muito, ou sendo menos camoniano, quando ela vem, com os olhinhos a brilhar, toda traje de luces, a soltar, como os pirilampos, luminâncias por tudo quanto é trompa de falópio, a fazer lembrar aqueles super camiões, gigantes, do "Massacre no Texas", que atravessam a América extinta, de costa a costa, numa espécie de natal dos arizonas, de grinaldas de luzinhas coloridas, de pôr qualquer um de grelo aos saltos, e, dizia eu de que, quando o Marcelo abre a cloaca, dá às asas, como os extintos pterodáctilos, e solta, como é seu hábito, a bojarda da semana, para ver se cola, eu, geralmente, faço o "zapping", e deixo-o a masturbar-se sozinho em público, diante daquelas velhas que fazem naperons, enquanto o ouvem, desde o milénio passado, enquanto sobem e descem as testas, como os cães articulados de retaguarda, e fazem "hum hum", entre os dentes, por cada alarvidade que o outro solta. Para elas, toda a palavra é uma verdade, e quem me dera ser feliz assim, mas antes acho que devia haver um medidor de decibéis e um detetor de mentiras, sempre que o Marcelo entra em velocidade de cruzeiro, e parece o Vapor do Punheteiro, no tempo em que ainda ligava as Bordas Norte à Borda Sul, e levanta os cotovelos, arreganha a tacha para o entrevistador, deita os olhos para fora, e carimba com um delírio indescritível todas as ficções que desejaria que fossem verdade. Acontece que o Real se tornou de tal modo delirante que os disparates e as previsões que ele solta ficam muito aquém do disparate e conseguimentos da contemporaneidade, toda ela cheia de soft power sagrado, para ser capaz de se tornar ainda mais fenoménica do Entroncamento.

Eu sei que já estão a arfar, mas eu ainda não comecei, e só vou começar, depois de dizer que o Marcelo nem é o pior de tudo, por que agora há um a querer imitá-lo, com a impossibilidade de imitar o inimitável, e não tem ponta de graça nem imaginação: é o cara pálida, e reflexo fosco, da Ruth Briden dos comentadores, Mister Marques "Magoo" Mendes, uma invenção da defunta reserva pedófila do PSD, Eurico de Melo, e que está para o Marcelo como os "pufes" estão para as poltronas: desde que não fale muito, sempre servirá para descansarmos os pés.

E, portanto, aqui vamos, já que, estava eu a roncar, entre um filme porno, pago, e o canal do Marcelo, que não sei qual é, por que confundo-os todos, tirando a CNN chinesa, uma coisa fabulosa, que só passa em África, e ouço, de repente, com aquele tom assertivo de coisa já dada como consumada, sair daquela boca sugadora para fora, "pronto, suponhamos, portanto, António Costa já como primeiro-ministro e Rui Rio como vice primeiro-ministro...", e eu, aí, acordei mesmo, por que pensei, este deve andar a dar na veia..., mas depois recompus-me e pensei que aquilo era o Ovo de Colombo, já que a doida me tinha dado, numa só frase, uma argumentação corretíssima de onde NÃO VOTAR, nas próximas Legislativas, e fiquei a desejar que a profecia se tornasse realidade, já que a grande novidade do momento, até que se pendurem as caras do costume, parece ser o Partido das Cadeiras Vazias, cujo manifesto eleitoral é elementar, já que consiste em deixar desocupado o lugar de cada deputado eleito. Sei que a coisa tem um arzinho de sair da Antologia do Humor Negro, do Breton, mas poderia dar resultado, se não se pendurassem logo os zinks, os joões vieiras, os esteves cardosos, o "Livre" e as processionárias habituais, e se, pelo contrário, os deputados vazios, uma vez eleitos, até aparecessem de vez em quando, só para devorar, ou arrancar uma mão ou um bocado da bochecha ao seu parlamentar sentado ao lado, até aquilo ficar totalmente vazio, e a Democracia entrar na sua refundação, de que tanto precisa. Não custa sonhar, mas voltemos à realidade: António Costa, enfim, não tenho nada nem a favor nem contra António Costa, que sei ser uma pessoa muito bem relacionada, desde o célebre "Processo Casa Pia", onde salvou os seus (presentes aliados) Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso da forca.

Da forca dos outros, da minha, não, por que, infelizmente, tenho informação em demasia sobre o tema. Resumamos, portanto, António Costa: é irmão de um dos diretores do "Expresso", e está tudo dito.

Sobre o Rui Rio é melhor eu fechar mesmo a boca, e assestar baterias sobre os chamados "impacientes", que mal ouviram que o Costa ia canibalizar o Seguro apareceram a latir em campo, desalmados, como os cães preparados para a luta, dos bairros proibidos dos subúrbios -- como se "subúrbio" ainda fosse um termo com sentido, no estado a que chegámos... -- e foi um #meet de apavorar onde não faltou tudo, até os defuntos como o Taveira, o que deixaria prever coisas ainda piores, aliás, plausíveis, palpáveis e espectáveis, como o João Galamba, na Administração Interna, de lápis vermelho  na mão, a escrever nomes de gente a quem cortar a cabeça, o João Constâncio, na Educação e a Inês de Medeiros, a mulher mais estúpida de Portugal (Bilderberg-2014), na Cultura. Podem rebaralhar e colocar outros nomes, que fica tudo exatamente na mesma. Claro que nada disto torna o Seguro bom, apenas revela a que ponto ainda poderemos, e vamos, piorar. Salva-nos a segurança da nossa futura Comissária Europeia, Maria Luís Albuquerque, e o apoio de retaguarda do Carlos Moedas, que esperemos fique numa cadeirinha onde consiga escrever os relatórios para a Goldman Sachs, como o seu master, Schäubel.

Do Costa, apenas espero que,antes deste salto despropositado, deixe obra, alguma coisinha, ao menos, feita na Câmara, que é pregar o Zé-que-faz-falta, e o gajo que se pendurou na espada de Afonso Henriques, no meio dos brasões da Praça do Império, com uma estaca no coração, como se faz aos vampiros.

Isto, todavia, são os trocos dos Amanhãs que Cantam, já que o grande golpe da retaguarda, enquanto estamos entretidos com os derbies e os futebol da manhã, tarde e noite, ou os desmanchos e facadas das bombeiras de terras que nem se sabia que existissem, gente séria, pergaminhada, está-se a preparar, depois do sucesso que foi o assalto ao BES, para um novo assalto, desta vez, a uma fatia inteira do território nacional: estamos a falar da sede vacante e do período de desordem descontrolada que se seguirá ao abandono de Alberto João Jardim, do seu lugar vitalício de Cronista do Regime, ou, por palavras mais claras, da tomada do poder na Madeira, por parte do Grande Aventalinho Lusitano: se Costa e Rio estiveram em Bilderberg, em 2008, a convite do político há mais tempo no Poder, em Portugal, Pinto Balsemão (o Balsemão é o oposto do Marcelo, circula há meio século, mas sempre com silenciadores, luzes apagadas e em contra mão...), e só agora emergem dos bastidores, com este ruído de bater de latas, perguntarão vocês por quê só agora, esquecendo-se de que, se o Bardarbunga só agora também acordou, já os outros há muito que andavam, nos bastidores, a dar a bunda.

Chama-se a isto jet lag político, e é de arrepiar a espinha.

Consta que o Alberto João tem denunciado a entrada, em força, da maçonaria na Madeira, mas desta vez parece que é a sério. Diz-se que o Miguel Albuquerque, ex cacique da Câmara do Funchal, e candidato, em dezembro, à chefia do PSD-Madeira, é um compagnon de route de Bilderberg, como nos arrepia que o "padrinho" Balsemão e ele andem aos kisses, louvando o papel da "informação", na substituição do Real, seja lá isso o que for. Tal como no Costa, a agitação é, todavia, bardarbungasticamente frenética, e já queriam ter empadeirado o calafate de serviço, Alberto João, para as Europeias, mas falhou-lhes o golpe, pelo que terá de ficar agora para dezembro. Ordem direta do avental dos Blandys -- cheira a obediência escocesa --, do "Diário de Notícias da Madeira", e a pressa é tal que o Albuquerque, ou o Cunha e Silva, dos lobbies, têm mesmo de avançar, ordem dos Graus Superiores. No "Cont'nente", o Diretor já foi substituído, e temos agora um de obediência skinhead, depois de o Marcelino ter denunciado os dinheiros da Banca, presentes no crime de lesa-pátria da eleição de Aníbal de Boliqueime, quando o Montez, genro do dito cujo, o decidiu botar para fora. Democracia...

Pois pensou que tinha visto tudo com o assalto descarado do BES?... Estava enganado: eles não só não param, como no país sem reações agem  agora de cara descoberta. O BES são trocos, diante de uma ilha inteira, com uma Maçonaria a bardabungar. Lá para dezembro, o sonho desta gente era ter uma "Madeira boa", e uma "Madeira má", sendo que a primeira não teria qualquer sentido, e só passaria a existir apenas uma Madeira Má.

Claro que tudo o que escrevi para trás é mentira, e NUNCA ninguém se atreveria a dar um golpe da escala de uma ilha monumental, aliás, eles até costumam pedir licença primeiro, como o Putin, na Crimeia, entre os novos nomes da Nova Desordem Mundial...

Alegrai-vos, contudo, por que tudo indica que nessa altura talvez já estejamos mergulhados no apocalipse da III Guerra do Golfo, e na mortandade lançada pela Mafia Russa sobre a velha ordem europeia.

Há quem diga que é a vida, e é capaz de ter razão. A mim, continua a custar-me engolir.





(Quarteto do Aventalinho navega de vela em vela, a caminho do Funchal, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")