terça-feira, 27 de maio de 2014

A aurora dourada do Syriza, na forma sublimada do "front populaire" de Marinho Pinto




Imagem do Kaos


Estava eu ontem, no "Frágil", naquele enlevo de alma, ledo e cego, que as sondagens não deixam durar muito, a esvaziar uma garrafa de "Black Vodka", com o Rui Tavares. Ele tinha apostado que enfiava dez amigos no Parlamento Europeu, mas eu, ligeiramente eurocético, continuei, até à última, a insistir em que ele nunca passaria de oito amigos, e um par de mamas, quando muito. Quando chegou o terremoto, ficou com o par de mamas na mão e um horroroso bafo de álcool, no ar. Pedi licença, e dei o fora, que a noite ia ser daquelas longas.

Como imaginam, isto é apenas a parte ficcional deste texto, pelo que vamos já à realidade, e a realidade é que que quero, do alto destas pirâmides, saudar o profundo civismo que representou a maioria absoluta representada pelos sessenta e muitos por cento de abstenção portuguesa. Para mim, perfecionista, teria ficado mais satisfeito com uns 70%, mas fica para as Legislativas.

O lado bom da coisa é que finalmente assisti a umas eleições onde todos perderam, subterrâneo desejo que tenho, sempre que começa uma daquelas mobilizações de branqueamento de capitais, a que chamam "Futebol", mas costumo ter menos sorte, embora continue em crer que lá chegaremos, um dia, por que é preciso variar.

Os vencedores, evidentemente, foram o "galambizado" PCP (alguém, alguma vez, ouviu o PCP não se afirmar vencedor de qualquer eleição?...), a Coreia do Norte, que vai estabelecer parcerias estratégicas com Angola, a Nádega de Assis, que conseguiu uma vitória "estrondosa" sobre toda a "Direita", que não de Assis; O Coelho e a Zsa Zsa Gabor, que conseguiram reenviar para Bruxelas, o outro Coelho, ainda mais medíocre do que o segundo, ou o primeiro, sei lá, coordenem como quiserem; o Bloco de Esquerda, que pôs lá uma de tal Marisa, para poder excitar a líbido entorpecida das cadeirinhas de rodas alemãs, e... e... e... o Marinho Pinto, uma espécie de coisa em forma de assim, que realmente surpreendeu, e provou o estado a que chegou a "Coisa" Europeia.

A verdade é que o redesenhar das bancadas parlamentares apenas veio confirmar o estado de desagregação e dissolução do Projeto Europeu, minado por neo-maoítas, neo-liberais, senis de 68 recauchutados, porteiras de Leste de estalinismos falidos, o ranço dos Centrões, os democratas ajoelhados, os socialistas empalhados e as grandes surpresas da noite, que só surpreenderam os surpreendidos, e que foi o cavalgar das Extremas.

A Senhora Le Pen conseguiu colocar lívida a infinita sapiência do Professor Marcelo, que nem com os maiores bochechos de demagogia conseguiu esconder o facto, e encabeçou a tal mancha de deputados que não se encaixam em lugar nenhum, mas se arriscam a pôr o Parlamento Europeu inteiro a ter de se encaixar neles.

Nesta altura, o Rui Tavares já tinha passado da previsão de eleição de 10 para 11 deputados do "Livre", e eu já nem um par de mamas lhe tinha para oferecer, pelo que lhe enchi o copo de "Vodka Negro" e lhe dizia, "bebe, filho, bebe, que faz bem beber, para esquecer...", pensando que o Parlamento Europeu já estava minado de gatos fedorentos e oportunistas suficientes que chegassem.

Num nível mais elevado de análise, é bom saber que o Sr. Kissinger, quando empurrou o "Cherne" para a Presidência da Comissão Europeia, como o primeiro-ministro mais medíocre da Europa, estava realmente a apostar no homem certo: Barroso deixa um Continente à beira da Guerra, da Grande Depressão, da desindustrialização, da Deflação, da ascensão dos extremismos, da glorificação dos neo-nazismos, com um oceano de desempregados, de miseráveis, de mafiosos, escroques, novos ricos, carteiristas de dinheiro sujo, e que passou a ser uma espécie de cano de esgoto mundial, debaixo das gargalhadas da Rússia, da China e dos países que nos chamam "Museu do Velho Mundo".

O meu sonho, confesso-vos, vão mesmo ser os profundos diálogos entre o Marinho Pinto, a Ana Gomes, nos dia da bêbeda, e a Marine Le Pen: qualquer coisa muito, mas muito, para lá da marinada imaginação da Teresa Guilherme.

O Rui Tavares dizia-me que eu era um exagerado, e o homenzinho até era sério, já que tinha feito dois cursos ao mesmo tempo, um, aos gritos, em cima das mesas da Faculdade de Direito, e o outro em cima das mesas da Faculdade de História, com o Livrinho de Mao Tse Tung nas manápulas, clamando por "APTOS", que tantos cursos honestos deram à canalha política que nos conduziu ao abismo presente. Eu, como sempre, mais modesto, defendi que Durão Barroso, de facto, tinha feito História, mas História da negra, como tantos bandalhos da sua laia. A preceito, só lhe falta agora uma "saída limpa", como a de Mussolini e da Clara Petacci, eventualmente, com o Aníbal de Boliqueime a medalhá-lo, mas pendurado pelos pés, ao esvoaçar de uma bandeira de caricas coloridas.

Felizmente há luar. Para vocês, que já imaginarem o que aí vem, e é bem feito, ai, tão bem feito, -- não é Rui, já para aí caído, no chão do "Frágil", a sonhar com 111 deputados... -- felizmente há esperança: quando já pensávamos ter batido no fundo, Pinto Balsemão, o Governo Sombra de Portugal, há quase meio século, depois de ter atingido um mínimo absoluto de pores do sol no Cairo, ao convidar Clara Ferreira Alves para Bilderberg, consegue agora melhorar a sua melhor marca, em 2014, ao convidar para Bilderberg-Copenhaga, uma das almas mais medíocres que já passou pela Universidade Nova, a gaja dos voos semanais para Paris, Inês de Medeiros. Sim, mais abaixo, seria difícial, eventualmente, a Ágata, ou a Romana, mas ele lá terá as suas razões: não nos esqueçamos de que o Centro Cultural de Belém está órfão de cavalgaduras, desde o óbito do outro...

Creio que o Patrão das Sombras, depois do pôr do sol no Cairo, estará agora a preparar, para Portugal, um amanhã de auroras douradas que cantam. Faz bem, aliás, muito bem, como já começaram a afirmar os "Mão Morta"...



(Quarteto das extremas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A viagem de Ébola a Lampedusa, by Mörike





Imagem do Kaos



Como já devem ter percebido, estamos em guerra, e vêm aí tempos difíceis, mesmo para o meu habitual estoicismo, vertente epicurista, e a culpa não é senão nossa, enfim, minha, não propriamente, porque já vão longos os anos de aviso. A verdade é que entrámos numa nova era, a do Faz de Conta, ou, por extenso, a Era do Faz de Conta, que se divide em três partes, o antes do Faz de Conta, em que se fazia de conta a fingir, o momento do nascimento do Faz de Conta enquanto Faz de Conta, e que tenho alguma dificuldade em precisar, mas deve ter sido, mais ou menos contemporânea do tempo em que o canalha do Durão Barroso recebeu, nos Açores, os gajos que iam para o Iraque procurar as armas químicas que estavam a ser armazenadas na Síria, e, por fim, o depois da Era do Faz de Conta, ou como Pessoa diria, o Faz de Conta todas as contas, inaugurado há um mês, com a versão Maddie do MH370.

Tudo isto seria engraçado, se não fosse altamente preocupante, por que, linguisticamente, a distância que separa o emissor, a mentira e o recetor deve ser tendencialmente diferente de zero, de modo a que o circuito se mantenha na forma clássica. Acontece que, presentemente, a tendência foi para a mentira se tornar infinitesimal, e, faz agora um mês, conseguiu-se uma coisa extraordinária, que foi o recetor ser impregnado pela mentira, sem qualquer necessidade do emissor.

Como diria Carlos Moedas, um criminoso da Goldmann Sachs, estava-se a cortar nas gorduras da Mentira, o que é correto, em termos de contenção para muitos, e enriquecimentos para os das sombras.

Para os apreciadores de História, a quem recomendo a "Crónica de Theophanes", que retrata os negros séculos que vão, mais coisa, menos coisa, de Heraclius ao Período agreste dos Iconoclastas, estamos a entrar num daqueles períodos que, apesar de muitas vezes revisitados, insiste em se revisitar a si mesmo, e isso é mau, posto que, salvo alguns extermínios, culmina sempre em guerras.


Não vejo nada de mau no princípio, já que prefiro que matem a gorda do prédio do lado do que ver destruída a Catedral de Chartres, com o pequeno senão de que, para Bilderberg todos nós somos a gorda aqui do lado, e Chartres pode ser apenas um... obstáculo.

Os sinais, obviamente, só não são legíveis para quem não os queira ler, e são completamente irrelevantes para um país que consegue estar a ouvir falar de Futebol da 8 às 2 da manhã, e até acha natural, com as ligeiras interrupções em que aparece o filho da Laura, do Pau de Cabinda, soltar umas bojardas, imediatamente desmentidas, ou consentidas, ou por um subsecretário de um secretário de Estado, ou pela Zsa Zsa Gabor, num intervalo da duchinha do Estoril Health, ou pela Margarida Rebelo Pinto, a quem fizeram um filme de merda sobre a merda daquilo que ela escreve. 

(Manuel) Alegrem-se: amanhã poderá ser sobre um "best-seller" do tal filho do Tordo...

Em cima da mesa estão os condimentos todos: suponho que não valha a pena falar da Ucrânia, posto que, para quem escreva a frase "anexação dos Sudetas", no Google, se lhe dispare o filme todo: a anexação irá até onde se consentir, e termos que, em Platão eram "degenerados", como o de "plutocrata", são agora plausíveis, e "interessantes", já que a geo política desses territórios dominados pelas mafias locais, substituiu a lógica política pelos oráculos dos "plutocratas", coisa que muito enterneceria Maquiavel e o filho de Alexandre VI, Borgia. Veremos quem serão os novos protagonistas da nova partilha da Polónia, mas talvez inclua o José Mourinho, em representação do Abramovich.

A Nova Idade Média, evidentemente, não se esgota aqui, já que a fragmentação dos territórios, compulsivamente organizada em redor dos iluminismos e dos ideais maçónicos, tende agora para regredir aos sonhos da Nobreza Negra, dos Frescobaldi, encarregados da eleição papal, até aos extremos Ratzinger e à caricatura Francisquinho: os nomes disso tudo são República de Veneza, Cataluña, Crimeia, Pais Vasco, Escócia -- o que levou apressadamente a velha Betty a Roma, não fosse o Bergoglio, permanentemente entregue aos seus disparates, reconhecer na Caetana Fitz-James Stuart da Silva a herdeira do Trono católico de Glascow e Edimburgo -- e mais umas preciosidades afins.

Aqui, felizmente, parece que as eleições para a Liga estão em forma, e abriu o Canil dos Pastorinhos, em Fátima.

Coisas mais sinistras, foram a visita do dentes brancos, a Bruxelas, dizer à Europa para se amanhar com a anexação de Odessa, regresssando ao Isolacionismo de Woodrow Wilson, as manobras russas no Ártico, já que a desativação das Lajes, e o súbito interesse do Preto do Tea Party pela Escandinávia mostrou que a nova rota da guerra passará por aí: é mais perto, vem por cima, e é menos detetável, como o MH370, o ponto mais alto da intoxicação do Faz de Conta Global, que se instalou.

Adorei aquele satélite que dava uma rota que tanto podia ir para cima como para baixo, tendo-se optado pela "para baixo", já que se perdia o rasto e se ocultava a secretíssima manobra militar que ocorreu no mês passado. Um mês, aliás, até dá tempo para deitar ao mar umas caixas negras fora de prazo, para baralhar mais as pistas. Tecnicamente, o ter tornado um avião comercial "invisível", durante horas, a ser comandado, de terra, por intromissão no seu sistema informático, com toda a gente morta, a bordo, e... e... e, aqui, está a minha dúvida, saber se a sofisticação da intromissão já permitiu fazê-lo aterrar incognitamente, em terra incógnita, o que mostraria, doravante, o poder de, a partir de uma simples ordem de consola de computador, num só momento, reunir a maior força aérea de ataque de sempre: todos os aviões, de todas as rotas comerciais do Mundo, subitamente colocados, como drones, nas mãos das Sombras que reinam no Globo, para se despenharem nos lugares de maior conveniência. Ao pé disto, o 9/11 seria uma história da Carochinha, mas vamos esperar para ver, ou para nem ver, já que a coisa está a ser descaradamente ensaiada debaixo dos nossos olhos, entretidos que estamos com a "solidariedade" daqueles países todas da zona, que não se podem, nem cheirar, entre eles. Obviamente, tratando-se de um ensaio público de uma arma secreta, arriscamo-nos a nunca ficar a saber nada.

Todavia, o que mais me assusta, é a fronteira sul da Guerra, já que estou num país do Sul, e odeio o Norte, por inerência: um destes dias, e por que alguém se lembrou de voltar a brincar aos ébolas, desembarcará, numa daquelas rotas de tráfico de invasão e escravos, que passa pelo Algarve, pelas Liparii, por Malta e por tudo o que seja sarjeta europeia, um casalinho, de filho ao colo, e vírus no ventre. Será carinhosamente tratado em Lampedusa, e quero ver que estratégia terá então o Grupo Parlamentar Le Pen-Wilders para lidar com uma epidemia dessas na Europa. Creio que, como diria Obama, "yes, they can", e, em último caso, a Liga Norte passará a ouvir o "Dom Carlos", no Alla Scala, com a Princesa de Eboli a ser substituída pela Princesa de... Ebola.

Todavia, nem tudo é mau: Kim não sei quantos Jung foi reeleito Líder Supremo do Estado mais miserável do Mundo, e a Itália já vai no seu terceiro, creio, primeiro ministro que dispensou eleições. Quanto ao Ébola, parece que vem de uns cafres que o apanham, por andarem a comer macacos que foram contaminados por morcegos. É justo, e, em vez de andarem a tratar dos doentes, será melhor que cortem o mal pela raiz: dizem as más línguas que este novo surto foi devido a um descuido da Michelle com um dos seus guarda costas: a NSA que lhe controle um pouco mais os movimentos, e a feche, um mês, com um vibrador, até a doença ser erradicada.

Um toque de esperança, afinal, não é?...


(Quarteto de humor francamente pessimista, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 14 de março de 2014

Fábula da Guerra da Crimeia, a bordo das armas secretas do Malaysia Airlines Flight 370







Como sabem, sou incapaz de qualquer teoria da conspiração, e tenho o maior desprezo por aqueles que delas vivem, portanto, podem imaginar o amor que tenho pelo "Manifesto dos 70", que deve ser uma forma aboliqueimada da Bíblia dos Setenta. Assim, muito à cabeça, é a velha história dos incendiários, que arruinaram Portugal, a quererem renascer, travestidos de bombeiros; depois, foi uma maneira ligeirinha, inventada por algum daqueles cretinos -- que nós pagamos -- e que "aconselha" o pária algarvio, de tentar provar que o Saloio de Boliqueime ainda encontrava lugar para uma demissão alzheimerada de dois gajos que só custavam dinheiro ao Erário, para fingir que ainda estava vivo.

Não está.

Está borrado de medo, porque sabe que o transbordo disto, das Forças de Segurança, para os Militares, pode fazê-lo acabar com a cabeça espetada na ponta de um chuço, como fizeram ao Robespierre, já que, embora Chefe Supremo das Forças Armadas -- coisa que faz rir qualquer pessoa com dois dedos de testa... -- não deve ter tido acesso às filmagens do canal privado das polícias, em que o paisana subitamente sobe pelo lado das escadarias, tira o revólver de debaixo do casaco, recebe um sinal dos que protegiam o antro de putas que é a Assembleia "Nacional", volta a meter a pistola para dentro, e faz sinal, para os de cá de baixo, para que fizessem o mesmo. Com evidência, foi o sinal de que ambos os lados eram apenas um, e não iam apresentar-nos um banho de sangue de cidadãos fardados, quando, na verdade, do que nós precisamos é de uma limpeza de uns certos paisanas, que destruíram um dos mais velhos estados nação da Europa, em apenas 40 anos.

Também não não vai ser o cair nos "Tugaleaks" das horas de consultas secretas de Neurologia, do Senhor "Presidente" da República, no Hospital Júlio de Matos, ou dos resultados das análises sigilosas ao sangue, do Sr. Vice Primeiro Ministro, Zsa Zsa Gabor, no Hospital da Força Aérea, que fará vacilar o Estado.

A coisa, na verdade, está muito pior do que isso, e os cabecilhas do Polvo sabem disso, ao ponto de terem a Televisão ininterruptamente a falar de Futebol, de manhã até às duas da manhã do dia seguinte, mas eu não serei eu a Cassandra que profetize o que aí vem, tanto mais que a minha arma é apenas, é só apenas, a escrita.

Todavia, como qualquer aldeão global, Portugal são trocos, perante o que vem aí, neste fim de semana em que todos vamos passear pela Crimeia, uma coisa de uma tal gravidade que até pôs os burocratas -- e os burrocratas -- das administrações europeias e americana a tratarem o Irão como "bonzinho". Claro que é bonzinho, como a Arábia Saudita, a Coreia do Norte ou a Venezuela, esta última a cair de podre, como a Maria Cavaco Silva, e é bonzinho, porque, na iminência de uma guerra fria, morna, ou quente, com uma Rússia que reacordou para o seu "espaço vital", convém ter um aliado, ainda que do Eixo do Mal, que sustente, a Sul, aquele terrível rastilho que se está a atear inexoravelmente acima do Cáucaso, nas praias do Cáspio.

Tecnicamente, já estamos em guerra, mas o interessante da coisa foi o tornear que foi feito, até lá chegarmos: primeiro, tentou-se a Síria, o único país da zona que estava solvente, para o tornar num destroço, dependente dos abutres do FMI, Bilderberg e do Banco Mundial. Já cumpriu o seu papel e desapareceu das televisões. Depois, vieram as primaveras turcas, que ameaçavam desestabilizar as fronteiras europeias, mais a Sul e só são novidade para quem não saiba a enorme apetência que o Czar de Todas as Rússias sempre teve por Constantinopla, e as guerras que isso já deu. Por fim, o inesperado, um tal de voo Malaysia Airlines 370, que já passou por tudo, desde acidente a atentado, esquecidos que estamos de que, nesta época em que a ficção dos órgãos de intoxicação social é infinitamente mais importante do que a factualidade, e o importante é manter o MEDO, e o medo instalou-se, o pior dos medos, o medo da dúvida, e isso foi um golpe de mestre, mais um, nesta época de decadência terminal.

Dispersadas as atenções, estamos perante um novo tipo de arma, a mini bomba de neutrões, portátil, com que tanto o criminoso Reagan sonhou, capaz de destruir a vida humana, sem destruir as infraestruturas, o Holandês Errante, de Wagner, ou, numa imagem bem da Edda Maior, uma nave vazia, feita de unhas de mortos, -- o tal Lyubov Orlova, que ninguém entendeu ser um ensaio geral deste novo pesadelo -- a navegar, horas, em puro piloto automático, ao som de uma sinfonia de portáteis que tocam, mas já ninguém poderá atender. Sim, capaz de se esgueirar pelos radares, invisível para os meios convencionais, e a constituir um novo paradigma da Guerra, a invisibilidade que se move, a caminho do seu alvo, a Síndroma da Chita, cuja presa, demasiado tarde, se dá conta de que vai ser mortalmente atacada. 

Pena é que as cúpulas militares, assim, friamente usem um avião comercial, para experimentar uma nova arma terrível, que irá transformar o conflito deste fim de semana numa nova guerra, irreconhecível nos meios e nas formas, cheia de efeitos e armas invisíveis, totalmente virtual, que as cortinas de fumo da intoxicação social alguma vez nos permitirão perceber o que aconteceu, senão depois de acontecido. E mais não escrevo, por receio de já ter falado de mais.

Boa sorte...

(Quarteto do será terrível, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Miguel Relvas e o medo do "inconseguimento" de Passos Coelho perder as Eleições em forma de onda de Coca, da Nazaré






Imagem do Kaos



Como é sabido, eu adoro teorias da conspiração, sobretudo, quando, três meses depois, se mostram muito mais realistas do que a pior das realidades. Presentemente, há uma muito em voga que diz que, depois de ter sido a Troika o bode expiatório de toda a rebaldaria que se fez em Portugal, ao ponto de o colocar ao nível de protetorado de estados párias, ou contrários aos mais elementares direitos e deveres das cartas e convenções assinados por um país do hemisfério civilizado, dizia eu, depois de a Troika ter sido culpabilizada pela culpa das consequências de uma multidão de crimes lesa pátria cometidos ao abrigo do eco sistema de Pedro Miguel Cruz, quando, ou se, a Troika se for, o Polvo Português fica entregue a si mesmo, e sem mais possibilidades de desculpa.

Exemplificando, que será das Parcerias Público Privadas, que continuarão na mesma, e como explicar a sua continuidade, face à permanência dos cortes salariais dos Portugueses que menos ganham?...
Que desculpas irá encontrar Paulo Macedo, para demolir hospitais públicos, de modo a que os construtores ligados à Opus Dei façam condomínios para condominados do cilício?...
Que explicação haverá para o aumento exponencial dos cargos nos gabinetes, com a loura burra, da extinta Universidade Moderna (uma coisa horrível, que metia mulheres armas e drogas), de Setúbal, a "Miss Swaps", a fazer contas de sumir de reformas de 200€, a par com os salários intocáveis do Mexia, do Catroga ou do Bavas-te todo?...
Que será das praxes de Nuno Crato e da analfabetização global da sociedade portuguesa?...

Pelo princípio do cabeça de turco, tudo rola bem, enquanto se pode encontrar um presumível culpado, embora se saiba, pela lição da História, que, na ausência do bode expiatório, se cai de cu na mais dorida das realidades.

As Europeias, como já se percebeu, vão ser um laboratório de explosivos, eventualmente tão letal como só a Crimeia, onde o Shostakovich viveu os seus anos de ouro do Jazz, antes de o espetro soviético mergulhar a região em cinquenta anos de trevas. Vamos ver o bailinho das Extremas, com tendência para as Direitas, o colapso do Bloco de "Esquerda", o reumático do PC, esticado numas décimas de artrose, e o PS vai ver o custo das suas Nádegas, face à ligeireza com que o Rangel, apoiado pelas velhinhas do Cavaco e mais aquelas que acham que o mal dos outros é uma alegria para elas, irá lançar o panorama português num pântano muito parecido com o Guterrista. Vai ser divertido, e nós vamos gostar de ver, embora isso não seja senão o ensaio geral para aquilo que os gajos que estão ao serviço dos interesses internacionais, que governam Portugal, temem. Estou a falar, obviamente, do pavor que Passos Coelho tem de ganhar as Legislativas de 2015, coligado, ou não, com o seu oitavo casamento com a Zsa Zsa Gabor, um decadente upgrade da "Miss Fardas".

Como dito, é aqui que se inscrevem as teorias conspirativas, e deve ter havido um daqueles génios que cercam o "génio" de Massamá, tipo a "Maria Adelaide" Poiares Maduro, que, apavorada com a chegada dos 40 anos do 25 de abril, com a decadência que já mal se consegue ocultar, da Múmia de Boliqueime, com a ameaça dos militares e a caminhada das Forças de Segurança, para forçarem a porta daquilo que já foi a Assembleia da República, e é agora a Câmara Corporativa da Guiné Equatorial e de todos os zimbabwés com que lidamos, e a quem damos palmadinhas nas costas, dizia eu
de que,
apavorados com esta conjuntura assustadoramente negativa, resolveram arranjar um argumento para... perder as Eleições, e nada melhor do que Miguel Relvas, um quarta classado à antiga, ligado, pelo crime, ao lambedor de conas de pretas, Pedro Passos Coelho. Convenhamos que, embora muito maneirinha, a solução até é jeitosa, e fica a meio termo entre ela própria e o galambismo que está em vias de aí vir. Mais diria que, contas feitas, fica ela por ela, é a diferença entre o café curto e a bica meia cheia, embora eu otimista por natureza, e que erro sempre nas minhas previsões, acho que, vitória certa, era mesmo reintegrar, JÁ, o Dias Loureiro no Conselho de Estado, e chamar  a "Giselle" Duarte Lima para chefiar a bancada da Maioria Parlamentar, mas não se pode ter tudo, não é?... :-)


(Quarteto do ai que o nosso querido relvinhas voltou, ai, ai, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Os miseráveis Mirós da nossa corrupção






Não há nada mais do que me chateie, do que estar entretido com as minhas coisas, e ser forçado a escrever sobre outras, dado o estado de parvidade geral do país.

Começo pelas minhas, por que nada há de mais divertido do que mandar vir um tetarteron de Andronico I, Comneno -- figura cuja biografia vos recomendo, por divertidíssima -- e o colecionador búlgaro me o fazer chegar escondido dentro de uma disquete (!), das antigas, das quais já nem me lembrava, um pouco como Suetónio ficciona que Cleópatra VII, Philopator (Κλεοπάτρα Φιλοπάτωρ), se fez desenrolar de dentro de um tapete, perante César, o homem de todas as mulheres, e a mulher de todos os homens.

Estão são as minhas coisas, as divertidas, e era entretido com elas que eu estava, até me começar a chatear as orelhas um tema que anda a circular demasiado para o meu gosto, o dos Mirós, com os quais Oliveira e Costa e os seus capangas andaram a gastar o nosso dinheiro, ao ponto de nos levar à Bancarrota, sempre sob o alto patronato do seu patrão, e inspirador, o Vovô Corrupçao, Aníbal Cavaco Silva, cuja amnésia sobre o que fez ao pais, nos Idos de 80 e 90 só é possível neste quintal de analfabetos funcionais, e inaptos para a ação.

Comecemos pelo fim, para ficar esclarecida já a questão: aquelas merdas do Miró são subprodutos de segunda, terceira, e, alguns, mesmo de quarta linha -- se é que são dele -- e que foram comprados, só o demo saberá onde, e aconselhados só satã saberá por quem, embora eu tenha suspeitas sobre os autores, dado que a terra é pequena e a rés conhecida, mas já lá iremos. Personalizando a coisa, e tivesse sido eu o olho estético a aconselhar a compra, ou o selecionar do que é para ficar e partir, diria que se safam, muito à justinha, 5 ou 6 peças, que, com um foco de luz, e um pouco do manto diáfano da fantasia, de que Eça falava, até pareceriam aquelas cinquentonas, já fora de prazo, que ficam na sombra do "Luanda", à espera de que o negrão as rebente por detrás. No passo seguinte, ou seja, sendo ainda mais minucioso na personalização, se me dessem a escolher alguma coisa dali, agarrava em três, mas, desiludam-se, ó, incautos, nunca para os pôr nas paredes das minhas casas, bem antes para ver como me desfaria, o mais rapidamente possível, daquilo, enquanto não se descobrisse que tinham baixo valor.

No processo, tudo está errado: supondo que houve critério, e não foi mesmo pelo adquirir, só para branquear, imagino que os conselheiros da aquisição tenham sido aquelas mesmas luminárias, que rondavam o célebre antro da Fundação Luso Americana, para colocar os amigos, onde o Machete fez tanta merda que os Americanos, que o tinham comprado para substituir um segmento da Arte Portuguesa por um segmento afim de colonização de lixo e tique americanos, o que deu origem à já esquecida, mas então célebre proliferação dos "Pedros" (Calapez, Portugal, Cabrita Reis, entre outros, com uma pequena ressalva de exceção para o Proença, que até tinha talento). Havendo fundos americanos ilimitados, e sendo um país de atrasados mentais, toca de criar uma campanha de propagandização, para fingir que existiam, eram únicos, maravilhosos e inimitáveis. Caíram na gaveta da História, criando um buraco cultural de uma geração, a que se acrescenta hoje a ruína de Portugal, que agora está a criar mais vinte anos de vazio cultural, que cara nos vai sair para os vindouros, mas isto sou eu a perorar alto, porque quem me conhece sabe bem do que falo, e felizmente nunca parou. A História nos tirará dos baús.

Voltando ao Miró, o problema do Miró é um problema semelhante a uma campanha de propaganda, como a que tirou de debaixo da cama um escritor medíocre, como Saramago, para o levar em ombros até à indignidade de representar uma Literatura antiga, vasta e nobre, capaz de produzir Pessoa. Grosso modo, o mesmo que pôr o Pinto da Costa nos Jerónimos, ao lado de Camões e Afonso de Albuquerque. A viuvinha de profissão, Pilar del Rio, vai-se lembrar destas minhas palavras, quando a extrema direita europeia a atropelar, em Estrasburgo. Aliás, nem é preciso ir mais longe, por que a História já se está a escrever, de forma lapidar sobre quem foi o sinistro homem público, ingrato e traidor da aristocrática Isabel da Nóbrega. A seguir, cai a obra, e então nós poderemos respirar fundo, mas isso tem tempo, e é agora irrelevante. A outra que pague as faturas da eletricidade.

O problema dos Mirós, verdadeiros ou falsos, prende-se com aquela irremediavel seleção do gosto que temos de fazer, e isso não é para todos, embora me surpreendam as atitudes do Jorge e da Gabriela, que conheci em tempos melhores, e deveriam perceber que, em Arte, não há boas intenções, como Wilde, muito acertadamente, afirmava. Para a Christie's, ou qualquer outra, o problema é irrelevante, posto que umas luzes bem posicionadas, um catálogo de gramagem cara e um adequado design conseguem vender qualquer coisa. Aliás, o autor do enredo soube bem como pôr a coisa: "não sei quantas décadas de Miró", acrescentadas de "o mais elevado número de obras (dele) a aparecer num só ato". Como as americanas ricas já foram mais burras, e o dinheiro se deslocou para Oriente, a coisa dava um bom golpe, já que os Chineses compram a merda toda e a Mafia Russa, desde que o preço seja alto, investe, tornando bitcoins negros em cintilações artísticas. The Business, da Christie's tal como the business, da Pilar del Rio, salvaguardada a escala das empresas e a grandeza de Miró, mesmo nas más obras, que Saramago nunca conseguiu alcançar, nem nas reputadas "boas".

Para quem se interesse pelo assunto, investigue la période vache, de Magritte, para perceber o grau de invalidez das obras da période vache de Miró.

Esgotada a primeira carga de munições, vamos ao que realmente interessa: da multidão de oligofrénicos que já perorou sobre os Mirós-BPN, inclusivé aquela espantosa cara de estupidez que o Vovô Corrupção está a fazer, perante um BOM Miró, todos se esqueceram, salvo honrosa exceção para a Diretora do Jornal de Negócios, Helena Garrido, que pôs o dedo na ferida: um país, onde a política cultural é inexistente, exceto nos miados da Mariza -- que a História esquecerá, para apenas reter o gigante Amália --, nas merdas do José Rodrigues dos Santos, ou do Miguel Sousa Tavares, não se pode dar ao luxo de criar uma polémica política, em redor de produtos menores de um genial pintor, porque imediatamente, supondo que por cá ficavam, e se arriscam a ficar, por que o mercado da arte é altamente desconfiado e volátil, e, se descobrem que aquilo tem mau cheiro, passam adiante, perdemos o dinheiro da venda e a questão seguinte é: então, agora, vamos arrumá-los onde?...

Relembremos que estamos na Cauda da Europa, onde o Estado foi incapaz de criar uma coleção de Arte Contemporânea, tirando as sucatas locais, compradas aos amigos, e as "esculturas" das rotundas do Isaltino, pedra, em forma de lixo. Quem se preocupa com a Coleção Jorge de Brito, onde estão, por exemplo, Klee, que já deveriam estar organizados num acervo de Arte Contemporânea, para não sermos obrigados a ver uma assinatura de primeira água nas peças de terceira água de outro que tal, o "Comendador" Berardo, brilhante sucateiro de "Arte"?...

Não existindo tal museu, eu proponho um, muito mais adequado ao palco deste debate: tal como os parisienses têm um Musée de la Contrefaçon, onde alertam para o risco das imitações, nós deveríamos abrir um Museu da Corrupção, com salas próprias, a Sala Cavaco, a Sala Machete, a Sala Barroso, a Sala Duarte Lima, a Sala Dias Loureiro, a Sala Armando Vara, a Sala Portas, a Sala Apito Dourado, a Sala BPN, e, dentro da Sala BPN, então haveria lugar para os célebres "Mirós", ao que insisto em chamar "Lixo Miró", e epifenómeno da masturbação dos nossos analfabetos funcionais, tal como foram Foz Coa, as casas de banho do Carrilho e os estádios do Euro pedófilo 2004.

Evidentemente, que, por mais que tentem galambizar o assunto, nunca a Política fará Arte, embora a Arte acabe sempre por fazer política. 

Por fim, uma vez aberto tal Museu, até podiamos arranjar um lugar de Curadora, para a Pilar, para que não tenha de andar tanto aos saltinhos, enquanto o juízo da História avança :-)

Tenham juízo, pá.



(Quarteto do vendam lá essa merda, antes de que passe a valer 1€, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Loja do Sino e as seis badaladas da Morte, da Praia do Meco




Portugal, enquanto Cauda da Europa, sofre de todos os males dos lugares estreitos: o primeiro, é que todos se conhecem; o segundo, que tudo aquilo que todos conhecem nunca consegue elevar-se muito acima da subcave em que há séculos se arrasta.

O falecido Pacheco tinha uma termo próprio para este estado de permanente de apatia espantada em que vegetamos, a palavra "espantação: o Português de Lineu, diariamente anestesiado pela Teresa Guilherme, pelo analfabeto funcional, Ronaldo, pelas injeções do Saramago, Fátima, Mariza, Gatos Fedorentos e por uma Comunicação Social, monótona, repetitiva e incapaz de veicular mais do que "la voix de son maître", ainda consegue a proeza de constituir um study case, dentro da irreversível decadência europeia.

Como tudo é sempre mal contado, semi escondido e desvirtuado, ao fim de meio minuto de reflexão de bancada, desde dezembro que andamos a analisar um homicídio qualificado, ocorrido na Praia do  Meco, em plena noite de tempestade de inverno. Algures, uma senhora, cujo filho já foi vítima desse puro exercício de sadismo, a que chamam "praxes", chamou a atenção "para as famílias das vítimas ainda não terem acordado". É um facto, mas, dado estarmos em Portugal, este acordar implicava acordar duas vezes: a primeira, contra o constante estado de anestesia; a segunda contra a anestesia local que lhes foi dada, para que, realmente, não acordassem.

Como cidadão livre, avesso a qualquer tipo de disciplina que não a ditada pelo livre arbítrio, assumidamente adversário de tudo o que seja seita, sociedade secreta, ou grupo de pressão destinado a coartar a liberdade do indivíduo, que tantas guerras custou, e está gravada, lapidarmente nos custos de morte que originou, todo o assunto se torna ainda mais revoltante.

Pelo senso comum, seria função universitária a valorização académica do indivíduo, ou, de acordo com os valores do Iluminismo, a sua ascensão pelo conhecimento. Como é sabido, a linha que acabei de escrever, é, nesta vergonha atrasada da Europa, uma espécie de teimosa ingenuidade de quem não quer ver a realidade, e, de facto, não quero. Como escreveu o José Gil, o Português não gosta de Liberdade, mas sim, de Igualdade, entendendo-se por igualdade o nivelamento pelo patamar mais baixo que se possa encontrar. A Teresa Guilherme é especialista nisso e os comentadores políticos, a soldo do Sistema, patrocinam, num patamar ligeiramente acima, esse permanente declinio que nos colocou na cauda dos povos. No fim, chegam ao mesmo resultado: a bifana e o derby do Pinto da Costa, já que, neste país miserável, tudo o que não é Futebol, mais tarde ou mais cedo, nele se transforma.

A história do Meco, com todas as prudências, as cautelas, as omissões, as intoxicações, os receios, os silêncios ministeriais, as anomalias declarativas de gestores e reitores, deixa supor uma espécie de tentativa de segunda Maddie, ou seja, deitar para os olhos do cidadão comum o máximo de poeira possível, para evitar que ele veja, ou medite, nas terríveis conexões que se escondem por detrás do que se pretende fazer passar por inexplicável.

O cenário seria irrelevante, se não se tratasse da "Lusófona", de há vários anos para cá, após o encerramentos das suas congéneres, antros do crime, como a "Independente" e a "Moderna", a primeira fechada compulsivamente, depois da fraude do Diploma de Sócrates; a segunda, para deixar ao desamparo a atual gestora dos interesses sombrios da Bancarrota de Portugal, Maria Luís Albuquerque, de onde saltou bem a tempo, em 2006, antes do seu encerramento compulsivo ("uma coisa horrível, que metia droga, mulheres e armas..."), em 2008. Como com a transmigração das almas, tudo o que era podre imediatamente se transferiu para o lado, neste caso, a "Lusófona", conhecida pela "universidade onde os político dão aulas uns aos outros". A preceito, já que está urgentemente mais próxima de nós, também esta deveria ter sido fechada, aquando do "Caso Relvas", mas eles são tantos, tão entrançados, constituem um sarro tão profundo, que se mudou, em massa, para lá, que, à falta de melhor, se teve de recorrer aos grandes meios, e o massacre do Meco veio mesmo a calhar, mas aposto que ainda não vai chegar, porque os interesses por detrás disto são para lá de sinistros.

Talvez um dos Rangéis -- não me lembro de qual -- tenha posto o dedo na ferida, já que Miguel Relvas, a par do criminoso Dias Loureiro, e do seu padroeiro, Aníbal Cavaco Silva, continuam a dominar o arruinado xadrez político português. Na verdade, eles constituem a aliança mais perversa que alguma vez se conseguiu estabelecer na sociedade portuguesa, desde a Santa Inquisiçaõ, a aliança entre duas coisas incasáveis, mas que, um belo dia, descobriram que fariam melhor, se funcionassem em parceria. Assim, uma vez casada a "Loja do Sino" com os comportamentos e práticas de pendor sado masoquista da "Obra", estava criado o cenário perfeito.

Uma sociedade gerida por bestas é, obviamente, o sonho de toda a politica de desaculturação em que nos imergiram, e desde que os mais aptos se tenham de sujeitar aos que têm "mais matrículas" -- leia-se, aos animais que mais estão a custar as bolsos dos contribuintes portugueses, já que um bom aluno navega com rapidez pelas universidades... -- o sistema está subvertido. Este tipo de ordem é típico das sociedades onde o mais forte domina, oprime, e, se necessário, extermina o mais apto. A preceito, os Romanos resolviam isto mais rapidamente nas arenas, deixando-os chacinarem-se uns aos outros. Nós tornámo-nos mais perversos, e permitimos que a Besta, em estado puro, tente oprimir e destruir a liberdade do espírito, já que a pirâmide da Mediocracia, instalada após a total inversão de valores que se seguiu ao solavanco de 1974, permitiu que os lugares de topo fossem ocupados pelos menos capazes.

O Ecosistema de Pedro Miguel Cruz é um ligeiro aflorar disso, já que, se fossemos por outros campos adentro, perceberíamos como este processo de estupidificação geral pode levar às apoteoses de Saramagos, ao chavascar nas Joanas Vasconcelos, tristes exemplos da gloriosa "Recycled Art", ou ao miserável exemplo de "Mirós" de segunda e terceira linha, que bem caros nos vão sair ainda dos bolsos, pela incapacidade de haver uma Opinião Pública capaz de dizer, "eh, pá, isso oscila entre uma grande e uma pequena merda!..."

A este processo designei, e creio que adequadamente, "Cauda da Europa", e assim ficará, até  vocês encontrarem um termo melhor.

Se Lombroso visse as faces da "Copa" da "Lusófona", certamente teria um nome para eles...

O problema das Praxes é igualmente de Lineu, e tem uma explicação de Colombo: começa pela hierarquização dos mais imbecis, dentro das Universidades, com queimas de fitas, claques de futebol e associações de "estudantes", até que cheguem aos primeiros "degrais" das sociedades secretas, que mantêm, há décadas, a qualidade oprimida, no país inteiro. Uma vez chegados aos primeiros "degrais", é só começar a subir por ali acima: em três tempos, entre o "aventalinho" e o "cilício", o mais medíocre chega aos primeiros lugares parlamentares. Depois, galambiza-se a coisa um pouco, e , com uns pózinhos certos, se chega à terrível ascensão da Extrema Direita, "le dernier cri" da Nova Ordem Mundial. A última a rir é, claro, a Le Pen, e, pelo meio, para lamentar, vão ficando uns pobres sacrificados, amordaçados, vestidos de morcegos, de pés amarrados com fita colante e pesos nos pés, os quais, se fossemos um país decente, nos deveriam ter posto de luto a todos. Como sempre, preferimos o silêncio, não vamos ser apanhados na maré da culpa...

Um país que chegou a este estado precisa, necessariamente, é claro, de uma desinfestação global, ai, precisa, sim, pois precisa...


(Quarteto do fim imediato das praxes homicidas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")